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(1)

Natureza da Informação

Baseado no Material do Prof. David Correa Martins Jr

Bit, sistemas numéricos, conversões,

aritmética Booleana, álgebra Booleana

(2)

• Processo que tem origens desde as

pinturas rupestres, da narrativa oral,

passando pela evolução da escrita...

...

do teatro e da dança,

da tipografia... que

continua a se

transformar com os

computadores!

Pernambuco

(3)

• Exemplo: Som

Universo de Representação Universo de Implementação 8 7 9 9 8 7 9 6 7 8 9 8

8

7

9

9

8

7

9

6

7

8

9

8

By M. Gattass Ondas mecânicas Sinais ou funções “analógicas” Sinais ou funções “discretas” Conjunto de dígitos Universo Físico Universo Matemático

(4)

• Vamos nos ater à

representação da informação

nos computadores

• O

computador

armazena

e

movimenta

as

informações.

• Reconhece

dois estados físicos

distintos, produzidos

pela eletricidade, pela polaridade magnética ou pela luz

refletida etc.

• Só consegue processar duas informações: a

presença

ou

ausência

de energia.

(5)

Tipo de grandeza:

• Dispositivos analógicos

– São caracterizados por lidarem com

grandezas contínuas;

– As variáveis do problema são

representadas por valores que são

quantidades físicas contínuas;

– Exemplos:

• Termômetro: A dilatação de mercúrio é análoga à mudança de temperatura

• Velocímetro de ponteiro • Balança de molas

• Tensões num circuito

(6)

Tipo de grandeza:

• Dispositivos eletrônicos digitais

– Trabalham com níveis discretos

de sinais elétricos

– Representam dados por meio de

um símbolo facilmente

identificado (dígito binário).

• Os computadores digitais são o

foco desta aula.

(7)

Tipos de grandezas representadas

• Analógica contínua: análoga ao processo físico.

• Digital discreta: representada sequência de

quantidades discretas, p. ex., números inteiros‏.

Exemplos:

• Eletrônica analógica –

TV convencional, microfone, rádio (modelos antigos)...

• Eletrônica digital –

TV digital, mp3 player, câmera digital, celular...

(8)

Como os computadores modernos representam as

informações?

(9)

• Computador Digital

– Normalmente, a informação a ser processada é de

forma numérica ou texto

codificada internamente

através de um código numérico

– Representado por 2 valores:

• 1

(Verdadeiro), habitualmente associado a

HIGH

• 0

(Falso), habitualmente associado a

LOW

– Cada dígito (0 ou 1) designa-se por bit de “Binary

digIT

(10)

• Um bit pode representar apenas 2 símbolos (0 e 1);

• Necessidade - representar eletricamente

todos os

símbolos utilizados na linguagem humana

. Daí, seriam

necessários mais de 100 diferentes valores de tensão (ou

de corrente).

• Unidade maior (bloco de bits) - precisa ter bits

suficientes para representar todos os símbolos que

possam ser usados:

– dígitos numéricos,

– letras maiúsculas e minúsculas do alfabeto, – sinais de pontuação,

– símbolos matemáticos e assim por diante.

(11)

118

Total

24

Caracteres de controle

32

Sinais de pontuação e outros símbolos

10

Algarismos

26

Caracteres alfabéticos minúsculos

26

Caracteres alfabéticos maiúsculos

Necessidade:

(12)

Capacidade de representação:

1024 10 512 9 256 8 128 7 64 6 32 5 16 4 8 3 4 2 Símbolos Bits

BITS

Com um bloco de N dígitos binários podemos representar 2 elevado a N coisas diferentes

(13)

• BYTE (BInary TErm)‏

– Grupo ordenado de 8 bits, para efeito de

manipulação interna mais eficiente;

– Tratado de forma individual, como unidade de

armazenamento;

– Unidade de memória usada para representar um

caractere.

O termo byte foi criado por Werner Buchholz em 1956 durante o

desenho do computador IBM Stretch. Inicialmente era um grupo de 6

bits, mas logo se transformou em um de 8 bits. A palavra é uma

mutação de bite, para não se confundir com bit.

