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EIXO TEMÁTICO IV
Repercussões dos agravos emergentes e reemergentes na saúde do recém-nascido
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32207 - Prevalência de malformações congênitas em uma maternidade referência para gestação de alto risco
Max Oliveira Menezes; Luciana de Santana Lôbo Silva; Sacha Jamille de Oliveira; Joyce Costa dos Santos; Patrícia Gois de Oliveira
Instituições: Universidade Federal de Sergipe; Universidade Tiradentes.
Introdução: As malformações congênitas compreendem qualquer defeito na constituição de algum órgão ou conjunto de órgãos que determine uma anomalia morfológica estrutural ou funcional, presente ao nascimento ou não, causado por fatores genéticos, ambientais ou mistos (FONTOURA, CARDOSO, 2014). Cerca de 2 a 5% de nascidos vivos no mundo, apresentam algum tipo de malformação ao nascer. Estas podem ser responsáveis por aproximadamente metade das mortes em neonatos a termo e provocar sequelas múltiplas, que podem ser neurais, cardíacas, intratorácicas, gastrointestinais, geniturinárias, esqueléticas e cromossômicas (REIS, SANTOS, MENDES, 2011). Nesse contexto, o enfermeiro tem um papel significativo na prevenção e aconselhamento, atuando no pré-natal para garantia de uma assistencial integral e qualificada (BARATA et al., 2014). Objetivo: Identificar a prevalência de malformações congênitas nos recém-nascidos em uma maternidade de referência para gestação de alto risco em Aracaju-SE, no período de janeiro a junho de 2015. Metodologia: Tratou-se de um estudo exploratório, retrospectivo com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada no mês de outubro de 2015 a partir dos dados da Declaração de Nascidos Vivos e prontuários, utilizando um roteiro estruturado composto por 21 variáveis. Resultados: A amostra foi composta por 52 recém-nascidos, predominando o sexo masculino (57,7%), nascidos de mães na faixa etária de 16 a 42 anos, solteiras (51,9%), de gravidez única (97,9%) e tendo como tipo de parto a cesariana (54,8%). A frequência de malformações congênitas foi baixa em relação às encontradas na literatura. A anomalia mais comum foi o pé torto congênito (17,8%). A alta hospitalar foi evidenciada na maioria dos casos. Não houve uma associação significante entre malformações congênitas e exposição das mães ao tabagismo, etilismo e uso de drogas. Com relação ao pré-natal, constatou-se um número insuficiente de consultas (4 a 6), indo de encontro ao preconizado pelo Ministério da Saúde (mínimo de 6 consultas). Conclusão: A partir do estudo, ressalta-se a importância da assistência ao pré-natal como fator de prevenção e detecção das malformações congênitas. Para tanto, o enfermeiro deve estar habilitado para desenvolver ações de prevenção e identificação precoce de fatores de risco que comprometam o desenvolvimento fetal; bem como assistir de forma adequada à criança com qualquer malformação.
Descritores: Malformações congênitas; recém-nascidos; fatores de risco. Referências
FONTOURA, F.C., CARDOSO, M.V.L.M.L. Associação das malformações congênitas com variáveis neonatais e maternas em unidades neonatais numa cidade do nordeste brasileiro. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 23, n. 4, p. 907-914, 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tce/v23n4/pt_0104-0707-tce-23-04-00907.pdf> Acessado em: 21 de julho de 2016.
REIS, A.T., SANTOS, R.D.S., MENDES, T.A.R. Prevalência de malformações congênitas no município do Rio de Janeiro, Brasil, entre 2000 e 2006. Revista de enfermagem UFPE, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 364-368, 2011. Disponível em: www.arca.fiocruz.br/handle. Acessado em: 21 de julho de 2016.
BARATA, J.C.C. A importância da percepção dos enfermeiros quanto à identificação precoce dos fatores de risco para as complicações gestacionais. Manag Prim Health Care, v. 5, n. 2, p. 213-218, 2014. Disponível em:
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32269 - Sífilis congênita em uma maternidade de alto risco
Leandro da Silva Santos Araujo; Max Oliveira Menezes; Roberta Carozo Torres; Brenda Silva Prata; Eliana Ofelia Llapa-Rodriguez
Instituições: Universidade Federal de Sergipe; Universidade Tiradentes.
Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) apresentam um significativo impacto no cenário mundial. Nesse contexto, a sífilis gestacional causa aproximadamente 300.000 mortes fetais e neonatais/ano e coloca 215.000 recém-nascidos sob o risco de Sífilis Congênita (SC). A SC caracteriza-se pela disseminação hematogênica do
Treponema Pallidum da mãe para o feto, predominantemente por via transplacentária (BRASIL, 2015). Embora
existam conceitos e abordagens bem definidas acerca da sífilis congênita, ainda é necessária a realização de estudos focais para elucidar a progressiva incidência. Objetivo: Identificar a prevalência de recém-nascidos submetidos a tratamento para sífilis congênita em maternidade de alto risco. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, documental, com abordagem retrospectiva e quantitativa. Foi realizado em uma maternidade referência para o atendimento a gestantes de alto risco. A amostra foi composta por todos os casos notificados de SC no período de janeiro a junho de 2014 e janeiro a junho de 2015. O presente estudo apresenta aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Tiradentes (CAAE: 47295115.4.0000.5371). Resultados: Foram avaliadas 87 fichas de notificação e investigação de sífilis na gestação. A mediana de idade para genitoras foi de 26 anos, declararam-se como pardas 85,5% (n=71); donas de casa 59,8% (n=52), escolaridade entre a 5ª e 8ª série do ensino fundamental incompleto 44,4% (n=36). Com relação ao pré-natal, 84,3% (n=70) relataram adesão, porém, 50,6% (n=43) obtiveram diagnóstico de sífilis materna no momento do parto/curetagem. 70,6% (70) realizou de forma inadequada o tratamento para sífilis. A prevalência de recém-nascidos submetidos ao tratamento de sífilis congênita foi de 46 casos (52,8%) no período de janeiro a junho de 2014 e 41 casos (47,7%) referente a janeiro a junho de 2015. Para efeito diagnóstico clínico das crianças, 68 casos (78,2%) foram assintomáticos e 19 (21,8%) sintomáticos. Entre os sintomáticos, a prevalência maior foi de crianças com icterícia 63,16% (n=12), seguido de anemia e hepatomegalia, ambos com 5,26% (n=1) e 21,05% (n=4) apresentaram outros sinais e sintomas. Quanto ao tratamento dos RNs o esquema inicial foi realizado com Penicilina G cristalina 100.000 a 150.000 UI/Kg/dia durante 10 dias, utilizado em 77 dos casos (88,5%). Conclusão: Fica evidente a grande relevância da temática para o cenário de saúde pública, demonstrando a importância da prevenção da sífilis congênita, do fortalecimento e aprimoramento da atenção pré-natal, do acesso aos exames diagnósticos e tratamentos para tal patologia, objetivando sensibilizar e conscientizar os profissionais da saúde para a problemática apresentada.
Descritores: Sífilis congênita; recém-nascido; terapêutica.
Referências
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. CONITEC. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Infecções Sexualmente Transmissíveis. Abril, 2015.
