• Nenhum resultado encontrado

Relatório de Estágio Profissional "Professor, o compromisso de excelência"

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Relatório de Estágio Profissional "Professor, o compromisso de excelência""

Copied!
92
0
0

Texto

(1)

Professor, o compromisso de excelência

Relatório de estágio Profissional

Orientador: Professor José Virgílio

João David Mendes Silva

Porto, Julho 2015

Relatório de estágio apresentado Com vista à obtenção do 2ºciclo (Decreto-lei nº76/2006 de 24 de Março e Decreto-lei 43/2007 de 22 de Fevereiro) em Ensino de Educação Física nos ensinos Básico e Secundário.

(2)

II

Silva, J (2015). Professor, o compromisso de excelência. Relatório de estágio Profissional. Porto: J. Silva Relatório de Estágio apresentado com vista à obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, apresentado à Faculdade de desporto da Universidade do Porto.

PALAVRAS-CHAVE: Educação física, estágio Profissional, desporto extracurricular.

(3)

III

AGRADECIMENTOS

Ao Mestre Rui Pacheco pela simplicidade e frontalidade das suas avaliações e conselhos.

Ao João Almeida pela companhia nos “tempos mortos” passados na escola.

Ao João Almeida pelo companheirismo na realização dos trabalhos.

Ao núcleo de estágio por realizar tudo o que foi proposto de forma prática e rápida.

Aos meus pais e irmã por aturarem o mau humor quando chegava a casa do estágio profissional.

(4)
(5)

V

Índice

AGRADECIMENTOS ... III ÍNDICE DE TABELAS ... IX ÍNDICE DE FIGURAS ...XI ÍNDICE DE anexos ... XIII

1. INTRODUÇÃO ... 1

2. ENQUADRAMENTO PESSOAL ... 3

2.1. Características Pessoais ... 3

2.2. Entendimento do Estágio Profissional ... 4

2.3. Expetativas em relação ao estágio Profissional ... 5

3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL ... 6

3.1. A escola como local de aprendizagem e formação ... 6

3.2. Núcleo de estágio ... 7

3.3. Caraterização da escola ... 8

3.4. Caraterização da turma ... 9

3.4.1. Constituição da Turma ... 9

3.4.2. Idade dos Alunos ... 10

3.4.3. Local de Residência ... 10

3.4.4. Estado Civil dos Pais ... 11

3.4.5. Número de Irmãos ... 11

3.4.6. Agregado Familiar ... 12

3.4.7. Habitação e transporte ... 12

3.4.8. Saúde ... 15

(6)

VI

3.4.10. Conclusão da análise da turma ... 17

3.5. Planeamento Anual ... 19

4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL ... 22

4.1. ÁREA I - organização e gestão do ensino aprendizagem ... 22

4.1.1. Conceção ... 22

4.1.2. Planeamento ... 24

4.1.2.1. Modelos de ensino... 28

4.1.2.1.1. MED – Modelo De Educação Desportiva ... 29

4.1.2.1.2. MID – Modelo De Instrução Direta ... 31

4.1.3. Realização ... 32

4.1.4. Avaliação ... 36

4.2. ÁREA II – participação na escola e relação com a comunidade .. 39

4.2.1. Desporto escolar... 39

4.2.2. Torneios inter-turmas ... 40

4.2.3. Direção de turma ... 41

4.2.4. Relação com a comunidade ... 42

4.3. ÁREA III – Desenvolvimento profissional ... 43

4.3.1. Reflexões ... 43

4.4. PROJETO DE INVESTIGAÇÃO / Motivos que levam à não prática de atividades desportivas extracurriculares na turma (do 8ºB ) da escola EB 2,3 de Leça do Balio ... 45 Resumo ... 45 Abstract... 46 Introdução ... 47 4.4.1. Revisão da literatura ... 48 4.4.2. Objetivos ... 49

(7)

VII

4.4.3. Material e métodos ... 49

4.4.3.1. Amostra ... 49

4.4.3.2. Instrumento de recolha de dados ... 49

4.4.3.3. Análise e recolha de dados ... 50

4.4.4. Apresentação dos resultados ... 50

4.4.5. Discussão dos resultados ... 52

4.4.6. Conclusões ... 53

4.4.7. Propostas para futuras investigações ... 53

4.4.8. Referências bibliográficas ... 54

5. CONCLUSÃO ... 55

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 60

(8)
(9)

IX

ÍNDICE DE TABELAS

TABELA 1 - RAZÕES PARA A NÃO PRÁTICA DE DESPORTO EXTRA CURRICULAR DA TURMA DO 8ºB. (ORDEM DECRESCENTE DE IMPORTÂNCIA) ... 51

TABELA 2 - RAZÕES PARA A NÃO PRÁTICA DE DESPORTO EXTRA CURRICULAR DOS ALUNOS DO SEXO MASCULINO DO 8ºB. (ORDEM DECRESCENTE DE IMPORTÂNCIA) .. 51

TABELA 3 - TABELA 2 - RAZÕES PARA A NÃO PRÁTICA DE DESPORTO EXTRA

CURRICULAR DOS ALUNOS DO SEXO FEMININO DO 8ºB. (ORDEM DECRESCENTE DE IMPORTÂNCIA) ... 52

(10)
(11)

XI

ÍNDICE DE FIGURAS

FIGURA 1 CONSTITUIÇÃO DA TURMA --- 9

FIGURA 2 - IDADE DOS ALUNOS --- 10

FIGURA 3 – LOCAL DE RESIDÊNCIA --- 10

FIGURA 4– ESTADO CIVIL DOS PAIS --- 11

FIGURA 5– Nº DE IRMÃOS --- 11

FIGURA 6– AGREGADO FAMILIAR --- 12

FIGURA 7 - QUARTO INDIVIDUAL --- 12

FIGURA 8 - CONDIÇÕES DE ESTUDO --- 13

FIGURA 9– LOCAL DE ESTUDO --- 14

FIGURA 10 – MEIO DE TRANSPORTE --- 14

(12)
(13)

XIII

ÍNDICE DE ANEXOS

ANEXO I - QUESTIONÁRIO DE CARATERIZAÇÃO DA TURMA ... 62

ANEXO II - PLANO ANUAL 3º CICLO ... 63

ANEXO III - HORÁRIO DAS INSTALAÇÕES ... 64

ANEXO IV - PLANO PERIÓDICO ... 65

ANEXO V - CALENDÁRIO E ORGANIZAÇÃO DOS JOGOS DE VOLEIBOL ... 68

ANEXO VI –REFLEXÃO AULA 17 E 18 ... 69

ANEXO VII –REFLEXÃO AULA 10 ... 70

ANEXO VIII –REFLEXÃO AULA 40 ... 71

(14)
(15)

XV

RESUMO

O presente documento foi elaborado no âmbito da unidade curricular estágio profissional (EP), inserida no plano de estudos do mestrado de ensino em educação física nos ensinos básico e secundário e tem como principal objetivo a conclusão do mesmo. O estágio profissional torna-se assim o culminar de dois anos de formação académica contínua e consequente interligação com o mundo real do trabalho do professor, a escola. O ano de estágio profissional foi realizado na Escola EB 2,3 de Leça do balio onde estavam integrados para além de mim mais dois estagiários da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP). No relatório de estágio profissional realço os aspetos mais importantes e marcantes que ocorreram durante este ano letivo como professor estagiário. O relatório de estágio está construído em cinco capítulos: o primeiro é a introdução do documento; o segundo capítulo, “Enquadramento Pessoal”; o terceiro é o “Enquadramento da prática profissional”; o quarto “realização da prática profissional”; e por último, “conclusão”. No capítulo quatro, realização da prática profissional é apresentado um estudo sobre Motivos que levam à não prática de atividades desportivas extracurriculares na turma (do 8ºB) da escola EB 2,3 de Leça do Balio.

PALAVRAS-CHAVE: Educação física, estágio Profissional, desporto extracurricular.

