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’JlTS 3S1T 3P . CS ES iSFHTZIA
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ALGUMASm
CONSIDERA9 mm m
ÇÕES Amzm
RESPEITO DEuaaaaa
ABUSOS^ iLaaaiL .
ASULCERAS CANCROIDESSERÃO UMAVARIEDADE DE SYPHILIS
" ~~ fl>WT
FORMAM UMAESPEQEPARTICULAR DE MOLÉSTIA? OUIII
-
VASLEITOSASSUAS CAUSAS,SUACONFRONTAÇÃOCOMANEPHRITE ALBUMINOSA
APRESENTADA Á FACULDADEDE MEDICINA DO RIODEJANEIROE SUSTENTADA EM\DEDEZEMBRODE18Ö0
POR ji
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aeJ e <J£
ataFILIIO LEGITIMODO
Vapitão JLèUOH íO M*inlo tie IsaraeGoes
7
HO(a
E
D. MAFALDACANDIDA DE REZENDE ALVIM
Membro cffeclivo da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional c doGymnasio Brasileiro N A T U R A L U B M I t N A S G B R A B S
DOUTOR EM MEDICINA PELAMESMAFACULDADE
.
Non,l'art de soulager l'infirme crealuro N'e>tpasunviltrafique fondé srtr l’imposture 1 Miracles du savoir si soudainset si beaux
üu'itssemblentdire aux(Poememorts; Barth;
—
ésortez delémy).
vostombeaux!R I O DK J A N E I R O
TYPOGRAPIIIA DE FRANCISCO DE PAULA BRITO PraçadaConstituiçãon
.
6-
11850
.
FACULDADEDE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO
.
D I R E C T O R
0SKR
.
DR.JOSE MARTINSDACRUZ JOBIM.IÆ NTES PROPRIETÁRIOS.
Os Sri.Dis.
I
—
A S N O.FranciscodePaulaCândido
...
Francisco Freire Allemão
Physics
.
Medica.Bolanica Medicalogia. ,eprincipio*cleUtlilates deZoo
-
Chimie» Medica,eprincipios elementaresdeMine-
ralogia.
Anatomia geral e descriptiva.
I I
—
A S N O. I
Joaquim VicenteTorres Ilomcm
...
Jcse.MaurícioNuucsGarcia III
—
A S S O.JoséMauricio NunesGarcia Lcurcuço de Assis Pereira da Cunha
IV
—
A S S O.
LuizFrancisco Ferreira
.
ExaminadorJoaquim Jose da Silva JoãoJosédeCarvalho
í
Anatomia Geraledescriptiva.
Physiologia.
Pathologia externa.
Putkologia interna.
SPharmacia,Mateyia Medica,especialmente a lira-
t sileira,Tlterap.,e Artedeformular.
Operações,Anatomia topogr.eApparelhos
.
Partos,Moléstiasdas mulheres pejadas c paridas e dos meninosrecem-nascidos.
V
—
A N So.
Cândido Borges Monteiro,Examinador.
Francisco JulioXavier,Presidente VI
—
A S S O.ThomazGomes dosSantos
Josc Martins da Cruz Jobim Hlygienc, ehistoria da Medicina
.
Medicina legal.
Cliuica externa,cAnat.pathol.respectiva.
Clinicainterua,eAnat.pathol
.
respectiva.
2.°ao4.°Manoel Feliciano P.de Carr.0
5.°ao6.°Manoel do Valladão Pnucutcl
.
LENTESSUBSTITUTOS.
Francisco Gabriel da Rocha Freire Antonio Maria de Miranda Castro JoséBentodaRosa
Autouio Felix Martins,Examinador Domingos Marinho de Azevedo Americano LuizdaCunhaFeijo,Examinador
^
Secçãode»ciências accessorial^
Secção medica.
^
Secção cirú rgica.SECRETARIO O Snr
.
Dr.Luiz CarlosdaFonccca.
AFaculdade nõo approva nem desapprova asopiniõeseiaittidas nas Theses,quelhesãoapresentadas.
ERRAVAS .
Pelarapidezcom quefomosobrigadosaimprimir nossaThese
,
diversos errosly-
pographicoscorthographicos nos escaparam,dosquaes osmaissensíveisvãoaqui emendados
.
Desdexiadoresa pagina. 1.«até a8.»inclusive, em vezde
—
asphixia easphixiadores—
leia-
se—
asphyxia—
asphy-
PaginaIbidem•••• 111511159,,,,,linhas»»»»» 16121525554
— — — — —
-assimsemucumorrerseus filhosbarbarosnelles—
como as'?mucus— —
-morrer—
sebarbarassuasnelle.fossas!.filhas.nazaes.—
queassimcomo asfossas,&c.Pag
.
1G, • 5—
queemalgumascreanças—
queemalgumasas creanças.Ibidem » 50
—
homœpalhica homœopathica.Pag»
.
21,22, •> 155— —
syphilesfongosidades—
syphilis—
fungosidades. .» 25, » 11
—
osmesmos errosdalinha antecedente.» 20, » 50
—
tyranos—
lyranos.f
A
MEU
PAE,MINHA M
ÃE
,MEUS IRM
ÃOS EIRM
ÃASNioêpara vos offercccr roeu pequeno trabalho que a vós me dirijo; pois,sealgumacousa vale, vossoé: mas para ainda confessar aamizadequevosdevo,cpedir-vos que racabençoeis!
k mmk MULHER,Bmmk FILHA
.
AMEU SOGRO, SOGRA,CUNHADOS E CUNHADAS
.
AMEUTIOE VERDADEIROAMIGO
OILLM
.
SNR.
VIGÁRIO JOAQUIM CARLOS DEREZENDEALVIM.
Meuamigo,que tenho eu para oflerecer-vos cm troca detanta afleição que mehaveis lido, equando ainda tenhode pedir-vosacontinuaçãodevossaamizade?
