Filipe Mendes Neckel João Vitor Furtado Aguiar
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
Relatório de estágio apresentado como requisito final para aprovação na disci-plina de Estágio Supervisionado II – Alemão (MEN7049), ministrada pelo professor orientador Gabriel Teixeira, tendo sido a docência supervisionada pelo professor Gino Bona na E.B.M. Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho, em São Pedro de Alcântara.
Florianópolis 2019
i RESUMO
Neste trabalho estão reunidos os relatórios referentes aos Estágios Super-visionados I e II, como requisitos parciais para a obtenção da licenciatura em Letras Alemão, ambos os estágios foram ministrados pelo professor orientador Gabriel Sanches Teixeira, do Centro de Ciências da Educação (CED), e supervisionados pelo professor Gino Bona, na Escola Básica Municipal Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho, em São Pedro de Alcân-tara. O período de estágio foi realizado nas turmas de quinto e oitavo anos do ensino fundamental. Durante o primeiro semestre de 2019 foram rea-lizadas observações e tutorias das aulas nas duas turmas. Nesse período, foram desenhadas as seis primeiras aulas de cada uma das turmas, a rea-lizarem-se no segundo semestre de 2019. Depois da correção, avaliação e posterior readequação dos planos de aula, a ministração ocorreu de julho até setembro de 2019. Paralelamente à implementação das aulas, os pla-nos das últimas seis aulas de cada turma foram desenhados em conjunto com o professor orientador. Tanto as propostas iniciais, suas reformula-ções e implementareformula-ções são relatadas e comentadas neste trabalho. Ao longo do estágio foram observadas a relevância do contexto ao pensar na sala de aula de língua estrangeira. Ademais, cumpre destacar o papel da pesquisa em sala de aula para o professor em formação, como forma de desenvolver uma postura crítica em relação à situação pedagógica espe-cífica e em relação ao seu papel enquanto mediador no processo de ensino e aprendizagem.
Palavras-chave: Estágio Supervisionado. Letras-Alemão. Pesquisa em sala de aula.
ii LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Número de alunos e alunas por turma ... 3 Tabela 2 – Conteúdo das aulas ... 48
iii LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Horários das aulas observadas ... 7
Quadro 2 - Nein, nicht oder kein? ... 10
Quadro 3 - Exemplos de frases... 10
Quadro 4 - Diálogo no quarto ano ... 13
Quadro 5 – Avaliação sobre países ... 14
Quadro 6 - Países e línguas oficiais... 15
Quadro 7 - Retomada da negação ... 16
Quadro 8 - Frases e negações ... 16
Quadro 9 - Formas negativas dos artigos ... 16
Quadro 10 - Horários das aulas tutoreadas ... 19
Quadro 11 - Horários matutinos alterados... 19
Quadro 12 - Números de 41 a 59 ... 20
Quadro 13 - números de 51-69 ... 21
Quadro 14 - Desafio ... 22
Quadro 15 - Resposta ao desafio ... 22
Quadro 16 - Centenas ... 23
Quadro 17 - Centenas com unidades e dezenas... 24
Quadro 18 - Exercício para casa sobre centenas ... 24
Quadro 19 - Exercício sobre centenas ... 25
Quadro 20 - Recuperação sobre centenas ... 26
Quadro 21 - Data para explicação de números ordinais ... 27
Quadro 22 - Ordnungszahlen ... 27
Quadro 23 - Regra de formação dos ordinais ... 28
Quadro 24 - Exemplos de aplicação da regra ... 28
Quadro 25 - Exercício sobre os números ordinais ... 29
iv
Quadro 27 - Atividade avaliativa - Das Wetter ... 33
Quadro 28 - Correção do exercício ... 34
Quadro 29 - Tarefa de recuperação ... 36
Quadro 30 - Retomada de exercício ... 37
Quadro 31 - Atividade de revisão de conteúdo ... 38
Quadro 32 - Passado em alemão ... 39
Quadro 33 - Correção da atividade ... 41
Quadro 34 - Frase com pronome ... 41
Quadro 35 - Recuperação de atividade ... 42
Quadro 36 - Fenômenos da natureza no passado ... 44
Quadro 37 - Exceção - verbo scheinen ... 44
Quadro 38 - Vocabulário complementar - Das Wetter ... 45
Quadro 39 - Exercício com o passado. ... 45
v LISTA DE MATERIAL DE APOIO PROPOSTO
Material de apoio proposto 1 – Texto sobre o Manequim ... 52
Material de apoio proposto 2 – Entrevistando os colegas ... 55
Material de apoio proposto 3 – Folha com adjetivos e contrários ... 58
Material de apoio proposto 4 – Texto de descrição de Lara ... 61
Material de apoio proposto 5 – Frases com adjetivos ... 62
Material de apoio proposto 6 – Texto de apresentação ... 64
Material de apoio proposto 7 – Jogo de tabuleiro ... 68
Material de apoio proposto 8 – Quebra-cabeça. ... 73
Material de apoio proposto 9 – Jogo da memória ... 74
Material de apoio proposto 10 – Quebra-cabeças com frases ... 81
Material de apoio proposto 11 – Frases sobre imagens de roupas ... 82
Material de apoio proposto 12 – Jogo de perguntas e respostas ... 83
Material de apoio proposto 13 – Texto e perguntas ... 87
Material de apoio proposto 14 – Texto com Gern ... 91
Material de apoio proposto 15 – Jogo com gern e nicht gern ... 92
Material de apoio proposto 16 – Jogo em dupla (Gern - nicht gern) .... 96
Material de apoio proposto 17 – Klassenspazierengang ... 97
vi LISTA DE MATERIAIS DE APOIO DO QUINTO ANO
Material de apoio 5.1: Texto Lara ... 106
Material de apoio 5.2: Wodoku Meses ... 107
Material de apoio 5.3: Entrevistando os colegas ... 113
Material de apoio 5.4: Imagens e palavras – adjetivos ... 118
Material de apoio 5.5: Exercícios dos adjetivos ... 119
Material de apoio 5.6: Caça-palavras ... 119
Material de apoio 5.7: Texto Lara – Adjetivos... 123
Material de apoio 5.8: Áudio Julia e exercício ... 128
Material de apoio 5.9: Jogo de cartas de adjetivos ... 129
Material de apoio 5.10: Jogo de tabuleiro ... 135
Material de apoio 5.11: Cartões de partes do corpo ... 140
Material de apoio 5.12: As partes do corpo ... 141
Material de apoio 5.13: Lied – Augen, Ohren ... 142
Material de apoio 5.14: Jogo da Memória ... 143
Material de apoio 5.15: Texto – partes do corpo ... 149
Material de apoio 5.16: Jogo “Ich habe...” ... 155
Material de apoio 5.17:Exercício “Nein, das ist nicht” ... 156
Material de apoio 5.18: Dominó... 162
Material de apoio 5.19: Atividade avaliativa ... 167
Material de apoio 5.20: Richtig oder Falsch (com transcrição) ... 173
Material de apoio 5.21: Mein oder dein... ... 174
vii LISTA DE MATERIAIS DE APOIO DO OITAVO ANO
Material de apoio 8.1: Vocabulário novo "Kleidung" ... 183
Material de apoio 8.2: Jogo de memória ... 184
Material de apoio 8.3: Quebra-cabeça para dividir grupos ... 192
Material de apoio 8.4: Imagens de roupas ... 193
Material de apoio 8.5: Frases Kleidung und Farben ... 193
Material de apoio 8.6: Jogo de cartas ... 194
Material de apoio 8.7: Welche Farbe hat...? ... 195
Material de apoio 8.8: Texto e perguntas ... 201
Material de apoio 8.9:Perguntas em dupla ... 202
Material de apoio 8.10: Texto com Gern ... 208
Material de apoio 8.11: Cartas para jogo - gern e nicht gern ... 209
Material de apoio 8.12: Atividade sobre trägen + gern ... 210
Material de apoio 8.13: cartas para jogo em dupla ... 215
Material de apoio 8.14: Klassenspaziergang ... 216
Material de apoio 8.15: Atividade avaliativa 2 ... 222
Material de apoio 8.16: Caça-palavras – Kleidung ... 223
Material de apoio 8.17: Mesa e imagens ... 229
Material de apoio 8.18: Texto com lacunas ... 229
Material de apoio 8.19: Was trägst du Heute? ... 230
Material de apoio 8.20: Jogo de pergunta e respostas ... 231
Material de apoio 8.21: Frases segmentadas ... 238
Material de apoio 8.22: Exercício oral ... 242
Material de apoio 8.23: Pergunta sobre roupa ... 242
Material de apoio 8.24: Pergunta sobre o vídeo ... 246
Material de apoio 8.25: Adjetivos e traduções ... 251
viii Material de apoio 8.27: Jogo de cartas – finden ... 253 Material de apoio 8.28: Exercício – finden ... 254 Material de apoio 8.29: Wie findest du die Kleidung? ... 258
ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
CEI – Centro de Educação Infantil E. B. M – Escola Básica Municipal EF – Ensino fundamental
IFSC – Instituto Federal de Santa Catarina PF – Professor em formação
PO – Professor orientador PS – Professor supervisor
x SUMÁRIO INTRODUÇÃO ... 1 1 CONTEXTUALIZAÇÃO ... 2 1.1 Escola ... 2 1.2 Diretor ... 4 1.3 Professor ... 4 1.4 Turmas ... 6
2 RELATÓRIO DE AULAS OBSERVADAS ... 7