(16)
(17)

XVII

ABSTRACT

This document was prepared for the professional internship of Physical Education (EP), which is inserted in teaching master's curriculum in Physical Education in primary and secondary education and aims to the completion of the master’s. Thus the professional internship becomes the culmination of two years of continuous academic and consequent interconnection with the real world of the teacher's work at school. The year of traineeship was held at Escola EB 2,3 de Leça do Balio, where besides me two other trainees from the Sports School of the University of Porto (FADEUP) were integrated. In the professional internship report the most important and striking aspects that occurred during this school year as a trainee teacher are stressed. The report is divided into five chapters: the first is the introduction of the document; the second chapter, "Personnel setting"; the third is the "setting of the professional practice"; the fourth "actual professional practice"; and finally, "conclusion". In chapter four, actual professional practice presents a study on reasons that lead to the non practice of extracurricular sports activities in the class (8.ºB) of the school EB 2,3 Leça do Balio.

(18)
(19)

XIX

Lista de abreviaturas

EP – Estágio Profissional

FADEUP – Faculdade de Desporto da Universidade do Porto MED - Modelo de Educação Desportiva

(20)
(21)

1

1. INTRODUÇÃO

O relatório de estágio profissional insere-se na Unidade Curricular de Estágio Profissional do Curso de Mestrado de Ensino de Educação Física nos ensinos Básico e Secundário da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. O estágio profissional permite ao futuros professores vivenciarem a cultura escolar na sua plenitude e experienciar as mais variadas componentes desta cultura, desde as relações entre comunidade escolar, os valores, os costumes e especificamente o compreender, sentir, agir e pensar dos docentes da comunidade escolar. Assim, o EP é uma etapa de transição visto que fazemos a passagem da vida escolar do lado da discência para o lado do docente. Há passagem para um lado demasiado importante, neste ano letivo ocupo o lugar de professor, embora estagiário, passando assim a ser um exemplo para os alunos e como tal devo-me comportar e agir como, uma referências de postura, educação e comportamento.

O Estágio Profissional teve lugar na escola EB 2,3 de Leça do Balio e o núcleo de estágio era constituído por três elementos. Durante o ano letivo 2014/2015 fui responsável pelo processo de ensino-aprendizagem da turma do 8º B. Ao Professor Cooperante foram atribuídas todas as turmas de 8º ano de escolaridade da escola EB 2,3 de Leça do Balio. Como tal, o Professor Cooperante possibilitou aos estagiários escolherem a turma. A ordem de escolha não foi arbitrária, o critério foi a média final de licenciatura. O motivo da minha escolha deveu-se principalmente ao horário da turma referente às aulas de Educação Física.

O presente relatório encontra-se organizado em cinco capítulos: “Introdução”, “Enquadramento Pessoal”, “Enquadramento da Prática Profissional”, “Realização da Prática Profissional” e “Conclusão”.

No capítulo inicial, “Introdução” pretendo fazer uma apresentação do documento e consequentemente do estágio profissional.

(22)

2

No segundo capítulo, “Enquadramento Pessoal” apresento o meu projeto de formação individual fazendo a minha apresentação. Neste capítulo é apresentado o meu percurso de vida, as minhas vivências desportivas e académicas, e por fim as expetativas referentes ao estágio profissional;

O terceiro capítulo é o “Enquadramento da Prática Profissional”, este capítulo serve para mostrar a caraterização da escola, do núcleo de estágio, da turma e apresentar o planeamento anual e periódico referente à turma do 8º B;

O quarto capítulo, “Realização da Prática Profissional” encontra-se dividido em três áreas de intervenção profissional: área I - Organização e gestão do ensino aprendizagem; área II - Participação na escola e relação com a comunidade; área III – Desenvolvimento profissional. Para além destas três áreas é neste capítulo que apresento o meu projeto de investigação ação sobre os Motivos que levam à não prática de atividades desportivas extracurriculares na turma (do 8ºB) da escola EB 2,3 de Leça do Balio.

No último capítulo, “Conclusão” faz referência à importância do EP no meu crescimento a nível profissional e pessoal.

(23)

3

2. ENQUADRAMENTO PESSOAL

2.1. Características Pessoais

Chamo-me João David Mendes Silva, nascido a 12 de Abril de 1991 no Porto, tenho 23 anos e sou natural do concelho da Maia. Resido no concelho da Maia distrito do Porto, a cerca de vinte minutos da escola onde estou a lecionar, a escola EB 2/3 de Leça do Balio. Tenho uma irmã, mas neste momento o meu agregado familiar sou eu e os meus pais. Estas quatro pessoas e a minha participação no desporto ao nível de competição federada são a base daquilo que me tornei ao longo destes anos de contínuo crescimento. Foi graças à educação que me deram e aos valores que me incutiram que passei de criança a adulto.

Relativamente às experiências desportivas, diria que faço desporto desde que me lembro. Os meus pais são fãs incondicionais de desporto e isso tornou mais fácil a minha iniciação a nível desportivo. Ao contrário de muitos jovens tive a possibilidade de praticar diferentes modalidade, desde futebol e motocross, passando pelo surf, voleibol, hóquei patins, entre outras. Pratiquei natação dos 4 aos 8 anos, depois iniciei-me no desporto federado na modalidade de futebol. Joguei futebol até aos 14 anos. Desde dessa idade tive ao privilégio de alargar o meu leque de experiências desportivas. Mas desde então o meu desporto de eleição foram o motocross e o voleibol.

Sou piloto de motocross e participei 3 anos no campeonato nacional de motocross, um dos desafios mais difíceis e aliciantes de toda a minha vida. Sempre gostei de desporto e isso era evidente contudo tinha uma grande paixão por biologia Marinha e essa foi a minha primeira escolha no ensino universitário. Mas, no fim do primeiro ano optei por mudar para a Universidade de Desporto da Universidade do porto e ingressar no curso de Ciências do Desporto.

(24)

4

Durante a licenciatura fui um aluno mediano, pois sempre fiz o meu percurso académico para aprender e não para decorar para os testes e avaliações. Não tenho dúvidas que as notas que consegui revelam o que eu efetivamente sei e não o que decorei. Por outro lado sempre estive envolvido em vários projetos em simultâneo com a faculdade e houve momentos em que a minha prioridade não eram todas as disciplinas do currículo. Desta forma consegui facilmente ao longo destes quatro anos conciliar o curso na faculdade com treinar, competir, dar treino e assistir a conferências e congressos em áreas do meu interesse.

2.2. Entendimento do Estágio Profissional

No meu entender o estágio profissional é mais uma etapa do mestrado de ensino e é tão importante como as etapas de formação anteriores.

Neste momento da nossa carreira académica temos a primeira experiência como professor responsável por uma turma, embora sempre com controlo e ajuda por parte do Professor Cooperante.

Assim, no EP a formação adquirida durante o primeiro ano de Mestrado é posta à prova no contexto profissional de professor responsável por uma turma. No meu entender há também o contacto com a realidade e a possibilidade de perceber o que é passível de realizar face ao idealismo utópico que temos em mente realizar.

As didáticas específicas lecionadas no primeiro ano de Mestrado permitem adquirir bases sólidas para lecionar essas mesmas unidades didáticas aos alunos durante o ano de EP.

Para além dos aspetos ligados à didática existe também o contacto com funções e tarefas mais burocráticas como o acompanhamento do diretor de turma, a planificação de visitas de estudo. Resumindo, tudo o que poderemos desempenhar como futuros professores.

Concluindo, o estágio será muito trabalhoso mas permitirá perceber e interpretar o papel de professor na totalidade das suas funções atuais. Assim, o

(25)

5

desempenho de diferentes funções prepara-nos para o desempenho da profissão de professor no futuro.

2.3. Expetativas em relação ao estágio Profissional

Sinceramente não tinha grandes expetativas nem planos para este ano letivo, queria viver um dia do estágio de cada vez.

Senti-me feliz por ter sido colocado na minha primeira opção e assim estar a lecionar numa escola perto do meu local de residência.

Ao longo deste ano quis tentar dissipar algumas dúvidas e inquietações que senti durante o primeiro ano de mestrado em disciplinas maioritariamente teóricas e se a elevada carga horária dessas disciplinas iria ser útil durante este ano letivo.

