29 de novembro de 2008
29 de novembro de 2008
Florian
Disposição da Palestra:
1ª Parte: Rever a necessidade da mudança;
2ª Parte: Dúvidas e constatações durante o período
experimental - feedback;
3ª Parte: Proposta de modificação da Diretoria Executiva;
4ª Parte: Sugestões de encaminhamentos ;
Há 6 anos atrás o serviço de Assistência Jurídica atendia 512 médicos
filiados, hoje a Assessoria atende a mais de 3.600 filiados;
Neste período, a demanda pelos serviços jurídicos cresceu
exponencialmente, pois o “mercado” de Ações Judiciais contra os médicos expandiu vertiginosamente. Hoje há aproximadamente 4 mil Ações Indenizatórias por ato médico em trâmite no Judiciário Catarinense;
Mudança de foco: paulatinamente a Assessoria deixa de ser um
instrumento de militância sindical e passa a desempenhar o papel de defensoria médica;
Hoje os 3.600 filiados pagam pela utilização efetiva do serviço de
aproximadamente apenas 400 sindicalizados;
Num período recente vemos que o crescimento do número de filiados se
deu de maneira expressiva, porém uniforme, portanto a Receita do SIMESC cresceu linearmente. (Relação - P.A. da Receita X P.G. da Demanda);
Reduz a grande desigualdade gerada entre os filiados que se utilizam dos
serviços jurídicos para Ações individuais, em relação aos que não usam, mas pagam por ele;
Evita “Aventuras Jurídicas” que colocam em risco não só as finanças do
SIMESC como a própria idoneidade da Instituição como entidade representativa da categoria no seio do Judiciário;
Reduz a necessidade de o SIMESC destinar cada vez mais e maiores
verbas à Assistência Jurídica; (6 anos despesas com honorários – aumento de 350% - 1 ano demanda – aumento de 400%)
Se o repasse à Assessoria fosse acompanhar a demanda, teria de ser
aumentado, em 6 anos, em 2.400%, o que representaria R$ 75.000,00 por mês, o que resultaria em R$ 900.000,00 por ano = 90% da previsão orçamentária do SIMESC para 2009;
Valorização do serviço profissional prestado (quanto maior a
demanda, maior o incentivo financeiro – PROPORCIONALIDADE);
O médico que passa a pagar ao menos pelas Ações que fogem às
finalidades precípuas do SIMESC, mesmo que sejam valores subsidiados pela Entidade, passa também a valorizar melhor o serviço recebido; o que resulta em uma ferramenta de marketing à Instituição;
O filiado que paga pelo serviço passa a compreender melhor o seu
direito de cobrar a excelência na sua prestação;
O objetivo do SIMESC não é o patrocínio jurídico dos interesses
individuais, especialmente os que fogem as suas finalidades precípuas, mas hoje tornou-se uma assistência advocatícia gratuita (irregularidade perante à OAB). (3600 filiados e 400 Ações);
Questão dos Médicos Vitalícios;
Procedimentos em andamento (em grau de recurso e
substabelecidos – escopo: atrair novos filiados);
Carência? (a discutir);
Redução de custos (SIMESC reduziu R$ 7.100,00 em Custas
Processuais, estimativa de redução de R$ 28.400,00 no ano = 3% do orçamento, destinados apenas às Custas Processuais de 48 Ações);
Sucumbência;
Índice de reclamação dos filiados que se utilizaram da Assistência
Art. 20, CPC: A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as
despesas que antecipou e os honorários advocatícios. Esta verba honorária será devida, também, nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. (...)
§ 3º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez por cento (10%) e o máximo de vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação, atendidos:
A sucumbência nada mais é do que o reconhecimento do êxito nas demandas judiciais. Equivale a uma parcela do ganho que o advogado vitorioso proporcionou a seu cliente e devem ser pagos pela parte vencida. O Código de Processo Civil (CPC) estabelece que a sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor os honorários advocatícios, até mesmo quando o advogado funcionar em causa própria. O limite é fixado entre 10% e 20%, sobre o valor da condenação.
A assistência judiciária gratuita é o benefício de caráter legal que permite
às pessoas que comprovarem insuficiência de recursos irem a juízo sem necessidade de fazer despesas, cujo custeio fica por conta do poder público. Sua finalidade é proporcionar a todos o acesso à justiça. É preciso requerer este benefício para obtê-lo. Neste caso, a parte interessada estará isenta do pagamento de taxas judiciárias, de selos, de emolumentos e custas assim como de despesas com as publicações indispensáveis no jornal encarregado da divulgação dos atos oficiais e indenizações devidas às testemunhas, bem como dos honorários de advogados e peritos. (Fonte: http://www.tj.sc.gov.br/jur/custas/a_juridica.htm)
O índice de processos da Assessoria Jurídica que gozam deste benefício é
de exatos 99,75%, pois apenas 1 processo em 400 não goza desta benesse legal. 95% dos processos são oriundos de pacientes atendidos pelo SUS.
