ACERCA
ut
minuit
nt
untctii
NO
APPAREMMENT
!
)
DAS MOL
É
STIAS.
THESE
APRESENTADA V’FACULDADE DEMEDICINA DO RIO DE JANEIRO
,
ESUSTENTADA EM6DE DEZEMBRODE 18
.
8.
PORJOSÉ CORRÊA DASILVA SAMPAIO
.
NATURALDE VILLAVERDE (DISTRICT!)DKBRADAEM PORTUGAL),FILHO LEGITIMO DEJOAÕ ANTONIO DA SILVA. DOUTOR EM MEDICINAPELAMESMAFACULDADE
.
Mais ilnesuintpasdepenserà la reproduction desindividus,il fauts'occuperde leur donner uneconstitution saineetvigoureuse,nécessaire aleur conservation
.
MILLOT
.
Vos animamsævœ fessai»subdueitcmort! Si modo,qui periit, nonpériissepolest!OVIIHO.
RIO DE JANEIRO
.
TTPOGRAPOIADOAucnivo MEDICO BRASILEIRO,FACULDADE
DEMEDICINA
DORIO
DE JANEIRO.
*Hs«3«I l I R C C T O I t. O SR.DR.JOSE'MARTINSDACRUZJUBIM.
LENTES PROPR1ETARIOS. OsSrs.Doulores
.
I
—
ANNO.Francisco Freire Allcmão, Examinador
.
.
.
^
Francisco dePaulaCândidoII
—
ANNO.
^
Botanica Medica, e princípios elementaresde Zoologia.Pbysica Medica.
ChimicaMedica,cprincí pioselementaresde Mineralogia.
Anatomia geraledcscriptiva.
1
Joaquim VicenteTorres Homem JoséMaurício Nunes Garcia
. .
Ill
—
ANNO. JoséMaurício Nunes Garcia..Lourcnço de\ssiz Pereira da Cunha.
. . .
Phvsiologia.Anatomia geralcdcscriptiva. 1 V
—
ANNO.
Pharmacia, Matéria Medica, cspecialmcntea Brasileira,Therapeut ica ,eArtede formular. Pathologia geral c interna.
Patbologia geral eexterna
.
•
í
JoãoJosédeCarvalho.
. . .
Joaquim José da Silva..
. Luiz Francisco Ferreira. . . V—
ANNO.
Candido Borges Monteiro. . Operações,AnatomiaTopographicaeAppare
-il««.
Partos,moléstias«le mulheres pejadase pari-das,edemeninos recém
-
nascidos.I
FranciscoJúlio Xavier,Supplenlc VI
—
ANNO.
JoséMartinsdaCruz Jilbira. . .ThomazGomes dos Santos.
. . .
Medicina Legal.HygieneeHistoria«leMedicina. Clinica internaoAnatomiaPath«dngica respe-cliva.
Clinica externa e Anatomia Pathologica respe-ctiva
.
Manoel de Valladão Pimentel,Examinador.
^
Manoel FelicianoPcrciradeCarvalho,Prmdente^
LENTES SUBSTITUTOS. FrauciscoGabrieldaRocha Freire,Examinadorf
.
.
Antonio Maria deMirandae Castro.. .
.
\
tlchc,cnciMAccessory.
José Bento da Roza )
Antonio Felix Marlins <
^
'a0M,
,,hca
-Domingos Marinho de Azevedo Americano, Examinador Luiz«la Cunha Feij«j
s
^
Secçã«»Cirúrgica. SECRETARIO.Dr
.
Luiz Carlosda Fonceca.-A'
MEMORIA DE MEU PAI
Tributo de amor,veneração e saudado
.
A
í
lISniA H
Ã
3
I
.
imitadaprova de amor lilial, respeito e saudosalembrança.
AMEL* IRMÃO
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josi J>
A
SXLTA SAUJKPA
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W
) Pornossospais começada,em consequência da guerra civil parada,\ós, oito annos de -pois, continuastes,oconclu ístesa sua obra.
OITcrecendo-
vos portantoestepequenoemeu primeirotrabalho,
não faço mais que cumprir com o meu dever.
Nãoéafraternalamizade que sempremeconsagrastes,
nãoéointeresse quesempre por mim tivestes,quemmeleva a dar-vostã"
limitadaprova do meueternoreconhecimento, eo sacrifício que fizestes para me habilitarapoder faze-
lo.
Bempoucosirmãos,cmcircumstancias mais felizes queasvossas
,
seencontrarão,quefaçam pelos seus o quepor mim fizestes.
Longe de pais,pa -triaeamigos, noséculo d’egoismo cmque vivemos,difficilmcnlese encontra, mesmo um irmão, quesacrifique a suafortunaeo seu bemestara bem deoutro.
Evós,quenãoten-des vistoainda sorrir
-
vosafortuna, não receastessacrificar,abem doirmão,opouco quedozeannosde aturadotrabalho vos tem proporcionado. Farei por corresponder comami
-zadeávossa amizade
.
reconhecendosempreque vos devoeterna gratidão.-fliiieir*i f t t i t u M,v t m t n u f a<* eiiii/mflok Breve testemunho de amizade fraternal
.
AMELTIOEPADRINHO Singelaprovaderespeitooamizade
.
PROLOGO
.
0primeirodever do homeinécumprir com a lei,ododoutorando,álèm desse
,
é fazeruma these.
Sccomo homem julgamos facil o cumprimento dos nossos deveres,comodoutorando achamos a emprezasuperior ãs nossas forças.
Nada sepoderá apresentarque nãotenha sido dito. Seria preciso um genio, paradescobrire apresentar uma ideia nova. Pelanossa parte declaramos que,a ideia que apresentamos,nos foi sugerida pela leitura de algumas das institui -ções de Lycurgo; tocou-
nos,por se casar comonosso modo depensar:jásevè que nãoénova.
conta pelo menos2732annos:chamamos-
lhenossa,porque nos responsabilisâmespor ella: cassimaconsideram osestatutosquenos regem.Não sabemos se algum escriptor jánospre -cedeu, tratandodomesmo objecto;se jáfoi tratado,pedimos venia.
E’pois obedecendo aos estatutosque escolhemos esteponto, porestarmosvivamente convencidos dainfluenciaper-niciosaqueerasuaprole exercem paisdoentesecacheticos;e poracreditarmos ser de algu
-ma utilidade um trabalhoneste sentido.Nãolhe demosodesenvolvimento que merece: mas nãofoiporfaltadevontade.Sendo, porém,oprimeiro trabalho litterario que fazemos, e de
-vendo serimpresso,receamostornar
-
nos demasiadamentefastidiososaquemnos quizesse1er ; eassimnão obteríamos o 6m quetivemos em vista ,|<uandoescolhemoseste ponto,enãooutro. Acreditamos 1erfeitoum serviçoásciencia, lançando na arenaumaideia esquecida;e se al -gumamigo da humanidadesederao trabalho deafertilisar, julgamos que com isso nãoper -derá:easociedade actual colherá os fruclos,que Iransmittirá áposteridade.
ax
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ACERCADAINFLUENCIA
DA GERA
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BSVUAS
«TAPITl 1.0I.
Kntrcuir lesforces du corps el le calme deshumeurs, alongcrlefil dela vie, c'estaquoion ne s'est pasassezÿtudie
.
BACON (Analyse,'.
Não pódeduvidar
-
se do extraordinárioprogressoque,
ha alguns annos,
tein feito a arte de curar.
Sãoincontestáveis os benefícios que,emseucrescenteindagar, temproporcionadoáhumanidade soffredora.
Jáotímido cirurgiãonão vacilla em levarás cavidadessplanchnicas oferro salvador, quando a lesãomortal dos orgãos ncllas contidos reclamaosoccorro,
promptoeeflicaz, da arte que elle exerce;e, de -pois de ter com sabias manobras arrancadoao domínio da morte maisumavictima, elle,
contemplando a sua obra,
erepassandoemsua menteosannosde vidaque terá dc desfructaro seuoperado, nãopóde deixar de exclamar,
quena terra nãoha missão mais nobree belle,
que a do medico.
Sim
,
énobre, óbella a missão do medicosobre aterra : ehonra seja feita á «lasse, é commuita dignidadequepreenchem osseus deveres.Mas,
infelizmente,
éa suaprofissão a escolhida por todos oscharlatães, essa vil eabjectaescoriadogenero humano, que abusando daboafédo povo ignoranteemmedicina ,que,
nãosabendo distinguiroverdadeiro medico doimpostor, acredita na linguagemmentirosadeste,
e coma vida paga asuademasiada credulidade; e
,
quandoé muito felizemconser -vara vida.
ficacomasuasaudeem talestado de deterioração,
com osseusorgãos1
—
daiimificados,(juenãoseiseseriamelhor
morrer,
queviver.
