RESUMO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO EQUEMATIZADO
ATUALIZADO EM 06/01/2016
CONCURSO INSS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Material elaborado por Pedro Rorche(Curitiba-PR),
de acordo com o último edital do concurso INSS
(técnico) do ano 2012. Material baseado em cursos
preparatórios, lei 8212/8213/91, decreto 3048/99,
Constituição Federal, além de outras leis e
entendimento de provas anteriores. O trabalho foi
realizado visando servir de material para meu
estudo, mas talvez, também para o estudo de outras
pessoas.
RX DOS ASSUNTOS COBRADOS NOS ÚLTIMOS TRÊS
CONCURSOS
Assuntos
Quantidade de questões por assuntos
2012
(FCC)
2008
(CESPE)
2005
(CESPE)
Total
Histórico da previdência social
1
3
-
4
Seguridade Social
2
-
2
4
*Princípios constitucionais
1
3
-
4
Organização da Seguridade social
1
2
-
3
Legislação previdenciária
2
-
-
2
Filiação e inscrição
-
1
-
1
Segurados RGPS
2
10
3
15
Financiamento da Seguridade social
3
-
-
3
Salário-de-contribuição
1
7
-
8
Normas de arrecadação
1
-
-
1
Obrigações acessórias
1
-
-
1
Dependentes
1
6
2
9
Manutenção e perda da qualidade de
segurado
1
3
4
Salário de benefício
2
1
3
Carência
2
5
2
9
Renda mensal de benefício
1
-
-
1
Pagamento e reajustamento
-
-
1
1
*Aposentadoria por invalidez
-
5
-
5
*Aposentadoria por idade
2
-
-
2
*Aposentadoria por TC
2
5
1
8
*Aposentadoria Especial
1
3
1
5
*Auxílio-doença
3
4
-
7
*Salário-família
-
3
-
3
*Salário-maternidade
2
5
-
7
*Auxílio-doença
2
2
-
4
*Pensão por morte
(Deve cair muito, pois teve muita
mudança)
1
3
1
5
*Auxílio-reclusão
1
2
-
3
Outras
questões
referentes
à
benefícios)
4
4
1
9
Deve saber bem todos os assuntos,
mas deve intensificar em benefícios (lei
8213/91)
, pois são os que mais caem, mínimos 70% das provas de previdenciário e naqueles
marcados. Ou seja, a lei 8213 deve ser sua bíblia a partir de hoje até a data do concurso
(15/05/2016), mas também devem ser lidos o decreto 3048/99 e a lei 8212/91. As inscrições
para o concurso vão até dia 22 de fevereiro de 2016. Valor para técnico é de 65,00 reais,
somente via internet no site:
http://www.cespe.unb.br
Onde encontrar as leis e o decreto:
www.planalto.gov.brou digitar a lei no GOOGLE.1
Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
DA SEGURIDADE SOCIAL - Decorar
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto inte-grado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da socie-dade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios; V - equidade na forma de participação no custeio; VI - diversidade da base de financiamento;
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalha-dores, dos empregatrabalha-dores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a soci-edade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contri-buições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento; c) o lucro;
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pen-são concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
§ 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-cípios destinadas à seguridade social constarão dos respecti-vos orçamentos, não integrando o orçamento da União. § 2º A proposta de orçamento da seguridade social será ela-borada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes or-çamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recur-sos.
§ 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fis-cais ou creditícios.
§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.
§ 5º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.
§ 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só pode-rão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".
§ 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.
§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a segurida-de social mediante a aplicação segurida-de uma alíquota sobre o resul-tado da comercialização da produção e farão jus aos benefí-cios nos termos da lei.
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferen-ciadas, em razão da atividade econômica, da utilização inten-siva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.
§ 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos.
§ 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das con-tribuições sociais de que tratam os incisos I, a, e II deste arti-go, para débitos em montante superior ao fixado em lei com-plementar.
§ 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-cumulativas.
§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial, da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento.
Seção II - DA SAÚDE – Ler várias vezes
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, ga-rantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sis-tema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
§ 1º O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento);
II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios;
III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º.
§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá:
I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
II – os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Mu-nicípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municí-pios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais;
III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das des-pesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal;
§ 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisi-tos específicos para sua atuação.
§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, competindo à Uni-ão, nos termos da lei, prestar assistência financeira comple-mentar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial.
§ 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da Constituição Federal, o servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos, fixados em lei, para o seu exercício.
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1º As instituições privadas poderão participar de forma com-plementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. § 2º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. § 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
§ 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facili-tem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus deriva-dos, sendo vedado todo tipo de comercialização.
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei:
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medi-camentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o contro-le de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;
VII - participar do controle e fiscalização da produção, trans-porte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoati-vos, tóxicos e radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compre-endido o do trabalho.
Seção - III - DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – Decorar Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a:
I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada;
II - proteção à maternidade, especialmente à gestante; III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego invo-luntário;
IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda;
V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, observado o disposto no § 2º.
§ 1º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regi-me geral de previdência social, ressalvados os casos de ativi-dades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física e quando se tratar de segurados portadores de deficiência, nos termos definidos em lei com-plementar.
§ 2º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo.
§ 3º Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados, na forma da lei.
§ 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para pre-servar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei.
§ 5º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência.
§ 6º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano.
§ 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previ-dência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições:
I - trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher;
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.
