LEI Nº 821/2014
Súmula: “Dispõe sobre o Serviço de Inspeção Municipal – S.I.M. de produtos de origem animal e vegetal de Balsa Nova, institui taxas e dá outras providências. ”
A CÂMARA MUNICIPAL DE BALSA NOVA, Estado do Paraná, APROVOU, e eu PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica criado o Serviço de Inspeção Municipal, denominado de
“S.I.M. Balsa Nova”, que terá por objetivo fiscalizar os produtos de origem animal e vegetal, preparados, transformados, manipulados, fracionados, recebidos, acondicionados, depositados ou em trânsito no Município, em todos os seus estados de industrialização e comercialização.
Art. 2º Estão sujeitos a fiscalização:
a) Animais destinados ao abate, seus produtos, subprodutos e matérias primas;
b) Pescados e seus derivados;
c) Ovos e seus derivados;
d) O mel e a cera de abelha e seus derivados;
e) Produtos alimentícios artesanais;
f) Leite e seus derivados;
g) Vegetais e seus derivados.
Art. 3º Estão sujeitos ao registro no S.I.M.:
I - os estabelecimentos industriais e as propriedades rurais com instalações adequadas para a matança de animais de açougue ou silvestres e seu preparo ou industrialização, sob qualquer forma de consumo;
II - os entrepostos ou estabelecimentos, tanto varejistas quanto atacadistas, açougues, casas de carnes, mercados, restaurantes, lanchonetes, panificadoras, junto aos ambulantes e feiras, que de modo geral recebam, distribuam, manipulem, fracionem, armazenem e conservem produtos de origem animal e/ou vegetal;
III - as usinas de beneficiamento do leite, as fábricas de laticínios, os postos de recebimento, refrigeração e manipulação dos seus derivados e os respectivos entrepostos;
IV - os entrepostos de ovos e fábricas de produtos derivados;
V - as propriedades rurais fornecedoras de matérias primas destinadas ao preparo de produtos de origem animal;
VI - os entrepostos de recebimento e distribuição do pescado e as fábricas que o industrializarem;
VII – matadouros-frigoríficos, matadouros de aves e pequenos animais, charqueadas, fábricas de produtos suínos, fábricas de conservas, fábricas de produtos gordurosos, entrepostos de carnes e derivados não comestíveis;
VIII – estabelecimentos de mel, cera de abelhas e derivados, demais produtos de abelhas melíferas (pólen apícola, geleia real, própolis e apitoxina) produtos de abelhas sem ferrão (mel, pólen e própolis) e compostos;
IX – os produtores de alimentos artesanais.
§ 1º - Poderá o Executivo firmar convênios com laboratórios especializados.
Art. 4º Será competente para realizar a fiscalização do S.I.M. a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Balsa Nova, com a cooperação da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná e Ministério da Agricultura, quando for o caso.
Art. 5º Na inspeção e fiscalização, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente observará, também, as prescrições estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e/ou pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná, relativas aos aditivos utilizados na indústria de produtos de origem animal e vegetal.
Art. 6º O valor das taxas será determinado de acordo com a origem dos serviços:
a) Inspeção sanitária – 1,2 vezes o Valor de Referência Municipal – V.R.M;
b) Registro do estabelecimento no S.I.M. – 5% (cinco por cento) do valor do Valor de Referência Municipal - V.R.M., multiplicado por m² de área construída do estabelecimento, aprovada no projeto arquitetônico, pago anualmente, no momento da renovação do registro;
Art. 7º As infrações a esta Lei devem ser punidas administrativamente e, quando for o caso, mediante responsabilidade criminal e demais cominações legais cabíveis.