Depoisqueixa-
seamar
-gamcntedamedicinaedosmedicos ; mas foi amedicina
,
foi omedico verdadeiro, quevos poz nesse estado? não: foioimpostorqueinvadiu a classe medica,foi o charlatão,
foiotraficante emmedicina,que apolicia,
se houvesse policiamedica, deveria trata-
lo comoJesus-
Christo tratou aosmercadoresnotemplo:Et cumfecissetquasi flagellumdefunicu / is,urnnes ejccitdetemplo
.
S.
JOãO.
Jà omedico,guiado pela anatomiapathologica,
nãovè maisentidadesdesconhe-cidas junto da cabeceira doseudoente; masfuncçôcs eorgãos;seencontra aqueilas pervertidas
,
apbvsiologialhediz:queestestem talouqualgráode alteração: o co-nhecimentodesta lhe é fornecido pelosnumerososmeios de indagaçãoquetem ao seu dispor,eda combinaçãode todos resultaparaomedico tal certeza ,queleva a sua convicção apontode marcar não so ogrãode alteração
,
emqueseacha oorgào,
mas também o tempoqueterá de gastar,empregandoosmeios quo a arte lheprescreve, para o fazer tornar a seu estado normal;comotambém,otempo quoteráde vivern infeliz,quetarde recorreu ao seu saber.E atravezdeespessascamadas de tecidos de differente textura queomedicocom os olhosdascienciavèalteraçõesdeorgãos
,
queanatureza ,benigna eprovidenteem tudo,
collocouemcavidades bemprotegidas,por seremesscnciaesávida.
Pareceque, lendo-
seesmerado tantoemosproteger,
collocando-
os emtalposição,queospode-mos julgar a cuberto de innumernveis causas de destruição,a queoutrospor menos cssenciaesmenos felizes estão expostos, deveriamescaparáobservação do medico: não acontece, porém,assim ; comamesma facilidadecomquereconhecea existên
-cia do tubérculo subcutâneo, reconhecea existência do tubérculopulmonar; com a
mesmaevidencia comquediagnostica a degeneraçãocartilaginosados tecidossuper
-liciaes,diagnostica a degeneraçãocartilaginosaouosseadas valvulas do coração.
Mas, nos vamosinsensivelmente afastandodonossofim
.
que nãoéfazermos a apologiadasciencia, para«>que encontramososbicosdanossa
pcnna demasiadamentegrossos
.
Vamos,porém,ao nossoproposito,evejamos como explicamosauctoreso apparecimento de certas moléstias.
Escolheremosparapontodepartidaaphthisica
,
essa moléstiaterrível que ceifa na flor dos annosuma grandeparteda populaçãodas grandescidades,
queleva o lutoe a desolação aoseiodeinnumeraveisfamílias,
quedeixa inconsoláveisvelhosou viuvas,
quea sua unica esperança,
senãounico arrimo,
estavadepositadanounieo filhoqueaProvidencialhe concedeu ,ounoultimo que de tantos lhe restava :equeuma inorteprematura arrebatouna primavera davida
.
E não serãoculpadososgovernos,que, tendo a restricts obrigaçaode velar na
saúde, e cuidar no bem estar dosseusgovernados, e vendo pelos estatísticas deobiU» oavultadonumeredosque perdema vidanaflor deseusannos, e pelamaiorpartede
—
3—
certase
determinadas
moléstias,
não cuidamcm indagar qual u causa que em tao curta idade rouba aoEstado cidadãosquelhepoderiamser uteisY Homens quese-nãoperdessema vida,
riam,talvez,abonraeorgulhodopaiz queos viu nascer , se
quandomenos
esperavam
,por incuriae abandono de seusgovernos
.
Dir
-
se-
ha:queaomedicocompete indagar as causas quedãolo^
araoapparc-cimento das moléstias ? nãose nega : elles c só elles sao os
competentes
,
porseu es -tudoesuashabilitações,
para preencher satisfactoriamente essa missão ; c, nãoobs-tante odesleixo queha emgarantir osseus bemmerecidosdireitos
,
contínuadamenteinvadidos porcharlatãesde toda aespecie,prejudiciaes ao estadoeao
povo
, ellespro -curamcumpriromelhorque podemassuasobrigações.
Masisto nãobasta: asde-cisõesde umacorporaçãomedicanão tem força de lei
,
senellas senãomanifestaaacçãodogoverno
.
Aestecompete,quandosemanifestaumaepidemia,
ouquandoodos quemorremde certas moléstiasé exagerado
,
official-
àscorporaçoesmedicas
,
para estaslhe communicarem depois o resultadodesuas observações, h.
seascausasaquecilasattribuenta mortandadepodemserremovidas,
deveogover-noempenhartodas as suas forças paraasremover
.
E, se amortandadediminuir,alémdecumprircomoseudever, receberáasbênçãosde umpovointeiro,quecom
saudade se lembrarásempre do ministro que zelosoalliviouosmalesquesobre elle pesavam
.
Pode acontecer continuarem as moléstiasnomesmo estado que dantes,apesarderemovidas todasas causasque scsuppunhadaremlogaraoapparecimento delias;mas
,
porisso,
não seinfira queomalnão tem cura.
Os medicos sãohomens,
ecomotacssujeitos a errar.
Porém deumanova combinação de ideias,
novoestu -do sobreas causasque deram logaratacsmoléstias,
pode resultar a verdade: een -tãoum geral contentamentoseráomelhoremais dignoprémiopara
oshomensqueparaelleconcorreram
.
numero
Ascausas queproduzemoufazem
apparecer
aphthisica,
segundo osauctorcs,
sãoinnumeraveis: uma razão de mais para acreditarmos quea principalnãofoi
aindaporellessufficicntcmcnteapreciada
.
Enumeremos as que nos lembram: hereditariedade; temperamento lympha
-tico;frio húmido; ar viciado; alimentaçãode máqualidadeou insuíliciente; falta de
exerc
ício; vestuário insufficicnte;reclusão;falta deacceio:mansturbação;venereos;abuso de bebidas alcoólicas; contagio;
excessos
de lodososgenerös; gritoslorçados; dcclamaçã
o
;respiraçãofrequentedegazesque
excitamatosse*;quedasoupancadassobreopeito;privação de sonmo;\ida sedentária;paixõestristes
excessos
excessivas; inflammaçãochronicados bronchios
,
do pulmão,
dapleura;excessode trabalho in -tellectual; etc.
Mas todas estas causasproduzemou fazem appareceraphthisica? não : porque vemosfrequentemente a mesma causa , obrando sobre diversosindiví -duos,dar logar ao appareciinento dedifferentes moléstias:por exemplo,
a exposição—
\—
Iinlempcriedour; um coutrahirá
uma
pneumonia,
outrouma pleurezia,
outroum
rheumatismo
articular, outrouma dysenterie,^
mos,
portanto, queéprecisoque
constituição,
parasemanifestarem nelle cer-haja algumacousadeparticularem
lasmoléstias
.
K’oque nos
parece
nãoter sidobem apreciado pelosauctores; uns,
collocamlo ainfluencia da geraçãoemultimologar, mostram opoucoapreço,
emque temaprincipal caasa dasmoléstias
,
outros, maisconscienciosos,
dão-lhe o
primeiro logar, tanta extensãoquanta lhecompete.
DonumerodesteséBernardeau,sua
masnaocom
que d i z: Quelquefoislaconsomption pulmonaire passe unegénération
,
les nieuspaternels
,
oumaternelsenayantétéatteintsetlepèreetla mèrejouissant d'unebonne santé.
—
(uiST.
DAPIITIIIS.
IMJLM.
)Kcomoseexplicará oapparecimentcdaphthisica
em
indivíduos,
que, nãoes -tandocmncm-
umadas condiçoesquegeralmcntese julgam proprias paraa favore -cer ,onão setendoexpostoancm-
umadas causasapontadas pelos auctores,
sãocointudoaflectados desta moléstia ? Se não admittirmos ageraçãocomo tendo aprinci -pal influencianoapparecimento«las moléstias
,
nosacharemosmilhõesdevezesem -baraçados, não sópara explicarmoso seuapparecimento,
como para as tratarmos convenientemente.
CAPITILOII.
Nasciturexiguus,sedopesaequirit eund».
OVíDIO
.
Cesontles humeurs de lamèrequi pré
-parentordinairementetleplussouvent
lesmauxphysiques de l’enfant ; maisce
sontles fluides vitaux etspiritueuxque
lecerveauet la mt
^
llcépinièrede l'en-fant filtrentetelabjrentdes leseinde
sa mère, quidécident desa constitution
etorganisationmorale. MlLLOT.
A influencia da geração é admittida como tendopartenoapparecimentode certas moléstias; mas não podemos comprehender comohomensprofundos pen
-sadores temlimitadotãosómenteaumcertonumeroaprincipalcausa delias; por
-que os argumentos,em quesebaseamparaprovarainfluencia da geração naphthisi
-ui,siphilis,
eoutras moléstias,sãoos mesmoscoinquepretendemosprovar tensãoatodas asmoléstias.