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32270 - Microcefalia e seus impactos
Caroline Lima dos Reis; Catarine Albuquerque Santana; Lourivânia Oliveira Melo Prado; Suzana Vieira Martins Fontes
Instituição: Universidade Tiradentes – UNIT)
Introdução: A microcefalia é definida por um perímetro cefálico (PC) abaixo do padrão das curvas apropriadas para idade e sexo, dependendo de sua etiologia, pode ser associada a malformações estruturais do cérebro ou ser secundária a causas diversas. Tais parâmetros são determinados usando tabelas de referência. Portanto considera-se microcefálico, o recém-nascido (RN), entre 37 e 42 semanas de gestação, com perímetro cefálico aferido ao nascimento igual ou menor que 33 centímetros ou RN menor que 37 semanas de gestação, com perímetro cefálico aferido ao nascimento, menor ou igual que o percentil 3 (dois desvios padrão). Esta anomalia tem sido associada a uma série de fatores, desde a desnutrição da mãe e abuso de drogas até infecções durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose, entre outras. Uma variedade de anormalidades e síndromes metabólicas e/ou genéticas, agressões ambientais e causas ainda desconhecidas podem afetar o desenvolvimento do cérebro e se associar à doença (SHALEV, 2014). Objetivos: Detectar o percentual de recém-nascidos com diagnósticos de microcefalia e o impacto desta patologia no desenvolvimento neuropsicomotor dos neonatos de uma maternidade de referência de alto risco situada na cidade de Aracaju. Metodologia: Pesquisa de abordagem qualitativa, caráter descritivo, onde foi utilizado dados referente ao número de nascidos vivos e diagnosticados com microcefalia, disponibilizados por uma maternidade especializada em gestações de alto risco de referência de município de Aracaju/SE. Foi utilizado artigos e editoriais disponíveis em bases de dados especializados em saúde, nos períodos entre 2015 e 2016, para embasamento teórico-científico. Resultados: Foi analisado nesse período o nascimento de 6.847 mil neonatos, destes foram notificados 97 com microcefalia e desses foram descartados 10, tendo um resultado de 1,27 neonatos microcefálicos para 100 nascidos vivos. Obtivemos uma média mensal de 7,9 neonatos com microcefalia, observando essa média apriore parece baixa, porém o fato chama atenção para a realização deste estudo, tendo em vista que anteriormente, a este período, não existia notificação relevante de casos de microcefalia na maternidade. Como consequência, as crianças microcefálicas apresentam atraso no desenvolvimento neuropsicomotor com acometimento motor e cognitivo relevante e, em alguns casos, as funções sensitivas (audição e visão) também são comprometidas. O comprometimento cognitivo ocorre em cerca de 90% dos casos. Observa-se também: irritabilidade, choro excessivo, os membros inferiores rígidos, artrogripose, alteração ortopédica, esta pode levar ao pé torto congênito. Conclusões: A estimulação precoce de recém-nascidos com microcefalia promove a harmonia do desenvolvimento entre vários sistemas orgânicos funcionais (áreas: motora, sensorial, perceptiva, proprioceptiva, linguística, cognitiva, emocional e social) dependentes ou não da maturação do Sistema Nervoso Central (SNC).
Descritores: Enfermagem; Microcefalia; Neonato. Referêcias
BRASIL, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças
Transmissíveis. Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central (SNC) / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL, Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo de atenção à saúde e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus zika [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
SHALEV, Stavit A. et al; Microcephaly, epilepsy, and neonatal diabetes due to compound heterozygous mutations in IER3IP1: insights into the natural history of a rare disorder. Pediatr Diabetes; 15 (3): 252-6, 2014 May.
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32336 - Relação da sífilis materna e óbito neonatal: problema de saúde pública
Caroline Lima dos Reis; Catarine Albuquerque Santana; Juliana de Vasconcelos Cerqueira BrazInstituição: Universidade Tiradentes - UNIT
Introdução: A sífilis materna constitui um importante agravo potencialmente evitável de óbito fetal e de outros resultados perinatais adversos, ocorrendo principalmente nas regiões menos desenvolvidas do mundo. (MIRANDA E SARACENI, 2012). O risco de transmissão vertical do Treponema pallidum em gestantes não tratadas varia de 70 a 100%, considerando-se as fases primária e secundária da doença. Na fase terciária, esse valor é reduzido para aproximadamente 30%. A doença pode desencadear aborto espontâneo, natimorto ou morte perinatal em cerca de 40% dos fetos infectados (NASCIMENTO et al, 2012). Na população mundial se calcula que ocorram, anualmente, 12 milhões de novos casos de sífilis e que, em média, meio milhão de mães com sífilis culminem em aborto ou natimorto. Diante do exposto, a sífilis materna tornou-se um problema de saúde pública mundialmente, principalmente em países em desenvolvimento (ALBUQUERQUE et al., 2014). Objetivo: Descrever a relação da sífilis materna com óbito neonatal. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, onde foi realizado buscas nas principais bases de dados de referência em saúde, como a Scielo MEDLINE e BVS. Os descritores utilizados na pesquisa segundo o DeCS (Descritores em Ciência da Saúde) foram: Gestante; Sífilis Congênita e Óbito fetal. Os critérios de inclusão no estudo foram: disponibilidade do texto completo, idiomas português e inglês, publicações no período de 2011 a 2015. Resultados: Após a busca nas bases de dados descritas foram encontradas 18 publicações, 13 destas publicações foram descartadas por não contemplarem os critérios propostos pela temática, amostra contemplou 5 artigos mais relevantes. No Brasil a sífilis passou a ser de notificação compulsória desde 1986 (ALBUQUERQUE et al., 2014). Embora o diagnóstico e o tratamento da sífilis estejam plenamente acessíveis, a combinação da infecção materna com o óbito fetal é ainda um fenômeno frequente, pois a transmissão pode ocorrer em qualquer fase gestacional, por via transplacentária, e em qualquer estágio da doença. Na presença de infecção recente não tratada, estima-se que 25% das gestações terminem em aborto tardio ou óbito fetal, 11% em óbito neonatal de recém-natos a termo, 13% em parto prematuro ou baixo peso ao nascer e 20% apresentando sinais clínicos de sífilis congênita. Calcula-se que cerca de 500.000 casos de óbito fetal, globalmente registrados ao ano, estejam relacionados à sífilis congênita com o óbito fetal é ainda um fenômeno frequente. (NASCIMENTO, 2012). Segundo, Almeida et al. (2013), Gomes et al. (2013) e Nascimento et al. (2012), esta relação com pré-natal deficiente por falha no acesso, falha na realização de exames e obtenção do diagnóstico da sífilis, tardiamente, esbarrando na rotina pré-natal não cumprida e sinalizando para as oportunidades perdidas de controle da doença. Conclusões: A prevenção da sífilis congênita é simples, baixo custo e acessível na rede pública, através da realização de consultas de pré-natal de qualidade, exame sorologia para sífilis e tratamento com penicilina.
Descritores: Gestante; Sífilis Congênita; Óbito fetal. Referências
ALMEIDA, P.D., et al; Análise epidemiológica da sífilis congênita no Piauí. Revista Interdisciplinar. v. 8, n. 1, p. 62-70, Janeiro. Fevereiro. Março, 2015.
ALBUQUERQUE, G.M. et al; Complicações da sífilis congênita: uma revisão de literatura. Pediatria Moderna. v.50, n.6, 2014.
GOMEZ, G.B., et al; Untreated maternal syphilis and adverse outcomes of pregnancy: a systematic review and meta-analysis. Bull World Health Organ. v.91,n.3, p. 217-26, 2013.
MIRANDA, A.E; SARACENI,V. Relação entre a cobertura da Estratégia Saúde da Família e o diagnóstico de sífilis na gestação e sífilis congênita. Caderno. Saúde Pública. v.28 n.3 Rio de Janeiro Março. 2012.
NASCIMENTO, M.I., et al; Gestações complicadas por sífilis materna e óbito fetal. Revista Brasileira Ginecologia e Obstetrícia. v.34, n.2,p.56-62, 2012.
