Educação Física na
Europa no Século XX
Apresentado por:
Carlos Alberto da Silva
A Educação Física na Alemanha:
Rítmico-Estético
Os métodos e sistemas surgidos no século XX, põem em
primeiro lugar o momento pedagógico e estético (rítmico-estético).
Os princípios de uma ginástica rítmica estão estreitamente
conexos ao surgimento de uma nova cultura física, onde esses tem aversão aos exercícios rígidos, executados mecanicamente, de característica militaresca, seja com aparelhos ou com aparelhos.
Assim a ginástica rítmica favorece a graça natural, tornando o
método preferido da educação física feminina.
Enquanto os outros métodos influenciavam sobre a formação da
vontade, a ginástica rítmica destina-se ao sentimento.
As primeiras origens desse novo endereço, também chamada de
“ginástica pura”, deriva do autor Francês Francisco Delsarte (1811-1871).
A Educação Física na Alemanha:
Rítmico-Estético
Genevieve Stebbins, discípulo de Delsarte, atribuiu a respiração
o poder de determinar contrações e descontrações.
Hewing Kallmeyer vê na respiração, descontração e contração,
os três meios para manter-se em forma.
O nome e o conceito da ginástica rítmica deriva de Emile
Jacques-Dalcroze (1865-1950), professor de música no conservatório de Genebra.
Rudolf Bode em 1881, contesta a exatidão da expressão
“ginástica rítmica”, nomeando de “ginástica expressiva”, e assinala a música somente com acompanhamento.
Bode deu ao ritmo interior uma justificação filosófica.
Outras contribuições à ginástica rítmica, foi dado pela escola das
irmãs Isadora e Elisabeta Duncan. Os vários exercícios de corrida, saltos e saltitos, executados com acompanhamento musical, miram a graça do movimento.
A Educação Física na Alemanha:
Educativo-Formativo
Com Carlo Diem (1882-1923), prevalece o valor educativo da
atividade motora.
A formação do corpo está a frente a da personalidade.
Contribuiu eficazmente para o esporte moderno, nunca
desrespeitando o ideal olímpico de De Coubertin.
Ficou um dos mais ilustres ginastas contemporâneos da
Alemanha.
Além da lutas políticas, a idéia de esporte e da educação física,
representa a união das várias nações.
Procurou reordenar os exercícios físicos.
É um princípio educativo e formativo, seu compromisso é de
A Educação Física na França: O
Movimento Natural
Sucessivamente às correntes metodológicas de Clias e Amorós
na França, desenvolveu-se um movimento pedagógico-científico sobre a educação física, que mirava na conservação da saúde com um aperfeiçoamento psico-físico destinado as faculdades motoras do homem.
G. Hebert, Baden Powell, Diem e Bode, naturalistas da
educação, preconizam o retorno à vida da natureza, à vida selvática, sem mecanizá-la.
Nasce assim, o movimento natural, espontâneo, livre, onde o
homem na sua compreensão, reencontra o seu corpo, o seu espírito, a sua alegria, a sua dor.
Georges Demeny (1850-1917), de origem Húngara, pode ser
considerado o fundador da educação física francesa moderna, ligado ao naturalismo.
A Educação Física na França: O
Movimento Natural
A sua experiência de ginástica, os seus estudos de fisiologia
aplicada ao movimento animal e humano, a sua viagem à Estocolmo para conhecer de perto o método de ginástica sueca, foram os elementos pelo qual Demeny baseou os princípios de seu método de ginástica natural.
Em 1880 fundou o “Círculo da Ginástica Racional”, procurando
conferir a atividade motora um caráter mais prático e positivo.
Em 1882 foi convidado a colaborar como Diretor dos Serviços na
Estação Fisiológica, hoje Instituo Marey.
Em contraposição ao movimento analítico, anatomista,
segmentário, estático e sueco de Ling, Demeny sustentou um movimento sintético, completo que se desenvolvia em todas as direções e interessava todo o corpo.
A atividade motora representava um dos meios mais adaptativos
A Educação Física na França: O
Movimento Natural
Tanto como a educação moral e a intelectual melhoravam as
funções do cérebro, preparando o homem para viver em sociedade, assim a educação física contribuía para um bem estar geral, diminuindo os efeitos das doenças, desenvolvendo a força e a resistência, indispensável na luta da vida, e ensinado a todo o indivíduo a tirar o maior benefício da própria força muscular.
A função da ginástica era aquela de assegurar a maior eficiência
do organismo.
As teses propostas por Demeny em oposição aquelas da
ginástica sueca, baseava-se sobre a ginástica dos movimentos: movimentos completos, contínuos e plásticos.
Para Demeny a educação física deveria conseguir efeitos
A Educação Física na França: O
Movimento Natural
O método natural de Demeny influenciou todos os idealizadores dos
métodos de ginástica sucessivos.
