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A CERCA THESE POR. Mais il nesuint pas de penser à la reproduction. des individus, il faut s'occuper de leur donner

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(1)

ACERCA

ut

minuit

nt

untctii

NO

APPAREMMENT

!

)

DAS MOL

É

STIAS.

THESE

APRESENTADA V’FACULDADE DEMEDICINA DO RIO DE JANEIRO

,

E

SUSTENTADA EM6DE DEZEMBRODE 18

.

8

.

POR

JOSÉ CORRÊA DASILVA SAMPAIO

.

NATURALDE VILLAVERDE (DISTRICT!)DKBRADAEM PORTUGAL),

FILHO LEGITIMO DEJOAÕ ANTONIO DA SILVA. DOUTOR EM MEDICINAPELAMESMAFACULDADE

.

Mais ilnesuintpasdepenserà la reproduction desindividus,il fauts'occuperde leur donner uneconstitution saineetvigoureuse,nécessaire aleur conservation

.

MILLOT

.

Vos animamsævœ fessai»subdueitcmort! Si modo,qui periit, nonpériissepolest!

OVIIHO.

RIO DE JANEIRO

.

TTPOGRAPOIADOAucnivo MEDICO BRASILEIRO,

(2)

FACULDADE

DE

MEDICINA

DO

RIO

DE JANEIRO

.

*Hs«3«

I l I R C C T O I t. O SR.DR.JOSE'MARTINSDACRUZJUBIM.

LENTES PROPR1ETARIOS. OsSrs.Doulores

.

I

ANNO.

Francisco Freire Allcmão, Examinador

.

.

.

^

Francisco dePaulaCândido

II

ANNO

.

^

Botanica Medica, e princípios elementaresde Zoologia.

Pbysica Medica.

ChimicaMedica,cprincí pioselementaresde Mineralogia.

Anatomia geraledcscriptiva.

1

Joaquim VicenteTorres Homem JoséMaurício Nunes Garcia

. .

Ill

ANNO. JoséMaurício Nunes Garcia..

Lourcnço de\ssiz Pereira da Cunha.

. . .

Phvsiologia.Anatomia geral

cdcscriptiva. 1 V

ANNO

.

Pharmacia, Matéria Medica, cspecialmcntea Brasileira,Therapeut ica ,eArtede formular. Pathologia geral c interna.

Patbologia geral eexterna

.

í

JoãoJosédeCarvalho.

. . .

Joaquim José da Silva.

.

. Luiz Francisco Ferreira. . . V

ANNO

.

Candido Borges Monteiro. . Operações,AnatomiaTopographicaeAppare

-il««

.

Partos,moléstias«le mulheres pejadase pari-das,edemeninos recém

-

nascidos.

I

FranciscoJúlio Xavier,Supplenlc VI

ANNO

.

JoséMartinsdaCruz Jilbira. . .

ThomazGomes dos Santos.

. . .

Medicina Legal.HygieneeHistoria«leMedicina. Clinica internaoAnatomiaPath«dngica respe

-cliva.

Clinica externa e Anatomia Pathologica respe-ctiva

.

Manoel de Valladão Pimentel,Examinador.

^

Manoel FelicianoPcrciradeCarvalho,Prmdente

^

LENTES SUBSTITUTOS. FrauciscoGabrieldaRocha Freire,Examinadorf

.

.

Antonio Maria deMirandae Castro.. .

.

\

tlchc,cnciMAccessory

.

José Bento da Roza )

Antonio Felix Marlins <

^

'a0M

,

,

,hca

-Domingos Marinho de Azevedo Americano, Examinador Luiz«la Cunha Feij«j

s

^

Secçã«»Cirúrgica. SECRETARIO.

Dr

.

Luiz Carlosda Fonceca.

(3)

-A'

MEMORIA DE MEU PAI

Tributo de amor,veneração e saudado

.

A

í

lISniA H

Ã

3

I

.

imitadaprova de amor lilial, respeito e saudosalembrança

.

AMEL* IRMÃO

rjt

ù

ajrjs

ï

s

®

josi J>

A

SXLTA SAUJKPA

í

W

) Pornossospais começada,em consequência da guerra civil parada,\ós, oito annos de

-pois, continuastes,oconclu ístesa sua obra

.

OITcrecendo

-

vos portantoestepequenoemeu primeirotrabalho

,

não faço mais que cumprir com o meu dever

.

Nãoéafraternalamizade que sempremeconsagrastes

,

nãoéointeresse quesempre por mim tivestes,quemmeleva a dar-vostã

"

limitadaprova do meueternoreconhecimento, eo sacrifício que fizestes para me habilitarapoder faze

-

lo

.

Bempoucosirmãos,cmcircumstancias mais felizes que

asvossas

,

seencontrarão,quefaçam pelos seus o quepor mim fizestes

.

Longe de pais,pa

-triaeamigos, noséculo d’egoismo cmque vivemos,difficilmcnlese encontra, mesmo um irmão, quesacrifique a suafortunaeo seu bemestara bem deoutro

.

Evós,quenãoten

-des vistoainda sorrir

-

vosafortuna, não receastessacrificar,abem doirmão,opouco que

dozeannosde aturadotrabalho vos tem proporcionado. Farei por corresponder comami

-zadeávossa amizade

.

reconhecendosempreque vos devoeterna gratidão.

-fliiieir*i f t t i t u M,v t m t n u f a<* eiiii/mflok Breve testemunho de amizade fraternal

.

AMELTIOEPADRINHO Singelaprovaderespeitooamizade

.

(4)

PROLOGO

.

0primeirodever do homeinécumprir com a lei,ododoutorando,álèm desse

,

é fazeruma these

.

Sccomo homem julgamos facil o cumprimento dos nossos deveres,comodoutorando achamos a emprezasuperior ãs nossas forças

.

Nada sepoderá apresentarque nãotenha sido dito. Seria preciso um genio, paradescobrire apresentar uma ideia nova. Pelanossa parte declaramos que,a ideia que apresentamos,nos foi sugerida pela leitura de algumas das institui

-ções de Lycurgo; tocou

-

nos,por se casar comonosso modo depensar:jásevè que nãoénova

.

conta pelo menos2732annos:chamamos

-

lhenossa,porque nos responsabilisâmespor ella: cassimaconsideram osestatutosquenos regem.Não sabemos se algum escriptor jánospre

-cedeu, tratandodomesmo objecto;se jáfoi tratado,pedimos venia

.

E’pois obedecendo aos estatutosque escolhemos esteponto, porestarmosvivamente convencidos dainfluenciaper

-niciosaqueerasuaprole exercem paisdoentesecacheticos;e poracreditarmos ser de algu

-ma utilidade um trabalhoneste sentido.Nãolhe demosodesenvolvimento que merece: mas nãofoiporfaltadevontade.Sendo, porém,oprimeiro trabalho litterario que fazemos, e de

-vendo serimpresso,receamostornar

-

nos demasiadamentefastidiososaquemnos quizesse1er ; eassimnão obteríamos o 6m quetivemos em vista ,|<uandoescolhemoseste ponto,enãooutro. Acreditamos 1erfeitoum serviçoásciencia, lançando na arenaumaideia esquecida;e se al

-gumamigo da humanidadesederao trabalho deafertilisar, julgamos que com isso nãoper

-derá:easociedade actual colherá os fruclos,que Iransmittirá áposteridade

.

(5)

ax

&

mAS

gBasmsaagass

ACERCADA

INFLUENCIA

DA GERA

ÇÃO

NO

AipiPiiiBa

ä

cBaiüiBHtt©

ID&

S

mD

&

BSVUAS

«

TAPITl 1.0I.

Kntrcuir lesforces du corps el le calme deshumeurs, alongcrlefil dela vie, c'estaquoion ne s'est pasassezÿtudie

.

BACON (Analyse,'

.

Não pódeduvidar

-

se do extraordinárioprogressoque

,

ha alguns annos

,

tein feito a arte de curar

.

Sãoincontestáveis os benefícios que,emseucrescenteindagar, temproporcionadoáhumanidade soffredora

.

Jáotímido cirurgiãonão vacilla em levarás cavidadessplanchnicas oferro salvador, quando a lesãomortal dos orgãos ncllas contidos reclamaosoccorro

,

promptoeeflicaz, da arte que elle exerce;e, de

-pois de ter com sabias manobras arrancadoao domínio da morte maisumavictima, elle

,

contemplando a sua obra

,

erepassandoemsua menteosannosde vidaque terá dc desfructaro seuoperado, nãopóde deixar de exclamar

,

quena terra nãoha missão mais nobree belle

,

que a do medico

.

Sim

,

énobre, óbella a missão do medicosobre aterra : ehonra seja feita á «lasse, é commuita dignidadequepreenchem osseus deveres.Mas

,

infelizmente

,

éa suaprofissão a escolhida por todos oscharlatães, essa vil eabjectaescoriadogenero humano, que abusando daboafédo povo ignoranteemmedicina ,que

,

nãosabendo distinguiroverdadeiro medico doimpostor, acredita na linguagemmentirosadeste

,

e coma vida paga asuademasiada credulidade; e

,

quandoé muito felizemconser

-vara vida

.

ficacomasuasaudeem talestado de deterioração

,

com osseusorgãos

(6)

1

daiimificados,(juenãoseiseseriamelhor

morrer,

queviver

.

