RIQUEZA E DISTRIBUIÇÃO DAS AVES AQUÁTICAS DO PARQUE DO CARMO OLAVO EGYDIO SETÚBAL, SÃO PAULO, BRASIL

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Texto

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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 3380

RIQUEZA E DISTRIBUIÇÃO DAS AVES AQUÁTICAS DO PARQUE DO CARMO – OLAVO EGYDIO SETÚBAL, SÃO PAULO, BRASIL

Maria Augusta Miranda Ribeiro1 e Reginaldo Cardoso Ferreira2

1-Bióloga com Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Nove de Julho.

2-Biólogo com Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Paulista (UNIP).

(augusta.ribeiro1@hotmail.com)

Recebido em: 12/04/2014 – Aprovado em: 27/05/2014 – Publicado em: 01/07/2014

RESUMO

As aves aquáticas contribuem significativamente para a ciclagem de nutrientes em ecossistemas aquáticos continentais, uma vez que, as diversas categorias tróficas desempenham papéis funcionais diferentes dentro do ecossistema, e contribuem para seu equilíbrio como um todo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a riqueza e distribuição das aves aquáticas do Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal (PCOES). Foram realizadas 18 campanhas, entre janeiro e junho de 2013, totalizando 6 meses de pesquisa e 108 horas de observações. As observações iniciavam-se as 6hs00min da manhã, horário de Brasília, e terminavam as 12h00min, período de tempo de maior atividade das espécies, totalizando 6 horas de observações em um dia, e 3 saídas a campo por mês. Foram registradas 15 espécies de aves aquáticas, distribuídas em 6 Ordens e 6 Famílias. A maior diversidade de aves aquáticas foi observada no Lago 1, com 74,7% (n=12), seguida pelo Lago 2 com 16% (n=4). Enquanto, no Lago 3, verificou-se apenas 9,3% (n=3). Visto que, o Lago 1 era o lago com maior área dentre os analisados. Este proporciona maior disponibilidade de alimento, abrigo e área para repouso. Sendo assim, a riqueza de espécies de aves aquáticas do PCOES é expressivamente significante, e que, por mais que, a maior parcela das espécies seja onívora, este parque contém uma rica e diversificada avifauna aquática, que evidencia a recuperação deste importante fragmento de Mata Atlântica, outrora já muito modificado.

PALAVRAS-CHAVE: Avifauna aquática, biodiversidade, estudos limnológicos,

Médio ambiente, Parques urbanos

DISTRIBUTION OF WEALTH AND WATERFOWL PARK OF CARMO – OLAVO EGYDIO SETÚBAL, SÃO PAULO, BRAZIL

ABSTRACT

Aquatic birds contribute significantly to nutrient cycling in Continental aquatic ecosystems, once various trophic categories play different functional roles within the ecosystem and contribute to its balance as a whole. The objective of this study was to assess the existence and distribution of aquatic birds in the Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal. It was realized 18 campaigns between January and June

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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 3381 2013, totaling 6 months of research and 108 hours of observation. The observations were initiated at 6 o’clock in the morning, schedule of Brasilia, and ended at noon, period of greatest activity of the species, in a total of 6 hours of observations in a day and 3 outputs to field a month. It was 15 water bird species distributed in 6 rating and 6 families. The greatest diversity of bird aquatic was observed in the Lake 1, with 74.7% (n = 12), followed by the Lake 2 with 16% (n = 4). While in the Lake 3, there was only 9.3% (n = 3). Whereas, the Lake 1 was the lake with the largest area among analyzed. This lake provides greater availability of food, shelter and rest area. Thus, the species richness of bird aquatic of the PCOES is expressively significant, and that, however much the greater portion of the species are omnivorous, this park contains a rich and diverse avifauna aquatic, which shows the recovery of this important fragment of Mata Atlantic, once already was very modified.

KEYWORDS: Aquatic avifauna, Urban Parks, Biodiversity, Environment,

Limnological Studies.

INTRODUÇÃO

As aves destacam-se por ser um grupo animal diversificado, adaptado e com grande capacidade de se deslocar para escolha de habitats em ecossistemas terrestres ou aquáticos (PRIMACK & RODRIGUES, 2002).

