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PLANO DE ESTUDO TUTORADO PET FINAL
Ano de Escolaridade: 3º Ano Ensino Médio Modalidade: EJA – Educação de Jovens e Adultos
Turma: 3º EM EJA 4 Turno: Noturno
Componente Curricular: Arte Carga Horária: 5 aulas Professor(a): Maria Inez Moysés Monteiro de Barros
Aluno(a):
1 – APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO
CINEMA COMO ARTE
Você conhece a “sétima arte”? Certamente conhece. É o cinema!
https://www.univates.br/nucleodecultura/cinema-vdeo
Na Europa do século XVIII, existiam seis artes: arquitetura, pintura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo a dança). Eram conhecidas como Belas Artes. O cinema foi inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumiére no final do século XIX, e passou a fazer parte da lista das Belas Artes graças ao intelectual italiano, Ricciotto Canuto, em 1912,
Em 1985 na França, Auguste e Luis Lumière, fizeram a primeira exibição pública de uma imagem em movimento. Louis Lumière produziu e exibiu um documentário de curta metragem chamado “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e possuía 45 segundos de duração. Os filmes desta época eram feitos baseados nos acontecimentos do cotidiano.
Em 1902, Georges Méliès lança o filme “Viagem à Lua”, e inaugura o gênero da ficção, desenvolvendo diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais. O cinema então virou arte!
Vamos conhecer agora um pouco sobre a história do cinema brasileiro?
Em 1896 acontece a primeira exibição de cinema no Brasil. Ocorreu no Rio de Janeiro, onde foram projetados oito filmetes retratando apenas cenas pitorescas do cotidiano de cidades da Europa. Em 1898, o imigrante italiano Affonso Segretto traz para o Brasil o cinematógrafo, invenção dos irmãos Lumiére, e filma cenas do porto brasileiro, e fica conhecido como o primeiro cineasta em terras brasileiras.
Entre 1906 e 1910 surgem os primeiros filmes de ficção, chamados de “posados” ("Os Estranguladores", de Francisco Marzullo), os “cantados”, com atores dublando ao vivo (“Paz e Amor”).
Na década de 1930 coexistem o cinema mudo e o cinema sonoro. As produções nacionais são voltadas para musicais carnavalescos, com atores de rádio e teatro. Adhemar Gonzaga cria o estúdio Cinédia, que produz dramas populares e comédias musicais, como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936), que revelam a cantora Carmen Miranda, sucesso internacional.
Na década de 1940, os filmes carnavalescos da década anterior evoluem para filmes cômico-musicais, de baixo orçamento, dando origem ao primeiro gênero brasileiro, a Chanchada. Em 1949 é lançado o Estúdio Vera Cruz, o primeiro a realizar moldes profissionais no Brasil. Seu grande sucesso é o comediante Mazzaropi. Mas o estúdio acaba na década de 1950.
2 Em 1955 Nelson Pereira dos Santos lança o filme precursor do Cinema Novo, "Rio, 40 Graus". O Cinema Novo opõe-se ao populismo das Chanchadas, buscando um estilo nacional por meio da discussão da realidade econômica, social e cultural do país.
Entre os principais diretores, estão Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Glauber Rocha e Arnaldo Jabor. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, populariza o cinema de terror brasileiro.
Sob controle do governo, a Embrafilme garante espaço para os filmes nacionais, em meio ao domínio dos filmes estrangeiros, com financiamento público e salas de exibição garantidas em lei. Em São Paulo, o movimento da Boca do Lixo produz filmes de baixo orçamento, com forte apelo erótico, conhecidos por Pornochanchadas, na década de 1970.
Na década de 1980, a produção cinematográfica cai, e praticamente não são exibidos filmes nacionais. Curtas e documentários passam a ser os únicos representantes do cinema brasileiro com acesso ao mercado.
Com a crise política e econômica do governo Collor na década de 1990, a crise cinematográfica se agrava. Na segunda metade da década, filmes brasileiros voltam a ser realizados, chamando a atenção da crítica internacional, no período que fica conhecido por Cinema da Retomada. Um filme deste período é o Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati.
Atualmente, o cinema nacional tenta conquistar maior participação no mercado, produzindo cada vez mais filmes com qualidade. São lançados filmes de grande sucesso de público e reconhecimento internacional.
TEATRO Você sabe como surgiu o Teatro?
O teatro teve sua origem no século VI a.c., na Grécia, surgindo das festas realizadas em homenagem ao deus Dionísio, deus do vinho e da fertilidade. Essas festas, que eram rituais sagrados, duravam dias seguidos e aconteciam uma vez por ano na primavera, período em que se fazia a colheita do vinho naquela região.
O teatro grego surgiu, segundo historiadores, quando um participante desse ritual sagrado resolveu vestir uma máscara humana, e disse: “Eu sou Dionísio!”. Todos ficam espantados. Este homem chamava-se Téspis, considerado o primeiro ator da história do teatro ocidental. Ele arriscou transformar o sagrado em profano, a verdade em faz-de-conta, o ritual em teatro, e pela primeira vez, diante de outros, mostrou que poderíamos representar o outro. Este acontecimento é o marco inicial da ação dramática.
Paralelo a este acontecimento, foram surgindo os prédios teatrais gregos, que eram construções ao ar livre. O prédio teatral grego era formado, basicamente, da seguinte estrutura: arquibancada, orquestra, proscênio e palco.
A arquibancada era feita de pedras e sua utilização pelos cidadãos gregos era democrática. Dali todos podiam assistir, com a mesma qualidade de visão, às tragédias, comédias e sátiras. A orquestra era o espaço central circular onde o coro, formado por dançarinos, se apresentava. O proscênio destinava-se ao corifeu, líder do coro. Era o espaço entre o palco e a orquestra, e o palco, construído inicialmente de madeira e mais tarde em pedra. Era o espaço destinado à exposição dos cenários e para troca de figurinos e máscaras.
Podemos encontrar diferentes vestígios desta cultura artística em nosso teatro contemporâneo. Com o passar do tempo, muitas transformações ocorreram no mundo, e muitos estilos teatrais foram surgindo. No século XIX, os fundamentos estéticos vivenciados entre público e artistas, no âmbito do teatro, foram desafiados e ampliados no século XX, expandindo-se em experiências e inovações teatrais. Naquele momento, o naturalismo cênico dominava as convenções teatrais. Em seguida, no início do século XX, novos movimentos e experimentações artísticas começaram a surgir em oposição às regras dominantes. Desses movimentos artísticos se destacam o Expressionismo alemão, o Teatro Épico, o Teatro da Crueldade e o Teatro do Absurdo, e no Brasil, o teatro contemporâneo, que teve início com Nelson Rodrigues (1912-1980), com sua peça “Vestido de Noiva”, em 1943. Outros autores do panorama contemporâneo brasileiro são:
Jorge de Andrade (1922-1983), Plínio Marcos (1935-1999), Ariano Suassuna (1927), Dias Gomes (1922- 1999), entre outros. No Teatro Contemporâneo, existem diversas modalidades teatrais, como: Teatro do Oprimido, Teatro de Rua, Teatro Pós-dramático, Videoteatro, Performances, etc.
3 Um dos grandes dramaturgos da contemporaneidade é Augusto Boal, criador do “Teatro do Oprimido”, cujo objetivo é transformar o espectador em sujeito atuante, transformador da ação dramática que lhe é apresentada, de forma que ele mesmo, espectador, passe a ser protagonista e transformador da ação dramática, conscientizando-se da sua autonomia diante dos fatos cotidianos, indo em direção a sua real liberdade de ação.