Depoisqueixa

-

se

amar

-gamcntedamedicinaedosmedicos ; mas foi amedicina

,

foi omedico verdadeiro, quevos poz nesse estado? não: foioimpostorqueinvadiu a classe medica,foi o charlatão

,

foiotraficante emmedicina,que apolicia

,

se houvesse policiamedica, deveria trata

-

lo comoJesus

-

Christo tratou aosmercadoresnotemplo:

Et cumfecissetquasi flagellumdefunicu / is,urnnes ejccitdetemplo

.

S

.

JOãO

.

Jà omedico,guiado pela anatomiapathologica

,

nãovè maisentidadesdesconhe

-cidas junto da cabeceira doseudoente; masfuncçôcs eorgãos;seencontra aqueilas pervertidas

,

apbvsiologialhediz:queestestem talouqualgráode alteração: o co

-nhecimentodesta lhe é fornecido pelosnumerososmeios de indagaçãoquetem ao seu dispor,eda combinaçãode todos resultaparaomedico tal certeza ,queleva a sua convicção apontode marcar não so ogrãode alteração

,

emqueseacha oorgào

,

mas também o tempoqueterá de gastar,empregandoosmeios quo a arte lheprescreve, para o fazer tornar a seu estado normal;comotambém,otempo quoteráde vivern infeliz,quetarde recorreu ao seu saber.

E atravezdeespessascamadas de tecidos de differente textura queomedicocom os olhosdascienciavèalteraçõesdeorgãos

,

queanatureza ,benigna eprovidenteem tudo

,

collocouemcavidades bemprotegidas,por seremesscnciaesávida

.

Pareceque, lendo

-

seesmerado tantoemosproteger

,

collocando

-

os emtalposição,queospode

-mos julgar a cuberto de innumernveis causas de destruição,a queoutrospor menos cssenciaesmenos felizes estão expostos, deveriamescaparáobservação do medico: não acontece, porém,assim ; comamesma facilidadecomquereconhecea existên

-cia do tubérculo subcutâneo, reconhecea existência do tubérculopulmonar; com a

mesmaevidencia comquediagnostica a degeneraçãocartilaginosados tecidossuper

-liciaes,diagnostica a degeneraçãocartilaginosaouosseadas valvulas do coração

.

Mas, nos vamosinsensivelmente afastandodonossofim

.

que nãoéfazermos a apologiadasciencia, para«>que encontramososbicosda

nossa

pcnna demasiadamente

grossos

.

Vamos,porém,ao nossoproposito,evejamos como explicamosauctoreso apparecimento de certas moléstias

.

Escolheremosparapontodepartidaaphthisica

,

essa moléstiaterrível que ceifa na flor dos annosuma grandeparteda populaçãodas grandescidades

,

queleva o lutoe a desolação aoseiodeinnumeraveisfamílias

,

quedeixa inconsoláveisvelhosou viuvas

,

quea sua unica esperança

,

senãounico arrimo

,

estavadepositadanounieo filhoqueaProvidencialhe concedeu ,ounoultimo que de tantos lhe restava :eque

uma inorteprematura arrebatouna primavera davida

.

E não serãoculpadososgovernos,que, tendo a restricts obrigaçaode velar na

saúde, e cuidar no bem estar dosseusgovernados, e vendo pelos estatísticas deobiU» oavultadonumeredosque perdema vidanaflor deseusannos, e pelamaiorpartede

(7)

3

certase

determinadas

moléstias

,

não cuidamcm indagar qual u causa que em tao curta idade rouba aoEstado cidadãosquelhepoderiamser uteisY Homens quese

-nãoperdessema vida,

riam,talvez,abonraeorgulhodopaiz queos viu nascer , se

quandomenos

esperavam

,por incuriae abandono de seus

governos

.

Dir

-

se

-

ha:queaomedicocompete indagar as causas quedãolo

^

araoapparc

-cimento das moléstias ? nãose nega : elles c só elles sao os

competentes

,

porseu es

-tudoesuashabilitações

,

para preencher satisfactoriamente essa missão ; c, nãoobs

-tante odesleixo queha emgarantir osseus bemmerecidosdireitos

,

contínuadamente

invadidos porcharlatãesde toda aespecie,prejudiciaes ao estadoeao

povo

, ellespro

-curamcumpriromelhorque podemassuasobrigações

.

Masisto nãobasta: asde

-cisõesde umacorporaçãomedicanão tem força de lei

,

senellas senãomanifestaa

acçãodogoverno

.

Aestecompete,quandosemanifestaumaepidemia

,

ouquandoo

dos quemorremde certas moléstiasé exagerado

,

official

-

àscorporaçoes

medicas

,

para estaslhe communicarem depois o resultadodesuas observações, h

.

seascausasaquecilasattribuenta mortandadepodemserremovidas

,

deveogover

-noempenhartodas as suas forças paraasremover

.

E, se amortandadediminuir,

alémdecumprircomoseudever, receberáasbênçãosde umpovointeiro,quecom

saudade se lembrarásempre do ministro que zelosoalliviouosmalesquesobre elle pesavam

.

Pode acontecer continuarem as moléstiasnomesmo estado que dantes,

apesarderemovidas todasas causasque scsuppunhadaremlogaraoapparecimento delias;mas

,

porisso

,

não seinfira queomalnão tem cura

.

Os medicos sãohomens

,

ecomotacssujeitos a errar

.

Porém deumanova combinação de ideias

,

novoestu

-do sobreas causasque deram logaratacsmoléstias

,

pode resultar a verdade: een

-tãoum geral contentamentoseráomelhoremais dignoprémio

para

oshomensque

paraelleconcorreram

.

numero

Ascausas queproduzemoufazem

apparecer

aphthisica

,

segundo osauctorcs

,

sãoinnumeraveis: uma razão de mais para acreditarmos quea principalnãofoi

aindaporellessufficicntcmcnteapreciada

.

Enumeremos as que nos lembram: hereditariedade; temperamento lympha

-tico;frio húmido; ar viciado; alimentaçãode máqualidadeou insuíliciente; falta de

exerc

ício; vestuário insufficicnte;reclusão;falta deacceio:mansturbação;

venereos;abuso de bebidas alcoólicas; contagio;

excessos

de lodososgenerös; gritos

lorçados; dcclamaçã

o

;respiraçãofrequentedegazes

que

excitamatosse*;quedasou

pancadassobreopeito;privação de sonmo;\ida sedentária;paixõestristes

excessos

excessivas; inflammaçãochronicados bronchios

,

do pulmão

,

dapleura;excessode trabalho in

-tellectual; etc

.

Mas todas estas causasproduzemou fazem appareceraphthisica? não : porque vemosfrequentemente a mesma causa , obrando sobre diversosindiví

-duos,dar logar ao appareciinento dedifferentes moléstias:por exemplo

,

a exposição

(8)

\

Iinlempcriedour; um coutrahirá

uma

pneumonia

,

outrouma pleurezia

,

outro

um

rheumatismo

articular, outrouma dysenterie,

^

mos

,

portanto, queépreciso

que

constituição

,

parasemanifestarem nelle cer

-haja algumacousadeparticularem

lasmoléstias

.

K’oque nos

parece

nãoter sidobem apreciado pelosauctores; uns

,

collocamlo ainfluencia da geraçãoemultimologar, mostram opoucoapreço

,

emque tema

principal caasa dasmoléstias

,

outros, maisconscienciosos

,

dão

-lhe o

primeiro logar, tanta extensãoquanta lhecompete

.

DonumerodesteséBernardeau,

sua

masnaocom

que d i z: Quelquefoislaconsomption pulmonaire passe unegénération

,

les nieus

paternels

,

oumaternelsenayantétéatteintsetlepèreetla mèrejouissant d'unebonne santé

.

(uiST

.

DAPIITIIIS

.

IMJLM

.

)

Kcomoseexplicará oapparecimentcdaphthisica

em

indivíduos

,

que, nãoes

-tandocmncm

-

umadas condiçoesquegeralmcntese julgam proprias paraa favore

-cer ,onão setendoexpostoancm

-

umadas causasapontadas pelos auctores

,

sãocoin

tudoaflectados desta moléstia ? Se não admittirmos ageraçãocomo tendo aprinci -pal influencianoapparecimento«las moléstias

,

nosacharemosmilhõesdevezesem

-baraçados, não sópara explicarmoso seuapparecimento

,

como para as tratarmos convenientemente

.

CAPITILOII.

Nasciturexiguus,sedopesaequirit eund».

OVíDIO

.

Cesontles humeurs de lamèrequi pré

-parentordinairementetleplussouvent

lesmauxphysiques de l’enfant ; maisce

sontles fluides vitaux etspiritueuxque

lecerveauet la mt

^

llcépinièrede l'en

-fant filtrentetelabjrentdes leseinde

sa mère, quidécident desa constitution

etorganisationmorale. MlLLOT.

A influencia da geração é admittida como tendopartenoapparecimentode certas moléstias; mas não podemos comprehender comohomensprofundos pen

-sadores temlimitadotãosómenteaumcertonumeroaprincipalcausa delias; por

-que os argumentos,em quesebaseamparaprovarainfluencia da geração na

phthisi

-ui,siphilis

,

eoutras moléstias,sãoos mesmoscoinquepretendemosprovar tensãoatodas asmoléstias

.