2.1 Oitavo ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 ... 8
2.2 Quinto ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 ... 9
2.3 Sexto ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 ... 10
2.4 Primeiro ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 ... 11
2.5 Quarto ano do ensino fundamental – 3 de abril de 2019 ... 12
2.6 Quarto ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 ... 13
2.7 Sétimo ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 ... 14
2.8 Sexto ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 ... 16
2.9 Terceiro ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 ... 17
2.10 Segundo ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 ... 18
3 AULAS TUTOREADAS ... 19
3.1 Quinto ano... 20
3.2 Oitavo ano ... 32
4 PROPOSTAS PLANOS DE AULA PARA O ESTÁGIO ... 48
4.1 Propostas de planos de aula para o quinto ano ... 48
4.2 Propostas de planos de aula para o oitavo ano ... 69
5 AULAS MINISTRADAS... 101
5.1 Quinto ano... 101
5.2 Oitavo ano ... 178
6 AVALIAÇÕES ... 260
7 OUTRAS ATIVIDADES ... 263
7.1 Semana da Língua Alemã ... 263
CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 264
REFERÊNCIAS ... 265
1 INTRODUÇÃO
Centralizar o processo de ensino e aprendizagem apenas na expo-sição dos alunos e alunas ao conteúdo que se pretende ensinar pode não gerar os resultados pretendidos ao final do processo. Nesse sentido, Schunk (2012, p. 40) argumenta, em Teorías del aprendizaje – una pers-pectiva educativa, que para “que a aprendizagem seja significativa [...] os professores deveriam incorporar a maior quantidade de contexto possí-vel”1 em sua prática. É no contexto social que os/as aprendizes interagem
com o mundo e é, a partir dessa interação, que ocorre a transformação de seu pensamento (SCHUNK, 2012). O teórico russo Vigotski (2018) de-fendeu que essa transformação se dá principalmente no contexto escolar, quando os/as aprendizes se deparam com novos conceitos. Segundo o au-tor,
o domínio de uma língua estrangeira eleva a língua materna da criança ao nível superior quanto à to-mada de consciência das formas linguísticas, da ge-neralização dos fenômenos da linguagem, de um uso mais consciente e mais arbitrário da palavra como instrumento de pensamento e expressão de conceito. (VIGOTSKI, 2018, p. 267).
É a partir desses dois suportes, quais sejam, a importância do con-texto para a construção do conhecimento e a relevância do ensino de lín-gua estrangeira não só como disciplina em si, mas sua relação com as outras disciplinas, que as observações, tutorias e o planejamento das aulas foram pensados.
Este relatório refere-se às atividades realizadas durante os dois se-mestres de 2019 e está dividido conforme segue: i) contextualização do estágio, com apresentação da escola, do diretor, do professor supervisor (PS) e das turmas nas quais ocorreu o estágio; ii) relatórios e comentários das aulas observadas em diferentes turmas do ensino fundamental; iii) re-latórios e comentários das aulas tutoreadas nas turmas de quinto e oitavo anos do ensino fundamental (EF); iv) planos de aulas propostas para o segundo semestre de 2019; v) planos de aulas ministradas nas turmas do estágio, com relato e comentários; vi) descrição das avaliações realizadas; vii) descrição de atividades extras realizadas ao longo dos dois semestres de 2019. Por fim, é apresentado um capítulo de considerações finais sobre as atividades realizadas ao longo dos dois semestres de estágio.
1 [...] el aprendizaje sea significativo (y, por lo tanto, crear más conexiones
ner-viosas extensas), los profesores deberían incorporar la mayor cantidad de con-textos posible. [Tradução dos autores]
2
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Como dito anteriormente, um dos pontos centrais que levamos em consideração para a realização deste trabalho é o contexto, de tal forma que é fundamental conhecer o entorno escolar, a situação pedagógica em que o estágio será inserido, as condições apresentadas na escola para a realização do estágio, o professor supervisor e as turmas, nas quais as au-las serão ministradas.
A escola escolhida para a realização do estágio foi a Escola de Edu-cação Básica Municipal Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho em São Pe-dro de Alcântara, na região metropolitana de Florianópolis, a aproxima-damente 30 km do centro da cidade. Durante o Estágio Supervisionado I (2019/1) foram realizadas observações em todas as turmas do ensino fun-damental do período matutino oferecidas na escola, a saber, do primeiro ao oitavo anos do ensino fundamental (o nono ano do ensino fundamental só é oferecido no período vespertino). Após o período de observações, escolhemos duas turmas para acompanhar de forma regular, a fim de re-alizarmos as tutorias e propormos as aulas que serão ministradas no se-gundo semestre de 2019.
1.1 Escola
A Escola Básica Municipal Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho localiza-se na Rua Manoel Pedro Silveira, nº 507, no bairro de Santa Te-resa, no município de São Pedro de Alcântara, tendo sido criada em 6 de fevereiro de 1974 como escola estadual e municipalizada em 1997. A es-cola atende crianças desde o primeiro ao nono ano do ensino fundamental, nos períodos matutino e vespertino. No período matutino a escola oferece oito turmas (do primeiro ao oitavo ano) e no período vespertino turmas de 1º, 2º, 6º, 7º, 8º e 9º anos.
A escola conta com 288 alunos e alunas provenientes, em sua mai-oria, do próprio município, e alguns provenientes do Município de São José. A escola teve um aumento de sete alunos e alunas em relação aos dados apresentados no censo escolar de 20182, a saber, 281 alunos e
alu-nas.
2 Censo Escolar 2018 disponível em:
http://www.sed.sc.gov.br/documen- tos/censo-278/censo-escolar-2018/relatorios-censo-escolar-2018/matricula-ini-cial
3 Na Tabela 1 abaixo é possível verificar, discriminadamente, o nú-mero de alunos e alunas em cada uma das turmas da escola, nos períodos matutino e vespertino:
Tabela 1 - Número de alunos e alunas por turma
1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano 6º ano 7º ano 8º ano 9º ano Matutino 19 24 29 29 27 22 24 19 - Vespertino 22 23 - - - 25 13 16 25 Fonte: A partir de informações fornecidas por Gino Bona
Além dos 288 alunos e alunas matriculados, a escola também aco-lhe as turmas de 1º a 5º ano do ensino fundamental da Escola Santa Filo-mena, as quais possuem aulas de Educação Física e de Informática na E. B. M. Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho.
Em relação à estrutura pedagógica, a escola possui oito salas de aula, biblioteca, quadra esportiva, auditório (em reforma) e laboratório de informática.
Segundo o PCC, elaborado em 2014, o compromisso da escola é: oferecer um ensino de qualidade e uma aprendiza-gem mais significativa, por meio de práticas peda-gógicas que proporcionem a construção do conhe-cimento, o exercício da cidadania e o desenvolvi-mento da capacidade crítico-reflexiva frente às questões políticas, sociais, ambientais e culturais, valorizando a comunidade escolar e o reconheci-mento do trabalho docente (E.E.B. DR. ADAL-BERTO TOLENTINO DE CARVALHO, 2014, p. 13).
Nesse sentido, a escola busca relacionar a prática docente com a história da comunidade de São Pedro de Alcântara, oferecendo na grade curricular, desde 2011, a disciplina de língua alemã, na tentativa de pre-servar, e mesmo de resgatar, uma herança cultural germânica proveniente dos primeiros imigrantes alemães que se estabeleceram no estado na re-gião de São Pedro de Alcântara. Cumpre ressaltar que a escola oferece o ensino de língua inglesa em todos os níveis do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano, em dois encontros (duas horas-aula) semanais.
4 1.2 Diretor
O atual diretor da E. B. M. Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho, Richard Motta Coelho, formou-se em Magistério pelo Colégio Estadual de Araranguá em 1999. Graduou-se em Ciências Biológicas pela Univer-sidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) em 2009 e em Pedagogia, pela Faculdade de Paraíso do Norte (FAPAN), em 2018. Também con-cluiu um curso de pós-graduação de Ensino de Ciências pelo Instituto Fe-deral de Santa Catarina (IFSC) em 2016.
