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R848 Rotinas em neurologia e neurocirurgia [recurso eletrônico] / Márcia L. F. Chaves, Alessandro Finkelsztejn, Marco
Antonio Stefani (orgs.), Adroaldo B. Mallmann ... [et al.]. -Dados eletrônicos. - Porto Alegre : Artmed, 2008.
Editado também como livro impresso em 2008. ISBN 978-85-363-1864-6
1. Neurologia. 2. Neurocirurgia. I. Chaves, Márcia Loureiro F. II. F inkelsztejn, Alessandro. III. Stefani, Marco Antonio. rv. Mallmann, Adroaldo.
CDU 616.8 Catalogação na publicação: Renata de Souza Borges CRB-10/Prov-021/08
Márcia
L. F.
Chaves
Alessandro Finkelsztejn
Marco Antonio Stefani
e colaboradores
em
Reimpressão 2009 2008 1 1 1© Artmed Editora S.A., 2008
Capa: Paola Manica
Preparação de originais: Taíse Simione
Leitura final: Juliana Thiesen Fuchs
,
Supervisão editorial: Laura Avila de Souza
Projeto gráfico e editoração eletrônica: TIPOS design editorial
Reservados todos os direitos de publicação, em língua portuguesa, à
ARTMED® EDITORA S.A.
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,
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SÃO PAULO
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IMPRESSO NO BRASIL
Márcia L. F. Chaves -Professora Adjunta da Univer sidade Federal do Rio Grande do Sul ( UFRGS). Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Doutora em Clínica Médica pela UFRGS.
Alessandro Finkelsztejn -Médico contratado do Ser viço de Neurologia do HCPA. Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Divina Providência. Mestre em Epidemiologia pela UFRGS.
Marco Antonio Stefani - Professor Adjunto da UFRGS. Neurocirurgião do HCPA. Doutor em Clínica Médica pela UFRGS.
Adroaldo B. Mallmann -Professor Adjunto da Facul dade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF). Preceptor de Residência Médica em Neuro cirurgia do Hospital São Vicente de Paulo e do Insti tuto de Neurologia e Neurocirurgia de Passo Fundo. Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS.
Alexandre da Silveira Perla -Médico Neurologista e Neurofisiologista Clínico. Coordenador do Ambula tório de Cefaléias do HCPA. Neurologista do Hospital São José do Complexo Hospitalar Santa Casa de Por to Alegre. Mestre em Neurociências pela UFRGS.
Alexandre Mac Donald Reis -Médico Neurocirur gião. Mestrando em Ciências Médicas pela UFRGS.
Alvaro Ernani Georg -Neurocirurgião do Hospital Cristo Redentor e do HCPA. Mestre em Epidemiolo gia pela UFRGS.
Amauri Dalacorte - Neurocirurgião do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Divina Provi dência. Especialista em Neurocirurgia pela Socieda de Brasileira de Neurocirurgia. Mestre em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre ( PUCRS). Doutorando em Medicina pela PUCRS. Médico Auditor em Saúde e Consultor em Neuroci rurgia da Unimed/RS.
Ana Beatriz Zimmermann - Médica formada pela UFRGS.
Analuiza Camozzato -Médica Psiquiatra. Doutora em Ciências Médicas pela UFRGS. Pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento.
André Dalbem -Médico Neurologista. Coordenador do Ambulatório de Distúrbios do Movimento do Hos pital São Lucas da PUCRS.
André Leite Gonçalves - Médico Pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein. Professor do Curso de Pós-Graduação em Neurologia/Neurociências da Universidade Federal de São Paulo -Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). Professor de Neurolo gia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
André Palmini-Médico Neurologista. Diretor Cientí fico do Programa de Cirurgia da Epilepsia do Hospital
São Lucas da PUCRS. Professor Adjunto de Medicina Interna da PUCRS.
Anelise Junqueira Bohnen - Especialista em Ga gueira pela Stuttering Fondation of America e
Autores
pelo Ithaca College, USA. Doutoranda em Letras pelo Instituto de Letras da UFRGS. Presidente do Institu to Fala e Fluência.
Angela Zanonato - Acadêmica do Curso de Medicina da UFRGS.
Antônio Carlos Huf Marrone - Professor Adjunto de Neuroanatomia do Departamento de Ciências Morfológicas da UFRGS. Professor Assistente de Neurologia da Faculdade de Medicina da PUCRS.
,
Apio Cláudio Martins Antunes - Professor Adjunto da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Me dicina da UFRGS. Chefe da Unidade de Neurocirur gia do HCPA. Doutor em Neurocirurgia pela UNIFESP/EPM.
Artur Schuh -Médico Residente do Serviço de Neu rologia do HCPA.
Ayrton Massaro -Assessor Médico do Centro de Me dicina Diagnóstica Fleury. Doutor em Neurologia pela USP.
Bethania Gamara Ehlers -Médica Pesquisadora do Serviço de Neurologia do HCPA.
Bruno Scardazzi Pozzi - Oncologista Clínico.
Carlos Roberto de Mello Rieder-Neurologista. Mé dico do Serviço de Neurologia do HCPA. Professor do Curso de Pós-Graduação em Clínica Médica da UFRGS. Coordenador do Ambulatório de Distúrbios do Movimento do HCPA. Doutor em Neurologia pela Universidade de Birmingham, Inglaterra.
Carolina Machado Torres - Neurologista e Neuro fisiologista. Médica contratada do HCPA e do Progra ma de Cirurgia da PUCRS.
Charles Peter Tilbery-Professor Titular de N eurolo gia da Santa Casa de São Paulo. Coordenador do Cen tro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múlti pla (CATEM).
Cigléa do Nascimento - Nutricionista Clínica do HCPA. Especialista em Nutrição Clínica pelo IMEC.
Clara Belle Manfroi Galinatti -Médica graduada pela UFRGS.
Cloer Vescia Alves -Coordenador Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde.
Daniela dos Santos Marona -Chefe da Unidade de Terapia Intensiva do HCPA. Mestranda em Enferma gem pela UFRGS.
Débora Feijó Villas Bôas Vieira -Professora da Esco la de Enfermagem da UFRGS. Chefe do Serviço de Enfermagem em Terapia Intensiva do HCPA. Douto randa em Epidemiologia pela UFRGS.
Débora Palma Maia -Neurologista pela Universida de de São Paulo (USP) -Ribeirão Preto. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Mi nas Gerais (UFMG). Médica Assistente da Clínica de Distúrbio de Movimentos da FM/UFMG. Profes sora Adjunta do Centro Universitário Newton Paiva.
Diego Zaquera Carvalho -Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFRGS.
Eduardo Sprinz -Médico Infectologista do HCPA. Doutor em Ciências Médicas pela UFRGS.
Eliseu Paglioli Neto -Professor de Neurocirurgia da PUCRS. Doutor em Neurociências pela PUCRS.
Estela Lladó-Carbó - Médica Neurofisiologista. Fellowship em Neurofisiologia pelo Beth Israel Me dical Center.
Fernanda Garcia da Silva -Enfermeira do HCPA. Fernando Antônio de Oliveira Costa-Professor Ad junto de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Católica de Pelotas (UCPEL). Chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Universitário São Francis co de Paula (UCPEL). Mestre e Doutor em
Neuroci-•
rurg1a.
Fernando Jahn da Silva Abreu - Médico fom1ado pela UFRGS.
Francisco Eduardo Costa Cardoso -Professor As sociado de Neurologia da Faculdade de Medicina da UFMG. Coordenador do Setor de Distúrbios do Movi mento do Hospital das Clínicas da UFMG.
Frederico Soares Falcetta -Acadêmico da Faculda de de Medicina da UFRGS.
Gilberto Schwartsmann -Professor da Faculdade de Medicina da UFRGS. Membro da Academia Na cional de Medicina. Membro da Academia Sul-Rio Grandense de Medicina.
Gisele Silva de Moraes - Acadêmica da Faculdade de Medicina da UFRGS. Integrante do Grupo de Pes quisa do Centro de Referência em Esclerose Múltipla do RS (CREEM).
Guilherme Loureiro Fracasso -Acadêmico da Facul dade de Medicina da UFRGS.