Texto adaptado do site www.infoescola.com
2 – EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1- Por que o cinema é conhecido como a “sétima arte”?
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2- Em que ano acontece a primeira exibição de cinema no Brasil, e que tipo de filmes foram projetados?
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3- Em que período da história do cinema nacional revelou-se a artista Carmem Miranda?
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4- Qual é o primeiro gênero do cinema brasileiro, e como surgiu?
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5- Em 1955, Nelson Pereira dos Santos lança o filme precursor do Cinema Novo, "Rio, 40 Graus". Quais são os principais objetivos propostos pelo Cinema Novo, e seus principais diretores?
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6- O cinema brasileiro teve sua estreia no Rio de Janeiro, em 1896. A partir daí, foi discretamente ganhando espaço e o gosto dos expectadores brasileiros. Surgiram vários gêneros e estilos ao longo do tempo. Na década de 1940 foram produzidos filmes cômico-musicais, de baixo orçamento, também conhecidos como:
a) Cinema Novo b) Cinédia
c) Filmes Posados d) Cinema da Retomada e) Chanchadas
7- O Cinema Novo opõe-se ao populismo das Chanchadas, buscando um estilo nacional por meio da discussão da realidade econômica, social e cultural do país. O filme "Rio, 40 Graus", lançado em 1955, promove as propostas desse novo momento do cinema nacional. Quem foi o responsável pelo roteiro, direção e lançamento desse filme?
a) José Mojica Marins b) Arnaldo Jabor c) Carla Camurati d) Nelson Pereira dos Santos e) Glauber Rocha
4 8- Uma das formas de ação teatral proposta por Augusto Boal, é o “Teatro-Jornal”, técnica que pretende que se transforme qualquer notícia de jornal, ou qualquer outro material sem propósito dramático, em cenas ou ações teatrais. Baseando-se na notícia de jornal abaixo, responda as questões:
"Dilma é recebida com protestos de índios e médicos em Fortaleza"
"Indígenas pedem demarcações de terras e médicos criticam programa."
Jornal O Globo - 5a feira - 18/07/2013
a) Imagine que a notícia de jornal acima seja uma cena. Onde se passa essa cena?
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b) Quais são os personagens dessa cena?
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9- Ainda imaginando que a notícia de jornal acima seja uma cena, marque a alternativa correta:
Qual é a ação dramática (fato) da cena?
a) Uma festa.
b) Uma viagem.
c) Um protesto.
d) Uma briga.
10- Baseando-se no texto, responda: Como e aonde surgiu o Teatro?
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11- Que movimentos artísticos surgiram no século XX?
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12- Marque a alternativa correta:
Qual foi o grande marco inicial do Teatro?
a) Pinturas feitas nas paredes das cavernas pré-históricas;
b) A fala de um homem grego, durante uma festa em homenagem ao deus Dionísio;
c) A peça “Romeu e Julieta”, de Willian Shakespeare;
d) A introdução da música nas apresentações das peças teatrais.
13- Marque a alternativa que NÃO está correta:
No Teatro Contemporâneo, existem diversas modalidades teatrais, como as citadas abaixo, exceto:
a) Teatro do Oprimido;
b) Teatro de Rua;
c) Teatro Pós-dramático;
d) Teatro de Revista.
3 – PARA SABER MAIS (vídeos curtos sobre os temas abordados)
A origem do teatro https://www.youtube.com/watch?v=gTfUMxOgnUM&feature=emb_logo
História do cinema no Brasil https://www.youtube.com/watch?v=c-yuaqjyX3c
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PLANO DE ESTUDO TUTORADO PET FINAL
Ano de Escolaridade: 3º Ano Ensino Médio Modalidade: EJA – Educação de Jovens e Adultos
Turma: 3 EM EJA 4 Turno: Noturno
Componente Curricular: Biologia Carga Horária: 10 aulas Professor(a): Valeria da Mata Santos
Aluno(a):
TIPO SANGUINEO – SISTEMA ABO
A herança dos tipos sanguíneos do sistema ABO constitui um exemplo de alelos múltiplos na espécie humana. O Sistema ABO representa um grupo sanguíneo importante na determinação da compatibilidade entre os tipos de sangue.
A descoberta do sistema ABO aconteceu em 1901 e deve-se ao médico Karl Landsteiner (1868 - 1943). Ele e sua equipe perceberam que quando alguns tipos de sangue eram misturados ocorria a aglutinação das hemácias, o que é chamado de incompatibilidade sanguínea. Desse modo, foi verificado que existiam alguns tipos sanguíneos, os quais foram denominados de A, B, AB e O. Daí surgiu o sistema ABO.
A determinação dos tipos sanguíneos é uma condição genética, constituindo um caso de alelos múltiplos, determinada por três alelos: I
A, IB, i.Tipos sanguíneos
Existem quatro tipos de sangue: A, B, AB e O. Cada um deles é determinado pela presença ou ausência de aglutinogênios e aglutininas:
•
Os aglutinogênios são antígenos encontrados na superfície das hemácias. Existem dois tipos de aglutinogênios: A e B.
•
As aglutininas são anticorpos presentes no plasma sanguíneo e existem em dois tipos: anti-A e anti-B.
Os grupos do sistema ABO são determinados por uma série de 3 alelos: I
A, IB, i. onde: IA = IB > i. Gene : IA determina a produção do aglutinogênio A.
Gene : IB determina a produção do aglutinogênio B.
Gene : i determina a não produção do aglutinogênio.
6 Transfusões Sanguínea
As aglutininas reagem com os antígenos, daí a importância de reconhecer os tipos sanguíneos no momento de uma transfusão. Para que ocorra de forma correta deve existir compatibilidade entre as hemácias do doador e o plasma do receptor, ou seja, as aglutininas não devem reagir contra os aglutinogênios. A incompatibilidade sanguínea em casos de transfusões causa a aglutinação das hemácias, ou seja, formam-se aglomerados como se fossem coágulos. Essa situação resulta no entupimento dos capilares sanguíneos, comprometendo a circulação sanguínea. Por exemplo, uma pessoa com sangue do tipo A ao doar sangue para outra pessoa do tipo B provoca a aglutinação das hemácias devido a presença do anti-A. O mesmo acontece em um indivíduo com sangue tipo B, ele apresenta hemácias com antígenos B e anticorpos anti-A, rejeitando o sangue tipo A.
Compatibilidade entre os tipos sanguíneos:
• Tipo sanguíneo O pode doar para todos, são doadores universais, porém só recebem sangue do tipo O.
• Tipo sanguíneo AB recebe doação de todos os tipos sanguíneos, são receptores universais e podem doar sangue apenas para pessoas com o sangue AB.
• Tipo sanguíneo A não doa sangue para o sangue B, porém pode doar para o tipo A e AB. O sangue A recebe doação do tipo sanguíneo A ou O.
• Tipo sanguíneo B não pode doar sangue para o tipo A, mas podem doar para o tipo sanguíneo B e AB.
Recebem doação do sangue B ou O.
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ATIVIDADES
1- A transfusão de sangue do tipo B para uma pessoa do grupo A resultaria em:
a) reação de anticorpos anti – B do receptor com os glóbulos vermelhos do doador.
b) reação dos antígenos B do receptor com os anticorpos anti – B do doador.
c) formação de anticorpos anti – A e anti – B pelo receptor, d) nenhuma reação, porque A é receptor universal.
e) reação de anticorpo anti – B do doador com antígenos A do receptor.