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32371 - Situação epidemiológica de sífilis congênita no nordeste no período de 2002 a 2012
Maiana Dantas Paiva¹; Elisângela Pires dos Santos²; Raiane Moreira dos Santos³Introdução: A sífilis congênita é uma doença infectocontagiosa de notificação compulsória nacional desde o ano de 1986, sendo, portanto obrigatória sua realização pelos profissionais de saúde (LAFETA et al, 2016). É um agravo que pode ser evitado, desde que a gestante infectada e seu parceiro sejam precocemente diagnosticados e tratados, evitando assim a transmissão vertical (DOMINGUES et al, 2013). Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar a incidência de Sífilis Congênita no Nordeste no período de dez anos. Metodologia: Trata-se de um estudo de série temporal, exploratório-descritivo de abordagem quantitativa, focada na análise de incidência durante os anos de 2002 a 2012 na região Nordeste do Brasil. Os dados foram coletados de fontes de dados secundárias através do DATASUS/TabNet. Resultados: O estudo denotou que nos dez anos foram confirmados 70.218 casos de sífilis congênita no Brasil, sendo 23.136(33%) referentes à região nordeste a qual é a segunda região do Brasil que mais tem casos confirmados, perdendo apenas para o sudeste que ocupa o primeiro lugar com 30.567(43,5%), seguida do norte 6.222(8,9%), sul 5.656 (8,0%) e centro-oeste 3.927 (5,6%). Com relação à incidência nos estados do nordeste, a Bahia ocupa o terceiro lugar em casos confirmados 2.897 (12,5%), estando em primeiro e segunda colocação Pernambuco 6.359 (27,5%) e Ceará 4.874 (21,1%) respectivamente, seguidos dos demais estados com 2136(9,2%) Maranhão, 2020 (8,73%) Alagoas, 1.746(7,5%) Rio Grande do Norte, 1.455(6,45) Sergipe, 1.209(5,2%) Paraíba e 440 (1,9%) Piauí. A Bahia apresentou um aumento significativo dos casos, de 138 casos em 2002 para 547 em 2012. Discussão: Diante dos dados apresentados, percebe-se que houve um aumento significativo dos casos de Sífilis congênita. Reafirmando assim a necessidade de ações preventivas para a redução desse agravo, conforme a meta do Ministério da Saúde (MS) que espera uma incidência de sífilis congênita menor do que 0,5/1.000 nascidos vivos até 2015 (BRASIL, 2014). Conclusão: Com o aumento considerável de casos confirmados da sífilis congênita no nordeste pode-se estabelecer uma relação com aumento da notificação e nos levar a estabelecer também a relação com uma precária assistência durante a gestação e parto, pois, sendo esta assistência prestada com qualidade um importante determinante na redução das taxas de transmissão vertical da sífilis e a ocorrência da mesma é indicativa de falha na assistência ao pré-natal.
Descritores: Sífilis Congênita; Transmissão Vertical de Doença Infecciosa; Cuidado Pré-Natal. Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Transmissão vertical do HIV e sífilis: estratégias para redução e eliminação. Brasília, 2014. DOMINGUES, Rosa Maria Soares Madeira et al. Sífilis congênita: evento sentinela da qualidade da assistência pré-natal. Revista de Saúde Pública, v. 47, n.1, p.147-157, 2013. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102013000100019>.
LAFETA, Kátia Regina Gandra et al. Sífilis materna e congênita, subnotificação e difícil controle. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 19, n. 1, p. 63-74, 2016. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415790X2016000100063&script=sci_abstract&tlng=pt>Acesso em: 29 ago. 2016.
Ministério da Saúde. DATASUS [acesso em setembro de 2016]. Informações de Saúde. Indicadores de Morbidade. Disponível em: http:// tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe? idb2011/d0111def
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¹ Graduanda de Enfermagem na Escola de Enfermagem da UFBA.
² Enfermeira graduada pelo Centro Universitário Jorge Amado e Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
³ Enfermeira graduada pela Universidade Federal da Bahia e Mestranda em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFBA.
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32401 - Fatores socioeconômicos associados à ocorrência de sífilis congênita em uma capital do nordeste.
Paula Weslânnya Porto da Silva Farias¹; Lydia Caroline Peixoto da Rocha¹; Lhayse dos Santos Lopes¹;Mariana Maria Pereira Cintra Farias¹; Viviane Vanessa Rodrigues da Silva Santana²
Introdução: A sífilis congênita é uma infecção evitável, a partir da adequada assistência da equipe multidisciplinar no pré-natal da gestante. Porém, à falta da educação permanente pelos profissionais, busca ativa ineficiente a mulheres que não aderem ao pré-natal e baixa adesão ao VDRL são alguns dos pontos primordiais para o crescimento da doença (NONATO, MELO, et al, 2015) Objetivo: O presente estudo visa relacionar os fatores socioeconômicos com a ocorrência de sífilis congênita em Maceió-AL, no período entre 2007 e 2016. Metodologia: Pesquisa quantitativa e transversal, realizada a partir de dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Maceió. Resultados: Nesse período houveram 1317 casos notificados. Em relação ao diagnóstico de sífilis congênita recente (N= 1274) 96,73%, de acordo com a escolaridade: 4,55% analfabetas; 23,70% 1ª a 4ª série; 33,83% 5ª a 8ª série incompleta e apenas 0,31% nível superior completo. Dentro destes casos confirmados (N=1274) 73,94% das mães realizaram o pré-natal. De todos os casos notificados (N= 1317) 27,41% das mães que realizaram o pré-natal tinham escolaridade entre 5ª a 8ª série incompleta. Em relação a raça da porcentagem do total de todos os casos (N= 1317), 24,29% evoluíram para óbito por 1000 nascidos vivos; observou-se que o maior número de óbitos ocorreu na raça parda com 71,87%. Dentre as ocupações das mulheres com sífilis congênita: 85,34% donas de casa; 5,77% estudantes; 2,73% domésticas; 0,45% faxineiras; 0,37% vendedoras ambulantes; 0,30% manicure, 0,30% babá, 0,30% catador de material reciclável e 0,30% costureira. Em relação as variáveis selecionadas para o estudo, foi grande a quantidade de respostas ignorado/branco o que reflete no mal preenchimento da ficha de investigação pelo profissional de saúde que atendeu a gestante/parturiente. Conclusão: A partir da análise dos dados, foi notado que a escolaridade da mãe possui grande relevância na obtenção da infecção, e a maioria das mulheres que passaram a sífilis congênita para o filho realizaram o pré-natal, além dos fatores da raça e da ocupação.
Descritores: Fatores socioeconômicos; Sífilis congênita; Epidemiologia Referências
NONATO S.M, MELO A.P.S, et al. Sífilis na gestação e fatores associados à sífilis congênita em Belo Horizonte-MG, 2010-2013. Epidemiologia e serviços de saúde, V. 04, n. 04, out/dez. 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222015000400681&lang=pt#B3. Acesso em: 13 set. 2016.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE MACEIÓ. SINAN NET, 2016.
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¹Discentes em Enfermagem pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL ²Docente em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas - UFAL
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32439 - Caracterização dos recém-nascidos de extremo baixo peso no nordeste brasileiro nos últimos 10 anos
Alana Rodrigues Guimarães de Aquino; Cijara Leonice de Freitas; Elizabeth Vasconcelos Trigueiro; Sheila Duarte de Mendonça; Edualeide Jeane Pereira Bulhões da Nóbrega
Instituição: Maternidade Escola Januário Cicco/UFRN.