Reconhecemos que a sciencia tem chegado onde

,

ha alguns annos

,

talvez

(9)

-—

o

com ardor c esmerotem sido cultivada

se não acreditara que chegasse; que

e enriquecida de obras primas

,

queserão

sempre

apreciadasc lidascom gosto,

e que são um padrão de gloria de seus auctoresc seu século

.

Mas não po

-demos deixar de estranhar o abandono em que se tem deixado aetiologia

.

E

verdade que,conhecida a moléstiae os meios racionaes de seu tratamento,pa

-rece que pouco nos devemosimportar com acausa que a produziu

,

se actual

-inente não obra ; mas assim não deveser

,

e é especial mente delia que nos

devemos

occupar

; por quanto, maisvale prevenirasmoléstias

,

que bemcura

-

las

.

Prineipiis obsta; sero medicinaparatur , Cum mala per longas invaluère moras

.

OVí DIO

.

Reconhecidaageração comotendouma parte muito activanoapparecimento

de certas moléstias, para asprevenirmos

,

deveremosprocurar remover ascausas

quedão logar á inoculação dogcrmcn morbifico noacto da geração

.

O que se

conseguirá

,

piamenteacredito , logoquefòrsuIRcientemente apreciadoopapelque

noapparecimentodas moléstiasellarepresenta

.

Quem haverá noRiode Janeiro,que

,

pelo extensocommcrcioquetem com

a maiorpartedas naçõescultas

,

vè cm suacapitalum semnumerode estrangeiros,

quem haverá

,

dizemos, por mais fraco observador que seja, que deixe de os

distinguir? Se por exemplo se lhe apresentar um I

ortugucz

,

um Francez

,

Allemão

,

cum logiez

,

elle promptamentedirá:esteéPortuguez

,

est’outro

Francez,

aquelleAllemão

,

eaquelloutroInglez

.

E porque os distingue? porque cadanação

temumtypo particular queadistingue dasoutras

,

porque cada povo

,

oriundo de

umaoumais familiasquesemultiplicaramjuntas

,

apresenta certocaracter

,

certa

expressão quese conservasempre, apesar da civilisação ecommcrciocomdiversos povosterfeito entrar cm seuseiomuitos estrangeiros

.

Isto se torno muito mais saliente nos povos que estão divididoscm tribus;

como entre elles oscasamentossão feitos na mesmafamilia

,

nota

-

se

,

álèmdo

typo

nacional

,

um typo peculiaracadatribu , que atornaperfeitamente distincta das

outras

.

Asemelhançaentre osindivíduos da mesmatribuéàsvezestãoperfeita

,

que

tomaríeis porirmãos indivíduos

,

que se não julgariam parentes, se não fossem

ramos

do mesmo tronco

.

Ora

,

nãopoderemos explicar

satisfactoriamente

esta

persis-tência de traços e de expressão nas diversas familias

,

se não pela influencia

dageração

,

transmittindo poresteacto os progenitoreso

seu

physicoeasua moralá

suaprogenie

.

Mas não se collijadoque acabamosdedizer quepretendemos sustentarqu lillio do assassino ha de ser necessariamente assassino; que o malvado jámais

um

(10)

<

>

a educação bem dirigida não só fazadquirir

novas

procrear

ásenão

malvados

; não:

qualidades, como

,

também

,

corrige oseffeitos que nas jovensimaginações poderia terproduzidoomauexemplo; e

,

bemassim

,

as inclinações viciosas que nos jovens educandos se

possam

manifestar. « Maisl’é

ducation

fait aussi acquérirdes

facult

és

qui se transmettent par voiede génération, lorsq’on

quiensontdoués »(Muller)

.

E, de mais

,

muitascausas influemna moraldo

homem

determinam a abandonar a preciosa senda da virtude

,

para se atirarno

soind’apparierles

individus

que o

immundolodaçaldo vicio:

uma

necessidade os obriga a praticar actos

,

que nem sequer pelo pensamentolhepassaram: e ás vezes são victimas da leique

deveria

cahir sobre osseus executores

.

Mas é questão esta que pouca ou nem

-

uma

relação temcomofimdanossa

these, e que apenas muidelevetocamos, para que se nãodesse ásnossaspalavras

umainterpretaçãodiversa daquelhe

queremos

dar

.

Julgamos, porém

,

conveniente, em primeiro lugar, apresentar

um

pequeno

esboçoda theoria que seguimos

,

para explicarmos o desenvolvimentodohomem;c, comoeste nãopodeterlogarsemo concursode differentesncções vitaesque tem por

fim aproducçãode umnovo servivo, istoé

,

sem ageração; éporissoque parti

-remosdesteponto

,

para explicarmoscomoentendemosqueascousas sepassam; e como as metamorphosessesuccedematéocompletodesenvolvimento do novo ser.

Depois que o ovo éfecundadoestáaptoparadesenvolver

-

se

,

ctornar

-

se

um

novoser; e logo que as condiçõesnecessárias a seudesenvolvimento lhesãofavo

-ráveis,ellesedesenvolve

,

eonovoserapparece

.

Pelo

que

acabamosdedizersevè, quesãonecessárias certas condiçoes ; masque a forçaque presideao seudesenvolvi

-mento estánelle, e que estas condiçõessólhe

servem

para pòr emactividadeesta força

,

principioda organisação c da vida

.

Esta força existenogermen antes queas partes do todosejamseparadas; ellaéque produzosmembros

,

semosquaesnão se rcalisaria a ideia dotodo

.

O germenétodo

potentia

; aspartes integrantes do todo apparecemactu

.

Esta

centralisa

ç.ão de forçasemanadas do todo potencial pode ser

pornósapreciada observandoaincubação

.

No ovo

,

áexcepçãodogermen, tudo édestinadoparaasua nutrição; todaa forçaresidenogermen: e

,

como as influencias exteriores são asmesmas para os diversosseresorgânicos, devemos poisconsiderar, oqueseacha1eramesma fô

rma

namaior parte dos animaes, como o todo potencial do animal futuro, dotadodc

força essencial e especifica dequeelle seráprovido

.

Vemos

,

portanto

,

queo

germen

seestende

,

envolveoamarello

,

edc suametamorphose nascemosorgãosdo

animal

, por umacontinuada producçãode cellulas

,

ouelementos activos deformação:

primei

-ro

apparecem

osdo

systema

nervoso

,

os dosystemaorgânico dãonascimento atodos

(11)

-meirotraçodas partescuulraesdosystcma nervoso, nãovemosouerebro

,

oua me

-dulla

,

masolodo potencialdeste

systema

.

Assim

,

vemos as partesdocoraçãoprocederem de uinutriculo homogeneo;o

primeiro vestígio do apparelho digestivo, sem glandulas salivaresnem fígado, ser maisqueumutriculointestinal

,

serotodopotencial doapparelho dadigestão,como odocoraçãooédo da circulação

.

A forçaorganica, a causa primaria do ser orgânico

,

6 umaforçacriadora intelligente

,

que imprimemudançasharmonicasã materia

.

Masa harmonia entre os membros necessária para constituir o todo não existe sem ainfluenciadeuma forçaqueobre sobre elles

,

enãodependade nem

-

umadassuas partes

,

epreexistaa estas ; porqueestasnãosãocriadassenã

o

no momentoemqueoembrião sedesen

-volve,

e

osãopelaforça dogermon

.

Mas estaforça,estacausa primariadavida que obra nosanimaes, cria todas as partes que entramna ideia de umseranimal , eproduz nellasomodo decomposição, cujoresultado õ a faculdade de mover

-

sec sentir,istoó, a faculdade conductora de impressões, quesepropagamaumcentro depercepção

,

ode reacçào

.

Os productos deste primum m ovens

,

que geraereproduz sem cessartodas aspartes,unssãoaptospara operartransformaçõesde matériasdestinadasasercon

-duzidasmais longe,paraservir ãsnecessidades dotodo ; outros aosorgãos delocomo

-ção ; outros aos orgãospormeio dos

quaes

tem logar as aeçoes detodos sobre um centrocommuai

,

ereuççócsdeste sobreaquellcs

.

E'pois

,

cmconsequ

ência dos actos do nutrição ercproducçãoqueos musculostemafaculdadede attrahir as suaspro

-prias moléculas

,

ou de mover

-

sedebaixoda influencia decertascausas

.

Aforçapri

-mitiva deformaçãocrcproducção d á aos nervosaptidão a fazer nascer osphenome

-nosvitaes que lhe são proprios;eas suas faculdades sãouma

consequ

ência da sua produeçao

.

Odesenvolvimentodo germen

,

graç

as

á importantedescubertadeSchwann

,

po

-deseracompanhadoemtodasassuas fazes

.

Elle reconheceuqueostecidosnosani

-maessãocmtudo compostos

como

nosvegetaes de cellulasanalogesás destes, tendo comoellasumnúcleoapplicadoásuaparede, edesenvolvendo

-

seao redor«leste

,

do mesmomodoqueScleidendescubriu queellasfazemnoreinovegetal

.