Reconhecemos que a sciencia tem chegado onde
,
ha alguns annos,
talvez-—
o—
com ardor c esmerotem sido cultivada
se não acreditara que chegasse; que
e enriquecida de obras primas
,
queserãosempre
apreciadasc lidascom gosto,e que são um padrão de gloria de seus auctoresc seu século
.
Mas não po-demos deixar de estranhar o abandono em que se tem deixado aetiologia
.
E
’verdade que,conhecida a moléstiae os meios racionaes de seu tratamento,pa
-rece que pouco nos devemosimportar com acausa que a produziu
,
se actual-inente não obra ; mas assim não deveser
,
e é especial mente delia que nosdevemos
occupar
; por quanto, maisvale prevenirasmoléstias,
que bemcura-
las.
Prineipiis obsta; sero medicinaparatur , Cum mala per longas invaluère moras
.
OVí DIO
.
Reconhecidaageração comotendouma parte muito activanoapparecimento
de certas moléstias, para asprevenirmos
,
deveremosprocurar remover ascausasquedão logar á inoculação dogcrmcn morbifico noacto da geração
.
O que seconseguirá
,
piamenteacredito , logoquefòrsuIRcientemente apreciadoopapelquenoapparecimentodas moléstiasellarepresenta
.
Quem haverá noRiode Janeiro,que
,
pelo extensocommcrcioquetem coma maiorpartedas naçõescultas
,
vè cm suacapitalum semnumerode estrangeiros,quem haverá
,
dizemos, por mais fraco observador que seja, que deixe de osdistinguir? Se por exemplo se lhe apresentar um I
’
ortugucz,
um Francez,
Allemão,
cum logiez,
elle promptamentedirá:esteéPortuguez,
est’outroFrancez,
aquelleAllemão
,
eaquelloutroInglez.
E porque os distingue? porque cadanaçãotemumtypo particular queadistingue dasoutras
,
porque cada povo,
oriundo deumaoumais familiasquesemultiplicaramjuntas
,
apresenta certocaracter,
certaexpressão quese conservasempre, apesar da civilisação ecommcrciocomdiversos povosterfeito entrar cm seuseiomuitos estrangeiros
.
Isto se torno muito mais saliente nos povos que estão divididoscm tribus;
como entre elles oscasamentossão feitos na mesmafamilia
,
nota-
se,
álèmdotypo
nacional
,
um typo peculiaracadatribu , que atornaperfeitamente distincta dasoutras
.
Asemelhançaentre osindivíduos da mesmatribuéàsvezestãoperfeita,
quetomaríeis porirmãos indivíduos
,
que se não julgariam parentes, se não fossemramos
do mesmo tronco.
Ora,
nãopoderemos explicarsatisfactoriamente
estapersis-tência de traços e de expressão nas diversas familias
,
se não pela influenciadageração
,
transmittindo poresteacto os progenitoresoseu
physicoeasua moralásuaprogenie
.
Mas não se collijadoque acabamosdedizer quepretendemos sustentarqu lillio do assassino ha de ser necessariamente assassino; que o malvado jámais
um
—
<
>—
a educação bem dirigida não só fazadquirir
novas
procrear
ásenãomalvados
; não:qualidades, como
,
também,
corrige oseffeitos que nas jovensimaginações poderia terproduzidoomauexemplo; e,
bemassim,
as inclinações viciosas que nos jovens educandos sepossam
manifestar. « Maisl’éducation
fait aussi acquérirdesfacult
ésqui se transmettent par voiede génération, lorsq’on
quiensontdoués »(Muller)
.
E, de mais,
muitascausas influemna moraldohomem
determinam a abandonar a preciosa senda da virtude
,
para se atirarnosoind’apparierles
individus
que o
immundolodaçaldo vicio:
uma
necessidade os obriga a praticar actos,
que nem sequer pelo pensamentolhepassaram: e ás vezes são victimas da leiquedeveria
cahir sobre osseus executores.
Mas é questão esta que pouca ou nem
-
uma
relação temcomofimdanossathese, e que apenas muidelevetocamos, para que se nãodesse ásnossaspalavras
umainterpretaçãodiversa daquelhe
queremos
dar.
Julgamos, porém
,
conveniente, em primeiro lugar, apresentarum
pequenoesboçoda theoria que seguimos
,
para explicarmos o desenvolvimentodohomem;c, comoeste nãopodeterlogarsemo concursode differentesncções vitaesque tem porfim aproducçãode umnovo servivo, istoé
,
sem ageração; éporissoque parti-remosdesteponto
,
para explicarmoscomoentendemosqueascousas sepassam; e como as metamorphosessesuccedematéocompletodesenvolvimento do novo ser.Depois que o ovo éfecundadoestáaptoparadesenvolver
-
se,
ctornar-
seum
novoser; e logo que as condiçõesnecessárias a seudesenvolvimento lhesãofavo-ráveis,ellesedesenvolve
,
eonovoserapparece.
Peloque
acabamosdedizersevè, quesãonecessárias certas condiçoes ; masque a forçaque presideao seudesenvolvi-mento estánelle, e que estas condiçõessólhe
servem
para pòr emactividadeesta força,
principioda organisação c da vida.
Esta força existenogermen antes queas partes do todosejamseparadas; ellaéque produzosmembros,
semosquaesnão se rcalisaria a ideia dotodo.
O germenétodopotentia
; aspartes integrantes do todo apparecemactu.
Estacentralisa
ç.ão de forçasemanadas do todo potencial pode serpornósapreciada observandoaincubação
.
No ovo
,
áexcepçãodogermen, tudo édestinadoparaasua nutrição; todaa forçaresidenogermen: e,
como as influencias exteriores são asmesmas para os diversosseresorgânicos, devemos poisconsiderar, oqueseacha1eramesma fôrma
namaior parte dos animaes, como o todo potencial do animal futuro, dotadodc
força essencial e especifica dequeelle seráprovido
.
Vemos,
portanto,
queogermen
seestende,
envolveoamarello,
edc suametamorphose nascemosorgãosdoanimal
, por umacontinuada producçãode cellulas,
ouelementos activos deformação:primei
-ro
apparecem
osdosystema
nervoso,
os dosystemaorgânico dãonascimento atodos-meirotraçodas partescuulraesdosystcma nervoso, nãovemosouerebro
,
oua me-dulla
,
masolodo potencialdestesystema
.
Assim
,
vemos as partesdocoraçãoprocederem de uinutriculo homogeneo;oprimeiro vestígio do apparelho digestivo, sem glandulas salivaresnem fígado, ser maisqueumutriculointestinal
,
serotodopotencial doapparelho dadigestão,como odocoraçãooédo da circulação.
A forçaorganica, a causa primaria do ser orgânico
,
6 umaforçacriadora intelligente,
que imprimemudançasharmonicasã materia.
Masa harmonia entre os membros necessária para constituir o todo não existe sem ainfluenciadeuma forçaqueobre sobre elles,
enãodependade nem-
umadassuas partes,
epreexistaa estas ; porqueestasnãosãocriadassenão
no momentoemqueoembrião sedesen-volve,
e
osãopelaforça dogermon.
Mas estaforça,estacausa primariadavida que obra nosanimaes, cria todas as partes que entramna ideia de umseranimal , eproduz nellasomodo decomposição, cujoresultado õ a faculdade de mover-
sec sentir,istoó, a faculdade conductora de impressões, quesepropagamaumcentro depercepção,
ode reacçào.
Os productos deste primum m ovens
,
que geraereproduz sem cessartodas aspartes,unssãoaptospara operartransformaçõesde matériasdestinadasasercon-duzidasmais longe,paraservir ãsnecessidades dotodo ; outros aosorgãos delocomo
-ção ; outros aos orgãospormeio dos
quaes
tem logar as aeçoes detodos sobre um centrocommuai,
ereuççócsdeste sobreaquellcs.
E'pois,
cmconsequência dos actos do nutrição ercproducçãoqueos musculostemafaculdadede attrahir as suaspro
-prias moléculas
,
ou de mover-
sedebaixoda influencia decertascausas.
Aforçapri -mitiva deformaçãocrcproducção d á aos nervosaptidão a fazer nascer osphenome-nosvitaes que lhe são proprios;eas suas faculdades sãouma
consequ
ência da sua produeçao.
Odesenvolvimentodo germen
,
graças
á importantedescubertadeSchwann,
po-deseracompanhadoemtodasassuas fazes
.
Elle reconheceuqueostecidosnosani -maessãocmtudo compostoscomo
nosvegetaes de cellulasanalogesás destes, tendo comoellasumnúcleoapplicadoásuaparede, edesenvolvendo-
seao redor«leste,
do mesmomodoqueScleidendescubriu queellasfazemnoreinovegetal.
Assim,produ-zem
-
senovas cellulas,umasdentro,
outrasfora,das jáexistentesna substanciamãedelias;primeiramente vemosappareccrnesta corposgranulados, asmais«las vezes achatados, ealgumas vezes arredondados;acham
-
se poisestes corpos uns dentro, outrosfóra
dosjáexistentesna substancia mãe das cellulas.