Áreas úmidas são ecossistemas aquáticos cobertos por água doce, onde as flutuações do nível da água vão determinar a produtividade e a composição das espécies que ocupam estes ecossistemas (ODUM & BARRET, 2008). As áreas úmidas são consideradas áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, visto que estão entre os ecossistemas mais ameaçados do mundo, pois sofrem com a degradação ambiental causada por pesticidas, produtos químicos, efluentes de indústrias e comunidades, além do acelerado processo de urbanização (PETRY & SCHERER, 2008; MALTCHIK & STENERT, 2003).

As aves ecologicamente dependentes ou semi-dependentes de áreas úmidas são consideradas aves aquáticas (ACCORDI, 2003). As aves aquáticas dependentes são aquelas que ficam pouco tempo em locais secos. Já as aves semi-dependentes são aquelas que conseguem passar muito tempo em áreas secas, mas suas adaptações morfológicas de bico, pés e pernas demonstram um longo processo de adaptação às áreas úmidas (ACCORDI, 2006).

As aves aquáticas contribuem significativamente para a ciclagem de nutrientes em ecossistemas aquáticos continentais, uma vez que, as diferentes guildas alimentares de aves que existem dentro de um ecossistema aquático como detritívoras, carnívoras, filtradoras, piscívoras e onívoras desempenham papéis funcionais diferentes dentro do ecossistema, e contribuem para seu equilíbrio como um todo. As aves piscívoras, em particular, desempenham importante papel nas teias alimentares, ao retirar das populações de presas os indivíduos menos aptos, contribuindo para a seleção natural (SICK, 1997). Além disso, grupos de aves existentes nas margens de ecossistemas aquáticos proporcionam acúmulo de matéria orgânica (nutrientes) que, ao caírem na água, beneficiaram a microfauna, o que se reflete em um aumento na população de peixes (MOREIRA, 2005). Assim, o monitoramento da riqueza e distribuição das espécies de aves, pode proporcionar a geração de informações que podem ser utilizadas para a geração de modelos populacionais, e que possibilita o entendimento da variação populacional, como a diminuição ou aumento das populações, incluindo a migração e a qualidade do habitat (RODRIGUES & MICHELIN, 2005).

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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 3382 dos ecossistemas, causando a degradação de ambientes florestais, como a fragmentação da paisagem e a poluição de corpos d’água que formam áreas úmidas dentro de manchas florestais. Alterando o padrão de nidificação, alimentação e o nicho ecológico das aves ocorrentes, o que gera a diminuição da riqueza e diversidade das espécies de aves, e proporciona um desequilíbrio no ecossistema, visto que, as aves realizam controles populacionais e dispersam sementes, contribuindo para a restauração natural em ambientes florestais. Sendo assim, as aves são consideradas bioindicadores da qualidade ambiental, razão pela qual vêm sendo amplamente utilizadas no desenvolvimento de planos de conservação (PETRY & SCHERER, 2008).

SILVA (2007) relata que ambientes de águas doces artificiais ou naturais, como lagos, estão entre os mais ameaçados, e suas interações e funções ainda são pouco compreendidas, havendo a necessidade de mais estudos em relação à biota destes ecossistemas límnicos para que se possa minimizar os impactos ambientais negativos gerados. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a riqueza e distribuição das aves aquáticas do Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal.

MATERIAL E METODOS

O estudo foi realizado no Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal (PCOES) localizado na zona leste do município de São Paulo (SP), nas coordenadas 23°34'31.27"S/46°27'47.56"O. Este parque pertence à Área de Proteção Ambiental (APA) Parque e Fazendo do Carmo e possui uma área de 1.500.000 m2, apresenta relevo de formas predominantemente retilíneas, mas com algumas áreas convexas de morros médios (SVMA, 2011). Apresenta três lagos (lago 1, lago 2 e lago 3), sendo que, o lago 1 é o maior dos três e se encontra a 81m de distancia do lago 2 e a 270m de distancia do lago 3 (Figura 1).

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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 3383 Foram realizadas 18 campanhas, entre janeiro e junho de 2013, totalizando 6 meses e 108 horas de observações. As observações iniciavam se as 6hs00min da manhã, horário de Brasília e terminavam as 12h00min, horário de maior atividade das espécies, totalizando seis horas de observações em um dia, e três saídas a campo por mês.