Gustavo Costa Fernandes -Acadêmico da Faculda de de Medicina da UFRGS. Monitor do Departamen to de Medicina Interna do HCPA.
Gustavo Rassier lsolan -Neurocirurgião do HCPA. Professor da Pós-Graduação em Cirurgia do HCPA. Pós-Doutor em Neurocirurgia pela University Of Ar kansas For Medical Sciences.
Helena Ferreira Moura -Médica formada pela Uni versidade do Estado do Pará. Cursando Especializa ção em Psiquiatria na UFRGS.
Isabel Piazenski -Enfermeira Assistencial da Unida de de Terapia Intensiva do HCPA. Mestre em Neuro logia pela UFRGS.
lsis Marques Severo -Mestranda em Enfermagem pela UFRGS. Pós-Graduada em UTI Adulto pela ULBRA. Pós-Graduada em Planejamento Pedagógico pela UFRGS.
Jaderson Costa da Costa-Professor Titular de Neu rologia da Faculdade de Medicina da PUCRS. Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital São Lucas da PUCRS. Diretor Médico do Programa de Cirurgia de Epilepsia do Hospital São Lucas da PUCRS. Diretor do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS.
Jairo Blumenthal -Ortesista e Protesista. Diplomado nos Estados Unidos. Diretor Clínico da Correto Clíni ca de Próteses e Órteses. Membro das Academias
Americana e Brasileira de Ortopedia Técnica.
Jamile Rodrigues lsoppo -Nutricionista. Especialis ta em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Fi lho.
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Jerusa Fumagalli de Salles - Professora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRGS. Coordenadora do Curso de Especialização em Neuropsicologia da UFRGS e do Ambulatório de Neuropsicologia do HCPA. Doutora em Psicologia pela UFRGS.
Jerusa Smid -Neurologista do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Clí nicas da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Neurologista do Instituto de Infec tologia Emílio Ribas.
João Arthur Ehlers - Coordenador do Serviço de Neurologia do Sistema de Saúde Mãe de Deus. Neu rofisiologista responsável pelos laboratórios de Neu rofisiologia Neuroevidencia do Hospital Luterano e Hospital Universitário (ULBRA) e Hospital Mãe de Deus e Mãe de Deus Center (SSMD).
Jonas Alex Morales Saute -Acadêmico da Faculda de de Medicina da UFRGS. Fundador e Presidente da Liga de Neurologia de Porto Alegre
(2006-07).
Jorge Freitas Esteves -Professor Adjunto da Facul dade de Medicina da UFRGS. Chefe do Setor de Neu ro-Oftalmologia do HCPA.Jorge Junqueira Bizzi - Neurocirurgião do Serviço de Radiocirurgia do Hospital Moinhos de Vento.
José Augusto Bragatti -Neurologista e N eurofisio logista Clínico. Chefe da Unidade de Eletroencefa lografia e Coordenador do Ambulatório de Epilepsia do HCPA. Mestre em Clínica Médica pela UFRGS José Miguel Dora - Médico Residente do Serviço de Endocrinologia do HCPA.
Josep Valls-Solé - MD/PHD. Consultor Sênior do Departamento de Neurologia do Instituto de Neu rociências do Hospital Clinic, Barcelona.
Juliana Bohn Assmann - Acadêmica da Faculdade de Medicina da UFRGS.
Karen Renata P. Finkelsztejn -Fisioterapeuta do Ser viço de Fisiatria do HCPA.
Laura Bannach Jardim -Professora Adjunta do De partamento de Medicina Interna da Faculdade de
Autores
Medicina da UFRGS. Chefe do Laboratório de Me dicina Genômica do HCPA. Doutora em Clínica Médi ca pela UFRGS.
Leonardo Frighetto -Neurocirurgião do Serviço de Radiocirurgia Hospital Moinhos de Vento. Ex-Fellow da Divisão de Neurocirurgia da Universidade da Cali fórnia, Los Angeles.
Leonardo Vedolin -Neurorradiologista. Doutor em Medicina pela UFRGS.
Letícia Petersen Schmidt Rosita -Otorrinolaringo logista do HCPA e do Sistema de Saúde Mãe de Deus. Mestre em Cirurgia pela UFRGS. Especialização em Otologia do HCPA.
Lisia von Diemen -Médica Psiquiatra. Mestre em Psiquiatria pela UFRGS.
Luciana Barcellos Teixeira -Enfermeira do HCPA. Enfermeira do Grupo Hospitalar Conceição. Mestre em Epidemiologia pela UFRGS.
Luciano Nogueira -Médico Neurologista. Professor de Neuroanatomia e Clínica Neurológica do Adulto da Faculdade de Fisioterapia do Instituto de Ensino
A
Superior de Santo Angelo.
Luis Henrique Canani - Médico Endocrinologista. Professor Adjunto do Departamento de Medicina In terna da Faculdade de Medicina da UFRGS. Doutor em Endocrinologia pela UFRGS.
Luiz Carlos Porcello Marrone - Médico Residente do Serviço de Neurologia do Hospital São Lucas da PUCRS.
Maira Tonidandel Barbosa -Médica Especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Ge rontologia. Doutora em Neurologia pela Universida de de São Paulo. Pós-Doutoranda do Setor de Distúr bios do Movimento, Serviço da Neurologia da UFGM.
Marcelo Krás Borges -Fisioterapeuta. Mestre em Ciências do Movimento Humano pela Escola de Edu cação Física da UFRGS. Especialista em Fisioterapia N eurofuncional.
Marcelo U. Crusius -Neurocirurgião. Preceptor de Residência Médica em Neurocirurgia do Instituto de
Neurologia e Neurocirurgia do Hospital São Vicente de Paulo. Ex-Research Fellow do Barrow Neurolo gical Institute -Phoenix/AZ. Membro da American
Association of Neurological Surgeons.
Márcio Francisco Lehmann - Professor de Neuro cirurgia no departamento de Clínica Cirúrgica da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mestran do em Medicina pela UEL.
Maria Alice de Mattos Pimenta Parente -Professora do Departamento de Psicologia do Desenvolvimento da UFRGS. Doutora em Psicologia pela USP.
Maria Paz Loayza Hidalgo -Médica Psiquiatra. Pro fessora Adjunta do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRGS. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Cronobiologia Humana do HCPA. Doutora em Ciências Médicas pela UFRGS.
Mariana Peixoto Socai -Mestre em Ciências Médi cas pela UFRGS. Professora do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).
Marino Muxfeldt Bianchin - Médico Neurologista. Professor Adjunto do Departamento de Medicina In terna da UFRGS.
Maria Fernando Prieto Peres -Médico Pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein. Professor do Curso de Pós-Graduação em Neurologia/Neurociên cias da UNIFESP/EPM. Professor de Neurologia da Fundação e Faculdade de Medicina do ABC.
Newton Satoru Odashima -MD/PHD.
Nícolas Silva Lazaretti - Médico Oncologista e In ternista. Médico Oncologista do Centro Integrado de Terapia Onco-Hematologica de Passo Fundo. Es pecialização em Oncologia Clínica pelo Hospital Royal Marsden, Londres. Mestrando em Ciências Médicas pela UFRGS.
Osvaldo Massaiti Takayanagui-Professor do Depar tamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Mé dica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Patrícia de Saibro -Psiquiatra. Especialista em de pendência Química. Mestranda em Psiquiatria pela
"
UFRGS. Médica do Centro de Pesquisa em Alcool e
Paulo Caramelli -Professor Adjunto e coordenador do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comporta mento do Departamento de Clínica Médica da UFGM.
Paulo Petry Oppitz - Neurocirurgião do Serviço de Radiocirurgia do Hospital Moinhos de Vento.
Paulo Sérgio Crusius -Diretor e Neurocirurgião do Instituto de Neurologia e Neurocirurgia de Passo Fundo. Professor titular de Neurologia e Neuroci rurgia da UPF. Preceptor da Residência Médica em
Neurocirurgia do Instituto de Neurologia e Neuro cirurgia de Passo Fundo.
Pedro Schestatsky-Médico Neurologista e Neuro fisiologista. Especialista pela Academia Brasileira de Neurologia. Doutor em Ciências Médicas pela UFRGS.