Profissionalmente, teve experiências no final dos anos 1990 como professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental. De 2006 até sua no-meação como diretor, atuou como professor de Biologia em várias escolas da região metropolitana de Florianópolis. Depois de rápida experiência na Secretaria Municipal de Educação de São Pedro de Alcântara, lecionou por alguns anos exclusivamente na rede estadual. Em 2017, foi convidado pela Prefeitura a assumir a direção da E. B. M. Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho, onde atua desde então. Antes disso, já havia sido professor da casa entre 2006 e 2010.
No tocante à presença da língua alemã no currículo da escola, o diretor percebe a oferta dessa disciplina como um grande diferencial da rede municipal. Em entrevista, destacou que a decisão de incluí-la no cur-rículo remonta à primeira gestão do atual prefeito da cidade, Ernei José Stahelin. O diretor afirmou que, na perspectiva da Prefeitura, a inclusão do alemão no currículo se justifica pela grande influência da cultura alemã no contexto local, uma vez que a cidade foi a primeira colônia alemã de Santa Catarina. Dessa forma, o ensino da língua alemã é pensado como uma iniciativa que visa à manutenção de tradições históricas. Nesse sen-tido, o diretor opina que a oferta atende a demandas locais e lamenta que não se dê continuidade ao ensino da língua no Ensino Médio, uma vez que essa instância é de responsabilidade do Estado.
1.3 Professor
O professor supervisor (PS) Gino Bona, original de Blumenau/SC, é formado em Letras-Alemão pela UFSC, tem pós-graduação em Meto-dologia do Ensino da Língua Portuguesa, pela Uniasselvi, e curso de ca-pacitação para professores realizado em Leipzig, oferecido pelo programa Ciência sem Fronteiras em 2013. Começou sua carreira como professor
5 na escola Anabá – Wardolf, sendo essa sua primeira experiência profissi-onal em sala de aula. Lecionou durante dois anos nessa instituição e teve a oportunidade de fazer o primeiro módulo da pedagogia Wardolf. Em 2009, houve processo seletivo para professor ACT – (admitido em caráter temporário) em São Pedro de Alcântara, bem como, paralelamente a isso, a compra de um Sítio no mesmo município por Gino e sua esposa. Assim, ele resolveu fazer o concurso e foi aprovado como professor dos anos iniciais na Escola Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho. Ele acrescentou que esse acaso poderia ser nomeado como “destino”.
Então, em 2011 ele se tornou professor efetivo e o número de seus alunos aumentou gradativamente. Nesses anos lecionando, ele contou que teve também outras experiências em escolas do município, como a Escola Isolada Reunida, Prof. Augusto Schnitzler, onde ainda atua, e o Centro de Educação Infantil (CEI) Profa. Leonina Vieira Francener. Porém, por eventualidades e desentendimentos de horários, atualmente ele leciona apenas em duas escolas, sendo a maior parte de suas aulas concentradas na Escola Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho.
Suas aulas têm metodologia e organização de conteúdos configu-rados por ele mesmo, já que não usa um material ou livro didático espe-cífico. O professor, entretanto, sente-se confortável com essa situação e gosta de planejar as aulas em seu ritmo. Na escola não há muitos recursos midiáticos; mas, mesmo assim, ele comentou que não sente falta de tal material: “seria convidativo e um diferencial, contudo não essencial”. So-bre sua metodologia de ensino, diz ter muita influência de sua experiência no Anabá, uma escola Waldorf, em especial sua rotina diária inicial, pois lá alunos e alunas iniciavam as manhãs com uma poesia. Então, já no começo de sua atuação na Escola Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho, ele fez esse recorte para a realidade da instituição, orando o Pai Nosso em alemão, já que as crianças oram na escola, em português, todas as manhãs antes do começo da aula.
Em suas aulas de alemão, o professor Gino vislumbra algumas di-ficuldades, sendo uma delas o questionamento do porquê das aulas de alemão por parte de alunos e alunas, sendo essa uma pergunta mais fre-quente nos anos finais. A falta de interesse ou a falta de disciplina de alu-nos e alunas é algo que incomoda o andamento de suas aulas. Todavia, o professor entende todos esses importunos e busca mesmo assim mostrar para alunos e alunas a importância dos estudos e de uma língua estran-geira.
6 1.4 Turmas
A fim de otimizar o tempo do estágio, duas turmas foram escolhi-das para a realização escolhi-das tutorias no primeiro semestre e a docência no segundo, o quinto e o oitavo anos do ensino fundamental.
A turma do quinto ano era composta por 27 alunos e alunas com idades entre 10 e 12 anos, moradores tanto de São Pedro de Alcântara quanto de São José. Dois alunos eram repetentes e dois alunos e uma aluna tinham entrado na escola no primeiro semestre de 2019, tendo seu primeiro contato com o alemão.
A turma tinha um comportamento respeitoso em relação ao PS, muito embora, em alguns momentos, conversas paralelas dispersassem a atenção do grupo. O quinto ano ainda tinha uma professora de sala res-ponsável por todas as disciplinas, com exceção de alemão, educação fí-sica e inglês.
A turma do oitavo ano era constituída por 19 alunos e alunas com idades entre 12 e 14 anos. Assim como o quinto ano, os estudantes eram moradores de São Pedro de Alcântara e de São José. Havia nessa turma um aluno e uma aluna que nunca haviam estudado alemão antes. Como perfil geral da turma, é possível dizer que havia uma certa apatia em rela-ção à disciplina, o que gerava dispersões para questões paralelas, como conversas e brincadeiras.
As duas turmas contavam com duas aulas de língua alemã sema-nais. No quinto ano, as aulas ocorriam às terças no período de 10h17 às 10h55 e às quartas no período de 08h10 às 08h55. No oitavo ano, as aulas de alemão ocorriam às terças no período de 10h55 às 11h33 e às quartas no período de 10h45 às 11h30.
7
2 RELATÓRIO DE AULAS OBSERVADAS
As observações de aulas descritas nesta subseção correspondem às atividades realizadas nos dias três e quatro de abril de 2019. Foram acom-panhadas dez aulas em oito turmas diferentes. O quadro a seguir apresenta o cronograma das aulas observadas.
Quadro 1 - Horários das aulas observadas
Quarta – 03/04 Quinta – 04/04 07h25-08h10 8º Ano 4º Ano 08h10-08h55 5º Ano 7º Ano 08h55-09h40 6º Ano 6º Ano 10h00-10h45 1º Ano 3º Ano 10h45-11h30 4º Ano 2º Ano FONTE: Elaborados pelos autores
As turmas observadas são do EF, desde o 1º ao 8º ano. O 9º ano do EF não fez parte do escopo de observações planejado, uma vez que as aulas ocorriam no período vespertino e o estágio foi realizado no período matutino. Todas as aulas tiveram a duração de 45 minutos e foram minis-tradas pelo professor supervisor Gino Bona.
Conforme explicado na subseção 1.1.3, o PS realizava uma rotina introdutória em todas as suas aulas. Essa rotina apresentava uma estrutura fixa: i) realizar a chamada; ii) rezar o Vater Unser. A essa estrutura básica, podiam ser adicionados outros elementos dependendo da situação peda-gógica específica, por exemplo, o PS podia solicitar que a turma contasse os numerais de 1 a 30 e as dezenas de 30 a 100 e/ou retomasse o vocabu-lário referente ao tema que estava sendo trabalhado no momento em cada turma.
A partir de demandas de alunos e alunas, esse momento inicial também podia sofrer algumas alterações, como, por exemplo, podia ser adicionada à contagem dos números cardinais os números ordinais de 1 a 31 e/ou os meses e dias da semana.
O relatório das observações de aulas apresenta a seguinte configu-ração: primeiramente um relato pontual das aulas, descrevendo atividades e ações que se destacaram durante o tempo de aula; em um segundo mo-mento, são apresentados comentários críticos sobre as aulas a partir das
8 experiências dos PFs em sala de aula. Esses comentários têm como obje-tivo apontar dúvidas dos PFs em relação à metodologia empregada ou pensar alternativas às atividades realizadas, além de apontar percepções que possam ser relevantes para o período de tutoria e regência dos PFs. Uma vez que os comentários foram realizados em conjunto, não acredi-tamos que haja necessidade de divisão entre eles.
A seguir, são apresentados os relatórios organizados cronologica-mente.
2.1 Oitavo ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 A primeira aula observada foi a da turma do oitavo ano. Todos os alunos e todas as aulas estavam presentes, 19 ao todo.
O PS entrou em sala, deu bom dia aos alunos e às alunas e então apresentou à turma os PFs. Após esse primeiro momento o PS chamou a atenção da turma sobre a limpeza da sala, a partir de uma conversa com o diretor da escola no dia anterior. Em seguida, o PS perguntou se haviam trazido seus dicionários, 12 estudantes estavam sem dicionário. Então, o PS solicitou que um aluno fosse à biblioteca buscá-los.
