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Psicol. USP vol.24 número2

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Academic year: 2018

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Psicologia USP, São Paulo, 2013,,24(2), 201-202.

Editorial

Temos o prazer de comunicar que este número de Psicologia USP retoma em grande estilo a publicação de resenhas de algumas das principais obras lan-çadas nas áreas psi no Brasil. No texto Psicanálise e poder: constituição e estrutu-ra, Vinicius Darriba examina a obra Estrutura e constituição da clínica psicanalíti-ca: uma arqueologia das práticas de cura, psicoterapia e tratamento, de Christian Dunker, livro ganhador do prêmio Jabuti na categoria Psicologia e Psicanálise em 2012, e destaca a articulação feita por Dunker entre Psicanálise e poder, buscando auscultar suas práticas constitutivas para defender que “é na relação com a verdade que se sustenta a legitimidade do poder na psicanálise”. Em

se-guida, Carlos Augusto Peixoto Junior discorre sobre as relexões empreendidas

por Luiz Ricardo Prado de Oliveira em O sentido da amizade em Ferenczi: uma contribuição à clínica psicanalítica e destaca o valor desta obra no exame de um tema pouco explorado no trabalho do grande discípulo de Freud, a importância da amizade no processo analítico.

O conjunto de artigos originais aqui publicados apresenta a amplitude te-órica e a variedade temática que sempre caracterizaram Psicologia USP. O artigo

Dor e Gozo, de José Cedaro e Juliana do Nascimento, acompanha os relatos de

pacientes com histórico de automutilações e busca compreender a função des

-te comportamento em sua dinâmica psíquica, orientando-se pelas concepções psicanalíticas de gozo e masoquismo, com ênfase nas proposições de Freud e

Lacan. Em A regulação emocional, Rochy Gutiérrez e Amanda Muñoz-Martínez examinam os fundamentos teórico-conceituais da noção de regulação emocio-nal e discorrem sobre sua utilização em abordagens clínicas comportamentais, enfatizando sua importância para a compreensão do processo terapêutico e realizando uma crítica a sua ambiguidade conceitual e à inexistência de uma clara relação entre este conceito e os mecanismos explicativos dos processos aos quais faz referência. No artigo Psicanálise e medicina reprodutiva, Simone

Perelson examina o papel do psicanalista em equipes multiproissionais de dois

serviços de reprodução e discute sua atuação face às demandas inconscientes que se relacionam com a infertilidade, à construção da parentalidade quando

há necessidade de doadores e à tomada de decisões que envolvem comple

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EDITORIAL

encontrando efeitos signiicativos na redução destas crenças. Camila de

Lorenzi investiga, em A relação transferencial do analista com as teorias, os aspectos narcísicos, não narcísicos e edipianos presentes nesta relação, argumentando que a possibilidade de o analista projetar na teoria seus objetos internos e percebê-la como diferente de si permite-lhe

estabele-cer relações com outros objetos, possibilidade sustentada por uma viva ligação do analista com seus pacientes. Por im, em O processo de socia-lização e a solidariedade, Paulo de Salles Oliveira parte de uma crítica ao individualismo e ao consumismo que caracterizam a sociedade contem-porânea e discute aspectos da cultura solidária que apontam para uma

saída concreta, ainda que inicial, destas condições.

O presente número de Psicologia USP cumpre também a triste ta-refa de lamentar a morte, ocorrida no dia 21 de junho de 2013, do artista plástico Marcello Grassmann, autor da bela gravura que ilustra as capas da revista desde seu primeiro número. Gravurista virtuoso - desenhista e gravador excepcional, nas palavras de Renina Katz - Grassmann criou obras em que se destacam personagens fantásticas e cenas sombrias e oníricas. Matéria dos sonhos, título de uma importante exposição que reu-niu sua obra, parece representar bem o espírito de seu trabalho e torna quase natural sua escolha como representante imagético deste periódi-co.

Referências

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