2- Na espécie humana, os alelos que determinam sangue do tipo A (I
A) e do tipo B (I
B) são
codominantes. Esses dois alelos, porém, são dominantes sobre o alelo responsável por sangue do tipo O
(i). Assim, se uma mulher com tipo sanguíneo A tem um filho com tipo sanguíneo B, o sangue do pai dacriança pode ser do tipo:
a) B ou O b) A, B, AB ou O c) AB ou B d) A ou B e) A, B ou AB
3- Dois pacientes, em um hospital, têm as seguintes características de sangue:
PACIENTE 1: apresenta tanto anticorpos Anti-A como Anti-B no sangue. PACIENTE 2: não apresenta anticorpos Anti-A nem Anti-B no sangue. Pode-se afirmar que:
a) o paciente 2 é do tipo doador universal.
b) o paciente 1 pode receber sangue do paciente 2.
c) o paciente 1 só pode receber sangue A.
d) o paciente 2 só pode receber sangue AB.
e) o paciente 2 pode receber sangue A, B, AB ou O.
4- Existem quatro tipos sanguíneos na espécie humana: A, B, AB e O. Eles são codificados graças a três alelos, o que representa um caso de:
a) epistasia.
b) mutação.
c) alelos múltiplos.
d) pleiotropia.
e) aberrações cromossômicas.
5- Os tipos sanguíneos do sistema ABO são caracterizados pela presença ou ausência de aglutinogênios e aglutininas. O sangue tipo A, por exemplo, possui como principal característica a presença:
a) de aglutinogênio B.
b) de aglutinina anti-A.
c) de aglutinina anti-B.
d) de aglutinina anti-A e anti-B.
e) de aglutinogênio A e B
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6- Compreender o sistema ABO é fundamental para evitar possíveis danos à saúde no momento de uma transfusão sanguínea. Imagine, por exemplo, que uma pessoa com sangue tipo A receba sangue do tipo B. Essa ação poderia ocasionar a morte do indivíduo, uma vez que podem ser formados aglomerados de hemácias que obstruem a passagem do sangue. Isso ocorre porque:
a) as hemácias do doador possuem aglutininas anti-A, que atacam a hemácia do receptor.
b) no plasma do receptor existem aglutininas anti-B, que atacam as hemácias do doador.
c) no plasma do doador existe aglutininas anti-B, que atacam as hemácias do receptor.
d) as hemácias do doador possuem aglutinogênios B, que reagem com os aglutinogênios A das hemácias do receptor.
e) no plasma do doador existem aglutininas anti-A e anti-B, que atacam as hemácias do receptor.
7- Os alelos que condicionam os tipos sanguíneos podem ser combinados em seis diferentes tipos: I
AI
A, I
Ai, I
BI
B, I
Bi, I
AI
Be ii. Entre os alelos I
Ae I
Bexiste uma relação de ______________, pois ambos expressam- se.
a) epistasia.
b) codominância.
c) dominância.
d) heterozigose.
e) recessividade
FAÇA OS CRUZAMENTOS E MARQUE A OPÇÃO CORRETA NAS QUESTÕES ABAIXO (8,9 E 10).
8- Imagine que um homem de tipo sanguíneo O case-se com uma mulher de sangue tipo AB. Qual é a probabilidade de esse cruzamento gerar descendentes de sangue tipo O?
a) A probabilidade é nula, pois esse cruzamento só originará descendentes A, B e AB.
b) A probabilidade é 100%, pois o alelo que condiciona o sangue tipo O é dominante.
c) A probabilidade é 50%, pois metade dos genes do descendente é da mãe e metade, do pai.
d) A probabilidade é nula, pois os descendentes gerados poderão ter apenas os genótipos I
ai e I
bi.
e) A probabilidade é 25%, pois esse cruzamento poderá gerar descendentes A, B, AB ou O.
9- Um homem do grupo sanguíneo AB é casado com uma mulher cujos avós paternos e maternos
pertencem ao grupo sanguíneo O. Esse casal poderá ter apenas descendentes:a) do grupo O;
b) do grupo AB;
c) dos grupos AB e O;
d) dos grupos A e B;
e) dos grupos A, B e AB
10- Um banco de sangue possui 5 litros de sangue tipo AB, 3 litros tipo A, 8 litros tipo B e 2 litros tipo O.
Para transfusões em indivíduos dos tipos O, A, B e AB estão disponíveis, respectivamente:
a) 2, 5, 10 e 18 litros;
b) 2, 3, 5 e 8 litros;
c) 2, 3, 8 e 16 litros;
d) 18, 8, 13 e 5 litros;
e) 7, 5, 10 e 11 litros.
PAZ E LUZ AMADOS ALUNOS !
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PLANO DE ESTUDO TUTORADO PET FINAL
Ano de Escolaridade: 3º Ano Ensino Médio Modalidade: EJA – Educação de Jovens e Adultos
Turma: 3º EM EJA 4 Turno: Noturno
Componente Curricular: Educação Física Carga Horária: 5 aulas Professor(a): Mário
Aluno(a):
O ESPORTE E O RACISMO
Ao longo da história, clubes e atletas já se mostraram atuantes na luta contra a discriminação racial.
Posicionamento é cada vez mais necessário. O combate a discriminação racial ganhou milhares de apoiadores e pautou discussões em vários países, inclusive no Brasil. E é justamente por aqui, onde negros também sofrem muito com a discriminação, que precisamos falar mais ainda sobre o assunto. Porque muitas pessoas não tratam o preconceito racial com a importância necessária, acreditam que seja frescura, ou forma de vitimização.
Um dos possíveis desdobramentos para um problema que não é discutido é justamente que ele não seja punido e, de alguma forma, acabe estimulado e ampliado. É exatamente esse o caminho que sugere o estudo da ONG ‘Observatório da Discriminação Racial no Futebol’, elaborado em conjunto com a Esefid (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança), ligada à UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e com apoio da Comissão de Direito Desportivo da OAB.
Silenciado, o problema se alastra. De acordo com o levantamento, os casos de racismo nos estádios quase dobraram em 2015: foram 35 ocorrências no ano passado, ante 20 registros em 2014. Deste total, trinta e cinco casos estão atrelados a discriminação racial, um com homofobia e outro com xenofobia. Os números, no entanto, são sempre menores do que os episódios racistas, já que este foram os casos reportados oficialmente. Em 24 episódios o racismo ocorreu dentro das arenas esportivas e 11 através da internet, como no caso do meia são-paulino Michel Bastos.
Nesse contexto, a esfera esportiva tem muito a contribuir ao debate. Ao longo da história, clubes e atletas já se mostraram atuantes nesta batalha que perdura há séculos e ainda está longe do fim. No boxe, Muhammad Ali, um dos maiores esportistas que o mundo já viu, foi uma voz forte para os negros desde os anos 60. Assim como os velocistas americanos Tommie Smithve John Carlos, que eternizaram o gesto dos Panteras Negras, no pódio das Olimpíadas de 1968, no México. E é claro, o lendário Jesse Owens, que conquistou quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, sob os olhares do nazista Adolf Hitler. No Brasil, atletas como o jogador de futebol Reinaldo, ídolo do Atlético Mineiro, também era engajado na luta contra o racismo e comemorava seus gols com o gesto de punho cerrado dos Panteras Negras. Por conta de seu posicionamento, Reinaldo foi cortado da Copa do Mundo de 1970, época em que o Brasil passava pela ditadura militar. Abaixo seguem esses e outros posicionamentos.