Após a rotina introdutória com a contagem dos números cardinais de 0 a 30 e depois as dezenas de 40 a 100, o PS explicou aos PFs o tema das aulas do 8º ano, qual seja, Das Wetter, esclarecendo que nas aulas passadas já haviam trabalhado os substantivos referentes ao assunto.
O aluno encarregado de trazer os dicionários voltou e distribuiu os mesmos àqueles que estavam sem.
Em português, o PS solicitou que a turma sugerisse adjetivos rela-cionados ao clima, escrevendo-os no quadro. Ao final, sete adjetivos fo-ram sugeridos (seco; molhado; ventoso; ensolarado; úmido; chuvoso; nu-blado).
Em seguida, o professor solicitou que os alunos buscassem a tra-dução dos adjetivos para o alemão no dicionário, enquanto avaliava os cadernos de alguns alunos e algumas alunas. Após alguns minutos, o PS pediu voluntários para escreverem no quadro os adjetivos encontrados em alemão. Apenas o adjetivo ventoso não tinha sido encontrado. Ao corrigir a tarefa no quadro, o PS verificou as palavras encontradas por alunos e alunas e adicionou o adjetivo que não tinham conseguido encontrar. Quando todos os adjetivos estavam no quadro, o grande grupo pronunciou em conjunto com o PS as palavras que estavam no quadro.
9 a) Comentários
Percebemos que a prática de avaliar os cadernos deixou a turma sem supervisão e fez com que o exercício se prolongasse por aproxima-damente 20 minutos. Seria possível propor um exercício que demandasse dos alunos e alunas mais tempo para realização? Será que se o professor dispusesse de exercícios extras, a serem entregues àqueles que iam termi-nando, não teria conseguido deixar a turma ocupada por mais tempo en-quanto corrigia os cadernos? Ou ainda será que não seria interessante pro-gramar a correção dos cadernos de forma fracionada de modo a ocorrer durante as aulas por um período específico?
2.2 Quinto ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 A segunda aula observada foi a do 5º ano. Estiveram presentes 25 alunos e alunas e dois alunos estavam ausentes. O PS iniciou a aula anun-ciando que a atividade de recuperação tinha sido cancelada, por conta do mau desempenho da turma, e que seria realizada novamente na semana seguinte. Após os avisos iniciais, o PS realizou a rotina introdutória com-pleta, desde a chamada até os meses e dias da semana.
O PS esclareceu aos PFs o assunto das aulas, a saber, Die Zahlen, e deu prosseguimento à escrita dos números que haviam sido vistos na aula anterior. O professor escreveu no quadro os numerais de 31 a 39 e a turma foi solicitada a escrevê-los por extenso enquanto o PS avaliava os cadernos. Após alguns minutos, concluíram a tarefa e o professor corrigiu as respostas no quadro. Quando a turma tinha terminado de copiar as res-postas corretas, o PS colocou os numerais de 41 a 49 para que continuas-sem a escrever por extenso.
a) Comentários
Segundo o professor, alunos e alunas que estavam em recuperação foram solicitados a criar um diálogo; entretanto não conseguiram. Produ-zir diálogos é uma das atividades recorrentes da turma ou ocorreu apenas como atividade de recuperação?
Durante a atividade no quadro, foi possível perceber que a turma apresentava certa resistência em ir ao quadro; mas quando o professor comentava que teriam uma nota de participação ao final do bimestre, co-meçaram a realizar a tarefa no quadro, inclusive auxiliando colegas que tinham maior dificuldade. Mais uma vez, foi possível perceber que a
10 turma concluiu as atividades antes de o professor concluir a avaliação dos cadernos ficando sem supervisão.
2.3 Sexto ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019
A turma do 6º ano possui 22 alunos e alunas e na aula houve um faltante. O professor cumprimentou a turma, apresentou os PFs, como professor João e Professor Filipe, e realizou a rotina introdutória, con-tando os números até 100. Em seguida, a turma conjugou, em voz alta, o verbo haben, tema referente ao planejamento do primeiro bimestre nessa turma. Na sequência, o professor marcou uma atividade de recuperação correspondente à atividade realizada no dia 27 de março para o dia 10 de abril.
Nesta aula o PS introduziu a negação em alemão, tendo como foco a negação com o verbo haben. O professor escreveu no quadro: Nein, nicht oder kein? Posteriormente, explicou oralmente cada um dos tipos de negação, escrevendo, em seguida, o que havia dito:
Quadro 2 - Nein, nicht oder kein? Nein, nicht oder kein?
• Nein, utilizado em frases isoladas; • Nicht, nega um verbo;
• Kein, nega um substantivo
Após a explicação, escreveu três exemplos no quadro: Quadro 3 - Exemplos de frases
Ich bin traurig; Ich bin Lehrer; Du hast ein Fahrrad.
Os exemplos não chegaram a ser convertidos em frases negativas, pois a aula acabou, o professor avisou que o conteúdo seria retomado na aula seguinte.
a) Comentários
11 atividades da aula. Um aluno, que ingressou nesse ano na escola, comen-tou com o professor que está achando o alemão difícil; mas, mesmo assim, participou das atividades. Outro aluno, entretanto, também recém ingres-sante na turma, pareceu alheio às atividades, deixando de copiar o que estava no quadro. A integração de alunos novos, que tiveram pouco ou nenhum contato com a língua alemã, pode ser mais uma dificuldade me-todológica, uma vez que o professor precisaria estar atento a mais esse fator ao preparar suas aulas. O PS estaria levando em conta essa variante nas preparações das suas aulas?
2.4 Primeiro ano do ensino fundamental – 03 de abril de 2019 A turma do 1º ano conta com 19 alunos e alunas e não houve ne-nhum faltante nesse dia. O PS cumprimentou a turma, que respondeu com a frase: “Guten Morgen, Querido Lehrer Gino!” Após a realização da ro-tina introdutória com os números cardinais de 0 a 10, o professor disse em voz alta as sentenças: “Alles klar? Wünderbar!”, as quais foram repe-tidas pela turma.
Na sequência, o professor realizou o “jogo da concentração”. Nesse jogo alunos e alunas devem bater palmas ao ouvirem o PS falar palavras em alemão, mas se baterem palmas quando o PS falar palavras em português, saem do jogo. O jogo transcorreu por alguns minutos.
Depois de momentos de descontração com o jogo, o PS disse em voz alta as frases da canção Lieber Hase.
Lieber Hase; Was bringst du; für mich; Ein Ei; Zwei Eier; Drei Eier; Für dich
A turma repetiu cada frase isoladamente e, em seguida, o grupo cantou a canção ensaiada. Após repetirem a canção algumas vezes, o pro-fessor esclareceu algumas dinâmicas dos anos iniciais aos PFs: que os alunos do 1º, 2º e 3º anos não utilizavam cadernos pautados e as turmas de 1º e 2º anos deixavam seus cadernos na escola. O PS ainda explicou que essa turma estava trabalhando as cores e já tinham visto blau, rot, grün e gelb.
12 O PS entregou os cadernos e solicitou que terminassem de pintar as atividades que ainda não estivessem concluídas, para que os cadernos fossem avaliados. Disse, também, que quem já tivesse concluído todas as atividades podia auxiliar os/as colegas. Em seguida, chamou alguns alu-nos e algumas alunas individualmente para avaliar os caderalu-nos.
Após corrigir alguns cadernos, o PS fez uma atividade para con-cluir a aula. Com a turma em pé, o PS dava alguns comandos: ao ouvirem a palavra groß, todos deveriam permanecer em pé e, ao ouvirem klein, deveriam abaixar-se. Aqueles que não seguissem o comando, saiam da brincadeira, aos moldes da brincadeira infantil Morto e Vivo. A brinca-deira foi realizada até tocar o sinal para encerramento da aula, o PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a próxima aula.
a) Comentários
Acreditamos que o tema cores é um ponto de partida interessante para o primeiro contato com uma língua estrangeira, principalmente para se trabalhar com o Fundamental I; mas ocorre um caso peculiar nessa turma: um dos alunos da turma é daltônico. Gostaríamos de saber se há alguma metodologia específica pensada para trabalhar as cores a partir da perspectiva desse aluno. Será que há alguma forma de verificar como o aluno tem acompanhado as aulas? Com o auxílio de colegas ou do próprio professor?
2.5 Quarto ano do ensino fundamental – 3 de abril de 2019 A última aula do dia 3 de abril foi na turma do 4º Ano, que contava com 29 alunos e alunas, estando um ausente. O PS iniciou a aula cumpri-mentando a turma e apresentando os PFs. Em seguida, passou à chamada e quem era chamado devia responder com uma palavra em alemão do vocabulário que tinham aprendido até então.