(14)

• Todos os caracteres são codificados e decodificados

pelos computadores através dos bytes, permitindo a

comunicação entre o usuário e a máquina

• Os sistemas mais importantes desenvolvidos para

representar caracteres com números binários (bits):

– EBCDIC (Extended Binary Coded Decimal Interchange Code) – Código Ampliado de Caracteres Decimais Codificados em Binário para o Intercâmbio de Dados;

– ASCII (American Standard Code for Information Interchange) – Código Padrão Americano para o Intercâmbio de Informações;

– UNICODE (Unicódigo).

(15)

• EBCDIC

– Código de 8 bits (256 símbolos);

– Usado em mainframe IBM e em sistemas de médio porte. • ASCII

– Padrão definido pela American National Standards Institute. – Código de 8 bits;

– No PC existe o ASCII Estendido (utiliza códigos superiores a 128 para símbolos gráficos, e línguas diferentes do inglês).

• UNICODE

– Novo padrão para representação de dados, oferece 2 bytes para a representação de símbolos (mais de 65.000 símbolos).

– http://www.unicode.org

1 byte = 8 bits = 1 caractere (letra, número ou símbolo)‏

(16)

Partes do conjunto de caracteres ASCII

DEL 0111 1111 ESC 0001 1011 = 0011 1101 < 0011 1100 b 0110 0010 a 0110 0001 B 0100 0010 A 0100 0001 Caractere Binário

(17)
(18)

Armazenamento de informações nos computadores:

Bit - 2 estados (0 e 1): unidade de informação correspondente a

um dígito binário

240=1.099.511.627.776 1.024 GB TB Terabyte 230=1.073.741.824 1.024 MB GB Gigabyte 220=1.048.576 1.024 KB MB Megabyte 210=1.024 1.024 bytes KB Quilobyte (ou Kilobyte)‏ 8 bits B Byte

A INFORMAÇÃO E SUA REPRESENTAÇÃO

Tal como existem unidades para medir pesos (miligrama, grama, kilograma,...) e distâncias (milímetro, centímetro, decímetro, metro, ...), também existem unidades para medir informação (bit, byte,

(19)

• Prefixos para unidades numéricas: Kilo, Mega e Giga

possuem duas interpretações:

• Armazenamento de dados: quantidade de dados na memória do computador ou em um arquivo é medido em bytes.

• Expresso com potência de 2

• Exemplo: kilobyte (1kB) = 1.024 bytes

.

• Transmissão de dados: definidos pelo sistema internacional (SI) de unidades.

• Expresso com potência de 10

• Exemplo: kilobit por segundos (1kbps) = 1000bps

.

Indicações numéricas:

(20)

Sistema de Numeração

• Conjunto de símbolos utilizados para representação de

quantidades

• Cada sistema de numeração é apenas um método

diferente de representar quantidades

• As quantidades em si não mudam, mudam apenas os

símbolos usados para representá-las.

• A quantidade de algarismos disponíveis em um dado

sistema de numeração é chamada de

base

• Representação numérica mais empregada:

notação

posicional

(21)

Notação Posicional

• Valor atribuído a um símbolo dependente da posição

em que ele se encontra no conjunto de símbolos que

representa uma quantidade;

• O valor total do número é a soma dos valores

relativos de cada algarismo.

Sistema de numeração

decimal

735

573

(22)

Notação Não Posicional

• Valor atribuído a um símbolo é inalterável, independente

da posição em que se encontre no conjunto de símbolos

que representam uma quantidade.

Sistema de Numeração

Romano

XXI

XIX

(23)

• Sistema de numeração – código

• Operação básica – contagem

• Grupo com um determinado número de objetos – base

(raiz)‏

• Sistemas de numeração básicos:

– Decimal

– Binário

– Hexadecimal

– Octal

(24)

O sistema de numeração que nós usamos é o

decimal

Chama-se decimal (base 10) porque utiliza 10 símbolos:

 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9

 Com estes 10 símbolos somos capazes de construir números

tais como 747

 O número 747 tem uma sequência de 3 símbolos (ou algarismos), dois dos quais repetidos (dois setes)

 No entanto, o primeiro 7 tem um valor diferente do segundo 7

 O primeiro vale 700 (7 centenas) mas o segundo já só vale 7 (7 unidades)

 747 = 700 + 40 + 7 = 7*102 + 4*101 + 7*100

 Resumindo, os algarismos têm um valor diferente consoante a sua posição

 No sistema decimal, o peso dos algarismos são potências de 10

(25)