Rafael Armando Seewald -Médico f armado pela UFRGS.
Rafael do Amaral Cristovam -Acadêmico de Medici na da UFRGS. Integrante do Grupo de Pesquisa do Centro de Referência em Esclerose Múltipla do RS
(CREEM).
Rafael Selbach Scheffel -Médico Residente do Ser viço de Medicina Interna do HCPA.
Raquel da Silva Townsend -Médica graduada pela UFRGS.
Renata Areza Fegyveres - Médica Neurologista. Pesquisadora Colaboradora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento ( GNCC) e do Centro de Referência de Distúrbios Cognitivos ( CEREDEIC) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutoranda do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP.
Ricardo Nitrini - Professor Associado do Departa mento de Neurologia e Coordenador do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento e do Cen tro de Referência em Distúrbios Cognitivos ( CEREDIC) da Faculdade de Medicina da USP.
Roberta Riga Dalacorte -Preceptora da residência Médica de Geriatria do Hospital São Lucas da PUCRS. Especialista em Acupuntura pela Sociedade Médica
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Brasileira de Acupuntura e Associação Médica Brasi leira. Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em
Acupuntura da PUCRS. Mestre em Clínica Médica pela USP. Doutora em Medicina pela PUCRS.
Roberto Rossatto -Médico Neurologista e Neuro fisiologista Clínico. Médico Neuroemergencista.
Recheie Paz Fonseca -Fonoaudióloga e Psicóloga. Professora Adjunta da Faculdade de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUCRS. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Neu ropsicologia Clínica e Experimental da PUCRS. Su pervisora do Ambulatório de Neuropsicologia do HCPA. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia. Pós-Doutora em Psicologia Clíni ca pela PUC-RIO.
Rodrigo Barbosa Thomaz - Médico Neurologista do Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) da Santa Casa de São Paulo. Es pecialista pela Academia Brasileira de Neurologia e
Associação Médica Brasileira.
Rodrigo Lindenmeyer -Médico contratado do Servi ço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas de Porto
Alegre. Responsável pelo Setor de Glaucoma do HCPA.
Rosane Brondani -Médica Neurologista. Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS.
Sady Seilamen Costa -Professor Associado do De partamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da UFRGS. Chefe da divisão Otologia e Otoneurolo gia do Sistema Mãe de Deus. Diretor da Comissão de Educação Médica Continuada Abora -CCF.
Sheila Cristina Ouriques Martins -Consultora do Mi nistério da Saúde em AVC. Neurologista da Unidade Vascular do HCPA e do Hospital Mãe de Deus. Dou
tora em Neurologia Vascular pela UNIFESP/EPM.
Silvete Maria Brandão Schneider - Enfermeira do HCPA. Habilitação em Saúde Pública.
Sílvia Dornelles-Mestre em Distúrbios da Comuni cação Humana.
Simone Rizzo Nique Peralles -Professora do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista
Autores
IPA. Mestre em Pediatria pela UFRGS. Especialista em Fisioterapia N eurofuncional.
Sônia Maria Dozzi Brucki -Pesquisadora do Centro Paulista de Neuropsicologia -UNIFESP /EPM. Mem
bro do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Compor tamento da Faculdade de Medicina da USP. Respon sável pelo Ambulatório de Neurologia Cognitiva do Hospital Santa Marcelina. Doutora em Medicina pela
UNIFESP/EPM.
Suzana Veiga Schõnwald - Neurologista, traba lhando no laboratório do sono do HCPA. Thomas Jefferson University; Fellow do American College
of Physician.
Telmo Tonetto Reis -Médico do Serviço de Neurolo gia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento. Membro Titular da Academia Brasielira de Neuroci rurgia. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Membro da American Academy of Neurology.
Valéria Santoro Bahia -Membro do Grupo de Neu rologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP. Doutora em Medicina pela Fa culdade de Medicina da USP.
Vitor Félix Torres -Médico Neurologista e Neurofi siopatologista Clínico. Médico Contratado do Grupo Hospitalar Conceição. Mestrando em Ciências Médi cas pela UFRGS.
Victor Mascarenhas de Andrade Souza -Médico Neurologista do Hospital São Lucas da PUCRS.
Vívian Fontana -Acadêmica de Medicina da UFRGS.
Wolnei Caumo -Médico Anestesiologista. Especia lista em Tratamento de Dor pela UFRGS e pela AMB. Professor Adjunto do Departamento Farmacologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS. Professor do Serviço de Anestesiologia e Medicina Perioperatória do HCPA.
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re ac 1 0
A união do método clínico às ferramentas da me dicina baseada em evidências permite um proces so diagnóstico mais abrangente e atualizado em qualquer especialidade. A aplicação dessa junção na prática da neurologia contribui para tomá-la uma especialidade dinâmica e mais simples de ser seguida. Este livro foi estruturado de acordo com essa filosofia. Cada capítulo foi escrito se guindo um roteiro de uso e indicação de evidên cias, objetivando um resultado que expresse o mo vimento internacional que procuramos seguir. Uma grande parte dos autores, bem como os
or-ganizadores, são membros do Serviço de N eurolo gia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, repre sentantes de uma instituição universitária que tem como missão formar profissionais de excelên cia. Além desses autores, contamos com diversos outros importantes representantes de diferentes escolas de nosso Estado e do País. Esperamos que este livro atenda às expectativas dos leitores e seja de auxílio no manejo diário dos pacientes, mos trando a importância do trabalho feito em equipe, de forma multidisciplinar e com base em
evidên-•
c1as.
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Parte
1
Diagnóstico e m neu rologia
__,)
1
Raciocínio diagnóstico em neurologia/ 19
Márcia L. F. Chaves2
Tomografia computadorizadae ressonância magnética
/ 27
Leonardo Vedolin3
Líquido cerebrospinal/ 37
Newton Satoru Odashima
Osvaldo Massaiti Takayanagui
4
Eletrencefalografia/ 51
José Augusto Bragatti5
Eletroneuromiografia/ 68
Pedro Schestatsky Artur Schuh
Josep Valls-Solé
6
Potenciais evocados/ 83
João Arthur Ehlers
Vitor Félix Torres
Bethania Camara Ehlers
Parte 2
Patologias neu rológic as
7
Doença cerebrovascular/ 93
Sheila Cristina Ouriques Martins Rafael Armando Seewald
Rosane Brondani
Cloer Vescia Alves
__,)
8
AVC isquêmico/ 97
Sheila Cristina Ouriques Martins Rosane Brondani
9
AVC hemorrágico/ 112
Rosane Brondani
Sheila Cristina Ouriques Martins
Gisele Silva de Moraes
10
Cefaléias:diagnóstico diferencial
/ 128
Alexandre da Silveira Perla
11
Cefaléias: tratamento/ 144
Mario Fernando Prieto PeresAndré Leite Gonçalves
12
Demência/ 157
Márcia L . F. Chaves
13
Demência de Alzheimer,vascular e mista
/ 184
Renata Areza Fegyveres
Paulo Caramelli
14
Outras demências/ 204
Ricardo Nitrini
Sônia Maria Dozzi Brucki
Valéria Santoro Bahia
Jerusa Smid
15
Avaliação neuropsicológicanas doenças neurológicas
/ 218