Á MEMORIADE MINHA AVÓ i#¥
«
A ILL MA.SRA. D. FRANCISCA CANDIDA DE REZENDE. *« c
A MEUS TIOS
EM PARTICULAR OSILLM9
.
SNRS.
PADRE DAMAZO PINTO DE ALMEIDA LARA MAJORFRANCISCO DE ASSIS REZENDE DOMINGOS TIIEOÜORO DE AZEVEDO E PAIVA
FRANCISCO EUGENIO DEAZEVEDO.
A MEUS PRIMOS
EMPARTICULAROSILLMS
.
SNRS.
AURELUNO IGNACIO BOTELHO ANTONIO PEDRO MONTEIRODEREZENDE
.
ummutinmmM MHIill ÁMEMORIASAUDOSA DE MELSCOLLEGAS
ANTONIO GONSALVES CHAVES A N T O N I O F E L I C I A N O P I N T O C O E L H O
æœ mœmmmw:m; mm m
mmvrmrvwmmt
AMEUINTIMOAMIGO ECOLLEGA DR. JOSé ni i.uisro NETTO
.
:
œ mmœœmmmmmmMK&eæœ
I
A
AMEUSCOLLKGASEAMIGOS DUS
.
DOMICIANOMATHEOS MONTEIRO DE CASTROANTONIOOUNTHOPINTO COELHO FRANCISCO DE ASSIS PARSLEME
ROMUALDO CEZAR MONTEIRO DE MIRANDA RIBEIRO DOMINGOS DE CARVALHOTEIXEIRA PENNA EDUARDOERNESTOPEREIRA DA SILVA MANOEL ESTEVES OTTONT
JOSÉ DONASCIMENTO GARCIA DE MENDONÇA JOSÉ FRANCISCODIOGO
.
AMEUS AMIGOS,OS ILLMS
.
SNRS.DOMINGOS MARTINS GUERRA PADRE JOSÉ JOAQUIMCORREIA JOÃO JOSÉ DEARAUOE OLIVEIRA MATHEOS DA SILVA CHAVES CARLOSTIIOMA7,DEMAGALH ÃES PEDRO MARIA DA FONCECA FERREIRA MANOEL FAUSTINO CORREIA BRANDÃO JOSÉ CONSTANCIO DE OLIVEIRA FRANCISCO GRAM MOGOL DE AZEREDO FRANCISCOANTONIO TEIXEIRA COELHO ANTONIOALVES DO BANHOJUNIOR BALBINO CÂNDIDODA CUNHA
HERCULANO
,
E JOAQUIMJOSÉ DE OLIVEIRA MAFRA CASSIANO BERNARDO DENORONHA.
Talvezalgueraacho muitosnomespara minlm these Ião pequena;mas quoimporia? Eu sinlourn prazer especialem nomearaquimeusamigosno tempo maissolemne<lcminha carreira escolar;aceiUe portanto estaprovade minha estima
&
iSÁt/oy.
AMEU PRIMO OILLM
.
SNR.COMMENDADOR JOSÉ ANTONIO DA SILVA PINTOMinha estima c consideração.
Á MEMORIA VENERANDA
DO ILLM. SNR
.
DR. FRANCISCO JULIO XAVIER.
AOSILLUSTRADOSLENTES DA FACULDADE DEMEDICINADO RIO DE JANEIRO EM PARTICULAn
AOS ILLMS
.
SXRS.
DRS.
A N T O N I O F E L I X M A R T I N S LUIZ DA CUNHAFEIJO’
Honraao verdadeiro merito.
A
AO
3S22* 3iî2l» 2232*0 22 S3&&S D. ANTONIO FERREIRA MÇOSO.
AO MUITO ILLUSTRADO
SNR
. CONEGO JOS
É ANTONIO MARINHOHomenigemquepresto aosabereávirtade
& ó
rfaSof.
PEOIiOGO ,
In magnieroluissesalest
.
(IIKIIOF.II).
. iIIEGOro(empo deescrevermos nossa those,eaprcsental
-
a aojuizodonossosmestres; nãoéaflor desabrochadacolhida por delicadas mãos, nom ofruclo maduro queagradaaopaladar,o satisfazoappetite:masunicamente um botão arrancadodaar
-
vorc.
Procuramosomaisque pormittiamnossas actuacscircumstan
-
cias,cumprirnossodeverescolar,otudooque faltounãodependeudc nossavontade, massomentedcnossa insuflicicncia
.
Asortedesignou-nosos 1res pontosseguintes:cmscicnciasacccssorias
—
osdiver-sosgénerosdeasphixia,
—
em cirurgia—
asulcerascancroidcsserãoumavariedade»losyphilis ou formamumacspccic particular da moléstia?
—
cm medicina—
asourinaslei-
tozus, suascausas,sua confrontação com anephrite albuminoza
.
Tratamos destas matériasnaordem cm»pieestãoaquicscriplas.
Noprimeiropontoconsideramosos generös»leasphixia,que Orfila comprehende cm seu tratado»lemedicinalegal:no segundo expuzemos uma resenha»lassemelhançasque existementre a ulceracancroidc, e asyphilitica:c noterceiro fizemos«lozeproposiçõessobreasourinasleitozas e a moléstia»le Urigt ;poisqueemuma abreviada thesenãopoderíamosabranger osnu-
merosos cinteressantes trabalhos quetcinapparecido sobreestas alterações.
Talvezdefeitos numerosos,emesmoimperfeitacomprehensão dasmatérias tornem nossotrabalho pouco digno»la luz, masurgemaobrigação de um lado,ede outroo
»lesejodccompletarnossacarreiraeste anno,cdévoilai*aoseio denossa familia
.
Portudo isto comtodaa força«la vontade estudamos,e escrevemosomelhor que pudemos;bemsemelhante aomineirosem praticaquecheiodc avidez desmorona montões<lcterra,vaicatando somenteasfolheiasde ouro »juemaisfáceisse lheapre
-
sentam, e deixa ficar amaioremelhorporção<lo metal na areia, enocascalho para fazer umdia afortuna deexploradormais babil
.
