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PROTOCOLO PREVENÇÃO À QUEDA

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Revisado por: Aprovado por: Validado por:

TATIANA CARLA M. SANTANA Gerente de Enfermagem MARCOS ALVES PAVIONE

Diretor Técnico

NÚCLEO DE SEGURANÇA DO PACIENTE (NSP)

LAÍS EMANUELLE PASSOS Gerente de Qualidade e CCIH

Data: 26/05/2020 Data: 26/05/2020 Data: 31/05/2020

1. INTRODUÇÃO

A “queda” pode ser definida como um deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade de correção em tempo hábil, provocado por circunstâncias multifatoriais, resultando ou não em dano (PAIVA et al.,2010). Deste modo, em se tratando de incidentes com pacientes na Clínica Santa Helena, o evento deve ser notificado mesmo quando o paciente for amparado por algum profissional da equipe ou terceiros, a fim de evitar a queda.

A queda de um paciente durante a internação hospitalar não é um evento incomum: estima- se que a incidência em enfermarias cirúrgicas seja de 2,7 casos para cada mil pacientes internados (PEREIRA et al., 2001). Cerca de 27% das gestantes apresentam algum episódio de queda durante a gestação. A queda é considerada como um evento indesejável, podendo causar desconforto, lesão, aumento do tempo de internação e do custo da hospitalização.

2. IDENTIFICAÇÃO DA QUEDA

A queda é um evento não intencional e deve ser considerada:

 Quando o paciente é encontrado no chão, por ter tentado levantar sozinho e teve lipotimia, desequilíbrio e escorregou;

 Quando o paciente escorrega da cadeira, poltrona, vaso sanitário ou da cama para o chão;

 Quando o recém-nascido escorrega do colo da genitora ou acompanhante para o chão;

 Quando o recém-nascido é levado ao chão em decorrência de transporte inadequado;

 Quando o paciente “quase cai”, mas é amparado pelo profissional de saúde, também é considerado queda e deve ser notificado;

 Não considerar um tropeção como queda (desde que o paciente não caia e consiga corrigir a postura sozinho logo em seguida).

3. OBJETIVO

Este protocolo visa prevenir a ocorrência de queda em pacientes durante o período de internação hospitalar, através da avaliação individualizada de risco, do cuidado multiprofissional proativo, do ambiente seguro e da promoção da educação para os pacientes e acompanhantes.

4. DESCRIÇÃO DAS RESPONSABILIDADES 4.1 Enfermeira

 Avaliar diariamente o risco do paciente para queda, utilizando as escalas padronizadas na CSH;

 Realizar preenchimento do impresso de prevenção de queda (paciente cirúrgica/ tratamento clínico ou paciente obstétrica), com a avaliação da pontuação da escala adequada;

 Incluir na sistematização da assistência de enfermagem (SAE) a prescrição de enfermagem com cuidados relacionados ao risco de queda, quando este for identificado;

 Entrar em contato com o farmacêutico, por telefone ou pessoalmente, informando os dados do paciente que foi classificado com risco elevado e nesse momento já informar as medicações prescritas que potencializem o episódio de queda.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

 Em recém-nascidos (RN), o risco de queda sempre será classificado como elevado;

 Orientar a genitora e acompanhante a não deixar o RN dormir no colo ou na cama ao lado da genitora, pois esta ação eleva o risco de queda do bebê. O local adequado sempre deverá ser o berço;

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Data: 26/05/2020 Data: 26/05/2020 Data: 31/05/2020

 A amamentação pode ocorrer na cama, a fim de propiciar maior conforto para a mãe. No entanto, após a mamada, colocar o RN para dormir no berço;

 Orientar a genitora que quando estiver segurando o seu RN no colo, caso sinta sonolência ou tontura, colocá-lo de volta no berço ou acionar a equipe de enfermagem para fazê-lo;

 Em caso de ocorrência de queda em paciente, avaliar imediatamente os sinais vitais, o nível de consciência (através da escala de coma de Glasgow), e comunicar ao médico, conforme protocolo;

 Notificar a ocorrência de episódios de queda ou quase queda do paciente, seguindo o fluxo estabelecido no POP.GERQUA.005 – NOTIFICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS.