Assim,produ

-zem

-

senovas cellulas,umasdentro

,

outrasfora,das jáexistentesna substanciamãe

delias;primeiramente vemosappareccrnesta corposgranulados, asmais«las vezes achatados, ealgumas vezes arredondados;acham

-

se poisestes corpos uns dentro, outrosfó

ra

dosjáexistentesna substancia mãe das cellulas

.

Uma

vez acellulafor

-mada

,

onúcleopermanece collocadonasuaparede interna;ealgumasvezeséabsor

-vido

.

Destamaneira

,

as cellulas dos animacsevegetaes, como base de lodos os teci

-dosemesmodogermen

,

possuem umavidapropriadotodo:ellas nascem,rprodu

(12)

-—

8

semelhantes nellas

mesmas

:muitas vezes com omicroscopio

desco

-muitas geraçõesjuntas,estandoascellulasmãescheias denovas cellulas

,

que turnocontémoutras ainda mais novas

,

ou

novos

núcleos;comose

observam

/.cm as suas

brem

-

se

aseu

nas cellulas dascartilagens

.

Estascellulassão também asportadorasdas forças activasnotrabalho da vida;

cilastem opoderde metamor phosear as

substancias collocadas

junto delias,

enchemde matériasparticulares

,

como

por

exemplo, de amido nos vegetaes

.

Nosanimaes cilas parecem ser partículas activas na absorpçãoesecreção

,

porque as superficiesanimaes offerecem

-

nas em toda aparte onde se opera uma reabsorpção exhalação. Ascellulasprimitivas

conservam

asuaforma emmuitos orgãos

,

como

nos diversosepithelios

,

notecido cartilaginoso

,

nasglandulas,nascellulas dagordu

-ra,etc

.

Muitasvezes passam tambémaoutras fôrmas; assim,alongando-se emfila

-mentos, dãonascimento ao tecidocellular,ou,reunindo

-

seemcilindros

,

aos musculos enervos

.

Nosangueexistempartículas dotadas deuma acçãovital,que pertencema e muitas vezesse

ou

categoriadas cellulas

.

Aforçaque determinaodesenvolvimento dogermené amesmadeque depen

-de a conservaçãodotodo;este é formado deorgãos, isto é,membros differentescm relaçãode suaqualidade:e não sósãoconstituídos,comoprocriamporsuapropria força;poremestaforça nãoéabsoluta

,

podendo existiracomposição e aforçaparaa vida ,semcomtudosemanifestar por phenomenos vitaes; oquenotamosnoovoani

-malfecundado, mas não incubado

,

eno vegetalem quantonão germina:aforça

criadoraosmantém

,

esta cmrepouso;enão semanifesta

,

semque seja collocadoem condiçõesfavoráveisao desenvolvimento dos phenomenosvitaes

.

Ea historia nos

apresenta exemplos deconservaçãode vida latente não sópor annos,como atépor

séculos

.

Comtudo

,

logo queo ser orgânicoestádebaixo dainfluencia dascondições

pre

-cisasparao seudesenvolvimento

,

elle sedesenvolve;porqueentão se

opera

umacon

-tinuadecomposiçãodamateria organica existente;eos mesmos phenomenosvitaes

são oresultado da formaçãodenovamateria

.E

estaactividadecontinua

,

que se mos

-tra na materia organica viva

,

goza também deumpoder criador

,

sujeitoás leis de plano razoavel de harmonia ;porqueestãode talmaneira dispostasas

partes

que

correspondemsempre aofim

,

emvistadoqual tudoexiste

.

Por isso vemos que

uma

parte dotodo separadadclle cessade viver

,

porque

,

sendo ocorpoorgânicoumin

-divíduo

,

esendo este formado de partes heterogeneas, nãopoderá

separar

-

se

uma

dassuas partes constituintes,sem que desappareça a ideia do todo

.

A forçaorganica

do todo,queé a condiçãoda existênciadaspartes,possuo também a

propriedade

dr

produzircom a materia organica osorgãos necessários aotodo.

Essa forçaque presideao

desenvolvimento

dotodo, estas outras forças

parciaes

(13)

9

cooperando

para

se realisaresta ideia grandiosa,esta obraprimada natureza ; este succéder de phenomenosnodesenvolvimentodonovosersãoumprodígio sublime,

quefaraqueosmais obstinados atheos reconheçamodedo doCriador,eextasiados na contemplação da suaobra adorem asuprema intclligencia,origemde todasas cousas

.

Assim,nohomem oprimeirosustento dogermenétirado da matéria organica

queoenvolve;oseuprimeiro desenvolvimentoc,porassim dizer

,

feitoásuacusta: porem depoisque se põe em relaçãocorn o orgãoque a natureza lhe desti

-nou, começaentão a tirar de outras fontes osmateriaesdasua nutrição ate o seu completo desenvolvimento; epocacm que não lhe sendo mais precisa esta exis

-tência emcommuai

,

elle abandonaoorgão protector, nasce;e começa a viver de

umavida propriaeindependente

.

Mas como se encontra a materia organica? Dissolvida em todos oshumores,

onde o microscopio nãomostra nem

-

uma especie demoléculas : é,porexemplo,o quetemlogar no sangue,eonde cila nãotoma aforma de glohulossenãopelaacção da pilhagalvanica,calor,ououtrasinfluencias chimicas

.

Nasuamaiorsimplicidade a matéria animal forma uma cellulaordinariamentecontendo em seuinteriorum

núcleo : a membranaqueconstitueasparedesdesta cellula édesprovidade estruc

-tura;éa origem de todos os tecidos

.

Aaguacommunica ás matérias solidas vivasex

-tensibilidadecflexibilidade, semquepor isso sepossa«lizer que estão molhadas.A quantidadedeagua queellaspodemabsorveréavaluada por Berzeliusnosquatro quintosde seu peso

.

Os porosdas matérias animaescheios de agua permittemás substancias solúveis nella, que entram em contacto com elles, de se dissol

-verno liquidoque as humedece,e,se jáeram dissolvidas

,

de seespalhar noste

-cidos orgânicos

.

Asmoléculas

,

de que estes secompoem, em virtude da forçaorganisadora, at

-traheme assemelhamas moléculassuas congeneres queencontram nos humores,

queincessantemente percorrem todooorganismo; equeemconsequênciade uma lei harmonica, necessária para a conservação do todo,indivíduo

,

ellasfornecem aos orgãos osmateriaesparao seucrescimento,e acarretam osquejãserviram,c nãopo

-dem maisserutois: ouparaoseliminarpornocivos ousupérfluos,oqueconstitue

assecreções : oupara lhe fazeradquirirasqualidades que perderam,edenovotor

-nar aservir

.

Em quanto esta aturada harmonia

,

que não sepode negar, existir entre as

partes do todo,por issoque, constantementeobservamos quearespiraçãoé acausa da acção do coração, queomovimento deste leva ao cercbroosanguemodificado pelarespiração, queopoe em estado de modificar lodos osorgãos, e provocar os

(14)

10

em

quanto,

digo, existiresta

harmonia

, eacomposiçãocdecomposiçãodosorgãos seeffectuai*com materiaes puros, nãolendo sido

inoculado

nogcrmen algumprin

-morbifico, odesenvolvimentodoser serárápidoeperfeito; cmuiraras

vezes

cipio

seráalteradaasua saude. Masse ogcrmen,emse

desenvolvendo,

trazcomsigo um principio morbilico, sejadeque naturezafòr, então asaudedoindivíduoseráfre

-quentemente

alterada,oequilíbrioderepartição dosmateriaesserá perturbado;re

-sultando desta desordem uma serie dephenomenos,que encurtamotermo da sua

existência

.

Podeacontecer,eentre nósfrequenlementcacontece,encontrarem

-

seindivíduos

cmapparenciada melhorsaude do mundo;

que, nasprimeiras idadesda vida

,

gozam

porqueogcrmen morbilicoestálatente,eaforçaorganisadora ainda nãose mani

-festou nelle; mas um bom observador, olhandopara estes indivíduos, nãopoderá

enganar

-

seno

prognostico

dasua diatliese:eo

tempo

justifica as suas previsõ

es

,

porqueumacousa insignificantebasta, ásvezes, para queesseprincipio voraz deixe

oestado dc vida latente cmqueseconserva, ecomecea obra dadestruiçãodo indi

-víduo; principiando por assemilbarasmoléculassuascongénèresque encontra,ede

queoorganismose desembaraçariaeliminando

-

as

,

senãotivessesidoperturbadaa harmonia precisa paraaconservaçãodo todo

.

Masessaassemilhação seopera lenta

ourapidamente, conforme asdiversascircumstancias que presidiram e concorreram paraageração edesenvolvimento ulteriordo indivíduo: edahi a duraçãodifferente

dosindividuosaffectados damesmamoléstia.

O maior oumenor gráo deforça deque são dotadososprogenitores, oestado mais oumenos adiantadodasmoléstias de que eram affectadosnoacto dacopula

fecundada, influepoderosamentenodesenvolvimento do ser,de quesãoorigem; e emsuafuturadiatliese

.