Através do método “ponto fixo mesclado” (JUNIOR et al., 2008) foi feita a analise da riqueza e distribuição das espécies de aves aquáticas do PCOES. As observações foram realizadas em três lagos: o Lago 1 foi divido em três pontos fixos de observação, devido sua maior extensão (570,15m2); o Lago 2 (20,66m2) e o Lago 3 (15,31m2) foi demarcado apenas um ponto fixo, por serem lagos pequenos e com extensões aproximadas (Figura 2).

Para facilitar os registros ornitológicos foi confeccionada uma ficha de campo. Nesta foram anotados todos os dados começando pelo dia e condições temporais do dia, espécies de aves observadas, horário de observação, número de indivíduos e em qual lago as aves eram observadas (Lago 1, 2 ou 3).

As observações visuais foram feitas com auxílio de binóculo e guias de campo. A identificação e nomenclatura das espécies de aves seguiram o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2014), os registros visuais para posterior confirmação e/ou identificação com maquina fotográfica e os registros auditivos foram feitos com gravador digital.

FIGURA 2. Extensão dos Lagos do Parque do Carmo-Olavo Egydio Setúbal. Fonte:

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram registradas 15 espécies de aves aquáticas, distribuídas em 6 Ordens e 6 Famílias (Tabela 1). Pelecaniformes foi a Ordem mais representativa com 26,7% (4 espécies), seguida por Anseriformes e Gruiformes ambas com 20% (3 espécies) (Figura 3). A Família com maior número de espécies foi a Ardeidae 26,7% (4 espécies), seguida pelas famílias Anatidae e Rallidae ambas com 20% (3 espécies) (Figura 4).

O Inventário da Fauna do Município de São Paulo realizado no ano de 2010 registrou 108 espécies de aves no Parque do Carmo-Olavo Egydio Setúbal (SVMA, 2010), sendo que das 108 espécies de aves 15 são classificadas como aves aquáticas. Das 15 espécies de aves aquáticas registradas no inventário, 12 foram visualizadas no presente estudo, sendo que Podicephorus major, Nycticorax nycticorax e Chloroceryle amazona não foram visualizadas (Tabela 2). Porém foram registradas 3 espécies de aves aquáticas que não estão inclusas no inventário de fauna de 2010, são elas Cairina moschata, Podilymbus podiceps e Ardea cocoi (Tabela 1).

Das 15 espécies registradas, 14 foram consideradas residentes ou prováveis residentes, e apenas 1 espécie Ardea cocoi foi considerada visitante, considerando que só foi visualizadas uma única vez durante todo o período de observação. Dentre as 15 espécies de aves aquáticas observadas nesta pesquisa 80% (n=12) são onívoras e 20% (n=3) são piscívoras (Tabela 1).

FIGURA 3. Riqueza de espécie de aves aquáticas do PCOES, distribuídas em

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FIGURA 4. Riqueza de espécies de aves aquáticas do PCOES, distribuídas em

“Famílias”. Fonte: (DADOS DA PESQUISA).

A distribuição das aves aquáticas observadas no PCOES, possui caráter heterogêneo, com maior diversidade de espécies registradas no ponto C1 do Lago 1, num total de 46,7% (n=7) observadas somente neste ponto, pois é a área do parque mais afastada dos visitantes, e consequentemente menos impactadas pela população humana. No ponto A1 deste lago, verificou-se um total de 6,7% (n=1) de aves exclusivamente observadas neste ponto, a mesma quantidade de espécies registradas no ponto A3 do Lago 3. Já no ponto A2 do Lago 2, verificou-se o total de 13,3% (n=2). Duas espécies de aves aquáticas (Ardea alba e Gallinula galeata) foram registradas em todos os lagos do PCOES, e visualizadas em todas as campanhas, são elas (Figura 5). Sendo assim, o total de espécies de aves em cada ponto de cada lago deve ser acrescentado sempre mais 2, como resultado final (Figura 6).

FIGURA 5. Distribuição das aves aquáticas nos lagos do PCOES. Fonte: (DADOS

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FIGURA 6. Distribuição total das aves aquáticas nos lagos do PCOES. Fonte:

(DADOS DA PESQUISAS).