Outro Francês que sustentou a idéia de Demeny foi Georges Hébert
(1875-1957).
Convenceu-se que somente um retorno a natureza poderia beneficiar
os homens.
Os grupos de exercícios utilitários e indispensáveis ao método natural
de Hébert eram: a marcha, a corrida, o salto, trepar, a quadrupedia, o equilibrismo, o levantar e carregar pesos, os lançamentos, a defesa natural e a natação.
A ginástica natural não deveria se preocupar da correção das
anomalias, como queria a ginástica médica, essa devia destinar-se a todo homem, porque o movimento natural era educativo e aplicativo.
O método de Hébert se contrapõe a educação física baseada sobre o
movimento analítico, segmentário e com efeito local, como era a ginástica sueca.
A Educação Física na França: O
Movimento Natural
Em 1913 Hébert assumiu a direção do Colégio dos Atletas de
Reims, assegurando-se da colaboração de Demeny.
Rápido foi o hebertismo na França e muito cedo difundiu-se
em muitos Institutos privados e escolas públicas.
Em Paris, em 1933, foi instituída uma Escola Normal Superior
de Educação Física, cuja direção foi de Ernest Loisel.
Com a abertura dessa escola, firmava-se definitivamente que
a educação física não era monopólio da Escola Militar de
Joinville.
Portanto, todos os endereços modernos inspiram-se neste
A Educação Física na França: A
Psicomotricidade
A evolução da educação física na França não parou em Hébert. O seu curso sofreu grandes impulsos por obra das várias
ciências (medicina, pedagogia, psicologia, etc.), e foi favorecido por circunstâncias de caráter sócio-político-econômico.
Demeny, Bode, Gaulhofer, Diem e outros, aprofundara o estudo
da temática ligada ao movimento e propuseram novos métodos, como a psicomotricidade.
Psicomotricidade é o resultado de uma feliz contraposição a
concepção filosófica dualista que bloqueou a insterdisciplinariedade das ciências humanas.
A psicomotricidade deriva da vontade de estudar o homem nas
suas manifestações globais: psicologia (Wallon, Rioux, Piaget, etc.), pedagogia (Secenov, Pavlov, Luria, etc.), psicanálise (Erikson, Spitz, Reich, etc.), portanto avaliam a motricidade na sua acepção mais ampla de respostas biológicas a todo estímulo externo.
A Educação Física na França: A
Psicomotricidade
A Lei da Psicomotricidade idealizado por
Dupré em 1925, confirma a aceitação dessa
técnica
A educação psicomotora nasceu como uma
técnica pedagógica, com objetivo de
normalizar ou melhorar o comportamento da
criança.
A Educação Física na Inglaterra:
O Scoutismo
O esporte, que tinha difundido no resto do mundo, ficou na
Inglaterra, por somente uma minoria.
Na Inglaterra e em toda Europa, a atividade física da juventude
ainda deixava muito a desejar.
Os rapazes das grandes cidades crescem sem a mínima
educação.
Quando então, no final do século XIX se houve falar de Robert S.
Baden Powell (1857-1941), um oficial General da majestade britânica, que constatou este estudo de abandono dos jovens, privados da educação básica moral, cívica e física.
Então, enquanto Arnold procurava educar o físico e a moral dos
jovens com o esporte, Baden Powell ocupava-se de um método mais natural: o scoutismo, derivado da palavra em inglês scout, significando guia, escolta, trilhador ou reconhecedor.
A Educação Física na Inglaterra:
O Scoutismo
Baden Powell considerava que a educação do jovem não deveria
terminar na simples instrução escolástica.
O objetivo principal do escotismo era o de adestrar os jovens.
As exercitações deveriam ser feitas ao ar livre, nos bosques, sobre os
montes, a beira dos rios, ou seja, deveria levar uma vida ativa com os companheiros.
Considerou o acampamento e a vida ao ar livre uma escola insuperável
para os jovens.
Porém, o escotismo de Baden Powell, como método natural,
comprometia-se de fornecer aos jovens uma adequada prepara’’cão técnica, física e psíquica.
No sistema escotístico, a educação do indivíduo em particular, se
obtinha atuando o espírito de grupo através da formação do caráter, o desenvolvimento da inteligência, o culto da praticidade e a saúde física.
Baden powell afirmava que a saúde física levava ao reforço da moral,
por isso todo rapaz deveria ser convicto e consciente do próprio corpo e então do próprio estado fisiológico.
A Educação Física na Inglaterra:
O Scoutismo
O escotismo foi uma instituição educativa e
pré-militar na Inglaterra, que completou o quadro
evolutivo da educação física e esporte do passado.
A difusão do escotismo ganhou força por volta de
1912, na Inglaterra, onde constatou-se mais de 124
mil escotistas, após, difundiu-se por todo o mundo e
entre todas as confissões religiosas.