Espero ao longo do ano ser capaz de fazer os planos de aula mais rapidamente e perceber, realmente, se as imensas horas que passamos com planos e projeções fazem sentido, visto que estamos a lidar com seres humanos e não com máquinas que evoluem e respondem da forma que nós esperamos.

Logicamente, tinha a expetativa de ser capaz de concluir o mestrado de ensino sem abdicar do meu grande foco desta época que é o treino de voleibol e ser campeão nacional e júnior feminino e conciliar com a época desportiva de motocross.

Em relação especificamente ao EP pretendia realizar o mestrado de forma coerente e profissional. Ambicionava melhorar a minha capacidade de superação em situações menos agradáveis de leccionamento assim como a organização de documentos para conseguir sustentar e justificar as minhas opções e avaliações enquanto professor sempre que necessário. Outra expetativa e curiosidade que tinha referente ao EP era perceber a importância de todos os agentes de ensino no funcionamento da Escola.

(26)

6

3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL

3.1. A escola como local de aprendizagem e formação

Atualmente, inserida na busca incessante da educação para a vida, a instituição Escola procura educar de forma holística todos os alunos. Na população de alunos da escola é possível encontrar alunos provenientes de diferentes meios sociais, de diferentes etnias e diferentes culturas familiares. Com esta diversidade de alunos a escola deixa de ser apenas um local de acesso à formação académica. A Escola, ao espelhar a região local e torna-se o lugar perfeito para uma educação íntegra e completa onde é possível aprender a viver com as diferenças e desigualdades. Assim, a instituição escola tem a oportunidade de promover o respeito e a entre ajuda na comunidade.

No confronto com estes desafios da sociedade o poder educativo da escola assume uma importância indubitável, na medida que guia o indivíduo para uma intervenção ativa na vida em comunidade, consciencializando os alunos dos seus deveres, direitos e responsabilidades.

Mas, é importante ter consciência que a Educação advêm de vários fatores como, o desenvolvimento social e cultural, juntamente com os valores e conhecimentos ensinados pelos professores. Assim, enquanto docentes, somos corresponsáveis pela educação dos nossos alunos e pelos papéis que eles desempenharão nas sociedades futuras. É importante lançar sementes para a sociedade colher bons frutos (Estanqueiro, 2010).

O professor, como pedagogo tem que proporcionar aprendizagem em vez de educar no sentido lato da palavra. Assim, como professor de educação física compete-me, no decorrer do ano letivo, proporcionar aos alunos aprendizagens significativas e contribuir para o desenvolvimento das suas personalidades (Bento, 1995).

(27)

7

Na minha perspetiva, a escola desempenha um papel fundamental na sociedade. Sendo a escola um local de passagem obrigatório para todas as crianças, esta passagem deve ser marcante o incutir valores e ensinamentos. Assim, a carreira e vida de professor é demasiado importante e como tal tem que ser encarada como algo de fulcral importância na aprendizagem e formação dos jovens.

Em consonância com os valores da escola em que leciono pretendo utilizar todos os momentos de contacto com os alunos para contribuir positivamente para a sua formação.

O lema da escola é “formar cidadãos para o mundo globalizado”. Para tal os valores e características a escola pretende formar alunos dinâmicos, democráticos, inclusivos, inovadores, solidários e tolerantes.

Em sincronia com os valores enfatizados pela Escola e acreditando na importância destas características nos cidadãos do amanha pretendo em todos os momentos defender a importância destes valores e ensina-los e incutir aos alunos.

3.2. Núcleo de estágio

Para além de mim, o núcleo de estágio é constituído por mais dois estagiários, também alunos do Mestrado de ensino de Educação Física nos Ensinos Básicos e Secundários da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. O Professor Cooperante tem larga experiência enquanto professor cooperante. Esta enorme experiência foi muito vantajosa para os três estudantes estagiários porque desde sempre houve partilha por parte do Professor Cooperante de experiências e vivências passadas de modo a melhorar a nossa prestação como futuros profissionais.

(28)

8

Em relação as dois elementos do núcleo de estágio importa referir que foi fácil trabalhar com eles. Sempre promovemos uma relação de comunicação direta e muito prática com divisão de tarefas de forma equitativa sempre que possível. A comunicação direta e, sem meias palavras, permitiu um trabalho fácil entre os três.

3.3. Caraterização da escola

A realização do meu estágio profissional decorre na Escola EB 2,3 de Leça do Balio em Matosinhos. Leça do Balio é uma freguesia portuguesa do concelho de Matosinhos, com 8,88 km² de área e 17 571 habitantes (2011). Densidade: 1 978,7 hab/km². Presume-se que a palavra Leça ou Leza deriva do nome de uma “villa” romana chamada Decia, Villa Decia. Balio faz alusão a um cavaleiro de grau superior ao de comendador, proprietário de balia, antiga comenda das ordens militares.

A escola EB 2,3 de Leça do Balio tem excelentes infraestruturas para a prática da educação física, possuindo um pavilhão devidamente equipado e um campo de jogos exteriores com pista de atletismo. Dentro do recinto escolar existe uma piscina municipal, que graças à boa vontade e atenção da Câmara municipal de Matosinhos permite que se lecione na disciplina de Educação Física a modalidade de natação, um privilégio que nem todas as escolas têm. A escola pertence ao agrupamento de Escolas do Padrão da Légua. O número de alunos inscritos na escola ronda os 450, que se distribuem pelo 2º e 3º ciclos e ensino profissional.

(29)

9 3.4. Caraterização da turma

Na primeira reunião do núcleo de estágio o professor cooperante propôs aos estagiários a elaboração de um questionário (anexo I) para entregar aos alunos. A posterior análise dos dados retirados do questionário permitiria realizar a caraterização da turma. A partir da análise dos dados retirados do questionário foi possível caracterizar a turma. Após realizar um documento com a caraterização da turma o mesmo foi enviado, após solicitação do diretor de turma para que ele na primeira reunião do conselho de turma pudesse apresentar aos professores.

Neste ponto do relatório apresento a caraterização da turma efetuada com base na análise dos dados obtidos no questionário.

3.4.1. Constituição da Turma

Como se pode confirmar na figura, existe na turma um número superior de elementos do sexo feminino, já que 60% (15 ) dos alunos são raparigas e 40% (10) são rapazes. Da totalidade dos alunos 5 são repetentes.

Figura 1 Constituição da turma

10; 40% 15; 60%

(30)

10 3.4.2. Idade dos Alunos

Os alunos do 8º B apresentam idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos. Como se pode verificar na figura 2 a maioria dos alunos tem 13 anos de idade, com uma representação de 68% (17). Na turma há três alunos com doze anos, cinco com catorze e um com quinze.

Figura 2 - idade dos alunos

3.4.3. Local de Residência

Pelos resultados obtidos no questionário podemos constatar que a maioria dos alunos reside em Matosinhos num total de 96% (23). Só um aluno é natural do concelho do Porto 4% (1) como se pode constatar na figura 3.

Figura 3 – Local de Residência 24; 96% 1; 4%

Local de Residência

Matosinhos Porto 3; 12% 17; 68% 4; 16% 1; 4%

Idade dos Alunos

12 anos 13 anos 14 anos 15 anos

(31)

11 3.4.4. Estado Civil dos Pais

Em relação estado civil dos pais; 83% (19) tem os pais casados e os restantes 17% (4) dos alunos tem os pais separados.

Figura 4– Estado Civil dos Pais

3.4.5. Número de Irmãos

Em relação ao número de irmãos dos alunos fica implícito neste inquérito a realidade dos tempos modernos e o reflexo socioeconómico da sociedade contemporânea. Como é refletido nas tendências nacionais cada vez mais as famílias tendem a encurtar de geração em geração e essa é uma realidade aqui presente. Pode-se constatar na figura seguinte (figura 5) que 29% (7) dos alunos são filhos únicos e 42% (10) só tem um irmão. Os restantes 29% (7) têm 2 ou mais irmãos. Figura 5– Nº de irmãos 19; 83% 4; 17%

Estado Civil dos Pais

Casado Separado 7; 29% 10; 42% 3; 12% 4; 17%

Nº Irmãos

0 1 2 mais de2

(32)

12 3.4.6. Agregado Familiar

Em relação ao agregado familiar (figura 6) os resultados mostram que 75% (18) dos alunos vivem com os pais. Enquanto 25%(5) alunos vivem só com um dos pais.