Fontes:
https://www.huffpostbrasil.com/2016/10/17/racismo-cresce-no-futebol-brasileiro-aponta-estudo-e-a- impunid_n_12523184.html?utm_hp_ref=br-racismo-no-esporte
https://www.agazeta.com.br/colunas/filipe-souza/esporte-tem-papel-fundamental-no-combate-ao- racismo-0620
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ATIVIDADE 1: O texto acima traz um tema que é muito discutido no Brasil e o traz para o meio esportivo. O racismo é um problema crônico no Brasil, mas que poucas pessoas se preocupam em discutir sua situação. Ele está em todo lugar, inclusive no esporte. Mas e você, o que acha desse tema? Você acha que existe racismo no esporte? Elabore um pequeno texto expondo seu ponto de vista sobre o assunto.
A charge acima representa o ex-goleiro do Santos, Aranha. Ele foi vítima de racismo em 2014, na Arena do Grêmio, num jogo do Santos como visitante no Sul. Os insultos foram flagrados pelas câmeras e repercutiram por todo o país.
ATIVIDADE 2: Casos como esse tem acontecido não só no
futebol, mas em outros esportes também. Conte um outro caso
de racismo no esporte que você já presenciou ou leu sobre.
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Essa foto foi apontada como a mais simbólica da Copa da Rússia e saiu dos dedos e da criatividade de um brasileiro, que tem dez anos de carreira e está em seu segundo Mundial. A imagem mostra o braço do senegalês Sadio Mané se encontrando com o do brasileiro naturalizado polonês Thiago Cionek em um forte aperto de mão. A foto, feita na estreia das duas seleções na Rússia, é de autoria do repórter fotográfico Rodrigo.
CONFIRA ALGUNS ATLETAS QUE SE POSICIONARAM CONTRA O RACISMO
Jesse Owens – O homem que humilhou Hitler: Sem precisar esboçar uma única palavra, o atleta norte-americano Jesse Owens fez história nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, sob os olhares de Adolf Hitler. O negro subiu no lugar mais alto do pódio nas provas de 100 metros rasos, santo em distância, 200 metros rasos e corrida de revezamento 4x100 metros e pulverizou a teoria nazista da supremacia racial ariana. Conheça um pouco mais da história de Jesse Owens aqui:
https://escola.britannica.com.br/artigo/Jesse- Owens/482134#:~:text=Jesse%20Owens%20foi%20um%20atleta,de%201936%2C%20na%20categoria%20atle tismo.&text=Em%201928%2C%20bateu%20o%20recorde,m%C3%A9dio%2C%20quebrou%20mais%20tr%C3%AAs%20recordes.
Muhammed Ali – A voz negra contra a discriminação: A história de Muhammed Ali vai muita além de sua medalha olímpica e de seus títulos mundiais de boxe. O pugilista se tornou voz ativa na luta contra o racismo nos Estados Unidos. Inteligente e politizado, Ali, desde o início da década de 60 não fugiu do debate, sempre questionando a forma como os negros eram tratados no país. Abaixo segue o link de uma entrevista de Muhammed Ali a um programa de
tv dos Estados unidos.
https://www.youtube.com/watch?time_continue=300&v=f2- bYqcY_cI&feature=emb_logo
Tommie Smith e John Carlos – Panteras Negras: os atletas americanos Tommie Smith e John Carlos conquistaram as medalhas de ouro e bronze na prova dos 200 metros rasos, nos Jogos Olímpicos do México, em 1968. Quando subiram no pódio, os dois abaixaram a cabeça e levantaram os punhos, repetindo o gesto dos panteras Negras, grupo criado para fiscalizar o abuso policial nos Estados Unidos. Matéria sobre os feitos desses dois atletas:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-maior-protesto-da- historia-das-olimpiadas/ https://edesporto.com/tommie-smith-e-john-carlos-o-protesto-173481
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ATIVIDADE 3: Cite 3 atletas negros que também se posicionaram contra o racismo e conte um pouco dos feitos deles.
FILMES PARA AMPLIAR O DEBATE SOBRE RACISMO NO ESPORTE
42 – A HISTÓRIA DE UMA LENDA: Se você gosta de beisebol, com certeza já ouviu sobre Jackie Robinson. Ele é o primeiro jogador negro da Major League Baseball e o único com a camisa aposentada por todos os times (o número 42, claro). É importante lembrar que até a entrada de Jackie no Brooklyn Dodgers (hoje Los Angeles), em 1946, havia uma segregação entre as Negro Baseball Leagues e a MLB, só para brancos. O jogador atuava, até então, em uma Negro League. Além da história fantástica, o filme mostra que Robinson só queria jogar, mas teve que lidar com a politização de sua contratação pelo resto da liga.
NO LIMITE - A HISTÓRIA DE ERNIE DAVIS: Outro filme que não deve ser novidade para muitos, em especial os fãs de futebol americano. Mais uma história de um
“primeiro”, aqui nos anos 60. Ernie Davis se tornou o pioneiro, entre os atletas negros, a vencer o Heisman Trophy (jogador mais valioso do universitário). O running back sucedeu o lendário Jim Brown na Syracuse University mas, mesmo assim, ainda enfrentou casos e situações de conflitos raciais, seja no estado de New York ou contra adversários em estados mais ao sul do país.
DUELO DE TITÃS (REMEMBER THE TITANS): O filmaço estrelado por Denzel Washington é parcialmente baseado na história do time de futebol americano da T.C.
Williams High School Titans, em 1971. Não que a história sobre como integrar dois
times não seja real. Porém é mais romanceada que o normal. Ainda assim, ajuda
bastante a entender certos (pré)conceitos dos anos 70.
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BESOURO: Apesar de fugir um pouco do foco da discussão, esse filme vale como uma menção honrosa ao cinema e a cultural afro-brasileira. Besouro é um filme brasileiro que conta a vida de Besouro Mangangá (Ailton Carmo), um capoeirista brasileiro da década de 1920, a quem eram atribuídos feitos heroicos e lendários. Estreou nos cinemas do Brasil no dia 30 de outubro de 2009. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff.
ATIVIDADE: Assistir esses filmes e fazer uma reflexão sobre os temas abordados.
ATIVIDADE FÍSICA X SEDENTARISMO
Sedentarismo é classicamente definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. O conceito não está associado obrigatoriamente a não prática de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades físicas.
Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.
O sedentarismo é um dos principais fatores para o crescimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), principalmente as relacionadas ao aparelho circulatório, o que expressa as intensas mudanças ocorridas nos padrões de adoecimento globais na segunda metade do século XX. Conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), as DCNT foram responsáveis por 59% da mortalidade, cerca de 31,7 milhões de óbitos e 43% da carga global de doenças em 1998. Os países em desenvolvimento respondem por cerca de 78% da carga global de DCNT e 85% da carga de doenças do aparelho circulatório. Informações de caráter nacional sobre padrões de atividade física no Brasil restringem-se a um único inquérito realizado pelo IBGE em 1996/97, nas regiões Nordeste e Sudeste [Pesquisa sobre Padrões de Vida (PPV). Dos dados colhidos por essa pesquisa evidenciaram que apenas uma minoria dos indivíduos adultos (13%) pratica atividade física no lazer com alguma regularidade (30 minutos diários, pelo menos uma vez por semana), sendo muito reduzida (3,3%) a proporção daqueles que seguem a recomendação de acumular, como mínimo, 30 minutos diários de atividades físicas em cinco ou mais dias da semana. Mostrou-se, também, que homens e mulheres apresentam diferenças quanto à frequência e padrões de atividade física no lazer.
