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¹ Acadêmica do 3° Ano de Serviço Social da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus Toledo elaborado na disciplina de Núcleo temático sobre Meio Ambiente.
² Acadêmica do 3° Ano de Serviço Social da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus Toledo elaborado na disciplina de Núcleo temático sobre Meio Ambiente.
³ Acadêmico do 3° Ano de Serviço Social da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus Toledo elaborado na disciplina de Núcleo temático sobre Meio Ambiente.
Caroline Trainotti¹ Gisele Caroline Pereira² Urubatã Allan dos Santos³ Meio Ambiente, Desenvolvimento, e Educação Ambiental
INTRODUÇÃO
Esse artigo tem como objetivo fazer uma breve analise da importância do saneamento básico nas vidas das pessoas, as consequências e impactos que a falta do mesmo traz.
Buscando trazer uma discussão acerca dos seus aspectos mais relevantes e sua relação com a saúde e direito dos indivíduos. A principal ferramenta para garantir a saúde humana é o saneamento básico, entendido como um conjunto de ações que visam preservar as condições do meio ambiente e tem como objetivo prevenir de doenças e preservar a saúde, por motivos acima citados é um direito essencial do individuo, garantindo assim sua cidadania.
O saneamento pode ser definido como um conjunto de ações que visam controlar doenças, transmissíveis ou não, além de propiciar conforto e bem-estar. Portanto, está vinculado diretamente às condições de saúde e vida da população, caracterizando-se como um direito do cidadão (OLIMPIO JÚNIOR, 2004).
A Organização mundial da saúde (OMS) define saneamento básico como um conjunto de ações que visam controlar doenças, transmissíveis ou não, além de propiciar conforto e bem-estar. Portanto, está vinculado diretamente às condições de saúde e vida da população, caracterizando-se como um direito do cidadão.
Através desse procedimento é possível assegurar melhores condições de saúde para as pessoas amenizando a contaminação e proliferação de doenças garantindo desse modo à preservação do ambiente.
Assim o saneamento básico promove a saúde publica preventiva pelo fato de eliminar as chances de proliferação de doenças, onde há saneamento básico há um menor índice de mortalidade.
A falta do saneamento básico traz serias consequências que impactam nas vidas das pessoas diariamente, como enchentes, doenças, poluições, enfim não defendem a qualidade de vida da população.
DESENVOLVIMENTO
Em questão de saneamento básico o Brasil mostra a sua face, face de um pais de dimensões continentais e da sua má distribuição de renda, aonde podemos de fato ir do Iapoque ao Chuí, pela diversidade de realidades onde temos locais com quase oitenta por cento das casas com saneamento básico e há nesse mesmo Brasil locais aonde não temos vinte por cento das casas com saneamento básico, ou até banheiros, segundo dados oficiais do IBGE. (IBGE, 2012).
Nas últimas décadas, observou-se um incremento nos serviços de saneamento no Brasil, principalmente efetuado pelo abastecimento de água em regiões metropolitanas. Porém vários problemas ainda são encontrados no que tange aos aspectos qualitativos e quantitativos do abastecimento de água. Uma parcela considerável da população é abastecida com águas eventualmente contaminadas, utiliza-se de fontes alternativas para o abastecimento de água ou encontra-se em áreas com regime deficiente de abastecimento. Estes grupos, muitas vezes apontados genericamente como carentes ou pobres, são socialmente identificáveis e especialmente delimitáveis. (BARCELLO et al., 1998).
Em diversos aspectos, os municípios brasileiros têm tido dificuldades em assumir seu efetivo papel de responsáveis na gestão dos serviços de saneamento, em conseqüência de uma herança da realidade histórica, implementada com a centralização política e tributária, característica dos anos 70. Assim, é fundamental que haja um resgate desse papel, na perspectiva de que esses serviços contribuam para a garantia de uma qualidade de vida digna para a população. (Bovolato, 2010).
norte e sudeste. Na região norte, 59,5% da população urbana não tem acesso a serviços adequados de saneamento, enquanto na região sudeste esse percentual chega a apenas 10,7% da população. No Brasil, as companhias estaduais de saneamento são responsáveis por 79% da população abastecida. Os demais são atendidos por sistemas operados pelas próprias prefeituras municipais ou mediante convênios com o governo federal (IBGE, 2012).
A água não tratada, ou seja contaminada causa doenças nas pessoas, a falta de saneamento em uma comunidade gera graves problemas e consequência, a falta de canalização e de tratamento de esgotos encaminha aos sujeitos a conviver com seus próprios excrementos em condições desumanas de saúde gerando varias doenças, que podem levar a morte, particularmente entre crianças e idosos. Desse modo o saneamento é de extrema relevância como condição de cidadania para os indivíduos, e é um direito constitucional de todo brasileiro.
“A Constituição Federal dispõe sobre o meio ambiente considerando-o como um direito de todos e bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida, atribuindo competências distintas à União, Estados, Distrito Federal e Municípios.” (CF 1988)
A maioria dos problemas sanitários que afetam a população mundial estão intrinsecamente relacionados com o meio ambiente. Um exemplo disso é a diarréia que, com mais de quatro bilhões de casos por ano, é uma das doenças que mais aflige a humanidade, já que causa 30% das mortes de crianças com menos de um ano de idade. Entre as causas dessa doença destacam-se as condições inadequadas de saneamento (GUIMARÃES, CARVALHO e SILVA, 2007).