Uma
vez acellulafor -mada,
onúcleopermanece collocadonasuaparede interna;ealgumasvezeséabsor-vido
.
Destamaneira,
as cellulas dos animacsevegetaes, como base de lodos os teci -dosemesmodogermen,
possuem umavidapropriadotodo:ellas nascem,rprodu-—
8—
semelhantes nellas
mesmas
:muitas vezes com omicroscopiodesco
-muitas geraçõesjuntas,estandoascellulasmãescheias denovas cellulas
,
que turnocontémoutras ainda mais novas,
ounovos
núcleos;comoseobservam
/.cm as suasbrem
-
seaseu
nas cellulas dascartilagens
.
Estascellulassão também asportadorasdas forças activasnotrabalho da vida;
cilastem opoderde metamor phosear as
substancias collocadas
junto delias,enchemde matériasparticulares
,
comopor
exemplo, de amido nos vegetaes.
Nosanimaes cilas parecem ser partículas activas na absorpçãoesecreção,
porque as superficiesanimaes offerecem-
nas em toda aparte onde se opera uma reabsorpção exhalação. Ascellulasprimitivasconservam
asuaforma emmuitos orgãos,
comonos diversosepithelios
,
notecido cartilaginoso,
nasglandulas,nascellulas dagordu-ra,etc
.
Muitasvezes passam tambémaoutras fôrmas; assim,alongando-se emfila-mentos, dãonascimento ao tecidocellular,ou,reunindo
-
seemcilindros,
aos musculos enervos.
Nosangueexistempartículas dotadas deuma acçãovital,que pertencema e muitas vezesseou
categoriadas cellulas
.
Aforçaque determinaodesenvolvimento dogermené amesmadeque depen
-de a conservaçãodotodo;este é formado deorgãos, isto é,membros differentescm relaçãode suaqualidade:e não sósãoconstituídos,comoprocriamporsuapropria força;poremestaforça nãoéabsoluta
,
podendo existiracomposição e aforçaparaa vida ,semcomtudosemanifestar por phenomenos vitaes; oquenotamosnoovoani -malfecundado, mas não incubado,
eno vegetalem quantonão germina:aforçacriadoraosmantém
,
esta cmrepouso;enão semanifesta,
semque seja collocadoem condiçõesfavoráveisao desenvolvimento dos phenomenosvitaes.
Ea historia nosapresenta exemplos deconservaçãode vida latente não sópor annos,como atépor
séculos
.
Comtudo
,
logo queo ser orgânicoestádebaixo dainfluencia dascondiçõespre
-cisasparao seudesenvolvimento,
elle sedesenvolve;porqueentão seopera
umacon-tinuadecomposiçãodamateria organica existente;eos mesmos phenomenosvitaes
são oresultado da formaçãodenovamateria
.E
estaactividadecontinua,
que se mos-tra na materia organica viva
,
goza também deumpoder criador,
sujeitoás leis de plano razoavel de harmonia ;porqueestãode talmaneira dispostasaspartes
quecorrespondemsempre aofim
,
emvistadoqual tudoexiste.
Por isso vemos queuma
parte dotodo separadadclle cessade viver,
porque,
sendo ocorpoorgânicoumin -divíduo,
esendo este formado de partes heterogeneas, nãopoderáseparar
-
seuma
dassuas partes constituintes,sem que desappareça a ideia do todo.
A forçaorganicado todo,queé a condiçãoda existênciadaspartes,possuo também a
propriedade
drproduzircom a materia organica osorgãos necessários aotodo.
Essa forçaque presideao
desenvolvimento
dotodo, estas outras forçasparciaes
—
9—
cooperando
para
se realisaresta ideia grandiosa,esta obraprimada natureza ; este succéder de phenomenosnodesenvolvimentodonovosersãoumprodígio sublime,quefaraqueosmais obstinados atheos reconheçamodedo doCriador,eextasiados na contemplação da suaobra adorem asuprema intclligencia,origemde todasas cousas
.
Assim,nohomem oprimeirosustento dogermenétirado da matéria organica
queoenvolve;oseuprimeiro desenvolvimentoc,porassim dizer
,
feitoásuacusta: porem depoisque se põe em relaçãocorn o orgãoque a natureza lhe desti -nou, começaentão a tirar de outras fontes osmateriaesdasua nutrição ate o seu completo desenvolvimento; epocacm que não lhe sendo mais precisa esta exis -tência emcommuai,
elle abandonaoorgão protector, nasce;e começa a viver deumavida propriaeindependente
.
Mas como se encontra a materia organica? Dissolvida em todos oshumores,
onde o microscopio nãomostra nem
-
uma especie demoléculas : é,porexemplo,o quetemlogar no sangue,eonde cila nãotoma aforma de glohulossenãopelaacção da pilhagalvanica,calor,ououtrasinfluencias chimicas.
Nasuamaiorsimplicidade a matéria animal forma uma cellulaordinariamentecontendo em seuinteriorumnúcleo : a membranaqueconstitueasparedesdesta cellula édesprovidade estruc
-tura;éa origem de todos os tecidos.
Aaguacommunica ás matérias solidas vivasex -tensibilidadecflexibilidade, semquepor isso sepossa«lizer que estão molhadas.A quantidadedeagua queellaspodemabsorveréavaluada por Berzeliusnosquatro quintosde seu peso.
Os porosdas matérias animaescheios de agua permittemás substancias solúveis nella, que entram em contacto com elles, de se dissol -verno liquidoque as humedece,e,se jáeram dissolvidas,
de seespalhar noste -cidos orgânicos.
Asmoléculas
,
de que estes secompoem, em virtude da forçaorganisadora, at -traheme assemelhamas moléculassuas congeneres queencontram nos humores,queincessantemente percorrem todooorganismo; equeemconsequênciade uma lei harmonica, necessária para a conservação do todo,indivíduo
,
ellasfornecem aos orgãos osmateriaesparao seucrescimento,e acarretam osquejãserviram,c nãopo -dem maisserutois: ouparaoseliminarpornocivos ousupérfluos,oqueconstitueassecreções : oupara lhe fazeradquirirasqualidades que perderam,edenovotor
-nar aservir.
Em quanto esta aturada harmonia
,
que não sepode negar, existir entre aspartes do todo,por issoque, constantementeobservamos quearespiraçãoé acausa da acção do coração, queomovimento deste leva ao cercbroosanguemodificado pelarespiração, queopoe em estado de modificar lodos osorgãos, e provocar os
10
—
em
quanto,
digo, existirestaharmonia
, eacomposiçãocdecomposiçãodosorgãos seeffectuai*com materiaes puros, nãolendo sidoinoculado
nogcrmen algumprin-morbifico, odesenvolvimentodoser serárápidoeperfeito; cmuiraras
vezes
cipio
seráalteradaasua saude. Masse ogcrmen,emse
desenvolvendo,
trazcomsigo um principio morbilico, sejadeque naturezafòr, então asaudedoindivíduoseráfre-quentemente
alterada,oequilíbrioderepartição dosmateriaesserá perturbado;re -sultando desta desordem uma serie dephenomenos,que encurtamotermo da suaexistência
.
Podeacontecer,eentre nósfrequenlementcacontece,encontrarem
-
seindivíduoscmapparenciada melhorsaude do mundo;
que, nasprimeiras idadesda vida
,
gozamporqueogcrmen morbilicoestálatente,eaforçaorganisadora ainda nãose mani
-festou nelle; mas um bom observador, olhandopara estes indivíduos, nãopoderá
enganar
-
senoprognostico
dasua diatliese:eotempo
justifica as suas previsões
,porqueumacousa insignificantebasta, ásvezes, para queesseprincipio voraz deixe
oestado dc vida latente cmqueseconserva, ecomecea obra dadestruiçãodo indi
-víduo; principiando por assemilbarasmoléculassuascongénèresque encontra,edequeoorganismose desembaraçariaeliminando
-
as,
senãotivessesidoperturbadaa harmonia precisa paraaconservaçãodo todo.
Masessaassemilhação seopera lentaourapidamente, conforme asdiversascircumstancias que presidiram e concorreram paraageração edesenvolvimento ulteriordo indivíduo: edahi a duraçãodifferente
dosindividuosaffectados damesmamoléstia.
O maior oumenor gráo deforça deque são dotadososprogenitores, oestado mais oumenos adiantadodasmoléstias de que eram affectadosnoacto dacopula
fecundada, influepoderosamentenodesenvolvimento do ser,de quesãoorigem; e emsuafuturadiatliese
.