Figura 6– Agregado Familiar

3.4.7. Habitação e transporte

Um dos alunos não respondeu a este grupo de perguntas do inquérito.

3.4.7.1. Quarto individual

Como se verifica na figura 7, a maioria dos alunos, 78% (18) tem quarto individual. Os restantes 22% (5) alunos partilham o quarto

Figura 7 - Quarto Individual 18; 75% 5; 21% 1; 4%

Agregado familiar

Pais Mãe Pai 18; 78% 5; 22%

Quarto

individual Partilhado

(33)

13

3.4.7.2. Condições de estudo em casa

Apenas 5% (1) dos alunos identificou a sua casa como um mau local de estudo.

Os mesmos valores são apresentados quando se pergunta aos alunos se gostam da sua casa. Apenas 5% (1) dos alunos afirma que não gosta da sua casa. Os restantes 95% (18) alunos afirmam que têm boas condições de estudo como se pode verificar na figura 8.

Figura 8 - Condições de estudo 18; 95% 1; 5%

condições de estudo

em casa

Boas más

(34)

14 3.4.7.3. Local de estudo

A grande maioria dos alunos 65% (15) estuda em casa. Apenas 4% (1) dos alunos estuda com a explicadora. Os restantes alunos estudam no ATL/casa como se pode verificar na figura 9.

3.4.7.4. Meio de transporte para a escola

Os meios de transporte utilizados pelos alunos para se deslocarem para a escola são variados. 44% (10) dos alunos deslocam-se para a escola de carro. O meio de transporte menos utilizado é o metro que só é usado por 4% (1) dos alunos. Como se pode constatar na figura 10.

3; 13% 15; 65% 4; 18% 1; 4%

Local de estudo

atl/casa casa atl explicadora 1; 4% 7; 30% 10; 44% 3; 13% 2; 9%

meio de transporte

metro pé carro bus carrinha do centro

Figura 9– Local de estudo

(35)

15 3.4.8. Saúde

Ao nível da saúde esta turma não causa qualquer preocupação. Apenas três alunos são portadores de doença. 9% (2) com asma e 4% (1) com alergia ao atum. Este aspeto é muito positivo, pois não põe quaisquer tipos de constrangimento e preocupação para o decorrer das aulas. Estes dados podem ser observados na figura 13.

Figura 111 – Portador de Doenças

20; 87% 1; 4% 2; 9%

Portadores de doenças

nenhuma doença alegia asma

(36)

16 5 4 2 4 4 4 4 4 4 6 3 3

futebol atletismo andebol natação voleibol basquetebol

Perceção da dificuldade/facilidade da

modalidade

dificulade facilidade 3.4.9. Prática Desportiva

Nesta turma apenas nove alunos assumem que participam assiduamente nas atividades desportivas extra curriculares. Nas preferências dos alunos destacam-se as participações no corta-mato (6 alunos) e no Mega-sprinterr (3 alunos).

Da totalidade da turma apenas 43% (10) alunos praticam atividade desportiva fora da escola. As modalidades praticadas variam entre voleibol, natação, dança, kick-boxe e futsal como se pode verificar nas figuras 16.

Figura 12– Modalidades extracurricular e Prática de atividade Física

Em relação à dificuldade e facilidade e modalidades é possível constatar no gráfico seguinte que a turma é muito heterogénea como se pode verificar na figura 18.

Figura 13 - Perceção da dificuldade/facilidade da modalidade 2; 20% 2; 20% 1; 10% 1; 10% 4; 40%

Modalidades

extracurriculares

Futsal Dança voleibol kick boxe 10; 43% 13; 57%

Pratica Atividade Física

Sim Não

(37)

17

3.4.10. Conclusão da análise da turma

A turma do 8º B é composta por vinte cinco (25) alunos, quinze raparigas e dez rapazes. Em termos etários, a turma é heterogénea, sendo constituída por alunos com idades entre os doze e os quinze anos. A média de idades da turma é treze anos.

Da totalidade dos alunos apenas um (1) habita no concelho do Porto. Todos os restantes habitam no concelho de Matosinhos.

Em relação ao agregado familiar a maioria dos alunos vive com os pais.

Relativamente às condições de estudo em casa apenas um (1) aluno afirma não ter boas condições de estudo. O principal local de estudo de quinze (15) alunos é em casa; os restantes dez (10) alunos afirmam que estudam ou em casa ou no ATL.

Os hábitos alimentares referentes ao número de refeições diárias traduzem os seguintes resultados: quinze (15) alunos fazem cinco refeições por dia; dois (2) alunos apenas fazem três (3) refeições, os restantes nove (9) alunos fazem quatro refeições.

O local de almoço dos alunos da turma divide-se entre a casa e a escola. Vinte (20) alunos almoçam sempre em casa, três (3) na escola e cinco (5) variam entre casa e a escola.

Os meios de transporte dos alunos para a escola varia; dez (10) alunos deslocam-se de carro para a escola; sete (7) fazem o percurso a pé; três (3) de autocarro; um (1) de metro; e dois (2) deslocam-se na carrinha do centro de estudos.

Em relação à saúde dos alunos, um (1) aluno é alérgico a atum, dois (2) têm asma, os restantes não indicaram qualquer doença.

(38)

18

Em relação aos comportamentos sociais extra escola que foi possível analisar com os dados retirados do preenchimento do inquérito é possível constatar que a maioria dos alunos opta por estudar sozinho e em casa. Contudo o ambiente familiar é propício a essa decisão porque os alunos afirmam que os pais os ajudam com os trabalhos de casa e todos os alunos identificam que os pais são preocupados com o seu percurso escolar e que todos comparecem às reuniões de pais.

Especificamente à disciplina de Educação física, todos alunos frequentaram aulas da disciplina desde a escola primária e todos assumem que gostam das aulas da disciplina de Educação Física e atribuem-lhe a mesma ou maior importância do que as restantes disciplinas.

Um aspeto higiénico em relação à turma é o facto de que dos vinte cinco alunos que compõem a turma 20 tomarem banho após as aulas práticas.

Concluindo, esta análise foi fundamental para melhor conhecer a turma na sua generalidade e orientar a minha relação de professor com a turma.

(39)

19

3.5. Planeamento Anual

A planificação anual já estava definida antes do início do ano letivo. Quando estabelecemos o primeiro contato com o professor cooperante ele já tinha na sua posse o planeamento anual para todos os anos de escolaridade da escola Eb 2.3 de Leça do Balio. Este planeamento foi construído no final do ano letivo anterior por parte da Área Disciplinar de Educação Física. Aos tês estagiários foi entregue o planeamento referente ao 3º ciclo (Anexo II) porque ambos iriam lecionar turmas do 8º ano de escolaridade.

Neste planeamento estão divididas as unidades didáticas por período e por ano de escolaridade. É de ressalvar que nos três períodos está presente a unidade didática de Condição física. Desde o início o professor cooperante enfatizou a necessidade de salientar aos alunos a importância da prática regular de exercício físico e que uma boa condição física era uma vantagem em qualquer situação do dia-a-dia.

Ao longo ano letivo estavam planeadas avaliações das diferentes capacidades motoras. Assim, durante o período era estimulada a capacidade motora a ser avaliada no final do mesmo. Assim, os professores estagiários não tiveram influência na decisão das modalidades a ensinar nem da sua organização anual. A disposição das modalidades pelos diferentes anos de escolaridade já tem esta organização base há alguns anos embora sofra ligeiros ajustes anualmente. O objetivo desta organização é que durante os ciclos de ensino os alunos possam aprender de forma solidificada ao longo dos anos de ensino as diferentes modalidades, sejam elas coletivas ou individuais. Há também a preocupação de em todos os períodos sincronizar as modalidades coletivas com as individuais. Em relação as modalidades escolhidas para cada ano e período, tem obrigatoriamente que haver uma seleção porque não há tempo para ensinar todas as modalidades. Em relação à seleção das modalidades concordo especialmente com a sincronia de modalidades coletivas e individuais em todos os períodos. Em relação à modalidade de atletismo, o Professor

(40)

20

Cooperante também especificou a especialidade que devia ser ensinada no 8º ano para não repetir os conteúdos ensinados no ano anterior.

