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Rota das Bandeiras S.A. Brasil

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Academic year: 2021

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OPINIÃO DE CRÉDITO

Conteúdo: RATINGS 1 INDICADORES CHAVE 1 OPINIÃO 2 CONSIDERAÇÕES DETALHADAS DO RATING 3 LIQUIDEZ 7 PERSPECTIVAS DO RATING 8 QUAIS FATORES PODEM ELEVAR O

RATING 8

QUAIS FATORES PODEM REDUZIR O

RATING 8

Contatos dos Analistas:

SAO PAULO +55.11.3043.7300 Marcos, De Oliveira +55.11.3043.7312

Assistant Vice President - Analyst

[email protected]

Rota das Bandeiras S.A.

Brasil

Ratings

Perspectiva Estável

Issuer Rating -Dom Curr Ba1

Senior Secured -Dom Curr Ba1

NSR Senior Secured -Dom Curr Aa2.br

NSR LT Issuer Rating -Dom Curr Aa2.br

Indicadores Chave

Rota das Bandeiras S.A. [1]

Actuals LTM 1Q2014 2013 2012 2011 2010

RCF / Capex 0.5x 0.5x 1.1x 1.0x -1.1x

Cash Interest Coverage 2.3x 2.4x 1.7x 3.1x 0.2x

Debt Service Coverage Ratio 1.5x 1.5x 1.7x 1.3x 0.3x

Concession Life Coverage Ratio 3.0x 3.0x 3.5x 2.6x 0.6x

FFO / Debt 11.3x 11.5% 9.1% 11.3% -27.8%

[1] Todos os índices são calculados de acordo com a Metodologia Global de Rodovias Pedagiadas Operacional utilizado os ajustes padrão feitos pela Moody's..

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Opinião

Rating Drivers

» Fortes ativos em uma região economicamente robusta no Estado de São Paulo

» Concessão de longo prazo com ambiente regulatório relativamente estável

» Histórico de operação limitado e dificuldades no início das atividades

» Alta alavancagem e investimentos no médio prazo

» Concessão e ambiente regulatório em desenvolvimento no Estado de São Paulo

» Forte operador e risco de construção administrável

Histórico

Concessionária Roda das Bandeiras S.A. ("CRB" ou "Rota das Bandeiras") possui concessão de 30 anos para operar os serviços de rodovia pedagiada da rodovia Dom Pedro I, uma estrada com 298 quilômetros no Estado de São Paulo. A concessão foi dada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP). Em 2013, a Rota das Bandeiras apresentou receitas líquidas de R$481 milhões excluindo as receitas de construção no valor de R$388 milhões e EBITDA de R$403 milhões.

Rota das Bandeiras é uma subsidiária indireta da Odebrecht S.A. (Odebrecht; sem rating), companhia controladora de um dos maiores grupos não financeiros do Brasil. A Construtora Norberto Odebrecht (CNO; Baa3/Aa1; estável), empresa de engenharia e construção é responsável por 35% do faturamento consolidado, sendo que a Brakem, a subsidiária que atua no setor petroquímico possui 50% do faturamento consolidado e os demais 15% são representados por empresas dos setores de infra estrutura e energia.

Fatos Recentes

Em 27 de Junho de 2013, o Governador do Estado de São Paulo suspendeu o reajuste anual de tarifas para todas as concessões de rodovias. Os reajustes eram para ser concedidos no dia primeiro de julho e foram congelados por um ano até primeiro de julho de 2014. A decisão do Governador foi seguida por intensos protestos contra os reajustes de tarifas (posteriormente revogados) do sistema de transporte público da cidade de São Paulo.

Em dezembro de 2012, A Odebrecht realizou uma reestruturação organizacional onde a OTP Transport Participações S.A. (OTP Transport; sem rating), uma subsidiária 100% controlada pela Odebrecht, comprou 70% do controle da Odebrecht Transport Participações S.A. anteriormente controlado pela Odebrecht. OTPP é uma subsidiária intermediária criada pelo grupo Odebrecht para concentrar os investimentos em concessões rodoviárias, portos e aeroportos. Em setembro de 2010, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF) comprou 30% do capital da OTPP através da injeção de R$1.3 bilhão em capital. A Odebrecht S.A. continua com o controle indireto possuindo 70% das ações da CRB, o que não resultou em mudança do controle.