1
PMiRD fm
DIVERSOS GENER
ÖSDE ASPHIXLV DEBAIXO DO PONTODE
VISTAMEDICO
-LEGAL.Obscurilate rerumverbasoepeobicurantur.
(GERVASIUSTILBERIENSU).
PALAVRA asphixia,segundoa etimologia grega,só designa a
Sy ^ II Ê
ausência depulso devida á desordens docoração,mas,allen-
dendoaosorgâosque primeiro soíTremcm suasfuncçôes,dcfi
-
niu-se:
—
aspliixiaamorteapparenteque provem da suspen-
são das funcçôesde hematozepulmonar
.
Muitos sãoosgenerösde asphixia,conformeas causas que dãolugar a cila,masnóssomenteestudaremos aquioquecmmedicina legal compre
-
hende esteponto
.
Em primeirolugarfallarcmosdaeslrangulaçãoc suspen-
são;emsegundo dasubmersão;emterceiro emfim diremosalgumas pala- vrasa respeitodaasphixia dosrcccm-nascidos
.
Antesporémdeentrarmos noestudo das questões medico-legaesexporemos em resumoo que secostu- ma aobservarnosaphixiadoscmgeral.
Quandosesubmelleumanimal áinfluenciadeumacausa queobsteabe
-
matoze, nota
-
se nelle : a principiodifíiculdadederespirar quecresce de maisa mais;máuestar;inquietação;perturbaçãodossentidos,e dosorgãos locomotores;anciedadc;perdadeconhecimentoeprostração.
Conhece-se apenas que a respiração sc fazpelospequenosmovimentos dopeito,e então muiremotamenlesepercebemaspulsações docoração,quandoa tudo istosucc
édéaausênciacompleta de respiração eabsolutaimmobilidade.
E agora—
V—
que se manifestam osphenomenosdeplenitude capillar:aface,asmãos,os pes, coulrospontosdo corpotomamuma cor vermelha violácea,pá ra cmíim a circulação,ccompleta
-
se aaspliixia,que só se distingue da morte caracle-
rizada pela ausência derigidezcadavérica epelapresençadealgumcalor
.
Mas estes phenomenos, queparecemsucceder
-
sc mais ou menos gradativa- mente, quando a causa asphixiadora élenta, ouapparecem lodosde um golpe, ounão sepodenotarsuarapidasucccssão,quando acausa c [permit-iase-nosa expressão) fulminante
.
Então ausenta-se totalmente a respi- ração;cacirculação nãotarda a parar,succcdendo-
lhc o estudo de morte apparente.
Quandoa aspliixia lermina-se pela morte,nota-sesegundo Dcvergico seguinte
.
Habitoexterno.
—
Uma cór rosada viva,e algumas vezes violácea naface eoutrasparlesdocorpo, côrquc se nãodeve confundircomalividez ca-davérica; pois que esta ordinariamentese mostra nasparlesdo corpoque podem ser comprimidasou contundidas nas diversas posições em que estiver collocado o cadaver; entretanto queaquclla podeserobservadacm pontos, quenãoforamlocados;cainda mais,acoracimaapontadaoccupa ostecidos mucosos eapelle,quesendo incisada deixa correr umliquido sanguinolento de umcaracterrepugnante
.
Osolhosaprcsenlam-se salientes, lixos,ccomo que brilhantes;abocaora no estado natural,oraexprimindo soíTrimento;a rigidez cadavérica muito pronunciada, cdurandomuitotempo.
Quandoa causaobrourapidamentenota-sc,segundo Piorrv,queosmem- bros íicaminleiriçados, mas por pouco tempo,eo calor naturalsubsistindo por muitashorascm certos casos, desvancce-se logo emoutros
.
Âpparelho digestivo
—
Alingua cmsuabase c muito injcclada,e ahi suas papillasmuitodesenvolvidas; amucosa, principalmenle aporção que re-vesteoestomagoémuito congestionada;oligado muito lumefeiloempurra odiaphragma para a cavidade lhoraxica; o baço e os rinsacham
-
se nomesmoestadoque o fígado
.
Âpparelhorespiratório
. —
Amucosa do laringe, da cpiglole, c da tra-
chea artéria érubra,etanto mais quanto se approxima dasultimasrami
-
ficações bronchicas;ena superficiedellacosluma
-
se aencontrarumliquidocscumososanguinolento; ospulmõesentãomais pesados apresentam-secn
-
gorgilados;sua cor ó violeta ou negra, sendoincisado võ
-
se seu paren-
cliimaenegrecidoourubro,cdeile correremgotlasdesangue(juese augmen
-
tamcom a compressão; ovolume destes orgáosvariam segundo o genero de
—
5-asphixia;so foi,porexemplo,umobstáculo mecânicoá entradadoar,elles náo scdeprimemquando se abre o thorax,centão talé oseutamanhoque elles cobrem opericárdio, echegandoa romper o mediastino,seus bordos acavalgam
-
scummuitosangue em seu parenchima
.
Quando a asphixia temlugarpor falta dear no meio ambiente ospulmõespodem-
se deprimirenãocrepitar.
Não ha neste casoengorgitamentosanguíneo; porquealentidãodacausa per- mitte que estes orgáossedesembaracem do sangue,que vaiquasitodopara osyslemavascular.
Apparclhocirculatório.
—
Asvezes ocoraçãoesquerdocontemsangue;suasdimensões variam segundoapromplidãodamorte,ouanatureza dacausa asphixiadora
.
Quandoodoente succumbe rapidamente, o coração comoque volta-sesobre simesmo, algumas vezes suas paredes sãoespessas,mas seu volumeapparenteópequeno em relação áscavidades direitas;isto depende dosúltimos esforçosda vida, que eraentão vigorosa.
