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Distribuição da radiação* ESPECTRO

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Academic year: 2021

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Distribuição da radiação*  ESPECTRO INFORMAÇÃO

Através do espectro de um objeto astronômico pode-se conhecer informações sobre

temperatura, pressão, densidade, composição química, estrutura, dinâmica, etc..

* A distribuição da radiação mostra como ela varia com o comprimento de onda ou frequência

(3)

350 400 450 500 550 600 650

comprimento de onda (nm)

Nenhum objeto astronômico emite como um corpo negro perfeito!!!

Espectro real de uma estrela

Espectro de corpo negro

(4)

A distribuição da radiação pode ser medida através de um ESPECTRÓGRAFO

ESBOÇO DE UM ESPECTRÓGRAFO BÁSICO

DETECTOR

Placas fotográficas CCDs

Dispersor de luz.

PRISMA ou rede de difração FENDA

(5)

Formas de se visualizar um espectro: fotografia e gráfico

Os dois espectros abaixo são obtidos de uma estrela. Quando são medidos por placas fotográficas tem a forma

(6)

O dispersor pode ser um PRISMA ou uma REDE DE DIFRAÇÃO

Refração da luz

Difração da luz

Mudança de direção da luz quando atravessa meios diferentes

(depende do ou da luz) Flexão das ondas ao

(7)

Luz como onda - difração

Difração = aparente flexão que ocorre com as ondas quando passam por um pequeno obstáculo, orifício ou abertura cuja dimensão é de menor ordem de grandeza do que o seu comprimento de onda.

(8)

DIFRAÇÃO DA LUZ

Difração ocorre com todos os tipos de ondas: ondas sonoras, ondas na água e ondas eletromagnéticas.

Difração para um dadodepende do tamanho da abertura.

Em princípio

Mas observando com maior atenção:

(9)

DIFRAÇÃO DA LUZ

Para qualquer onda: a quantidade de difração é proporcional à RAZÃO DO COMPRIMENTO DE ONDA E DA LARGURA DA ABERTURA.

Quanto MAIOR o e/ou MENOR A ABERTURA, MAIOR É O ÂNGULO

através do qual a onda é difratada

Ex. luz visível mostra difração perceptível somente através de aberturas muito estreitas

𝜃 ∝ 𝜆

(10)

Rede de difração

Material com muitas linhas finas paralelas (ranhuras) espaçadas de uma distância

bastante pequena (1m=10-6 m)

Luz é difratada por estas ranhuras

Distintas cores (comprimentos de onda) são diferentemente difratadas

Numa rede de difração a luz é decomposta em diferentes cores (ex. CD)

(11)

ESPECTRO CONTÍNUO DE LUZ

Uma lâmpada incandescente emite radiação em todos os comprimentos de onda, e tem um espectro que é aproximadamente de um corpo negro de temperatura igual a da lâmpada.

Um gás quente e denso vai ter os seus átomos praticamente todos ionizados e o espectro de radiação vai ser contínuo (muitas transições).

(12)

NEM TODO O ESPECTRO É CONTÍNUO...

gás de H de baixa densidade e quente  gás emite radiação

espectro de emissão = “pedaços estreitos do espectro contínuo” linhas emitidas pelo gás Alterando a quantidade ou a T do gás se altera a intensidade das linhas. Mas

(13)

Cada elemento químico produz um diferente ESPECTRO DE EMISSÃO

(14)

NEM TODO O ESPECTRO É CONTÍNUO II...

espectro contínuo + linhas escuras ESPECTRO DE ABSORÇÃO gás frio de baixa densidade recebendo radiação contínua o gás absorve radiação

(15)

Espectro do sol : desde os

s menores (cor azul) até os maiores (cor vermelha)

Cada elemento químico produz um diferente ESPECTRO DE ABSORÇÃO

(16)

ESPECTRO DE ABSORÇÃO OU EMISSÃO = “IMPRESSÃO DIGITAL” DO ELEMENTO

(17)

Wollaston foi o primeiro a medir linhas de absorção solares em 1802. 10 anos mais tarde Joseph Fraunhofer

estudou as linhas solares com mais detalhes e fez um catálogo de cerca de 600 linhas: LINHAS DE FRAUNHOFER

(18)

A análise dos modos nos quais a matéria emite ou absorve radiação  ESPECTROSCOPIA

As três formas de espectro apresentadas anteriormente consistem nas LEIS DE

(19)

(a) Um sólido, um líquido ou um gás suficientemente denso possuem um

espectro contínuo de radiação

(b) Um gás quente de baixa densidade

possui um espectro com linhas de emissão.