Na Itália surgiram várias associações de escoteiros,
dissolvidas
na
época
fascista,
e,
após,
reconstituídas por volta de 1945.
A Educação Física na Itália
Giuseppe Monti:
Monti sofreu a amarga experiência do Ente Nazionale per
I’Educazione Física – ENEF.
Monti defendeu o método eclético, que consiste em usar o
melhor dos vários sistemas para obter harmonia de formas e funções, sem negligenciar os objetivos educativos.
A guerra diminuiu todo o prosseguimento da história da
educação física italiana.
Mesmo pós guerra, ainda imerso no conflito, a Itália mostra
pouca sensibilidade aos problemas da educação física.
Alguns aspectos contribuíram: técnicos (insuficiência de
implantes de aparelhos, programas de exercícios defasados, falta de profissionais competentes) e ideológico (polêmicas e hostilidades entre as correntes filosóficas da atividade física, uns queriam a educação na escola e para a escola e outros queriam a educação física no contesto exterior à escola com ginásios
A Educação Física na Itália
Une-se à essa bandeira o General Gasparotto, onde fez
ocorrer a reforma escolástica de 1923 (Lei 684 de Giovanni
Gentile, que tirou da escola o ensino da educação física,
confiando essa as entidades privadas, visto não ter se
afirmado como meio educativo).
As associações esportivas, desde 1923, foram exploradas
pelas autoridades militares, desenvolvendo cursos para e
pré-militares.
A educação física sofreu um gravíssimo choque com a
supressão dos Institutos de Magistério de Turim, Roma e
Nápoles, que eram destinados a formação de docentes.
Toda a educação física nacional foi confiada ao ENEF,
A Educação Física na Itália: O
Fascismo
após tanta incompreensão e desilusões em 1927, foi extinto o
ENEF, e o ensino da educação física foi confiado ao Opera Nazionale Balila – ONB, surgida em 1926 e ente do fascismo.
O objetivo político do fascismo era: formar um povo novo, ser
uma nação mais forte e ter um Estado potente.
E por isso destinou-se aos jovens, que semelhante aos gregos, o
Estado assumiu o compromisso da educação, seja intelectual como física.
Inicia uma ação educativa, primeiro com a transformação do
Magistério da Instrução Pública para Ministério da Educação Nacional, e este reordenou a escola elementar, média, profissional e universitária.
Pô-se a serviço do fascismo também o Comitato Olimpico
A Educação Física na Itália: O
Fascismo
A ONB além de ser instituo para-escolástico, idealizado por
Mussolini, tinha a função de: assistência religiosa, profissional e técnica e, educação física, moral e cultural da juventude dos 8 aos 14 anos.
A concepção fascista era a de perseguir fins sociais e não
individuais.
A política esportiva fascista tencionou a atingir os seguintes
objetivos: conservação da saúde e do corpo, preparação do cidadão soldado e ocupar o tempo livre dos jovens com atividades esportivas e físicas.
Então, os problemas da educação física foram resolvidos pela
ONB: assumiu todos os compromissos do ensino da educação física e a procura de professores competentes e seguros com carreira fascista.
A Educação Física na Itália: O
Fascismo
Para resolver os problemas o governo criou a Academia
Fascista de Educação Física.
Isto levou o governo a ter em 10 anos alguns aliados: os
professores de educação física, de métodos e fisiologia fascista.
Em 1926 eram em número de 1034 e em 1936 eram 14038.
O ultimo ato fascista foi a Lei Bottai de 1941, onde fez a
educação física voltar a ser confiada pela escola.
Com a queda do fascismo após a II Guerra Mundial, a educação
física sofreu enormes conseqüências: foram fechadas as academias de Roma e Orvieto.
A reativação da educação física, teve que partir do zero.
Em 1947, a educação física retornou ao Ministério da Instrução
A Educação Física na Itália
Em 1952, foram reabertos os cursos do Instituto
Superiore di Educazione Fisica – ISEF, estatal em
Roma.
em 1957, foi concedido em Nápoles o primeiro
ISEF não estatal.
Em 1958, foi aprovado a Lei Moro, que representou
a tentativa de organizar a educação física, que
previa: obrigatoriedade da educação física nas
escolas, duas horas semanais.
Em 1963, tentou-se aumentar os horários semanais
das aulas de educação física, e de novos
programas ressaltando a importância educativa,
moral, espiritual e terapêutica.
A Educação Física na Itália
Em 1979, seguiu-se uma pequena reforma nas
escolas médias quanto ao aspecto
didático-pedagógico do ensino da educação física.
Portanto, espera-se resolver os problemas da
educação física em todos os seus níveis escolares:
elementar, médio inferior (5ª. a 8ª.), e superior (2º.
Grau).
Espera-se adequadas renovações que dêem a
matéria o lugar que se espera, na escola, na
sociedade em geral, e com professores qualificados
e preparados .