Esta organização vertical bem definida entre os diferentes anos de escolaridade permite a coordenação e progressão de conteúdos. Esta progressão ao longo dos 3 anos do 3º ciclo permite solidificar os conhecimentos e aprendizagem dos alunos.

Em relação as atividades propostas pelo agrupamento de Educação Física estavam agendados vários torneios e outras atividades.

No final do 1º período estava agendado o corta mato escolar para os dois ciclos de ensino da escola. Os alunos do 5º e 6º ano realizavam um percurso mais curto e os alunos do 7º, 8º e 9º percorriam um percurso mais longo.

No final do 2º período estava agendado o inter-turmas do 3º ciclo e cada ano de escolaridade iria disputar um torneio de uma modalidade coletiva. Assim, a modalidade coletiva destinada ao 7º ano de escolaridade era o basquetebol, para o 8ºano o andebol e para o 9º ano o voleibol.

No final do 3º período estava agendado o torneio inter-turmas de futebol para todos os anos de escolaridade.

Para além da organização de todos os torneios, os professores estagiários eram também responsáveis pela organização do corta-mato, do Mega-sprinterr e de uma visita de estudo a ser realizada no último período letivo.

A visita de estudo intitulava-se “Sensibilização ao Surf” e pretendia possibilitar aos alunos a experimentação da modalidade de surf. Por limitações de transporte ficou decidido que só iriam à visita de estudo 55 alunos. O critério de seleção escolhido pelo núcleo foi a prestação nas aulas de educação física. A visita de estudo teve o custo de 3 euros.

A organização da visita foi fácil porque tínhamos acesso a uma escola de surf o que baixou os custos e a logística da atividade. Quando os alunos chegaram à praia em Vila do Conde, dois estagiários já tinham organizado todo o material

(41)

21

de forma a acelerar o processo dos alunos se equiparem e assim aumentar o tempo útil da aula de surf dentro de água. A atividade decorreu dentro dos horários estabelecidos e todos os alunos puderam experimentar a modalidade.

(42)

22

4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL

A docência é uma atividade complexa e o processo de ensino aprendizagem requer um planeamento e uma organização de toda a plenitude do processo. Para um processo de ensino aprendizagem eficaz há uma interligação entre as três áreas (ÁREA I - organização e gestão do ensino aprendizagem, ÁREA II - Participação na escola e relação com a comunidade e ÁREA III – Desenvolvimento profissional). Para além desta divisão orientadora por áreas há uma interligação entre conceitos, domínios abordados ao longo do estágio profissional que permitem otimizar as vivências como professor.

4.1. ÁREA I - organização e gestão do ensino aprendizagem

A organização e gestão do ensino aprendizagem é uma área constituída por quatro etapas: conceção, planeamento, realização e avaliação (Zélia Matos, 2015). As quatro etapas orientam e estabelecem uma ordem sequencial facilitadora do processo de ensino aprendizagem.

Nesta área o estudante estagiário deve aplicar os conhecimentos aprendidos ao longo da sua formação académica, em especial os conhecimentos adquiridos no primeiro ano do mestrado de Ensino em Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário.

4.1.1. Conceção

A etapa inicial da organização e gestão do ensino aprendizagem é a conceção. Esta etapa caracteriza-se pela necessidade que o professor tem de observar todo o ambiente envolvente, desde o contexto social da escola até as características mais específicas da turma. Após a recolha destas informações, é nesta etapa que o professor deve preparar toda a sua atuação. Para ajudar a iniciar o processo, no início do ano, foi pedido aos estagiários que realizassem

(43)

23

um projeto de formação individual. Este documento continha um Enquadramento pessoal, institucional e operacional.

O Enquadramento pessoal era o local do documento destinado a introspeção onde expunha as minhas características pessoais e o meu entendimento e expetativas em relação ao estágio.

No Enquadramento institucional era feita uma caraterização da escola. No Enquadramento operacional eram definidas as áreas orientadoras do processo de ensino aprendizagem.

Outro documento que foi solicitado no início do estágio foi a caraterização da turma. Este documento foi solicitado por parte do professor Cooperante, Mestre Rui Pacheco para posteriormente ser entregue ao diretor de turma. O documento, Caraterização da Turma foi de vital importância porque permitiu aumentar de forma concreta e pertinente o conhecimento referente aos alunos no que diz respeito ao agregado familiar, habitação, saúde, hábitos saudáveis e interesse pela escola e disciplina de educação física.

Estes dois documentos permitiram um início positivo no desempenho do papel de agente de ensino enquanto professor estagiário.

Assim, após realizar a caraterização da escola e conhecer as instalações é possível, desde logo, começar a planear e arquitetar mentalmente a disposição e organização da turma e da aula. Foi importante perceber que a distribuição dos espaços pelas turmas é definido nos momentos antes da aula e por essa razão é importante ter estratégias para o caso da aula ter que se realizar num espaço onde não é tão favorável. Deste modo, em todas as aulas ia precavido para o caso de o local ou espaço da aula ser diferente do que tinha pensado inicialmente enquanto escrevia o plano de aula.

Lendo e analisando a caraterização da turma foi possível perceber que quase metade da turma praticava desporto. Contudo estes dados não estavam corretos como se foi confirmando no diálogo com os alunos nas aulas

(44)

24

seguintes. Dos dez alunos que afirmaram que praticavam desporto apenas três, realmente praticavam.

Com a análise da perceção da dificuldade/facilidade que os alunos tinham das modalidades foi possível constatar que não existiam diferenças entre as modalidades. De todas as modalidades, nenhuma era apontada como fácil ou difícil para a generalidade da turma. Desta forma, desde logo percebi que teoricamente nenhuma das modalidades ia ser mais fácil ou mais difícil do que as restantes. Foi também importante perceber que apenas três alunos eram portadores de doença e que nenhum dos casos perturba o decorrer das aulas.

4.1.2. Planeamento

O planeamento é a segunda etapa da Organização e Gestão do Ensino aprendizagem. No planeamento, o professor estagiário deve planear a prática pedagógica em função das análises realizadas durante a etapa anterior: Conceção.

Na primeira reunião, como acima foi referido, foi entregue aos estudantes professores estagiários a planificação Anual referente ao 3ºciclo (Anexo II). A planificação estava fracionada pelos 3 anos constituintes do 3º ciclo e pelos três períodos do ano letivo. Assim, para cada ano de escolaridade e período estava indicada a unidade didática a lecionar e o número de horas que a ela deveríamos dedicar.

Após a consulta conjunta de todos os elementos do núcleo de estágio ficou definido que cada um dos estagiários deveria construir uma unidade didática. Para permitir a construção de uma unidade didática adequada ao ano de escolaridade o professor cooperante aconselhou a consulta do Programa Nacional de Educação Física do 3º Ciclo. Esta consulta permitiu um ajuste e Enquadramento dos objetivos para a turma e para as aulas de acordo com os objetivos estabelecidos no Programa Nacional.

(45)

25

Como o programa nacional tem como base uma turma fictícia foram feitos alguns ajustes nos objetivos e conteúdos a lecionar por parte de todos os professores estagiários em função da sua turma e da carga horária dedicada a cada unidade didática. Em todas as modalidades o programa nacional foi consultado para definir objetivos e conteúdos a lecionar. No entanto, com o intuito de permitir aprendizagens consolidadas aos alunos, os objetivos e conteúdos foram adequados ao nível da turma. Em algumas modalidades, como por exemplo, na ginástica o programa objetiva a realização de “cambalhota à frente”, “cambalhota à frente saltada”, “cambalhota à retaguarda”, “pino de braços”, “Roda”, “avião” e três saltos gímnicos. Contudo, para a turma foram definidos como conteúdos de aprendizagem o “rolamento à frente”, “rolamento à retaguarda”, “avião” e “salto com meia pirueta”. No caso do voleibol, o programa colocava os alunos em situação de jogo de 4x4. Na turma foi maioritariamente utilizado o jogo de 2x2 para promover a sustentação com habilidades técnicas do jogo de voleibol.