Estas linhas são características da

composição química do gás (c) Um gás frio de baixa

densidade possui um espectro de linhas de absorção

superpostas no espectro contínuo. Estas linhas são características da composição

química do gás e aparecem no mesmo das linhas de

emissão produzidas pelo mesmo gás a + alta

(20)

Linhas de absorção e emissão de uma dado elemento químico estão sempre no mesmo

Ex. : linhas do sódio 588.9 nm e 589.6 nm Na 5889,5896 Å

(21)

COMO SE FORMA O ESPECTRO?

PRODUÇÃO DE LINHAS DE EMISSÃO E ABSORÇÃO somente em comprimentos de onda específicos é

incompatível com a noção da luz como onda.

Para saber como se forma um espectro de emissão ou absorção devemos compreender

mais a natureza da luz e da matéria a nível microscópico (átomos)

(22)

NATUREZA DA LUZ LUZ NEM SEMPRE SE COMPORTA COMO ONDA MAS TAMBÉM

COMO PARTÍCULA  EINSTEIN (prêmio nobel em 1919)

O experimento do efeito fotoelétrico

A luz incidente numa superfície metálica pode extrair elétrons (e-) do material:

1) A velocidade dos elétrons só depende doou frequência da luz e não da intensidade

2) Para uma dadaou, o número de elétrons extraídos depende da intensidade

3) Existe umamínima (máximo) abaixo da qual não são extraídos os elétrons (cutoff)

A luz viaja em pacotes discretos de energia chamados FÓTONS

(23)

FÓTONS SÃO AS PARTÍCULAS DA RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA

CADA FÓTON CARREGA UMA ENERGIA QUE É PROPORCIONAL À FREQUÊNCIA DA RADIAÇÃO

(ou inversamente proporcional ao )

fóton fóton

c

E

E

h

h

   

h = constante de Planck da radiação Planck determinou o valor numérico de h

(24)

NATUREZA DA MATÉRIA

ESTRUTURA DOS ÁTOMOS

O que define um elemento?

O número de prótons no núcleo define um átomo de um elemento químico

Ex. o átomo de H tem um próton (p+)

O H com p+ + elétron (e-) = H neutro (1H 1)

O H com um p+ + e- + nêutron (n0) = deutério (2H 1)

(isótopo pesado do H)

Se um p+ é adicionado ao H temos formado um elemento diferente que é o hélio 4He

(25)

MODELO DE UM ÁTOMO DE HIDROGÊNIO

e- orbitando a diferentes energias ao redor do próton

(átomo de Bohr 1912)

Os e- podem ocupar diferentes níveis de energia, mas nem todos os níveis de energia são

permitidos para os elétrons (órbitas são

quantizadas).

• O nível de menor energia se chama estado fundamental do átomo. Se o(s) elétron(s) ocupa(m) este nível, diz-se que o átomo se encontra no estado fundamental.

• Se o(s) elétron(s) ocupar(em) níveis mais altos, o átomo estará no estado excitado.

(26)

Concepção moderna: nuvem eletrônica ao redor do núcleo Não se pode determinar exatamente a posição onde o elétron

está e sim qual a probabilidade de encontrá-lo numa dada posição na nuvem .

(27)

Bohr propôs que somente certas órbitas discretas seriam permitidas.

Essas órbitas são definidas por (i)

(momentum angular do elétron)

onde n=1,2,… m é a massa do elétron; r o raio do movimento circular com velocidade v, em torno do núcleo.

A expressão para a velocidade linear orbital é obtida igualando-se a força centrípeta com a força coulombiana:

(ii)

onde Z é o número atômico, “e” é a carga elétrica.

(28)

Combinando as duas equações acima teremos os valores para os raios orbitais  função de n: somente algumas orbitas são possíveis .

Átomo de Bohr

A energia total de um elétron na órbita n será dada pela combinação da energia cinética com a energia potencial:

O sistema é ligado: enquanto a energia do nível for En < 0. À medida que n  , E0.

E>0: o elétron não é mais ligado ao núcleo (átomo ionizado).

A quantidade de energia ganha por um é quando ele acelera num

potencial elétrico de 1 Volt 1eV = 1,6x10-19 J

(29)

Níveis de energia do átomo de H, mostrando 2 séries de linhas de emissão.

Transformando a equação anterior em termos ds diferença de energia dos elétrons em cada órbita em relação ao estado

fundamental (definindo nesta figura n=1, En=1=0) é dada por:

As linhas de emissão correspondem às diferenças de energia. n 2

1

E = 13,6(1 -

)eV

n

(30)

Ex: a linha correspondente à transição Ly (2  1) : E2= 10,2 eV ou simplificando n 2

1

E = 13,6(1 -

)eV

n

𝜟𝐄~

𝟏𝟐𝟒𝟎

𝝀(𝒏𝒎)

𝜟𝐄 = 𝒉 𝒄 𝝀 Então: =121,6 nm e=2,24x1015 Hz

(31)

Resumindo

1. Luz está ligada a FÓTONS e cada fóton carrega uma energia = h



= h c/

2. Átomos têm uma estrutura tal que

somente algumas órbitas são permitidas para os e-, ou seja, as órbitas são ditas QUANTIZADAS (níveis de energia)

3. Uma transição equivale a diferença de energia entre distintos níveis.

4.A energia do fóton correspondente a uma transição é exatamente igual a diferença de energia entre os níveis de energia envolvidos.