Assim, unsnosapresentamotypo dadiatliesetuberculosa, outros dasyphilitica,outroscscorbutica

,

outros cachetica,etc. Mas deordinário cila não semanifesta claramente, apresentando

-

nos todosos symplomasque a caracté

-risant

nas primeiras idades da vida; nestas uni viço enganador, radiante de frescuracmocidade, lisongeiaasesperanças deseusprogenitores, o

parece querer

darumdesmentidosolemneásopiniocs dos medicos que

sustentam

a

hereditariedade

das moléstias, parecedesafia

-

los a que lhes digam se PauloouSancho,filhos de pais robustos,sadios

,

ebem constru ídos

, eque

foramprocriadosdepois queseuspais

attingiramoseucompleto desenvolvimento, apresentam melhor

aspecto

de vigore saude do que elles

.

Mas, estas apparenciasde vigor nãoil ludern omedico bom observador, acima dissemos

.

Oscuidadoshygienicosdequeocercam, as commodidades queda a fortuna

,

podemfazer

conservar

-

se por muito tempo nostatuquoesse

principio

morbilico;eatéalgumasvezesoindivíduo cresce, procriaemorre,sem que nellese

(15)

i l

manifeste claramente alguma dessas moléstias

que

pela geração lheforam

commu

-nicadas; maslávem seu filho que, menos felizdoque elle, morre aos estragosda moléstia

,

que poupouseupai

.

Depende igualmente da naturezadoprincipio morbi

-fico, e do desenvolvimentodosorgansda predilecçãodeste: épor isso que

,

observamos, por exemplo

,

queostubérculos pulmonares se manifestamordinaria

-mente na epocacm queoorgão

que

éasuaséde adquireoseu maior desenvolvi

-mento, e tem deempregarmaiorenergiano

exercí

ciodasua funcçâo: e assim todas

as outras

.

nos

Nãoobstante

,

ás vezes

,

cilassemanifestamatilesda

epoca

marcada pelaobser

-tra

-Este

ração; oque depende em partedafraqueza constitucionaldoindivíduo

,

deque

taremos no capitulo seguinte

,

c cm

parte

damaior saturaçãodoseu sangue, humorque inccssantemcntc percorre todooorganismo

,

o excita, anima, epoeem

actividade; fornece

-

lheosmeios do seu desenvolvimento levando

-

lheamatéria nu

-tritiva; acarreta os restos ou paraserem eliminados

,

ou

para

ostornara levar

jámodificados pela respiração

,

cdenovotornaraservir: éporestacomposição e

decomposição successiva do organismo queelle semantém

,

queosangue conservao

principio morbifico, eque a travez de membranasdelicadasse traduz a d iathese

propriado indivíduoque seobserva

.

E’inquestionável que por este meio se com -municantasmoléstias,o como,édifiteiI explicar

-

se,nãoadrnittindoageração como tendo apartemais activa noapparecimento delias

.

Diremos, porém, comointendemosqueascousassepassam, por exemplo, na

phthisica hereditaria : nesta o germendizemosestálatente, atéqueumacausaás

vezes desconhecidavenhafaze

-

lo

appareccr

;se,por exemplo, adrnittirmosum

,

trez, vinte ou cem pontos tuberculosos, nãopodemosconceberqueelles seconservem

estranhosácomposiçãocdecomposiçãodoorgão que oscontem; intende

-

se

antes dessacausaterfeito

apparecer

ossymptomascaracteristicosdoprogresso damoléstia ;

porque,seassimfosse, comoédosanguequeseextrahem osmateriaes paraa com

-posição dos orgãos, e osque temde elaborar alguns productos,que temdeservir

para differentes misteres

,

nãoreconhecemoutrafontedeseusmateriaes, segui r

-

se

-hiaque, sendoos pontos ondesc conservaogermen estranhosácomposição ede

-composição

,

nãopoderiasertransmittidaamoléstia antesde seter declarado noin

-divíduo ; poremobservaçõesconscienciosascbem averiguadas dizem

-

nos ocontra

-rio;logoogermenmorbifico segue amesmaleique seguemos outrosorgãos

,

e en

-tãotemosahi aexplicaçãoda existência nosanguedoprincipio morbifico

.

Dize

-

mo

-lolatente,porquenãoaugmenta

,

porissoqueaharmonianão foiperturbada ; mas sendo, então a composiçãoexcederáadecomposição; formar

-

se

-

ha deposito, e como antes de seformaroorganismo se nãodesembaraçava delle, porque fazia por assim dizer parte integrante delle, e não perturbavaaharmonia existente entre todas as

(16)

1 2

vez<lc um atomo morbi

-denecessidadetem oorganismode en

-logoqueacomposição prevalece,e,em suas

partes

;

fico,existem nomesmo pontodezouvinte

vi

,

lar todasassuas forças,parasustar oequilíbrioruto;

procura

desembaraç

ar

-

«

,

desse corpo

que

eulãooconsidera estranho

,

enãopude;

augmenta

avitalidadeda parte,e

affluent maior

quantidade

deliquidos

,

e eis

manifestado

o mal quecm suaorigem era,por assim dizer,

desconhecido

.

mas

Mas cissuccumbea naturezaescrava 4nmali]ur oridacm suaorigemdamna.

BOCAGE«

CAPITULOIII

.

Car siunefemmeest faillie,peuavancé dans son développement et val étudinai

-re

.

etsil’homme s'estépuisédanssajeu

-nesse,Ilsn'imprimerontaleursenfnn>

«l’unevie faillieetlanguissante

.

MULOT.

Promcttemosmostrar nestecapituloa

causa

por qu•algumas moléstias

appare

-rem antes «laepoeâcmque a observaçãonosmostra,eoraciocínio nosindica,que

liasdeveriamapparecer: nãosóporscr objectodanossathese, comoporque acredi -tamos prestar um serviço utilãhumanidade

,

mostrando

-

lheascausas das moléstia1«

que aaffligent ; oao mesmo tempo apontando

-

lhe os meiosque,emnossa convicção,

julgamososmaisadequados paraasprevenir: elles não são diíTiceis depòr emprati

-ca

.

e oresultado delia seráa progressiva diminuiçãod**mortandade omcerta idade, e <lecertasmoléstias

.

Mas não sejulguequeesta progressiva diminuiçãode mortandadeiraaté ao

pontodenãose morrer mais, não ; porque estaéumadas condiçõesda

humanidade

.

Oma pulviscs etin pulverem rererteris

.

Podemos, comtudo

,

frnneamenteavançar,

(jue nãosódiminuiráde muito a mortandade,como onumero dasmoléstiasque

.

na

.

»sendo dosuanaturezamortaes,podemvir aser

,

sendodesprezadas

.

Pela geração nãosócommunicantospaisa seusfilhosas suasmoléstias,como

ate

.

estando elles isentos dessasqueos andoresjulgam hereditárias

,

podem

procriar

filhos predispostosparaum numerodelias,sendo gerados em certas condiç*«*

-Lntrenos émui usualcasaremindiv íduos

,

queainda estãomui longe de terattingid

"

completo desenvolvimento;dahi resulta

sem

(17)

13

oestado

.

O hellosexo,sendotalvezoque mais desejaaunião,

sua progenie

,

e para

apenas

nelle despontamosprimeirosignaes dapuberdade

,

é tamhemomais sacrifi

-cado;oque maistem de softrer asconsequências deploráveis

,

e ás

vezes

lunestas, da união

prematura

.

K de ordináriodosdozeaosquinze annos

que

nelleseelíectuama maior parte doscasamentos;masnãoéaosdozenem aos quinze

annos

.

queoindi

-víduo deste sexo temchegadoaotermo doseu desenvolvimento

.

Nosexo masculino tambémoabuso decasarde

pouca

idadetempenetrado,hem

quenãoseja

com

tantafrequênciacomonooutro

.

Masé incalculávelodamno,e nãopodemos avaliarhem aextensãodas

quenciasdareproducçãoprecoce

.

Oindivíduoquenão temchegadoaadquirir todo

odesenvolvimento queanatureza lhe marcou estácomo seuorganismoaindaimper

-feito, porissoquenão temadquirido todaaforçaetodo ovigordequoécapaz;ora segundo o axioma nemo flat i/ uoil non habet ,èevidente quenãopoderátransmit

-tir ãsua progenie um vigor quenãotem; cpelo contrariolhecommunica uma fra

-queza,cujasconsequências ella terá desoflrertoda asua vida;fraqueza queépara

ella uma predisposição paraumsemnumerode moléstias

.

Todooorganismodojo

-ven

scr se resente da suafraqueza congenita;centão,parece queaforçaorganisa

-dora nelle

,

conhecendo que cedo será perturbada em

sua

marcha, eque de um

indiv íduo constituído de materiacs não perfeitamenteeliaborados não poderásahir

umathleta,masumser debilcfraco, cquenellenão se conservarápor muitos annos

a harmania necessária paraa existênciado todo,aproveitaaprimeira infancia,em

queoscuidados sãoprodigalisadoscomeflusão

,

para pôr em acçãotodos os seusrecur

-sos;eoindivíduoapresentanessaidadeurnaspectode vigor enganoso,quemais tar

-de,quando elle precisarde suasforças

,

acharáque asuaconstituiçãonãocorresponde

ao seudesejo;fazum pequenoesforçoparavencer a sua naturalfraqueza

,

ei

-

lo doente,

eincapaz

por

muitotempodeentregar

-

se aexercíciosque paraumjovenbemcons

-tituído serãobrandos

,

masparaelle

,

asua fraquezaosacha demasiada mentefortes

.