Após a rotina introdutória, o professor começou as atividades en-tregando uma avaliação que a turma havia realizado sobre o vocabulário inicial (Anexo 1). Por conta do resultado da prova (atividade de diálogo), o PS marcou a recuperação para o dia 10 de abril e solicitou que escre-vessem na agenda que a recuperação trataria da atividade de diálogo rea-lizada.
Depois de marcar a recuperação, o PS corrigiu a atividade com a turma, solicitando que falassem as frases do diálogo. As frases foram es-critas no quadro:
13 Quadro 4 - Diálogo no quarto ano
— Hallo!
— Alles klar? — Ja, alles klar! — Wie heißt du? — Ich heiße Fe... — Wie geht’s dir? — Nicht sehr gut — Tut mir leid. — Danke. — Gute Reise!
Ao final, o professor explicou que o assunto abordado na próxima aula seria Die Zahlen, em seguida tocou o sinal, o PS e os PFs se despe-diram da turma, encerrando a primeira manhã de observações na escola.
a) Comentários
Achamos interessante que os alunos tiveram que produzir um diá-logo como atividade avaliativa, seria interessante de saber se esse tipo de atividade ocorre com frequência e se o diálogo é praticado, ou seja, se os alunos estabelecem conversações básicas entre si e não apenas em forma escrita no caderno. Seria viável em uma turma de 19 alunos produzir e praticar diálogos, simulando a língua em uso, de modo que todos partici-passem ativamente da atividade?
2.6 Quarto ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 A primeira aula do dia 04 de abril foi na turma do 4º ano, dos 29 alunos e alunas, apenas um estava ausente. O professor cumprimentou a turma ao entrar na sala e sua saudação foi respondida com a frase “Guten Morgen, Lehrer Gino!”. Após o cumprimento, prosseguiu-se à chamada. Novamente alunos e alunas responderam com uma palavra em alemão do vocabulário que tinham aprendido até então.
Em seguida, o PS e a turma, em voz alta e em alemão rezaram a oração Vater Unser; contaram números cardinais de 0 a 59 e depois as dezenas de 60 a 100.
O PS anotou a data no quadro, escreveu os numerais de 0 a 10 e sua forma por extenso para que alunos e alunas copiassem, enquanto con-cluía a avaliação dos cadernos iniciada na aula anterior.
14 O PS informou aos PFs que era a partir do 4º ano que os estudantes passavam a escrever sistematicamente em alemão. A aula terminou cinco minutos antes do sinal tocar para troca de professores e a turma ficou sem atividades durante esse tempo.
a) Comentários
A atividade de correção de cadernos parece ser algo que percorre várias aulas, como alunos e alunas copiaram os dez números do quadro rapidamente, ficaram sem atividades, gerando conversas na sala. Foi pos-sível perceber, que ninguém teve dificuldades em escrever os números por extenso. Um questionamento que gostaríamos de fazer ao PS é se o tempo livre dado aos alunos após a atividade foi uma decisão metodoló-gica ou a turma realizou o que foi planejado mais rapidamente do que o esperado?
2.7 Sétimo ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 O 7º ano contava com 24 alunos e alunas e teve um ausente. O PS cumprimentou a turma e apresentou os PFs ao entrar na sala. O PS reali-zou apenas a rotina introdutória básica, pois, nesta aula, o 7º ano realireali-zou uma avaliação sobre o tema que estavam estudando, qual seja, os nomes dos países.
O PS escreveu no quadro a instrução para a avaliação: Quadro 5 – Avaliação sobre países
E.B.M Dr. Adalberto Tolentino de Carvalho Name:
Klasse: Datum:
Escreva em alemão o nome dos seguintes países: Brasil; Alemanha; França; Itália; Rússia; Japão; Suíça; Argentina; Espanha; Inglaterra.
15 O exercício avaliativo demorou aproximadamente 15 minutos. Na medida em que iam terminando, já entregavam as atividades ao PS. Após esse tempo, o PS retomou a correção dos nomes de países e das línguas oficiais faladas nesses países. O professor escreveu no quadro:
Quadro 6 - Países e línguas oficiais
Australien = Englisch; Österreich = Deutsch;
Die Schweiz = Deutsch/ Französisch/ Italianisch; Mexiko = Spanisch
Südafrika = Englisch / Afrikaner3 (sic.)
O PS teve dúvida em relação à segunda língua oficial da África do Sul e solicitou que alunos e alunas buscassem no dicionário. Ao não en-contrarem o termo apropriado, o PS perguntou se os PFs sabiam. O PF João buscou no dicionário e sugeriu o termo Afrikaner e o PS o escreveu no quadro.
a) Comentários
O professor comentou que a turma estava trabalhando o nome, lín-guas oficiais, adjetivos e gentílicos de vinte países escolhidos por eles e ressaltou que o motivo pelo qual havia muitos países da Europa se deu por escolha dos alunos, ou seja, partiu do interesse de alunos e alunas, daquilo que lhes era familiar ou estimulante. Entretanto, ficamos em dú-vida se haveria a possibilidade de estabelecer uma relação interdisciplinar com a disciplina de geografia, por exemplo, levando em conta que a BNCC4 (BRASIL, 2017) para o sétimo ano sugere como um dos
conteú-dos a diversidade étnico-cultural do Brasil. Seria interessante trabalhar com os países que constituem essa diversidade étnico-cultural?
3 Em alemão, Afrikaner pode referir-se tanto ao habitante do continente africano, quanto a um dos povos originários da África do Sul. Um dos idiomas oficiais da África do Sul é Afrikaans (em alemão), que se traduz africâner em português. 4 BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fun-damental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017. Disponível em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofi-nal_site.pdf. Acessado em: 30 de novembro de 2019.
16 2.8 Sexto ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019
A turma do 6º ano contava com 22 alunos e teve 2 ausentes. O PS entrou na sala e cumprimentou a turma, que respondeu com “Guten Mor-gen, Lehrer Gino!”, em seguida ele apresentou os PFs. Após a realização da rotina introdutória, com a contagem dos números até 100, a turma con-jugou em voz alta o verbo haben em todas as pessoas do discurso.
Na sequência, o PS retomou a explicação da negação em alemão, iniciada na aula anterior, com destaque para a negação de substantivos, utilizando o verbo haben. O professor escreveu no quadro:
Quadro 7 - Retomada da negação
Nein, nicht oder kein?
• Nein, utilizado em frases isoladas; • Nicht, nega um verbo;
• Kein, nega um substantivo.
Após a explicação, escreveu três exemplos no quadro e as respec-tivas formas negarespec-tivas das frases:
Quadro 8 - Frases e negações
Ich bin traurig; Ich bin Lehrer; Du hast in Fahrrad. Ich bin nicht traurig; Ich bin keinenLehrer (sic.) Du hast kein Fahrrad
Em seguida, o PS escreveu no quadro as formas negativas dos ar-tigos indefinidos:
Quadro 9 - Formas negativas dos artigos
Der – (k)einen Die – (k)eine Das – (k)ein
Entretanto, não teve tempo de explicar, pois tocou o sinal para en-cerramento da aula, dizendo que continuaria com a explicação na próxima aula. O PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a próxima aula.
17 a) Comentários
O PS perguntou aos PFs se conheciam alguma brincadeira com po-tencial pedagógico e comentou ter percebido que uma brincadeira que a turma gosta (Memospiel) não tem trazido bons resultados em termos de aprendizagem, servindo apenas, segundo o professor, como um momento de descontração. A partir desse relato do professor, seria interessante pes-quisar algumas brincadeiras para introduzir no repertório das aulas minis-tradas e sugerir também ao professor, como forma de diversificação me-todológica.
2.9 Terceiro ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019 A turma do 3º ano contava com 28 alunos e alunas e teve uma au-sência nesse dia. O PS entrou na sala, cumprimentou a turma e foi res-pondido com “Guten Morgen, querido Lehrer Gino!”, apresentou os PFs e prosseguiu para a chamada. Em seguida, o PS realizou a rotina introdu-tória e fez a contagem dos números cardinais até 50.
Conforme informou o PS, diferentemente dos 1º e 2º anos, o 3º ano já pode levar o caderno de alemão para casa. O professor explicou que o conteúdo do primeiro bimestre para o terceiro ano eram palavras de cum-primento e, até aquele momento, alunos e alunas já haviam sido solicita-dos a escrever no caderno: Hallo; Auf Wiedersehen; Tschüss. Nessa aula a palavra do dia foi “hier”. O PS fez um desenho no quadro para repre-sentar a palavra, o que gerou uma brincadeira na turma, pois, conforme o professor explicou, o desenho é sempre o de uma mão abanando.