Benefícios da Atividade Física: é sabido que a atividade física estimula o melhor funcionamento dos diversos sistemas no organismo, entre eles o cardiovascular, respiratório e musculoesquelético, assim como promove motivação psicológica e sensação de “bem estar”.
CIRCUITO DE HABILIDADES FÍSICAS:
MATERIAIS: Uma cadeira; dois objetos para marcar distância (sapatos, chinelos ou caixas);
COMO FAZER? Cada estação terá o tempo de 40 segundos com pausas de 20 segundos para descanso e
transição. O circuito deverá ter as seguintes etapas: Aquecimento: corrida moderada no lugar por
aproximadamente 1 minuto.
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1ª estação: corrida e toque em dois pontos laterais: O aluno deverá posicionar dois objetos em linha, distantes aproximadamente duas passadas um do outro. Você deverá executar corrida lateral, tocando nos objetos que estarão no solo à direita e esquerda.
2ª estação: sentar e levantar: O aluno deverá sentar-se na sua cadeira de estudo (caso esta tenha rodinhas, será necessário travar as rodas). Na posição inicial, deverá cruzar os braços no centro do peito e realizar o movimento de sentar e levantar sem apoiar as mãos no assento.
3ª estação: polichinelos: O aluno deverá realizar pequenos saltos, afastando e aproximando as pernas e as mãos de forma coordenada.
4ª estação: rosca direta: O aluno ficará em pé, atrás da cadeira, segurando as laterais da cadeira com as mãos voltadas para dentro. Então, deverá realizar o movimento de flexão e extensão dos cotovelos, tirando a cadeira do solo.
5ª estação: saltos verticais: O aluno deverá iniciar na posição agachada, com a mão direita tocando o chão.
Então, deverá saltar levando a mão direita para o alto, retornando à posição inicial. Depois, deverá repetir o movimento com a mão esquerda e ir alternando até o final do tempo.
PONTOS DE ATENÇÃO:
•
Para a execução de duas ou mais rodadas, o tempo de descanso para o início de uma nova rodada deve ser de 1 a 2 minutos. É importante respeitar o seu nível de condicionamento físico e possíveis restrições.
ALONGAMENTO NA CADEIRA
MATERIAS: uma cadeira;
COMO FAZER:
•
Sentado na cadeira, sem encostar, afastar as pernas na distância de 1 palmo. Flexionar o tronco e abraçar as pernas, permanecer por 20 segundos, alongando a coluna lombar. Retornar à posição inicial.
•
Estender o joelho direito e tentar tocar a ponta do pé direito com as mãos, mantendo a coluna ereta, enquanto o outro joelho permanece flexionado. Permanecer por 20 segundos, retornar e realizar com a outra perna. Assim temos o alongamento da musculatura posterior dos membros inferiores.
•
Ainda sentado, segurar o encosto da cadeira, projetando o tronco para frente, abrindo o peito. Deixar o pescoço e a coluna bem alinhados e não tensionar os ombros. Assim temos o alongamento de peitorais.
•
Ficar em pé atrás da cadeira, dar um passo grande para trás e colocar as mãos em cima do encosto.
Flexionar o tronco à frente, deixando-o paralelo ao chão, formando um ângulo de 90° com o tronco e os membros inferiores. Permanecer assim por 20 segundos e depois retornar suavemente. Aqui temos o alongamento de peitorais e cadeia posterior.
•
Usar o encosto da cadeira como apoio e, em pé, aproximar o pé direito do glúteo direito, realizando o
alongamento da coxa direita. Depois, trazer o joelho direito ao lado do joelho esquerdo. Permanecer
assim por 20 segundos e trocar de perna.
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DESAFIOS DE GINÁSTICA
MATERIAIS: Bolinha de tênis, meia ou similar.
COMO FAZER:
1. Lançar a bolinha para o alto com as duas mãos e recuperá-la com ambas. Jogar novamente e recuperar com a mão direita, com a mão esquerda e, alternadamente, jogar com a direita e recuperar com a esquerda e vice-versa.
2. Repetir os lançamentos, incluindo os membros inferiores. De pernas afastadas, realizar o movimento de transferência de peso do corpo de uma perna para a outra. Neste movimento, realizar os mesmos lançamentos na postura estática.
3. Lançar a bolinha para o alto com as duas mãos e bater uma palma. Após o domínio deste lançamento, aumentar para duas palmas, três, quatro até o máximo de palmas que conseguir. Assim que os alunos dominarem esta sequência, solicite uma variação deste desafio: realizar os lançamentos com as palmas, marchando, primeiramente no lugar e, depois, com deslocamentos para frente e para trás.
4. Realizar movimentos circulares com os braços, iniciando com a bolinha na mão direita. Executar uma abdução dos ombros, levando os braços para o alto da cabeça. Pegar a bolinha com a mão esquerda e levá-la para baixo, entregando para a mão direita. Após 3 a 4 movimentos circulares, a troca da bolinha embaixo deverá ser nas costas, permitindo abertura de peitorais.
5. Ainda trabalhando mobilidade e alongamento de cadeia posterior, realizar uma flexão de tronco. Com as pernas afastadas, desenhar o número 8 dentro e fora das pernas, trocando a bolinha de mão sempre que estiver entre as pernas. Ao final de 4 a 6 repetições, descer o tronco na máxima amplitude, tentando tocar a bolinha, que estará segura por ambas as mãos, no chão.
6. Para finalizar, realizar elevação de joelhos alternada, lançando a bolinha por baixo da perna que está elevada e pegando com a mão oposta. O desafio será lançar a bolinha cada vez mais
alto.
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PLANO DE ESTUDO TUTORADO PET FINAL
Ano de Escolaridade: 3º Ano Ensino Médio Modalidade: EJA – Educação de Jovens e Adultos
Turma: 3º EM EJA 4 Turno: Noturno
Componente Curricular: Filosofia Carga Horária: 5 aulas Professor(a): Osmar Bezerra dos Santos
Aluno(a):
FILOSOFIA/ÉTICA E MORAL
“Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui. O adequado valor do homem é o seu caráter, suas ideias, nobreza dos seus ideais.” Charlie Chaplin
QUESTÃO 01 – Considere o texto abaixo:
“O homem é um ser que necessita viver com os outros. Por sua natureza vive com os semelhantes e sente prazer nisso. Uma das grandes punições que podem ser dadas a um
homem é a de isolá-lo dos demais durante longo período.”
Segundo Aristóteles, o homem é um “animal político” (zoôn politicón), isto é, um ser social e político por essência. A partir dessa concepção de Aristóteles e do texto mencionado acima, JUSTIFIQUE com suas palavras se podemos afirmar que “Todos os homens são seres sociais”:
ATENÇÃO, leia o texto abaixo! Na sequência, responda as questões que se seguem:
[A Felicidade]
“Se a felicidade é atividade conforme à virtude [ser prudente nas ações morais e éticas], será razoável que ela esteja também em concordância com a mais alta virtude [as virtudes racionais]; e essa será a do que existe de melhor em nós. Quer seja a razão, quer alguma outra coisa esse elemento que julgamos ser o nosso dirigente e guia natural, tomando a seu cargo as coisas nobres e divinas, e que seja ele mesmo divino, quer apenas o elemento mais divino que existe em nós, sua atividade conforme à virtude que lhe é própria será a perfeita felicidade.” (Texto adaptado - ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Col. Os Pensadores, São Paulo, Abril Cultural, 1973. p. 428-430).