Exemplos de Sistemas de Numeração

0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,A,B,C,D,E,F

16

Hexadecimal

0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,A,B

12

Duodecimal

0,1,2,3,4,5,6,7,8,9

10

Decimal

0,1,2,3,4,5,6,7

8

Octal

0,1,2

3

Ternário

0,1

2

Binário

Algarismos

Base

Sistema

Como os números representados em base 2 são muito extensos e, portanto, de difícil manipulação visual, costuma-se representar

externamente os valores binários em outras bases de valor mais elevado (octal ou hexadecimal). Isso permite maior compactação de algarismos e melhor visualização dos valores.

(26)
(27)

Conversões

• Para se passar para a base 2 qualquer número da

base 10, basta dividir o número na base 10 por 2 e

seus quocientes sucessivamente até dar quociente

0

• Os restos (na ordem inversa de obtenção) formam

a representação do número na base 2

(28)

• Exemplo:

• 57 na base 10 escrito na base 2 fica:

– 57 ÷ 2 = 28 e resto 1

– 28 ÷ 2 = 14 e resto 0

– 14 ÷ 2 = 7 e resto 0

– 7 ÷ 2 = 3 e resto 1

– 3 ÷ 2 = 1 e resto 1

– 1 ÷ 2 = 0 e resto 1

• Portanto (57)

10

= (111001)

2

Conversões

(29)

• Para se obter um número na base 10 a partir de

um número na base 2, basta multiplicar o dígito

na seqüência do número pela potência de 2

elevado a ordem do dígito, e somar todas as

parcelas

• Exemplo:

( 1 1 1 0 0 1 )

2

=

( 1 . 2

5

+ 1 . 2

4

+ 1 . 2

3

+ 0 . 2

2

+ 0 . 2

1

+ 1 . 2

0

)

10

=

(57)

10

Conversões

(30)

• Para se passar da base 10 para a base 16,

segue-se o mesmo raciocínio aplicado a base

binária

• Exemplo:

– 297 ÷ 16 = 18 e resto 9

– 18 ÷ 16 = 1 e resto 2

– 1 ÷ 16 = 0 e resto 1

• Portanto, (297)

10

= (129)

16

Conversões

(31)

• Exemplo:

– 333 ÷ 16 = 20 e resto 13

– 20 ÷ 16 = 1 e resto 4

– 1 ÷ 16 = 0 e resto 1

• Portanto, (333)

10

= (14D)

16

• Recuperando os números da base 16 na base

10, temos:

– (129)

16

= (1 . 16

2

+ 2 . 16

1

+ 9 . 16

0

)

10

= (297)

10

– (14D)

16

= (1 . 16

2

+ 4 . 16

1

+ 13 . 16

0

)

10

= (333)

10

Conversões

(32)

Conversões

Conversão de números em uma base b

qualquer para a base 10

N

b

= a

n

.b

n

+ .... + a

2

.b

2

+ a

1

.b

1

+ a

0

.b

0

+ a

-1

.b

-1

+ a

-2

.b

-2

(33)

Conversões

Conversão de números da base 10 para uma base b

qualquer

Parte Inteira: número decimal será dividido sucessivas vezes

pela base; o resto de cada divisão ocupará sucessivamente as posições de ordem 0, 1, 2 e assim por diante até que o resto da última divisão (que resulta em quociente zero) ocupe a posição de mais alta ordem

(34)

Conversões

Conversão de números da base 10 para uma base b

qualquer

Parte Fracionária: se o número for fracionário, a conversão se

fará em duas etapas distintas: primeiro a parte inteira e depois a parte fracionária.

 O algoritmo para a parte fracionária consiste de uma série de

multiplicações sucessivas do número fracionário a ser convertido pela base; a parte inteira do resultado da primeira multiplicação será o valor da primeira casa fracionária e a parte fracionária será de novo multiplicada pela base; e assim por diante, até o resultado dar zero ou até encontrarmos o número de casas decimais desejado.