§ 8º Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo ante-rior serão reduzidos em cinco anos, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fun-damental e médio.
§ 9º Para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os di-versos regimes de previdência social se compensarão finan-ceiramente, segundo critérios estabelecidos em lei.
§ 10. Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do tra-balho, a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado.
§ 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição pre-videnciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei.
§ 12. Lei disporá sobre sistema especial de inclusão previden-ciária para atender a trabalhadores de baixa renda e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao traba-lho doméstico no âmbito de sua residência, desde que perten-centes a famílias de baixa renda, garantindo-lhes acesso a benefícios de valor igual a um salário-mínimo.
§ 13. O sistema especial de inclusão previdenciária de que trata o § 12 deste artigo terá alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral de previdência social.
Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter com-plementar é organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contra-tado, e regulado por lei complementar.
§ 1° A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previ-dência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos.
§ 2° As contribuições do empregador, os benefícios e as con-dições contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos termos da lei.
§ 3º É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades públicas, salvo na qua-lidade de patrocinador, situação na qual, em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. § 4º Lei complementar disciplinará a relação entre a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, inclusive suas autar-quias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente, enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada, e suas respec-tivas entidades fechadas de previdência privada.
§ 5º A lei complementar de que trata o parágrafo anterior apli-car-se-á, no que couber, às empresas privadas permissioná-rias ou concessionápermissioná-rias de prestação de serviços públicos, quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.
§ 6º A lei complementar a que se refere o § 4° deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada
e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação.
Seção IV - DA ASSISTÊNCIA SOCIAL – LER MUITO Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos:
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adoles-cência e à velhice;
II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitá-ria;
V - a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.
Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do orçamento da seguri-dade social, previstos no art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base nas seguintes diretrizes:
I - descentralização político-administrativa, cabendo a coorde-nação e as normas gerais à esfera federal e a coordecoorde-nação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistên-cia soassistên-cial;
II - participação da população, por meio de organizações re-presentativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.
Parágrafo único. É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a programa de apoio à inclusão e promoção social até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, ve-dada a aplicação desses recursos no pagamento de:
I - despesas com pessoal e encargos sociais; II - serviço da dívida;
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamen-te aos investimentos ou ações apoiados.
HISTÓRICO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Primeira lei de seguridade social 1601 - Inglaterra (lei de
amparo aos pobres). O qual regulamentou a instituição de auxílios e socorros públicos aos necessitados. Tal documento criou uma contribuição obrigatória arrecada da sociedade pelo Estado.
Foi na Alemanha que teve origem o primeiro ordenamento
legal que tratou sobre a Previdência Social. Tal ordenamento foi editado pelo então chanceler Otto Von Bismarck em 1883, tendo, inicialmente, instituído o seguro-doença e, em um mo-mento posterior, incluído outros benefícios, tais como o seguro contra acidente de trabalho, em 1884, e o seguro-invalidez e o seguro velhice, ambos em 1889.
Foi a Constituição mexicana de 1917, considerada como a
primeira Constituição social do mundo, que incluiu em seu texto, de maneira até então pioneira, a Previdência Social propriamente dita não se devendo deixar de salientar, entre-tanto, o caráter programático de todas as normas que previam direitos sociais (o que incluem as normas relativas à Previdên-cia SoPrevidên-cial).
Constituição brasileira 1394: A primeira constituição
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
forma tríplice de custeio do sistema, envolvendo ente público, empregado e empregador, e previu o caráter obrigatório da contribuição.
Plano Beveridge (Inglaterra – 1942): é considerado por
mui-tos autores como o responsável pelo surgimento da Segurida-de Social propriamente dita, contemplando ações estatais no âmbito da Saúde, Assistência e Previdência Social – influenci-ou a criação do sistema brasileiro.
No Brasil, uma das primeiras manifestações de Segurida-de Social foram:
• as santas casas, em 1543, não tinha ligação com o Estado e prestava assistência médica (saúde) aos necessitados.
• em 1808 - O montepio para a guarda pessoal de D. João VI, • 1835: Montepio Geral dos Servidores do Estado. (Mongeral). Era um tipo de previdência privada, com contribuição dos participantes.
• 1891: Primeira Constituição a conter a palavra “aposentado-ria”. Concedida aos funcionários públicos em caso de invali-dez.
• 1919: Decreto legislativo 3724/19 - Seguro de acidentes de trabalho. Empregador deveria custear.
Origem e evolução legislativa no Brasil - 3 Fases
• 1a fase – (1923) Lei Eloy Chaves decreto lei 4682 de
24/01/1923 - cria caixas de aposentadorias e pensão (CAPs): natureza privada, caráter voluntário, organizadas por empre-sas, para os ferroviários. → Marco da seguridade social no Brasil. Essa é a data celebrativa da Previdência Social no Brasil. Não tinha recurso do poder público, mas através dessa lei se obrigou as empresas a criar essas caixas de pensões.
• Previa aposentadoria por invalidez, aposentadoria ordinária (equivalente à aposentadoria por tempo de contribuição), pensão por morte, medicamentos com preço especial e socor-ros médicos (assistência médica).
• Conhecida como marco inicial da previdência social. • Houve expansão a outras categorias.
• 2a fase – (1933) IAPs - Institutos de Aposentadorias e
Pen-sões.