O professor Cooperante sugeriu que após uma avaliação diagnóstica realizada na primeira aula fosse feito um ajuste aos objetivos e planeamento da unidade didática para que esta se tornasse mais coerente com a realidade da turma e se tornasse um guia mais eficaz para as progressões durante o planeamento das aulas.

Desde a primeira semana de aulas foi construído um horário com a ocupação das instalações desportivas (Anexo III). Este horário permitia consultar quantas turmas estavam em aula em simultâneo.

Neste horário não estavam definidos os espaços para cada professor/turma. No entanto, na minha situação em concreto, ao longo deste ano letivo, não houve nenhum conflito de interesses para a ocupação do mesmo espaço de aula. Antes do início da aula os professores que lecionavam em simultâneo conversavam e escolhiam o espaço mais conveniente a modalidade que estavam a lecionar.

(46)

26

Seguindo a sugestão do professor cooperante as unidades didáticas foram lecionadas de forma alternada, e sempre que possível, intercalava-se uma modalidade coletiva com uma individual.

Para facilitar a organização desta alternância de modalidades ao longo do período foi construído um plano periódico (Anexo IV). O plano periódico revelou-se uma ferramenta indispensável ao longo dos três períodos.

Este plano está estruturado sob a forma de tabela. Nessa tabela existem seis colunas que permitem uma interpretação fácil e, assim, de forma imediata é possível saber que unidade didática é que se vai lecionar em cada data e em que dia da semana é a aula. Para além desta informação é possível também saber o número da aula, a hora e o número da unidade didática.

Nos últimos parágrafos deste ponto enumero os documentos que se revelaram úteis a um melhor planeamento e realização do processo de ensino aprendizagem: MEC, as unidades didáticas, planos de aula, grelhas de avaliação e grelha de auto e hétero avaliação diária.

Os MEC foram úteis porque permitem estruturação de todo o conhecimento e conteúdos referentes à modalidade a lecionar. Para além de um dos módulos permitir a criação e posterior consulta de progressões pedagógicas. Resumindo, os MEC permitiram consolidar e rever e posteriormente consultar o que de mais importante é preciso saber para lecionar cada modalidade.

As unidades didáticas permitiram planear todo o processo de ensino aprendizagem desde a avaliação diagnóstica até a avaliação sumativa. Como era de esperar esta ferramenta teve que ser ajustada ao longo das aulas porque velocidade do processo de ensino-aprendizagem dos não acontece conforme o planeado.

Na construção das unidades didáticas os estagiários era responsáveis pelos a seleção dos conteúdos a lecionar nas aulas. Estes conteúdos eram conformes ao que estava previsto no Programa Nacional. Para além de estarem de acordo com o programa Nacional, a escolha dos conteúdos a lecionar era

(47)

27

supervisionada pelo Professor Cooperante e só após o seu consentimento é que a unidade didática estava pronta a ser utilizada.

Com o decorrer do ano, e após os três professores estagiários experienciarem a realidade das aulas foi notória uma diminuição de conteúdos a ensinar nas unidades didáticas.

As grelhas de avaliação eram construídas em simultâneo com a unidade didática e, foi sugerido pelo Professor Cooperante as habilidades a avaliar fossem poucas e com critérios bem definidos para a avaliação durante as aulas ser mais eficiente e eficaz. O Professor Cooperante sugeriu que as habilidades avaliadas na avaliação diagnóstica tinham de ser também avaliadas na avaliação sumativa.

A grelha de auto e hétero avaliação diária foi uma ferramenta construída para usar no segundo período. Esta ferramenta consiste numa grelha preenchida, com uma nota de 1 a 5, no final de todas as aulas por parte dos alunos. Após os alunos fazerem a auto avaliação da aula o professor informa-os se concorda com a nota ou não e porquê.

Esta grelha permitiu consciencializar os alunos para o seu comportamento e assim melhorarem a sua postura durante as aulas. A média final das avaliações diárias traduz a nota dos alunos na componente de avaliação atitudes que representa 10% da nota final do período. É de salientar que a grelha de auto e hétero avaliação preenchida no final das aulas foi uma ferramenta eficaz e útil para consciencializar os alunos dos seus comportamentos ao longo da aula. Outro aspeto importante sobre esta estratégia foi a auto avaliação dos alunos na generalidade dos casos coincidir com a avaliação do professor. Ao longo do ano, a nota da autoavaliação e da heteroavaliação tiveram tendência a coincidir.

Os planos de aula são o ponto de partida para a realização da prática pedagógica. Esta foi a ferramenta que construí de forma mais regular. Desde a primeira aula que o professor cooperante exigiu que para lecionar a aula o professor estagiário tinha que ter na sua posse o plano de aula.

(48)

28

Todos os planos de aula eram corrigidos pelo Professor Cooperante. As correções permitiram uma melhoria na construção dos planos de aula e ficou notória uma diminuição de correções ao longo do primeiro período.

Na construção do plano de aula tenho em conta vários fatores, como por exemplo, o objetivo geral da aula, os objetivos específicos dos exercícios, a duração da aula, a quantidade de conteúdos a exercitar e as suas componentes críticas, o tempo de exercitação de cada exercício e o material necessário para a aula.

4.1.2.1. Modelos de ensino

Nenhum modelo, método ou estratégia de ensino é universalmente eficaz. Não existe uma técnica de ensino infalível, capaz de servir todos os objetivos e em todas as condições de trabalho.

O ensino implica a interligação e inter-relação entre os atores do processo. É importante um compromisso dos sujeitos que ensinam e, não menos importantes dos, sujeitos que aprendem. Cada estratégia pode ser eficaz em determinadas situações e ineficaz noutras. A eficácia depende da adequação da totalidade das ações do professor em conformidade com o local e com os alunos de forma a alcançar os objetivos previamente definidos.

Durante o ano letivo utilizei várias estratégias e modelos de ensino conforme o local da aula e a unidade didática a lecionar. O local da aula, realizada nos campos do exterior ou no pavilhão, influenciava a minha estratégia de organização. No espaço interior utilizava mais vezes o método de estações e de circuito porque no interior conseguia controlar melhor o empenhamento e comportamento dos alunos e com este método conseguia maior autonomia dos alunos mas sempre com o controlo e ritmo de aula. No espaço exterior preferia o ensino por vagas porque assim era mais fácil marcar o ritmo da aula.

(49)

29

De acordo com a unidade didática a lecionar também alterava a estratégia de organização. Em modalidades em que os alunos intrinsecamente eram mais autónomos como o andebol e o atletismo podia conferir-lhes mais autonomia e “desenhar” a aula com estações ou em circuito porque eles mantinham a intensidade de execução em todos os momentos.

No entanto, nas aulas de voleibol, ginástica ou de atletismo utilizava várias vezes a estratégia das vagas e modelo de instrução direta porque me facilitava o controlo da turma e permitia manter o ritmo e intensidade da aula

A turma não tinha hábitos desportivos o que por vezes dificultava a aula. Por essa razão a estratégia de vagas e modelo de instrução direta foi mais vezes utilizado porque permite maior controlo e impede que os alunos se tornem passivos e não realizem os exercícios.

A única exigência relacionada com os modelos de ensino por parte do professor cooperante foi que a unidade didática de andebol fosse lecionada segundo o modelo de ensino: Modelo de Educação Desportiva (MED).

4.1.2.1.1. MED – Modelo De Educação Desportiva

Conforme enunciado anteriormente este modelo de ensino foi utilizado na unidade didática de andebol.