Enquanto a turma desenhava e pintava, o professor realizava a ava-liação dos cadernos, solicitando que quem não tivesse todos os desenhos feitos, concluísse as tarefas.
a) Comentários
Há uma similaridade metodológica entre os três primeiros anos do EF: pelo que observamos, o ensino de alemão tem um caráter bastante lúdico, com canções e desenhos. Gostaríamos de saber se há outros ele-mentos que também são utilizados, como jogos. Caso não haja, a turma aceitaria a introdução desses elementos? Pois é grande e bastante ativa.
18 2.10 Segundo ano do ensino fundamental – 4 de abril de 2019
O 2º ano contava com 24 alunos e alunas, sem ausentes. O profes-sor cumprimentou a turma que respondeu com “Guten Morgen, Querido Lehrer Gino!”. Após a realização da rotina introdutória com os números cardinais de 0 a 10, o professor disse em voz alta as sentenças: “Alles klar? Wünderbar!”, as quais foram repetidas pela turma.
O professor realizou o “jogo da concentração”. Nesse jogo alunos e alunas devem bater palmas ao ouvirem o PS falar palavras em alemão, mas se baterem palmas quando o PS falar palavras em português, perdem. O jogo transcorreu por alguns minutos.
O professor explicou aos PFs que os alunos no 2º ano estavam re-visando as cores aprendidas no 1º ano. O PS entregou, então, os cadernos para que começassem a colorir as palavras do dia, Weiss e Bunt, e a fazer um desenho que representasse cada palavra. A atividade foi realizada em duplas.
Enquanto os alunos e as alunas faziam os desenhos, o PS avaliava seus cadernos individualmente até tocar o sinal para encerrar a aula. Como os alunos e alunas do 2º ano deixam o caderno na escola, o PS solicitou que os devolvessem, e guardou-os no armário da sala. O PS e os PFs se despediram da turma, encerrando o segundo dia de observações na escola.
a) Comentários
As aulas do 2º ano seguiram a mesma metodologia empregada nas do 1º. Como há mais recém-ingressos nos anos iniciais, a repetição das atividades como forma de revisão para alguns, e primeiro contato com o alemão para outros, é interessante. Uma das alunas interagiu com os PFs, pedindo para formar dupla com eles e, então, pediu para um deles dese-nhar uma flor na parte da folha referente à palavra Bunt, enquanto ela desenhava o PF.
19
3 AULAS TUTOREADAS
Após a observação das turmas do período matutino na escola, fo-ram escolhidas aquelas em que seriam realizadas as práticas docentes dos professores em formação (PFs). As turmas escolhidas para o estágio fo-ram as do quinto e do oitavo anos do EF.
Antes da prática, entretanto, foi realizado um momento de tutoria das aulas, nesse período o PS foi acompanhado pelos PFs nas aulas das duas turmas escolhidas, a fim de que estes percebessem as características de cada uma das turmas. Além disso, os PFs auxiliavam alunos e alunas tanto na realização de atividades (esclarecendo dúvidas), quanto acompa-nhando-os na realização de recuperações avaliativas, quando essas ocor-riam fora da sala de aula.
As tutorias das aulas começaram no dia 16 de abril e foram até o dia 10 de julho, totalizando 21 aulas tutoreadas no 5º ano e 22 no 8º ano. Dessas aulas, são relatados a seguir 13 encontros com o 5º ano e 14 com o 8º ano. Como se vê, esses relatos não correspondem ao total de aulas tutoreadas, pois foi preciso fazer um recorte dentro do semestre a fim de cumprir com outras demandas do período de estágio, quais sejam, produ-ção do relatório e dos planos de aula para o semestre seguinte.
Ao início do período letivo, o horário escolar disponibilizado es-tava configurado conforme segue:
Quadro 10 - Horários das aulas tutoreadas
Terça – 02/04 Quarta – 03/04 07h25-08h03 07h25-08h10 8º Ano 08h03-08h41 08h10-08h55 5º Ano 08h41-09h19 08h55-09h40 09h39-10h17 10h00-10h45 10h17-10h55 5º Ano 10h45-11h30 10h55-11h30 8º Ano
FONTE: Elaborados pelos autores
Mas após aproximadamente dois meses, devido ao afastamento de uma das professoras da escola, o horário matutino foi alterado conforme Quadro 11 abaixo:
Quadro 11 - Horários matutinos alterados
Terça Quarta
07h25-08h03 07h25-08h10
20 08h41-09h19 08h55-09h40 09h39-10h17 10h00-10h45 10h17-10h55 5º Ano 10h45-11h30 8º Ano 10h55-11h30 8º Ano 3.1 Quinto ano
A seguir, passa-se aos relatos das treze aulas tutoreadas entre os dias 16 de abril e 12 de junho. Nesse período, a aula de 24 de abril não foi acompanhada, pois a turma teve aula de informática naquele dia. A aula do dia 29 de abril foi cancelada em virtude do conselho de classe na escola. Os PFs não participaram da aula do dia 15 de maio devido às ma-nifestações em relação aos cortes de verbas da educação. Cumpre ressal-tar que na ressal-tarde do dia 14 a escola também decidiu apoiar as manifesta-ções, mas como não havia tempo hábil para avisar alunos e alunas, houve aula na manhã do dia 15. Os PFs também não foram à escola no dia 22 de maio, pois foi realizada a entrega dos boletins e a reunião de pais. 3.1.1 AULA DO DIA 16 DE ABRIL
O PS iniciou a aula com a rotina introdutória: a contagem dos nú-meros cardinais até cem e dos ordinais até 31. Durante a chamada, o PS solicitou que alunos e alunas respondessem utilizando o vocabulário ini-cial (Anexo 1). Dos 26 estudantes, apenas um estava ausente.
Após a introdução da aula, o PS entregou uma atividade de recu-peração que havia sido realizada na semana anterior.
Em seguida, o PS escreveu no quadro a data e os números de 41 a 59 (Quadro 12), solicitando que a turma os escrevesse por extenso. Quadro 12 - Números de 41 a 59
Heute ist der 16. April 41: 42: 43: 44: 45: 46: 47: 48: 49: 51: 52: 53: 54: 55: 56: 57: 58: 59:
Depois de alguns minutos, o professor solicitou que escrevessem no quadro as respostas, corrigindo-as com a turma quando necessário. A correção seguiu até tocar o sinal para o fim da aula.
21 a) Comentários
A turma se mostrou participativa ao realizar os exercícios no qua-dro e no auxílio aos colegas quando esses apresentaram dificuldades. Apesar de recitarem os números em voz alta em todas as aulas como parte da rotina introdutória, alunos e alunas pareciam apresentar dificuldades ao escrever os números, principalmente por conta de algumas mudanças fonéticas do alemão, como, por exemplo, o encontro vocálico –ei, que em alemão é expresso foneticamente como /ai/. Seria produtivo propor exer-cícios para apontar essas diferenças?
3.1.2 AULA DO DIA 17 DE ABRIL
A aula do dia 17 de abril iniciou-se com a rotina introdutória, com a contagem dos números até 100, os meses e dias da semana. A turma estava completa.
Em seguida, o PS deu continuidade à atividade de escrita dos nú-meros iniciada na aula do dia anterior. Já tinham terminado de escrever os numerais de 51 a 59 e continuaram com a escrita dos números de 61 a 69 no quadro (Quadro 13).
Quadro 13 - números de 51-69 Heute ist der 17. April
51: 52: 53: 54: 55: 56: 57: 58: 59: 61: 62: 63: 64: 65: 66: 67: 68: 69:
Após escreverem os números, o PS distribuiu um exercício para a turma (Anexo 1), que foi entregue ao final da aula. Os PFs auxiliaram alguns alunos e algumas alunas na resolução da atividade. Os alunos e alunas ficaram fazendo a atividade até tocar o sinal para encerramento da aula, o PS e os PFs recolheram as atividades e se despediram da turma.
a) Comentários
A turma já conhecia os meses e dias da semana em alemão dentro da rotina. O PS costumava escrever a data no quadro - no formato dia e
22 mês. Será que acrescentar o dia da semana poderia trazer esse conheci-mento que os alunos já têm para uma situação de uso autêntica?
3.1.3 AULA DO DIA 23 DE ABRIL
O PS iniciou a aula com a rotina introdutória e com os números até 100. Em seguida, entregou uma atividade realizada no dia 10 de abril. O PS informou a turma e os PFs de que a aula do dia 24 de abril (quarta-feira) seria transferida para quinta-feira (25 de abril) e marcou a recupe-ração da atividade para essa aula.
Após os avisos, o PS propôs um desafio aos alunos, escrevendo no quadro:
Quadro 14 - Desafio DESAFIO:
Quantas palavras diferentes usamos para falar os números de 1 a 99?