• Criados a partir do início da era Vargas • Autarquias organi-zadas por categorias profissionais, com atuação nacional (e não mais por empresas, como as CAPs). Com os IAPs houve a unificação das CAPs em Instituto de Aposentadorias e Pen-sões (IAPs).
• Consolida o controle público sobre a previdência social. Temos como primeiro IAP o dos marítimos, seguidos pelos bancários, comerciários, industriários, transportadores de carga, ferroviários e empregados em serviço público.
• Os IAPs foram originados de Decretos e Leis diferentes. Cada IAP operava de forma autônoma em relação aos outros.
IAPs: Possuía natureza autárquica e era vinculado ao
Mi-nistério do Trabalho, funcionava por categoria profissional e era de natureza compulsória.
→ 1946- Consolida o Seguro obrigatório contra acidente de trabalho custeado pelo empregador, bem como o princípio da pré-existência de custeio.
→ 1960 – é promulgada a 1ª LOPS (lei orgânica da previdên-cia soprevidên-cial – lei 3807 de 1960). Unificou o sistema de segurida-de brasileiro, contemplando o plano único segurida-de beneficio e servi-ços. Trata-se de unificação legislativa.
Embora e lei Eloy Chaves, de 1923, seja considerada, na doutrina majoritária, o marco da previdência social no Bra-sil, apenas em 1960, com a aprovação da Lei Orgânica da Previdência Social, houve a uniformização do regramento de concessão de benefício pelos diversos institutos de aposentadoria e pensões existentes. CESPE/2014- consul-tor legislativo. Certíssimo.
• 3a fase – (1966) INPS: Instituto Nacional da Previdência Social. Decreto-lei n.º 72/1966.
• Criado a partir da fusão dos IAPs (centralizou os IAPs exis-tente em um único órgão). Ele acaba com os IAPs com a unifi-cação, mas não com as CAPs. Caiu na CESPE TRT8/2013.
• Raiz do atual INSS.
Com a Lei n. 6.439/77, cria-se o Sistema Nacional de Previ-dência e Assistência Social – o SINPAS (inovou com a assis-tência social) – sob a orientação, coordenação e controle do Ministério da Previdência e Assistência Social - MPAS, com a finalidade de reorganizar a previdência e assistência social, e integrar as funções atribuídas às entidades, as quais passa-mos a descrevê-las:
D
DATAPREV – Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social. Função: prestar serviço de processamento de dados. Existe até hoje.
I
INAMPS – Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social. Função: prestar assistência médi-ca. Atualmente, esta competência pertence ao Siste-ma Único de Saúde (SUS).
F
FUNABEM – Fundação Nacional do Bem-estar do Menor. Função: prestar assistência ao bem-estar do menor.
I
IAPAS – Instituto de Administração Financeira da
Previdência Social. Função: promover a arrecadação, fiscalização e cobrança das contribuições e demais recursos destinados à previdência e assistência social. Ou seja, exercia a função do custeio, semelhante à atual Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), no que diz respeito à arrecadação das contribuições previdenciárias.
C
CEME – Central de Medicamentos. Função: distribuir
medicamentos às pessoas carentes. Atualmente, esta competência pertence ao Sistema Único de Saúde (SUS).
I
INPS - Instituto Nacional da Previdência Social.
Fun-ção: conceder e manter os benefícios e outras presta-ções em dinheiro. Ou seja, o INPS fica apenas com a parte de concessão e manutenção de benefícios, semelhante ao que é o atual INSS.
L
- LBA – Fundação Legião Brasileira de Assistência. Função: prestar assistência às pessoas carentes. Atualmente, esta função pertence ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
DIFICIL
A Constituição Federal de 1988, nossa atual, mostrou sua
atenção com o bem-estar social, conferindo um capítulo que trata da Seguridade Social, nos artigos 194 a 204, referente à saúde, a assistência e a Previdência Social.
• Em 1990, o SINPAS é extinto.
Assis-5
Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
tência Social (IAPAS), responsável pelo custeio, com o Institu-to Nacional de Previdência Social (INPS), responsável pelo benefício.
INSS: Instituto Nacional do Seguro Social (Autarquia Federal).
Cuidado que as provas podem dizer que é um órgão, errado. • Criado por meio de fusão do:
• INPS – Instituto Nacional da Previdência Social. (Benefício). • IAPAS – Instituto de Administração Financeira da Previdên-cia e AssistênPrevidên-cia SoPrevidên-cial. (Custeio).
· 1991: entram em vigor as Leis nº 8.212 e 8.213 (respectiva-mente, plano de custeio e de benefícios da previdência social). Leitura obrigatória
· 1993: é extinto o INAMPS, e suas funções atribuídas ao SUS (regulamentado pela Lei nº 8080/90). Ainda, é promulgada a Lei nº 8.742, que versa sobre a Assistência Social (LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social).
· 1995: é extinta a LBA, e suas funções transferidas para o INSS.
· 1999: é promulgado o atual Regulamento da Previdência Social (RPS) – Decreto 3048/99 (regulamenta o plano de custeio + o plano de benefício da previdência social). Leitura obrigatória.