Segundo Cavinatto: “O saneamento básico é fundamental na prevenção de doenças (1992)”. Evitar a disseminação de doenças veiculadas por detritos na forma de esgotos e lixo é uma das principais funções do saneamento básico. Os profissionais que atuam nesta área são também responsáveis pelo fornecimento e pelo fornecimento e qualidade das águas que abastecem as populações.
A Constituição Federal dispõe sobre o meio ambiente considerando-o como um direito de todos e bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida, atribuindo competências distintas à União, Estados, Distrito Federal e Municípios. (Princípio): A preocupação com a questão ambiental levou o constituinte federal a considerar a defesa do meio ambiente como um dos princípios da ordem econômica, reforçando a obrigatoriedade de se promover o desenvolvimento econômico-social sem degradar o meio ambiente (Constituição Federal, art. 170, VI).
Todo programa ou plano de desenvolvimento – federal, estadual ou municipal – deve cumprir as atribuições relacionadas ao artigo 23 da Constituição Federal, protegendo o meio ambiente e combatendo a poluição em qualquer de suas formas.
A cobertura mínima dos serviços de saneamento no Brasil trazem desdobramentos trágicos para a saúde das pessoas, especialmente para as pessoas que possuem uma baixa renda, gera também consequências negativas ao meio ambiente, agravando desse modo o equilíbrio do ecossistema.
Para Bovolatto (2010), poluição é tudo o que ocorre com um meio e que altera prejudicialmente suas características originais de forma a:
• afetar a saúde, a segurança e o bem estar da população; • criar condições adversas às atividades sociais e econômicas;
• ocasionar danos relevantes à flora, à fauna e a qualquer recurso natural, aos acervos históricos, culturais e paisagísticos.
O termo poluição abrange hoje três determinantes básicas:
• introdução de substâncias artificiais e estranhas a um meio, como um agrotóxico despejado em um rio, ou a contaminação por organismos patogênicos;
• introdução de substâncias naturais estranhas a um determinado meio, como sedimentos em suspensão nas águas de um lago, ocupando seu volume útil e tornando-o turvo;
• alteração na proporção ou nas características dos elementos constituintes do próprio meio, como a redução do oxigênio dissolvido nas águas de um rio, devido, por exemplo, à presença de matéria orgânica.
CONSIDERAÇÕES
Constata-se que o saneamento básico é um direito constitucional fundamental, garantido à todos os brasileiros, porém em muitas ocasiões é deliberadamente violado. A sua ausência acarreta várias doenças, principalmente parasitárias, que levam às vezes à morte, principalmente crianças. É necessário criar condições para que esses serviços de saneamento básico atinjam a todos os indivíduos, independente de sua classe social. Garantir a acessibilidade dos serviços, a universalização dos mesmos, de acordo com a Lei 11.445/2007 (BRASIL, 2007).
No seu capítulo VI, em que trata do Meio Ambiente, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no caput do artigo 225:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (BRASIL,1988)
Em seu § 2º complementa:
“Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei”.(BRASIL, 1988)
Isto é, o explorador deve devolver as condições anteriores do meio ambiente à sua exploração, não deixar que a natureza se recupere sozinha. Também deve deixar condições dignas de vida para a população do local do qual explorou, o que inclui reparar as condições pluviais e fluviais para garantir escoamento de águas provenientes de chuvas e rios para que estas não venham a invadiram as casas e provocar a disseminação de doenças como a leptospirose entre outras provenientes do esgoto.
Em seu § 5º proclama: “são indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais” (BRASIL,1988).
O direito ao saneamento básico além de ser um direito constitucional do meio ambiente equilibrado (ao ecossistema), recai no direito à saúde de qualidade. Reflete também a emancipação humana e o pleno usufruto da cidadania.
ARAUJO Jr, O., (Agosto,2004). Saneamento Ambiental e Qualidade de Vida Disponivel em : Agência de informação Frei Tito para a América Latina- ADITAL- www.adital.org.br. 2004.
RIBEIRO, J. W; ROOKE M. S. Saneamento Básico e Sua Relação Com o Meio Ambiente e a Saúde Pública. P. Juiz de Fora - MG: 2010.
BARCELLOS, C., COUTINHO, K., PINA, M. de F., MAGALHÃES, M. M. F., PAOLA, J. C. M. D., & SANTOS, S. M. “Inter-relacionamento de dados ambientais e de saúde: análise de risco à saúde aplidcada ao abastecimento de água no Rio de Janeiro utilizando Sistemas de Informações Geográficas. “ In: Cadernos de Saúde Pública, vol. 14, no 3 – Rio de Janeiro Jul/sept. 1998. Disponível no endereço eletrônico: www.scielo.br.
BOVOLATO; Luís E. Saneamento Básico e Saúde. 2010.
BRASIL. Lei 11.445, 5 jan. 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Publicado no DOU de 8.1.2007 e retificado no DOU de 11.1.2007
CAVINATTO, V. M. Saneamento básico: fonte de saúde e bem-estar. São Paulo: Ed. Moderna, 1992.
GUIMARÃES, A. J. A.; CARVALHO, D. F. de; SILVA, L. D. B. da. Saneamento básico. Disponível em: <http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/leonardo/
downloads/APOSTILA/Apostila%20IT%20179/Cap%201.pdf>. Acesso em: 10 maio, 2014. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Atlas do