QUESTÃO 02 – A partir do texto de Aristóteles, e de nossas aulas, podemos dizer que há uma relação entre uma vida guiada pela razão no momento de realizar uma ação e a felicidade? EXPLIQUE:
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QUESTÃO 03 – Você concorda que agir racionalmente (isto é, agir eticamente) é o mesmo que “ser feliz”?
Ser feliz é o mesmo que ser ético? Por quê? JUSTIFIQUE sua resposta:
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QUESTÃO 04 – A política pensada pelos gregos antigos diferenciava-se drasticamente daquela pensada depois pelos modernos, pois havia um elemento que mantinha uma relação essencial com a política grega.
ASSINALE a ÚNICA alternativa CORRETA sobre a política grega:
(....) o elemento que caracterizava a político grega era o fato de haver um único governante no poder.
(....) não havia uma relação entre ética e política no mundo grego, apenas a preocupação com a manutenção do poder.
(....) a política grega caracterizava-se pelo exercício do regime aristocrático.
(....) no mundo grego, ética e política não se dissociavam, pois a ética era um complemento fundamental para a política.
17 QUESTÃO 05 – Muitas vezes costuma-se confundir a Ética com a Moral, todavia elas são duas coisas diferentes, mas que se encontram intimamente ligadas. Resumidamente, a Ética significa a teoria ou ciência do comportamento (moral) dos homens em sociedade. Isso faz com que o termo Ética necessite ter uma maneira correta para ser empregado, quer dizer, ser “imparcial”, a tal ponto a ser um conjunto de princípios que norteia uma maneira de viver bem, consigo próprio e como os outros.
Abaixo, ASSINALE as alternativas que apresentam CORRETAMENTE uma definição sobre o termo Ética:
(....) É um conjunto sistemático de conhecimentos racionais (teóricos) e objetivos (práticos) a respeito do comportamento humano.
(....) Conjunto das regras da conduta admitida em determinada época ou por um grupo de pessoas. O sujeito moral é aquele que age bem ou mal, na medida em que escolhe acatar ou transgredir as regras morais.
(....) Um conjunto de relatos organizado sobre as Leis (nómos) de uma cidade (pólis).
(....) Um sistema de normas rígidas que orienta os indivíduos no campo da ação.
(....) É uma investigação geral sobre o que é bom. Pode ser, ainda, um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar que guiam ou chamam a si a autoridade de guiar as ações de um grupo em particular (moralidade).
QUESTÃO 06 – A filosofia ética (ou teoria racional da ética) principia com Sócrates. Foi ele, afirmou Aristóteles (na Metafísica), quem primeiro procurou definir as “virtudes morais” do homem. Aberto assim, o caminho do conhecimento racional, a Ética atingiu uma notável elevação e um estatuto de ciência. Como sabemos, a origem dos termos que definiram a Ética como uma reflexão racional já se encontrava entre os antigos gregos. Para eles, Ética (Ethos) resultaria da composição de vários elementos que a caracterizariam etimologicamente (etimologia, estudo sobre a origem histórica de uma palavra ou expressão).
De acordo com as discussões realizadas em sala e os conhecimentos que você já possui sobre a Ética, ASSINALE as alternativas que apresentam CORRETAMENTE o sentido do termo Ethos (Ética):
(A) O termo Êthos refere-se apenas a uma modalidade de reflexão ética que procura conciliar crenças e hábitos de uma sociedade.
(B) A ética tem a moral como base de estudo. Seu papel é analisar as opções feitas pelas pessoas, avaliar os costumes.
(C) Ética é a análise e reflexão sobre o comportamento do homem na vida de uma coletividade.
(D) O termo comporta um sentido mítico e religioso, uma vez que os gregos acreditavam nas histórias narradas pelos poetas.
(E) Vem da língua grega e significa modo de ser, a forma usada pela pessoa para organizar sua vida em sociedade
QUESTÃO 07. Analisando a charge. Figura: 01
QUINO. Toda a Mafalda, da primeira À última tira. São Paulo: Martins Fontes, 1993, P. 217
18 A figura do inquilino ao qual a personagem da tirinha se refere é o(a)
A- Constrangimento por olhares de reprovação.
B- Costume imposto aos filhos por coação.
C- Consciência da obrigação moral.
D- Pessoas habitantes da mesma casa.
E- Temor de possível castigo.
QUESTÃO 08. Comente a charge abaixo.
Figura: 02
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QUESTÃO 09. A ética é a disciplina ou campo do conhecimento que trata da definição e avaliação do comportamento de pessoas e organizações, identificando o comportamento ideal que é definido por meio de
A – um conjunto de regras.
B – um código de conduta.
C – um juramento pessoal.
D – uma convenção social.
QUESTÃO 10. As teorias contratualistas são aquelas segundo as quais “os indivíduos isolados no estado de natureza unem-se mediante um contrato social para constituir a sociedade civil.” (ARANHA, M. L. de A.;
MARTINS, M. H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009) São considerados filósofos contratualistas:
A – Platão, Aristóteles e Sêneca.
B – Hobbes, Locke e Rousseau.
C- Maquiavel, Agostinho e Descartes.
D – Nietsche, Horkheimer, Comte.
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PLANO DE ESTUDO TUTORADO PET FINAL
Ano de Escolaridade: 3º Ano Ensino Médio Modalidade: EJA – Educação de Jovens e Adultos
Turma: 3º EM EJA 4 Turno: Noturno
Componente Curricular: Física Carga Horária: 10 aulas Professor(a): José Henrique
Aluno(a):
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS A importância da eletricidade
Você já imaginou como seria a nossa vida se ficássemos uma semana sem energia elétrica? O texto a seguir passa a ideia de tal situação.
Quando meu pai ainda era menino, numa aldeia polonesa antes da Primeira Guerra Mundial, uma pane geral no sistema elétrico não seria de grande importância. Não havia carros e, portanto, não haveria semáforos apagados; e não havia geladeiras – apenas blocos de gelo ou salas frias –, por isso os alimentos não se perderiam. Umas poucas pessoas muito ricas ficariam no escuro caso os geradores de suas casas deixassem de funcionar, e a única linha de telégrafo talvez deixasse de operar, mas de modo geral a vida continuaria como sempre...
... Mas e hoje? ... Não gostaria de estar por perto caso ocorresse uma pane geral no sistema elétrico...
Em uma semana a cidade entraria em colapso. Os distritos policiais ficariam isolados com os telefones fora de serviço, e logo as baterias dos rádios estariam descarregadas; não seria possível chamar ambulâncias, pois rádios e telefones estariam fora de operação. Alguns poderiam ir a pé ao hospital, mas lá não haveria muito que fazer: os aparelhos de raios X, refrigeração de vacinas e de sangue, ventilação e iluminação não teriam condição de funcionar.
BODANIS, David. Universo elétrico. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Presença da energia elétrica
A vida na Terra está diretamente relacionada à capacidade de produção de movimento. Vegetais dependem dos fluidos que escoam entre suas partes e se reproduzem a partir da polinização realizada pelo transporte de partículas, de uma planta a outra, pelo ar ou por agentes vivos. Animais dependem, para executar suas diversas funções vitais, de processos metabólicos e do transporte ativo de nutrientes ao longo de suas células, tecidos, órgãos e sistemas. À capacidade de produção de movimento se dá o nome de energia que, na natureza, aparece sob as mais diversas modalidades: mecânica, química, térmica, elétrica, atômica, nuclear, acústica, luminosa, etc.
