Plano de Contribuição Definida - PCD
Política de Investimentos - Período 2016 a 2020
Alocação dos RecursosLimites de Alocação dos Recursos - 2016
1 - Fundamentação da Política
Tendo em vista que o PCD está estruturado sob o regime de capitalização, com reservas individuais, o principal aspecto observado na definição das diretrizes de investimentos diz respeito ao fluxo de pagamento de benefícios, permitindo, dessa forma, que se entenda as necessidades do Plano, em termos de rentabilidade futura e de liquidez.
De acordo com o fluxo de desembolsos previstos para os próximos cinco anos, os desencaixes do PCD superam os aportes, o que impõe a adoção de estratégia que satisfaça a liquidez exigida, sem se descuidar do rendimento estabelecido pelo índice de referência, representado pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, acrescida de juros de 4% a.a.
Nesse cenário, os recursos serão prioritariamente direcionados para renda fixa, de sorte a satisfazer os pagamentos previstos, sem contratempos, não se considerando investimentos em imóveis e Fundo de Investimento em Participações - FIP, em razão de as características de prazo e de liquidez dessas aplicações não serem compatíveis com o fluxo de desembolsos do Plano.
Fluxo Previdenciário R$ mil 22/6/2016 Ativos Renda Fixa 131,6 84,3% 140,8 83,2% 149,5 82,2% 157,7 81,3% 165,8 80,5% Renda Variável 24,0 15,4% 26,4 15,6% 29,0 15,9% 31,7 16,3% 34,6 16,8% Operações com Participantes 0,5 0,3% 2,0 1,2% 2,7 1,8% 4,5 2,3% 5,6 2,7% Outros1/ 0,02 - 0,02 - 0,02 0,1% 0,02 0,1% 0,02 0,1%
Recursos Garantidores 156,2 100% 169,1 100% 181,1 100% 193,9 100% 206,0 100%
Gestão Administrativa 0,9 1,3 1,5 1,6 1,6
Total do Patrimônio 157,1 170,4 182,7 195,5 207,6
Rentabilidade
Índice de Referência (IPCA + 4% a.a.)
1/ Disponível, rovisão para dividendos, juros sobre o capital próprio - JCP e realizável
9,02% 10,97% 9,46% 9,19% 9,02% 11,10% 2017 2016 Em R$ milhões 11,11% 2018 2019 11,48% 2020 13,22% 11,88%
Mínimo Alvo Máximo
Renda Fixa 78,5% 84,3% 87,7% 100,0%
Renda Variável 0,0% 15,4% 19,0% 70,0%
Operações com Participantes 0,0% 0,3% 2,5% 15,0% 1/ em relação aos recursos garantidores
Segmento Alocação em 2016
1/ Permitido
Resolução CMN 3.792
2 - Alocação dos Recursos
2.1 - Segmento de Renda Fixa
Em razão de o cenário permanecer com previsão de juros altos e inflação elevada, sem perspectivas de mudança desse panorama nos próximos anos, no segmento de renda fixa os recursos serão direcionados para Notas do Tesouro Nacional, Série B - NTN-B, registradas contabilmente como levadas a vencimento, e Letras Financeiras do Tesouro - LFT, marcadas a mercado, de sorte a permitir ganhos acima do índice de referência.
Ainda que se considere a preponderância das LFT e NTN-B, também serão efetuadas aplicações, pelo critério da marcação a mercado, em Letras do Tesouro Nacional - LTN, essa última visando apropriação de ganhos com a volatilidade dos juros.
Os recursos alocados em LFT, além de garantir absorção de spreads advindos do aumento dos juros, visam o pagamento dos benefícios no curto e médio prazos.
Também serão direcionados recursos para Fundo de Investimento em Renda Fixa - FIRF, com o objetivo de fazer face aos desembolsos de curtíssimo prazo.