4.2 Equipe de Enfermagem

 Realizar o transporte do paciente conforme PROT.DT.009 – TRANSPORTE SEGURO, estabelecido na Clínica Santa Helena;

 Realizar orientações sobre queda ao paciente e familiar, entregando o folder;

 Realizar a validação do paciente/acompanhante referente as informações sobre as prevenções para o risco de queda, mantendo a via em prontuário e uma via entregue ao paciente;

 Orientar paciente e acompanhante sobre efeitos colaterais de medicações, que podem ocasionar queda, tais como: vertigem, tontura, sonolência, mal-estar geral;

 Orientar o paciente a levantar progressivamente (elevar a cabeceira, sentar-se no leito com os pés apoiados no chão por 5 minutos antes de sair da cama), a fim de evitar a hipotensão postural, acompanhado pela equipe de enfermagem, conforme a classificação do risco;

 Orientar o uso de calçados antiderrapantes;

 Orientar o transporte do recém-nascido em carrinho identificado para o paciente;

 Orientar a mãe e/ou acompanhante para não dormir com o recém-nascido no colo;

 Registrar em prontuário os cuidados e orientações realizadas;

 Realizar registro em prontuário sobre a ocorrência de queda;

 Manter o quarto organizado e com mobiliário nas laterais.

4.3 Equipe médica

 Avaliar o paciente vítima de queda, conforme PROT.DT.008.00 – CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO NA URGÊNCIA;

 Solicitar exames para avaliação de possíveis traumas decorrentes da queda;

 Realizar procedimentos e chamada de especialista para o paciente em decorrência de queda, caso necessário;

 Registrar conduta em prontuário;

 Sempre que possível, retirar os procedimentos invasivos (drenos, sondas, acessos, etc.).

4.4 Farmacêutico

 Responder solicitação da enfermeira das alas (enfermarias) no caso de pacientes classificados como risco elevado para queda;

 Realizar validação técnica da prescrição dos pacientes com risco elevado para queda;

 Fazer reconciliação medicamentosa das prescrições dos pacientes com risco elevado, nas etapas de transições do cuidado;

 Orientar o paciente/acompanhante no momento da alta hospitalar sobre o uso de medicamento domiciliar;

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 Registrar em prontuário as intervenções farmacêuticas (uso do formulário padrão), além de contato verbal e telefônico se necessário com algum membro da equipe;

 Garantir Individualização dos medicamentos antes da dispensação em área restrita para fracionamento, utilizando como barreira de segurança, imagem ilustrativa e/ou aviso “RISCO DE QUEDA” para os medicamentos listados nas escalas adotadas neste protocolo (conforme modelo).

e/ou RISCO DE QUEDA

4.5 Equipe de apoio

 Manter quarto e áreas limpas e sem líquidos no chão;

 Deixar a bandeja de alimentos próximo ao paciente e de fácil acesso.

A adesão de todos os envolvidos no atendimento ao paciente durante sua internação é essencial para a efetividade do protocolo, portanto a equipe multiprofissional deve estar envolvida e orientada aos cuidados assistenciais ao paciente com risco de queda.

5. AVALIAÇÃO DE RISCO PARA QUEDA

A avaliação do risco de queda em pacientes internados deve ser realizada no momento da admissão, sendo reavaliado diariamente até a alta hospitalar, ou ainda, deve ser refeita quando o paciente mudar o estado clínico, tiver sua prescrição modificada ou ainda quando apresentar algum episódio de queda.

Para a avaliação do risco individualizado nos pacientes internados na Clínica Santa Helena, foi padronizada a escala conforme o perfil do paciente internado.

5.1 Pacientes adultos em tratamento clínico ou cirúrgico/procedimentos

Utilizar a Morse Fall Scale, junto à avaliação do risco de queda associada ao uso de medicamentos, utilizando a Medication Fall Risk Score (GANZ et al., 2013).

5.2 Pacientes obstétricos

Utilizar a escala Obstetric Fall Risk Assessment Score (OFRAS), que é destinada especificamente para avaliação deste grupo (DUNNING et al., 2010).

5.3 Pacientes neonatos/lactentes

Devido à ausência de uma escala específica para esta população e devido as especificidades de dependência, considera-se todo paciente neonato como de alto risco para queda.