O presente estudo verificou maior diversidade de aves aquáticas no Lago 1, com 74,7% (n=12). Já no Lago 2, verificou-se 16% (n=4). Assim como, no Lago 3, verificou-se 9,3% (n=3). Uma vez que, o Lago 1 é o maior entre os três lagos do PCOES, apresenta maior disponibilidade de alimento, abrigo e área para repouso.

No Lago 1, ponto A1 foi registrado durante todo o período da pesquisa a espécie Cairina moschata, no ponto B1 deste lago foi registrado as espécies Dendrocygna viduata, Podilymbus podiceps. Já no ponto C1 deste lago, observou-se sempre a presença de Phalacrocorax brasilianus e Tachybaptus dominicus. No ponto A2, do Lago 2, verificou-se em todos os dias de observação a presença de Amazonetta brasiliensis e Egretta thula. Já no ponto A3, do Lago 3 em todas as observações foi possível registrar a espécie Chloroceryle americana. A espécie Ardea cocoi da família Ardeidae foi observada uma única vez no mês de fevereiro, no ponto C1 do Lago 1, não sendo registrada em nenhum outro dia de observação.

As espécies Butorides striata e Megaceryle torquata foram visualizada a parti de março, e estava sempre em uma área de vegetação do ponto C1, do Lago 1. A espécie mais abundante registrada foi Phalacrocorax brasilianus, visualizada durante todos os meses de pesquisa, com registro de 12 indivíduos no ultimo mês de observação. RODRIGUES & MICHELIN (2005) também registraram Phalacrocorax brasilianus como espécie mais abundante em estudo com comunidade de aves aquáticas. As espécies Aramides cajanea e Pardirallus nigricans foram visualizadas a parti de abril, sendo estas espécies aves de difícil observação, visualizadas na vegetação ao redor do Lago 1, no ponto C1. Duas espécies de aves aquáticas foram registradas em todos os lagos do PCOES, Ardea alba e Gallinula galeata (Tabela 1) interagindo em todos os microhabitats, consequentemente com maior sucesso alimentar e áreas para nidificação.

Diversos são os trabalhos sobre análise das aves aquáticas em parques urbanos, como meio de identificação da dinâmica populacional de fragmentos florestais, pode-se citar RODRIGUES & MICHELIN (2005), ANTUNES et al. (2006),

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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 3387 PETRY & SCHERER (2008), CARVALHO (2010), SOARES & RODRIGUES (2010), SCHERER et al. (2011), MURRIE et al. (2013). Esses estudos enfocam ainda, a importância da comunidade de aves aquáticas como meio de manutenção e conservação das áreas verdes dos grandes centros urbanos.

MURRIE et al. (2013) identificaram em estudo de levantamento de aves aquáticas em parque urbano 17 espécies de aves em um ano de pesquisa. Enquanto que no presente estudo foram identificadas 15 espécies de aves ao longo de um semestre. Tal resultado pode evidenciar a importância do PCOES como refugio da biodiversidade da cidade de São Paulo e conservação das áreas verdes. Uma vez que o avanço da urbanização interfere negativamente no comportamento, presença e abundância de aves, pois são vulneráveis as atividades antrópicas (CESTARI, 2008).

A estrutura trófica das aves aquáticas identificadas no presente estudo apresentou o domínio de espécies onívoras 80% (n=12) sendo estas consideradas espécies generalistas, e somente 20% (n=3) são consideradas espécies especialistas. Espécies generalistas sobrevivem em ambientes alterados, já as especialistas são mais sensíveis. Assim os parques urbanos da cidade de São Paulo são importantes para a sobrevivência da avifauna especialista da Mata Atlântica do estado (SCHERER et al., 2006).

A família Ardeidae, foi à família com número de espécies identificadas, em relação a todas as outras levantadas, pois, apresenta representantes de aves onívoras, que se destacam por serem consideradas aves generalistas. Diversos trabalhos que avaliam riqueza de aves aquáticas em parque urbanos identificam esta família com alto número de espécies, como BRANCO (2003), MOREIRA (2005), SCHERER et al. (2006), PONÇO et al. (2013).