Esta publicação não anuncia qualquer ação de rating de crédito. Para qualquer referencia de rating de crédito nesta publicação, favor verificar a aba de ratings na página do emissor na www.moodys.com

para informações mais atualizadas sobre ação de rating de crédito e histórico de rating.

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Em Julho de 2012, CRB obteve sucesso na alteração das cláusulas existentes em suas debêntures onde a Moody’s afirmou que as mudanças propostas não gerariam impacto no rating. As alterações incluíram: (i) extensão em 24 meses do prazo final da debênture com postergação parcial das amortizações; (ii) permissão para assumir até R$300 milhões de empréstimo da controladora que será subordinado às debêntures e ao empréstimo do BNDES; e (iii) permissão para tomar empréstimo na forma de capital de giro em valor de até três meses o valor da última receita mensal. A dívida adicional somente poderá ser tomada se o índice Dívida Líquida / EBITDA for menor que 3.0x. As mudanças foram aprovadas por 90% dos debenturistas e pelo BNDES que possui as mesmas garantias das debêntures.

Rational para o Rating

Os ratings Ba1 / Aa2.br refletem o papel essencial e a importância que as rodovias em concessão para Rota das Bandeiras fornecem para a região bem desenvolvida e economicamente diversificada no Estado de São Paulo, Brasil (Baa2/perspectiva estável). Adicionalmente suporta o rating o histórico do ambiente regulatório que geralmente tem apoiado o setor de concessões de rodovias pedagiadas no Estado de São Paulo.

Adicionalmente, os ratings consideram os índices restritivos incluídos nos financiamentos concedidos a Rota da Bandeiras que exigem o seguinte: relação do Patrimônio Líquido sobre Exigível Total igual ou maior que 0,2x, índice de cobertura de juros (EBITDA / Despesas Financeiras) igual ou maior que 1,2x, que proíbe que a empresa pague dividendos ou juros sobre o capital próprio enquanto o índice EBITDA / Despesas Financeiras for menor que 1,3x, bem como requer uma reserva de caixa. Em 31 de dezembro de 2013, a empresa cumpriu todos os índices restritivos sendo que o índice de cobertura de juros foi de 1,47x enquanto o índice Patrimônio Líquido sobre Exigível Total foi de 0,36x, de acordo com a definição dos índices restritivos.

O fato da empresa ter iniciado suas operações recentemente afeta o rating já que o histórico de operação ainda é restrito. O volume de investimentos significante que a concessão requer no curto prazo pode potencialmente pressionar negativamente o rating ou limitar os indicadores de crédito.

CONSIDERAÇÕES DETALHADAS DO RATING

Fator 1: Tipo de Ativo

A concessão da Rota das Bandeiras é composta por cinco rodovias adjacentes da Rodovia Dom Pedro I, uma intersecção e três anéis rodoviários com extensão de 277 quilômetros e sete praças de pedágios no interior de São Paulo cuja concessão foi concedida pela agência reguladora ARTESP em Abril de 2009. A concessão combina exigência de melhorias nas rodovias existentes bem como a construção de pistas adicionais e uma extensão de rodovia inter-urbana durante os seis primeiros anos da concessão. Atualmente, 80% da rede de rodovias possui pista dupla enquanto 20% ainda possui pista simples. Após a expansão requerida que foi inicialmente planejada para ser implementada entre 2013 e 2015, a rede de rodovias atingirá 297 quilômetros com pista dupla representando aproximadamente 98% do total em extensão. Enquanto o risco de construção é visto como administrável, a eficiência das relações trabalhistas entre as companhias, o órgão regulador ARTESP e os municípios em torno são fatores chave para garantir a construção a tempo e a operação eficiente.

Embora a concessão possua bons ativos em uma região robusta do Estado de São Paulo, há em determinadas regiões da concessão rotas alternativas que podem desviar tráfego e afetar negativamente a performance da empresa. Enquanto o ambiente competitivo nas principais rodovias da CRB estão se desenvolvendo, impactos adversos pelo desenvolvimento de nova infra estrutura pode ocorrer no longo prazo, a exemplo da extensão do trecho norte do Rodoanel Mario Covas.