Ocoraçãoassimó difficildecortar-
se, eresiste aodedo queprocura alravessal-o;porquea es-
pessuradesuas paredesóconsiderável
.
Quandoaasphixiafoilenta,o cora-çãoesquerdoémais deslendido,suas paredes são mais delgadas e mais mo- les,edeixam-se atravessar pelo dedo
.
Osangue contido nas cavidades es-querdas pode neste caso serabundante, e então também as artériaso
contem
.
Osangue, que soíTreu grande alteração, 6 fluidoenegro, mas emcontacto com o ar alhmospherico torna
-
se vermelho, e pode as vezes ser coagulado, existindosempreem maior quantidade nas veias do que nas artérias.
Apparellionervoso
. —
Asveias aqui são grossas e injectadas; a substancia cerebralparecepouco amollccida; asmembranas serosaspouco injectadas, podendo variavelmenteo contrarioterlugar:assim sendoamorte rapida succédéo primeiro caso,e sendodemoradadá-
se o segundo.
sobreooutro
.
Nestecaso elles não crepitam, e não temAESTRAXGULAÇÃO E ASUSPENSÃO
.
Segundo osaulores, consisteaeslrangulação na compressão mais ou me
-
nos
considerável exercidano pescoço, sejaqualfor aposição do corpo;en-
—
G_
trctantoque a suspensão,que6 complota ouincompleta, tem lugar no pri
-
quandoocorpo estásuspensocom um laçonopescoço sem quo por nonhuma de suas parlestoqueosolo, c no segundo quando, estando suspenso, tocao solopor algumadesuasextremidades
.
Sedaestrangulaçáo c da suspensão resulta a morte, estacostuma a ser devidaaquatro causas, quesão, conformeDcvcrgic, congestão cerebral,
asphixia,congestãocasphixia aomesmo tempo,clezãoda medulla ; mas segundo Oríila ás1rescausas primeiramente citadas
.
I>iz esteultimoautor, que,poridênticasserem ascausasdestas duasespcciesdeasphixia,óque asestudareunidas, cnósporestamesmarazão oimitamos.
Asquestões que temos logo a resolver sãoas seguintes: Aestrangulaçáo ouasuspensãolevelugaranles,ou depois damorte? Provadoqueteve lugar durantea vida, foio resultado de um homicídio ou deumsuicídio?
Muitosautoresquerem, que comapresençadecertos signaessepossa logo resolver oprimeiro problema aíTirmativamente,e são estes signaes os seguintes:lividezcinchação daface;palpebrastumefeitas, meiofechadas; rubor,proeminência e deslocamento dos olhos; lingua inchada,livida,do- brada ,sahindoasvezesfora da boca eoutrasvezeslixadacontraa arcada dentaria ; umliquidoescumosona garganta;signall í vido, rubro,ounegro echimosadoda corda nopescoço;despedaçamentodosmusculos e ligamen- tos,queseinseremnoossohyoidc, e das tunicasarleriaes;rupturado la- ringe c dos primeiros auneis datracheiaartéria;echimosesnos braços,e coxas;lividezecontraceno dos dedos; traços deviolência exercidacm algu- mas partes do corpo,como a impressãoproduzidapor corda nos pulsos;li- videz dotronco;sanguenospulmões, no coração, c no cerebro
.
A respeito destas provas, dizOríila : On conçoit avec peine qu’un objet d'uneaussi hauteimportance eut été traité avec autant de légèreté par des
écrivains,dont lesouvragesontdàservirde guideauxmedicins
.
Esegundoasnumerosas experiences destesabioe de outros muitos não temosremediosenãoficar perplexosainda, ccomonãoduvidaremos,quan- do os medicoslegalistasnãoestando deaccordo,veem suas experienciasnão provarem senãoqueestaquestãoéaetualmente, senão irrcsoluvel,aomenos difficilimaderesolver
-
se?Vejamosovalorde cada um dossiguaes, segundoo tratado de medicina legal que estudamos
.
mcirocaso
—
7—
A impressão tla corda,sua profundidade e situação variam muito epodemscrproduzidassobrecadavcres
.
Acchimose raríssimasvezesc contrada,pois quesetemcom ellaconfundidooresultadodaacção pro- longada da corda.
A luxaçãoda primeirac dasegunda vertebracervical, ainda que citada por pessoas fidedignas,depois das numerosas experiên-
cias docelebre professorde Paris, fica emduvida pois que apezarde todos os esforços,apezardapoucaforça, damenor elasticidade dostecidos tos não apôdeproduzir
.
Asfracturas doosso byoide, dealgumascartila-
gensdopescoço, e do laringe;arupluradasmembranasarteriaese de al
-
gunsmusculoscligamentos, lendo certamente algum valor quandosc rcu
-
outros signaes,nãoexistemsempre
.
Oestadodasmãos, c docorpo emgeral, os traços deviolência, lesõesnotáveismesmo, e os signaes de re- sistência apenas provam queharazão parasuspeitar-
sefundadamente que houveum assassinato,enada mais.
Oderramamento desangue nos pulmões enocerebro podeser devido ãoutra causa;e sendo mesmoumaboapro-
babilidade quandoexistereunidoaoutraslezões, nãoétãoconstante que possa ter alto valor
.
A erccçãodopenis temsidovista em cadavcresquese enforcouparaexperiências,eoespermalendo sidoencontrado na uretrae naroupa decadaveres de indivíduosquefallcceram devarias enfermidades, perdeportanto muitoda importância que se lhe dava.
Confessamosquenãotemosmeiosde resolver semelhantequestão,e que apenas seremoslevados asuspeitar, seoutrasprovas,seoutras circumstan
-
ciasnão vierememnossosoccorro
.
Eestasprovasserão aposição do cada- ver, adesordem dosobjectos queocercarem,ocomprimentodacordac a altura do ponto de apoio delia; eestascircumstancias serão o estadomoral doindivíduoc seucomportamento social,reuuidosaoutrosdadosquemais competeaautoridadeindagar.