Assim, unsnosapresentamotypo dadiatliesetuberculosa, outros dasyphilitica,outroscscorbutica,
outros cachetica,etc. Mas deordinário cila não semanifesta claramente, apresentando-
nos todosos symplomasque a caracté-risant
nas primeiras idades da vida; nestas uni viço enganador, radiante de frescuracmocidade, lisongeiaasesperanças deseusprogenitores, oparece querer
darumdesmentidosolemneásopiniocs dos medicos que
sustentam
ahereditariedade
das moléstias, parecedesafia
-
los a que lhes digam se PauloouSancho,filhos de pais robustos,sadios,
ebem constru ídos, eque
foramprocriadosdepois queseuspaisattingiramoseucompleto desenvolvimento, apresentam melhor
aspecto
de vigore saude do que elles.
Mas, estas apparenciasde vigor nãoil ludern omedico bom observador, acima dissemos
.
Oscuidadoshygienicosdequeocercam, as commodidades queda a fortuna,
podemfazerconservar
-
se por muito tempo nostatuquoesseprincipio
morbilico;eatéalgumasvezesoindivíduo cresce, procriaemorre,sem que nellese—
i l—
manifeste claramente alguma dessas moléstias
que
pela geração lheforamcommu
-nicadas; maslávem seu filho que, menos felizdoque elle, morre aos estragosda moléstia
,
que poupouseupai.
Depende igualmente da naturezadoprincipio morbi-fico, e do desenvolvimentodosorgansda predilecçãodeste: épor isso que
,
observamos, por exemplo
,
queostubérculos pulmonares se manifestamordinaria -mente na epocacm queoorgãoque
éasuaséde adquireoseu maior desenvolvi -mento, e tem deempregarmaiorenergianoexercí
ciodasua funcçâo: e assim todasas outras
.
nos
Nãoobstante
,
ás vezes,
cilassemanifestamatilesdaepoca
marcada pelaobser -tra -Esteração; oque depende em partedafraqueza constitucionaldoindivíduo
,
dequetaremos no capitulo seguinte
,
c cmparte
damaior saturaçãodoseu sangue, humorque inccssantemcntc percorre todooorganismo,
o excita, anima, epoeemactividade; fornece
-
lheosmeios do seu desenvolvimento levando-
lheamatéria nu-tritiva; acarreta os restos ou paraserem eliminados
,
oupara
ostornara levarjámodificados pela respiração
,
cdenovotornaraservir: éporestacomposição edecomposição successiva do organismo queelle semantém
,
queosangue conservaoprincipio morbifico, eque a travez de membranasdelicadasse traduz a d iathese
propriado indivíduoque seobserva
.
E’inquestionável que por este meio se com -municantasmoléstias,o como,édifiteiI explicar-
se,nãoadrnittindoageração como tendo apartemais activa noapparecimento delias.
Diremos, porém, comointendemosqueascousassepassam, por exemplo, na
phthisica hereditaria : nesta o germendizemosestálatente, atéqueumacausaás
vezes desconhecidavenhafaze
-
loappareccr
;se,por exemplo, adrnittirmosum,
trez, vinte ou cem pontos tuberculosos, nãopodemosconceberqueelles seconservemestranhosácomposiçãocdecomposiçãodoorgão que oscontem; intende
-
se
antes dessacausaterfeitoapparecer
ossymptomascaracteristicosdoprogresso damoléstia ;porque,seassimfosse, comoédosanguequeseextrahem osmateriaes paraa com
-posição dos orgãos, e osque temde elaborar alguns productos,que temdeservir
para differentes misteres
,
nãoreconhecemoutrafontedeseusmateriaes, segui r-
se-hiaque, sendoos pontos ondesc conservaogermen estranhosácomposição ede
-composição
,
nãopoderiasertransmittidaamoléstia antesde seter declarado noin-divíduo ; poremobservaçõesconscienciosascbem averiguadas dizem
-
nos ocontra -rio;logoogermenmorbifico segue amesmaleique seguemos outrosorgãos,
e en-tãotemosahi aexplicaçãoda existência nosanguedoprincipio morbifico
.
Dize-
mo-lolatente,porquenãoaugmenta
,
porissoqueaharmonianão foiperturbada ; mas sendo, então a composiçãoexcederáadecomposição; formar-
se-
ha deposito, e como antes de seformaroorganismo se nãodesembaraçava delle, porque fazia por assim dizer parte integrante delle, e não perturbavaaharmonia existente entre todas as—
1 2—
vez<lc um atomo morbi
-denecessidadetem oorganismode en
-logoqueacomposição prevalece,e,em suas
partes
;fico,existem nomesmo pontodezouvinte
vi
,
lar todasassuas forças,parasustar oequilíbrioruto;procura
desembaraçar
-
«,
desse corpoque
eulãooconsidera estranho,
enãopude;augmenta
avitalidadeda parte,eaffluent maior
quantidade
deliquidos,
e eismanifestado
o mal quecm suaorigem era,por assim dizer,desconhecido
.
mas
Mas cissuccumbea naturezaescrava 4nmali]ur oridacm suaorigemdamna.
BOCAGE«
CAPITULOIII
.
Car siunefemmeest faillie,peuavancé dans son développement et val étudinai
-re.
etsil’homme s'estépuisédanssajeu-nesse,Ilsn'imprimerontaleursenfnn>
«l’unevie faillieetlanguissante
.
MULOT.
Promcttemosmostrar nestecapituloa
causa
por qu•algumas moléstiasappare
-rem antes «laepoeâcmque a observaçãonosmostra,eoraciocínio nosindica,que
•
liasdeveriamapparecer: nãosóporscr objectodanossathese, comoporque acredi -tamos prestar um serviço utilãhumanidade,
mostrando-
lheascausas das moléstia1«que aaffligent ; oao mesmo tempo apontando
-
lhe os meiosque,emnossa convicção,julgamososmaisadequados paraasprevenir: elles não são diíTiceis depòr emprati
-ca
.
e oresultado delia seráa progressiva diminuiçãod**mortandade omcerta idade, e <lecertasmoléstias.
Mas não sejulguequeesta progressiva diminuiçãode mortandadeiraaté ao
pontodenãose morrer mais, não ; porque estaéumadas condiçõesda
humanidade
.
Oma pulviscs etin pulverem rererteris
.
Podemos, comtudo,
frnneamenteavançar,(jue nãosódiminuiráde muito a mortandade,como onumero dasmoléstiasque
.
na
.
»sendo dosuanaturezamortaes,podemvir aser,
sendodesprezadas.
Pela geração nãosócommunicantospaisa seusfilhosas suasmoléstias,comoate
.
estando elles isentos dessasqueos andoresjulgam hereditárias,
podemprocriar
filhos predispostosparaum numerodelias,sendo gerados em certas condiç*«*
-Lntrenos émui usualcasaremindiv íduos
,
queainda estãomui longe de terattingid"
completo desenvolvimento;dahi resultasem
—
13
—
oestado
.
O hellosexo,sendotalvezoque mais desejaaunião,sua progenie
,
e paraapenas
nelle despontamosprimeirosignaes dapuberdade,
é tamhemomais sacrifi-cado;oque maistem de softrer asconsequências deploráveis
,
e ásvezes
lunestas, da uniãoprematura
.
K de ordináriodosdozeaosquinze annosque
nelleseelíectuama maior parte doscasamentos;masnãoéaosdozenem aos quinzeannos
.
queoindi-víduo deste sexo temchegadoaotermo doseu desenvolvimento
.
Nosexo masculino tambémoabuso decasarde
pouca
idadetempenetrado,hemquenãoseja
com
tantafrequênciacomonooutro.
Masé incalculávelodamno,e nãopodemos avaliarhem aextensãodas
quenciasdareproducçãoprecoce
.
Oindivíduoquenão temchegadoaadquirir todoodesenvolvimento queanatureza lhe marcou estácomo seuorganismoaindaimper
-feito, porissoquenão temadquirido todaaforçaetodo ovigordequoécapaz;ora segundo o axioma nemo flat i/ uoil non habet ,èevidente quenãopoderátransmit
-tir ãsua progenie um vigor quenãotem; cpelo contrariolhecommunica uma fra
-queza,cujasconsequências ella terá desoflrertoda asua vida;fraqueza queépara
ella uma predisposição paraumsemnumerode moléstias
.
Todooorganismodojo-ven
scr se resente da suafraqueza congenita;centão,parece queaforçaorganisa-dora nelle
,
conhecendo que cedo será perturbada emsua
marcha, eque de umindiv íduo constituído de materiacs não perfeitamenteeliaborados não poderásahir
umathleta,masumser debilcfraco, cquenellenão se conservarápor muitos annos
a harmania necessária paraa existênciado todo,aproveitaaprimeira infancia,em
queoscuidados sãoprodigalisadoscomeflusão
,
para pôr em acçãotodos os seusrecur-sos;eoindivíduoapresentanessaidadeurnaspectode vigor enganoso,quemais tar
-de,quando elle precisarde suasforças
,
acharáque asuaconstituiçãonãocorrespondeao seudesejo;fazum pequenoesforçoparavencer a sua naturalfraqueza
,
ei-
lo doente,eincapaz
por
muitotempodeentregar-
se aexercíciosque paraumjovenbemcons-tituído serãobrandos
,
masparaelle,
asua fraquezaosacha demasiada mentefortes.