A maior parcela de espécies onívoras no presente estudo pode ser explicada, devido à drástica alteração que este parque já sofreu em anos anteriores, quando ainda não era uma unidade de conservação e ainda fazia parte da antiga Fazenda do Carmo. E atualmente pelo elevado crescimento urbano ao redor do parque. A presença de espécies de aves aquáticas onívoras é importante, haja vista que, essas auxiliam no processo de restauração natural de áreas úmidas degradas, pois removem o excesso da matéria orgânica morta que ficaria acumulada no corpo d’água, evitando assim, a eutrofização (NARDINI & NOGUEIRA, 2008).

CONCLUSÃO

O presente estudo verificou que a riqueza de espécies de aves aquáticas do PCOES é expressivamente significante, e que, por mais que, a maior parcela das espécies seja onívora, este parque contém uma rica e diversificada avifauna aquática, que evidencia a recuperação deste importante fragmento de Mata Atlântica, outrora já muito modificado.

REFERÊNCIAS

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Tabela 1. Levantamento da Riqueza de espécies de aves aquáticas do Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal, de Janeiro a Junho de 2013. R=Residente, V=Visitante, Lago 1=Ponto A1, B1, C1, Lago 2=Ponto A2, Lago 3=A3, ONI=Onívoras e PIS=Piscívoras. Fonte: CBRO, 2014.

Ordens/Famílias/Espécies Nome popular Status Lago Ponto fixo Guilda

Ordem Família Espécie

Anseriformes Linnaeus, 1758 Anatidae Leach, 1820

Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766) Irerê R Lago 1 Ponto B1 ONI

Cairina moschata (Linnaeus, 1758) Pato-do-mato R Lago 1 Ponto A1 ONI

Amazonetta brasiliensis (Gmelin, 1789) Pé-vermelho R Lago 2 Ponto A2 ONI

Podicipediformes Furbringer, 1888 Podicipedidae Bonaparte, 1831

Podilymbus podiceps (Linnaeus, 1758) Mergulhão-caçador R Lago 1 Ponto B1 ONI

Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766) Mergulhão-pequeno R Lago 1 Ponto C1 ONI

Suliformes Sharpe, 1891

Phalacrocoracidae Reichenbach, 1849

Phalacrocorax brasilianus (Gmelin, 1789) Biguá Lago 1 Ponto C1 PIS

Pelecaniformes Sharpe, 1891 Ardeidae Leach, 1820

Butorides striata (Linnaeus, 1758) Socozinho R Lago 1 Ponto C1 ONI

Ardea cocoi (Linnaeus, 1766) Garça-moura V Lago 1 Ponto C1 ONI

Ardea alba (Linnaeus,1758) Garça-branca-grande R Lago 1, 2 e 3 Ponto A1, B1, C1, A2, A3 ONI

Egretta thula (Molina, 1782) Garça-branca-pequena R Lago 2 Ponto A2 ONI

Gruiformes Bonaparte, 1854 Rallidae Rafinesque, 1815

Aramides cajanea (Statius Muller, 1776) Saracura-três-potes R Lago 1 Ponto C1 ONI

Pardirallus nigricans (Vieillot, 1819) Saracura-sanã R Lago 1 Ponto C1 ONI

Gallinula galeata (Lichtenstein, 1818) Frango-d’água-comum R Lago 1, 2 e 3 Ponto A1, B1, C1, A2, A3 ONI

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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 3391 Alcedinidae Rafinesque, 1815

Ordem Família Espécie

Megaceryle torquata (Linnaeus, 1766) Martim-pescador-grande R Lago 1 Ponto C1 PIS

Chloroceryle americana (Gmelin, 1788) Martim-pescador-pequeno R Lago 3 Ponto A3 PIS

Tabela 2. Lista de aves aquáticas registradas no inventário de fauna do PCOES de 2010, e que não foram registradas no presente estudo. Fonte: CBRO, 2014.

Ordens/Famílias/Espécies Nome popular

Ordem Família Espécie

Podicipediformes Furbringer, 1888 Podicipedidae Bonaparte, 1831

Podicephorus major (Boddaert, 1783) Mergulhão-grande

Pelecaniformes Sharpe, 1891 Ardeidae Leach, 1820

Nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758) Savacu

Coraciiformes Forbes, 1844 Alcedinidae Rafinesque, 1815

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