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Relato reflexivo da prática docente no estágio supervisionado II - educação infantil

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE EDUCAÇÃO

CURSO DE PEDAGOGIA À DISTÂNCIA

RELATO REFLEXIVO DA PRÁTICA DOCENTE NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO INFANTIL

ALUNA: MARIA ROSILE DE ALMEIDA OLIVEIRA

CURRAIS NOVOS-RN 2016

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ALUNA: MARIA ROSILENE DE ALMEIDA OLIVEIRA

RELATO REFLEXIVO DA PRÁTICA DOCENTE NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO INFANTIL

Relato reflexivo apresentado ao Curso de Pedagogia a distância como requisito de para obtenção de nota do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, sob a orientação da professora Ms. Maria Patrícia Costa de Oliveira, NEI-CAp/ CE/ UFRN.

CURRAIS NOVOS-RN 2016

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RELATO REFLEXIVO DA PRÁTICA DOCENTE NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso elaborado pela aluna Vanessa Mendes Dantas, apresentado à coordenação do Curso de Pedagogia do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em _____ de ____________ de 2017, sendo auferida a nota (________) conforme avaliação do (a) professor (a) Ms. Maria Patrícia Costa de Oliveira e a banca examinadora constituída pelas professoras:

Profa. Ms. Maria Patrícia Costa de Oliveira. Presidente

Profª Ms. Uiliete Márcia Silva de M. Pereira 1º Examinador(a)

Profª Ms. Vanessa Alessandra Cavalcanti Peixoto 2º Examinador(a)

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À Deus pelo dom da vida, aos meus pais pela oportunidade de viver em família, aos professores pelas experiências, aprendizados e orientações, ao meu avô Luís André pelo incentivo aos estudos, a meu esposo pelo companheirismo, a meu filho amado Pedro Antônio meu estímulo para essa e futuras conquista, e a meu irmão Rosenildo Cosme de Almeida, pela energia emitida do alto.

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RELATO REFLEXIVO DA PRÁTICA DOCENTE NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – EDUCAÇÃO INFANTIL

Resumo

1Maria Rosilene de Almeida Oliveira – UFRN – [email protected]

Este é um Relato Reflexivo da Prática Docente no Estágio Supervisionado II – Educação Infantil, do Curso de Pedagogia à Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo fomentar novos caminhos e reflexões sobre a prática pedagógica na Educação Infantil. O presente trabalho é parte da experiência realizada em uma turma de Pré I, na Escola Municipal Derval Olivar Costa localizada no Município de Lajes Pintadas/RN. O relato traz orientações importantes sobre o atendimento as crianças, baseados no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RCNEI (1998) e nas Diretrizes Curriculares Nacionais Para Educação Infantil – DCNEI (1998). Traz também, informações importantes sobre a caracterização da instituição, assim como apresenta pontos importantes da etapa de observação, e os momentos das atividades desenvolvidas em sala de aula. Para a construção deste trabalho, identificamos como principais interlocutores as seguintes referências teóricas: Base Nacional Curricular Comum (2016) Friedman (2006), e Ostetto (2000).

Palavras-chave: Estágio, Educação Infantil, Prática Pedagógica.

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ABSTRACT

This is a Reflective Report of the Teaching Practice in the Supervised Internship II - Early Childhood Education, of the Distance Education Course of the Federal University of Rio Grande do Norte, which aims to foster new paths and reflections on pedagogical practice in Early Childhood Education. The present work is part of the experience carried out in a Pre I class at the Derval Olivar Costa Municipal School located in the Municipality of Lajes Pintadas / RN. The report provides important guidelines on care for children, based on the National Curriculum Framework for Early Childhood Education (RCNEI, 1998) and the National Curriculum Guidelines for Early Childhood Education (DCNEI, 1998). It also brings important information about the characterization of the institution, as well as important points of the observation stage, and the moments of the activities developed in the classroom. For the construction of this work, we identified as main interlocutors the following theoretical references: National Curricular Common Base (2016) Friedman (2006), and Ostetto (2000).