Parágrafo único. Incluem-se entre as infrações previstas nesta Lei, atos que procurem embaraçar a ação dos servidores do S.I.M. no exercício de suas funções, visando impedir, dificultar ou burlar os trabalhos de fiscalização;
desacato; suborno ou simples tentativa; informações inexatas sobre dados estatísticos referentes a quantidade, qualidade e procedência dos produtos e, de modo geral, qualquer sonegação que seja feita sobre assunto que direta ou indiretamente interesse à Inspeção Industrial e Sanitária de produtos de origem animal e/ou vegetal.
Art. 8º A fiscalização dos estabelecimentos deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse procedimento.
§ 1º - Será observado o critério de dupla visita para lavratura do Auto de Infração, salvo quando for constatada a ocorrência de resistência ou embaraço à fiscalização.
§ 2º - A dupla visita consiste em uma primeira ação, com a finalidade de verificar a regularidade do estabelecimento e em ação posterior de caráter punitivo quando, verificada qualquer irregularidade na primeira visita, não for efetuada a respectiva regularização no prazo determinado.
§ 3º - Ressalvadas as hipóteses previstas no § 1º, caso seja constatada alguma irregularidade na primeira visita do servidor do S.I.M, o mesmo formalizará a Advertência, pactuando com o responsável pelo estabelecimento Termo de Ajustamento de Conduta, devendo sempre conter a respectiva orientação e plano negociado com o responsável pelo estabelecimento.
Art. 9º A advertência e o Termo de Ajuste de Conduta serão aplicados quando a infração for de pequena gravidade, desde que não haja evidência de dolo ou má fé.
Art. 10 As multas serão aplicadas nos casos de reincidência da advertência, bem como naqueles em que haja manifesta evidência de dolo ou má fé.
Art. 11 As penas administrativas a serem aplicadas constarão de advertência, multa, apreensão e/ou condenação das matérias-primas e produtos, interdição da propriedade ou do estabelecimento e cancelamento do registro ou relacionamento dos mesmos.
Parágrafo único - As penas previstas podem ser aplicadas isoladas ou cumulativamente, dependendo da gravidade da infração.
Art. 12 O Auto de Infração, documento gerador do processo punitivo, deve detalhar a infração cometida, o dispositivo infringido, a classificação da propriedade ou do estabelecimento com o endereço completo e a indicação da denominação ou firma da sociedade ou empresa individual e este Auto de Infração será entregue ao representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente para conhecimento e providências.
§ 1º - O Auto de Infração deve ser assinado pelo servidor do S.I.M. que autuou o infrator, pelo proprietário do estabelecimento ou responsável e por duas testemunhas.
§ 2º - Sempre que o infrator se negue a assinar o Auto de Infração, deve ser feita declaração a respeito no próprio Auto, remetendo-se uma das vias ao proprietário do estabelecimento, por correspondência registrada com aviso de recebimento.
§ 3º - O Auto de Infração deve ser lavrado em 03 (três) vias, sendo a primeira entregue ao infrator, a segunda ao representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e a terceira constituirá o próprio talão de infrações.
§ 4º - A aplicação das penalidades de multa, suspensão, interdição e cancelamento do registro do estabelecimento são de competência do representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.
§ 5º - Os autuados, enquadrados no parágrafo 4º deste artigo, terão prazo de 05 (cinco) dias para apresentar sua defesa junto ao representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.
§ 6º - Somente servidor designado por meio de portaria expedida pelo chefe do Executivo, com atribuições para representar Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Animal e Vegetal – S.I.M. no Município, com formação profissional de nível superior na área médica veterinária, poderá lavrar o Auto de Infração.
Art. 13 Independentemente de quaisquer outras penalidades que couberem, tais como multa ou cancelamento do registro ou relacionamento, nos casos de apreensão das matérias primas e produtos, após reinspeção pode ser autorizado o seu aproveitamento condicional para alimentação humana ou alimentação de animais, em ambos os casos a critério do S.I.M.
Parágrafo único - Na hipótese de não ser autorizado o aproveitamento, a matéria-prima ou o produto deverão ser condenados.