(32)

Qual a relação da luz com as linhas espectrais?

O que acontece se átomos de H forem bombardeados por fótons? Existem duas possibilidades:

1) a maioria dos fótons passa sem nenhuma interação 2) os fótons com as energias “certas” serão absorvidos

pelos átomos

Energia “certa” significa: quando a energia do fóton corresponde à diferença nos níveis de energia entre as duas órbitas permitidas do

átomo de H.

“Absorvidos” significa : o elétron subirá a um nível de energia mais alto (átomo estará num nível mais alto usando a energia do fóton para isso)

(33)

Ou seja

Quando um fóton com a energia certa colide com um elétron que se encontra num dado nível de energia, a energia do fóton é transmitida ao elétron fazendo com que ele suba a um nível de energia mais alto. Diz-se que o átomo absorveu um fóton.

Nível de energia 1 (E(n1))

Nível de energia 2 (E(n2))

P+

Energia do nível 2 é maior do que a do nível 1. A energia certa do fóton corresponde a E(n2)-E(n1).

(34)

Qual a relação da luz com as linhas espectrais? 3) O átomo tende a voltar ao estado fundamental (estado de

mínima energia) e poderá emitir um fóton de mesma energia do fóton original absorvido se voltar diretamente ao estado fundamental.

(lei de conservação da energia: se o elétron voltar ao estado fundamental, a diferença de energia deverá aparecer em algum lugar: fóton emitido)

Fóton com energia maior do que a energia do estado fundamental = ionização ÁTOMO  ÍON (perde um e-)

(35)

Lei básica da natureza: qualquer sistema

naturalmente busca o estado de mínima energia

(36)

Qual a relação da luz com as linhas espectrais?

Um átomo excitado poderá não voltar diretamente ao estado fundamental e sim passar por outros níveis de energia na sequência, emitindo vários fótons (efeito cascata).

A soma das energias dos fótons é = a energia do fóton original absorvido.

(37)

As transições entre os diferentes níveis de energia do átomo de H que originam as diferentes séries do espectro de emissão. As transições do estado fundamental até os outros níveis

são também chamadas de série de Lyman

(espectro de absorção)

(38)

Simulador da absorção/emissão de fótons pelo átomo de hidrogênio

(39)

Espectro de absorção Linhas do Hidrogênio H657nm H486nm H434nm H410nm

Aqui estão representadas algumas linhas de absorção do H, cada uma assinalada com a denominação correspondente a transição mostrada no slide anterior.

Ou seja, cada linha tem um nome e um comprimento de onda correspondente à sua transição. Cada comprimento de onda corresponde a uma transição que ocorre num átomo.

(40)

MAS ATENÇÃO:

O fato dos fótons de energias “certas” serem absorvidos pelos átomos de um gás e logo depois emitidos de volta, não quer dizer que nunca se observaria linhas de absorção num espectro.

Observam-se as linhas de absorção por duas razões básicas:

1) Os fótons emitidos de volta o são em qualquer direção. Logo, se o espetrógrafo estiver apontando na direção da fonte de luz+gás o instrumento estará medindo na maior parte das vezes os fótons que foram tirados do feixe original, ou seja os absorvidos.

2) Um fóton absorvido pode ser re-emitido em cascata, ou seja, pode ser emitido através de vários fótons de energia menor e portanto diferentes da energia do fóton original que foi absorvido.

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(42)

FORMAÇÃO DE LINHAS ESPECTRAIS

Um gás vai produzir:

(1) um espectro de linha de absorção se ele estiver entre o espectrógrafo e a fonte de luz contínua

(2) um espectro de linha de emissão, se visto de um ângulo diferente (sem ver a fonte de luz, só a nuvem).

(43)

Porque as estrelas têm espectros com linhas de absorção??

Podemos supor que estrelas são uma fonte de luz contínua produzida por um gás quente e denso no seu núcleo, com uma atmosfera mais fria de gás na sua borda que poderá absorver a radiação vinda de seu interior  observação um espectro de absorção vindo da estrela.

O ESPECTRO DE ABSORÇÃO MEDIDO DARÁ INFORMAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO GÁS QUE CONSTITUI A ATMOSFERA (FOTOSFERA) DA ESTRELA.

núcleo = 160.000 kg/cm3

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Espectro de emissão

Se observarmos somente uma nuvem de gás quente e de baixa densidade, veremos um espectro de emissão. Este

espectro também dará informações sobre a composição química da nuvem.

Referências

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