A fonte de praticamente toda energia aproveitada em nosso planeta é o Sol, que a produz por um processo chamado de fusão nuclear. Uma vez convertida em radiação, essa energia é transmitida à Terra e transformada nas diversas formas de energia, como a mecânica, a química, a térmica, etc., necessárias para a geração e a manutenção da vida.
A radiação é uma combinação de campos elétricos e magnéticos, que se mostra como uma forma eficiente de transmissão de energia propagada do Sol à Terra por ondas eletromagnéticas (figura 1.1).
Figura 1.1 A energia liberada pela fusão nuclear no Sol viaja até a Terra por ondas eletromagnéticas.
20 A energia elétrica está associada às forças de natureza elétrica. Estas resultam da interação entre corpos que apresentam número de prótons diferente do de elétrons.
A matéria é composta de átomos (figura 1.2), que, por sua vez, são constituídos por prótons e elétrons que sofrem atrações e repulsões intensas. O balanço entre as partículas e as forças, na natureza, é tão perfeito que só conseguimos observá-las em situações especiais. Nas situações de equilíbrio os corpos apresentam número de prótons (Np) igual ao de elétrons (Ne). Corpos nessas condições são chamados de corpos neutros. A experiência mostra que entre dois corpos neutros não há troca de forças elétricas.
Quando os corpos possuem número de prótons (Np) diferente do número de elétrons (Ne), conseguimos observar as forças elétricas existentes entre eles. Nessas condições, dizemos que os corpos estão eletrizados.
Figura 1.2 Modelo atômico utilizado no estudo da Física clássica.
Assim, considere os seguintes conjuntos de corpos:
• dois corpos A e B, dos quais foram retirados elétrons, resultando em um número de prótons maior que o de elétrons;
• dois corpos C e D, aos quais foram acrescentados elétrons, resultando em um número de prótons menor que o de elétrons.
Se os corpos A e B forem colocados um em presença do outro, será possível observar entre eles forças elétricas de repulsão. O mesmo ocorre com os corpos C e D (figura 1.3).
Figura 1.3 Forças de repulsão entre dois corpos eletrizados.
21 Se os corpos A e D forem colocados um em presença do outro, será possível observar entre eles forças elétricas de atração. Essas forças também aparecem para os pares A e C; B e C; B e D (figura 1.4).
Figura 1.4 Forças de atração entre corpos eletrizados.
ATIVIDADES
Atividade 1 - Para que um corpo seja eletrizado com carga elétrica negativa, podemos afirmar que, certamente:
a) foram retirados elétrons do corpo.
b) o corpo recebeu prótons.
c) o corpo recebeu elétrons.
d) foram retirados prótons do corpo.
Atividade 2 - Um corpo A, inicialmente neutro, cede alguns elétrons a um corpo B, também inicialmente neutro.
a) Quais são os sinais das cargas elétricas adquiridas por A e B?
b) Que tipo de força elétrica os corpos trocam, na situação final?
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS O Que é Um Condutor?
Um condutor elétrico é toda a matéria que possui a facilidade de conduzir portadores de cargas. Essas matérias possuem em sua composição cargas livres que podem movimentar–se livremente por toda sua superfície ou interior. Temos os metais como sendo o principal condutor elétrico. Mas podemos também encontrar outras matérias que, em condições especiais ou não, podem conduzir eletricidade. Por exemplo, temos as soluções iônicas (água com sal).
O Que é Um Isolante?
Um isolante ou dielétrico são matérias que não possuem cargas livres e consequentemente não possuem a propriedade de conduzir cargas elétricas. Como bom isolante pode–se citar a borracha, a madeira e o plástico.
22 Processo de eletrização:
1 – Por Atrito: Quando dois corpos diferentes são atritados, pode ocorrer a passagem de elétrons de um corpo para o outro. Nesse caso, diz–se que houve eletrização por atrito.
Quando dois corpos diferentes são atritados, pode ocorrer a passagem de elétrons de um corpo para o outro. Nesse caso, diz–se que houve eletrização por atrito.
Ex.: pegando-se um canudinho de refrigerante e atritando-o com um pedaço de papel (pode ser higiênico); observa-se através de experimentos que ambos ficam carregados com a mesma quantidade de cargas, porem de sinais contrários.
2 – Por Contato: Quando dois corpos condutores entram em contato, sendo um neutro e outro carregado, observa-se que ambos ficam carregados com cargas de mesmo sinal.
Ex.: tendo-se um bastão (ou outra esfera) carregado e uma esfera neutra inicialmente, ao tocarem-se as esferas com este bastão verifica-se que a esfera adquire a carga de mesmo sinal daquela presente no bastão.
OBSERVAÇÃO: A Terra é considerada um elemento neutro. Assim, quando um condutor eletrizado é colocado em contato, ou ligado a ela por outro condutor, há uma redistribuição de cargas elétricas proporcional às dimensões do corpo eletrizado e da Terra. Como as dimensões do corpo são desprezíveis se comparadas com as da Terra, a carga que permanece nele, após o contato, pode ser considerada desprezível. Assim, ao ligarmos um condutor à Terra, dizemos que ele descarrega, fica neutro.
3 – Por Indução: A eletrização de um condutor neutro pode ocorrer por simples aproximação de um outro corpo eletrizado, sem que haja contato entre eles. Esse processo de eletrização é denominado indução eletrostática.
23 ATIVIDADES
Atividade 3 - Dois corpos A e B, de materiais diferentes, inicialmente neutros, são atritados entre si, isolados de outros corpos. Após o atrito:
a) ambos ficam eletrizados negativamente.
b) ambos ficam eletrizados positivamente.
c) um fica eletrizado negativamente e o outro continua neutro.
d) um fica eletrizado positivamente e o outro continua neutro.
e) um fica eletrizado positivamente e o negativamente.
Atividade 4 - Ao atritar uma barra de vidro com um pano de seda, estando ambos inicialmente neutros, verifica-se que:
a) a barra e a seda ficam descarregadas.
b) a seda fica eletrizada e a barra neutra.
c) a barra fica eletrizada e a seda neutra.
d) a barra e a seda eletrizam-se com cargas de sinais iguais.
e) a barra e a seda eletrizam-se com cargas de sinais opostos.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS Corrente elétrica
Podemos definir corrente elétrica da seguinte maneira:
Corrente elétrica é o movimento ordenado, isto é, com direção e sentido preferenciais, de portadores de carga elétrica.
A definição apresentada evidencia que, para gerar uma corrente elétrica apreciável em um material, este precisa ser um condutor elétrico.
A corrente elétrica é causada por uma diferença de potencial elétrico (ddp) ou tensão elétrica.
No SI, a unidade de medida da intensidade de corrente elétrica é o ampère (símbolo: A), nome dado em homenagem ao físico francês André Marie Ampère (1775-1836).
Intensidade de corrente elétrica e seu sentido convencional
Agora que já vimos a definição e a causa da corrente elétrica, vamos ver seu sentido convencional e como se calcula sua intensidade.
24 Considere, por exemplo, um fio metálico ligado aos terminais de uma pilha, como mostra a figura a seguir.
O sentido da corrente elétrica é, por convenção, oposto ao sentido preferencial em que se movem os portadores de carga elétrica negativa.