Note

-

seque tratá mos dos lilhos de pais sadios

,

equesómentelhes faltavam al

-guns annos parapoderemadquirir todaaforça dequeo seu organismo era

capaz

;

forçaquetransmittiriam a seusfilhos:porquese

,

álèmdestafraqueza propriadaidade em queossexos, sobre tudoohello

,

entrenós se reúnem,accresce haver algumamo

-léstia,ousejadessas em

das que podem admittirduvidas

,

entãooseffeitosdareproducçãoprecocetornar

-se-

hão

muito mais salientes: os indivíduosaquemellader origem

,

se vingarem

,

terãosempre saudeduvidosa:asuasobre

-

mezaserásempreumapoção

medicamentosa

; atéque nãopodendo mais a arte conter essadesbarmoniadcumorganismo cançadodelutar

comsigo

mesmo,

para não deixarescaparumavida que

a

cadapasso parece querer

conse

-que todos concordam sepossam transmittir pelageração, ou

(18)

H

individuo julgar

-

se

-

ha

abandona

-

lo

,

entãoella vè

-

scimpotente

,

eelle succumbe:

felizporquedeixa desoffrer

.

eo

Unalumenspcsest ,

qwe

me solelurin istis,

liœc fore mortemca non diuturna mala

.

OVíDIO.

Mas dir

-

nos

-

ha uma comadre dessas enthusiastas apaixonadasdoprogresso

,

(porqueisto éprogresso; por issoquemostramos aos nossos antepassadosasuaigno

-rância nesta materia:porque emseu

vezesquatrogeraçõesnomesmo anno, nóscomomaisadiantados

,

fazemosnomesmo

periodoapparccer odobro:) dirápois:olhaiparaas nossasmeninas,e vede,como

aosdoze,

quatorze

equinzeannos

,

dãonascimento a meninos tão hellos,tão gordos,

e tão sadios ; vede como crescemrapidamente!? A estasmandaremos consultaro

lavrador

,

eelle lhe dirá:queogrãode milho enfesado ;que ogrãode milho bem

desenvolvido, mas aindanãosazonado;queogrão de milhoperfeitamentesazonado;

todos, plantados nasmesmas

condi

ções

,

nascerão: equenoapparecimcntodaspri

-meiras folhas

,

ninguémdistinguiráqual déliés éomaisperfeito; maslogodepois,ao

apparecimentodas segundas edespontardasterceiras;oobservador dirá; oprimeiro

não vinga; o segundo sevingar

,

seresistirao tempo, dará má

o

fructo ;oterceiro

oh !esse

,

resistirá aotempo ; cmultiplicará aoinfinitofructos bemsazonados

.

Areproducçãoprecoceé também aprincipalcausademorteprematura:porque

dafraquezaconstitucional doindividuoresultaumasusceplibilidade excessivadoseu

organismo, para se resentir da maispequena modificaçãoqueumincidente qualquer

leveàsua habitualharmonia

.

Assim,aquillo quenoindividuobemconstituído pas

-saria desapercebido

,

nofraco e debilómais quesullicienteparaolevarásportasda

morte, seonãomata

.

Aquealtribuir entre nós

,

o extraordinárionumero de obitos

de curta idade ? dirámuita gente ás moléstiasqueos atacaram

,

e deque morreram;

concordoem parte : mas estas moléstias não os matariam

,

e muitasnemsequeros

affectariam

,

se asua

tempoapenas faziam apparecertrez

,

e raras

constituiçãonaoestivesse predispostaporsuafraquezacongeni

-ta. Esta fraquezaóo resultadoda fraquezado germen, etambém da dosorgaosque

concorreram paraoseuprimeiro

desenvolvimento

.

\ emosquea naturezaélenta em produzir,massegura emsuas produeçoes: e

quando despontamosprimeiros vestigios da puberdade

,

ella aindanãodeupor

cluida a sua obra;porqueestes podemapparecer

,

eappareccrnás vezesmuito antes

da idadepropria, o que depende de variascausas; entre outras,ogenero de vida, o

sustento e o clima

.

Não tendo pois anaturezaacabado a sua obra,é crime de Icsa

-natureza perturbar a suamarcha, pondo emactividadeforçada orgãosque aindanão

estãoperfeitamente constitu ídos.«L’épuisement est d'autant plus grand quelespar

(19)

-—

15

jeusoulplus nombreuses etplusnobles.

tiesfréquemmentetviolemment misesen

(Muller

.

Todooorganismoconcorre paraareproducção daespecic;equandoappareeem

osprimeirossignuesdapuberdade, ainda ellenão adquiriuográodeperfeiçãoque

mais tardeha de

apresentar

:époisevidenteque

,

concorrendotodoelleparaseefle

-ctuaressa funeção

,

enãoseachando aindaperfeita men te constituído, ocontingente queterá de fornecer serácomoelle imperfeitoelanguido:porque, tendo os orgãos dageraçãodeadquirirmaisalgum desenvolvimento, e mais tardeaindacertaconsis

-tênciaqueosponhaacubertodoenfraquecimento quedeverá resultardesuaacção, éclaroqueo productoporellesellaborado nãopoderáserperfeito senãodepois do orgãoellaboradorseacharperfeitamente constitu ído:istomesmonosmostra anatu

-reza nadifferente consistência do semen nosprimeirosannosdo seuapparecimento

.

Resultará

,

também ,queosindivíduos provenientesde uma reproducçãopre

-coce

,

sendo pelamaior parte fracosedebeis,procriarão a seuturnoindivíduos ainda maisfracos e debeis doqueelles: eassim osquoseforem seguindo

,

seoajuntamen

-todossexos sefizer poucomais ou menos

,

nas mesmasidades

.

Emboraumaeduca

-çãohemdirigida;emboraagymnasticseaesgrimabem reguladassejampostas em pratica;nuncaoindivíduo adquirirá essa força evigorque apresentam osfilhos de

pais forteseperfeitamente constituidos: equeforamprocriados quando justamente

deveriam ser

.

A forçaquescadquire peloexercício bemregulado

,

comoaesgrima,

como agymnastica,6utilaohomemrobusto cforte

,

e aofracocdebil ;oprimeiro,

semprecapazdegrandesesforços,resistiráaosol,áchuva

,

aocalor

,

aofrioeatodas

asintempéries do clima;osegundo

,

incapazde grandestrabalhos, sentecomtudome

-nososeffeitosdo tempo do quesentiria

,

se nãotivessepeloexercício dadomais ener

-giaao seuorganismo

.

Porém

,

essaforçaprincipiodaorganisaçãocda vida, esseprimutn movens

,

na

-da opoderádar,sepelageraçãonão foicommunicado:não scpoderáadquirira ro

-bustezcaracteristicada organisaçãoperfeitaeforte,porqueé

consequ

ência

immediata

dageração

.

Dafraqueza physicadosindivíduos

,

gerados antesdo perfeito desenvol

-vimentodo organismo

,

oudepaisdoentes

,

resultatambém adegeneraçãodaespecie

.

Bem(jueM

.

Serrescoutros nomesillustresattribuantaosustento habitualde certos povososeuenfraquecimento pliysico

,

ebem assim as mudançasquesenotamem seu moral : nós,deboamente concordaríamos com elles

,

se asua proposiçãonãofora

taoabsoluta

.

E’nareproducçãoprecoce que devemos procurar

,

equeencontramos

aprincipal causado acanhamento eenfraquecimento da especie; porque, por esta não sóospais transmittem a seus filhos a suafraqueza,comoelles mesmos se enfra

-quecemedebilitam

.

Mais quandl’actionserépètetropsouvent,ouq'el/eesttropï?»'

(20)

-—

t

6

oient

.

Inréparation devientmoins

considerable

,etlon voitsurvenir /'é

puisement

.

( Muller

.

)

O sustentoconcorretambemparaseuenfraquecimento; mas écausa secundaria,

aprincipal, aquella que deveriaser tomada em seria consideração pelos governosé

adegeneração proveniente dareproducçãoprecoce

.

Deveriam,por tanto,

marcar

as

idades precisas, para seeflectuar a reunião dossexos;nãopermittindo queellase

lizessesenãode certa idadepordiante, marcadanalei. Destamaneira, não sereu

-niriam os indivíduossenão n’umaidade,cm «pienão soellescomoasua progenie e

oestadolucrariam; epor consequência isentos dos malesquelhes traria oenfraque

-cimento:porqueéna idadeemqueanaturezapedeareuniãoque cilaseeffectua:a

suaprogenieseriavigorosaeforte

,

eprometteria umalongaduração; oestadoseria

servidoporhomensparaquem asmaiores fadigas seriamcomoalegrespassa

-

tempos.

Temosdado ainfluencia da geração comoaprincipal causadas moléstias, te

-mos dito que de umas trazo indivíduoogermenemsi, que de outras traz a predis

-posição

,

poros seusprogenitores serem doentes, ou pornão terem a forçaedesen

-volvimentorequeridos paraaprocriação

.