Maria Alice de Mattos Pimenta ParenteJerusa Fumagalli de Salles
Sumário
16
Distúrbios do movimento /230
Carlos Roberto de Mello Rieder
Raquel da Silva Townsend
17
Tremor: diagnóstico diferencial /244
André Dalbem
18
Doença de Parkinson e parkinsonismo / 254Maira Tonidandel Barbosa Débora Palma Maia
Francisco Eduardo Costa Cardoso
19
Epilepsia: mecanismos e classificação clínica /277
André Palmini
Angela Zanonato
20
Epilepsias generalizadas /293
Victor Mascarenhas de Andrade Souza Jonas Alex Morales Saute
Jaderson Costa da Costa
21
Epilepsias focais /309
José Augusto BragattiGisele Silva de Moraes
Rafael do Amaral Cristovam Marino Muxfeldt Bianchin
Juliana Bohn Assmann
22
Tratamento cirúrgico das epilepsias /324
Gustavo Rassier lsolan Marino Muxfeldt Bianchin
José Augusto Bragatti
Carolina Machado Torres
Frederico Soares Falcetta
Vívian Fontana
23
Infecções do sistema nervoso central/334
Osvaldo Massaiti Takayanagui
Newton Satoru Odashima
24
Diagnóstico diferencial das doenças desmielinizantes do adulto /346
Rodrigo Barbosa Thomaz
Charles Peter T ilbery
25
Esclerose múltipla/351
Alessandro Finkelsztejn
26
Ataxias hereditárias /363
Jonas Alex Morales Saute Laura Bannach Jardim
27
Polineuropatias / 381Pedro Schestatsky Angela Zanonato
Estela Lladó-Carbó
28
Miopatias e distúrbios dajunção neuromuscular /
392
Vitor Félix TorresJoão Arthur Ehlers
29
Insônia/400
Analuiza Camozatto Wolnei Caumo
Maria Paz Loayza Hidalgo
30
Distúrbios do sono /41 O
Suzana Schõnwald
Raquel da Silva Towsend Diego Zachera Carvalho
,
31
Alcool e sistema nervoso central /427
Lisia von Diemen
Helena Ferreira Moura
Patrícia de Saibro
32 O
diabete e seus efeitos no sistema nervoso central /443
Rafael Selbach Scheffel
José Miguel Dora
Luis Henrique Canani
33
Distúrbios neurológicose a infecção pelo HIV/
455
Eduardo Sprinz
Clara Belle Manfroi Galinatti Fernando Jahn da Silva Abreu
34
Síndromes neurológicas paraneoplásicas / 4 70Ana Beatriz Zimmermann Nícolas Silva Lazaretti
Bruno Scardazzi Pozzi
Gilberto Schwartsmann
35
Neurite óptica/477
Jorge Freitas Esteves Rodrigo Lindenmeyer
36
VertigensJ 480
Sady Selaimen da Costa
Letícia Petersen Schmidt Rosita Rafael do Amaral Cristovam
Sílvia Dornelles
37
Rotinas em morte encefálica e avaliação dos quadros de comaJ 503
Márcia L. F. Chaves
Roberto Rossatto
Gustavo Costa Fernandes
Rotinas em neuro
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44
Doença degenerativa da colunaJ 597
Amauri Dalacorte
Roberta Rigo Dalacorte
45
Tratamento intensivo do paciente com AVC isquêmico agudoJ 612
Ayrton Massaro46
Aneurismas cerebrais e hemorragia subaracnóideaJ 623
Marco Antonio Stefani
Antônio Carlos Huf Marrone
Luiz Carlos Porcello Marrone
Parte
3
Márcio Francisco Lehmann_P _a_to_l_o_g_ia_s_n_e_ u_ r_o_c_i_ru_' r_g_i _c _a_s _____
�
Rafael Armando Seewald38
Traumatismo craniencefálicoJ 523
Marco Antonio Stefani
Antônio Carlos Huf Marrone
Luiz Carlos Porcello Marrone
39
Traumatismo raquimedularJ 535
Alvaro Ernani Georg
40
Diagnóstico diferencial dos tumoresdo sistema nervoso central
J 544
Gustavo Rassier lsolan
Fernando Antônio de Oliveira Costa Rafael do Amaral Cristovam
Marco Antonio Stefani
41
Tratamento dos tumorescerebrais supratentoriais
J 557
Gustavo Rassier lsolanEliseu Paglioli Neto
Frederico Soares Falcetta
Gilberto Schwartsmann
42
Tratamento dos tumores cerebrais da base do crânio e dos tumores infratentoriaisJ 571
Ápio Cláudio Martins Antunes Gustavo Rassier lsolan
Frederico Soares Falcetta
43
Tumores raquimedularesJ 589
Paulo Sérgio Crusius
Adroaldo B . Mallmann
Marcelo U. Crusius
47
Malformações vasculares cerebrais: diagnóstico e tratamentoJ 634
Marco Antonio Stefani
Márcio Francisco Lehmann
Guilherme Loureiro Fracasso
48
HidrocefaliaJ 643
Jorge Junqueira Bizzi
49
Neurocirurgia funcionalJ 660
Alexandre Mac Donald Reis Telmo Tonetto Reis
50
Radiocirurgia estereotáxica e radioterapia estereotáxica fracionadaJ 668
Jorge Junqueira Bizzi Leonardo Frighetto
Paulo Petry Oppitz
Parte
4A_te_n_ d _im_e _nt_o_m_u
_lt _id_ i _sc_ i_p _li _na_ r ____
�
51
Rotinas de enfermagem no AVC agudoJ 681
Fernanda Garcia da Silva
Silvete Maria Brandão Schneider
52
Cuidados de enfermagem nopós-operatório de neurocirurgia
J 689
Isabel Piazenski
Débora Feijó Villas Bôas Vieira
lsis Marques Severo
Sumário
53
Cuidados de enfermagem nopós-operatório de cirurgia carotídea /
708
Débora Feijó Villas Bôas Vieira
lsis Marques Severo
Isabel Piazenski
Daniela dos Santos Marona
54
Reabilitação no AVC agudo /718
Simone Rizzo Nique PerallesMarcelo Krás Borges
55
Reabilitação nas lesões medulares /728
Marcelo Krás Borges
Simone Rizzo Nique Peralles
56
Fonoaudiologia nasdoenças neurológicas /
740
Anelise Junqueira Bohnen
57
Dor neuropática /757
Pedro Schestatsky
João Arthur Ehlers
Bethania Camara Ehlers
58
Órteses /768
Jairo Blumenthal59
Manejo nutricional em doenças neurológicas /779
Cigléa do Nascimento Gisele Silva de MoraesJamile Rodrigues lsoppo
Apêndice Escalas em neurologia /
811
Alessandro Finkelsztejn Marco Antonio Stefani Rafael do Amaral Cristovam Gisele Silva de MoraesLuciana Barcellos Teixeira Silvete Brandão Schneider Mariana Peixoto Socai
Karen Renata P. Finkelsztejn
Luciano Nogueira
parte 1
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1
capítulo 1
1 , 1 1 , 1ac1oc1 n 1 0
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1em neu ro 0�1 a
Márcia L. F. Chaves
Aplicando neurologia
baseada em evidência
A neurologia ainda é considerada uma especiali dade médica difícil e complicada. Há muitos desa fios que facilmente desencorajam os estudantes que se deparam com a clínica neurológica pela primeira vez. Não é difícil compreender o que faz os acadêmicos perceberem as características do currículo médico e das condições do ensino como desafios, pois, depois do rápido e compactado con tato com as disciplinas básicas (neuroquímica, neurofisiologia, neuroanatomia e neuropatolo gia), geralmente sentem-se intimidados pela com plexidade do sistema nervoso. A partir desse mo mento, são expostos a rituais compostos de inú meras e elaboradas manobras, as quais tentarão aplicar aos pacientes com o objetivo de desenca dear sinais cujos nomes muitas vezes são difíceis até de pronunciar. Todos esses rituais acabam re forçando, de fato, a concepção de que em neurolo gia há uma combinação excepcional de processos extremamente intelectuais aos quais o diagnóstico deve atender. Além disso, os alunos não têm expe riência com os diferentes exames que são usados no diagnóstico neurológico, como a punção lom bar e o exame do líquido cerebrospinal ou o ele trencefalograma, a eletromiografia, os potenciais evocados, a arteriografia e os demais exames de imagem. Ao mesmo tempo, não sabem como
in-terpretar os resultados. A maioria dos livros-texto apenas confirma esse temor à medida que os estu dantes encontram nesses livros uma numerosa quantidade de detalhes sobre muitas doenças ra ras do sistema nervoso, fazendo com que se per guntem: que espécie de memória prodigiosa deve ter alguém que escolhe essa especialidade?