Note-
seque tratá mos dos lilhos de pais sadios,
equesómentelhes faltavam al-guns annos parapoderemadquirir todaaforça dequeo seu organismo era
capaz
;forçaquetransmittiriam a seusfilhos:porquese
,
álèmdestafraqueza propriadaidade em queossexos, sobre tudoohello,
entrenós se reúnem,accresce haver algumamo-léstia,ousejadessas em
das que podem admittirduvidas
,
entãooseffeitosdareproducçãoprecocetornar-se-
hãomuito mais salientes: os indivíduosaquemellader origem
,
se vingarem,
terãosempre saudeduvidosa:asuasobre-
mezaserásempreumapoçãomedicamentosa
; atéque nãopodendo mais a arte conter essadesbarmoniadcumorganismo cançadodelutarcomsigo
mesmo,
para não deixarescaparumavida quea
cadapasso parece quererconse
-que todos concordam sepossam transmittir pelageração, ou
—
H—
individuo julgar
-
se-
haabandona
-
lo,
entãoella vè-
scimpotente,
eelle succumbe:felizporquedeixa desoffrer
.
eo
Unalumenspcsest ,
qwe
me solelurin istis,liœc fore mortemca non diuturna mala
.
OVíDIO.
Mas dir
-
nos-
ha uma comadre dessas enthusiastas apaixonadasdoprogresso,
(porqueisto éprogresso; por issoquemostramos aos nossos antepassadosasuaigno
-rância nesta materia:porque emseu
vezesquatrogeraçõesnomesmo anno, nóscomomaisadiantados
,
fazemosnomesmoperiodoapparccer odobro:) dirápois:olhaiparaas nossasmeninas,e vede,como
aosdoze,
quatorze
equinzeannos,
dãonascimento a meninos tão hellos,tão gordos,e tão sadios ; vede como crescemrapidamente!? A estasmandaremos consultaro
lavrador
,
eelle lhe dirá:queogrãode milho enfesado ;que ogrãode milho bemdesenvolvido, mas aindanãosazonado;queogrão de milhoperfeitamentesazonado;
todos, plantados nasmesmas
condi
ções,
nascerão: equenoapparecimcntodaspri-meiras folhas
,
ninguémdistinguiráqual déliés éomaisperfeito; maslogodepois,aoapparecimentodas segundas edespontardasterceiras;oobservador dirá; oprimeiro
não vinga; o segundo sevingar
,
seresistirao tempo, dará máo
fructo ;oterceirooh !esse
,
resistirá aotempo ; cmultiplicará aoinfinitofructos bemsazonados.
Areproducçãoprecoceé também aprincipalcausademorteprematura:porque
dafraquezaconstitucional doindividuoresultaumasusceplibilidade excessivadoseu
organismo, para se resentir da maispequena modificaçãoqueumincidente qualquer
leveàsua habitualharmonia
.
Assim,aquillo quenoindividuobemconstituído pas-saria desapercebido
,
nofraco e debilómais quesullicienteparaolevarásportasdamorte, seonãomata
.
Aquealtribuir entre nós,
o extraordinárionumero de obitosde curta idade ? dirámuita gente ás moléstiasqueos atacaram
,
e deque morreram;concordoem parte : mas estas moléstias não os matariam
,
e muitasnemsequerosaffectariam
,
se asuatempoapenas faziam apparecertrez
,
e rarasconstituiçãonaoestivesse predispostaporsuafraquezacongeni
-ta. Esta fraquezaóo resultadoda fraquezado germen, etambém da dosorgaosque
concorreram paraoseuprimeiro
desenvolvimento
.
\ emosquea naturezaélenta em produzir,massegura emsuas produeçoes: e
quando despontamosprimeiros vestigios da puberdade
,
ella aindanãodeuporcluida a sua obra;porqueestes podemapparecer
,
eappareccrnás vezesmuito antesda idadepropria, o que depende de variascausas; entre outras,ogenero de vida, o
sustento e o clima
.
Não tendo pois anaturezaacabado a sua obra,é crime de Icsa-natureza perturbar a suamarcha, pondo emactividadeforçada orgãosque aindanão
estãoperfeitamente constitu ídos.«L’épuisement est d'autant plus grand quelespar
-—
15—
jeusoulplus nombreuses etplusnobles.
tiesfréquemmentetviolemment misesen
(Muller
.
)»Todooorganismoconcorre paraareproducção daespecic;equandoappareeem
osprimeirossignuesdapuberdade, ainda ellenão adquiriuográodeperfeiçãoque
mais tardeha de
apresentar
:époisevidenteque,
concorrendotodoelleparaseefle -ctuaressa funeção,
enãoseachando aindaperfeita men te constituído, ocontingente queterá de fornecer serácomoelle imperfeitoelanguido:porque, tendo os orgãos dageraçãodeadquirirmaisalgum desenvolvimento, e mais tardeaindacertaconsis -tênciaqueosponhaacubertodoenfraquecimento quedeverá resultardesuaacção, éclaroqueo productoporellesellaborado nãopoderáserperfeito senãodepois do orgãoellaboradorseacharperfeitamente constitu ído:istomesmonosmostra anatu-reza nadifferente consistência do semen nosprimeirosannosdo seuapparecimento
.
Resultará
,
também ,queosindivíduos provenientesde uma reproducçãopre -coce,
sendo pelamaior parte fracosedebeis,procriarão a seuturnoindivíduos ainda maisfracos e debeis doqueelles: eassim osquoseforem seguindo,
seoajuntamen -todossexos sefizer poucomais ou menos,
nas mesmasidades.
Emboraumaeduca-çãohemdirigida;emboraagymnasticseaesgrimabem reguladassejampostas em pratica;nuncaoindivíduo adquirirá essa força evigorque apresentam osfilhos de
pais forteseperfeitamente constituidos: equeforamprocriados quando justamente
deveriam ser
.
A forçaquescadquire peloexercício bemregulado,
comoaesgrima,como agymnastica,6utilaohomemrobusto cforte
,
e aofracocdebil ;oprimeiro,semprecapazdegrandesesforços,resistiráaosol,áchuva
,
aocalor,
aofrioeatodasasintempéries do clima;osegundo
,
incapazde grandestrabalhos, sentecomtudome-nososeffeitosdo tempo do quesentiria
,
se nãotivessepeloexercício dadomais ener -giaao seuorganismo.
Porém
,
essaforçaprincipiodaorganisaçãocda vida, esseprimutn movens,
na -da opoderádar,sepelageraçãonão foicommunicado:não scpoderáadquirira ro -bustezcaracteristicada organisaçãoperfeitaeforte,porqueéconsequ
ênciaimmediata
dageração.
Dafraqueza physicadosindivíduos,
gerados antesdo perfeito desenvol-vimentodo organismo
,
oudepaisdoentes,
resultatambém adegeneraçãodaespecie.
Bem(jueM.
Serrescoutros nomesillustresattribuantaosustento habitualde certos povososeuenfraquecimento pliysico,
ebem assim as mudançasquesenotamem seu moral : nós,deboamente concordaríamos com elles,
se asua proposiçãonãoforataoabsoluta
.
E’nareproducçãoprecoce que devemos procurar,
equeencontramosaprincipal causado acanhamento eenfraquecimento da especie; porque, por esta não sóospais transmittem a seus filhos a suafraqueza,comoelles mesmos se enfra
-quecemedebilitam
.
Mais quandl’actionserépètetropsouvent,ouq'el/eesttropï?»'-—
t
6—
oient
.
Inréparation devientmoinsconsiderable
,etlon voitsurvenir /'épuisement
.
( Muller
.
)O sustentoconcorretambemparaseuenfraquecimento; mas écausa secundaria,
aprincipal, aquella que deveriaser tomada em seria consideração pelos governosé
adegeneração proveniente dareproducçãoprecoce
.
Deveriam,por tanto,marcar
asidades precisas, para seeflectuar a reunião dossexos;nãopermittindo queellase
lizessesenãode certa idadepordiante, marcadanalei. Destamaneira, não sereu
-niriam os indivíduossenão n’umaidade,cm «pienão soellescomoasua progenie e
oestadolucrariam; epor consequência isentos dos malesquelhes traria oenfraque
-cimento:porqueéna idadeemqueanaturezapedeareuniãoque cilaseeffectua:asuaprogenieseriavigorosaeforte
,
eprometteria umalongaduração; oestadoseriaservidoporhomensparaquem asmaiores fadigas seriamcomoalegrespassa
-
tempos.Temosdado ainfluencia da geração comoaprincipal causadas moléstias, te
-mos dito que de umas trazo indivíduoogermenemsi, que de outras traz a predis
-posição
,
poros seusprogenitores serem doentes, ou pornão terem a forçaedesen-volvimentorequeridos paraaprocriação
.