A origem do MED está inerente à tese de doutoramento de Siedentop, onde o autor colocava a atividade lúdica num papel central na disciplina de educação física (Graça & Mesquita, 2009). Contudo o objetivo do MED, durante as aulas de educação física na unidade didática de andebol era incutir uma afiliação às equipas.

Segundo Siedentop (2000), o modelo de educação desportiva é um modelo de ensino desenhado para proporcionar aos estudantes vivências na aula de

(50)

30

educação física o mais similar com as experiências vividas num contexto desportivo mais autêntico.

Durante o desenho da unidade didática de andebol, em conformidade com o MED foi possível cumprir as principais características do MED. A unidade didática foi construída sob a forma de época desportiva com momentos de pré-poca, época regular e final. Foi possível promover a afiliação com a divisão da turma em equipas. Durante as aulas existiram momentos de competição formal com alunos a desempenhar o papel de árbitro e estatístico. O conceito de record era obtido através da classificação, sempre atualizada no final das aulas. Houve a existência de um Evento Culminante coincidente com a final da época desportiva onde foi possível distribuir prémios. Em todas as aulas a festividade esteve presente com “gritos de equipa” e com alunos a desempenhar a função de claque.

Assim, o grande objetivo para o uso deste modelo de educação era desenvolver alunos desportivamente mais cultos, entusiastas e competentes. O modelo de educação desportiva nas aulas da unidade didática de andebol permitiu incutir uma maior autonomia nos alunos e promover uma afiliação e trabalho em equipa. Em todas as aulas, um período da mesma era destinado ao treino em equipa. Neste período cada equipa era responsável por realizar determinado exercício referente a uma habilidade ensinada na aula anterior. É de salientar que cada equipa tinha características que permitiam a distinção das restantes. Resumindo, cada equipa tinha um nome próprio, uma cor principal e um lema. Em todas as aulas era obrigatório usar uma camisola referente à cor da equipa.

(51)

31

4.1.2.1.2. MID – Modelo De Instrução Direta

O modelo de instrução direta centra o professor como responsável pela tomada de decisão e são promovidas estratégias de controlo delimitado da turma. Para além destas características, o professor é o centro do processo de ensino – aprendizagem.

Assim, todo o envolvimento e ação dos alunos na aula, todo o controlo da turma, e as ações a serem realizadas pelos alunos são claramente prescritas pelo professor. Determinando de forma clara as regras e as rotinas de início e cessão de atividades para controlar e promover maior eficácia do desenrolar da aula.

Neste modelo de ensino a minha atuação pedagógica adquiria um estilo prescritivo e unidirecional. Utilizava muitas vezes este modelo de instrução direta em situações de baixo interferência contextual, em situações mais analíticas.

Concluindo, com a utilização deste modelo pretendia aumentar o tempo de exercitação dos alunos monitorizando e controlando de forma estreita as suas ações e em aulas onde objetivava, maioritariamente, a realização de uma habilidade e não pretendia grandes tomadas de decisões.

(52)

32

4.1.3. Realização

Como o próprio nome indica, a fase da realização tem como objetivo colocar em prática todo o planeamento.

Um dos aspetos que o Professor Cooperante evidenciou como mais importante foi o controlo da turma. E é evidente que se existir um controlo eficaz da turma o desenrolar da aula torna-se mais fácil e processo de ensino aprendizagem é facilitado e mais eficaz.

Desde o início estabeleci rotinas e regras. Como o próprio nome indica, as rotinas demoram algum tempo a serem criadas. Mas é com agrado que afirmo que terminei o primeiro período com as rotinas mecanizadas

(reflexão da aula 17 e 18) (anexo VI). Durante o primeiro período notei alguma necessidade de mostrar intransigência e de punir os alunos com castigos para estes não prejudicarem as aulas. Algumas vezes tive que ordenar que os alunos se sentassem para que a aula decorresse com normalidade e os restantes alunos usufruíssem da aula de Educação Física e, efetivamente aprendessem alguma coisa durante a mesma.

Ao longo do período os alunos foram-me conhecendo e perceberam a minha forma de estar na aula. Da mesma forma, eu também os fui conhecendo cada vez melhor. Este conhecimento mútuo permitiu que os castigos diminuíssem e as aulas fossem decorrendo cada vez melhor.

O facto de ter seguido os conselhos dados pelo Professor Cooperante no final de todas as aulas foi essencial e facilitou o controlo da turma porque aprendi a

“Hoje qualquer comportamento fora da tarefa realizado repetidamente era punido. O aluno sentava-se afastado dos colegas e assim a aula correu melhor. Em relação às rotinas procuradas, após o apito, os alunos já sabiam para que campo se deslocar.”

(53)

33

organizar cada vez melhor a aula diminuindo tempos de espera, tempos de transição. Entre os exercícios ou em explicações mais prolongadas no início da aula o Professor Cooperante sugeriu sentar os alunos para os manter sob controlo mais facilmente.

(reflexão da aula 10) (anexo VII). Também por sugestão do Professor Cooperante os alunos que não faziam aula sentavam-se afastados uns dos outros e, se estivessem devidamente equipados podiam ajudar na colocação do material.

“A aula começou com alguma agitação por parte dos alunos. Para evitar mais atrasos coloquei de imediato os alunos a realizar o primeiro exercício de passe com deslocamento. Embora o exercício não estivesse a ser realizado como eu idealizei optei por não intervir para não interromper a atividade motora. Escolhi esta estratégia porque como os alunos estavam muito irrequietos pensei que se interrompesse a aula ia ser difícil eles estarem em silêncio durante a correção e porque ia atrasar o recomeço do exercício e principalmente porque os critérios mínimos de êxito estavam a ser cumpridos.

Na transição de exercícios sentei os alunos e rapidamente voltei a explicar como deveria ter sido feito exercício. A partir deste momento a aula correu sem grandes sobressaltos e com alunos a executarem os objetivos do exercício em situação de jogo 1x1 que nesta aula era a colocação da bola no espaço vazio para obrigar o adversário a deslocar. A rotação entre os campos também melhorou e já foi realizada de forma mais rápida e eficiente.”

(54)

34

(reflexão da aula 38) (anexo VIII). Na realidade os comportamentos desviantes dos alunos foram diminuindo ao longo do primeiro período. Passando a ocorrer de forma muito esporádica. Em cada um dos comportamentos desviantes ocorridos, no final da aula eu refletia e tentava perceber em que situação é que tal comportamento ocorreu e ser é possível evitar que ocorra novamente. Estas reflexões também foram úteis e porque me ajudaram a atuar de forma diferente, perante situações que já tinham ocorrido, com um resultado melhor. Os alunos eram pontuais na generalidade das aulas. Os casos de atrasos ocorriam raramente e sobretudo em períodos de testes. Nesse aspeto a turma cumpria a hora estabelecida para o início da aula.

A grande dificuldade foi na motivação dos alunos para a prática desportiva. Alguns alunos eram preguiçosos e pouco sérios na realização das tarefas e sempre que eu desviava o olhar ou eles pensavam que eu não estava a olhar aproveitavam para ter o menor empenhamento motor possível. Como isto era avaliado na ficha de auto e hétero avaliação diária houve uma melhoria ao longo do ano letivo.

Contudo esta é a minha maior lacuna. Sinto dificuldade em motivar os alunos para a prática desportiva. Claro que os informei das vantagens inerentes ao desporto e aos hábitos de vida saudável mas não tenho a capacidade de estar constantemente a motivar quem não quer ouvir, e quem nem pretende

“Sendo a primeira aula do segundo período estava um pouco apreensivo em relação ao comportamento dos alunos devido à excitação pós-férias. Para além disto a aula foi lecionada na sala de aula. Desde o início que falei de forma muito assertiva e com a intenção de um discurso com muito ritmo e com poucas pausas para os alunos não dispersarem. Os alunos colaboraram durante toda a aula e esta correu de forma quase perfeita. O professor cooperante sugeriu que os alunos que não fizessem aula se sentassem afastados uns dos outros e ajudassem nas tarefas de organização do material na aula.”