6. AÇÕES PREVENTIVAS DESTINADAS A TODOS OS PACIENTES, MESMO DE BAIXO RISCO A Clínica Santa Helena, orientada pelo Núcleo de Segurança do Paciente, adota medidas gerais para a prevenção de quedas, independente do risco classificado. Tais medidas incluem:

 Criação de um ambiente de cuidado seguro, apresentando em suas dependências pisos antiderrapantes, mobiliário, iluminação adequada e corredores livres, sem obstáculos (equipamentos, materiais e entulhos), com aviso em ressaltos e degraus;

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 Ronda realizada pelos membros do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) nas dependências do hospital, com revisão e relatório semestral da segurança do ambiente focado no risco para quedas;

 Movimentação e transferência segura de pacientes, seguindo o PROT.DT.009 – TRANSPORTE SEGURO;

 Orientações a pacientes e familiares sobre o risco de queda e da prevenção de sua ocorrência, por meio de folder informativo e orientações verbais da equipe assistencial;

 Manutenção do piso sempre limpo e seco;

 Manutenção do mobiliário do quarto organizado, com área de deambulação livre;

 Campainha disponível ao alcance do paciente;

 Campanhas para redução do tempo de dispositivos invasivos (sondas e acessos);

 Orientações sobre calçados específicos e antiderrapantes no hospital, oferecendo meias antiderrapantes, que poderão ser adquiridas na loja do hospital.

7. ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM PACIENTES NÃO OBSTÉTRICOS - ESCALA DE MORSE

A Clínica Santa Helena utiliza duas escalas: a escala de Morse, que se aplica bem a pacientes cirúrgicos, que seria a maior parte dos pacientes não obstétricos, associada à Medication Fall Risk Score, visto que a escala de Morse não trabalha com medicamentos e os estudos mostram que até 95% das quedas estão relacionadas a uso de medicamentos específicos.

Pacientes em coma induzido ou totalmente restritos ao leito (tetraplégicos) são considerados de baixo risco de queda e não será necessário aplicar a escala. Pacientes internados ou aguardando em maca (e não cama) são sempre considerados de risco elevado para queda.

ITEM DESCRIÇÃO OPERACIONAL PONTUA

ÇÃO

1. Histórico de Queda

NÃO – Paciente não tem história de queda nos últimos 3 meses (se o paciente ainda está sob efeito de sedativos e não pode responder, considerar zero)

0 SIM – Se o paciente caiu durante a internação hospitalar ou se tem histórico recente de queda (últimos três meses). Não inclui queda por acidente: (como tropeçou em uma pedra e caiu)

25

2. Diagnóstico Secundário

NÃO – Se o prontuário do paciente apresenta apenas um diagnóstico médico, que é o motivo da internação

0 SIM – Se o prontuário do paciente apresenta mais de um diagnóstico médico (e o outro diagnóstico aumenta risco de queda, como hipertensão, diabetes, crises convulsivas, labirintite, depressão, etc)

15

3. Auxílio na Deambulação

Se o paciente deambula sem equipamentos (sem apoio).

Se o paciente somente deambula com ajuda de um membro da família (ou depende da equipe de saúde sempre que for deambular) Se depende da cadeira de rodas para deambular, ou está acamado e não sai da cama sozinho

0

Se o paciente utiliza muletas, bengalas, andador para deambular 15 Se o paciente deambula apoiando-se em mobiliário / parede 30

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4. Terapia endovenosa/

Dispositivo endovenoso

NÃO – paciente sem acesso venoso ou paciente com acesso salinizado, recebendo apenas algumas medicações em bolus (sem uso de equipo)

0 SIM – paciente com acesso venoso, recebendo medicação contínua ou mesmo intermitente com uso do equipo (ex.: antibióticos com uso de equipo)

20

5. Marcha

Normal, sem deambulação, acamado, cadeira de rodas – Uma marcha normal é caracterizada pelo andar de cabeça ereta, braços balançando livremente ao lado do corpo e passos largos sem hesitação. Também recebe a mesma pontuação se o paciente está acamado e/ou usa cadeira de rodas (sem deambulação)

0 Lenta ou Fraca – Os passos são curtos e podem ser vacilantes.

Quando a marcha é fraca, embora o paciente incline-se para frente enquanto caminha, é capaz de levantar a cabeça sem perder o equilíbrio. Além disso caso ele faça uso de algum mobiliário como apoio, este apoio se dá de maneira leve somente para se sentir seguro, não para se manter ereto.