OBS: Em 1998, houve marcante reforma da Previdência
Soci-al operada pela Emenda ConstitucionSoci-al nº 20 de 15/12/98; em seguida, em 1999, tal reforma foi complementada pela institui-ção, pela Lei nº 9.876 de 26/11/99, do fator previdenciário. Em 2003, houve alteração sistêmica do regime próprio de previ-dência social dos servidores públicos, tornando-se este mais próximo ao regime geral de previdência social, aplicáveis aos empregados do setor privado (Emenda Constitucional nº 41, de 19/12/2003, regulamentada pela Lei 10.887/04).
Em julho de 2005, a arrecadação, fiscalização, lançamento e normatização de receitas previdenciárias foram unificados na Secretaria da Receita Federal do Brasil, também chamada de
Super-Receita (instituída pela Medida Provisória nº 258/2005,
posteriormente convertida na Lei nº 11.457/07). Tira da res-ponsabilidade do INSS a parte de fiscalização e arrecadação das contribuições previdenciárias.
• Criação da Secretaria da Receita Previdenciária - SRP. • A Lei 11.098 de 13 de janeiro de 2005 atribui ao Ministério da Previdência Social competências relativas à arrecadação, fiscalização, lançamento e normatização de receitas previden-ciárias. Autoriza, também, a criação da Secretaria da Receita Previdenciária no âmbito do referido Ministério.
• Consequentemente, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passa a ser apenas responsável pelo benefício.
• Fusão da Secretaria da Receita Previdenciária com a Secre-taria da Receita Federal.
• A Lei 11.457 de 16 de março de 2007 extinguiu a Secreta-ria da Receita PrevidenciáSecreta-ria e criou a SecretaSecreta-ria da Receita Federal do Brasil, conhecida como a “Super-Receita”. Ela é agora responsável pela fiscalização e arrecadação das contri-buições previdenciárias.
SEGURIDADE SOCIAL
Composta pela: Saúde, Previdência Social e Assis-tência Social.
SEGURIDADE SOCIAL
Conceituação: A seguridade social compreende um conjun-to integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saú-de, à previdência e à assistência social. (art. 194 CF).
PREVIDÊNCIA SOCIAL
A Previdência Social será organizada sob a forma de:
• Regime Geral, de caráter contributivo e de filiação
obri-gatória, observados critérios que preservem o equilíbrio
fi-nanceiro e atuarial.
• Pode ser dividida em 2 partes: Benefício e Custeio.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Será prestada a quem dela necessitar,
independen-temente de contribuição à seguridade social Não é universal, ou seja não é para todos. Será somente
para os necessitados.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) é o responsável pelas políticas nacionais de desenvol-vimento social, de segurança alimentar e nutricional, de assis-tência social e de renda de cidadania no país.
• Será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social.
• Provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas.
SAÚDE
Independentemente de contribuição, qualquer pessoa tem o direito de obter atendimento na rede pública de saúde. A assistência a saúde é regionalizada.
É universal (para todos) e independe de contribuição, não é vinculado ao INSS e sim ao SUS. É gratuita para todos (SUS). Inclusive para estrangeiro no Brasil, a passeio ou com residência definitiva.
A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido medi-ante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
• Independentemente de contribuição, qualquer pessoa tem o direito de obter atendimento na rede pública de saúde.
• É de responsabilidade direta do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde – SUS.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
governo.
→ Atendimento integral com prioridade as atividades preventi-vas sem prejuízo das assistenciais.
→ A saúde é livre a iniciativa privada de forma própria ou complementar.
→ OS gestores locais dos sistemas de saúdes podem admitir agentes comunitários de saúde e agende de combate a en-demias por concurso público (são empregados rígidos pela CLT).
→ É vedado a participação direta e indireta na saúde de em-presa ou capitais estrangeiros (salvo nos casos de lei, ainda não regulamentado). Foi regulamentado em 2015
Contudo, por se tratar de uma atividade possível de ser explo-rada pela iniciativa privada, desde que observados os pressu-postos legais - exceto para as empresas estrangeiras, que apenas poderão participar da saúde brasileira nas hipóteses autorizadas pela Lei 13.097/2015.
Excepcionalmente, foi permitida a participação direta ou indire-ta, inclusive controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos:
I - doações de organismos internacionais vinculados à Organi-zação das Nações Unidas, de entidades de cooperação técni-ca e de financiamento e empréstimos;
II - pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar:
a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada; e
b) ações e pesquisas de planejamento familiar;
III - serviços de saúde mantidos, sem finalidade lucrativa, por empresas, para atendimento de seus empregados e depen-dentes, sem qualquer ônus para a seguridade social.
As ações do poder público no campo da saúde estão precipu-amente voltadas para a prestação de serviços, enquanto aquelas no âmbito da previdência social referem-se à presta-ção de benefícios previdenciários. CESPE-TRF5/2015. Gaba-rito certo.
O SUS deve ser financiando entre outras fontes, mediante aplicação de recursos mínimos estaduais, distritais e munici-pais derivados dos seus impostos e da repartição constitucio-nal de receitas tributárias. FCC-TRT2/2014.
É competência privativa da União legislar sobre
seguri-dade social. Regras gerais.
Competência concorrente entre a União, Estado e DF
legislar sobre previdência social (regras suplementares), não extensível aos municípios.
Os municípios só podem legislar sobre regime próprio local.
SEGURIDADE SOCIAL - Princípios
Cons-titucionais
• Os princípios poderiam ser divididos em:
• Gerais, que se aplicam não só à Seguridade Social, como a outras matérias;
• Específicos, aplicados à Seguridade Social.