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Momentos da criação da rotina escolar...15

Figura 2. Atividade lúdica (trenzinho do alfabeto) ...15

Figura 3. Atividade lúdica (Viajando pelo alfabeto) ...15

Figura 4. Atividade (leitura e identificação das letras do alfabeto) ...16

Figura 5. Atividade (Alfabeto ilustrado no trenzinho da Mônica) ...16

Figura 6. Atividade (confecção do varal de letras) ...16

Figura 7. Atividade (modelando o alfabeto) ...17

Figura 8. Atividade (painel com o alfabeto ilustrado) ...17

Figura 9. Atividade lúdica (corrida das vogais) ...17

Figura 10. Atividade prática (identificando as letras do meu nome) ...18

Figura 11. Jogo (soma das vogais) ...18

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 09

2. EDUCAÇÃO INFANTIL ... 10

3. ESTÁGIO SUPERVISIONADO II: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS...13

4. ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA COM O ESTÁGIO ... 19

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 20

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1 INTRODUÇÃO

Esse relato reflexivo da prática docente, mais precisamente, sobre as experiências vividas no Estágio Supervisionado II – Educação Infantil, componente curricular obrigatório do Curso de Pedagogia – EAD/UFRN, tem como objetivo fomentar novos caminhos e reflexões sobre a Educação Infantil. Trata-se igualmente, da docência e das práticas pedagógicas, principalmente no que se refere ao planejamento para as crianças, utilizando-se como referência as proposições expostas na Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – DCNEI (1998).

Refletir a experiência vivida na formação acadêmica é de fundamental importância ao processo de planejamento e desenvolvimento da prática docente, no sentido de pensar nos diversos contextos educativos, que envolvem o papel, o processo de ensino aprendizagem, e as necessidades de atendimento as crianças.

O Estágio Supervisionado II na Educação Infantil, ocorreu na instituição educativa Derval Olivar Costa – Ensino Infantil e Creche, localizada na Rua São Francisco, S/N, na Zona Urbana do município de Lajes Pintada/RN. A escola atendia 100 crianças no período em que ocorreu o estágio, e dispunha da seguinte estrutura física: 4 salas de aulas climatizadas, 1 sala multifuncional, onde funcionava a secretaria e um laboratório de informática, 1 cozinha, 3 banheiros e 1 corredor que funcionava como refeitório.

No interior das salas de aula, existiam mesas e cadeiras apropriadas para crianças pequenas, birôs e quadros, as paredes decoradas com alfabeto, números, desenhos e outras atividades. A escola dispõe de alguns equipamentos tecnológicos como televisão, vídeo, computador, Datashow, e aparelho de DVD. No entanto, vale ressaltar, que a escola não possui pátio, ou seja, um espaço livre para realização de brincadeiras e outras atividades.

O período de regência ocorreu entre 10 e 31 de outubro de 2016, na turma do Pré I, com um total de 26 crianças, entre 4 e 5 anos de idade. Uma das finalidades deste estágio, foi participar das experiências no campo educativo, como também, adquirir novos conhecimentos como base e fundamentação para a formação docente, na perspectiva de que a prática pedagógica requer constante, reflexão-ação-reflexão, sobre o processo de ensino-aprendizagem.

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Assim, com este relato, pretende-se discutir algumas das concepções sobre educação infantil e a forma como é realizado o atendimento as crianças em creches e pré-escola, ao mesmo tempo em que se apresentam possíveis propostas pedagógicas para essa etapa de ensino da educação básica, campo alvo desta nossa pesquisa.

2 EDUCAÇÃO INFANTIL

A educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade. (BRASIL, 1996, P. 17). Sua expansão é decorrência do processo de urbanização, e a participação da mulher no mercado de trabalho. Porém, questões importantes como a formação do profissional dessa área, e a forma como se dão os processos de avaliação são motivos de importantes debates quanto à eficácia no atendimento as crianças das creches e Pré-escolas.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), art. 11, V, considera-se que:

Os Municípios incumbir-se-ão de: (...) oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. Porém, no art. 9º, IV, a União reafirma, que “incumbir-se-á de (...) estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios competências e diretrizes para a educação infantil (...) que nortearão os currículos de modo a assegurar formação básica comum”. É importante salientar, que essa Base Nacional Curricular Comum (BNCC), funciona como guia de orientação, para o trabalho docente e gestores das escolas do Brasil, e que esta apresenta várias concepções sobre como educar e como cuidar das crianças. Vale salientar que, são concepções importantes para ruptura de modelos de atendimento as crianças nas instituições de educação infantil, ou seja, de caráter assistencialista, ou escolarizante. Assim, refletir sobre as formas de como se deve atender as crianças na creche ou na pré-escola, é também, possibilitar ao estagiário em formação docente, um novo olhar sobre o

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potencial de construção de conhecimento da criança, fazendo-se entender, o tão quanto é necessário o posicionamento do educador em relação aos processos educativos na Educação Infantil.

Outro documento importante no qual podemos destacar, é o RCNEI, pois o mesmo traz um conjunto de referências e orientações pedagógicas que visam a contribuir com a implantação ou implementação de práticas educativas de qualidade. Essa prática, sem dúvida alguma, ampliará a participação cidadã da criança na escola e na sociedade.