Algumas sugestões foram feitas oralmente e, após alguns minutos, o professor ofereceu a resposta ao desafio, escrevendo no quadro o nú-mero de palavras que os aprendizes precisam conhecer para formarem os números cardinais em alemão:
Quadro 15 - Resposta ao desafio 1-19: dezenove palavras 8 dezenas
1 palavra de ligação – und Somando 28 palavras
Após responder ao desafio a aula acabou, o PS e os PFs se despe-diram da turma e seguiram para a aula do oitavo ano.
a) Comentários
As aulas das terças-feiras têm 38 minutos e normalmente ocorre um pequeno atraso entre uma aula e outra, de modo que, em média, as aulas têm de fato 30 minutos. É preciso levar esse fator em consideração ao preparar as aulas.
23 3.1.4 AULA DO DIA 07 DE MAIO
Por conta de questões administrativas referentes ao conselho de classe da turma do quarto ano, o PS solicitou que os PFs conduzissem o início da aula. A fim de retomar a escrita dos números, o PS orientou os PFs a coordenarem um exercício de reescrita dos números cardinais de 0 a 100 no caderno de alemão.
O PF João orientou a turma conforme solicitado pelo PS. Em se-guida, os PFs circularam pela sala oferecendo auxílio a alunos e alunas com dificuldade, principalmente àqueles que não haviam estudado ale-mão anteriormente.
Após aproximadamente quarenta minutos de aula, o PS retornou, realizou a chamada, agradeceu aos PFs pelo auxílio e deu os encaminha-mentos finais da aula.
a) Comentários
Foi bastante relevante esse contato direto com a turma sem o pro-fessor. Foi possível observar algumas das dificuldades dos alunos e das alunas em relação aos números, principalmente no que se refere à escrita das dezenas em alemão (iniciando-se pela unidade e depois a dezena). Também foi perceptível a mudança de comportamento da turma quando o professor retornou à classe. Talvez pela novidade dos PFs conduzindo as atividades, a turma pareceu cooperar e realizar o que foi solicitado. 3.1.5 AULA DO DIA 08 DE MAIO
A aula do dia 08 de maio iniciou-se com a rotina introdutória e o PS solicitou que alunos e alunas respondessem à chamada com o vocabu-lário inicial (Anexo 1Anexo 1. Houve um estudante ausente.
O PS disse à turma que o objetivo daquela aula seria ensinar a construir as centenas em alemão e escreveu no quadro as centenas de 100 a 900, solicitando que todos copiassem:
Quadro 16 - Centenas Centenas em alemão: 100: (ein)hundert 200: zweihundert 300: dreihundert 400: vierhundert 600: sechshundert 700: siebenhundert 800: achthundert 900: neunhundert
24 500: fünfhundert
Após explicar a formação das centenas com a palavra hundert, apontou que o numeral 100 pode ser escrito com ou sem o ein, mas para evitar confusão, sugeriu que escrevessem sempre einhundert.
Depois da explicação, o PS apresentou algumas centenas, acres-centando unidades e dezenas:
Quadro 17 - Centenas com unidades e dezenas 101: einhunderteins
201: zweihunderteins 102: einhundertzwei 111: einhundertelf
Por fim solicitou, como exercício para casa, que escrevessem por extenso os seguintes números:
Quadro 18 - Exercício para casa sobre centenas 222 333 444 555 666 777 888 999
Após as instruções de tarefa de casa, o sinal tocou, encerrando a aula. O PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a aula do oitavo ano.
a) Comentários
Os PFs ofereceram auxílio aos alunos e às alunas com dificuldade nos numerais, principalmente àqueles que ingressaram neste ano na turma. Muito embora esses alunos já parecessem conseguir recitar os nú-meros na rotina inicial, ainda demonstravam dificuldades para escrevê-los. Seria possível propor uma metodologia diferenciada para quem tem maior dificuldade?
3.1.6 AULA DO DIA 14 DE MAIO
O PS iniciou a aula com a rotina introdutória, recitando as cente-nas. Houve duas ausências na aula.
25 Após o momento introdutório, o PS passou à correção do exercício de casa no quadro. Os alunos e as alunas iam ao quadro para resolver o exercício:
Quadro 19 - Exercício sobre centenas 222: zweihundertzweiundzwanzig 333: dreihundertdreiunddreißig 444: vierhundertvierundvierzig 555: fünfhundertfünfundfünfzig 666: sechshundertsechsundsechzig 777: siebenhundertsiebenundsiebzig 888: achthundertachtundachtzig 999: neunhundertneunundneunzig Depois da correção do exercício, o professor retomou a explicação da formação das centenas com a palavra hundert. Após alguns minutos de retomada da explicação, o sinal para fim da aula tocou, o PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a aula do oitavo ano.
a) Comentários
Pelo observado, alunos e alunas pareciam demonstrar dificuldade na mudança da modalidade oral para a escrita, também por conta da trans-parência entre o oral e escrito. Que tipo de ferramenta metodológica po-deria ser utilizada para auxiliar as crianças a perceberem as diferenças entre o dito e o escrito?
3.1.7 AULA DO DIA 21 DE MAIO
Na aula do dia 15, a turma realizou uma avaliação de escrita refe-rente ao tema centenas.
Enquanto o PS corrigia a avaliação com a turma, o PF Filipe acom-panhava um aluno que havia faltado à aula do dia 15 para que realizasse a atividade avaliativa fora da sala de aula.
O PS marcou uma recuperação dessa atividade para o dia 28 de maio. Ao tocar o sinal do fim da aula, o PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a aula do oitavo ano.
a) Comentários
Durante a correção das atividades o PS precisou retomar a expli-cação da formação dos números, mas a turma continuou demonstrando dificuldades, principalmente em relação à formação das dezenas. Se fosse utilizado um contexto real de uso para os números, como dizer a idade
26 (própria e de colegas ou familiares), alunos e alunas conseguiriam mobi-lizar esse conhecimento de forma mais proveitosa?
3.1.8 AULA DO DIA 28 DE MAIO
Na aula do dia 28 de maio foi realizada a recuperação da atividade do dia 15. A rotina introdutória foi apenas a chamada, havendo quatro faltantes.
O PS distribuiu uma folha pautada para aqueles que ficaram em recuperação e solicitou que escrevessem o cabeçalho e os números em alemão, conforme o quadro abaixo:
Quadro 20 - Recuperação sobre centenas EBM Dr. Adalberto T...
Name: Klasse: 51 Datum: 28.05
Escreva os números abaixo em alemão: 149 921 777 250 537 494 111 301
Onze alunos e alunas fizeram a recuperação, pois obtiveram nota inferior a sete (7,0) na avaliação do dia 15 de maio. O resto da turma ficou sem encaminhamentos. A atividade de recuperação durou a aula toda. Ao tocar o sinal do fim da aula, os alunos e alunas entregaram a atividade de recuperação, o PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a próxima aula.
a) Comentários
O exercício de recuperação durou a aula toda, contudo, nem todos os alunos e alunas precisaram fazer a atividade, apenas quem ficou com nota abaixo de sete (7,0). Enquanto aqueles que precisavam fazer a recu-peração realizavam o exercício, o restante da turma ficou sem nada para
27 fazer.
Como a grande maioria da turma, mesmo quem tirou nota superior a sete (7,0), demonstrou dificuldade em relação aos numerais, seria pos-sível solicitar que todos fizessem o exercício, como forma de revisão, e que apenas quem ficou em recuperação o entregasse resolvido?
3.1.9 AULA DO DIA 29 DE MAIO
A aula iniciou com a rotina introdutória e, como resposta à cha-mada, deviam responder com uma centena de 100 a 900. Houve um fal-tante. Em seguida, o PS solicitou que o PF João acompanhasse dois alu-nos para realizar a recuperação fora da sala de aula. Depois dessa intro-dução da aula, o PS deu início a um novo conteúdo, qual seja, os números ordinais.
O PS escreveu a data no quadro:
Quadro 21 - Data para explicação de números ordinais Heute ist der 29. Mai.
A partir da data, o PS perguntou à turma o que achavam que signi-ficava o ponto depois do número 29. Alunos e alunas não souberam res-ponder e, então, o professor explicou que o ponto teria a mesma função do símbolo (º) após um número em português, ou seja, para indicar um número ordinal. Em seguida, ele escreveu no quadro o novo conteúdo (Ordnungszahlen), os dezenove primeiros números ordinais e a regra para formação dos números ordinais (Quadro 22).
Quadro 22 - Ordnungszahlen Ordnungszahlen 1. erste 2. zweite 3. dritte 4. vierte 5. fünfte 6. sechste 7.siebte 8. achte 9. neunte 10.zehnte 11. elfte 12.zwölfte 13. dreizehnte 14. vierzehnte 15. fünfzehnte 16. sechzehnte 17. siebzehnte 18. achtzehnte 19. neunzehnte
OBS.: A regra para os números ordinais até o 19. é a seguinte: acrescentar “te” ao número. Menos o 1º, 3º e 7º.