Já no Capítulo 1 do livro
Princípios de Neurologia
de Victor e Adams, desde edições muito anteriores (Ropper; Brown, 2008
)
, os autores se referem a todas essas dificuldades e acreditam que grande parte delas pode ser vencida pela utilização dos princípios básicos da clínica médica. Primeiro, e principalmente, é necessário conhecer o método clínico e adquirir familiaridade com seu uso.A importância do método clínico é muito gran de no estudo das doenças neurológicas, bem como em outros campos da medicina, e as diretrizes apresentadas a seguir são de aplicação universal: 1 ) a
solução
do problema clínico é alcançada por umasérie
de inferências e deduções: por meio de cada tentativa de explicar um elemento da história de uma doença ou um achado físico; e 2 ) o diag nóstico é um ato mental de integração de todas as interpretações para a seleção deuma
explicação mais compatível comtodos
os fatos da observação clínica.O processo lógico envolvido no diagnóstico não é o mesmo para todos os pacientes com doença
Rac
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neurológica. Em algumas situações, a adesão es trita a uma seqüência formal de raciocínio é extre mamente necessária, enquanto em outras a rela ção entre os achados clínicos e o diagnóstico anatômico/etiológico é tão direta que não há ne cessidade de uma seqüência tão formal de racio cínio. Por exemplo, o quadro clínico da doença de Parkinson é geralmente tão característico que a natureza da doença é quase óbvia. No entanto, a aplicação do método clínico provará consistir, na maioria das vezes, em uma seqüência de passos (Figura 1.1 ) :
• Sintomas ou sinais são assegurados pela histó ria e pelo exame físico, respectivamente;
• Os sintomas físicos que são considerados rele vantes para o problema sob análise são inter pretados em termos de fisiologia e anatomia, isto é, identificam-se a( s) alteração( ões) fun cional( is) e a(s) estrutura(s) anatômica(s) im plicada( s) na doença. Geralmente, identifica se um agrupamento característico de sintomas e sinais, constituindo uma síndrome. A formu lação dos sintomas e dos sinais em termos sin drômicos é de grande auxílio na identificação de uma estimativa de
localização
enatureza
daObtenção dos dados clínicos Pela história Pelo exame físico
Interpretação
dos sintomas
e dos sinais
em termos de
fisiologia e
anatomia
Diagnóstico sindrômicolesão. Essa etapa pode ser chamada de
diagnósti
co sindrômico;
• Essas correlações permitem que o médico loca
lize
o processo
da doença, i.e., estime a( s)parte( s) do sistema nervoso envolvida( s ). Essa
etapa pode ser chamada de
diagnóstico anatômico
ou
topográfico;
• A partir do diagnóstico anatômico e das infor
mações clínicas, principalmente a respeito da forma de início, da evolução e do curso da doen ça, do envolvimento de outros sistemas não neurológicos, dos antecedentes mórbidos e fa miliares e dos achados laboratoriais, pode-se
deduzir o
diagnóstico patológico,
e, quando o mecanismo e/ou a causa da doença podem ser de
terminados, chega-se ao
diagnóstico etiológico;
• Finalmente, o clínico deve avaliar o grau de
incapacitação e determinar sua reversibilidade
(temporária ou permanente). Este
diagnóstico
funcional
é importante para o manejo da doença e para estimar o potencial de recuperação da função.A obtenção de descrições de sintomas e sinais de f arma precisa para sua correta interpretação
Fonnulaçlo
sindrõmica e
localização
de lesão
Dlagn6stlco anat6mlco •... ... ... . ... ... ... ... .. . • • • � Etapas 1 li Ili • • • •... ... ... ..em termos de função comprometida do sistema nervoso constitui obviamente uma etapa funda mental para o diagnóstico. As informações epide miológicas sobre as doenças e, principalmente, so bre a população que atendemos são extremamen te valiosas para a formulação das hipóteses diag nósticas. O raciocínio deve sempre partir das con dições que mais freqüentemente acometem aque la população em geral, para que depois se formu lem hipóteses para grupos individualizados (''de risco'') para uma dada condição ( p. ex., faixa etá ria, sexo, tabagismo, alcoolismo, história familiar,
,
etc.). E claro que, em uma grande parte das oca-siões, esses enfoques são utilizados
simultanea-• • A •
mente, pois, com o tempo e a exper1enc1a,
tornam-, .
se automat1cos.
O raciocínio clínico é focado no desenvolvimen to de uma lista de problemas e diagnósticos dif e renciais específicos para cada paciente. Listas de problemas incluem sinais e sintomas de doenças, história médica pregressa, história familiar, histó ria psicossocial e preferências do paciente em ter mos de cuidados. A produção de diagnósticos dife renciais inclui os potenciais diagnósticos para cada sistema e para categorias de doenças usando o mnemônico VINDICATE (Quadro 1.1 ). Os Qua dros 1.2 e 1.3 apresentam exemplos de diagnós ticos sindrômicos e a classificação das síndromes motoras.
A partir do diagnóstico cuidadosamente pro posto, em conjunto com os diagnósticos diferen ciais relevantes, e depois de concluídas todas as
Quadro
1.1MNEMÔNICO "VINDICATE" PARA DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS ETIOLOGIAS
V
Vasculares 1 Infecciosas N Neoplásicas D Degenerativas 1 latrogênicasC
Congênitas, relcaionadas ao desenvolvimento A Auto-imunes, alérgicasT
TraumáticasE
Exposição ambiental, endócrinas, metabólicas, tóxicasRotinas em neuro
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Quadro
1 .2EXEMPLOS DE DIAGNÓSTICOS SINDRÔMICOS EM NEUROLOGIA
Síndrome cognitiva Síndrome convulsiva
Síndrome de hipertensão intracraniana Síndrome meníngea
Síndrome motora
Síndrome sensitiva
Quadro
1.3
CLASSIFICAÇÃO DAS SÍNDROMES MOTORAS
1 .
Piramidais
Hemiplégica Paraplégica Tetraplégica Monoplégica 2.Extrapiramidais
Parkinsoniana Coréica Coreoatetótica Distônica 3.Cerebelares
Atáxicaetapas, incluindo a investigação laboratorial, par te-se para a decisão terapêutica. Muitas vezes, os tratamentos são sintomáticos, mas podem garan tir uma boa qualidade de vida para os pacientes, já que a evolução de um grande número de trans tornos neurológicos é lenta e de bom prognóstico funcional a curto e médio prazo. Deve-se lembrar que, além do tratamento farmacológico, há outras formas de reabilitação. A orientação ao paciente, bem como ao grupo familiar, sobre a doença e as f armas de manejá-la é fundamental, mesmo que (e até principalmente) se trate de uma enxaque ca sem aura, não-complicada e com boa resposta farmacológica.
Esse é processo básico que aproximou o raciocí nio diagnóstico neurológico do método clínico e
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foi um passo fundamental para o crescimento da neurologia como especialidade clínica. No entan to, com o aumento progressivo da informação mé dica, esse recurso sozinho não é mais suficiente para o domínio adequado das ferramentas para o raciocínio diagnóstico.
Quando estava na escola na Inglaterra da época da guerra, entre os marcos do currículo escolar, junto com banhos frios, matemática, repolho cozi do e longas caminhadas no campo, estavam o la tim e o francês. Era óbvio que latim não passava de um exercício teórico, porque, afinal de contas, os romanos já estavam mortos. No entanto, mes mo a França sendo visível logo do outro lado do Canal, por anos ela ou foi ocupada ou era inacessí vel, assim aprender francês parecia um exercício muito pouco prático e teórico. Era impensável pa ra mim e para meus professores que eu fosse al gum dia encontrar uma utilidade prática para este aprendizado -que francês fosse uma íngua para ser falada.
Este é um depoimento feito por Drummond Rennie, um dos editores do JAMA e também um dos co-responsáveis pela série de 25 artigos pu blicados entre 1993 e 2000, chamada
The Users'
Guides to the Medical Literature
( 2002). Naquela mesma revista médica sobre diretrizes para a utiliza ção da literatura médica e medicina baseada em evidência ( MBE), Rennie transf armou sua expe riência na juventude em uma figura de linguagem na apresentação do livro organizado a partir destes artigos ( Guyatt; Rennie, 2002) para exemplificar a relação que muitos clínicos têm com a literatura médica. O autor define essa relação como 11 clara
mente visível, mas completamente inacessível''.