Introdução: O extremo baixo peso ao nascer (EBP), classificado pela Organização Mundial da Saúde como recém-nascido com peso menor que 1.000 gramas, é um indicador da qualidade da assistência prestada ao período perinatal, sendo considerado um fator de risco isolado de maior relevância para mortalidade neonatal e infantil (GUIMARÃES, 2013). A análise das condições de nascimento e de morte das crianças é necessária para orientar a assistência dos serviços e alcançar patamares desejáveis de saúde para a população brasileira (BRASIL, 2011). As ações de promoção, prevenção e assistência dirigidas à gestante e ao RN influenciam a condição de saúde dos indivíduos, desde o período neonatal até a vida adulta. Objetivo: Dessa forma este estudo teve como objetivo caracterizar a prevalência dos nascimentos de EBP na região nordeste. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal. Os dados para esta pesquisa foram obtidos a partir do banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) através do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). A amostra foi composta por 50.857 nascidos vivos, no período de 2004 a 2014, na Região Nordeste. Resultados: Nos últimos dez anos houve um total de 728.827 nascidos vivos de baixo peso (BP), sendo 50.857 de EBP o que corresponde a 7% do valor total e 51% foram do sexo masculino. Em relação as condições de nascimento, apenas 37% realizaram o número de 4 a 6 consultas pré-natais, conforme recomenda o Ministério da Saúde, evidencia-se que 3% não nasceram em ambiente hospitalar, sendo 60% de parto cesáreo, mas somente 40% da amostra total nasceram com Apgar favorável, de score 8 a 10, no 5º minuto de vida. Quanto à perspectiva do peso do recém-nascido, verifica-se que nos últimos anos ocorreu um aumento significativo dos números de RN de extremo baixo peso. O BP ao nascer (< 2.500g) é o fator de risco isolado mais importante para a mortalidade infantil (ALMEIDA, 2014), sendo os RN’s de EBP os que têm prognósticos desfavoráveis e maiores riscos de mortalidade dentro desse grupo. Conclusão: O EBP mostra-se como um problema de saúde na região Nordeste, o que reforça a importância da organização de uma rede de atenção sólida voltada para a saúde materno-infantil. Por fim, discussões em meio político, social e acadêmicos tornam-se necessárias, para que possam ser implantados na prática cotidiana instrumentos capazes de identificar os fatores de risco, bem como políticas efetivas e eficazes de promoção a saúde e prevenção de risco e agravos.
Descritores: Neonato; Peso ao Nascer; Prematuridade. Referências
ALMEIDA, A. H. V. Baixo peso ao nascer em adolescentes e adultas jovens na Região Nordeste do Brasil. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 14 (3): 279-286 jul. / set., 2014
BRASIL. Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia dos Profissionais de Saúde. p:11-26; v:1. Brasília, 2011.< http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v1.pdf>
GUIMARÃES, A. M. D. N. Gravidez na adolescência é fator de risco para o baixo peso ao nascer? Rev Saúde Pública. n. 47: p. 11-9. 2013. <http://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/76576/80317>
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43453 - Infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter em unidade neonatal: bundle de
prevenção
Cinthia Gomes da Costa Escoto Esteche1; Keline Soraya Santana Nobre1; Flávia Ximenes Vasconcelos2; Marcella Rocha Tavares de Souza2; Nerci de Sá Cavalcante Ciarlini3
Introdução: Infecções Primárias de Corrente Sanguínea (IPCS) são geradoras de consequências sistêmicas graves cujo foco primário não é identificável. A associação de IPCS a cateter é feita caso este esteja presente no momento do diagnóstico de infecção ou até 48 horas após a sua remoção. Algumas instituições adotam a nomenclatura de IPCS associadas a Cateter Venoso Central (CVC) como critério marcador de qualidade dos cuidados com CVC (BRASIL, 2013). As IPCS associadas a CVC são responsáveis por aumento significativo da morbimortalidade em Recém-Nascidos (RN) em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), repercutindo em complicações que geram custos excedentes e causam sofrimento adicional aos pacientes e familiares (KOVACS et al, 2016). O Institute for Health care Improvement recomenda adoção de “bundles de cuidados”, ou seja, pacotes de medidas que, embora eficazes individualmente, resultam em melhorias à saúde mais significativas quando utilizadas em conjunto. O pacote voltado para CVC envolve: higienização das mãos; precauções máximas de barreira na passagem do cateter; antissepsia com clorexidina; escolha do sítio de inserção adequado, com preferência para a veia subclávia nos casos de cateteres não tunelizados; e reavaliação diária da necessidade de manutenção do cateter, com pronta remoção daqueles desnecessários (IHI, 2008). Entre as recomendações do Center Disease Control (CDC) para prevenção de infecção relacionada a cateter estão ainda os cuidados com mudança dos curativos, administração de medicamentos; desinfecção diária dos conectores do cateter com álcool a 70%, entre outros (CDC, 2011). Objetivos: Descrever a aplicação de bundle para diminuição de infecções primárias de corrente sanguínea associada a cateter em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em maternidade de referência no Ceará. Metodologia: Estudo descritivo, retrospectivo, documental, em maternidade de referência no Ceará. Critérios de inclusão: todas as infecções primárias de corrente sanguínea associadas a cateter venoso central, ocorridas em bebês com peso menor que 2.500 gramas, internados em unidade de terapia intensiva neonatal, no período de abril a agosto de 2016;Critério de exclusão: não houveram;Dados coletados em setembro de 2016;Cálculo amostral: foram incluídas todas as infecções ocorridas no período de abril a agosto de 2016;Forma de análise: os dados foram analisados através de gráficos feitos no programa excel;Trabalho aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da instituição estudada. Resultados: O bundle foi adotado em maio de 2016 pelos profissionais médicos e de enfermagem em caráter permanente, englobando: higienização das mãos; fricção de álcool a 70% nas conexões antes de acessar o sistema infusional; uso de máscara para preparação diluição e administração de medicamento endovenoso; descarte imediato de excedente de medicamento endovenoso após diluição e retirada de cateter central logo após término de terapêutica. Tais ações foram escolhidas para complementar e reforçar ações já realizadas na prática clínica para redução de IPCS associadas a CVC, as quais apresentaram densidade de incidência de 42‰ em abril de 2016 e decresceram para 39‰, 28‰; 21,‰,27‰, de maio a agosto de 2016, respectivamente, após adoção e supervisão das medidas descritas no bundle, mostrando redução. Conclusões: O bundle foi aplicado de forma efetiva e repercutiu positivamente na redução da densidade de incidência de IPCS associada a CVC em unidade neonatal.
Descritores: Infecções Relacionadas a Cateter; Unidades de Terapia Intensiva Neonatal; Serviços de Controle de Infecção Hospitalar;
Referências
5 Million Lives Campaign. Getting Started Kit: Prevent Central Line Infections How-to Gide. Cambridge, MA: Institute for Health care Improvement; 2008. Acesso em 27 de setembro de 2016. Disponível em: www.ihi.org.
KOVACS, C.S. et al. Hospital-acquired Staphylococcus aureus primary bloodstream infection: A comparison of events that do and do not meet the central line–associated bloodstream infection definition. American journal of infection control, 2016. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Critérios Diagnósticos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde – Neonatologia. 1° ed. Brasília, 2013.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION.Guidelines for the prevention intravascular catheter-related infections – HIPAC – www.cdc.gov.hicpac/guideline2011.