Rosta

-

nosagoradizercomointendemos que

ascousas sepassam. O desenvolvimento dos orgãosnão se effectua aomesmotempo,

comtudoa harmonia existe,ea naturezavai marchandoparao seufim;porémum

incidente qualquer veio perturbar a suamarcha, estepodeser externoouinterno,

para a nossa theoria é indifferente

.

Oorgão éfraco e, permitta

-

se

-

nos a expressão,

usa

-

se,destafraqueza resulta maior actividade dclleparamanteroequilíbrioneces

-sário para a existência do todo,edesta maior actividade segue

-

sea diminuiçãodc

umaparte da força dos outrosorgãos, que a cedemaomaisfraco;oqueconstitue a afiluencia de maiorquantidadede matéria organica paraologar;mas nãosendoa

forçaorganisadora do orgãosutTícientcparaellaborartodaessamateriaquelhe che

-ga

.

fazmaioresforço, nãopode vencer, cessa oequil íbrio: entãocomeça a desorgaoi

-sação

,

istoé, formação de deposito dc matérias extra

-

normaes, organisando

-

seem

consequência dasuapropria força, quenãosendo dominadapela forçageral, nem

pela parcial delegada desta, resultaráque, não podendo manter-se.entraemde

-composição

.

eéeliminada.

CAPITILOIV

El1rsfemmesparviendrontaprocréer

deshommesparfaitsauphysicjuc etau

moral,et sain«de corpsed'e«prlt.

MILLOT.

(21)

17

administram

,

eaprosperidadecommuni:pormaistratos quedé àimaginação

,

não

posso encontraroutro,quenãoscresumanesse: ea reuniãoprecócedossexos éop

-postaaointeresseedeveresdogoverno

.

Julga

-

scnubilamulher logo quenella appa

-rcce nmenstruação ;mas, como já tivemos occasiaodeponderar,esta ésubordinada tambémaoviverhabituaidapessoa,istoé

,

sãomuitasas causasque concorrem para

afazer apparecer fora detempo: umsustentodemasiadamente estimulante,esobre tudo,se cm suacomposiçãoentraralgumprincipio desses quetem umaarçãoespecial

sobreoutero,como osemmenagogos;a frequentação de bailesoespectaculos;a lei

-turade romances; avista deobjectosque excitamapartedoeerebroquepresideá

innervação dosorgaos da

gera

ção ; osassumptos dcentretenimento comasdesua idade;edahi ,ánoiterepassandoemsua mente osincidentesdo dia,epredominando nellasosystema nervoso,origina

-

seo maiorexcitamento,produzido em seu eerebro. erepercutido nos orgãosdageração ;e tudo isto,favorecido por um climacomoeste,

faz com queouteroexhaleanticipadamenleumhumor, quesómais tardedeveria exhalar

.

Demais, tantonào deve ser olhadooapparccimenlo precóce da menstruação

como signal damoça nubil,poroutra,não épor ser menstruada quea(levemos jul

-gar nubil ;porque anatureza,paramostrarquenãoèporesteapparecimento que

sedeve julgar da habilitaçãoparao casamento

,

tem

-

nosdado exemplos de

concep

ção

semter apparecidoestesignal; e mesmo nunca

apparecer

.

Orlila ). Tem igual

-mente havido exemplos demenstruação aos cinco,seise oito annos

.

Velpeau,Boi

-vine Dugez)

.

E porcertoninguém diráque uma menina de oitoannospossacon

-sumarimpunemente o casamento

.

Nãodeve ser,portanto, o apparecimento pre

-coce ou tardio damenstruação,que marquea idade propriaparaseefíectuar ocasa

-mento ,mas ocompletoeperfeitodesenvolvimento do organismo da pessoa:quando

assuas forçasnãoprecisaremmais ser empregadasnoseu proprio desenvolvimento,

podem,e devem entãoserem empregadas nodesenvolvimento deum novoser, que

maistarde venhaoccupar na sociedade ologarque, pela natureza dascousas, tem deabandonar

-

lhe

.

Estaidade,entre nos, deveraserparaas mulheres

desoito annos

comple

-tos:eparaos homens

vinteequatro

completos

.

Nos paizes temperados, ou

frios

,

augmentar

-

se

-

ha dedousa quatroannos,conformeoviver habitual dapessoa

.

Enaojulguem as moçasqueperdem comademora:esses quatroouseisannos que

tem de esperar pelosuspirado casamento,para utilidadesuaedesuadesccndeneia, ^ãomuitoe muito compensados

.

Uma menina casadaaosdoze,ouquatorze annos,

estando aindaasuaconstituiçãoporacabar, perde

em

primeiro logarumabelleza,

que ainda estava porcompletar: a suaforça organisadora, que ainda tinhaquefazer

jparacompletara suaobra ,éinterrompida ,para, ouacaba incompletamenteamo

(22)

IS

Ihorobradt*Deos:aharmoniatioseu organismoenfraquecido«*acadapassopertur

-bada:a energiaqueoutero tem de

desenvolver

absorveeesgota amaior parte das

suas forças,com detrimento dos outros orgãos ; este mesmo tem lambem desoftrer

umpouco mais tarde, senãologo:seriafastidioso

enumerar

osinalesque resultam

do seu casamento

nessa

idade

.

A mulher casada mui joven,aindabem

esta velha;asuabellezadesappareceu depoisdo

frescas còresforam

-

se,para nuncamais voltar;easrugas davelhice opparecemn'u

-idade em que aindasedeveriaencontrarbelleza emocidade;porissoentrenós,

muitas senhoras ainda não contam trinta annosejárepresentam

...

oque?o século

passado! apesarde nãoteremcriadoos seusíilhos,oqueéummal para elles;mas

senãopodem, porqueanticiparam a idade emqueosorgãosquelhehaviamde for

-necerosustento ainda estavam em embrião, eàforça se desenvolve mal ,enãopodem

bastarparaasuanutrição ;comrisco de para sustentarofilhomorreramãi de ina

-nição, seteimaremforçar a natureza

.

De sorteque

,

amenosquenãosejam(lotadas de uma organisaçãolelizeprevi

-legiada,casando

-

se nessaidade ficam feias, velhaseacabadas;nãotendo ainda vivi

-do trinta annos

.

Enao se casandosenãodepoisdeperfeitamente desenvolvidas, de

-pois decompletootrabalho da natureza,gozameapreciamoestado deinoça;apren

-demosdeveres dcesposa;eestudam os sagradosdeveresde mãi,queumdia terão

depreencher:porque, éa ellas queéconfiada a nossaprimeira educação; eseella*

por lalta de tempo nâocompletaramasua,comopoderãoencarregar

-

sedanossa ?

t

a sociedade perde,porquesão as mãisque formam oshomens

.

A sua belleza bem

constituídaseconservarápor muitos annos, a velhice, essa cruel inimiga do hellose

-xo.parece respeitaressa organisaçãoforte e bem constituída

,

que nãofoiestragada

por uma reproducção precoce:eaos cincoentaemais annosainda sepoderádizer

semmentir

esta mulher é belle1!

Egozarãoda vida como moça,comoesposa,e

como mãi.

S»* passarmos uma vista d olhos pelas leis e costumes dos povos antigos,

quese

occupavam einteressavammais que osmodernospela

couserva

çãodaespecieforte e

vigorosa

,

encontraremos muitasdisposiçõesde acordo comonosso modo de

pensar

.

Escolheremos umdélies

.

Sejamosasinstituiçõesdovirtuosoemelhorlegisladorde

Esparta, esse

,

cujas leis fizeram dos espartanosoprimeiroemais fortepovodoinun

-do, a ellas deveram dies a sua belleza

,

asuaforçaeoseuvigor;essas leis

,

quelize

-lam por muito tempoo orgulhoegloria deEsparta,e aquemdevema suamaior

grandezaloramabolidas: e, com a perda das instituiçõesdeLvcurgo

.

cahioEsparta,

para nunca maissetornaralevantar

.

« Lvcurgo, tendonotado queoshomens casados de pouconaosabiá«»deaopí

nãotemchegadoaostrinta annoseja

seuprimeiro parto;assuasbellese

(23)

-

l O

-das suas mulheres, nãolhespermittiové

-

lassenão em segredo,de modo

que

nãofos

-sem vistos poralguém,querentrando,quersahindodoquarto delias;acreditando

quese veriam com mais ardor ,eque deste commercio mais vivo nasceriam filhos melhor constitu ídos

,

quedeumcommerciolivreefastidioso

.

Nãodeixouaoshomens a liberdade de differiroseucasamento;ordenouquese casassemlogoque estivessemperfeitamente desenvolvidos, robustos efortes

.

Ordenou aosvelhos, quepela maiorparte impotentesemuiciumentos,quese

casavam com mulher mora, que escolhessem na republicaummoçovigoroso, a

quemdariam a liberdadededeitar

-

se

com

suas mulheres,paralhefazerlilhos

.

Se umLacedemonio tinhaaversão aocasamento, ecom tudo tinha vontade de terfilhos;Lycurgolhepermittia porlei de escolherurnamulherbella

.

efecunda,ter commerciocomcila

,

comtantoqueseu marido consentisse

.

Elleconcedeuoutrosmuitosprevilegiosdestanatureza

.