,
E claro que a prática clínica deve estar baseada
nos achados divulgados nas revistas médicas, mas também é importante reconhecer que, em poucos anos, a quantidade de inf armação médica duplica em tamanho, e progressivamente os clínicos pare cem ter menos tempo para avaliá-la. A tarefa ideal de estar atualizado com a literatura torna-se a ca da dia impraticável, especialmente se o objetivo for cobrir um grande número de revistas, fazendo uma leitura individualizada de cada volume. Como a literatura médica vem se tornando cada vez mais inacessível, ela reforça a imagem de que
pertence a outro mundo e não tem nada de útil para oferecer a um paciente em particular.
A MBE, cuja origem filosófica remete à Paris
da metade do século XIX e mesmo de antes, é o
uso consciencioso, explícito e prudente da melhor evidência do momento na tomada de decisão so
bre o cuidado de pacientes individuais. A prática
da MBE constitui-se na integração da
expertise
clínica individual com a melhor evidência clínica ex
terna disponível de pesquisa sistemática.
Expertise
clínica individual quer dizer a proficiência e a capacidade de julgamento que cada clínico indivi dualmente adquire por meio de experiência e prá
tica clínicas.
Expertise
aumentada é refletida demuitas formas, principalmente em mais diagnós ticos efetivos e eficientes, em mais identificações responsáveis e no uso humano de dilemas indivi duais dos pacientes, direitos e preferências nas to madas de decisão clínicas sobre seus cuidados.
A melhor evidência clínica externa disponível, por sua vez, refere-se à pesquisa clinicamente rele vante, geralmente no campo das ciências básicas, mas especialmente no da pesquisa clínica sobre acurácia e precisão de testes diagnósticos (incluin do o exame clínico), poder de marcadores prog nósticos, eficácia e segurança terapêutica, reabili tação e regimes preventivos. Evidência clínica ex terna invalida tanto testes diagnósticos quanto tratamentos previamente aceitos e os substitui por novos, que devem ser mais poderosos, acurados, eficazes e seguros. Bons médicos utilizam tanto a
expertise
clínica individual quanto a melhor evi dência externa disponível, e nenhuma isolada -mente é suficiente. Semexpertise
clínica, a prática corre o risco de tornar-se tiranizada pela evidência externa; mesmo sendo excelente, uma evidência externa pode não ser aplicável ou pode ser inade quada a um paciente em particular. Sem a me lhor evidência externa do momento, a prática cor re o risco de tornar-se rapidamente desatualiza da, causando prejuízo aos pacientes. A prática da MBE é um processo longo e permanente, consti tuindo um aprendizado autodirigido, no qual cui dar dos pacientes cria uma necessidade de infor mação clinicamente importante sobre diagnósti co, prognóstico e terapia. Esse processo se dá por meio de 5 etapas: ( 1) converte-se essa necessida de de informação em questões respondíveis; ( 2) procura-se, com máxima eficiência, a melhorevi-dência com a qual se responde às questões; ( 3) avalia-se criticamente a evidência quanto à sua validade (proximidade à verdade) e utilidade
(aplicabilidade clínica); ( 4) integra-se essa avalia ção com
expertise
clínica e aplica-se isso na práti ca; e (5) avalia-se o desempenho do médico.No dia-a-dia, a melhor forma de aplicar MBE é aprender a decodificar o problema do paciente em uma questão, ou mais de uma questão, clínica que deverá ser respondida por meio das ferramen tas de acesso à literatura médica. Questões clínicas geralmente surgem na mente dos clínicos de tal maneira que encontrar respostas na literatura mé dica por si só é um desafio. Dissecar a questão em seus componentes para facilitar a localização da melhor evidência é uma habilidade fundamental na MBE. A maioria das questões pode ser dividida
"
em tres partes:
• População: quem são os pacientes relevantes?
• Intervenções ou exposições: testes diagnósti
cos, alimentos, medicações, procedimentos ci rúrgicos, etc. Quais são as estratégias de mane jo que estamos interessados em comparar, ou
qual é o dano potencial com o qual nos preocu pamos? Para questões sobre terapia ou dano, devemos questionar quem é o grupo controle.
Tabela
1.3Rotinas em neuro
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• Desfecho: quais são as conseqüências relevan
tes para os pacientes da exposição nas quais estamos interessados?
As habilidades necessárias para a prática basea da em evidência foram identificadas em 1992. Elas incluem capacidade para definir o problema de um paciente com precisão, estabelecer que infor mação é essencial para resolver o problema, con duzir uma busca eficiente na literatura, selecionar os melhores estudos relevantes, aplicar regras de evidência para determinar sua validade, extrair a mensagem clínica e aplicá-la ao problema do pa ciente. A essas capacidades, é importante adicio nar a compreensão do impacto dos valores dos pacientes sobre o balanço entre vantagens e des vantagens das opções de manejas disponíveis e a capacidade de apropriadamente envolver o pa ciente na decisão. Uma década de experiência com MBE não modificou o maior desafio da prática baseada em evidência: a limitação de tempo. Fe linnente, novas fontes para suporte aos clínicos estão disponíveis, e o ritmo de inovação é rápido. Pode-se considerar que a classificação das fontes de inf armação é acompanhada por um meca -nismo mnemônico, o 4S (Tabela 1.3 ). Sistemas são sumários que conectam um número de sinop ses relativas ao cuidado de um problema em
par-HIERARQUIA DAS EVIDÊNCIAS PRÉ-AVALIADAS (4S)
Study (estudos)
Systematic review
(revisões sistemáticas)
Synopsis
(resumos estruturados)
System (sistemas)
A pré-avaliação envolve selecionar somente aqueles estudos que são altamente relevantes e que são caracterizados por projetos de estudo que minimizam o viés, permitindo, assim, inferências mais fortes.
As revisões sistemáticas fornecem aos clínicos uma visão geral de todas as evidências que tratam de uma questão clínica específica.
Os resumos estruturados dos estudos individuais ou das revisões sistemáticas sintetizam os principais detalhes e resultados metodológicos necessários à
aplicação das evidências ao cuidado individual do paciente.
Diretrizes práticas, vias clínicas ou resumos de livros-texto baseados em
evidências fornecem ao clínico muitas das informações necessárias para orientar o cuidado individual dos pacientes.
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ticular de um paciente (p. ex., sangramento agu do do trato gastrintestinal alto) ou tipo de pa ciente (p. ex., paciente ambulatorial com diabete).
Exemplo da aplicação da medicina
baseada em evidência na prática
da clínica neurológica
Revisão sistemática sobre repouso
após punção lombar para prevenção
de cefaléia
Muitas vezes, aprende-se uma prática baseada em experiências pessoais cuja base de conhecimento pode estar defasada, e freqüentemente não se ve rifica se há evidência atual diferente dessa prática.
É
necessário aprender a obter a melhor resposta do momento às questões clínicas. Em relação à prevenção da cefaléia após punção lombar, para envio do líquido cerebrospinal para exame, para mielografia ou para qualquer outro propósito, ain da é prática comum recomendar ao paciente que faça repouso no leito após a punção. Que pergun tas têm sido levantadas sobre essa medida preventiva recentemente? Que estudos demons tram que a medida é eficiente? Há alguma com plicação por adotá-la? Os pacientes questionam sobre ela? Que dados da literatura têm sido usa dos para responder aos questionamentos?Há 1 6 ensaios clínicos randomizados (NE I) sobre repouso no leito após punção lombar (entre 1980 e 1992), e nenhuma mudança na cefaléia pós-punção foi constatada, apenas aumento da dor lombar. No entanto, cerca de 80% das unida des neurológicas no Reino Unido têm protocolos que recomendam repouso no leito após punção lombar ( Serpell et al., 1998). Apesar de existir evi dência de má-prática há mais de 15 anos, a prática do conhecimento informal ou não-baseado em evidência continua sendo adotada.
Como colocar evidênc
i
a na Prática?
Como fazer MBE?