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1
Enfermeira. Maternidade Escola Assis Chateaubriand/ Universidade Federal do Ceará 2
Residente de Enfermagem RESMULTI/ Universidade Federal do Ceará 3
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32455 - Abordagem ao recém-nascido com microcefalia secundário a infecção pelo Zika Vírus: estudo de caso
Denise Santana Silva dos Santos
Instituição: Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Introdução: O vírus Zika é um flavovírus transmitido pelo Aedes aegypti. A transmissão materno-fetal do vírus Zika está relacionado aos casos de microcefalia em recém-nascido cujas mães foram infectadas durante a gestação. O vírus Zika tem encontrado no território brasileiro condições favoráveis à sua disseminação que é a presença em grande escala do vetor Aedes Aegypti em todo o país e uma população não imunizada para essa doença, isso vem causando enorme impacto à saúde da nossa população. Objetivo: descrever o caso de um recém-nascido com microcefalia secundário a infecção congênita promovida pelo vírus Zika. Metodologia: Trata-se de um estudo de caráter descritivo do tipo relato de caso de um recém-nascido admitido no Centro de Reabilitação da cidade de Camaçari-Ba. Resultado: AVAG, 18º dia de vida, peso 2900g, estatura 46 cm. Genitora relatou que teve doença exantemática (ZiKa) durante o 1º trimestre de gestação cursando com quadro de febre, artralgia, exantema e prurido. Início do pré-natal no 4º mês e foi detectado sífilis no final da gestação (genitora e parceiros foram tratados). A criança nasceu de PSNV, IG 37 semanas, peso ao nascimento 2700g, estatura 45 cm e microcefalia com perímetro cefálico (PC) 28 cm, APGAR 8/9, chorou ao nascer e apresentou TTRN, permaneceu internada 12 dias em acompanhamento no berçário e fez tratamento para sífilis congênita. Realizado Teste do Pezinho sem alteração, Teste da orelhinha apresentou falha bilateral e na avaliação oftalmológica apresentou estrabismo no olho esquerdo. No ecocardiograma foi evidenciado forame oval patente (FOP) e hipertrofia biventricular discreta. Na Tomografia de Crânio foi evidenciado alteração difusa do padrão giral cujo aspecto pode representar lisencefalia, calcificações grosseiras em ambos hemisférios cerebrais, sinais de disgenesia do corpo caloso. Dentre os cuidados de enfermagem realizados a essa criança com microcefalia destaca-se acompanhamento do crescimento e desenvolvimento devido ao atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM) e estimulação precoce com o uso do brinquedo terapêutico. Orientações quanto: a higienização, postura da criança (devido a hipertonia), alimentação (criança com disfagia, engasga muito o alimento) e imunização (encaminhamento para realização de imunobiológico especiais). Conclusão: a criança que apresenta síndrome congênita secundária a infecção por Zika vírus necessita de uma atenção especializada, pois além das repercussões cerebrais, ainda evolui com comprometimento da visão e da audição repercutindo diretamente na sua qualidade de vida. Diante desse contexto, a relevância da temática se configura já que o Zika vírus vem se disseminando rapidamente em todo país trazendo impactos no desenvolvimento infantil.
Descritores: Síndrome congênita; Zika vírus; Microcefalia e Desenvolvimento infantil.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. ZIKA: abordagem clínica na Atenção Básica. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. CAMPOS, G.S.; BANDEIRA, A.C.; SARDI, S.I. Zika virus outbreak, Bahia, Brazil. Emerging Infectious Disease, v. 21, n. 10, p. 1885-6. 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.32301/eid2110.150847. Acesso em: março 2016.
VASCONCELOS, P.F.C. Doença pelo vírus Zika: um novo problema emergente nas Américas? Revista Pan- Amazônica de Saúde, v. 6, n. 2, p. 9-10. 2015. Disponível em: http://10.5123/S2176-62232015000200001. Acesso em: maio 2016.
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32457 - Perfil epidemiológico dos recém-nascidos com síndrome congênita do Zika num centro de
reabilitação física
Denise Santana Silva dos Santos
Instituição: Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Introdução: O vírus Zika é um arbovírus teratogênico e está relacionada com os casos de microcefalia em nascido cujas mães foram infectadas durante a gestação. Objetivo: descrever o perfil epidemiológico dos recém-nascidos admitidos no Centro de Reabilitação Física de Camaçari-Ba. Metodologia: estudo observacional, descritivo de uma série temporal de outubro de 2015 à janeiro de 2016. Foi realizado coleta de dados no prontuário e nos livros de registro da unidade. O município de Camaçari foi escolhido devido a sua importância epidemiológica, pois nesse município houve a identificação dos primeiros casos do vírus Zika em amostras de soro de pacientes. Resultados: Foram atendidas 20 crianças com suspeita diagnóstica de microcefalia, 9 crianças foram excluída, pois as genitoras não tiveram Zika durante a gestação e 11 foram confirmado o diagnóstico de infecção congênita secundário a infecção pelo Zika vírus. Desse total foram 3 meninas e 8 meninos. Com relação as alterações mais encontradas: 40% dos recém-nascidos apresentaram alterações visuais dentre elas lesão no cristalino, 60% apresentaram alteração auditiva. Apenas 01 criança apresentou malformação em MMI, pé equino e luxação de quadril. 80% das crianças apresentaram alteração cardíaca como Forame Oval Patente (FOP), Comunicação Intraventricular (CIV) e Persistência do Canal Arterial (PCA). Dentre as alterações neurológicas se destacaram a presença de lisencefalia, calcificações, dilatação de ventrículo, sinais de degeneração do corpo caloso e giros corticais. Portanto, o Zika vírus tem demonstrado um forte tropismo pelo SNC. Conclusão: há uma relação entre a infecção pelo Zika Vírus e os quadros de microcefalia em criança trazendo um grande impacto no crescimento e desenvolvimento dessas crianças que necessitarão de uma equipe multiprofissional para o seu cuidar promovendo um forte impacto na Saúde Pública. Diante disto, acreditamos que o acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor dessas crianças proporcionará subsídio teórico para traçar melhorias na qualidade da assistência à criança com Síndrome Congênita secundária a infecção pelo vírus Zika.
Descritores: Síndrome congênita; Zika vírus; Microcefalia; Recém-nascido; Perfil.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. ZIKA: abordagem clínica na Atenção Básica. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. CAMPOS, G.S.; BANDEIRA, A.C.; SARDI, S.I. Zika virus outbreak, Bahia, Brazil. Emerging Infectious Disease, v. 21, n. 10, p. 1885-6. 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.32301/eid2110.150847. Acesso em: março 2016.
VASCONCELOS, P.F.C. Doença pelo vírus Zika: um novo problema emergente nas Américas? Revista Pan- Amazônica de Saúde, v. 6, n. 2, p. 9-10. 2015. Disponível em: http://10.5123/S2176-62232015000200001. Acesso em: maio 2016.
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32460 - Dificuldades no processo de amamentação de crianças com microcefalia
Aglaya Oliveira Lima cordeiro de Almeida; Ridalva Dias Martins Felzemburgh; Samara Ribeiro Bastos Lima; Carla Cristina Oliveira de Jesus Lima; Juliana Pedra de Oliveira Muniz
Instituição: Universidade Federal da Bahia - UFBA
Introdução: Uma alimentação saudável começa com o aleitamento materno, que isoladamente é capaz de nutrir de modo adequado a criança nos primeiros 6 meses de vida, suprindo todas as necessidades para o bebê crescer e se desenvolver sadio (BRASIL, 2012). As dificuldades de motricidade oral podem ser consideráveis em crianças com microcefalia. Dessa forma, na promoção do aleitamento materno, deve-se dar atenção especial para a capacidade de sucção desde o primeiro dia de vida, monitorando a eficiência da amamentação no seio materno, a capacidade de pega e observando o ganho de peso (BRASIL, 2016). Embora a sucção do recém-nascido seja um ato reflexo, ele precisa aprender a retirar o leite da mama de forma eficiente. Quando o bebê pega a mama adequadamente, forma-se um lacre perfeito entre a boca e a mama, o que demanda uma abertura ampla da boca, abocanhando não apenas o mamilo, mas também parte da aréola. A maneira como a dupla mãe/bebê se posiciona na amamentação, e a pega/sucção do bebê, são importantes para que o bebê consiga retirar, de maneira eficiente, o leite da mama. Uma posição inadequada da mãe e/ou do bebê na amamentação, dificulta o posicionamento correto da boca do bebê em relação ao mamilo e à aréola, resultando no que se denomina de “má pega”. Alguns problemas enfrentados pelas nutrizes no processo do aleitamento materno, se não forem precocemente identificados e tratados, podem ser importantes causas de interrupção da amamentação (BRASIL, 2015). Objetivo: Identificar as dificuldades presentes no processo de amamentação de crianças com microcefalia. Metodologia: Pesquisa qualitativa, exploratória, realizada no ambulatório de neurologia do Hospital de Referência em Salvador Ba. Foram realizadas três perguntas a duas mães de crianças com Microcefalia. As crianças foram amamentadas por LM exclusivo até que idade? Quais as dificuldades impediram a amamentação? A Enfermeira contribuiu neste processo? Resultados: Foram entrevistadas duas mães de bebês com microcefalia. O uso da sonda pelos filhos foi apontado pelas mães entrevistadas como uma das dificuldades presentes no processo de amamentação, relatando que eles não conseguiam pegar a mama e sugar satisfatoriamente. Uma das mães relatou que conseguiu amamentar por pouco tempo durante a internação, com o auxílio das enfermeiras, mas que após a alta hospitalar ficou mais difícil, pois o filho não conseguia realizar a pega adequada, engasgava e chorava muito. Conclusões: A equipe de saúde tem papel importante na prevenção e no manejo das dificuldades presentes no processo do aleitamento materno. Os profissionais de saúde precisam estar capacitados para orientar as mães de crianças com microcefalia para enfrentamento dos desafios no processo de amamentação e, para isso, a publicação de estudos voltados para esta vertente, são de suma importância. O uso de estratégias educativas, voltadas para a técnica adequada de amamentação, tem grande relevância no direcionamento das mães e familiares das crianças com microcefalia.