• Princípios Gerais
:• PRINCÍPIO DA IGUALDADE
• “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” artigo 5º, caput, da Constituição Federal.
• PRINCÍPIO LEGALIDADE
• “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, assim diz o inciso II do artigo 5º da C.F.
• PRINCÍPIO DO DIREITO ADQUIRIDO
• O inciso XXXVI do artigo 5º da Constituição Federal diz que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.
• Direito adquirido é aquele em que foram cumpridas todas as condições para seu implemento, mesmo que não haja seu exercício.
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE
• CF art. 3º - Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária.
• Nosso sistema é contributivo de repartição simples (e não de capitalização).
Princípios (objetivos) Constitucionais –
Especí-ficos (decorar)
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto
inte-grado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da socie-dade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
Entendendo esse inciso, pois foi cobrado de uma forma diferente pela CESPE.
Universalidade (pessoas) da cobertura (maior número de pessoas) e do atendimento (número de casos).
Veja como a CESPE cobrou:
CESPE - TRF5/2015 – A universalidade da cobertura res-tringe ao aspecto objetivo da seguridade social, ao passo que a universalidade de atendimento, ao aspecto subjetivo. Assertiva errada, ela inverteu.
→Cobertura de pessoas (sujeitos, aspectos subjetivos). →Atendimento: problemas sociais (coisas/objetos, aspecto objetivo).
AFT-2013-CESPE: A meta da universalidade na cobertura e do atendimento a que se refere a CF é de ações destina-das a assegurar os direitos à saúde, previdência e assis-tência social alcancem todas as pessoas residentes no país, sem nenhuma distinção. Gabarito certo.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; Somente com a Constituição de 1988. Antes não eram equivalentes. Antes havia discriminação em favor dos urbanos.
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios (do valor nominal
na seguridade social);
Segundo a jurisprudência majoritária do STF, o princípio da irredutibilidade do valor dos benefícios refere-se apenas ao valor NOMINAL, desses benefícios, não resultando na garantia da concessão de reajustes periódicos, característi-ca relativa à preservação do valor real. CESPE TRF1/2013. Gabarito certo.
Não confundir:
→Seguridade social: irredutibilidade do valor nominal. → Previdência Social: irredutibilidade do valor real. Isso sempre é alvo de questionamento. Vai depender do enunciado da questão.
V - equidade na forma de participação no custeio;
Em virtude do princípio da equidade na forma de participa-ção do custeio, é possível, no âmbito do RGPS, a estipula-ção de alíquotas de contribuiestipula-ção social diferenciada, de acordo com as diferentes capacidades contributivas. CES-PE – 2013 AE/ES. Gabarito certo.
A instituição de alíquotas ou bases de cálculos diferentes, em razão da atividade econômica ou do porte da empresa, entre outras situações, apesar de, aparentemente, infringir o princípio tributário da isonomia, de fato atende ao coman-do constitucional da equidade na forma de participação no custeio da seguridade social. Gabarito certo.
VI - diversidade da base de financiamento;
Veja como a FCC-Proc. AL/2013 cobrou isso:
→A escolha de um plano compatível com a força econômi-co-financeira do sistema e as reais necessidades dos pro-tegidos refere-se ao principio diversidade da base de finan-ciamento. Difícil né, também achei.
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalha-dores, dos empregatrabalha-dores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.
Cuidado: As pegadinhas nas provas dizem que é caráter
centralizado e gestão tripartite, errado.
Sobre esse princípio veja como a FCC cobrou:
→Tem sua gestão organizada de forma democrática e descentralizada, colegiada e quadripartite. Uma forma um pouco diferente de cobrar, mas também está certa.
• E, de onde vêm as Receitas da Seguridade Social? A
resposta está no artigo 195 da CF:
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a
soci-edade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contri-buições sociais:
Com base em tal dispositivo, é possível distinguir-se finan-ciamento direto e indireto: o direto decorre do pagamento
das contribuições sociais de trabalhadores e empregadores e o indireto, dos recursos orçamentários dos entes políti-cos, além dos impostos pagos pela sociedade.
Veja como isso foi cobrado.
AFT – 2013 - A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Esta-dos, do Distrito Federal e dos Municípios. Gabarito Certo. Viu que a questão não disse direta.
• I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equipara-da na forma equipara-da lei, incidentes sobre:
• a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pa-gos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
• b) a receita ou o faturamento; Ex.: Contribuição social sobre o faturamento das empresas – COFINS.
• c) o lucro; Ex.: Contribuição social sobre o lucro líquido. – CSLL.
• II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pen-são concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;
• III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
• IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
• CF, Art. 195, § 4º - A lei poderá instituir outras fontes desti-nadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.
• “Art. 154. A União poderá instituir:
• I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não te-nham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discrimina-dos nesta Constituição”.
• Criação de novas contribuições sociais:
• Através de Lei Complementar.
• Uma nova contribuição pode adotar fato gerador ou base
de cálculo de imposto já existente. (Orientação do STF).
• Não poderá utilizar-se de fato gerador ou base de cálculo de contribuição social já existente, como, por exemplo, a COFINS.
Segundo o STF:
→ Criação de novas contribuições não prevista na CF:
através de lei complementar;
→ Instituições de contribuição já prevista na CF: através
de lei ordinária.