10

Comprometida, cambaleante – O paciente dá passos curtos e vacilantes e pode ter dificuldade de levantar da cadeira=necessidade de se apoiar nos braços da cadeira para levantar e/ou impulsionar o corpo (faz várias tentativas para se levantar impulsionando o corpo). Com esse tipo de marcha, a cabeça do paciente fica abaixada e ele olha para o chã. Devido à falta de equilíbrio, o paciente agarra-se ao mobiliário, a uma pessoa ou utiliza algum equipamento de auxílio à marcha (muleta, bengalas, andadores) para se segurar não consegue caminhar sem essa ajuda.

Quando ajuda estes pacientes a caminhar, o membro da equipe de saúde nota que o paciente realmente se apoia nele e que, quando o paciente se apoia no corrimão ou mobília, ele o faz com força até que as articulações de seus dedos das mãos fiquem brancas.

20

6. Estado Mental

Orientado, capaz quanto a sua capacidade e limitação – Ao perguntar ao paciente “Você (ou a senhora) consegue ir ao banheiro sozinho ou precisa de ajuda?”. Faça uma avaliação subjetiva se a resposta é confiável ou baseado nos medicamentos que toma, história médica e familiar a impressão é que não consegue ter o auto-cuidado. Se achar que a resposta é compatível, nota zero.

0

Superestima capacidade, esquece limitações - Ao perguntar ao paciente “Você é capaz de ir ao banheiro sozinho ou precisa de ajuda? ” Verifique se a resposta não é consistente com as informações constantes no prontuário e/ou com sua avaliação ou se a avaliação do paciente é irreal. Se isso acontecer, este paciente está superestimando suas habilidades e esquecendo suas limitações.

15

Ao avaliar o paciente, cada critério recebe uma pontuação, que varia entre 0 a 30 pontos, totalizando assim o escore de risco, classificado como:

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0 a 24 – Risco Leve;

25 a 44 – Risco Moderado;

Maior ou igual a 45 – Risco Elevado.

8. ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM PACIENTES NÃO OBSTÉTRICOS - MEDICATION FALL RISK SCORE

PONTUAÇÃO CLASSE TERAPÊUTICA OBSERVAÇÕES

3 – Alto

Anticonvulsiovante;

Antipsicóticos;

Ansiolitico;

Opióides e Sedativos

Sedação, tontura, distúrbios posturais, alteração da marcha e do equilíbrio, déficit cognitivo

2 – Médio

Antiarrítmicos;

Antidepressivos;

Anti-hipertensivo e

Medicamentos utilizados no tratamento de doenças cardiovasculares

Indução do ortostatismo, comprometimento da perfusão cerebral.

1 – Baixo Diuréticos Aumento da deambulação,

indução do ortostatismo

ATENÇÃO: Por essa escala, cada medicamento prescrito será pontuado de acordo com seu grau de risco. Caso o paciente esteja utilizando mais de um medicamento por categoria de risco, a pontuação deverá ser calculada da seguinte forma: (PONTUAÇÃO DA CATEGORIA DE RISCO) X (NÚMERO DE MEDICAMENTOS DESSA CATEGORIA).

 Pontuação maior ou igual a 6 indica elevado risco de queda.

CÁLCULO DA PONTUAÇÃO: MEDICATION FALL RISK SCORE Classe terapêutica Nº de

medicamentos dessa categoria na prescrição

Pontuação da categoria de risco

(pontuação da categoria de risco) x (número de

medicamentos dessa

categoria)

Anticonvulsiovante 3

Antipsicótico 3

Ansiolítico 3

Opióide 3

Sedativo 3

Antiarrítmico 2

Anti-hipertensivo 2

Diurético 1

TOTAL FINAL (SOMA) =

INTERPRETAÇÃO: ≥ 6 É ALTO RISCO DE QUEDA

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 SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS PADRONIZADOS NA CLÍNICA SANTA HELENA

9. ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM OBSTETRÍCIA

Diante da inexistência de escore de classificação de risco validado em português, e diante da inadequação das escalas de Morse e outras para a nossa população, a Clínica Santa Helena optou por fazer uma tradução da escala OFRAS (Obstetric Fall Risk Assessment Scale).

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM OBSTETRÍCIA

CATEGORIA VERIFICAR PONTOS

1 – HISTÓRIA PREGRESSA

História de queda anteriormente durante alguma internação ou na gestação:

“Você já passou mal outras vezes a ponto de cair?”