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Fator 2: Fundamentos da Área de Serviço

A região coberta pela concessão compreende 17 cidades da região sudeste do Estado de São Paulo, uma área muito robusta e economicamente diversificada com uma população estimada em cerca de 2,4 milhões de pessoas. As cidades mais povoadas ao longo da área de concessão da Rota das Bandeiras são: Campinas, Paulínia, Jundiaí, Jacareí, Atibaia e Itatiba. Esta área tem experimentado um crescimento significativo ao longo dos últimos anos principalmente como resultado dos gargalos logísticos

existentes na área metropolitana de São Paulo que causou a deslocação de muitas empresas comerciais, industriais e de serviços para esta região. Nesta região há uma concentração de indústrias, tais como: Nestlé, Bosch, Caloi e a maior refinaria de petróleo da Petrobras, entre outras.

A rodovia Dom Pedro I é uma ligação importante de transporte entre a região metropolitana de Campinas e Vale do Paraíba que abrange o interior de São Paulo e outras ligações rodoviárias importantes como os portos de Santos e São Sebastião. Além disso, a intersecção rodoviária mais próxima a Campinas é representado pelo anel ao redor da cidade que serve como uma via urbana e como uma ligação entre o corredor Dom Pedro I e o complexo viário Anhanguera-Bandeirante que leva a São Paulo. A concessionária é obrigada a investir na expansão deste anel para ligar a cidade de Campinas ao aeroporto de Viracopos. Embora estes investimentos irão contribuir para um melhor tráfego na região, o tráfego adicional a ser captado não necessariamente se traduzirá em receitas adicionais já que não haverá praças de pedágio adicionais construídas na área do anel.

Fator 3: Perfil do Tráfego

O histórico de tráfego pedagiado ao longo do corredor Dom Pedro I é muito limitado. Antes da concessão ser privatizada em 2009 haviam duas praças de pedágio que foram realocadas ou modificadas sob a administração da Rota das Bandeiras. Há cinco novas praças de pedágio que operam desde o quarto trimestre de 2009 e uma praça de pedágio adicional que opera desde o quarto trimestre de 2010. O perfil do usuário é composto em grande parte por veículos de carga cujo comportamento é mais volátil do que o tráfego comutativo por causa de sua alta correlação ao PIB nacional e ao comércio exterior. O tráfego por caminhões pesados tem aumentado ao longo do tempo e em 2013 representou mais de 61% do tráfego rodoviário em termos de veículos equivalentes.

A Rota das Bandeiras informou um volume de tráfego de 85,9 milhões de veículos equivalentes em 2012 que foi 8,5% maior do que o tráfego obtido em 2011. O volume de tráfego em 2013 foi 7,2% maior que o do mesmo período de 2012 com 92,1 milhões de veículos equivalentes, refletindo as melhorias feitas nas estradas e pelo fato de que os eixos de caminhões suspensos começaram a ser cobrados a partir de 28 de julho de 2013. No primeiro trimestre de 2014, o tráfego pedagiado na Rota das Bandeiras aumentou 10,9%, atingindo 23,8 milhões de veículos equivalentes quando comparado com o primeiro trimestre 2013 que foi de 21,5 milhões de veículos equivalentes. O volume de tráfego é estimado para continuar a crescer acima do PIB, como tem crescido desde o início da concessão, já que a região de concessão da Rota das Bandeiras historicamente tem obtido PIB maior e taxa de desemprego menor que o Brasil.

Fator 4: Concessão e Ambiente Regulatório

ARTESP, o agente regulador da concessão de São Paulo desde 2002 , tem geralmente suportado as operadoras de rodovias pedagiadas no Estado. As concessões rodoviárias privadas no Estado de São Paulo com rating tem um histórico razoável de recuperação de custos e retorno adequado sobre o capital investido. Compensação por investimentos ou alterações adicionais nas condições de negócios são geralmente sujeitos a negociação entre ARTESP e a concessionária. O governo pode alterar os termos dos contratos de concessão desde que proporcione condições para restaurar ou manter o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Em dezembro de 2006 por exemplo, ARTESP

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prorrogou a concessão da Intervias por mais 95 meses a fim de restaurar o equilíbrio financeiro da concessionária como resultado de eventos fora do controle da administração. A extensão foi

desencadeada por um aumento nos custos associados com os impostos sobre as receitas que não foram claramente definidos no contrato de concessão original. Vemos isso como evidência do suporte do ambiente regulamentório.