Descritores: Aleitamento Materno; Microcefalia.
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica, nº 33. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. Brasília – DF. 2012.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica – nº 23. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. 2ª edição. Brasília – DF. 2015. Brasil. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Diretrizes de Estimulação Precoce Crianças de zero a 3 anos com Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia. Secretaria de Atenção à Saúde. Versão preliminar. Brasília – DF. 2016.
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32472 - O processo de amamentação do ponto de vista das mães de crianças com microcefalia
Aglaya Oliveira Lima cordeiro de Almeida; Ridalva Dias Martins Felzemburgh; Samara Ribeiro Bastos Lima; Carla Cristina Oliveira de Jesus Lima; Aline Fabiane dos Santos PinheiroInstituições: Universidade Federal da Bahia – UFBA; FTC
Introdução: A microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A maioria dos casos de microcefalia é acompanhada por alterações motoras e cognitivas que variam de acordo com o nível de acometimento cerebral. Em geral, as crianças apresentam atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento motor e cognitivo relevante e, em alguns casos, as funções sensitivas também são afetadas (BRASIL, 2015). A amamentação tem grande potencialidade de favorecer o completo desenvolvimento infantil, por ser um processo que envolve interação entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua fisiologia e desenvolvimento cognitivo e emocional, na defesa contra infecções, além das implicações na saúde física e psíquica da mãe (BRASIL, 2015a). Acredita-se que a amamentação traga benefícios psicológicos para a criança e genitora. Uma amamentação prazerosa, os olhos nos olhos e o contato contínuo entre mãe e filho, fortalecem os laços afetivos entre eles, oportunizando intimidade, troca de afeto e sentimentos de segurança e de proteção na criança e de autoconfiança e de realização na mulher (BRASIL, 2009). As dificuldades de motricidade oral podem ser consideráveis em crianças com alterações neurológicas, como é o caso das crianças com microcefalia. Na promoção do aleitamento materno, deve-se dar atenção especial para a capacidade de sucção desde o primeiro dia de vida, avaliando a eficácia da amamentação no seio materno (BRASIL, 2016). Objetivo: Compreender as percepções de mães de crianças com microcefalia sobre o processo de amamentação. Metodologia: Estudo qualitativo, com base em entrevistas realizadas com mães de crianças com microcefalia, em um único momento de ida das pacientes para o ambulatório em um Hospital Geral da cidade de Salvador-Ba. Resultados: Foram entrevistadas duas mães. As mães entrevistadas relataram ter consciência dos benefícios da amamentação para o melhor crescimento e desenvolvimento dos seus filhos, lamentando o fato de não ter alcançado grande sucesso neste processo. Sentimentos como tristeza e angústia, estiveram presentes nas falas de ambas, ao relatar as dificuldades e limitações enfrentadas no processo de amamentação. Uma das mães afirmou que o pouco tempo que conseguiu amamentar trouxe experiências benéficas para ambos, como o maior vínculo e a sensação de estar contribuindo para a saúde do seu filho. Conclusões: É de suma importância que estudos sobre a temática sejam publicados, visando orientar a prática dos profissionais de saúde para superação dos desafios da amamentação em crianças com microcefalia.
Descritores: Amamentação; Microcefalia.
Referências:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Cadernos de Atenção Básica, nº 23. Brasília - DF: Editora do Ministério da Saúde, 2009.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília - DF: Ministério da Saúde, 2015.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica – nº 23. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. 2ª edição. Brasília – DF. 2015a. Brasil. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Diretrizes de Estimulação Precoce Crianças de zero a 3 anos com Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia. Secretaria de Atenção à Saúde. Versão preliminar. Brasília – DF. 2016.
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32520 - Extrofia de bexiga em recém-nascido
Arielly Duarte Rabelo Santos; Caroline Lima dos Reis; Emily Lima dos Santos; Sheila Jaqueline Gomes dos Santos Oliveira
Instituição: Universidade Tiradentes – UNIT
Introdução: A extrofia de bexiga é um defeito congênito raro que compreende uma má formação da uretra e da bexiga, que ocorre devido a um defeito de combinação dessas e outras estruturas durante a embriogênese (BOUALI et al., 2012). Os dados epidemiológicos da Câmara Internacional de defeitos congênitos de Vigilância e Pesquisa pondera a prevalência total de 2,07 por 100.000 nascimentos e taxa de incidência estimada entre 1 em 30.000 e 1 em 50.000 nascimentos vivos, nos Estados Unidos, predominando no sexo masculino (FAN et al., 2012). No Brasil, em Sergipe, no ano de 2013 foi registrado pelo Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) 31 casos de anomalias congênitas do aparelho geniturinário (NOGUEIRA et al., 2011). A realização do presente estudo justifica-se pela relevância do tema abordado. Objetivo: Identificar na literatura as manifestações clínicas, diagnóstico diferencial e cuidado de enfermagem na extrofia de bexiga. Metodologia: Pesquisa bibliográfica de caráter descritivo. Foi realizada uma busca em base de dados especializada como: ScIELO, PUBMED e SINASC e periódicos da Biblioteca Jacinto Uchoa. Para o levantamento dos artigos utilizou-se os descritores: Bexiga Urinária, Recém-Nascido, Sistema Urinário. Foram utilizadas quatro publicações, nas modalidades artigos originais e editorias, no período de 2010 a 2012, nos idiomas português e inglês. Resultados: Os RN são avaliados com menos de 72 horas de vida para verificar qual tratamento adequado diante da apresentação em que se mostra a diástase púbica inferior, em casos menores de quatro centímetros é feito aproximação da sínfise, caso contrário pode ser recomendado osteomia pélvica, ou derivação urinária permanente (NOGUEIRA et al., 2011).Tem como principais manifestações clínicas: a musculatura vesical flácida e elástica, podendo se tornar rígida e fibrótica, a junção uretrovesical é irregular, com diminuição do trajeto uretral, e ao nascer à superfície da mucosa é normal, mas ao passar do tempo transforma-se em hiperemiada e desenvolve metaplasia, pólipos, entre outros, por conta da exposição prolongada (JÚNIOR; FILHO; REIS, 2010). Os possíveis diagnósticos de enfermagem, seguidos dos cuidados para esses RNs incluem: Integridade da pele prejudicada, tendo como intervenção realizar curativo não aderente e estéril e irrigar com solução salina; Risco de infecção, necessita trocar fralda logo após evacuações, sempre lavar as mãos para manejo do RN e os dispositivos nele utilizados, realizar banho com esponja, ao invés de imergir a criança. Desta forma é imprescindível o acompanhamento do enfermeiro ao RN de alto-risco e aos genitores, dando foco ao apoio psicológico, para que estes pais não desenvolvam problemas de Saúde Mental ou falta de afeto com RN. Conclusões: A importância do conhecimento das manifestações clínicas e diagnóstico precoce, visto que é preciso intervir nas primeiras horas para promover o cuidado de enfermagem ao RN de forma eficaz para obtermos um prognóstico satisfatório. Presume-se com este estudo novas predileções desta temática sejam estimuladas e estudadas com o corpo discente de saúde e profissionais da área neonatal para estarem aptos a cuidar do RN corretamente e informar à família sobre a patologia.