2 Esteve acamada por mais de uma semana agora no final da

gravidez? (últimos dois meses)

2 Tem algum problema de visão, com necessidade do uso

constante de óculos para as atividades do dia-a-dia?

(se usa óculo só de vez em quando ou para ler, pontuar 1)

3

2 - CARDÍACO

Está com anemia atualmente? (Hemoglobina < 10,5) 2 Tem diagnóstico de pré-eclâmpsia? (DHEG) 2 Apresenta sensação de mal-estar ou batedeira ao mudar

de posição (deitado para sentado ou sentado para de pé)?

3 Está sentindo tontura, visão borrada ou vendo luzes ou

está tendo fraqueza estes dias?

3 MEDICAMENTOS QUE PODEM ACARRETAR OU POTENCIALIZAR RISCO DE QUEDA CLASSE TERAPÊUTICA NOME GENÉRICO (NOME REFERÊNCIA) Anticonvulsionante Fenitoína (FENitalR);

Fenobarbital (FENOcrisR);

Antipsicótico ClorproMAZINA (LongactilR);

LevoMEPROmazina (NeozineR);

Ansiolítico CLONAzepam (RivotrilR);

DIAzepam (CompazR);

LORAzepam (LoraxR);

Opióide Morfina (DimorfR);

Nalbufina (NubainR);

Sedativo Midazolam (Dormire R) – Comprimido Antiarrítmico AmioDARONA (AtlansilR);

Anti-hipertensivo ANLOdipino (NorvascR);

ATEnolol (Atenolol);

MetilDOPA (AldometR)

Diurético HidroCLOROTiazida (Hidroclorotiazida).

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3 – HEMORRAGIA

Apresentou hemorragia pós-parto importante (mais de 1.500 mL) ou recebeu transfusão durante o procedimento?

3 Tem diagnóstico de placenta prévia

ou descolamento prematuro do placenta?

2

4 - ANESTESIA

Está com dormência ou formigamento nas coxas? 1 Fim da anestesia (no caso de ter sido feita epidural)

há menos de 3 horas?

3

5 - ATIVIDADE MOTORA

Consegue mexer e levantar as pernas, mas não consegue fazer ponte (desencostar o quadril da cama, apoiando-se

nas pernas e nas costas)

1

Incapaz de levantar as pernas (contra a gravidade) estando deitada

2

6 - MEDICAMENTO

Uso de uma classe terapêutica: Anticonvulsionante antipsicótico ou ansiolítico ou opióides ou sedativo ou

diurético ou antiarrítmico

1

Uso de um medicamento: Para controle da pressão arterial (anti-hipertensivo)

2 Uso mais de uma classe terapêutica 3

 SELEÇÃO DE MEDICAMENTOS PADRONIZADOS NA CLÍNICA SANTA HELENA

MEDICAMENTOS QUE PODEM ACARRETAR OU POTENCIALIZAR RISCO DE QUEDA CLASSE TERAPÊUTICA NOME GENÉRICO (NOME REFERÊNCIA) Anticonvulsionante Fenitoína (FENitalR);

Fenobarbital (FENOcrisR);

Antipsicótico ClorproMAZINA (LongactilR);

LevoMEPROmazina (NeozineR);

Ansiolítico CLONAzepam (RivotrilR);

DIAzepam (CompazR);

LORAzepam (LoraxR);

Opióide Morfina (DimorfR);

Nalbufina (NubainR);

Sedativo Midazolam (Dormire R) – Comprimido Antiarrítmico AmioDARONA (AtlansilR);

Anti-hipertensivo ANLOdipino (NorvascR);

ATEnolol (Atenolol);

MetilDOPA (AldometR)

Diurético HidroCLOROTiazida (Hidroclorotiazida).

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10. AÇÕES IMPLEMENTADAS CONFORME RISCO PARA O PACIENTE 10.1 Pacientes de baixo risco

 Entregar orientação de internação NSP – Folder de Segurança do paciente;

 Manter o chão limpo e seco;

 Manter o ambiente organizado com a passagem livre para o banheiro;

 Manter a cama baixa e travada;

 Deixar a campainha de enfermagem e alimentos ao alcance do paciente;

 Realizar transporte do paciente conforme Protocolo de Transporte Seguro.