Em primeiro lugar, é
muito importante
ter noção de que uma parte das questõesnunca
será respon dida. Quando uma questão é respondida sem MBE, é provável que a informação não seja nem a melhor nem a mais atual. Para utilizar as ferra mentas da evidência, é necessário iniciar pela questão clínica, escrevendo o problema clínico que necessita encontrar uma resposta. Deve-se definira questão crítica do problema e perguntar-se mais uma vez se é possível respondê-la. Caso seja possí vel, é importante avaliar de que forma conseguiu a informação e qual é a sua origem. Independente mente da resposta à questão clínica, dá-se início a uma busca segundo os passos da MBE. Verifica se se essa questão crítica constitui a ''menor ques tão possível de ser respondida'' e se ela é relevante com relação ao problema clínico original. A seguir, busca-se a melhor evidência utilizando um
site
de busca de literatura médica (p. ex., MEDLINE, Best Evidence, Up to Date, Clinica! Evidence, Cochrane Library). Encontrando a evidência, deve-se fazer uma avaliação crítica desse achado. Se tal evidên cia pode ser generalizada para a realidade dos pa cientes, ela deve ser integrada à experiência clínica do médico e aos valores do paciente individual. Esses passos estão resumidos no Quadro 1.4.A seguir, é apresentado um caso clínico sobre o repouso no leito para prevenir cefaléia após pun ção lombar.
• Caso clínico:
- Um paciente de 5 5 anos será submetido à punção lombar para exame do líquido cere brospinal. Os familiares estão ansiosos em relação à necessidade de repouso no leito após a punção e querem saber qual é a me lhor recomendação.
- O paciente também pergunta se precisa ficar deitado na cama muitas horas após o exame, pois já ouvira falar sobre isso, mas costuma apresentar desconforto lombar depois de al gumas horas deitado, especialmente se não estiver dormindo.
- Para fornecer uma orientação baseada em evidência e atender aos valores e às expecta tivas do paciente e de seus familiares, deve se recomendar o repouso no leito?
• A questão:
- O repouso no leito previne cefaléia após pun ção lombar?
• População: adultos submetidos à punção lombar
• Indicador: repouso no leito
• Comparador: atividade imediata (ou ou
tro tipo de intervenção)
• Desfecho: cefaléia pós-punção
Para aplicar os passos da MBE a esse caso clíni co, primeiramente devem-se sublinhar as
pala-Quadro
1.4PASSOS DA MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIA
Questão clínica
• Escreva um problema clínico recente
• Qual era a questão crítica?
• Você conseguiu respondê-la? Como?
Busca pela informação
• Formular uma questão respondível
• Perseguir a melhor evidência
• Avaliar criticamente a evidência
• Integrar com experiência clínica e com valores
do paciente
A
melhor evidência depende do tipo de questão
• Quais são os fenômenos/problemas? (OBSERVAÇÃO)
• Qual é a freqüência do problema?
(FREQ
ÜÊ
NCIA)• AMOSTRA AO ACASO (ou consecutiva)
• Esta pessoa tem o problema? (DIAGNÓSTICO)
• AMOSTRA AO ACASO (ou consecutiva) COM
PADRÃO-OURO
• Quem terá o problema? (PROGNÓSTICO)
• ESTUDO DE SEGUIMENTO OU COORTE
• Como se pode aliviar o problema?
(INTERVENÇÃO/TERAPIA)
• Ensaios clínicos randomizados
vras-chave e pensar em sinônimos para elas. A seguir, seleciona-se no
site
do MEDLINE a opçãoClinicai Queries,
clicando na categoriatherapy
e digitando a questão. Desse modo, obtêm-se di versos artigos publicados sobre o assunto; caso isso não ocorra, deve-se modificar a questão acres centando sinônimos ou substituindo-os por ou tros sinônimos. Se o objetivo for buscar as princi pais revisões sistemáticas já publicadas, selecio na-se a opçãoFind Systematic Reviews.
Em relação à questão do repouso no leito para prevenir cefa léia pós-punção, apesar de, há muito tempo, ela ser atribuída à mobilização precoce do paciente, há pouca evidência sobre isso. A revisão dos arti gos publicados mostra 1 6 ensaios clínicos queRotinas em neuro
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avaliam repouso ou atividade imediata, seja re pouso de até oito horas, seja repouso mais pro longado ( 24 horas) ( NE I). As razões para a reali zação da punção lombar também são diversas, como anestesia, mielografia e diagnóstico. Ne nhum dos estudos mostrou que repouso é melhor do que atividade imediata para prevenir cefaléia pós-punção. Todas as revisões sistemáticas con cluem que não há evidência de que repouso no leito após punção lombar ou cervical seja melhor do que atividade imediata na redução da incidên cia de cefaléia (Evans et al., 2000; Sudlow; Warlow, 2002; Thoennissen et al., 2001 ).
Respondendo às questões do caso clínico, a re comendação do repouso poderá ser feita apenas se forem desconsideradas todas as evidências dis poníveis, inclusive as revisões sistemáticas publi cadas no
Canadian Medical Association Journal
e naCochrane Library,
ambas de 2001. Para os familia res, dever-se-ia explicar que, de acordo com os dados atuais da literatura médica, o paciente, após a punção, não necessitará ficar restrito ao leito e terá o atendimento necessário se apresentarqual-,
quer sintoma relacionado ou não à punção. E im-portante explicar que a ocorrência da cefaléia pós punção independe dessas medidas (ou seja, o pa ciente poderá ter cefaléia com ou sem repouso), mas está um pouco mais relacionada com o calibre da agulha utilizada no procedimento (com as mais finas, é menor a ocorrência de cefaléia) (nível de evidência I e II) (Evans et al., 2000). Para o pacien te, além de fornecer esse esclarecimento, pode-se ainda explicar que o repouso prolongado no leito, segundo as evidências atuais, aumenta as chances de piorar sintomas lombares, talvez explicando o desconforto que ele relata nessa condição. Pode se sugerir uma avaliação posterior deste problema
(dependendo da intensidade, da condição em in vestigação no momento, etc.). Em resumo, não há evidência que sustente a recomendação de re pouso no leito para prevenir a cefaléia pós-punção.
Considerações finais
A combinação do método clínico com as ferra mentas da MBE constitui o processo diagnóstico mais abrangente e atualizado em qualquer espe cialidade clínica. A aplicação da junção desses mé todos na prática da neurologia torna-a uma espe cialidade dinâmica e mais simples de ser seguida.
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Referências
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Guyatt G, Rennie D, editors. Users' guides to the medical literature: a manual for evidence-based clinica! practice. Chicago: AMA Press; 2002.
Ropper AH, Brown RH. Adams and Victor' s principles of neurology [on-line] . 8th ed. New York: McGraw-Hill; 2005
[capturado em 23 fev. 2008]. Disponível em: URL: http://
www.accessmedicine.com.
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Sudlow C, Warlow C. Posture and fluids for preventing post dural puncture headache. Cochrane Database Syst Rev. 2002;(2 ):CDOOl 790.
Thoennissen J, Herkner H, Lang W, Domanovits H, Laggner
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Sites recomendados
http ://clinicalevidence. bmj .com/ceweb/index.j sp http://cochrane.bvsalud.org/cochrane/
main.php?lang =pt&lib =COC
http://jama.ama-assn.org/ http://WWW.accessmedicine.com/ resourceTOC.aspx?resourceID = 54 http://www.emedicine.com/ http://www.harrisonsonline.com/ http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/en trez http://www.ovid.com/site/catalog/Book/
867 .jsp?top = 2&mid = 3&bottom = 7&subsection = 1 1
capítulo 2
1 1o rn o ra 1a co m u a o r1za a
A 1 , 1e ressonan c 1 a ma -- ne 1 ca
..Leonardo Vedol in
Tomografia computadorizada
A tomografia computadorizada (TC) baseia-se nos mesmos princípios da radiologia convencional: te cidos mais densos ou com elementos mais pesados absorvem mais radiação do que tecidos menos densos (Wegener, 1992). A TC foi introduzida para uso clínico no início da década de 1970 e revolu cionou a área do diagnóstico por imagem. Com o surgimento da TC helicoidal, no início da década de 1990, um maior volume de dados poderia ser adquirido sem artefatos de movimento, e as ima gens poderiam ser reconstruídas em qualquer po sição, sem perda significativa de resolução.