(35)

Conversões

Conversão de números da base 10 para uma base b

qualquer

15,6510 = 1111,101002 (com 5 dígitos)

(36)

Conversões

Para converter números de uma base b para

uma outra base b' qualquer, o processo

prático utilizado é converter da base b dada

para a base 10 e depois da base 10 para a

base b' pedida

(37)

Bits e informação

Informação

é medida em

bits

Como tamanho em metros e tempo em segundos

Atenção

: saber quantidade de informação ≠ saber

a informação (o que significa ou implica)

Outras escalas:

Sistemas físicos: Joules por Kelvin

(38)

Quantificando informação

Supor situação com várias saídas possíveis

Ex.: jogar uma moeda

2 saídas possíveis: cara ou coroa

Ex.: selecionar uma carta de um baralho

52 possibilidades

Quão compactamente Alice pode contar a Bob a saída de alguma dessas situações?

(39)

Quantificando informação

Jogando uma moeda

Meios para Alice comunicar a Bob o resultado:

Todos devem transmitir a mesma quantidade de

informação, para falar cara ou coroa (ou 0 ou 1)

(40)

Quantificando informação

Jogando duas moedas

Para falar uma das quatro possibilidades:

Falar 0 ou 1 duas vezes (2 bits)

Experimento com oito possibilidades

Pode ser transmitido com 3 bits

2

n

possibilidades: n bits

Quantidade de informação = log2n

(41)

Transmitindo informação

• Transmissão de informação requer duas fases:

1. Fase setup:

• Alice e Bob concordam sobre o que vão comunicar

• E o que cada sequência de bits significa

– Código

» Ex.: transmitir naipe de uma carta de um baralho

00 Copas 01 Ouros 10 Espada 11 Paus

(42)

Transmitindo informação

2. Fase de comunicação:

• Envio das sequências de 0 e 1

(43)

Transmitindo informação

Após Bob saber que uma carta é retirada, ele

se encontra incerto sobre o naipe

Incerteza

(ou falta de informação) também pode

ser expressa em bits

Escutando o resultado, incerteza é reduzida

Pela informação recebida

Incerteza de Bob aumenta na fase de setup e é diminuída durante a fase de comunicação

(44)

Resumindo

Informação pode ser apreendida por

observação, experimento ou medida

Informação é subjetiva

Dependente do observador

(45)

Resumindo

Informação pode ser perdida

Por perda dos dados

Por perda do código

Forma física de informação está localizada

no tempo e espaço

Informação pode ser enviada de um local para

outro

Informação pode ser armazenada e recuperada

(46)

O bit matemático

Informação pode ser comunicada por

sequências de valores 0 e 1

Abstração permite ignorar detalhes de sistemas

de processamento e transmissão específicos

Bits são simples e matemática para

manipulá-los não é difícil

Álgebra Booleana

(47)

Benefícios da codificação binária

• Favorece a transmissão e armazenagem da informação

em forma de níveis de tensão.

• Existem códigos corretores de erro que evitam perdas

da informação. Exemplo: código de controle dos cartões

VISA.

• Facilidade de conversão analógico-digital (AD) e

digital-analógica (DA).

• A codificação binária permite implementar facilmente as

operações aritméticas e as operações lógicas

(48)

Digitalização de Imagens por mapeamento em bits (bitmap)

PIXEL: um elemento de imagem

Scanners: dpi: dots per inch

(pixels por unidade de comprimento)

Câmeras digitais: Mega pixels

(quantidade total de pixels na imagem)

Impressoras: dpi

(49)

Arquivos de imagem tipo .bmp (bitmap): sem compressão - resolução: número de pixels por unidade de espaço ou área

- padrões de telas: 800 x 600; 1280 x 1024

- Primeiro número é a quantidade de colunas (largura) de pixels e o segundo é número de linhas (altura) de pixels

- codificação de cores, para cada pixel: um bit (imagem preto e branco) um byte (256 tons de cinza)

dois bytes (65 mil cores, selecionados de uma paleta de cores) três bytes (um byte para cada cor), 16,7 milhões de cores

Compressão de dados de imagem: padrões JPEG, GIF, TIF, MPEG

(50)

O bit físico

Para ser armazenada ou transportada,

informação deve ter forma física

Dispositivo deve ter dois estados distintos

Interpretados como 0 ou 1

Bit é armazenado colocando o dispositivo em um

dos estados

Quando informação do bit é necessária, estado do

dispositivo é medido

(51)