As tarifas da Rota das Bandeiras são reajustadas pelo índice de preços ao consumidor (IPC-A), que está sendo usado para a maioria das concessões rodoviárias no Brasil. Até 2013, com a aprovação da ARTESP, o reajuste anual foi implementado em todos os anos no mês de julho. No entanto, em 27 de Junho de 2013, o Governador do Estado de São Paulo suspendeu o reajuste tarifário anual para todas as concessionárias de rodovias. As tarifas de pedágio que foram programadas para serem ajustadas pela inflação em 1º de julho foram congeladas por um ano até 1 º de julho de 2014. A decisão do

Governador seguiu intensos protestos públicos contra aumentos de tarifas (posteriormente revogada) no sistema de transporte público na cidade de São Paulo.

A fim de preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das concessionárias o Governador do Estado aprovou as seguintes medidas compensatórias: (i) redução de 50 % das taxas variáveis de concessão a pagar para a ARTESP de 3% para 1,5% do faturamento bruto; (ii) os eixos suspensos dos caminhões começaram a ser cobrados em 28 de julho de 2013; e (iii) a utilização pela concessionária da outorga fixa devida ao poder concedente, nos casos em que necessário. A decisão de preservar o

equilíbrio econômico financeiro da concessão confirma nossa opinião de apoio continuado da

ARTESP das concessionárias rodoviárias privadas no Estado de São Paulo. No entanto, de acordo com a nossa metodologia de rating de Rodovias Pedagiadas Operacional , ajustamos a classificação do sub-fator 4b ("Capacidade de Aumentar as Tarifas") para Baa de Aa, para melhor refletir a nossa percepção do potencial de maior interferência política e aumento da incerteza quanto à coerência e previsibilidade da concessão e quadro regulamentar (Fator 4 em nossa metodologia).

Compensação adicional para novos investimentos ou mudanças nas condições de negócios que não incluem a volatilidade do tráfego estão sujeitos a negociação. Ao término da concessão, os ativos associados com a concessão rodoviária devem ser devolvidos ao poder concedente e os investimentos necessários para manter a qualidade do serviço da rodovia não depreciados durante os últimos cinco anos de operações estão sujeitos a indenização. No entanto, deve-se notar que até o momento não houve finalização de concessões rodoviárias de modo que não há evidência de quão bem o processo de indenização funcionará.

De acordo com os termos do contrato de concessão para a Rota das Bandeiras, rodovias com pistas duplas têm direito a uma tarifa 40% mais elevada do que as rodovias pedagiadas com pista única. Como resultado, a conclusão dos investimentos planejados na duplicação das rodovias da Rota das Bandeiras gerará aumentos acima da inflação nas tarifas médias das rodovias planejadas para serem duplicadas entre 2013 e 2015. O aumento da tarifa para os oito quilômetros de pista dupla implementado em 2013 está em negociação com a ARTESP.

Fator 5: Estabilidade do Modelo de Negócio e Estrutura Financeira

Nos últimos anos o grupo Odebrecht diversificou suas atividades e investiu em novos projetos que incluem plataformas de petróleo para suportar o aumento da produção de petróleo do Brasil, energia, água e tratamento de esgoto bem como concessões rodoviárias. Através da subsidiária OTPP, tem buscado atividades oportunistas no setor de transportes, ou seja, rodovias, portos e aeroportos. Injecções de capital em projetos potenciais e financiamentos de longo prazo na forma project finance deverão ser a forma de financiamento destes projetos. Em nossa opinião, o risco do Grupo Odebrecht de drenar caixa da CRB para financiar novos projetos é baixa no curto prazo. Esta visão é suportada

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pelo acesso limitado que a Odebrecht tem no fluxo de caixa da Rota das Bandeiras em função das cláusulas contratuais restritivas existentes nas debêntures quanto nos financiamentos do BNDES, bem como supervisão do regulador.