→ Alterações do regime de contribuições já vigente no ordenamento: Lei ordinária;
→ A lei previdenciária não retroage essa é a regra, só vai retroagir quando expressamente determinado.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
mas não o fez, tem o direito assegurado da época. Agora se não cumpriu pode ser alterado. Lembre-se não há direito adquirido sobre regime jurídico.
→ A lei previdenciária tem eficácia imediata, a partir de sua vigência, alcança todas as situações em curso, desde que respeitado o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido.
→ Competência para julgar ações previdenciárias é da
Justiça Federal;
→ A competência das ações referente a acidente de traba-lho é da Justiça Estadual. Porém pode ser proposta pelo empregado contra o empregador na justiça do trabalho
PRINCÍPIO da PREEXISTÊNCIA DO CUSTEIO EM RE-LAÇÃO AO BENEFÍCIO OU SERVIÇO (contrapartida)
• O artigo 195, parágrafo 5º da Constituição Federal diz:
“Ne-nhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser
criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.”
A preexistência da fonte de custeio deve também ser observadas pelos Estados, DF e Municípios – (STF).
• Princípio da Anterioridade Nonagesimal ou Novente-na (anterioridade mitigada):
CF, Art. 195, § 6º - As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modi-ficado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".
A alteração do prazo de recolhimento não respeita o prazo de 90 dias (mesmo que antecipar). A alteração de alíquota respeita o prazo de 90 dias.
Não se aplica o princípio da anterioridade de exercício (no
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou); ou seja, uma contribuição social criada ou majorada pode ser cobrada no mesmo exercício financeiro, basta apenas observar o período de 90 dias.
A saber:
A contribuição social classifica-se como uma
es-pécie de
contribuição especial
. Acontece que alguns autores, em vez de usar o termo “contribuição especial”,chamam esta espécie tributária de
“contribuição parafiscal
”. Caiu na ESAF 2009 – Receita Federal - ATA.• Princípio da Vedação de Contratar ou Receber Bene-fícios
• Art. 195, § 3º - A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não pode-rá contratar com o Poder Público nem dele receber benefí-cios ou incentivos fiscais ou creditíbenefí-cios.
• A seguir, citaremos demais parágrafos do art. 195 da C.F., que serão tratados no decorrer do material.
• § 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da Uni-ão. Este parágrafo diz respeito à vinculação das receitas
des-tinadas à seguridade social ao respectivo orçamento.
• § 2º - A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos.
Apesar de a elaboração da proposta de orçamento da seguridade social ser efetuada de forma integrada pelos órgãos por ela responsável, a execução é realizada por
cada área separadamente. CESPE - TRT5/2015.
Gaba-rito certo.
Obs.: Quando não tiver na questão o gabarito, será
sempre certo. Nos casos de questões com gabarito errado, vai contar na questão.
As propostas orçamentárias anuais ou plurianuais da Seguridade Social serão elaboradas por comissão inte-grada por: três representantes, sendo um da área da saúde, um da área de previdência social e um da área de assistência social.
• § 7º - São isentas de contribuição para a seguridade so-cial as entidades beneficentes de assistência soso-cial que atendam às exigências estabelecidas em lei.
• § 8º (SEGURADO ESPECIAL) O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanen-tes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplica-ção de uma alíquota sobre o resultado da comercializaaplica-ção da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei;
§
9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput desteartigo (contribuição da empresa) poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas (não é unicamente ou exclusivamente a cespe colocou apenas essas palavras em provas anteriores e gabarito errado, cuidado com palavras que restringem ou que
ampliam), em razão da atividade econômica, da utilização
intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da
con-dição estrutural do mercado de trabalho.
PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA
P Porte da empresa A Atividade da empresa C Condição de mercado U Utilização de mão-de-obraPACU
§ 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos.
• § 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I, a,(contribuição da empresa sobre a folha de salários) e II (con-tribuição do empregado) deste artigo, para débitos em mon-tante superior ao fixado em lei complementar.
• § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b (contribuição da empresa sobre o faturamento); e IV (contri-buição do importador) do caput, serão não-cumulativas.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
de salários) pela incidente sobre a receita ou o faturamento
Informações adicionais sobre financiamento:
→Nos termos da lei que regula o financiamento do
regi-me geral da previdência social, o Poder Executivo
envia-rá ao Congresso Nacional, anualmente, acompanhando a Proposta Orçamentária da Seguridade Social, projeções atuariais relativas à Seguridade Social, considerando hipó-teses alternativas quanto às variáveis demográficas, eco-nômicas e institucionais relevantes, abrangendo um hori-zonte temporal de, no mínimo: 20 anos.
→Nos termos da lei que regula o financiamento do regime geral da previdência social, as receitas provenientes da cobrança de débitos dos Estados e Municípios e da aliena-ção, arrendamento ou locação de bens móveis ou imóveis pertencentes ao patrimônio do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS deverão constituir: reservas técnicas. → Os administradores de autarquias e fundações públicas, mantidas (não apenas criadas) pelo Poder Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista tomam-se solidariamente responsáveis pelo pagamento da contribuição, se verificada mora superior a trinta dias.
Lei 8213 –
A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos:I - universalidade de participação nos planos previdenciá-rios;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefí-cios;
IV - cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição corrigidos monetariamente;
V - irredutibilidade do valor (real) dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder aquisitivo; cuidado aqui. Não é po-der real e sim aquisitivo a FCC/2014 colocou popo-der real.