Maso Medico,quando nãoestejabastanteesclarecido a pontodedecidir aquestão,pódcao menos scrlevado a tervehementissimosindíciosdeque ocrimefoi perpetrado durante avida,se,lendo encontradoos principaes signaes,comosejam
—
echimozcsdos tecidos dopescoço,traçosde violên- cia, derramamento desanguenospulmões eno cerebro,luxaçãodasverte-
brascervicaes,fractura doosso byoide,dasvertebrasecartilagens,&c
. —
unira tudo isto outras muitascircumstancias,que podem lambemexistir. Servindodesta sortemuito ácausada justiça;pois a autoridade informada púde esclarecer melhor o facto, o que não succederia talvez sem o auxilio da medicina legal
.
en
-
mor
-
n em a
— s —
Provado que a eslrangulaçãocasuspensãotiveramlugar durante a vida, foranioresultadode homicídio ou desuicidio ?
K,senãoirresoluvelemmuitos casos, aoinenosdillicil deresolver
-
seestecircumstancia acccssoria vier rasgarovéodo mys
-
problema,salvose
terio;e dissolvertodasasduvidas
.
Nós,porém,vemos quetudo quesecostumaanotarnocadaverdeum suicida póde ser também vistona viclimadoassassino
.
Comludo,a posição em quefòr encontrado, sendo deserto ounão o lugar;apossibilidadeou aimpossibilidade
de ahi chegaremoutras pessoas;certos signaesde violência edcresistência,ou aausênciadélies;aaltura emqueestiverfixadaacor-
da; afacilidade oudifficuldadede omesmoindivíduoallentarcontrasua existência; a impressão mais oumenos profundado laço nopescoço;a lu
-
xação ou não luxação das articulaçõesvertebracs;aordem ou desordem dos vestidos;finalmcnle, o estado moral do indivíduo, o estado dasaudedellc
uma
sãoprovas,quereunidasaoresultadodaspesquizaspoliciaes, podem mui- tasvezesresolver a questão
.
ASPHIXIA POR SUBMERSÃO
.
Eslegencro deasphixia envolvelambemduas questões iguaes a aquellas que acabamos de estudar, esão :
—
Oindivíduoque se achou morto em um liquidofoisubmergidoantesoudepois da morte ?Provadoque foiantesda morte,é um caso de homicídio oude suicidio?Antes,porém,deentrarmosnoestudoda primeira questão,devemossa
-
berqualó acausadamortedosafogados
.
Esta não édevida nemáagua engolida na quantidade de umaouduas libras;nemaoabaixamento da epiglote, quesóterialugarsea linguafosse bastante deprimida, e sehouvessemfeixesmuscularestão fortes que arras
-
tassem a epigloteisoladamente, o que nãosuccédé; nem também ácom
-
pressão dos pulmões,que nunca é talqueprohibacomplelamenteacircu- lação destesorgãos; pois que na asphixia esta funeção continua ainda a executai-srporalgumtempo; nemtãopouco áintroducção doliquido viasie>piral<>rias, que se algummal fizessem,erasómente(segundoGar-
nas
—
9-(l
.
inieeVarnicr)obstando ahcinatoze.
Qualserá poisacausa ciamorte nest«*.
cà
so ?Segundoaopinião de Macqucr,reforçadapor Bergere aceita porOr-
' éa viciação doarcontido nopeitodosafogados,quenão sendo reno- vadoperde os elementos necessáriosparaaarlerialisação do sangue,pois vò-se,porexperiência,que cm vez de vinte c uma partes deoxigeneoque devem existir em cempartes dear almospherico aqui lia somentequatro ou cincopartes; e assim osangue,nãohematozado,emlugarde nutrir os orgãos aque 6 levado,envenena
-
òs pelocontrario.
Deixandodeparteasclassificações deDesgrangescde Bouleau admitti
-
qucnntesdasubmersãoo indivíduopodia1er tidoumasincopec mesmo uma asphyxia
.
Muitosautores pensamquecom certos signaes por elles admiltidos poder- se-liia demonstrar queaimmersáoteve lugardurante a vida, e destes os maisimportantes são osseguintes:
—
face inchada , lívida,ourubra; pálpe-
brasabertas,pupillas meiodilatadas; bocafechada;lingua dirigidapara o bordo interno dos lábios, assimcomo asfossasnasaes internamento estão cheias de umliquido escumoso; pallidezextrema da pelle c dasmucosas exteriores;osdedosesfolladose contendo nas unhas lôdoc areia ,significando queo indivíduo com desejos de salvar-se agarrou-seem tudo queencontrou;
as veias daparte superiordo cerebro engorgitadas, assim como osplexos ehoroides;osventrículos contendoserosidade,eamassa cerebralnão pare
-
cendoestar amollecida;escumaaquosanatrachea
-
arleria;ascavidadesdi-reitas do coração, as veiascavas, aartériaea veiapulmonares contendo muito mais sangue,doque as cavidadesesquerdasdocoraçãoeas artérias; ovenlriculo direitoéde uma còrrosea carregada,entretanto queodo lado esquerdocrosado;oventriculee a auriculapulmonaressecontrahemmais facilmenteepormais tempo,doqueosdaesquerda;osangue 6 tinidodu
-
rante muitas horas ; odiaphragmaóretiradoparaoabdomen, e o peitoele
-
vado;a còrdasvísceras abdominaos ómaiscarregada,doquequando o in- divíduosuccumbiuá outrascausas;ea bexigacontem ourina,mas somente antesdarigidez cadavérica ; emfim,o maisimportante de lodosos signaes,
a presença degrandequantidadedeliquido no eslomago e nas viasrespi
-
ratórias
.
Apreciemos com Orfila cada um destessignaes
.
O estadoda face, apalli- dezdapelle,asalterações dos orgãos contidos nocraneo nenhum valorpo- dem1er por si sósporquesãoosmesmosnos cadavercsde sujeitosquereram
devariasenfermidades.