O bit clássico

Memória semicondutora

Armazena um bit usando a presença ou ausência

de cargas (elétrons)

Como muitos elétrons estão envolvidos, medidas

neles não são restritas a “sim”/“não”:

 Variam de maneira contínua

 Tensão em elemento lógico semicondutor pode estar em qualquer valor entre 0V e 5V

Deve ser interpretada para permitir uma margem de erro  Entre 0V e 1V: representa 0

 Entre 4V e 5V: representa 1  Outras: não interpretadas

(52)

Alguns comandos de programação estão estreitamente

relacionados com um sistema de álgebra, chamado

álgebra de Boole, desenvolvido por George Boole

 Neste tipo de álgebra podemos operar sobre proposições que

podem ser verdadeiras ou falsas, resultando em um resultado que também é verdadeiro ou falso

 Em 1930, Turing mostrou que 3 funções lógicas (AND, OR e NOT)

são suficientes para representar estas proposições lógicas

 Uma das principais vantagens deste tipo de álgebra é que ela

pode ser implementada eficientemente através de componentes eletrônicos

(53)

Álgebra

Álgebra

é o ramo que estuda as generalizações dos

conceitos e operações de aritmética

Aritmética é o ramo que lida com números e com as

operações possíveis entre eles

Lida com:

Variáveis que possuem certos valores possíveis

Funções que, recebendo uma ou mais variáveis, devolvem

um resultado

 Que novamente possui certos valores possíveis

(54)

Álgebra Booleana

• Funções de uma variável:

– Identidade (IDENTITY): retorna o argumento

– Negação (NOT): inverso, complemento

– Zero (ZERO): retorna 0, independente do argumento

– Um (ONE): retorna 1, independente do argumento

x f(x)

Argumento IDENTITY NOT ZERO ONE

0 0 1 0 1

1 1 0 0 1

Mais simples que álgebra de inteiros ou reais, que possui muito mais funções de uma variável

(55)

Operação NOT

 A operação NOT (cujo operador pode ser uma barra horizontal

sobre o símbolo da variável) é aplicável a uma única variável

 Ela é expressa por:

 NOT A =

 A operação NOT inverte o valor da variável

 Ela resulta “Verdadeiro” se a variável assume o valor “Falso” e resulta

“Falso” se a variável assume o valor “Verdadeiro”

A

A NOT A

1 0

0 1

Representação de circuito lógico

(56)

Álgebra Booleana

• Funções de duas variáveis A e B:

– 4 entradas possíveis

– 16 maneiras de atribuir valores 0 ou 1 para elas

• 2 ignoram as entradas (funções de 0 variável)

• 4 atribuem o resultado a A ou B ou seus complementos

(funções de 1 variável)

• 10 dependem dos dois argumentos (funções de 2 variáveis)

– Principais: » E (AND) » OU (OR) x f(x) Argumento AND OR 00 0 0 01 0 1 10 0 1 11 1 1

(57)

Operação AND

 Operação AND, cujo operador é representado por “ · ”, pode ser

aplicada a duas ou mais variáveis (que podem assumir apenas os valores “Verdadeiro” ou “Falso”, “1” ou “0” ).

 A operação AND aplicada às variáveis A e B é expressa por:

A AND B = A · B

 A operação AND resulta “Verdadeiro” se e apenas se os valores

de ambas as variáveis A e B assumirem o valor “Verdadeiro”

A B A AND B

0 0 0

0 1 0

1 0 0

1 1 1

Representação de circuito lógico

(58)

Operação OR

 Operação OR, cujo operador é “+” (sinal gráfico da adição),

também pode ser aplicada a duas ou mais variáveis (que podem assumir apenas os valores “Verdadeiro” ou “Falso”)

 A operação OR aplicada às variáveis A e B é expressa por:

A OR B = A + B

 A operação OR resulta “Verdadeiro” se o valor de qualquer uma

das variáveis A ou B assumir o valor “Verdadeiro”

A B A OR B

0 0 0

0 1 1

1 0 1

1 1 1

Representação de circuito lógico

(59)

De três operações fundamentais (AND, OR e NOT) podem ser

derivadas mais três operações adicionais, as operações

NAND

,

NOR

e

XOR

(ou OR exclusivo)

