Rede de atenção no SUS e no SUAS
e suas inter-relações
Políticas públicas em álcool e outras drogas: a importância da
transversalidade das redes de saúde e assistência social
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Muitas imagens nos vêm ao pensamento quando
falamos em redes. A tradicional rede de pescar feita de fios entrelaçados, a atual rede da internet (que é uma malha virtual de informação), uma rede de
supermercados, de telecomunicação, de eletricidade, etc.
O que queremos enfatizar quando falamos em redes de tenção? De que modo a construção de redes é uma estratégia importante para a qualificação da atenção e gestão do SUS e do SUAS?
• A construção de redes se apresenta como uma tarefa complexa, exigindo a implementação de tecnologias que qualifiquem os encontros
entre diferentes serviços, especialidades e saberes. Ter mais serviços e mais
equipamentos é fundamental, mas não basta. É preciso também garantir que a ampliação da cobertura seja acompanhada de uma
ampliação da comunicação entre os serviços, resultando em processos de atenção e gestão
Rede de atenção sócio-assistencial
– seguridade social
• A Seguridade Social possui um caráter de
política de Proteção Social articulada a outras políticas do campo social, voltadas à garantia de direitos e de condições dignas de vida e dentro da Seguridade estão inseridas as políticas de
assistência e de saúde;
• A proteção social exige a capacidade de maior aproximação possível do cotidiano da vida das pessoas, pois é nele que riscos, vulnerabilidades se constituem;
Proteção Social/Seguridade Social
• SAÚDE
• ASSISTÊNCIA SOCIAL;
• PREIDÊNCIA SOCIAL
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Seguridade Social
Previdência Social Saúde Assistência Social
(Art. 194 da CF/88)
Constituição Federal / 1988
Política de Assistência social
Constituição Federal / 1988 (Art. 203 e 204);
Lei Orgânica da Assistência Social – Lei N° 8.742/1993; Política Nacional de Assistência Social – PNAS;
Norma Operacional Básica – NOB.
“A Assistência Social, direito do cidadão e dever do Estado, é política de seguridade não contributiva, que provê os mínimos sociais”.
(Art. 1° da LOAS)
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É a forma de operacionalização da LOAS, que viabiliza o sistema
descentralizado e participativo de assistência social e regula suas ações em todo o território nacional.
Supõe um pacto federativo, com definição de competências dos entes das esferas de governo;
Traz uma nova lógica de organização das ações: por níveis de
complexidade, por território, considerando regiões e portes de municípios;
Organização baseada na divisão por territórios.
Sistema Único da Assistência Social SUAS
Os serviços socioassistenciais implicam na produção de ações
continuadas e por tempo indeterminado voltados à proteção social da população usuária da rede de assistência social.
PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA – PSB PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL – PSE
PSE de Média Complexidade PSE de Alta Complexidade
Organização da rede socioassistencial
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Sistema Único da Assistência Social
Vínculos Familiares e Comunitários PSB PSE Média PSE Alta Ausência de Vínculos Familiares e Comunitários
Os programas, projetos e serviços devem ser executados de forma direta nos Centros de Referência da Assistência Social - CRAS, e em outras unidades básicas e de assistência social (governamental e não governamental).
Proteção Social Básica
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Unidade pública estatal de base territorial, localizado em áreas de vulnerabilidade social.
Deverá ser implantado pela Prefeitura;
Executa serviços de proteção social básica; Organiza e coordena a rede de serviços sócio-assistenciais local da política de assistência social.
Abrange um total de 1000 famílias/ano.
É a “porta de entrada” para a rede de serviços sócio-assistenciais.
Centro de Referência de Assistência
Social
Orientação e o convívio sociofamiliar e comunitário a família e indivíduos ;
Prestar informação e orientação para a população de sua área de abrangência;
Articular com a rede de proteção social local;
Promove a inserção das famílias nos serviços de assistência social local;
Mapear e organizar a rede socioassistencial de proteção social básica, sob orientação do gestor municipal de assistência social.
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Proteção Social Especial
A Proteção Social Especial tem caráter compensatório
(reparar o dano), mas igualmente reabilitador de possibilidades psico-sociais com vistas a reinserção social. Por isso, exigem
atenção mais personalizada e processos protetivos de longa
duração.
Destinatários: indivíduos que se encontram em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social, decorrentes de:
ocorrência de abandono
vítimas de maus tratos físicos e/ou psíquicos abuso e exploração sexual
usuários de drogas
adolescentes em conflito com a lei moradores de rua...
PSE de Média Complexidade
Serviço de orientação e apoio sócio-familiar; Plantão Social;
Abordagem de rua; Atenção no domicílio;
Serviço de habilitação e reabilitação na comunidade das pessoas com deficiência;
Medidas sócio-educativas em meio-aberto (PSC – Prestação de Serviços à Comunidade e LA – Liberdade Assistida).