Rosta-
nosagoradizercomointendemos queascousas sepassam. O desenvolvimento dos orgãosnão se effectua aomesmotempo,
comtudoa harmonia existe,ea naturezavai marchandoparao seufim;porémum
incidente qualquer veio perturbar a suamarcha, estepodeser externoouinterno,
para a nossa theoria é indifferente
.
Oorgão éfraco e, permitta-
se-
nos a expressão,usa
-
se,destafraqueza resulta maior actividade dclleparamanteroequilíbrioneces-sário para a existência do todo,edesta maior actividade segue
-
sea diminuiçãodcumaparte da força dos outrosorgãos, que a cedemaomaisfraco;oqueconstitue a afiluencia de maiorquantidadede matéria organica paraologar;mas nãosendoa
forçaorganisadora do orgãosutTícientcparaellaborartodaessamateriaquelhe che
-ga.
fazmaioresforço, nãopode vencer, cessa oequil íbrio: entãocomeça a desorgaoi -sação,
istoé, formação de deposito dc matérias extra-
normaes, organisando-
seemconsequência dasuapropria força, quenãosendo dominadapela forçageral, nem
pela parcial delegada desta, resultaráque, não podendo manter-se.entraemde
-composição
.
eéeliminada.CAPITILOIV
El1rsfemmesparviendrontaprocréer
deshommesparfaitsauphysicjuc etau
moral,et sain«de corpsed'e«prlt.
MILLOT.
17
administram
,
eaprosperidadecommuni:pormaistratos quedé àimaginação,
nãoposso encontraroutro,quenãoscresumanesse: ea reuniãoprecócedossexos éop
-postaaointeresseedeveresdogoverno
.
Julga-
scnubilamulher logo quenella appa-rcce nmenstruação ;mas, como já tivemos occasiaodeponderar,esta ésubordinada tambémaoviverhabituaidapessoa,istoé
,
sãomuitasas causasque concorrem paraafazer apparecer fora detempo: umsustentodemasiadamente estimulante,esobre tudo,se cm suacomposiçãoentraralgumprincipio desses quetem umaarçãoespecial
sobreoutero,como osemmenagogos;a frequentação de bailesoespectaculos;a lei
-turade romances; avista deobjectosque excitamapartedoeerebroquepresideá
innervação dosorgaos da
gera
ção ; osassumptos dcentretenimento comasdesua idade;edahi ,ánoiterepassandoemsua mente osincidentesdo dia,epredominando nellasosystema nervoso,origina-
seo maiorexcitamento,produzido em seu eerebro. erepercutido nos orgãosdageração ;e tudo isto,favorecido por um climacomoeste,faz com queouteroexhaleanticipadamenleumhumor, quesómais tardedeveria exhalar
.
Demais, tantonào deve ser olhadooapparccimenlo precóce da menstruação
como signal damoça nubil,poroutra,não épor ser menstruada quea(levemos jul
-gar nubil ;porque anatureza,paramostrarquenãoèporesteapparecimento que
sedeve julgar da habilitaçãoparao casamento
,
tem-
nosdado exemplos deconcep
çãosemter apparecidoestesignal; e mesmo nunca
apparecer
.
Orlila ). Tem igual-mente havido exemplos demenstruação aos cinco,seise oito annos
.
Velpeau,Boi-vine Dugez)
.
E porcertoninguém diráque uma menina de oitoannospossacon-sumarimpunemente o casamento
.
Nãodeve ser,portanto, o apparecimento pre-coce ou tardio damenstruação,que marquea idade propriaparaseefíectuar ocasa
-mento ,mas ocompletoeperfeitodesenvolvimento do organismo da pessoa:quando
assuas forçasnãoprecisaremmais ser empregadasnoseu proprio desenvolvimento,
podem,e devem entãoserem empregadas nodesenvolvimento deum novoser, que
maistarde venhaoccupar na sociedade ologarque, pela natureza dascousas, tem deabandonar
-
lhe.
Estaidade,entre nos, deveraserparaas mulheres
—
desoito annos—
comple-tos:eparaos homens
—
vinteequatro—
completos.
Nos paizes temperados, oufrios
,
augmentar-
se-
ha dedousa quatroannos,conformeoviver habitual dapessoa.
Enaojulguem as moçasqueperdem comademora:esses quatroouseisannos que
tem de esperar pelosuspirado casamento,para utilidadesuaedesuadesccndeneia, ^ãomuitoe muito compensados
.
Uma menina casadaaosdoze,ouquatorze annos,estando aindaasuaconstituiçãoporacabar, perde
em
primeiro logarumabelleza,que ainda estava porcompletar: a suaforça organisadora, que ainda tinhaquefazer
jparacompletara suaobra ,éinterrompida ,para, ouacaba incompletamenteamo
IS
—
Ihorobradt*Deos:aharmoniatioseu organismoenfraquecido«*acadapassopertur
-bada:a energiaqueoutero tem de
desenvolver
absorveeesgota amaior parte dassuas forças,com detrimento dos outros orgãos ; este mesmo tem lambem desoftrer
umpouco mais tarde, senãologo:seriafastidioso
enumerar
osinalesque resultamdo seu casamento
nessa
idade.
A mulher casada mui joven,aindabem
esta velha;asuabellezadesappareceu depoisdo
frescas còresforam
-
se,para nuncamais voltar;easrugas davelhice opparecemn'u-idade em que aindasedeveriaencontrarbelleza emocidade;porissoentrenós,
muitas senhoras ainda não contam trinta annosejárepresentam
...
oque?o séculopassado! apesarde nãoteremcriadoos seusíilhos,oqueéummal para elles;mas
senãopodem, porqueanticiparam a idade emqueosorgãosquelhehaviamde for
-necerosustento ainda estavam em embrião, eàforça se desenvolve mal ,enãopodem
bastarparaasuanutrição ;comrisco de para sustentarofilhomorreramãi de ina
-nição, seteimaremforçar a natureza
.
De sorteque
,
amenosquenãosejam(lotadas de uma organisaçãolelizeprevi-legiada,casando
-
se nessaidade ficam feias, velhaseacabadas;nãotendo ainda vivi-do trinta annos
.
Enao se casandosenãodepoisdeperfeitamente desenvolvidas, de-pois decompletootrabalho da natureza,gozameapreciamoestado deinoça;apren
-demosdeveres dcesposa;eestudam os sagradosdeveresde mãi,queumdia terão
depreencher:porque, éa ellas queéconfiada a nossaprimeira educação; eseella*
por lalta de tempo nâocompletaramasua,comopoderãoencarregar
-
sedanossa ?t
a sociedade perde,porquesão as mãisque formam oshomens
.
A sua belleza bemconstituídaseconservarápor muitos annos, a velhice, essa cruel inimiga do hellose
-xo.parece respeitaressa organisaçãoforte e bem constituída
,
que nãofoiestragadapor uma reproducção precoce:eaos cincoentaemais annosainda sepoderádizer
semmentir
—
esta mulher é belle1!Egozarãoda vida como moça,comoesposa,e
como mãi.
S»* passarmos uma vista d olhos pelas leis e costumes dos povos antigos,
quese
occupavam einteressavammais que osmodernospela
couserva
çãodaespecieforte evigorosa
,
encontraremos muitasdisposiçõesde acordo comonosso modo depensar
.
Escolheremos umdélies
.
SejamosasinstituiçõesdovirtuosoemelhorlegisladordeEsparta, esse
,
cujas leis fizeram dos espartanosoprimeiroemais fortepovodoinun-do, a ellas deveram dies a sua belleza
,
asuaforçaeoseuvigor;essas leis,
quelize-lam por muito tempoo orgulhoegloria deEsparta,e aquemdevema suamaior
grandezaloramabolidas: e, com a perda das instituiçõesdeLvcurgo
.
cahioEsparta,para nunca maissetornaralevantar
.
« Lvcurgo, tendonotado queoshomens casados de pouconaosabiá«»deaopí
nãotemchegadoaostrinta annoseja
seuprimeiro parto;assuasbellese
-
l O
-das suas mulheres, nãolhespermittiové
-
lassenão em segredo,de modoque
nãofos-sem vistos poralguém,querentrando,quersahindodoquarto delias;acreditando
quese veriam com mais ardor ,eque deste commercio mais vivo nasceriam filhos melhor constitu ídos
,
quedeumcommerciolivreefastidioso.
Nãodeixouaoshomens a liberdade de differiroseucasamento;ordenouquese casassemlogoque estivessemperfeitamente desenvolvidos, robustos efortes
.
Ordenou aosvelhos, quepela maiorparte impotentesemuiciumentos,quese
casavam com mulher mora, que escolhessem na republicaummoçovigoroso, a
quemdariam a liberdadededeitar
-
secom
suas mulheres,paralhefazerlilhos.
Se umLacedemonio tinhaaversão aocasamento, ecom tudo tinha vontade de terfilhos;Lycurgolhepermittia porlei de escolherurnamulherbella
.
efecunda,ter commerciocomcila,
comtantoqueseu marido consentisse.