Art. 14 As multas serão quantificadas pelo Valor de Referência Municipal – V..R.M. e aplicadas nos seguintes casos:
I – multa de 10 vezes o Valor de Referência Municipal – V.R.M., quando:
a) desobedecer a qualquer das exigências sanitárias em relação ao funcionamento do estabelecimento e a higiene do equipamento e dependências, bem como dos trabalhos de manipulação e preparo de matérias primas e produtos;
b) não apresentar a documentação sanitária atualizada de seus funcionários, quando solicitada;
c) acondicionar ou embalar produtos em continentes ou recipientes não permitidos;
II – de 20 vezes o Valor de Referência Municipal – V.R.M., quando:
a) as pessoas que despacharem ou conduzirem produtos de origem animal para consumo privado, nos casos previstas nesta Lei, e os destinarem a fins comerciais;
b) funcionar sem a utilização de equipamentos adequados;
c) utilizar instalações, equipamentos e utensílios para outros fins que não os que constem do registro ou relacionamento;
d) transportar produtos de origem animal procedentes de estabelecimentos sem a documentação sanitária exigida;
e) realizar a comercialização de produtos sem registro ou sem rotulagem;
f) realizar construções novas, remodelações ou ampliações no estabelecimento sem que os projetos tenham sido previamente aprovados pelo órgão municipal;
g) comercializar produtos de origem animal com rótulo inadequado ou sem as informações exigidas pela legislação específica;
h) aos responsáveis por estabelecimentos que após o término dos trabalhos industriais e durante as fases de manipulação e preparo não procederem à limpeza e higienização rigorosas das dependências e equipamento diversos destinados aos trabalhos de matérias primas e produtos destinados a alimentação humana;
i) aos responsáveis por estabelecimentos registrados ou relacionados que não promoverem no S.I.M., as transferências de responsabilidade, previstas nesta Lei ou deixarem de fazer a notificação necessária ao comprador ou locatário sobre essa exigência legal, por ocasião do processamento da venda ou locação;
j) aos responsáveis pela confecção, impressão, litografia ou gravação de carimbos de Inspeção Municipal a serem usados isoladamente ou em rótulos por estabelecimentos que não estejam registrados ou em processo de registro no S.I.M.
III – de 30 vezes o Valor de Referência Municipal – V.R.M., quando:
a) praticar atos que visem dificultar, burlar, embaraçar ou impedir a ação do órgão de inspeção no exercício de suas funções, bem como tentar subornar ou usar de violência contra servidores do S.I.M.;
b) utilizar rótulo, etiqueta ou carimbo sem o devido registro no S.I..M.
c) não apresentar a documentação sanitária necessária dos animais para abate;
d) sonegar, dificultar ou alterar as informações sobre o abate ou sobre qualquer atividade exercida nos estabelecimentos registrados ou relacionados;
e) receber e manter guardados, no estabelecimento, ingredientes ou matérias-primas proibidas;
f) transportar ou comercializar carcaça(s) sem o carimbo oficial do serviço de inspeção;
g) aos que usarem indevidamente os carimbos do S.I.M.
IV - 50 vezes o Valor de Referência Municipal – V.R.M., quando:
a) utilizar matérias-primas ou produtos procedentes de estabelecimentos não registrados no órgão de inspeção ou inadequados para a fabricação de produtos de origem animal;
b) adulterar, fraudar ou falsificar matérias-primas e/ou produtos de origem animal;
c) fabricar produtos em desacordo com o memorial descritivo aprovado pelo S.I.M. ou, ainda, sonegar elementos informativos sobre a composição centesimal e/ou a tecnologia do processo de fabricação;
d) abater animais sem o estabelecimento estar devidamente registrado no S.I.M., para esta finalidade, e/ou em desacordo com a legislação vigente;
e) transportar matérias-primas e/ou produtos sem condições de higiene e/ou em temperatura inadequada;
f) ceder rótulo, etiqueta ou carimbo aos terceiros, assim como utilizá- los;
g) o aproveitamento condicional for diferente do determinado pelo S.I.M.
h) utilizar água contaminada no estabelecimento;
i) aos que aproveitarem matérias primas e produtos condenados ou procedentes de animais não inspecionados, no preparo de produtos usados na alimentação humana;
Parágrafo único - A ocorrência das infrações descritas em cada alínea deste artigo implicará na aplicação cumulativa da multa correspondente.