2.2 - Segmento de Renda Variável
No intuito de diversificar o portfolio do Plano e objetivando agregar alfa à rentabilidade do PCD, estão previstos investimentos em renda variável, especialmente em ativos que indiquem boa remuneração aos acionistas e possibilidade de valorização em bolsa. A despeito de os recursos serem geridos internamente, pequena parcela poderá ser direcionada para gestão terceirizada, com a finalidade de diversificar os riscos de gestão e de mercado, assim como maximizar a rentabilidade agregada.
Os gestores externos, além de sujeitos a regulamentos próprios, deverão observar a Resolução CMN nº 3.792, de 2009, e as demais normas pertinentes.
Na escolha dos gestores, embasada em criteriosa análise técnica, serão considerados dois tipos de habilidades, o de conseguir retorno acima da média, para um dado nível de risco, e o de diversificar eficientemente a carteira, com o propósito de eliminar risco específico ou não sistemático, utilizando-se: Análise de Retorno x Risco e Análise de Eficiência Administrativa, por meio do emprego dos indicadores Índice de Sharpe, Índice de Treynor, Alfa de Jensen, Razão de Informação, e Índice de Sortino, além das Análise de Estilo e Fundamentalista.
No que tange à carteira própria, serão admitidas operações de giro, de modo a auferir ganhos de curto prazo e proteger a carteira de fortes oscilações do mercado, cuja
reversão deverá ocorrer no prazo máximo de trinta dias. será estabelecida estratégia para a posição negociada, com base em parecer técnico.
Além disso, serão permitidas negociações com ativos da carteira, visando incorporar ganhos provenientes de altas ocorridas em bolsa, com o direcionamento dos recursos para outros ativos.
Operações de empréstimo de ações poderão ser efetuadas, com o objetivo de ampliar a rentabilidade, desde que não limitem as estratégias de apropriação de ganhos.
2.3 - Segmento de Operações com Participantes
O Plano poderá oferecer empréstimos aos participantes e assistidos, após elaboração e aprovação do regulamento.
3 - Operações com Derivativos
Se e quando as condições macroeconômicas recomendarem, poderão ser utilizadas operações com derivativos de renda fixa e de renda variável em bolsa de valores, de mercadorias e de futuros nos próximos cinco anos, como instrumento de proteção e na modalidade com garantia, conforme abaixo:
O objetivo da realização de tais operações é proporcionar a redução do risco a que estão expostas as carteiras integrantes dos segmentos de renda fixa e de renda variável, devendo ser observados os procedimentos de controle e de avaliação de todos os riscos envolvidos nessa modalidade de aplicação e, independentemente do valor da operação, ser submetidas ao Conselho Deliberativo.
4 - Meta de Rentabilidade dos Segmentos de Aplicações
Em relação a cada segmento de aplicação, a Centrus adota os seguintes benchmarks para monitorar o desempenho de seus investimentos:
5 - Expectativa de Rentabilidade
6 - Apreçamento dos Ativos
Discriminação Limite Máximo
Para Proteção 100%1/
Para Exposição 0%
1/ do valor das posições detidas à vista
Segmento de Aplicação Benchmark
Renda Fixa Taxa Selic Renda Variável Ibovespa Imóveis Meta Atuarial Investimentos Estruturados Meta Atuarial Operações com Participantes Meta Atuarial
Segmento 2016 2017 2018 2019 2020
Índice de Referência (IPCA + 4% a.a.) 10,97% 9,46% 9,19% 9,02% 9,02%
PCD 13,22% 11,88% 11,48% 11,10% 11,11%
Renda Fixa 13,62% 11,83% 11,35% 11,03% 11,06%
Renda Variável 11,04% 12,25% 12,36% 11,65% 11,54%
Operações com Participantes1/ 3,70% 9,99% 9,71% 9,55% 9,55%
1/ em 2016, corresponde a 4 meses de retorno.
No processo de apreçamento de ativos financeiros, a Fundação segue as melhores práticas de mercado, primando pela transparência, objetividade e consistência das informações e utilizando metodologias e fontes de referência a seguir descritas.