Descritores: Bexiga Urinária, Recém-Nascido, Sistema Urinário.
Referências
BOUALI, O. et al. Unusual duplicate bladder exstrophy in a female newborn : a case report. Journal of Pediatric Surgery, v. 47, n. 8, p. e9–e11, 2012.
FAN, R. et al. Exstrophy Polyp Is a Unique Pathology Entity. Pediatric and Developmental Pathology, v. 15, n. 6, p. 471– 477, 2012.
JÚNIOR, A. N.; FILHO, M. Z.; REIS, R. B. DOS. Urologia Fundamental. São Paulo: Planmark, 2010. 421p.
NOGUEIRA, F. C. S. et al. Tratamento da extrofia de bexiga: Osteotomia posterior dos ossos ilíacos e fechamento da pelve com cinta de náilon. Rev Bras Ortop, v. 46, n. Suppl 4, p. 27–31, 2011.
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32523 - Prevenção de infecções primárias de corrente sanguínea na UTIN: uma revisão integrativa
Kamila Silton Pinheiro de Freitas; Juliana de Oliveira Dantas; Rayanne Uchoa Magalhães;Alessandra Rocha de Souza Cavalcante; Juliana Cunha Henrique Oliveveira
Instituições: Hospital Geral de Fortaleza; Universidade de Fortaleza - UNIFOR
Introdução: A unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) consiste num ambiente apropriado para tratamento do recém-nascido que, geralmente, encontra-se em estado grave. (MONTANHOLI; MERIGHI; JESUS,2011). Com os avanços na assistência a saúde, o campo da neonatologia se desenvolve cada vez mais. Novas técnicas e novos tipos de materiais entraram no cenário e com eles, um aumento nos índices de infecção hospitalar. (REIS et al., 2011). Dentro da unidade de terapia intensiva neonatal, as maiores causas dessas infecções são as por corrente sanguínea. Objetivo: O objetivo da presente revisão consiste em investigar e analisar as evidências disponíveis na literatura para prevenção de infecções primárias por corrente sanguínea na UTIN. Metodologia: Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura realizada em agosto de 2016, como critérios de inclusão foram utilizados artigos com texto completo dos últimos cinco anos e como critérios de exclusão teses, monografias, resumos de congressos e conferências, artigos publicados há mais de cinco anos. Resultados: Devido aos seus graves diagnósticos, os recém-nascidos internados na UTIN são submetidos a monitoramento o a procedimentos invasivos, os tornando mais vulneráveis à aquisição de infecções. (QI ZHOU et al., 2015). Dispositivos associados a IH, especialmente infecções de corrente sanguínea, representam uma ameaça potencialmente maior em recém-nascidos internados nos países em desenvolvimento em comparação com os países desenvolvidos. Os principais dispositivos relacionados às infecções primárias de corrente sanguínea são: cateter central de inserção periférica (PICC) e cateter venoso umbilical (CVU). As infecções hospitalares nas UTIN’s são uma das causas mais importantes de morbidade e mortalidade em neonatos hospitalizados. Resultados apontam lacunas sobre a população neonatal; conhecimento e capacitação dos profissionais, infecção relacionada a cateteres e sua prevenção, entre outros fatores. Conclusão: Conclui-se que há necessidade de atualização profissional, de evidências científicas de fácil acesso e de publicações. A equipe de enfermagem conhece os fatores que contribuem e aqueles que dificultam a prevenção e controle de infecções na UTIN, as excessiva carga de trabalho da equipe, o uso de adornos, as intercorrências e a superlotação das unidades.
Descritores Unidades de Cuidado Intensivo Neonatal. Recém-nascido. Infecções relacionadas a cateter. Cuidados de enfermagem.
Referências
MONTANHOLLI, L.L; MERIGHI, M.A; JESUS, M.C.P. Atuação da enfermeira na unidade de terapia intensiva neonatal: entre o ideal, o real e o possível. Rev. Latino-Am. Enfermagem, São Paulo, v.19, n. 2, p. 1-8, mar/abr, 2011.
QI ZHOU, M.D. et al. Successful reduction in central lineeassociated bloodstream infections in a Chinese neonatal intensive care unit. American Journal of Infection Control. v. 43, p. 275-279, 2015.
REIS, AT.T. et al. Incidência de infecção associada a cateteres venosos centrais em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.Revista de pesquisa: cuidado é fundamental, Rio de Janeiro, v.3, n.3, p. 2157-2163, 2011.
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32571 - Características dos recém-nascidos portadores de malformações congênitas no município de
Maceió- AL
Michele Ferreira Lino Rocha; Jose Augustinho Mendes Santos; Agda Larissa Novaes Moura; Dannyelly Dayane Alves Silva; Beatriz Santana de Souza Lima;
Instituição: faculdade Estácio de Alagoas – FAL
Introdução: Malformação congênita (MC) e definida como uma anomalia estrutural presente ao nascimento ou mesmo quando o defeito não for aparente no RN e só se manifestar meses apos o nascimento (NHONCANSE; MELO, 2012). No Brasil, as MC representam uma das principais causas de mortalidade infantil, representando cerca de 11,2% dos óbitos ocorridos nessa categoria (SILVA, et al. 2013). Objetivo: descrever as características dos nascidos vivos com malformação congênita em Maceió-AL, no período de 2004 a 2013. Métodos: trata-se de um estudo ecológico, descritivo, retrospectivo com abordagem quantitativa dos casos de MC em RN que nasceram em Maceió- Al, no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2013. Foram utilizados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) do Ministério da Saúde. Foram analisadas as seguintes variáveis: Maternas - sociodemográficas (escolaridade em anos de estudo; faixa etária e estado civil); Características obstétricas (tipo de gravidez; numero de consultas de pré-natal e tipo de parto); Recém-nascido portador de MC (idade gestacional em semanas; peso ao nascer; índice de APGAR no 1° e 5° minuto de vida; sexo e raça/cor). Resultados: No período de 2004 a 2013, de um total de 156.302 NV registrados no SINASC dos RNs de mães residentes em Maceió-AL, 1.083 (0,69%) apresentaram algum tipo de MC. A ocorrência de MC elevou-se de 0,43% em 2004 para 0,83% em 2013. A maioria das MC correspondeu aquelas do aparelho osteomuscular, com 46,9% dos casos notificados. A maioria eram crianças de mães na faixa etária de 20 a 34 anos (63,4%), com escolaridade de 8 a 11 anos (40,6%), que se declararam solteiras, separadas ou viúvas (62%) e que realizaram ≥7 consultas de pré-natal, correspondendo a 42,6%. Destacaram-se as gravidezes únicas, totalizando 96,5%. O parto cesáreo foi o mais frequente – 63,3%. A maioria (77%) dos NV com MC nasceu de parto a termo. Os NV com peso igual ou superior a 2.500g corresponderam a 76,9% dos casos. 53% eram do sexo masculino. Os escores de Apgar igual ou superior a 8, no 1° e no 5° minutos, totalizaram 64,9% e 86%. RN da cor parda destacou-se em 78,8% dos casos. Conclusão: acredita-se que os resultados apresentados pelo presente estudo poderão contribuir na identificação, discussão das ações para prevenção e assistência aos portadores de MC, além de fornecer instrumentos que propiciem a racionalização e alocação de recursos com base em estratégias estruturadas em informações fidedignas acerca do problema.