A dilatação da pupilla somentetem algum mosmor-
3
—
l o-
yalerquandose observa logo depois da immersão, eantesdecomeçar apu
-
trefaeção
.
As esfoladuras dos dedos e a areia que elles podemconternas • unhaspodemser a consequência de choquescontrapedras, etc. Aescuma
nas viasrespiratóriaspode tambémexistiremoutroscasos, quenão no afo- gado;poisque basta apresença de mucus para quecom o ar,que entrac sahe,formem
-
seescumas;e alémdistonão é agrande quantidadedeliquido que niais favoreceasuaformação,eaté pelocontrario lava a que jáexistir;eainda éprecisoque o indivíduo immergido tenha ao menos umavez su- bidoá superficie daagua para respirar;pois quandonão voltam osafoga
-
dosásuperficie, segundo Piorry,nenhuma escuma senota nos canaesac
-
reos; emesmo experiencias feitascomcadaveres dehomense outros ani
-
demoslraram queapezar delodosos esforçosempregados, umliquido macs
nãopodepenetraraté as ultimas ramificaçõesbronchicas
.
Acòrdolaryngée dos bronchiospouco ounadaprovam.
Osorgáoscirculatórios, ainda que constanlemente apresentem oscaracteresqueacima demos,podem apre-
sental
-
os em muitos casos demortesubita.
Acor dascavidadescard íacas apaga-semuitodepressa;ca irritabilidade c contractibilidade docoração direitonão é umaprova que muitovalor tenha;porqueella só existe logo depoisdamorte, enesse tempo cremosqueoMedico deve-
seoccupar ainda comdiligenciasde salvar oasphyxiado.
Alluidez do sanguepode nãoexistir, e quando exista,podeseroresultado daputrefaeçãoadiantada, ou de algu- mamoléstia, comoo escorbuto,febres adynamicas,&c.
Orfila diz que o diaphragma,em vez de serempurrado parao abdomen,épelo contrariodes-
tendido para acavidadethoracica.Acor das víscerasabdomináessó prova, que houveasphyxia
.
Oestadodosorgáosourinurios pode valermassomen-teantesda rigidezcadavérica
.
Temosemfimo maisimportante dos signaes, apresença de agoa noestomago emgrandequantidade, porém é preciso que ellanãotenha sido injeetada depoisda morte, cque este liquidoseja irmãodaquelle, cm que se houver encontrado oafogado.
Achr
.
ndo-se assim tãoinodificadoovalor destessignaes,como éque po- deremoscomsegurançaresolver aquestão—
se oindivíduo cahio vivoou que foiencontrado? Podemos terpresunt-
pcoeslaovehementes,eprovaslaesquenoslevema responderlogo pela af
-
firmative? Seencontrarmosgrande quantidade de liquidoirmão daquelle em que estiver o cadaver,noestomagoe nas viasaereas; seesteliquidonão houver sidomers injeclado;senão houverdecorridomuitotempodepoisdasub
-
ãoe seoafogadonão permaneceumuito tempo nagua; sc existir aes
-
depois demortonoliquido em
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11—
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cuttianosbronchios;escaisto sereuniremosoutrossignaes;seprovarmospelaausênciadosdados proprios queo indivíduo náofoiantes assassinado ouenvenenado;com osoccorrodecircumstances que podemapparecer, e quedevem seraproveitadas, como sejam traçosdeviolênciaederesistência, a quantidade dagoa onde se achou oafogado, a impossibilidade dollesal
-
edepoisoseu modode viver,suas relações sociaes,etc
.
,teremosas mais decididas razõesparaaffirmarmos que a submersão tevelugarduran-
teavida. Porém quasi nunca seacharão reunidasestasprovasecircumstan
- ces
,eoMedico discreto eprudente não deveexorbitar jamais desua obri-
gaçãoaqui;expondocomfranquezaseuspensamentosesuasduvidaslicará bemcom suaconsciênciaequite com a sociedade
.
Áautoridadecompeleoresto
.
Provado queasubmersão teve lugardurantea vida, foi ellao resultado de um homicídio ou de umsuicidio ?
Hueopus,hiclabor est
.
Como éque havemos decidir esta questãoquando namaiorparledoscasos tudoqueexisteno cadaverdoassassinadoencon- tra-se tambémno suicida ?Adifferença quefazemalgunsautores de queno cadaverdosuicida deve haverliquidonasvias respiratórias; porque ellerespira; eno cadaver do assassinadonáo,porque é tomadoporiPmasincope, nãodeve seradmilti- do; pois([ue acreditamosqueemambosos casospodemfazer esforçospara respirar
.
Confessamos (diz Orfila)que emmuitas circumstancias nãotemos meios deresolveresteproblema
.
Mas seolugar,onde achou-seocadaver,édeser- to;senclles náoexistem traços de uma luta ou resistência;se nãotem lesão alguma que indiqueviolência;seasmãosestãolivres;se náotrazum peso ligado a si;seos vestidosnáo estãoem desordem;seoindivíduo não sof- fria deumadessas enfermidadesquetrazem comsigooledio ã vida; éviclima depaixões violentas; seacharmostudo isto reunido,poderemos 1er não certeza, masvehementissimaspresumpeõesdeque o crime éum suicidio.
MasrepeliremosaindaqueoMedico peritotantonesta, comocm outrasquestões medico-legaes,tendocmvista sua palavraeseu juramento,devesercircumspeclocacautelado
.
var-sc
senao
l á
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ASPIIVXIA DOS UECEM
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NASCIDOS.
Bem(]ucpertençaestaparleelemedicina legalaoinfanticídio comtudo lendo intimarelaçãocom o nossopontodiremos algumacousa arespeito,
nãosóporque cumprimos assim umdever,comoporque esta questãoin-
teressamuitoparticularmenteánossadesgraçadasociedade
.