Circuito elétrico
O “caminho” total onde se pode estabelecer uma corrente elétrica é chamado circuito elétrico. A parte do circuito elétrico situada fora do gerador será chamada de circuito externo.
É importante observar que, qualquer que seja o condutor ligado ao gerador, a corrente no circuito externo flui do polo positivo (+) para o negativo (-). Consequentemente, no gerador, a corrente fluido polo negativo para o positivo.
ATIVIDADES
Atividade 5 - Quando uma corrente elétrica é estabelecida em um condutor metálico, quais portadores de carga elétrica entram em movimento ordenado?
Atividade 6 - Assinale a alternativa que apresenta corretamente a unidade utilizada para determinar a corrente elétrica de acordo com o sistema internacional de unidades (SI):
a) Volt - V b) Watt - W c) Coulomb - C
d) Coulomb vezes segundo – C.s e) Ampére – A
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS Newton, Helou, Gualter Fisica. Vol 3, 2º ed. 2016
Guimarães, Piqueira, Carron, Fisica. Vol 3, 3º ed. 2016
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PLANO DE ESTUDO TUTORADO PET FINAL
Ano de Escolaridade: 3
º
Ano Ensino Médio Modalidade: EJA – Educação de Jovens e AdultosTurma: 3º EM EJA 4 Turno: Noturno
Componente Curricular: Geografia Carga Horária: 10 aulas Professor(a): Alex Perim Martins
Aluno(a):
Sugestões para a atividade
Leia o texto com bastante atenção.
Se necessário, repita a leitura mais uma ou duas vezes.
Sublinhe os pontos mais importantes e que mais lhe chamarem atenção.
Pesquise o significado das palavras que não conheça.
Esclareça suas dúvidas pelo chat com o professor.
O IMPÉRIO DO CONSUMO
A explosão do consumo no mundo atual faz mais barulho do que todas as guerras e mais algazarra do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco, aquele que bebe a conta, fica bêbado em dobro. A gandaia aturde e anuvia o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço.
Mas a cultura de consumo faz muito barulho, assim como o tambor, porque está vazia; e na hora da verdade, quando o estrondo cessa e acaba a festa, o bêbado acorda, sozinho, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos quebrados que deve pagar. A expansão da demanda se choca com as fronteiras impostas pelo mesmo sistema que a gera. O sistema precisa de mercados cada vez mais abertos e mais amplos tanto quanto os pulmões precisam de ar e, ao mesmo tempo, requer que estejam no chão, como estão, os preços das matérias primas e da força de trabalho humana. O sistema fala em nome de todos, dirige a todos suas imperiosas ordens de consumo, entre todos espalha a febre compradora; mas não tem jeito: para quase todo o mundo esta aventura começa e termina na telinha da TV. A maioria, que contrai dívidas para ter coisas, termina tendo apenas dívidas para pagar suas dívidas que geram novas dívidas, e acaba consumindo fantasias que, às vezes, materializa cometendo delitos. O direito ao desperdício, privilégio de poucos, afirma ser a liberdade de todos.
Dize-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa as flores dormirem, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores estão expostas à luz contínua, para fazer com que cresçam mais rapidamente. Nas fábricas de ovos, a noite também está proibida para as galinhas. E as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem metade dos calmantes, ansiolíticos e demais drogas químicas que são vendidas legalmente no mundo; e mais da metade das drogas proibidas que são vendidas ilegalmente, o que não é uma coisinha à-toa quando se leva em conta que os EUA contam com apenas cinco por cento da população mundial.
“Gente infeliz, essa que vive se comparando”, lamenta uma mulher no bairro de Buceo, em Montevidéu. A dor de já não ser, que outrora cantava o tango, deu lugar à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. “Quando não tens nada, pensas que não vales nada”, diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, em Buenos Aires. E outro confirma, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: “Meus irmãos trabalham para as marcas, vivem comprando etiquetas, e vivem suando feito loucos para pagar as prestações”.
[...] O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde quantidade com qualidade, confunde gordura com boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a obesidade mórbida aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou 40% nos últimos dezesseis anos, segundo pesquisa recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado. O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free, tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor
26 exemplar desce do carro só para trabalhar e para assistir televisão. Sentado na frente da telinha, passa quatro horas por dia devorando comida plástica.
Vence o lixo fantasiado de comida: essa indústria está conquistando os paladares do mundo e está demolindo as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que vêm de longe, contam, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade e constituem um patrimônio coletivo que, de algum modo, está nos fogões de todos e não apenas na mesa dos ricos. Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão sendo esmagadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida em escala mundial, obra do McDonald´s, do Burger King e de outras fábricas, viola com sucesso o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.
[...] As massas consumidoras recebem ordens em um idioma universal: a publicidade conseguiu aquilo que o esperanto quis e não pôde.
Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que a televisão transmite. No último quarto de século, os gastos em propaganda dobraram no mundo todo. Graças a isso, as crianças pobres bebem cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite e o tempo de lazer vai se tornando tempo de consumo obrigatório. Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisão, e a televisão está com a palavra. Comprado em prestações, esse animalzinho é uma prova da vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos.
Pobres e ricos conhecem, assim, as qualidades dos automóveis do último modelo, e pobres e ricos ficam sabendo das vantajosas taxas de juros que tal ou qual banco oferece. Os especialistas sabem transformar as mercadorias em mágicos conjuntos contra a solidão. As coisas possuem atributos humanos:
acariciam, fazem companhia, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o carro é o amigo que nunca falha.
A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.
Os buracos no peito são preenchidos enchendo-os de coisas, ou sonhando com fazer isso. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas escolhem você e salvam você do anonimato das multidões. A publicidade não informa sobre o produto que vende, ou faz isso muito raramente. Isso é o que menos importa. Sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias. Comprando este creme de barbear, você quer se transformar em quem?
O criminologista Anthony Platt observou que os delitos das ruas não são fruto somente da extrema pobreza. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social pelo sucesso, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Eu sempre ouvi dizer que o dinheiro não trás felicidade;
mas qualquer pobre que assista televisão tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro trás algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.
[...] O mundo inteiro tende a transformar-se em uma grande tela de televisão, na qual as coisas se olham, mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos.
Os terminais de ônibus e as estações de trens, que até pouco tempo atrás eram espaços de encontro entre pessoas, estão se transformando, agora, em espaços de exibição comercial. O shopping center, o centro comercial, vitrine de todas as vitrines, impõe sua presença esmagadora. As multidões concorrem, em peregrinação, a esse templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora é submetida ao bombardeio da oferta incessante e extenuante. A multidão, que sobe e desce pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago; e para ver e ouvir não é preciso pagar passagem. Os turistas vindos das cidades do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas benesses da felicidade moderna, posam para a foto, aos pés das marcas internacionais mais famosas, tal e como antes posavam aos pés da estátua do prócer na praça.
Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao shopping center, como antes iam até o centro. O tradicional passeio do fim-de-semana até o centro da cidade tende a ser substituído pela excursão até esses centros urbanos. De banho tomado, arrumados e penteados, vestidos com suas melhores galas, os visitantes vêm para uma festa à qual não foram convidados, mas podem olhar tudo.
Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas.
A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo à descartabilidade midiática. Tudo muda no ritmo vertiginoso da moda, colocada à serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje, quando o único que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, são tão voláteis quanto o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa na velocidade da luz: ontem estava lá, hoje está aqui, amanhã quem