Elleconcedeuoutrosmuitosprevilegiosdestanatureza
.
Omaridoolhavaosfilhosquesuamulher tinha com outro homemcomoirmãos
uterinos dosseus, e comofazendoparteda sua fainilia; posto que, fossem excluídos da successão
.
(Saint-
Réal).
>*Nãodiremosaosnossoslegisladoresquemodelemasnossas leispelas deLycur
go; os nossos usos eosnossoscostumessãooutros,outrasdevemseras nossas insti
-tuições; masaconselhamos-lhequeaproveitemoquenellas ha deaproveitável.
Outro abuso, não menos perniciosoparaaespecieeparaoestado
,
equeuma boa legislaçãodevera prevenir, se notanomodo porque entrenòsseeffectuant os oa -samentos.
Como de ordinário no hello sexo sefazemn’iimaidade emque paraelle tudoévagoe indeciso,porissoquelhe faltaoconhecimento domundo,quesocom aidade seadquire
,
são deordinárioospais, edevemser,
quefazem aescolhadofuturoma -rido.
Se aescolhaéfeitapor
ellasacontece que,meninas inexperientes,
são illudidas pelos exteriores doprimeirohomemquelhes falia deamor,que ellas desconhecem ,cjulgamque amam ,cci
-
las atodoocustoquererver-
selivres deumpai queasnàodeixaver quandoquerem o homemque faráasua desgraça; essequeásvezesé um li
-bertino,que dissipou por uma vida desregradaeácustadesuasaúdo afortuna que
herdou ,equer restabelecerácustadohonrado negocianteoulavrador, e que sõ fia
-ra esse fim procura seduzira menina incauta :não pódo obter oconsentimento dopai ,porqueesteoconhece bem, ei
-
loquerecorreao governo,
eeste,não se impor -tando comasrazoesqueteriao pai quelhe negou a sua filha,diz:tirc-
seafilhaque -rida dopoder deseupai,
embora tenhaapenas
dozeannos,
eentregue-
seaohomem que arequorou,
quedizmorre por ella;masmorre
peloouroque porella pretende herdar:cdepois, entregandosuamulherásuadòr, com eilesepoderáentregarde novoáorgia e devassidão.
—
20—
«barbaro; outras urn tutor que abusou«lasuatutoria
,
e nãoquorpai grosseiro
lhe tome contas de uma fortunaquedesfalcou: masaproveitariamuito;
melhor
quem
fiscalisaçao nocumprimentodalei,emais alguma
auctoridade
aos pais.
Se a escolhafeita
por
diasfoiinfeliz,
épela maior parto porfalia deidade;se tivessem mais algunsannos, teriam melhorconhecimentodomundoedoshomens
:sendo
,
portanto,
feitaaos doze,quatorzeedezesseis annossãodesculpáveis doscuer
-Ihepermitia casardessa idade
,
eevitar—
se-
hamuitos males.
Se a escolhacfeitapelos pais,estes, dominadospor differentes paixões,nemsem
-preacertam;duasqualidades principaessãopormuitosdesattendidas
,
quesão,
álèmde bem constituídos, robustos e fortes, a sua
—
saude—
easua—
moral—
.
Effectuant
-ro: masnaose
semuitos casamentossemconsultar
-
seocoraçãodamenina;equese consulte? porventura temidadesuílicientc parasaberdecidir
-
se?! não.
Aquivemosumpai negan-dosua filha aohomempobre, masvirtuosoehonrado,que ellaama
,
eforçando-
aacasar
-
secom umhomemqueella nãoama,sóporqueérico deouro,maspobre desaude e virtude
.
Alivemosoutrodesprezandoumpretendentebemconstituído,ro-bustocforte
,
queéigualmenteamado,para entregarsuafilha a umvelho cachetic«cestragado por uma mocidade desregrada
,
que cada annolhedeixounoorganism«ogermen de novasmoléstias;sóporquetemmais um punhadodeouroqneooutro
.
K
—
ovelhoestará contente, porque trocou sua filhapor ouro.
—
A.
Herculano).
Edahi, qual lindo botãode rosaque ao desabrocharrecebe ocontactodafria geada
,
ou aimpura babado venenoso reptil,murchacfenece;assim ameninabellaentregueao
homemestragadoedoente
,
murchaemorre:c,
triste, deixa ummundoquetantolhepromettia, equesó lhedeu dolorosos pesares
.
Os resultados desses casamentosdes-propositados
,
ede uma morade boasaudecom umhomem doentemui bem oscomprehended Millon, quando poz na
consolar Adão da perda do Paraizo,Iliemostrou Ioda asuadescendência,osbens?
«smales
que
ella praticaria:,ouvico
-
versa,bocca «loArchanjo
,
quepanTowhomthusMichael: Theseore lheproduct
Of those ill
-
mated marriagesthou saw's! ;Hhere good with had were match'd,who ofthemselves
Abhor tojoin ;andbg imprudencemix'd
.
Traduceprodigiousbirths ofbodg'or mind
.
Outro abuso quea policia deveria,senão prévenir, aomenoscorrigirexemplar
mente, h esse mercado infame quealei
aucloriza,equeoricoimmoral e
perverso
, abusao-
lodamisériac pooçãoprccaria do pobredesvalido, paraquemsó,parece,se*
*
****
*
88*
**
*
*
•
•
ociadadümodernas, pratica :e,
coadjuvado por uma me—
lit—
infeliz: eo pobre, como lhe faltaoouro,queoprogressocollocou acima da honrae
da virtude, nãopódcobriga
-
lo a satisfazerahonra desua(ilha;porquealei diz ao rico: atiraumpunhadodo teuouroá caradesse miserável , c a honra de sua(ilhaeo seu opprobrio ficam satisfeitos: nem quantoourotemdado, etemparadar,as
minas do Peril, seria capaz depagara honrade uma mulher
.
..
Entãoo pobrenãotemhonra?não:porque hojeoouro étudo,equemnão temouronãotem nada
.
Enão é sóaperdada honra dc sua filha, não é sóo seuopprobrio,queo pobre tem
de amargamente chorar;éasaude desuafilha queobarbaro seductorestragou,que
jamais serárestabelecida,equetalvez,implorandoacaridadepublica
,
terádemorrern umhospital
.
Para estes citareisimplesmenteosEstatutosde Brunswick
,
ed'Allemanha.
Os deBrunswik determinavam: queseenterrassem vivas as mulheresqueentregavamas
outras
.
Demais,enterrava-
se-
lhes uma estacanoseio,
eplantavam-
seespinhossobreo seutumulo
.
Os d'Allemanha:se alguém violenta uma moça solteiraoucasada,
oumulher em viagem; surprehendido emflagrante;enterre
-
se vivo.
Tal é o direito('citadopor M.Michelet)
.
E'bom que ospais attendam as conveniênciasqueseusfilhos não podemavaliar
por inconsiderados
,
econhecer pordemasiadamentejovens quandooscasam;mas
devem indagarescrupulosamentea moral do homemquepretendem darpormarido
asuas filhas,csobre tudo
,
nãodesprezaroseuestadode saude ;porqueesteétudo. Desta maneira evitarão muitos males a suasfilhas: eos seusnetoseasociedade lucrarão.
Não diremos
,
que sesigaoexemplodessepovo enthusiasmado pelaperfeição daespecie
,
queafogavaascriançasaleijadasedebeis;cremossertalvez maisporexces-sivo zelo religioso
,
que poroutromotivo ; não:osaleijados,
osfracos,eosdoentes tem todo o direito ánossa compaixão,
caos nossos soccorros :masnãoprecisamosmata
-
los,
paraosfazerdesapparccerd’entre nós: casem-
senaidade em queodevemfazer; não sepermitia casarem doentes em quanto nãoestiverem perfeitamente cu
-rados;eobscrvem
-
scospreceitos dahygiene;eentãoaespecie, em vez de degenerarcomotemacontecido, seregenerará ;adquirirá aperfeição dotjpoquetem perdido;
seráperfeita;eas geraçõesfuturaso altestarão
.
Não precisávamos do exemplo do legislador deEsparta
,
paramostrarmos a van-tagem de uma boa legislação,queregule oscasamentosea educaçãocivil:porque,
seria precisoqueoestadofossesócompostode Socrates
,
IMatocs,
Lycurgos,eCatóes,paradispensarumamilicia ;eesta nãosendo vigorosa c forte; óummal
,
cnão umbem, paraoestado
.
Apopulaçãoaugmentará,
porqueemlogar de criançasdebeis e cachetions, que ou não vingam, ou sevingammorremprematuramente,teremos-—
*22—
dadeos serviços que ella tem o direito de exigirdclodos osseus
membros,
receio deveralteradaumasaude,queumaconstituição dcferrotornainatacavcl
: o oaugmentedapopulaçãoseráprodigioso.
sem
Terminamos aqui anossa these: cagradecemosaoHim1
.
Sr.
I)r