6.1 - Renda Fixa
Com relação aos investimentos em títulos públicos, adota-se como fonte de referência para negociação a taxa indicativa divulgada diariamente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - Anbima. Quanto à metodologia de apreçamento, no que se refere aos títulos levados a vencimento, utiliza-se o preço da curva do papel e, para os marcados a mercado, o Preço Unitário - PU divulgado pela Anbima.
As operações compromissadas são registradas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, marcadas a mercado e o preço de compra dos títulos observa a taxa divulgada pela Anbima.
No caso dos FIRF, utiliza-se o valor da cota informada pelas respectivas instituições administradoras.
6.2 - Renda Variável
Por se tratar de mercado organizado e dinâmico, as ações são apreçadas pela cotação de fechamento divulgada pela BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores, de Mercadorias & Futuros.
Na hipótese de o ativo permanecer por mais de noventa dias sem negociação, será utilizado o valor patrimonial da ação, o custo de aquisição ou o valor líquido provável de realização, dentre eles o menor.
As ações objeto de empréstimo são diariamente valorizadas a mercado pelo preço de fechamento dos ativos negociados no dia, divulgado pela BM&FBovespa. A taxa da operação é definida no momento da pactuação e calculada diariamente, pro rata
temporis, até o vencimento ou a liquidação antecipada. 6.3 - Derivativos
Os ativos são apreçados com base na cotação de fechamento no pregão da BM&FBovespa.
6.4 - Operações com Participantes
Os empréstimos são apreçados de acordo com as taxas contratadas, observados ainda os critérios técnicos, aprovados pela Diretoria-Executiva e pelo Conselho Deliberativo, quando de sua alçada, objetivando de resguardar a rentabilidade equivalente ao índice de referência do Plano.
7 - Tipo de Gestão
A gestão dos ativos de renda fixa e de renda variável dos planos administrados pela Centrus é efetuada internamente (carteira própria), sendo admissível a alocação de pequena parcela dos recursos em fundos de investimento terceirizados, de modo a diversificar o risco de gestão e de mercado e maximizar a rentabilidade agregada, bem como a manutenção de recursos em FIRF necessários para cumprimento do fluxo de pagamentos.
8 - Limite de Concentração
Os investimentos dos recursos do PCD estão sujeitos aos seguintes limites estabelecidos na Resolução CMN nº 3.792, de 2009, e na legislação complementar:
9 - Participação em Assembleias de Acionistas
A participação da Centrus em assembleia de acionistas será obrigatória se o investimento representar 10% ou mais dos recursos garantidores dos planos de benefícios administrados ou se a sua participação no capital votante ou total da companhia investida for igual ou superior a 10% e opcionalmente, conforme a sua conveniência, em face dos assuntos em pauta, nos demais casos.
10 - Avaliação e Controle de Risco
A gestão de riscos da Centrus segue as diretrizes da Política de Gerenciamento de Risco - PGR aprovada pelo Conselho Deliberativo, que objetiva a análise dos riscos, das suas grandezas e dos seus impactos sobre as atividades da Fundação, permitindo a gestão de ocorrências de perdas e o desenvolvimento de planos de ação para correção.
Sobre o risco operacional, o mapeamento e a manualização das rotinas operacionais da Centrus garantem que os processos de trabalho mais significativos e relevantes sejam devidamente identificados.
Com relação ao risco de mercado, em especial, a Fundação utiliza, além do Sistema de Controle da Divergência não Planejada - DNP, exigido pela Previc, o Valor sob Risco - VaR.