 A operação NAND é obtida a partir da combinação das operações

NOT e AND, negando resultados do AND

 A operação NAND resulta “Falso” se e apenas se os valores de ambas

as variáveis A e B assumirem o valor “Verdadeiro”

 A operação NOR é obtida a partir da combinação das operações

NOT e OR, negando resultados do OR

 A operação NOR resulta “Verdadeiro” se e apenas se os valores de

ambas as variáveis A e B assumirem o valor “Falso”

(60)

 A operação, XOR ou "Ou exclusivo" é um caso particular da função

OR. Ela é expressa por:

A XOR B

 A operação XOR resulta “Verdadeiro” se e apenas se exclusivamente

uma das variáveis A ou B assumir o valor “Verdadeiro”

 Uma outra forma, talvez mais simples, de exprimir a mesma idéia é: a operação XOR resulta “Verdadeiro” quando os valores da variáveis A e B forem diferentes entre si e resulta “Falso” quando forem iguais

Álgebra Booleana

(61)

Resumo das tabelas-verdade

A B NOT A A NAND B A NOR B A AND B A OR B A XOR B

0 0 1 1 1 0 0 0

0 1 1 1 0 0 1 1

1 0 0 1 0 0 1 1

1 1 0 0 0 1 1 0

(62)

Propriedades de funções:

Reversibilidade: sabendo saída, pode encontrar entrada

 NOT, IDENTITY

 Nenhuma das duas variáveis

Para duas variáveis:

Idempotência Absorção Complementariedade Associativa Mínimo/Máximo Comutativa De Morgan Distributiva

Álgebra Booleana

(63)

Idempotência A

A = A A + A = A Absorção A

(A + B) = A A + (A

B) = A Complementariedad e A

A = 0 A + A = 1 A  A = 0 A  A = 1 Associativa A

(B

C) = (A

B)

C A + (B + C) = (A + B) + C A(BC) = (AB)C Mínimo A

1 = A A

0 = 0 Máximo A + 0 = A A + 1 = 1 De Morgan A

B = A + B A + B = A

B Comutativa A

B = B

A A + B = B + A A  B = B  A A

B = B

A A + B = B + A Distributiva A  (B + C) = (A  B) + (A  C) A + (BC) = (A + B)  (A + C)

(64)

PROVANDO AS EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS

Lei da Absorção

A + (A

B) = A

A

B A

B

A + (A

B)

0

0

0

0

0

1

0

0

1

0

0

1

1

1

1

1

A expressão

A + (A

B)

é verdadeira

quando A é

verdadeira.

Portanto,

equivale a A

(65)

Outras notações:

AND:

A

B

AND(A,B)

A

B

OR:

A + B

OR(A,B)

A

B

Álgebra Booleana

NOT:

A

NOT(A)

~A

A

(66)

Operação de Adição

0 + 0 =

0

0 + 1 =

1

1 + 0 =

1

1 + 1 = 1

0

Aritmética Binária

0 com transporte de 1 para a posição imediatamente seguinte (à esquerda)

(67)

Operação de Adição

(68)

Aritmética Binária - adição

Ex.: soma 1011 + 0011

1 1

1 0 1 1 +

0 0 1 1

1 1 1 0

1 + 1 = 0 e vai 1 1 + 1 + 1 = 1 e vai 1 1 + 0 + 0 = 1 1 + 0 = 1

(69)

Operação de Subtração

0 – 0 =

0

0 – 1 = 1

1

1 – 0 =

1

1 – 1 =

0

Aritmética Binária

1 com transporte de 1 para a posição imediatamente seguinte (à esquerda)

(70)

Operação de Subtração

(71)

Aritmética Binária - subtração

Como na subtração decimal, quando o número que está

sendo subtraído for menor do que o que subtrai,

teremos que fazer o empréstimo do dígito seguinte

Ex. subtração decimal:

Como 5 é menor do que 9, ele precisa emprestar 1 do seguinte. Como o seguinte é 0, o processo de emprestar 1 do seguinte

continua até atingir um número diferente de 0

Quando um número diferente de 0 for atingido, este número é diminuído em uma unidade e o número que está recebendo este empréstimo é somado o valor da base (10)

O processo continua até atingir o primeiro número que pediu o empréstimo

Receberam a base (10), mas emprestaram 1, por isso ficou 9

(72)