Centro de Referência Especializado da Assistência Social, visando à orientação e o convívio sócio-familiar e comunitário; dirigido às situações de violação de
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PSE de Alta Complexidade
Atendimento Integral Institucional; Casa Lar; República; Casa de Passagem; Albergue; Família Substituta; Família Acolhedora;
Medidas sócio-educativas restritivas e privativas de liberdade (semi-liberdade, internação provisória e sentenciada);
Política de Saúde
Constituição Federal / 1988;
Lei Orgânica da – Lei N° 8.080/1990; Lei – controle social – Lei 8.142/1990 NOB RH SUS;
NOB SUS, NOAS; Pacto de Gestão;
“A saúde é um direito de todos e um dever do Estado”
• A rede de atenção à saúde é composta pelo conjunto de serviços e equipamentos de
saúde que se dispõe num determinado território geográfico, seja ele um distrito
sanitário, um município ou uma regional de saúde. Estes serviços são como os nós de uma rede: uma unidade básica de saúde, um
hospital geral, um centro de atenção
psicossocial, um conselho municipal de saúde, etc.
ATENÇÃO BÁSICA
“Conjunto de ações, de caráter
individual ou coletivo, situadas no
primeiro nível de atenção dos
sistemas de saúde, para que possam
responder aos problemas de saúde
através de uma ação integral sobre os
diferentes momentos do processo
• Sobre os danos (agravos, doenças,
acidentes);
• Sobre os riscos (fatores individuais e
coletivos, pessoais e sócio-ambientais);
• E sobre os determinantes (sócio
Rede de proteção na saúde
• Ambulatório Especializado
• Serviços que prestam atendimentos clínicos pontuais direcionados a públicos específicos como, por exemplo, usuários de álcool e outras drogas e seus familiares ou portadores do vírus HIV-AIDS.
• CAPS - Centro de Atenção Psicossocial
• Os Centros de Atenção Psicossocial são dispositivos substitutivos dos hospitais psiquiátricos que oferecem atendimento clínico e de suporte social a pessoas com sofrimento mental em regime de atenção diária. • CAPSad - Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas
• Os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas são dispositivos
substitutivos dos hospitais psiquiátricos que oferecem atendimento clínico e de suporte social a pessoas em situação de sofrimento psíquico
decorrente do uso de álcool e outras drogas e a seus familiares em regime de atenção diária.
Rede de proteção na saúde
• Hospital Psiquiátrico
• Hospitais que atendem pessoas com transtornos mentais oferecendo serviços ambulatoriais e internação.
• Leitos para internação psiquiátrica em hospitais gerais
• Oferecem suporte hospitalar para a rede de atenção psicossocial, no que tange a situações de urgência e emergência decorrentes dos transtornos mentais, incluindo o uso de álcool e outras drogas, que demandem por internações de curta duração.
•
*Obs: Até o momento não foram encontrados serviços como estes em Hospitais Gerais da Bahia que constem no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
• Fonte : Site do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD/UFBA).
Promoção da Saúde
• Promover a qualidade de vida e reduzir
vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho,
habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais.
Promoção Social
• A Promoção Social é um processo educativo, não-formal, participativo e sistematizado, que visa ao desenvolvimento de aptidões pessoais e sociais do cidadão e de sua família, numa
perspectiva de maior qualidade de vida,
consciência crítica e participação na vida da comunidade.
“Promoção da Transversalidade”
• O que deve ser destacado é uma outra maneira depensar e fazer que experimente as diferentes
contribuições, fazendo interpelações umas das outras. A esta outra lógica chamamos transversalização.
• Parece que este é um grande desafio: instaurar em todos os campos da saúde pública e da assistência social uma atitude que, ao mesmo tempo, garanta as especificidades acumuladas ao longo do tempo em cada núcleo de saber e, para além disso, consiga fazer atravessar tais saberes uns sobre os outros, de modo a construir novos olhares, novos dispositivos de
• Trabalhar em rede é acima de tudo trabalhar com as diversidades e com a inter-relação
entre iguais e diferentes, é ir além dos limites de um trabalho focalista e isolado.
Municípios baianos onde existe CAPS
AD
• Eunápolis • Feira de Santana • Itabuna • Jacobina • Jequié • Juazeiro • Lauro de Freitas • Paulo Afonso • Porto Seguro • Salvador • Salvador• Santo Antônio de Jesus • Serrinha
Redes de proteção na Assistência
Social
• CRAS – Centros de Referência da Assistência Social – ligados a proteção social básica;
• CREAS – Centros Especializados de Referência da Assistência Social – ligados a proteção
especial – este deve ser o responsável pelo atendimento aos usuários de álcool e outras drogas.
Municípios baianos onde existem
CREAS
• Existem CREAS em 63 municípios no Estado da Bahia;
• No Recôncavo existem CREAS em apenas 04 municípios.
• E as equipes estão capacitadas ou recebendo orientação para atenção a essa população?
Desafios
• Desmistificar o “problema”; • Descriminalizar os usuários;
• Efetivar políticas sociais públicas de promoção social e promoção da saúde;
• Estabelecer a transversalidade das políticas sociais;
• Criação de diálogo entre as Universidades e os Municípios;
• Criação de parcerias entre os Municípios como a proposta dos consórcios intermunicipais.
Estigma
– diferença entre o tratamento do UD e outros usuários do SUS, em teoria: nenhuma. E na prática?
– reforma psiquiátrica
– Necessidade de elaborar respostas mais efetivas e mais sintônicas para as novas demandas dos
usuários (rede mais diversificada e que tenham menor exigência)
• Assistência social • - Cultura
• - Esportes
• - Direitos humanos
• - Participação dos usuários • - Sociedade civil