Não confundir:
→Seguridade social: irredutibilidade do valor nomi-nal.
→ Previdência Social: irredutibilidade do valor real. Isso sempre é alvo de questionamento. Vai depender do enunciado da questão.
VI - valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário-de-contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo. Exceção:
Salário Família e auxílio-acidente, esses podem ter valor inferior ao mínimo, pois esse não substitui a renda do traba-lhador;
VII - previdência complementar facultativa, custeada por contribuição adicional; decore esse principio, pois ele faz parte dos princípios da previdência social e muito explorado em prova.
Por previsão constitucional, o regime de previdência privada, além de facultativo, é baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. FCC-TRT2/2014.
Não esquecer que a previdência privada é regulada por LC.
VIII - caráter democrático e descentralizado da gestão ad-ministrativa, com a participação do governo e da comunida-de, em especial de trabalhadores em atividacomunida-de, empregado-res e aposentados.
Parágrafo único. A participação referida no inciso VIII
deste artigo será efetivada a nível federal, estadual e muni-cipal.
LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Conceito: Entende-se como legislação previdenciária o conjunto de leis e atos administrativos referentes ao funcio-namento do sistema securitário.• Tem relação com toda seguridade social. • Por ex.: a lei 8212 trata da organização e custeio de toda seguridade social, e não apenas da previdência social.
• Estudaremos a Legislação Previdenciária em todo decorrer do material, em especial:
• Lei 8.212/91 – Custeio (105 artigos) • Lei 8.213/91 – Benefícios (156 artigos)
• Decreto 3.048/99 – Regulamento da Previdência Social – RPS - (382 artigos)
• Instrução Normativa INSS/PRES n. 20/2007(632 artigos).
Lei 8212 - Art. 85-A. Os tratados, convenções e outros acor-dos internacionais de que Estado estrangeiro ou organismo internacional e o Brasil sejam partes, e que versem sobre matéria previdenciária, serão interpretados como lei especial.
• As fontes podem ser classificadas entre primárias e secundá-rias:
• Fontes Primárias: Também denominadas fonte direta ou imediata, esta corresponde segundo Venosa, "às que de per si têm força suficiente para gerar a regra jurídica". Fazem parte das fontes primárias, as leis (ordinária, complementar, delega-da, medida provisória), a Constituição Federal.
• Fontes Secundárias: Sendo também denominada fonte mediata, corresponde conforme Venosa, "às que não têm a força das primeiras, mas esclarecem os espíritos dos aplicado-res da lei e servem de precioso substrato para a compreensão e aplicação global do Direito". Assim, as fontes secundárias servem para explicar, explicitar, esclarecer as leis (fontes primárias). Nas fontes secundarias encontramos: os atos ad-ministrativos do poder executivo (Instrução Normativa, Memo-rando, Ordem de Serviço, Orientação Normativa), a doutrina, a jurisprudência.
Aplicação das Normas Previdenciárias
A norma previdenciária nunca volta no tempo.
→
Hierarquia
• Norma específica prevalece sobre a genérica.
• In dubio pro misero: em caso de dúvida, a decisão deverá ser a mais favorável ao beneficiário.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
• Ao interpretar um texto legal, o intérprete deve buscar, dentro das opções existentes no texto legal, aquela que seja a mais compatível com o caso concreto, não se limitando às situa-ções previstas pelo legislador quando da elaboração do texto.
Interpretação Gramatical ou Literal:
• Grande apego à forma.
• Busca-se o sentido da lei mediante o significado das pala-vras utilizadas pelo legislador.
Interpretação Lógica
• Busca compatibilizar o texto legal a ser interpretado com as demais normas que compõem o ordenamento jurídico, visuali-zando a lei objeto de interpretação como parte de um todo.
Interpretação Finalística ou Teleológica:
• Busca-se o fim almejado pelo legislador. Só a finalidade. • É o objetivo a ser atingido com o dispositivo legal.
Interpretação Sistemática:
• Busca-se uma interpretação compatível com o ordenamento, verificando-se a compatibilidade da lei a ser interpretada com outros diplomas legais.
• Portanto, toda esta estrutura deve ser analisada, comparan-do-se vários dispositivos para se constatar o que o legislador pretende dizer, utilizando diversas normas que tratam da mesma questão.
Interpretação Histórica:
• Busca-se a análise do momento histórico da aprovação da lei.
Interpretação Autêntica:
• É realizada pelo próprio Poder Legislativo, quando elabora nova lei para dirimir dúvidas sobre lei já existente.
• É feita pelas chamadas leis interpretativas.
Interpretação Extensiva:
• Busca-se a interpretação extensiva (ampla) quando o legis-lador disse menos do que queria, ou seja, o texto é mais restri-to do que deveria.
Interpretação Restritiva:
• É feita quando o legislador diz mais do que queria, atingindo situações não previstas e, por isso, indesejadas.
Interpretação Sociológica
• O artigo 5º da Lei de Introdução ao Código Civil determina que o juiz, ao aplicar a lei, deve ater-se aos fins sociais a que
ela se dirige e às exigências do bem comum. Desta forma, é importante que o intérprete busque qual o fim social da norma.
Integração (juntar, unir)
Busca-se o preenchimento de lacunas do ordenamento jurídi-co, pois o juiz não pode deixar de resolver o caso proposto alegando inexistência de lei a respeito.