Como combater o abuso do benefício? Impugnação ao pedido de
Trato de impugnação à concessão do benefício da assistência judiciária gratuita, autuada em autos apartados (art. 4º da lei n. 1.060/50), na qual o impugnante alega que os beneficiários são pessoas abastadas e possuem rendimentos e patrimônio suficiente para arcar com o ônus processual. (...) Argumentou que P. G. apresentou divergências ao informar a sua profissão,
indicando na petição inicial que é "do comércio", mas em sua procuração é qualifica-se como "subgerente de casa lotérica".
Os impugnados manifestaram-se, argumentando que a declaração de hipossuficiência de ambos está juntada às fls. 22, que realmente houve um equívoco ao qualificar a autora no tocante a sua profissão, sendo que ela faz "serviços gerais" em uma casa lotérica e que Nelson, apesar de receber R$ 1.228,66, está afastado do trabalho por problemas de saúde e a maior parte de seu rendimento é gasto com remédios, alimentação e despesas familiar. Apresentou cópias de escrituras públicas de imóveis em nome dos
impugnados, requerendo a revogação do benefício concedido.
Em seguida o Ministério Público manifestou-se pela rejeição da impugnação à assistência judiciária gratuita.
Cabe ressaltar, que a jurisprudência tem entendido que o simples fato de alguém ser proprietário de um imóvel não o impede de receber o benefício da assistência judiciária, desde que não produza renda suficiente para o pagamento das despesas processuais e honorários advocatícios.
Não bastasse isso, a jurisprudência tem assentado que:
“O conceito de necessitado não se confunde com indigência' (RT 286/612). 'Não basta que a parte possua bens, para que só por isso se lhe negue o benefício. Indispensável é demonstrar que com esses bens pode pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio e da família”.
Diante do exposto, rejeito a impugnação. Custas pelos impugnantes.
Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Art. 4º - O médico filiado, estando quite com suas obrigações perante o SIMESC, tem direito a:
I – consultas jurídicas na sede do SIMESC, nos dias e horários pré-determinados;
II – assistência jurídica nas ações judiciais e ou procedimentos administrativos em que seja autor ou réu, de acordo com os limites impostos pelos Arts. 2º e 3º e na forma dos Anexos I, II e III;
III – solicitar parecer jurídico sobre questões ligadas à área médica;
IV – acompanhamento de advogado em instituições públicas ou privadas, em casos ligados ao exercício profissional médico e desde que agendado com no mínimo 72 (setenta e duas) horas;
Parágrafo Primeiro: As custas processuais, os honorários periciais, os honorários de sucumbência e os honorários advocatícios relativos aos processos judiciais e administrativos estão discriminados nos Anexos I, II e III, que são parte integrante desta Resolução.
Parágrafo Segundo: Os médicos vitalícios são isentos de todos os custos
Art. 6°
- Esta Resolução somente se aplica às demandas
autuadas após a entrada em vigor deste regulamento.
Art. 7º -
A presente Resolução, aprovada pela Diretoria
Plena do SIMESC, entra em vigor a partir desta data e
sofrerá
constante e permanente avaliação pela
Diretoria de Assuntos Jurídicos.
Feedback
periódico e permanente desta Resolução e da
Assistência Jurídica como um todo;
Implantação do software de gestão desenvolvido pelo escritório
e treinamento das Diretorias Regionais na sua utilização ao
longo de 2009 (em fase de testes);
Regulamentar a participação das Diretorias Regionais nos
deslocamentos da Assessoria às diversas regiões de forma a
ampliar a utilização da Assessoria Jurídica pelas Diretorias
Regionais;
Angelo Kniss: especializado em direito trabalhista e sindical e
professor universitário; Advogado associado.
Carla Posser: enfermeira e advogada especializada em direito
médico e da saúde; Advogada associada.
Dr. Clério Bressan Cordini: médico ortopedista, com
sub-especialização em coluna; Consultor.
Dr. Gustavo Tenfen: Clínica médica; Consultor;
Erial Lopes de Haro: especializado em direito médico e da saúde;
Raphael Schlindwein: especializado em direito médico voltado à
área criminal;