Senoadulto, emquetodas ascondições mais favoráveisseencontram, ondeossignaes maisnotáveissobreorgâosmaisdesenvolvidosnospodem maisclaramenleorientar;no adulto, onde tudo fhvorece, òtãodillieil deci- dir se houveasphyxia,seexiste um crime :quantas dil íiculdades achará o Medico para resolverasmesmasquestõesnumrecem-nascido,cujoorganis
-
mo estáem miniatura ,cujas funeções aindanão se temcomplelainente exe
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cutado ?
Supponhamos umfacto:aautoridade tendorecebido o cadaver de um recem-nascidocom uma denuncia de infanticídio,tendo deformarocorpo de delicio, chama um Medico paracomo perilo resolver, se na realidade cxisleumcrime
.
Este,conhecida aidadee aviabilidade do feio,procura pela docimasia saber se o fetorespirou;seexistem todasasmudançasque arespiração determina nos orgâos. Decidido isto aflirinativamente, e de- monstrado pelaausênciadesignaes proprios,queamortenão levelugarpor outrascausas,anão seraasphyxiapassa elle a indagar se cilaexiste.
Podendooinfanticida usarJetodosos meiosasphyxiadores,eporexem-
plo: da compressão da traehea-arleria, daapplicaçâo da epiglolesobrea glote,emaisastulamcnlcdecobertoresqueembaracemarespiração,c ain- dasimplesmente tapando a bocado feto,operilo nãoachandoprova appa- rente, eduvidandosealguma lesãoousignaldeviolência encontrado resultaria dealgum acontecimento duranteoparlo,passa depoisao exame interno
.
Aqui,vencendo todas as dilíiculdades, poderáelle encontrarosphénomè
-
nes que dependem de uma asphyxia: masembora tudooleve acrerque houve causa asphyxiadora , como diráellequehouve uminfaulicidio por commissáo,ou mesmo porommissáo?
nao
—
13-
\compressão docordãoumbilical, aindaque ofeto houvesserespirado ventre materno,interrompida depoisestarespiração, nãopodiadarlu- garámorte?
Umacompressão involuntária da trachen-arteria , uma porção de mucu
obstruindo
asviasrespiratórias nãoteriam o mesmo resultado? Osmesmos inconvenientes, osmesmosóbices, quenosembaraçamparademonstrar a existência de um crimenaasphyxiadoadulto, não seapresentam augmen-
tados aqui ?
Infelizmente a medicina legalnãopoderesolver bemestas questões, e o perito consciencioso dirá somenteemresposta aoproblemadado, queha signacs deasphyxia, equeestacriminosa,ounão,podiadaremresultadoa morte! Ascircumstancias queacompanharem o facto, easprovas,que a autoridade obtiver pormeios policiaes,poderãoconseguirmuito, e alcan
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çar-se
-
ha então ajusta punição domais indigno, domais horrível dos crimes!no
ALGUMAS CONSIDLUAÇÕES QUE TEM RELAÇÃO COM ESTE PONTO
.
Ascienciacaverdade,e estanão é lisongeira.
Amoralidade corrompida,o inleressemalentendido,c as leis incompletas emal observadas, são causasdemui-
tosmales.
Nãosatisfizemosaindanosso fim,catlendendoá nossa epígrafe não dis
-
semosao que vínhamos.Sim, não é mais aobrigaçãoquenosurge, nãoó dever escolarque cumprimos: ò sómenteum grito dc indignação o depena,quepartede nossocoração; é a humanidade quem brada agora; é o acordar damemoriasobre um factoque impressionou
-
nosmuito ! Nãoridicularizeis
Quasi nossosentimento, ouvi-
nosprimeiro.
todos osdias no hospital da Misericórdia ,em olugaronde se de
-
maiso
'«
-
U—
positam cadaveres,olTerecem-seávisla dos quela\âo sois c maispequenos embrulhos, e o curioso,examinando-os,reconhecerá horrorisadoque sâo recem
-
nascidos,(jueseencontraram mortos,
ouquasimortos, ua rodados expostos, ou trazidos de fora : ha deentãosentir o mesmoquenóssentimos; ha deperguntar,como neste paizdemilrecursos,defartura enorme, póde tal facto succéder tãorepelido; como em umasociedade que,enchendoa boca,se dizcivilisada,não se busca estancar a fonte deste mal, emesmo
punir algumcrime, queserá muita vezacausadelle?
Sevósnãoocredilaes, ide ásquatroou cinco horas da tarde a essenojento deposito,edepoisdehaverdes contempladoessescadaveresamontoadosaos dous e aos1resn’uinvelho caixão,homensemulheresdescompostos, c al- gumas vezes lubricamentccollocados,quando, cheios de dôr e dos tris
-
tes pensamentos quesóe gerar esto especlaculo, quizerdes retirar
-
vos,demorai
-
vos um pouco,c fixaivossosolhosnesses fardinhos azues,deque vos(aliamos,descobri-
os: são cadaveres de recem-nasuidosdelodosos se-
xos, de todas as idades,desde seis aténove mezes,amaiorpartebem de- senvolvidos, cparecendocomplelamcnleviáveis; então não precisa quese- jaes lámuitosensí veisparaexclamardescomnosco:
Oh mulher,tu nadavales,
Quandonãosabessermãe
,
Como harpaque nãolenicordas
.
Comocéoqueastros nãotem!
Entã
o
vósperguntareis lambemcomoistopassa desapercebidamente,como se não procuraindagaraorigemdestas mortes talvez,talvez bemcrimino-
sas?Então (quem sabe ?)deixandoo Limbo,os manesdestes infelizes innocen- tes viriam a1ercomnosco, e pódeser(pieumdellesvos conduzissepelamão até um dos bairros desta cidade,elá vosmostrasseumadesgraçada mulher de cór preta ,desesperada,despedaçando osvestidos, arrancando-seosca- bellos, com os seiosinflammados, o olharenfurecido,ebradando: filho, tirou
-
me meu filho,paraengeilal-
o,matal-o defome,para vender meuleite( l)IAinda bem este vos não leriadeixado,que outro vosviriamos- traramãe,o pai perverso que oassassinaram, outro ainda viriaaccusai*a estúpida comadre que o matou noparlo,ouqueodeixou morrer?—
meuI) Pessoafidedignanos referioque foi testemunhade umscinelhautefado.