• É situação excepcional, onde juiz atua atipicamente, como legislador para o caso concreto.
• Somente gera efeitos entre as partes envolvidas no proces-so.
• As ferramentas para integração são: • Analogia
• Equidade • Costumes
• Princípios gerais do direito. Por Analogia:
• Busca-se a opção que seria feita pelo legislador, baseando-se em previsões parecidas existentes na legislação.
Princípios gerais do direito
• São aqueles que fornecem as principais diretrizes do orde-namento jurídico, responsáveis pela fundação de toda a cons-trução jurídica.
Equidade: Chamado de “justiça do caso concreto”, o apli-cador da lei deverá levar em conta aspectos peculiares de cada caso, norteando-se pelo seu “senso geral de justiça”. Razoabilidade + proporcionalidade.
Costumes:
• São práticas reiteradas, de longa data, pela sociedade e aceitas como corretas.
• Têm força normativa desde que não sejam contrários à lei.
Interpretação
• RPS • Art. 309. Havendo controvérsia na aplicação de lei ou
de ato normativo, entre órgãos do Ministério da Previdência e Assistência Social ou entidades vinculadas, ou ocorrência de questão previdenciária ou de assistência social de relevante interesse público ou social, poderá o órgão interessado, por intermédio de seu dirigente, solicitar ao Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social solução para a controvérsia ou questão.
• 1º - A controvérsia na aplicação de lei ou ato normativo será relatada in abstracto e encaminhada com manifestações fundamentadas dos órgãos interessados, podendo ser instruí-da com cópias dos documentos que demonstrem sua ocorrên-cia.
• 2º A Procuradoria Geral Federal Especializada/INSS deverá pronunciar-se em todos os casos previstos neste artigo.
Vigência
• Vigência da lei diz respeito à sua existência jurídica em de-terminado momento.
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Resumo de Previdenciário Esquematizado – 2016 - INSS
→Regra: A própria lei dirá quando entrará em vigor. →Exceção: Quando a lei não diz (for omissa), via de regra entra em 45 dias.
→Porém quando se tratar de custeio (nova contribuição): aplica-se a Noventena, porém não se aplica a regra do princípio do exercício financeiro.
Interpretação Sistemática:
• Busca-se uma interpretação compatível com o ordenamento, verificando-se a compatibilidade da lei a ser interpretada com outros diplomas legais.
• Portanto, toda esta estrutura deve ser analisada, comparan-do-se vários dispositivos para se constatar o que o legislador pretende dizer, utilizando diversas normas que tratam da mesma questão.
Eficácia da Lei
→Espacial:
Em todo território nacional, porém excepcio-nalmente pode ser aplicada fora do território nacional, nos casos de extraterritorialidade (Brasileiro ou estrangeiro contra-tado no Brasil por empresa brasileira para trabalhar fora do país, e nos casos de daqueles que trabalham em organismo internacional, para União ou diretamente para o organismo).→
Temporal:
Quando a lei entra em vigência.REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
• 1- Regime Geral da Previdência Social – INSS
(bene-fício) e SRFB (custeio).
• 2- Regimes Próprios de Previdência – são mantidos
pela União, Estados e alguns municípios em favor de militares e seus servidores titulares de cargo efetivo.
• 3- Regime Complementar – caráter facultativo e nature-za privada.
O regime próprio e o regime geral são previdência
pública no Brasil
.Regimes Previdenciários
Regimes Próprios de Previdência
Os regimes próprios abrangem os militares e os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, de Distrito Federal e dos municípios. Cada ente é dado a possibilidade de se criar um regime próprio para seus servidores de cargo efetivo.
• Regimes Próprios de Previdência • O artigo 40 da Constituição Federal diz:
• “Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado
regi-me de previdência de caráter contributivo e solidário, regi-mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preser-vem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.” Os regimes próprios instituídos deverão conceder, no mínimo, aposentadoria e pensão.
• O servidor sujeito ao regime próprio não poderá contribuir como facultativo do regime geral de previdência social.
O servidor sujeito ao
regime próprio não
po-derá contribuir como facultativo
do regi-me geral de previdência social.Agora se concomitantemente ele exercer atividade re-munerada abrangida pelo RGPS, ele será também se-gurado obrigatório do RGPS.
Regimes Complementar (ou Previdência Privada)
• A Constituição Federal prevê o regime complementar no artigo 202:
• “Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter com-plementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar.” Ou seja, não se confunde com o RGPS. Lembra que será regulamentada por lei complementar a CESPE cobrou esse entendimento na prova TRF5/2009.
Mesmo contribuindo para previdência privada, se ele
en-quadrar como segurado obrigatório do RGPS terá de contribuir. Pois os dois regimes não se confundem.
Regime Complementar
Previdência Complemen-tar Aberta
Previdência Complementar Fechada
Previdência Complementar Aberta
INDIVIDUAIS
Quando acessíveis a quaisquer pessoas físicas
COLETIVAS
Pessoas físicas vinculadas a pessoa jurídica contratante
Regimes Complementar (ou Previdência Privada)
→ Fechadas:
• I - aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados patrocinadores; e
• II - aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, denominadas insti-tuidores.
As entidades fechadas organizar-se-ão sob a forma de funda-ção ou sociedade civil, sem fins lucrativos.
Regime Geral da Previdência Social (RGPS)
• É o regime básico de previdência social, sendo de aplicação