10.2 Pacientes de risco moderado

Além das medidas preventivas que são aplicadas a todos os pacientes, para os considerados de risco modera, são incluídas as ações:

 Manter sempre a cama baixa e com rodas travadas e sempre que possível as grades superiores levantadas. Caso a paciente esteja agitada ou com sedação baixa, levemente confusa, manter todas as grades levantadas;

 Orientar que o paciente não deambule sem acompanhante, e que, na ausência deste, realize chamada da enfermagem para auxílio;

 Solicitar ao acompanhante que sempre que se ausentar, comunicar a equipe de enfermagem;

 Fazer rondas a cada turno nos quartos, para ver se mobiliário está adequado, se precisa de ajuda e combinar horário de ajuda para ir ao banheiro.

CÁLCULO DO RISCO: anotar a maior pontuação conseguida em cada categoria (se

não se encaixar em nenhuma das categorias dar nota zero na categoria)

PONTUAÇÃO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

1 - HISTÓRIA

0 - 2 BAIXO RISCO

2 - CARDÍACO

3 - 4 MÉDIO RISCO

3 - HEMORRAGIA

5 - 18 ALTO RISCO

4 - ANESTESIA 5 – ATIVIDADE MOTORA 6 - MEDICAÇÃO

SOMA DOS PONTOS

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10.3 Pacientes de risco elevado

Além das medidas preventivas gerais e as medidas do risco moderado, incluir-se-ão:

Identificar o paciente com pulseira roxa;

 Solicitar presença do acompanhante em tempo integral;

 Sinalizar ao farmacêutico através de ligação telefônica e/ou pessoalmente, quando o paciente for classificado risco elevado e estiver em uso de medicamento que podem acarretar ou potencializar episódio de queda. Horário de assistência: De segunda a Sexta das 8h às 18h;

 Dar prioridade no atendimento de necessidades destes pacientes e acompanhar idas ao banheiro;

 Usar faixa de segurança nos transportes e movimentação para poltrona;

 Sempre fazer transferências com ajuda de outra pessoa (2 pessoas);

 Fazer rondas a cada turno nos quartos (uma vez por turno e duas no período noturno), para ver se mobiliário está adequado, se precisa de ajuda e combinar horário de ajuda para ir ao banheiro;

 Disponibilizar uma “comadre” no banheiro do leito de pacientes categorizados como risco alto;

 Se possível, alocar o paciente para leito mais próximo ao posto de enfermagem;

 Para recém-nascidos, reforçar sobre mantê-los no berço para evitar queda.

11. INDICADORES DE MONITORAMENTO

A identificação dos eventos adversos de queda é feita por meio das notificações de ocorrências, que possibilitam a investigação do evento e identificação dos fatores contribuintes, possibilitando ações para melhoria assistencial.

A notificação de queda pode ser realizada em formulário de notificação de incidentes, eventos adversos ou queixas técnicas, disponível nas caixas de acrílico da unidade, ou através do sistema estratégico MV, seguindo o POP.GERQUA.005.00 - NOTIFICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS.

Os indicadores de queda na Clínica Santa Helena são:

INCIDÊNCIA DE QUEDAS, tendo como cálculo: Número de quedas dividido pelo número de pacientes- dia e multiplicado por 1000.

NÚMERO DE QUEDAS COM DANO: Acompanhado pela Qualidade, mediante notificações de ocorrências;

NÚMERO DE QUEDA SEM DANO (NSP): Acompanhado pela Qualidade, mediante notificações de ocorrências

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Diccini S, Pinho PG, Silva FO. Avaliação de risco e incidência de queda em pacientes neurocirúrgicos.

Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2008; 16(4): 752-7.

Paiva MCMS, Paiva SAR, Berti HW, Campana AO. Caracterização das quedas de pacientes segundo notificação em boletins de eventos adversos. Rev Esc Enferm. USP 2010; 44(1): 134-8.

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Pereira SEM, Buksman S, Perracini M, Py L, Barreto KML, Leite VMM. Quedas em Idosos; 2001.

Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdf

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Ganz DA, et al., Neumann P. Preventing falls in hospitals: a toolkit for improving quality of care.

[Internet] Rockville (MD): Agency for Healthcare Research and Quality; 2013 Jan.

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Protocolo de atenção a saúde. Segurança do paciente: Prevenção de queda. Disponivél em:

http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2018/04/7.-Seguranca-do-Paciente-prevencao- de-quedas.pdf

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Morse JM, Morse RM, Tylko SJ. Development of a scale to identify the fall-prone patient. Can J Aging 1989;8:366-7

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