Além de ser um marco nas políticas e programas de educação infantil, o RCNEI, é um documento que contribui para socialização entre professores do mesmo sistema de ensino, seja no interior da instituição, na elaboração de projetos educativos singulares e diversos. Por isso é importante o uso do RNCEI, como um guia de reflexão de cunho educacional sobre objetivos, conteúdos e orientações didáticas para o atendimento as crianças de zero a seis.

Já com relação a concepção que a instituições de educação infantil devem ter sobre a criança, é que se trata de um sujeito histórico e de direitos, e que, portanto, as experiências que lhe são oferecidas, devem contribuir para o seu desenvolvimento integral. Onde além do seu potencial de aprendizagens, deva ser considerado suas individualidades, que implicam no reconhecimento do eu e do outro no processo de descoberta e apropriação do seu desenvolvimento. Assim sendo, considerar as especificidades do sujeito, é atentar para a diversidade do universo infantil, no qual se apresentam fatores afetivos, emocionais, cognitivos e sociais da criança. E que essas por sua vez, merecem respeito, assim como serem consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, étnicas, religiosas e culturais. Como também, em forma particular de expressão, no direito a brincar, pensar, interagir e se comunicar.

Assim sendo, o acesso das crianças aos bens socioculturais, sua inserção nas mais diversificadas práticas sociais, e o atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e formação da sua identidade, são meios importantes, para o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação e à interação social. De acordo com o Referencial Nacional Curricular para Educação Infantil, RCNEI (1998, p. 14), “as crianças têm direito, antes de tudo, de viver experiências prazerosas nas instituições.

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3 ESTÁGIO SUPERVISIONADO II: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS

O início do estágio supervisionado II, na Educação Infantil, foi dado a partir das etapas de observações feitas na sala de aula antes de iniciarmos a regência. Passada essa fase, sentamos com a professora responsável pela turma Pré-I, para planejarmos as ações a serem desenvolvidas no decorrer da regência. Em um, desses encontros, a professora sugeriu que inseríssemos em nossa proposta pedagógica atividades de alfabetização, pois um dos seus objetivos, era que as crianças entrassem no Pré-II, já conhecendo todas as vogais e consoantes. A partir disso, elaboramos os planos de aulas, ou seja, de acordo com a realidade da sala, respeitando o planejamento antes utilizado pelo professor colaborador. Segundo Ostetto (2000, P. 177), “Planejar é essa atitude de traçar, projetar programar, elaborar um roteiro para empreender uma viagem de conhecimento, de interação, de experiências múltiplas e significativas para/com o grupo de crianças” (2000, p. 177).

Mesmo que o nosso projeto de ensino, não tenha contemplado os pressupostos de Ostteto, pois o mesmo não foi elaborado junto as crianças, nem partiu de perguntas ou temas geradores, nem considerou como deveria, o contexto do qual a criança faz parte. A nossa proposta basicamente objetivava apenas em inserir algumas atividades lúdicas na rotina das crianças criar uma rotina educativa, incluído alguns jogos e brincadeiras, pois acreditávamos que essa seria uma forma de dinamizar nossa prática pedagógica, tornando-a significativa e prazerosa. Para Friedman (2006), são nas brincadeiras que as crianças aprendem a observar as outras crianças, nela a interação dar-se de forma espontânea e prazerosa, ou seja, são momentos favoráveis ao desenvolvimento de novas habilidades, sem cobranças, a aprendizagem torna-se algo prazeroso e significativo na vida delas.

Vale ressaltar que, antes de elaborarmos os planos, tivemos acesso a leitura do Proposta Pedagógica da instituição de Educação Infantil. Ao analisarmos o documento vimos que o foco da sua proposta, era o trabalho para produção e escrita do nome, leitura e reconhecimento das letras do alfabeto. Além disso, o documento não apresentava qualquer concepção sobre infância, criança, ou outro termo parecido, o que contribui para que planejássemos as atividades de sala, com a intenção de ensinarmos as crianças apenas o alfabeto.

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A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.

Também não encontramos na proposta pedagógica da escola, nenhuma questão relativa aos direitos de aprendizagens da criança, nem tão pouco alguns dos princípios que devem servir como base para que as experiências oferecidas às crianças sejam de qualidade e significativa para o seu processo de desenvolvimento. De acordo com Referencial Nacional para Educação Infantil RCNEI (2010 p. 12), a criança deve ser considerada:

Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura. 2010 p. 12).