Após a leitura dos números com a turma e da explicação da regra, chamando a atenção para as exceções, o sinal para encerramento da aula tocou. O PS e os PFs se despediram da turma, o PS seguiu para a próxima
28 aula e os PFs aguardaram na sala dos professores até o horário da aula com o oitavo ano.
a) Comentários
O PS informou a regra imediatamente após escrever os números ordinais, ou seja, preferiu utilizar um método dedutivo. Seria possível criar uma situação para que as próprias crianças chegassem à regra sozi-nhas?
3.1.10 AULA DO DIA 04 DE JUNHO
A aula iniciou com a rotina introdutória e o professor solicitou que alunos e alunas respondessem a chamada com uma centena de 100 a 900. Em seguida, recitaram os números cardinais até 100, as centenas até 900, os milhares até 9000, os ordinais até 31°, os meses e, por fim, os dias da semana.
Após o momento introdutório, o PS escreveu a data no quadro e, logo após, o conteúdo (Ordnungszahlen). O PS então introduziu a aula com a regra para a formação de números ordinais a partir do vigésimo (Quadro 23).
Quadro 23 - Regra de formação dos ordinais Heute ist der 4. Juni
Die Ordnungszahlen:
A partir do vigésimo, a regra para os números ordinais em alemão é acrescen-tar “ste” no final.
O PS deu alguns minutos para a turma copiar a regra e, logo após, deu uma explicação sobre ela usando exemplos como referência (Quadro 24).
Quadro 24 - Exemplos de aplicação da regra Exemplo:
Zwanzig=20 Zwanzigste=20° Einundzwanzig=21 Einundzwanzigste=21°
29 um exercício, no qual deviam escrever os números ordinais até o 50° no caderno. Enquanto a turma fazia o exercício, o PS entregou as recupera-ções realizadas nos dias 28 e 29 de maio. Os alunos e alunas realizaram o exercício até tocar o sinal para encerramento da aula. O PS e os PFs se despediram da turma e seguiram para a próxima aula.
a) Comentários
Durante a aula, foi possível perceber alguns momentos de disper-são, pois na turma existe a rotina diária do ajudante da Professora de sala: anotar o nome de quem estaria atrapalhando a aula. Porém, algo que de-veria ser uma estratégia para ajudar a turma, estava sendo o motivo de falta de concentração de alunas e alunos na explicação.
3.1.11 AULA DO DIA 05 DE JUNHO
Aula iniciou com a rotina introdutória e o professor solicitou que alunos e alunas respondessem a chamada com palavras do vocabulário inicial. Em seguida, recitaram os números cardinais até 100, as centenas até 900 e os ordinais até 31º.
Após o momento introdutório, o PS perguntou quem ainda tinha dificuldade em relação à escrita dos números. Para quem levantou a mão, o PS informou que traria na aula seguinte material complementar para auxiliar com as dificuldades.
Em seguida, o PS passou no quadro um exercício para retomar o vocabulário referente aos números ordinais (Quadro 25).
Quadro 25 - Exercício sobre os números ordinais Heute ist der 5. Juni
Escreva os números ordinais: 23.= 28.= 30.= 31.= 33.= 40.= 49.= 55.= 99.= 100.=
O PS chamou um aluno para escrever o primeiro número no quadro. Ao concluir, o PS verificou se estava correto e relembrou a regra de formação de ordinais a partir do vigésimo (com o acréscimo do sufixo -ste). Alunos e alunas se revezavam para ir ao quadro resolver o exercício,
30 enquanto o PS atendia os alunos e alunas com dificuldade na mesa do professor. O PS corrigiu, após alguns minutos, as respostas dos alunos no quadro. Depois da correção, o sinal tocou e a aula foi encerrada. O PS e os PFs se despediram da turma e saíram da sala.
a) Comentários
O PS pediu que a turma realizasse o exercício no quadro e após alguns minutos precisou dar atendimento à parte da turma em sua mesa. Como foi um exercício curto, muitos terminaram rapidamente e ficaram parte da aula sem ter o que fazer. Como a turma é numerosa, ao longo do estágio seria prudente pensar em materiais extras para quem realiza as atividades mais rapidamente, para não causarem distrações ao restante da turma. Também foi possível verificar que dois alunos têm muita dificul-dade em relação ao tema da aula, seria possível pensar em metodologias específicas para esses alunos?
3.1.12 AULA DO DIA 11 DE JUNHO
A aula iniciou com a rotina introdutória e, durante a chamada, alu-nos e alunas deviam responder utilizando uma centena a sua escolha. Em seguida, recitaram os números cardinais até 100, as centenas até 900 e os ordinais até o 31º.
Em seguida, o PS solicitou que todos guardassem os cadernos, pois realizaria um teste surpresa sobre os ordinais. O PF João distribuiu folhas pautadas, enquanto o PS dava as orientações e escrevia no quadro o que a turma devia fazer:
Name: Klasse: 51 Aufgabe
Escreva em alemão os números ordinais abaixo: 10º= 20º= 30.= 3º= 13º= 47º= 7º= 12º= 1º= 99º=
O PS circulava pela sala enquanto alunos e alunas realizavam o teste e, a fim de auxiliá-los, perguntou como era a regra para formação
31 dos números ordinais, ao que a turma respondeu corretamente. O PS ainda relembrou oralmente as exceções à regra. Após alguns minutos, o PS pe-diu que largassem os lápis e solicitou que todos contassem oralmente os números ordinais do 1º ao 30º. Depois, disse que podiam continuar o teste. À medida em que terminavam o exercício, os alunos e alunas entregavam suas folhas. Ao tocar o sinal para encerrar a aula, o PS e os PFs recolhe-ram o teste de quem ainda não havia entregado, em seguida se despedirecolhe-ram da turma e se encaminharam para a sala do oitavo ano.
a) Comentários
Mesmo com o auxílio do PS durante o teste surpresa, foi possível perceber que muitos alunos e alunas não conseguiram associar o que foi dito oralmente com o que deviam escrever. Talvez a repetição mecânica dos números, sem uma ancoragem em uma situação de uso concreta, di-ficulte essa associação. Se partissem de um contexto real de uso dos nú-meros ordinais, como dizer o dia do aniversário, essa relação entre fala e escrita seria mais bem estabelecida?
3.1.13 AULA DO DIA 12 DE JUNHO
Na aula do dia 12 de junho, o PS pediu que a professora de sala permanecesse ali para que ele se dirigisse à turma para comentar a avali-ação do dia anterior, pois o resultado tinha sido negativo. A professora de sala e o PS apontaram que a turma era dispersa e que havia problemas em relação a comportamento e comprometimento e que por esses motivos as notas tinham sido baixas.
Após a fala inicial, o PS realizou a rotina introdutória, com conta-gem dos números até 900 e números ordinais até 100. Em seguida iniciou conteúdo novo, a saber, os meses do ano, e explicou que esse conteúdo já tinha sido visto no quarto ano, sendo uma revisão para quem sempre es-tudou na escola. Depois, o professor escreveu no quadro os nomes dos meses em alemão (Quadro 26).
32 Quadro 26 - Os meses
Heute ist der 12. Juni
Die Monate Januar Februar März April Mai Juni Juli August September Oktober November Dezember Enquanto alunos e as alunas copiavam do quadro, o PS distribuía o exercício de reforço a quem necessitasse. Na folha, deviam escrever os números de zero a cem por extenso (cardinais e ordinais).
Após entregar as folhas, o PS leu os nomes dos meses com a turma até Oktober, então explicou a origem da Oktoberfest de Blumenau, rela-tando uma história pessoal sobre as enchentes que ocorreram naquela ci-dade nos anos 1980 e que foram um dos motivos da criação do festival. Em seguida, terminou de ler os nomes dos meses e o sinal para o fim da aula tocou. O PS e os PFs se despediram da turma.
a) Comentários
A rotina parece funcionar, entre outras coisas, como forma de in-centivo a falar em alemão e repetir os números parece auxiliar na memo-rização de sua forma oral; mas foi possível observar que, mesmo na rotina introdutória, nem todos falam os números. Seria possível fazer com que todos contassem individualmente os números, dentro dessa mesma ro-tina?
Esta foi a última aula de tutoria do quinto ano relatada, após o re-cesso escolar. Em seguida, são apresentados os relatos das aulas tutorea-das no oitavo ano.
3.2 Oitavo ano
A seguir, passa-se aos relatos das treze aulas tutoreadas entre os dias 16 de abril e 12 de junho. A aula do dia 29 de abril foi cancelada em virtude do conselho de classe na escola. Os PFs não participaram da aula do dia 15 de maio devido às manifestações em relação aos cortes de ver-bas da educação. Pelos mesmos motivos apontados à página 20, o oitavo ano não teve aula nos dias 14 e 15 de maio e os PFs também não foram à escola no dia 22 de maio.