Descritores: Malformação congênita; Recém-nascido; Enfermagem. Referencias
NHONCANSE, G. C.; MELO, D. G. Confiabilidade da Declaração de Nascido Vivo como fonte de informação sobre os defeitos congênitos no Município de São Carlos, São Paulo, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, n. 4, p. 955-963, 2012. Disponível em: . Acesso em: 28 set. 2016.
SILVA, L. L. T., et al. Pais de bebes malformados: um enfoque vivencial. Rev. Enferm. Cent. O. Min., v. 3, n. 3, p. 770-779, 2013. Disponível em:< http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/408>. Acesso em: 28 set. 2016.
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32600 - Incidência de sífilis congênita em menores de um ano na Bahia entre 2008 e 2014
Thainara Reis Cruz¹; Suanne Macêdo de Mendonça¹; Thaís de Sena Ribeiro¹; Renato Barbosa Reis²; Ridalva Dias Martins Felzemburgh³.Introdução: A sífilis congênita é uma doença que pode ser evitada, desde que a gestante seja corretamente diagnosticada e tratada. A persistência de alta incidência da doença e de altas taxas de transmissão vertical, mesmo após o aumento considerável da cobertura de assistência pré-natal e do número médio de consultas com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), indica que a qualidade da assistência é insatisfatória (DOMINGUES et
al, 2013). Objetivos: Estimar as taxas de incidência de Sífilis Congênita em menores de um ano na Bahia para o
período 2008 a 2014 e Avaliar a distribuição espacial da incidência de sífilis congênita em menores de um ano na Bahia para o período de 2008 a 2014. Métodos: estudo ecológico, do tipo série temporal com utilização do Sistema de Informação Geográfica (SIG) para georreferenciamento dos casos de internações hospitalares por sífilis congênita. Foram coletados número de casos de internações por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Empregaram-se os indicadores: internações, lista de morbidade do capítulo CID-10, ano de internação, local município de residência e faixa etária, durante o período de 2008 a 2014. Os números de internações foram convertidos em taxas de incidência por sífilis congênita com base no número de nascidos vivos. Foi utilizado o Sistema de Informação Geográfica (SIG), para georrefenciamento das taxas de incidência em menores de um ano na elaboração dos mapas dos municípios, por ano, do estado da Bahia, entre os anos de 2008 e 2014. Resultados: No Período de 2008 a 2014 foram identificados 2820 casos de internações por Sífilis congênita em menores de um ano, o número de casos foi crescente no decorrer dos anos, em 2008 houveram 203 casos passando para 693 casos em 2014, respectivamente. O número de municípios com casos também foi crescente, de 46 municípios em 2008 para 108 municípios em 2014. As taxas de incidência de casos variaram no decorrer dos anos, sendo que no ano de 2008 tendo como máximo, a taxa de incidência de 1,0 casos/ mil habitantes e em 2014 tendo como máximo a taxa de incidência de 26,8 casos/ mil habitantes. Os agrupamentos de municípios que mais ocorreram casos durante esses anos, foram os municípios das regiões do Extremo Sul, Sul, Sudoeste, Leste, Nordeste e Norte do estado. A região Oeste permaneceu com uma taxa de incidência menor, nos municípios que apresentaram casos, durante o período em análise. Conclusão: Os resultados demonstram que o controle da Sífilis congênita na Bahia ainda é urgente, pois as taxas de incidência de internações permanecem elevadas, acima do preconizado pelo Ministério da Saúde. Os achados demonstram, portanto, possíveis fragilidades na assistência da rede de atenção básica, mais precisamente a assistência pré-natal. A reformulação de estratégias na assistência durante o pré-natal, efetividade das ações de prevenção, bem como tratamento para o combate e erradicação da Sífilis congênita são medidas de saúde pública necessárias nesse contexto.
Descritores: Sífilis congênita; Sífilis; Gestantes. Referências:
DOMINGUES, Rosa Maria Soares Madeira; SARACEN, Valeria; HARTZ, Zulmira Maria De Araújo; LEAL, Maria Do Carmo. Sífilis congênita: evento sentinela da qualidade da assistência pré-natal. Revista de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 47, n.1, p.147-157, 2013. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102013000100019 > Acesso em: 29 de Setembro de 2016.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. TABNET. DATASUS. Indicadores de Saúde. Epidemiológicas e Morbidade. Internações. 2008-2014.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. TABNET. DATASUS. Indicadores de Saúde. Estatísticas Vitais. Nascidos vivos. 2008-2014.
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¹Graduandas em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia.
² Geógrafo. Doutor em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa FIOCRUZ. Professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano PPDRU –UNIFACS.
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32602 - Mortalidade por sepse em neonatos entre os anos de 2008 a 2014 no Brasil
Thainara Reis Cruz; Suanne Macêdo de Mendonça; Ivana Mota dos Santos; Thaís de Sena Ribeiro; Ridalva Dias Martins FelzemburghInstituição: Escola de Enfermagem da UFBA.
Introdução: A sepse neonatal é uma síndrome clínica caracterizada por sinais sistêmicos de infecção acompanhados pela presença de bacteremia no primeiro mês de vida (SILVEIRA e PROCIANOY, 2012). É uma das principais causas de morbimortalidade em neonatos no Brasil (BRASIL, 2011). Objetivos: Estimar as taxas de óbitos por sepse por regiões brasileiras, ano de óbito e sexo entre os anos de 2008 e 2014. Métodos: O número de óbitos foi coletado por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Empregaram-se os indicadores: mortalidade, causa CID-BR-10, ano de óbito, região brasileira e sexo, durante o período de 2008 a 2014. Os números de óbitos foram convertidos em taxas de mortalidade por sepse com base no número de nascidos vivos. Resultados: No período estudado houveram 5290 mortes por sepse em neonatos. O ano que se destacou em número de óbitos por sepse foi o ano de 2008 com 814 mortes (taxa de 27,7/100000 habitantes menores de um ano). Neste mesmo ano, a região líder em óbitos foi a nordeste com 289 óbitos (taxa de 32,5 óbitos/100000 habitantes menores de um ano), em detrimento da região sul que apresentou a menor taxa do ano com 44 óbitos à uma taxa de 11,8 óbitos/100000 habitantes menores de um ano. O ano com menores taxas foi o de 2014 com 21,7 óbitos/100000 habitantes menores de um ano (646 óbitos). Em relação ao sexo, os meninos morrem mais do que as meninas com médias de 407,1 e 346,9 respectivamente. Conclusão: Os resultados encontrados demonstram que as taxas de mortalidade por sepse encontram-se elevadas. Os meninos morrem mais por sepse do que as meninas da mesma faixa etária. A região nordeste lidera o número de óbitos por sepse em neonatos no período em análise, pelos seus índices de baixa cobertura de saneamento básico e de acesso à higiene. Estratégias para a determinação das ações de saúde e prevenção dos fatores de risco são essenciais para a redução das taxas de mortalidade por sepse neonatal.
Descritores: neonatos; sepse; cuidados de enfermagem.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. Intervenções comuns, icterícia e infecções. Brasília-DF. vol. 2. 2011. Disponível em: < http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v2.pdf > Acessado em: 29 de Setembro de 2016.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. TABNET. DATASUS. Indicadores de Saúde. Mortalidade e Estatísticas Vitais. Mortalidade. 2008-2014.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. TABNET. DATASUS. Indicadores de Saúde. Estatísticas Vitais. Nascidos vivos. 2008-2014. SILVEIRA, Rita de Cassia; PROCIANOY, Renato S. Uma revisão atual sobre sepse neonatal. Boletim Científico de Pediatria. Rio Grande do Sul. vol. 1, n. 1, 2012. Disponível em: <
http://www.sprs.com.br/sprs2013/bancoimg/131210152124bcped_12_01_06.pdf > Acessado em: 29 de Setembro de 2016.