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15—
Foi este sentimentoque gerou em nos ns idéasque \amos entregar a nuem maisalto,nquemmais sahiainentepódc elevarsuas vozes
.
>
onosso paizamoralidadecorrompe-se demais amais pelafalta deat-en
ção dospaes e mestresnaeducação dos meninos,nos(pines,emvezde virtudesnobres,procura-se com falaesexemplosbinocular as maisfunestas—
acólera e asoberba,a luxuria e a gula,são osprimeirosbabi- paixôes :ladorcs de seustenrosejápervertidoscorações!E semreligião, semínstruc
-
çáo, sãoestesosmancebos quetem de herdar grandes fortunas; eseinreli
-
gião, sem fé, sãoestasasdonzellasquotemdetornar-se mãesde famílias!
E,oque cem vezessetemditoeescripio,obarbarocostume que temcer-
tospaisdecastigar escravosnavista dc seustenrosfilhos,aindignidadede certasmães,quearmadas de um chicote ensinam sens filhos a serem bar
-
baresebrulacs: essesexemplos frequentes de dureza ccrueldadefazem de ummoço,quepodiaser bom,um perverso!-deuma menina,quepodia ser scnsivcl e virtuosa, uma fúria!
Eo estado da instrueçáo religiosa entrenósqualc?
Basta cmrespostadizermos,queos nossos moços damoda,pensamque dão umaprova decivilisação desprezandooculto sagrado: cquen’umacal
-
çabemfeita, n’umformidável charuto consistemos ornamentos da moci- dade! Ali ! c é-nos bem doloroso oconfcssal-o,elles só tem umpensamento umsentimento,uma esperança, emesmouma religião,
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odinheiro (1)!Depoisde haverem fumado seu longocigarro, deitam-separasonhar, não corna gloria, não com este sentimento generoso,queé o movei dos jovens co-
ra ções,mas ainda com odinheiro,quejdiz-lhessua fada favorita ) hade tra
-
zer-lhes umanoivaembora feial Eassimvãopassandoamelhorestaçãoda vidasemflores,quelhe deem fructos nooutonodella! Eassimvãosopitan- do alguns sentimentosnobres «pieseus corações teimososquerem ainda conservar!
Emhomem destesencontrando umaamantetão estúpida,tãomal educa- dacomo elle, iniciada em lodos osvicios,semcoração,semconsciência, não serácapazdefazer quantoquizer, para livrar
-
se de um filho, que oviria incommodarnascendo?Equalserá o
recurso
deque lançará mão amoça estúpidacperversa,d)Aquciles que aqui não virem seuretraio, me louvem;só fallo dessesquonãoscdeixamguiarsen ãopor
oucuras, maslenhooprazer dedeclararque haentre nósnumerososmeçosbom moralisados,<•dcmuitas es
-
pranças.
—
16-
formi<laveis pais ofructo de seus nojentos quando quizer occullar
passatempos? Éo aborto, é oinfanticídio, queficarão impunes! ! Kqual a causadisto? Afaltadereligião,a moralidade corrompida!
Ide ahiporessasfazendas, echeiosdedòr sabereis,quenumerososabor
-
tos dão-se cada dia,que nnalgumas crcanças apenastocamcerlaidade, vãosuccumbindouma a uma, semquese conheçaacausaapparentede tão repetidosobilos! Sentimosmuito não1er em nossoabono,senão fados, que são de lodos,masque todosnãoqueremver.Parece(consenti-nos esta verda
-
de, oumesmosuperstição,que importa)?parecequeumcastigoseguedeper- tonossoserros,e que emtrocadeumbem,queroubamos, recebemos ma- les semconta;eque paranosengorgilarmos com o miseroprazerda ocio
-
sidadee dapreguiça,perdemososencantosdainnoccncia,e da virtude ! K a desgraçaeos vicios são contagiosos, ellessobemda immundn senzalla, atéoluxurioso sobrado; como ovapor meíilicodoscharcos,quese levan- tandopoucoapouco,infecciona osprados, murcha as dores, envenena os fructos !
a seus
Ali! façaDeos,quealgunspensamentos nobres,quevãoapparccendoen-
trenós, nãosuccumbam,como todas asnossasbellascreaçóesque nascem para morrer devoradas,comoos filhos deSaturno! E quem nosfaztanto mal ? É o interesse infame e malentendido!
Vóspercebeisbem deque vosfalíamos, masnãoóestesomenteocancro doorganismosocial;poisqueoutrostemosfilhosda desmoralisação, e ali- mentados por leisincompletas, ounãoobservadas
.
Entrenóso homem maisestúpido,incapazdequalquer emprego, inlia
-
bilpara tudo, depoisde haver consumido suamocidade na preguiçaeno deboche,quandovê que vaimorrerdefome,desesperado, pensa (o quetal- vez nunca fizera emsua vida)pensa, e,como ocelebre philosophe achando o seuprincipio decantado, deixaexprimir
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senaexpansão deseurosto um pensamento voucomprar oformulário deChernoviz(1homcepalica, efaço
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meMedico!—
Eeil-oimpávidopraticandoamedicina,annunciandocuras,ganhando dinheiro, eescarnecendodosMedicos,e das autoridades !
Desembarca cm nossas praias hospitaleiras um estranho aventureiro, sonda logo ocaracterdo povo,e oespirito dasautoridades, e entre todas as ou uma obra
(I)Estaobra doSr.Hr.Chernoviz,óo livroquemaisvezeslemosvisto
queconhecemos. 3 nasmã os dealgunsrurandeiros