Vale salientar, que até o momento da realização da regência, não tinha uma concepção formada sobre as formas de como a criança se desenvolve, de como ela aprende com o mundo. Minha concepção era apenas voltada a aprendizagem conteudista e ainda coberta da concepção tradicional de ensinar as crianças da educação infantil o alfabeto, a partir de memorização de letras e sons. Sendo essa a mesma orientação do planejamento da professora regente e que por isso, segui o mesmo formato na realização das minhas intervenções junto as crianças.

Vejamos nas imagens abaixo, a participação das crianças nas atividades desenvolvidas durante o estágio. Vale salientar, que uso das imagens foi autorizado pelos pais e pela direção da escola, e que mesmo tendo sido autorizadas, procuramos desfocar a imagem frontal das crianças.

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Figura 1. Momentos da criação da rotina escolar, primeiro dia da regência.

Fonte: arquivo pessoal

Figura 2. Atividade lúdica (trenzinho do alfabeto), segundo dia da regência.

Fonte: arquivo pessoal.

Figura 3. Atividade lúdica (Viajando pelo alfabeto), terceiro dia da regência.

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Figura 4. Atividade de leitura e identificação das letras do alfabeto no texto, quarto dia da regência.

Fonte: arquivo pessoal.

Figura 5. Atividade (Alfabeto ilustrado no trenzinho da Mônica), quinto dia da regência.

Fonte: arquivo pessoal.

Figura 6. Atividade (confecção do varal de letras), sexto dia da regência.

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Figuras 7. Atividade (modelando o alfabeto), sétimo dia da regência.

Fonte: Arquivo pessoal.

Figuras 8. Atividade (painel com o alfabeto ilustrado), oitavo dia da regência.

Fonte: Arquivo pessoal.

Figuras 9. Atividade lúdica (corrida das vogais), nono dia da regência.

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Figuras 10. Atividade (identificando as letras do meu nome), décimo dia da regência.

Fonte: Arquivo pessoal.

Figuras 11. Jogo (soma das vogais), décimo primeiro dia da regência.

Fonte: Arquivo pessoal

Figuras 12. Atividade (pinturas livres, e exposição das artes), décimo segundo dia da regência.

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É importante destacar, que no período em que estive em sala de aula, mesmo tendo dinamizado um pouco a rotina dessas crianças, a concepção que tinha sobre a educação infantil, é de que essa seria uma etapa de preparação da criança para o ensino fundamental, e que alfabetização poderia fazer parte desse processo, desde que fosse com atividades lúdicas, jogos e brincadeiras.

Dessa forma, foi a partir das orientação e leituras para elaboração do TCC, que passei a ter um novo olhar sobre a prática docente na Educação Infantil voltada para o processo de desenvolvimento das crianças. Hoje, após várias leituras e reflexões, compreendo o quanto é necessária uma proposta educativa baseada em objetivos próprios para cada faixa etária. Vale destacar aqui, a importância desse conhecimento já na etapa final do curso, pois foi justamente no primeiro encontro com a orientadora do trabalho final, que ela chamou atenção para essa necessidade de revisão dos procedimentos a serem realizados para atendimento com crianças na Educação Infantil. Chamo atenção, para o fato dessa observação não ter sido feita durante o Estágio II, onde apenas fomos orientadas, a seguir a proposta pedagógica da professora regente.

Contudo, o contato com essa nova perspectiva, ela não só transformou, como superou as minhas experiências em sala de aula, me trouxe segurança, quanto a forma de como deve ser planejada e desenvolvida as práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil. E de que estas devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeiras. De acordo com RCNEI (2010, p. 18):

A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.

Assim sendo, as propostas pedagógicas tanto na creche como na pré-escola, devem garantir as crianças experiências que promovam o conhecimento de si e do mundo, por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança. Sua imersão nas diferentes linguagens, se dar, por meio das experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita. E as situações de aprendizagem nas quais os professores mediam,

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contribuem para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar. Dessa forma, o professor da Educação Infantil, deve considerar o conhecimento da criança, suas formas de interpretar e dialogar com o outro, e com o mundo que ela mesmo cria, e logo procura transformar.

Por isso, todo o cuidado e atenção para com a integração das experiências que devem ser proporcionadas as crianças da creche e da pré-escola, visto que sua participação nas atividades individuais e coletivas, é a continuidade dos processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança, e que, portanto, neste processo, se faz necessário o conhecimento sobre cada estratégia utilizada, ou seja, o professor deve saber responder: A quem? O quê? Como? Para quê ensinar? Para responder a todas essas indagações é preciso ter o conhecimento sobre os estágios de desenvolvimento da criança, considerar as características e identidade da instituição, e principalmente, ter um olhar sensível para a realidade da criança.