Art. 15 O estabelecimento que for reincidente na mesma penalidade prevista nesta Lei, terá o valor da multa em dobro.
Art. 16 Nos casos em que fique evidenciado não ter havido dolo ou má-fé, e tratando-se de primeira infração, o representante da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente deixará de aplicar a multa, cabendo ao servidor que lavrou o Auto de Infração Advertir e pactuar o Termo de Ajuste de Conduta com o infrator.
Parágrafo único. O pedido de reconsideração da multa deve ser sempre acompanhado do comprovante de seu recolhimento à repartição arrecadadora municipal competente.
Art. 17 O infrator multado terá 30 (trinta) dias para efetuar o recolhimento da multa e exibir ao S.I.M. o respectivo comprovante de pagamento.
Parágrafo único - O prazo acima estipulado será contado a partir da data em que o infrator tenha sido notificado da aplicação da multa.
Art. 18 Observado o disposto no artigo anterior, o não recolhimento da multa no prazo estipulado implicará no acréscimo de 20% de seu valor, juros monetários de 1% ao mês, na sua inscrição na Dívida Ativa do Município e será processada sua cobrança judicial.
Parágrafo único - Neste caso pode ser suspenso o registro do estabelecimento junto ao S.I.M.
Art. 19 A aplicação da multa não isenta o infrator do cumprimento das exigências que a tenham motivado.
Art. 20 Para efeito de apreensão e/ou condenação das matérias- primas e produtos, além dos casos específicos previstos nesta Lei, consideram-se impróprios para o consumo, no todo ou em parte, os produtos de origem animal quando:
I - danificados por umidade ou fermentação, rançosos, mofados ou bolorentos, de caracteres sensoriais ou físicos anormais, contendo quaisquer sujidades ou que demonstrem pouco cuidado na manipulação, elaboração, preparo, conservação ou acondicionamento;
II - contenham substâncias tóxicas ou nocivas à saúde;
III - adulterados, fraudados ou falsificados;
IV - prejudiciais ou imprestáveis à alimentação por qualquer motivo;
V - transportados em condições inadequadas;
VI - comercializados no Município de Balsa Nova sem o prévio registro no serviço de inspeção correspondente (SIF, SIP/POA, S.I.M. – Balsa Nova).
Art. 21 Nos casos de condenação, permita-se o aproveitamento das matérias primas e produtos para fins não comestíveis ou alimentação de animais, em ambos os casos mediante autorização da Inspeção Municipal.
Parágrafo único - Na hipótese de não ser autorizado o aproveitamento, a matéria-prima ou o produto deverão ser condenados.
Art. 22 Além dos casos específicos previstos nesta Lei, são considerados adulterações, fraudes ou falsificações:
I – adulterações:
a) produtos elaborados em condições que contrariem as especificações e determinações estabelecidas quando do registro;
b) emprego de substâncias de qualidade, tipo e espécie diferentes das da composição normal do produto, sem prévia autorização do S.I.M.;
c) produtos coloridos ou aromatizados sem prévia autorização, não constando a declaração nos rótulos;
d) emprego de matéria-prima alterada ou impura no preparo dos produtos;
e) intenção dolosa em mascarar a data de fabricação.