Aritmética Binária - subtração

O caso Booleano é idêntico ao decimal, mas a base é 2

 Ex.: subtrair 11102 de 100012

Receberam a base (2), mas emprestaram 1, por isso ficou 1

(73)

Aritmética Binária - subtração

Outras formas de fazer a subtração:

 Usando COMPLEMENTO DE 2 e soma  Usando COMPLEMENTO DE 1 e soma

Complemento de 1

: simplesmente inverte os bits

 Ex.: complemento de 1 de 11010 é 00101

Complemento de 2

: soma 1 ao complemento de 1

(74)

Procedimento da soma de um número A ao

complemento de 2

do outro B

 some o primeiro número ao complemento de 2 do segundo  Dois casos:

 A > B

 Se a soma em complemento acarretar "vai-um" ao resultado, ignore o transporte final

A < B

 Deve obter o complemento de 2 do resultado da soma em complemento

(75)

Aritmética Binária - subtração

Usando o

complemento de 2

na subtração de dois

números A e B:

Caso 1: A > B

(76)

Aritmética Binária - subtração

Usando o

complemento de 2

na subtração de dois

números A e B:

Caso 2: A < B

(77)

Aritmética Binária - subtração

Resumo de subtração com

complemento de 2

:

Mantém o primeiro número

Calcula o complemento de 2 do segundo número

Soma os dois números

 Se houver bit de "overflow": indica que o resultado da

subtração é positivo e o resultado é a própria soma desprezando o bit de overflow

 Se não houver o bit de "overflow": indica que o resultado

da subtração é negativo e deve ser realizado o complemento de 2 da soma para obter o resultado final

(78)

Procedimento da soma de um número A ao

complemento de 1

do outro B

 some o primeiro número ao complemento de 1 do segundo  Dois casos:

 A > B

"Vai-um" do transporte final (dígito de overflow) indica necessidade de somar 1 ao número restante

A < B

 Ausência de dígito de overflow indica necessidade de aplicar complemento de 1 ao resultado da soma

(79)

Aritmética Binária - subtração

Usando o

complemento de 1

na subtração de dois

números A e B:

Caso 1: A > B

(80)

Aritmética Binária - subtração

Usando o

complemento de 1

na subtração de dois

números A e B:

Caso 2: A < B

(81)

Resumo de subtração com

complemento de 1

:

Mantém o primeiro número

Calcula o complemento de 1 do segundo número

Soma os dois números

 Se houver bit de "overflow": indica que o resultado da

subtração é positivo e o resultado é a soma desse valor com a unidade

 Se não houver o bit de "overflow": indica que o resultado

da subtração é negativo e deve ser realizado o complemento de 1 da soma para obter o resultado final

(82)

Operação de Multiplicação

0 · 0 =

0

0 · 1 =

0

1 · 0 =

0

1 · 1 =

1

Aritmética Binária

Pode ser realizada da mesma forma que multiplicação decimal

(83)

Operação de Divisão

0

1 =

0

1

1 =

1

0

0 =

x

1

0 =

x

Aritmética Binária

Também pode ser feita de maneira similar a decimal;

se fosse menor do que o divisor colocava um “0” no quociente e baixava o seguinte

(84)

Operação de Divisão

 Um método parecido ao usado na multiplicação pode ser aplicado

à divisão binária, usando a subtração ao invés da adição

 Selecionar o mesmo número de bits do dividendo (bits mais

significativos) que o divisor

 Dividir esse número pelo divisor, se for possível

Se o número for maior ou igual ao divisor, o dígito do quociente é 1 e o

divisor é subtraído da parte do dividendo usada

Se o número for menor que o divisor, o dígito do quociente é 0 e é feita

outra tentativa usando outro dígito do dividendo

 O processo continua até que não seja mais possível subtrair, nem

deslocar o dividendo

 Da mesma forma que na divisão decimal, podem ser acrescentados

0's à direita da vírgula do dividendo no caso de não se obter o resto zero

(85)

Operação de Divisão

Dividendo divisor 11111110 (>) | 1011 -1011 1 01001 (<) 10 010011 (>) 101 -1011 010001 (>) 1011 -1011 01100 (>) 10111 <= quociente -1011 Resto 1

Aritmética Binária

Referências

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