3 ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA COM O ESTÁGIO

O Estágio Supervisionado II na Educação Infantil, foi uma experiência desafiadora para minha formação docente, pois tive que respeitar a proposta pedagógica da instituição que atuei, cujo evidencia-se, um caráter pedagógico, de preparação para a escola regular. E que mesmo tendo que conviver com a resistência da professora em trazer o lúdico para sala de aula, tive a oportunidade de conhecer o universo infantil, em que se foi possível considerar em alguns momentos, os desejos, as expressões, os gestos, a criatividade, o conhecimento, a linguagem da criança.

Após ter passado por toda essa prática reflexiva e busca intensa de novos estudos sobre o tema, considero fundante para formação docente, o conhecimento sobre o campo, e mais ainda, a reflexão sobre o fazer pedagógico, e as implicações desse no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças. E do mais, acrescento: só teremos plena consciência do nosso papel do professor na vida das crianças, na vida da sociedade, se sentirmos tocados pelas experiências, e se buscarmos conhecimento para transforma-las.

Hoje, sob a perspectiva de que, para realizarmos um trabalho efetivo com as crianças na Educação Infantil, precisamos conhecer as crianças em todos os seus aspectos, antes mesmo de realizarmos qualquer proposta pedagógica. E mais ainda,

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a forma como a linguagem deve ser experimentada pela criança, como modo de dizer, de escutar, de saber, de acessar, e como afirmar o próprio Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa - PNAIC (2017 p. 27), “não é papel da Educação Infantil alfabetizar”. Dessa forma, os professores da Educação Infantil assumem papéis importante no processo de desenvolvimento da criança, e na constituição de sua subjetividade. Portanto, refletir sobre a ação docente, deve ser uma prática constante de professores de creches e pré-escolas, para que assim possam ampliar conhecimentos e ao mesmo tempo saber lidar com a complexidade da proposta pedagógica no campo da Educação Infantil, visto que essa deve possibilitar a criança, o contato com novas experiências, com as mais variadas linguagens.

4 REFLEXÕES FINAIS

Considera-se o Estágio Supervisionado II, na Educação Infantil, uma vivência didático-pedagógica enriquecedora para formação acadêmica, humana e profissional. Participar das atividades, das brincadeiras, das experiências com aquelas crianças, foi algo revelador e envolvente. Após cada encontro, me vinham novos pensamentos, novas ideias, novos conhecimentos.

Assim, tendo passado por todo esse processo de formação acadêmica, revisado diversos documentos que norteiam o trabalho docente na educação infantil, não poderia deixar de relatar as experiências nas quais pude rever e aprofundar conceitos sobre a prática pedagógica para esse nível de ensino. Como também, as implicações desta prática no processo de experiências vividas pelas crianças, na qual toda essa competência deve estar articulada a realidade desses sujeitos, mediante as suas necessidades de aprendizagens, sem qualquer intenção de seleção, promoção ou classificação de crianças em ‘aptas’ e ‘não aptas’, ‘prontas’ ou ‘não prontas’, ‘maduras’ ou ‘imaturas, alfabetizada ou não.

Sem dúvida, essa foi uma grande oportunidade de ampliar conhecimentos e de refletir sobre a ação docente, notadamente no que tange as práticas pedagógicas nas instituições educativas. Já o diálogo com as mais variadas fontes de pesquisa representa um acréscimo significativo no que diz respeito aos conceitos, finalidades e o papel do professor na Educação Infantil. Espera-se que o presente trabalho, contribua para a ampliação e formação das práticas pedagógicas tão necessária à docência, e mudança da realidade com a qual ainda nos deparamos nos campos de

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estágio, das quais temos que estudar e refletir, a fim de que o exercício docente na Educação Infantil, seja consciente do compromisso com as crianças e seu desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. – Brasília: MEC/SEF, 1998. (Volume 1).

Caderno de apresentação/Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. - 1.ed.- Brasília: MEC/SEB, 2016.

FRIEDMANN, Adriana. O Desenvolvimento da Criança Através do Brincar. São Paulo: Moderna, 2006.

_______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. – Brasília: MEC/SEF, 1998. (Volume 2).

_______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. – Brasília: MEC/SEF, 1998. (Volume 3).

_______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Brinquedos e Brincadeiras de Creches: Manual de Orientação Pedagógica. – Brasília: MEC/SEB, 2012.

_______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. – Brasília: MEC/SEB, 2010. OSTETTO, Luciana Esmeralda (Org.). Planejamento na educação infantil mais que a atividade, a criança em foco. In: OSTETTO, Luciana Esmeralda (Org.). Encontros e encantamentos na educação infantil: partilhando experiências de estágios. Campinas: Papirus, 2000.

Referências

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