No que diz respeito ao risco de crédito de instituições financeiras e não financeiras, a Centrus leva em consideração a avaliação de, no mínimo, duas agências de reconhecida reputação em funcionamento no país, sendo consideradas aceitáveis as instituições que obtiverem as seguintes avaliações mínimas:
Alocação por Emissor Limite /1
Tesouro Nacional 100%
Instituição Financeira 5%
Companhia aberta 10%
Fundo referenciado/2 10%
Sociedade de Propósito Específico - SPE 10%
/1 em relação aos Recursos Garantidores do plano
/2 fundo de índice referenciado em cesta de ações de companhias abertas
Concentração por Emissor Limite
Capital total - Companhia aberta ou SPE 25% Capital votante - Companhia aberta 25%
Patrimônio Líquido 25%
- Instituição financeira 25% - Fundo referenciado /1 25%
- Fundo de investimento estruturado /2 25% /1 fundo de índice referenciado em cesta de ações de companhias abertas /2 fundo de investimento em participações e fundo de investimento imobiliário
Concentração por Investimento Limite
Títulos e valores mobiliários - mesma série 25% Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FDIC - Mesma classe ou série 25% Empreendimento imobiliário - Mesmo empreendimento /1 25%
Nas aplicações em depósito a prazo até o montante de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos - FGC disciplinado pelo CMN observa-se o rating de crédito para as seguintes notas mínimas, sem prejuízo da exigência de a instituição emissora contar com rating de pelo menos duas agências de classificação de risco de crédito.
11 - Governança Corporativa e Responsabilidade Social
Com gestão voltada para o desenvolvimento econômico-social da comunidade e zelando por boas práticas de governança corporativa, as companhias socialmente responsáveis tendem a atrair mais investimentos e, consequentemente, a proporcionar melhores retornos aos acionistas.
Nesse sentido, certa da importância que os aspectos relacionados à Governança Corporativa e aos Princípios de Responsabilidade Social assumem na tomada de decisão, a Centrus busca alocar recursos em ativos de empresas que atendam aos preceitos abaixo listados:
Governança – prioriza companhias que estejam listadas no Novo Mercado, Nível 2 ou Nível 1 da BM&FBovespa;
Relatórios de Sustentabilidade – se a empresa publica documentos sobre suas ações de natureza socioambiental, com foco na relevância e na clareza das informações prestadas;
Políticas inclusivas – se a companhia adota políticas de não-discriminação e políticas afirmativas com relação a mulheres, negros e portadores de deficiência;
Certificação social – se a empresa adota padrão de tratamento social responsável aos seus trabalhadores, como, por exemplo, SA8000;
Meio ambiente – se a companhia não sofreu autuação por dano ambiental; e Investimentos sociais – se a empresa adota programa de investimentos sociais. A Fundação depreende que, ao observar aspectos que envolvem responsabilidade socioambiental em seus investimentos, preservará os interesses dos participantes e assistidos, bem como altos valores éticos e morais. Soma-se a isso o fato de que empresas que adotam esses princípios com investimentos sustentáveis estão menos expostas a riscos e apresentam boa rentabilidade no médio e longo prazos.
Para atestar seu compromisso em relação às boas práticas de sustentabilidade social, a Centrus aderiu, em 2006, aos Princípios para o Investimento Responsável - PRI, cujas características básicas estão relacionadas com transparência, governança e consideração das questões ambientais e sociais.
12 - Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado - AETQ Curto Prazo Longo Prazo
Austin Rating brA1 - brA2 brAAA -
brA-Fitch Rating F1 (bra) AAA - A
Moody's P1 - P2 Aaa - A3
Standard & Poor's A1 AAA - A
Agência Rating
Curto Prazo Longo Prazo
Austin Rating brA1 - brB brAAA - br
B-Fitch Rating F1 (bra) - B AAA - BB
Moody's P1 - P3 Aaa - Baa3
Standard & Poor's A1 - B AAA - BB
A função de Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado - AETQ é exercida pelo Diretor de Aplicações, o qual responde pela alocação, supervisão, controle de risco e acompanhamento dos recursos garantidores dos planos administrados pela Fundação e pela prestação de informações relativas à aplicação desses recursos.
Brasília (DF), 23 de dezembro de 2015.
Helio Cesar Brasileiro Diretor-Presidente