(55)

35

perceber o benefícios do desporto. Sou impaciente nesse aspeto e é uma das características que tenho que melhorar.

Sinto que os alunos têm que querer e se eles quiserem eu esforço-me ao máximo com eles, mas se eles não quiserem e se, além disso prejudicarem a aula, é muito complicado para mim “lutar por eles” e esforçar-me para os ajudar.

Em relação ao feedbacks senti uma enorme diferença em relação ao contexto do treino. No treino os feedbacks têm que ser muito mais específicos e direcionados para a execução técnica. Nas aulas senti necessidade de um feedback mais afetivo e sempre com um carácter motivador o que se torna algo saturante. Por vezes tinha que definir castigos para penalizar os alunos que não cumprissem os períodos de corrida que estavam estabelecidos.

(reflexão da aula 32 e 33) (anexo IX).

“Para os alunos não pararem durante a corrida inicial avisei-os que se parassem o tempo de corrida recomeçava. Uma aluna parou e por isso recomeçaram a corrida. Esta estratégia surtiu efeito porque não pararam mais nenhuma vez e os alunos que não pararam no fim foram avisar a aluna que parou para não voltar a parar.”

(56)

36

4.1.4. Avaliação

A quarta etapa é a avaliação. Esta etapa é a etapa finalizadora da Organização e Gestão do ensino e aprendizagem e permite confirmar se o planeamento e a realização foram concebidos da melhor forma e levaram ao sucesso e evolução dos alunos. A avaliação decorreu sem exceção ao longo de todas as aulas e, a partir do segundo período com um caráter formal onde os alunos em conjunto comigo preenchiam uma tabela classificando a sua prestação na aula. Esta classificação era referente ao “saber-estar” na aula e nada tinha ver com classificar a habilidade de execução ou performance da modalidade. A avaliação diária focava-se na vertente dos comportamentos e atitudes que influencia a nota final do aluno em dez por cento (critério estabelecido pelo Grupo de Educação física). A avaliação diária facilitou a atribuição de uma nota referente às atitudes e valores no final do segundo e terceiro período. Porque para além de os alunos saberem a sua prestação no final da aula eu podia fazer uma média das notas e saber a avaliação final do período referente Às atitudes e valores. “A autoavaliação realizada no final de todas as aulas contribuiu de forma muito positiva para o melhoramento do comportamento dos alunos” (reflexão do 2º período)

Em todas as unidades didáticas, seguindo o conselho do professor cooperante, era imprescindível a realização da avaliação diagnóstica. Também por aconselhamento do Professor cooperante os parâmetros avaliados na avaliação diagnóstica deviam ser também alvo de avaliação na avaliação sumativa. O professor Cooperante defende, e eu concordo com a sua perspetiva de, que a avaliação final deve ser realizada em condições semelhantes com a da avaliação diagnóstica para aumentar a probabilidade de perceção e avaliação da evolução dos alunos.

A avaliação diagnóstica foi de enorme importância em todas as unidades didáticas porque permite perceber qual o nível da turma. Este conhecimento sobre o nível dos alunos permite depois definir estratégias e metas de ensino para os conteúdos que pretendemos ensinar ao longo da unidade didática.

(57)

37

Como foi sugerido pelo Professor Cooperante as minhas grelhas de avaliação diagnóstica tinham poucos conteúdos, normalmente três. Assim, com este número de conteúdos era possível facilitar a observação de todos os alunos em todos os conteúdos a avaliar e facilitava o processo dedicado à avaliação. A grelha da avaliação sumativa era idêntica a grelha da avaliação diagnóstica. Esta similaridade das grelhas permitia de forma rápida e eficaz comparar os resultados dos alunos e perceber de imediato se existia evolução.

Como já foi referido no início deste ponto, durante todas as aulas do segundo e terceiro períodos era registada a nota da aula em relação às atitudes e comportamentos dos alunos. A classificação era registada de 1 a 5. A nota 5 implicava que durante a aula não se verificasse nenhum comportamento desajustado e que durante toda a aula o empenho fosse máximo.

Para avaliar os conhecimentos dos alunos referentes às modalidades lecionadas no final de cada período era realizado um teste escrito. Como a escola não exige livro de educação física aos alunos nas semanas que antecediam o teste o núcleo de estágio construía um documento referente às modalidades lecionadas e colocava-o à disposição dos alunos na reprografia e em formato virtual. Em relação ao teste era evidente a falta de estudo e seriedade com que as turmas encaravam este momento de avaliação. Era assumido por parte dos alunos que só uma minoria adquiria os documentos de estudo. Os estudantes estagiários sempre procuram construir testes acessíveis e com perguntas com resposta direta e sempre com questões explícitas e iguais ao texto do documento de apoio para promover melhores classificações. No entanto, as notas dos testes escritos ficaram sempre abaixo do esperado. Referente á atribuição da classificação, um meio facilitador foi o facto, como foi acima referido, das grelhas de avaliação terem poucos critérios. Ao serem construídas desta forma podia focar a minha avaliação em aspetos, habilidades, ações e comportamentos bem definidos e delimitados. Para além destes parâmetros bem definidos também atribuía uma nota à performance geral do aluno. Assim, podia comparar uma classificação mais delimitada por

(58)

38

critérios bem estruturados com uma avaliação global da performance do aluno na modalidade. Estas duas estratégias de avaliação permitem atribuir uma nota mais adequada às capacidades do aluno.

(59)

39

4.2. ÁREA II – participação na escola e relação com a comunidade

A área dedicada à participação na escola e relação com a comunidade tem como objetivo, num contexto de estágio pedagógico, promover o sucesso educativo, reforçar o papel do docente de educação física na escola e comunidade escolar e local e promover a disciplina de educação física (Matos, 2013).

Sintetizando, esta área II pretende enfatizar todas as atividades não letivas realizadas com a comunidade escolar durante o período de estágio pedagógico. Estas atividades devem promover a interligação entre a comunidade escolar e a comunidade adjacente à escola, a comunidade local. Durante o período tive a possibilidade de assistir a reuniões de diretores de turma, reuniões de conselhos de turma e reuniões do grupo de educação física, organizar torneios e eventos e acompanhar o diretor de turma A presença nestas reuniões permitiu-me perceber melhor a dinâmica da vida de docente escolar.

A divulgação das atividades extracurriculares esteve a cargo do núcleo de estágio. Em todas as atividades e eventos as divulgações foram realizadas com a colocação de cartazes em locais estratégicos da escola e com a divulgação junto das turmas por parte dos professores de educação física na aula.

4.2.1. Desporto escolar

A escola não tinha grupo de desporto escolar, mas por coincidência o clube onde estou a trabalhar (Porto vólei 2014) promove um trabalho de cooperação com as escolas do porto e sou um dos responsáveis pela ligação entre o clube e as escolas. Esta parceria permitiu-me acesso ao desporto escolar em várias escolas mas nunca na escola onde realizei o estágio pedagógico.

Referências

Documentos relacionados

O objetivo da proposta pautou-se em reflexões sobre o conceito de crenças e suas implicações para o ensino e a aprendizagem de línguas, no curso de formação de professores

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

Deste modo, verificou-se que, tanto para o Grupo A (p=0,49), como para o Grupo B (p=0,39) não existem diferenças estatisticamente significativas nas notas médias

Este trabalho buscou, através de pesquisa de campo, estudar o efeito de diferentes alternativas de adubações de cobertura, quanto ao tipo de adubo e época de

A prova do ENADE/2011, aplicada aos estudantes da Área de Tecnologia em Redes de Computadores, com duração total de 4 horas, apresentou questões discursivas e de múltipla

FUNDOS PATRIMONIAIS Tal como já foi referido, o Resultado Líquido positivo de 2019 foi um desempenho muito importante, que permitiu reforçar o valor dos Capitais Próprios e passar

17 CORTE IDH. Caso Castañeda Gutman vs.. restrição ao lançamento de uma candidatura a cargo político pode demandar o enfrentamento de temas de ordem histórica, social e política

Amanda Pereira dos Santos Rocha Técnico(a) de Enfermagem. Ana Carolina Leite de Souza