II – fraudes:
a) alteração ou modificação total ou parcial de um ou mais elementos do produto, em desacordo com os padrões estabelecidos ou fórmulas aprovadas pelo S.I.M.;
b) supressão ou adição de um ou mais elementos e/ou substituição por outros visando aumento de volume ou peso, em detrimento da sua composição normal ou do valor nutritivo intrínseco;
c) execução de operações de manipulação e elaboração com a intenção deliberada de estabelecer falsa impressão aos produtos fabricados;
d) conservação com substâncias proibidas;
e) especificação na rotulagem de um determinado produto que não seja o contido na embalagem ou recipiente.
III - falsificações:
a) produtos elaborados e expostos ao consumo com forma, caracteres e rotulagem que constituem processos especiais de privilégio ou exclusividade de outrem, sem que seus legítimos proprietários tenham dado autorização;
b) uso de denominações diferentes das previstas na legislação específica ou nos memoriais descritivos aprovados.
Art. 23 A interdição total ou parcial da propriedade ou do estabelecimento ou o cancelamento do registro ou relacionamento dos mesmos serão aplicados quando a infração for provocada por negligência manifesta, reincidência culposa ou dolosa e que tenha algumas das seguintes características:
I - embaraço à ação fiscalizadora;
II - desacato ou tentativa de suborno;
III - consistir em adulteração, fraude ou falsificação do produto;
IV - causar risco ou ameaça de natureza higiênico-sanitária;
V - impossibilidade da propriedade ou do estabelecimento de permanecer em atividade, comprovada através de inspeção realizada por autoridade competente.
Art. 24 Os servidores do S.I.M. com delegação de competência, quando em serviço de fiscalização ou de inspeção industrial e sanitária, têm acesso livre às dependências do estabelecimento, em qualquer dia ou hora, em qualquer estabelecimento que manipule, armazene ou transacione por qualquer forma produtos de origem animal.
Art. 25 O descumprimento das responsabilidades dos servidores do S.I.M., será apurado pelo representante da Secretária Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, ao qual compete a iniciativa das providências cabíveis.
Art. 26 Os estabelecimentos ou propriedades que estejam funcionando sem o registro no S.I.M., devem se adequar para efetuar o devido registro, no prazo máximo de 1 (um) ano, a contar da publicação da presente Lei.
§ 1º Findo o prazo a que se refere este artigo e não ter ocorrido o registro no S.I.M., terão interdição total das atividades a propriedade ou do estabelecimento comercial, industrial e entreposto, restabelecida a atividade somente após ser legalizada a situação.
§ 2º A transgressão do disposto no parágrafo anterior implicará na apreensão de todos os produtos onde quer que se encontrem, desde que tenham sido despachados quando findado o prazo para regularização, estipulado no caput deste artigo, sem prejuízo de outras penalidades que couberem.
§ 3º Durante o funcionamento do estabelecimento com Inspeção Municipal a título precário, seus proprietários ou arrendatários ficam sujeitos às disposições da presente Lei.
§ 4º Nos casos de cancelamento de registro a pedido dos interessados, bem como nos de cassação como penalidade, devem ser inutilizados os
carimbos oficiais nos rótulos e as matrizes entregues à Inspeção Municipal mediante recibo expedido pelo representante da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.
Art. 27 Visando a aplicação desta Lei e abertura de mercado para os produtos de origem animal e vegetal, poderá o executivo firmar convênios e/ou poderá participar de consórcio de municípios para facilitar o desenvolvimento de atividades e para a execução do Serviço de Inspeção Municipal em conjunto com outros municípios, bem como poderá solicitar a adesão ao Suasa.
Parágrafo único – Após a adesão do Município ao Suasa, os produtos inspecionados poderão ser comercializados em todo o território nacional, de acordo com a legislação vigente.
Art. 28 A presente Lei será regulamentada por meio de decreto, expedido pelo Chefe do Executivo, no prazo de 30 dias.
Art. 29 Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial a Lei nº 339 de 24 de Agosto de 1999 e Lei nº 717 de 25 de junho de 2013.
Edifício da Prefeitura Municipal de Balsa Nova, 25 de setembro de 2014.
Luiz Claudio Costa Prefeito Municipal