Omaridoolhavaosfilhosquesuamulher tinha com outro homemcomoirmãos

uterinos dosseus, e comofazendoparteda sua fainilia; posto que, fossem excluídos da successão

.

(Saint

-

Réal)

.

>*

Nãodiremosaosnossoslegisladoresquemodelemasnossas leispelas deLycur

go; os nossos usos eosnossoscostumessãooutros,outrasdevemseras nossas insti

-tuições; masaconselhamos-lhequeaproveitemoquenellas ha deaproveitável

.

Outro abuso, não menos perniciosoparaaespecieeparaoestado

,

equeuma boa legislaçãodevera prevenir, se notanomodo porque entrenòsseeffectuant os oa

-samentos

.

Como de ordinário no hello sexo sefazemn’iimaidade emque paraelle tudo

évagoe indeciso,porissoquelhe faltaoconhecimento domundo,quesocom aidade seadquire

,

são deordinárioospais, edevemser

,

quefazem aescolhadofuturoma

-rido

.

Se aescolhaéfeita

por

ellasacontece que,meninas inexperientes

,

são illudidas pelos exteriores doprimeirohomemquelhes falia deamor,que ellas desconhecem ,c

julgamque amam ,cci

-

las atodoocustoquererver

-

selivres deumpai queasnào

deixaver quandoquerem o homemque faráasua desgraça; essequeásvezesé um li

-bertino,que dissipou por uma vida desregradaeácustadesuasaúdo afortuna que

herdou ,equer restabelecerácustadohonrado negocianteoulavrador, e que sõ fia

-ra esse fim procura seduzira menina incauta :não pódo obter oconsentimento do

pai ,porqueesteoconhece bem, ei

-

loquerecorreao governo

,

eeste,não se impor

-tando comasrazoesqueteriao pai quelhe negou a sua filha,diz:tirc

-

seafilhaque

-rida dopoder deseupai

,

embora tenha

apenas

doze

annos,

eentregue

-

seaohomem que arequorou

,

quedizmorre por ella;mas

morre

peloouroque porella pretende herdar:cdepois, entregandosuamulherásuadòr, com eilesepoderáentregarde novoáorgia e devassidão

.

(24)

20

«barbaro; outras urn tutor que abusou«lasuatutoria

,

e nãoquor

pai grosseiro

lhe tome contas de uma fortunaquedesfalcou: masaproveitariamuito;

melhor

quem

fiscalisaçao nocumprimentodalei,emais alguma

auctoridade

aos pais

.

Se a escolhafeita

por

diasfoiinfeliz

,

épela maior parto porfalia deidade;se tivessem mais algunsannos, teriam melhorconhecimentodomundoedos

homens

:

sendo

,

portanto

,

feitaaos doze,quatorzeedezesseis annossãodesculpáveis do

scuer

-Ihepermitia casardessa idade

,

eevitar

se

-

hamuitos males

.

Se a escolhacfeitapelos pais,estes, dominadospor differentes paixões,nemsem

-preacertam;duasqualidades principaessãopormuitosdesattendidas

,

quesão

,

álèm

de bem constituídos, robustos e fortes, a sua

saude

easua

moral

.

Effectuant

-ro: masnaose

semuitos casamentossemconsultar

-

seocoraçãodamenina;equese consulte? por

ventura temidadesuílicientc parasaberdecidir

-

se?! não

.

Aquivemosumpai negan

-dosua filha aohomempobre, masvirtuosoehonrado,que ellaama

,

eforçando

-

a

acasar

-

secom umhomemqueella nãoama,sóporqueérico deouro,maspobre de

saude e virtude

.

Alivemosoutrodesprezandoumpretendentebemconstituído,ro

-bustocforte

,

queéigualmenteamado,para entregarsuafilha a umvelho cachetic«

cestragado por uma mocidade desregrada

,

que cada annolhedeixounoorganism«

ogermen de novasmoléstias;sóporquetemmais um punhadodeouroqneooutro

.

K

ovelhoestará contente, porque trocou sua filhapor ouro

.

A

.

Herculano)

.

E

dahi, qual lindo botãode rosaque ao desabrocharrecebe ocontactodafria geada

,

ou a

impura babado venenoso reptil,murchacfenece;assim ameninabellaentregueao

homemestragadoedoente

,

murchaemorre:c

,

triste, deixa ummundoquetantolhe

promettia, equesó lhedeu dolorosos pesares

.

Os resultados desses casamentosdes

-propositados

,

ede uma morade boasaudecom umhomem doente

mui bem oscomprehended Millon, quando poz na

consolar Adão da perda do Paraizo,Iliemostrou Ioda asuadescendência,osbens?

«smales

que

ella praticaria:

,ouvico

-

versa,

bocca «loArchanjo

,

quepan

TowhomthusMichael: Theseore lheproduct

Of those ill

-

mated marriagesthou saw's! ;

Hhere good with had were match'd,who ofthemselves

Abhor tojoin ;andbg imprudencemix'd

.

Traduceprodigiousbirths ofbodg'or mind

.

Outro abuso quea policia deveria,senão prévenir, aomenoscorrigirexemplar

mente, h esse mercado infame quealei

aucloriza,equeoricoimmoral e

perverso

, abusao

-

lodamisériac pooçãoprccaria do pobredesvalido, paraquemsó,parece,se

*

*

****

*

88

*

**

*

*

ociadadümodernas, pratica :e

,

coadjuvado por uma me

(25)

lit

infeliz: eo pobre, como lhe faltaoouro,queoprogressocollocou acima da honrae

da virtude, nãopódcobriga

-

lo a satisfazerahonra desua(ilha;porquealei diz ao rico: atiraumpunhadodo teuouroá caradesse miserável , c a honra de sua(ilhae

o seu opprobrio ficam satisfeitos: nem quantoourotemdado, etemparadar,as

minas do Peril, seria capaz depagara honrade uma mulher

.

..

Entãoo pobrenão

temhonra?não:porque hojeoouro étudo,equemnão temouronãotem nada

.

E

não é sóaperdada honra dc sua filha, não é sóo seuopprobrio,queo pobre tem

de amargamente chorar;éasaude desuafilha queobarbaro seductorestragou,que

jamais serárestabelecida,equetalvez,implorandoacaridadepublica

,

terádemor

rern umhospital

.

Para estes citareisimplesmenteosEstatutosde Brunswick

,

ed'Allemanha

.

Os de

Brunswik determinavam: queseenterrassem vivas as mulheresqueentregavamas

outras

.

Demais,enterrava

-

se

-

lhes uma estacanoseio

,

eplantavam

-

seespinhossobre

o seutumulo

.

Os d'Allemanha:se alguém violenta uma moça solteiraoucasada

,

ou

mulher em viagem; surprehendido emflagrante;enterre

-

se vivo

.

Tal é o direito

('citadopor M.Michelet)

.

E'bom que ospais attendam as conveniênciasqueseusfilhos não podemavaliar

por inconsiderados

,

econhecer pordemasiadamentejovens quandooscasam;

mas

devem indagarescrupulosamentea moral do homemquepretendem darpormarido

asuas filhas,csobre tudo

,

nãodesprezaroseuestadode saude ;porqueesteétudo. Desta maneira evitarão muitos males a suasfilhas: eos seusnetoseasociedade lucrarão

.

Não diremos

,

que sesigaoexemplodessepovo enthusiasmado pelaperfeição da

especie

,

queafogavaascriançasaleijadasedebeis;cremossertalvez maisporexces

-sivo zelo religioso

,

que poroutromotivo ; não:osaleijados

,

osfracos,eosdoentes tem todo o direito ánossa compaixão

,

caos nossos soccorros :masnãoprecisamos

mata

-

los

,

paraosfazerdesapparccerd’entre nós: casem

-

senaidade em queodevem

fazer; não sepermitia casarem doentes em quanto nãoestiverem perfeitamente cu

-rados;eobscrvem

-

scospreceitos dahygiene;eentãoaespecie, em vez de degenerar

comotemacontecido, seregenerará ;adquirirá aperfeição dotjpoquetem perdido;

seráperfeita;eas geraçõesfuturaso altestarão

.

Não precisávamos do exemplo do legislador deEsparta

,

paramostrarmos a van

-tagem de uma boa legislação,queregule oscasamentosea educaçãocivil:porque,

seria precisoqueoestadofossesócompostode Socrates

,

IMatocs

,

Lycurgos,eCatóes,

paradispensarumamilicia ;eesta nãosendo vigorosa c forte; óummal

,

cnão um

bem, paraoestado

.

Apopulaçãoaugmentará

,

porqueemlogar de criançasdebeis e cachetions, que ou não vingam, ou sevingammorremprematuramente,teremos

(26)

-—

*22

dadeos serviços que ella tem o direito de exigirdclodos osseus

membros,

receio deveralteradaumasaude,queumaconstituição dcferrotorna

inatacavcl

: o oaugmentedapopulaçãoseráprodigioso

.

sem

Terminamos aqui anossa these: cagradecemosaoHim1

.

Sr

.

I)

r

.

Manoel Fe

-Jiciano

Pereira dc Carvalho abondade com que se dignou acceitarapresidê

ncia

delia

.

Referências

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