Nas últimas décadas, o número de TCs realiza das aumentou significativamente, em grande par te pelo uso da TC
multislice
(TCMS ), a partir de1998. Os fundamentos da tecnologia da TCMS es tão baseados em dois princípios: aquisição contí nua dos dados e possibilidade de estudar grandes volumes rapidamente, sem perda de resolução longitudinal. Atualmente, os equipamentos de TCMS de última geração são equipados com até 256 fileiras de detectores.
Princípios
Um equipamento de TC é constituído por duas estruturas localizadas em posições opostas no in terior do aparelho: o tubo emissor dos feixes de
raios X e os detectores. As imagens surgem a partir da atenuação dos feixes de raio X emitidos pelo tubo do aparelho e absorvidos pelos detectores, que traduzem essa absorção em uma escala de
•
cmza.
Tradicionalmente, dividem-se os equipamentos de TC em três tipos: convencional, helicoidal e
multislice.
Na TC convencional, ocorre um movi mento circular completo (360º) do equipamento em torno do paciente. Na TC helicoidal, o movi mento descreve a forma de uma hélice, permitin do a obtenção contínua de inf armações da região analisada. Com a TCMS, adicionam-se maior nú mero de detectores e maior velocidade de movi mento ao tubo ( J ones et al., 2001). Os benefícios da TCMS em relação à TC convencional são mui tos: o exame pode ser realizado com cortes mais finos (maior resolução espacial), em menor tempo (maior resolução temporal e menos artefatos) e com maior otimização do contraste. Esses fatores aumentam significativamente a acurácia diagnós tica do exame.As características das imagens de TC são afeta das por alguns parâmetros como o tamanho do
pixel,
as escalas de cinza e as janelas. Define-sepixel
como o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Quanto maior o número depixeis
em uma matriz (conjunto de linhas e colunas), maior é a resolução espacial. Para cadapixel
existe umTomografia computadorizada e ressonância magnética
valor numérico que corresponde à média de radi ação absorvida, expressa em uma escala de densi dade denominada unidades Hounsfield ( HU), em homenagem ao descobridor Godfrey Hounsfield. Os valores das escalas variam de - 1.000 até + 1.000 HU, sendo O o valor da água e - 1.000 o do ar. A Tabela 2.1 apresenta os valores de absorção. As janelas representam um estreitamento das esca las de cinza, visando à maior diferenciação entre as estruturas. A abertura da janela
( width )
traduz o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico do branco e o do preto, e o nível( levei),
o valor médio em HU. Na prática, o uso de diferen tes janelas facilita, por exemplo, a distinção entre a região medular e a cortical da calota craniana, aumentando a acurácia do exame para detectar lesões ósseas (Figura 2.1
)
.Um protocolo padrão de TC examina o crânio em cortes axiais orientados paralelamente à linha orbitomeatal. Nas aquisições seqüenciais, a fossa posterior é examinada com cortes de 3 a 5 mm e a região supratentorial com cortes de 8 a 10 mm.
Cortes com 1 a 2 mm são necessários para exami nar os ouvidos, a órbita e a sela turca. Eventual mente (p. ex., no estudo dos ossos temporais ou dos seios da face), imagens no plano coronal tam bém podem ser obtidas. Nas aquisições isotrópicas obtidas em tomógraf os helicoidais ou
multislice,
as imagens podem ser reformatadas em diversos planos ( Rydberg et al., 2000). Nesse cenário,algo-[
Figura2.1 ]
Exemplo de exame do crânio com janela óssea.Tabela
2.1VALORES DE ATENUAÇÃO DE TECIDOS E FLUIDOS
Tipo de tecido
Valor de atenuação
Osso compacto > 250 Osso esponjoso 1 30 +- 100 Gordura -65 +-1 0 Sangue (coagulado) 80 +-10 Plasma 27 +-2 Exsudato > 1 8 +-2 Músculo 1 2 +-2
ritmos de reconstrução como MPR
(multiplanar
reconstruction), MIP
( maximum intensity projection )
e VR ( volume rendering ) são utilizados para melhor demonstração tridimensional das estruturas estu dadas (Figura 2 .2).A utilização de um meio de contraste iodado injetado por via endovenosa é comum nos estudos tomográficos do encéfalo. O iodo tem elevado
nú-[
Figura2.2 ]
Exemplos de reconstruções MIP de uma malformação arteriovenosa.A • •• • •
mero atom1co e, consequentemente, atenua
s1gn1-ficativamente a passagem do raio X. Seu uso visa a detectar ruptura da barreira hematencefálica ( p. ex., tumor cerebral) e acentuar as diferenças entre estruturas com diferentes fluxos (p. ex., es tudo angiográfico). A impregnação pelo agente de contraste depende basicamente da dose do con traste e de fatores farmacocinéticos, como osmo lalidade e hidrofilia. O volume de contraste injeta do varia conforme o peso do paciente, a região a ser estudada e o tipo de aparelho de TC. Em um exame convencional do crânio, utiliza-se de 1 a 2 mL/kg de contraste a 1 a 8 mL/s. Com o cresci mento da técnica de ressonância magnética
(
RM),
o uso de contraste no espaço subaracnóideo (mie lotomografia ou cisternografia por TC) é raramen te realizado.
A descrição de um relatório de TC exige uma revisão sistemática de todas as estruturas identi ficadas no exame, como o encéfalo, a calvária, as partes moles de face e crânio, a base do crânio, as órbitas e as cavidades paranasais. A correlação clí nica e radiológica deve ser encorajada para au mentar a acurácia do método. Normalmente, des creve-se a estrutura em estudo como isodensa ou isoatenuante, hipodensa ou hipoatenuante e hi perdensa ou hiperatenuante em relação ao tecido normal adjacente. Lesões hiperdensas, por exem plo, apresentam maior densidade do que o tecido padrão ou centro da janela (Figura 2.3 ).
[
Figura2.3 ]
Hemorragia intra-axial no hemisfério cerebelar esquerdo.Rotinas em neuro
l
og
ia e neuroc
i
rurg
i
a
Aplicações
Com a introdução da TCMS, ocorreu um grande avanço na utilização do método em neurorradiolo
gia ( Rydberg et al., 2000). Em relação à RM
,
com aTC o tempo de exame é menor, o custo é inferior e há maior facilidade para monitorar pacientes ins
táveis. Apesar do crescimento da RM
,
a TC permanece como o método mais rápido e eficaz de ava liar pacientes com suspeita de hemorragia cere bral. Outra vantagem reside na detecção de calci ficações, como, por exemplo, em alguns tipos de tumores do sistema nervoso central ( SNC) (p. ex., craniofaringioma), em doenças metabólicas espe cíficas (p. ex., doença de Krabbe) ou em infecções do SNC (p. ex., toxoplasmose neonatal). Além disso, a detecção de lesões na região cortical dos ossos da calvária, como, por exemplo, em fraturas, é maior na TC.
Com o surgimento da TCMS, o estudo angio gráfico por TC tornou-se uma excelente alternati va para estudo não-invasivo dos vasos intra e ex tracranianos, como, por exemplo, na detecção de aneurisma cerebral. O método também tem sido utilizado no estudo de doenças oclusivas, de mal formações vasculares e de lesões vasculares pós traumáticas. Da mesma forma, a perfusão por TC é realizada na avaliação de penumbra isquêmica e reserva funcional cerebral e no estudo hemodi nâmico dos tumores. No estudo das doenças de cabeça e pescoço, a TC é o principal exame de ima gem para avaliar doenças das cavidades parana sais ( sinusopatia inflamatória, sinusite fúngica e tumores), fraturas (na órbita, no maxilar e na base do crânio), doenças do osso temporal ( otosclerose, colesteatoma e displasias da orelha interna) e al gumas doenças da coluna (na avaliação de fratu ras e na análise pós-operatória de instrumentação cirúrgica).
Limitações
Existem alguns fatores que limitam a utilização da TC. Entre eles, destacam-se os problemas relaciona dos ao uso de contraste iodado e ao uso de radiação ionizante (Bõhn; Schild, 2006; Pannu; Wiebe; To nelli, 2006). As duas principais complicações do uso do contraste iodado na TC são a nefropatia induzida pelo contraste (NIC) e as reações de hipersensibili dade (RHs).
A NIC é a terceira causa de perda de função renal aguda em ambiente hospitalar e está