A alavancagem total e a distribuição de dividendos da Rota das Bandeiras são em grande parte limitados por cláusulas contratuais nas debêntures e nos empréstimos de longo prazo com o BNDES. Dívidas adicionais para financiar as necessidades de capital de giro só serão permitidas quando a dívida líquida em relação ao EBITDA for igual ou abaixo a 3,0 x (em 31/12/2013 era 4,6x) e a quantidade adicional de novas dívidas está restrita a três vezes as receitas mensais mais recentes. As distribuições de dividendos são permitidas somente se o índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) for maior que 1,3x ao longo do período de 12 meses anterior e não pode cair abaixo de 1,2 x, enquanto as debêntures estiverem em circulação. O empréstimo do BNDES também inclui uma cláusula restritiva que exige que o patrimônio líquido seja maior que 20% da dívida total. A empresa estava em conformidade com o ICSD mínimo e o índice de capitalização em 31 de dezembro de 2013.

O risco de construção é considerado administrável devido a existência de um contrato de EPC

abrangente que cobre todos os investimentos necessários durante os primeiros seis anos da construção e manutenção da concessão da Rota das Bandeiras sob um contrato de preço fixo de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. O contratante é uma subsidiária do grupo Odebrecht, a Construtora Norberto

Odebrecht, que é a maior empresa de engenharia e construção da América Latina. O preço do contrato será reajustado anualmente pela inflação, a exemplo das tarifas de pedágio reguladas. O contrato também contém cláusulas que determinam datas para conclusão e cobertura de seguro. O contratante deverá cobrir todo o custo por execuções exceto aqueles causados por mudanças no escopo do projeto exigido pelo poder concedente ou em caso de mudanças materiais adversas.

No entanto, a concessionária tem enfrentado dificuldades na implementação do programa de investimentos como inicialmente planejado. O plano inicial exigia uma expansão de 57 km até 2015, mas apenas 35,9 quilômetros devem ser implementados até 2016 - 7,9 km foram concluídas em novembro de 2013. Os investimentos estão concentrados em uma área urbana caracterizada por uma elevada densidade populacional que requer um processo complexo por haver grande quantidade de serviços de utilidade pública como dutos de gás e água que necessitam ser envolvidos. Além disso, houve atrasos no processo de licenciamento ambiental. Neste momento, os atrasos não sofreram qualquer sanção por parte da ARTESP. Projeções revisadas recentes estimam R$530 milhões de investimentos para o período 2014 - 2016, ou seja, um valor médio aproximado de R$177 milhões por ano.

Fator 6: Fatores Chave de Crédito

A Rota das Bandeiras tem indicadores de crédito adequados para sua categoria de classificação de risco que em grande parte resulta do constante aumento do tráfego. O índice médio FFO (Fundos Gerados pelas Operações) sobre a dívida total de 2012 até os últimos 12 meses do primeiro trimestre de 2014 foi de 10,6% enquanto que o índice de cobertura de juros médio no mesmo período foi de 2,1x. Durante este período, a dívida líquida ficou estável em aproximadamente R$1,5 bilhão enquanto a despesa de juros anual aumentou para R$275 milhões de R$213 milhões no período anterior principalmente como resultado de maior taxas de juros e de inflação no período.

Fluxo de Caixa Retido (RCF) em relação aos investimentos (CAPEX) reduziu para 0,5x no 1T2014 de 1,1x em 2012 refletindo o alto volume investimentos que atingiu R$384 milhões em 2013 em

comparação com R$143 milhões despendidos em 2012. Os altos níveis de investimentos são

característica de concessões rodoviárias no Brasil já que a maioria destas empresas tem que melhorar a qualidade das rodovias a fim de atender aos requisitos da concessão.

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Nos próximos anos, a Rota das Bandeiras prevê continuar a investir quantias significativas na melhoria de suas rodovias. De acordo com a administração da empresa, o volume total de CAPEX para os próximos três anos está previsto em cerca de R$530 milhões. Apesar da necessidade empréstimos adicionais para financiar os investimentos necessários à concessão, o índice de cobertura de juros da Rota das Bandeiras deverá manter-se, em média, ao nível de 1,7x ao longo dos próximos três anos enquanto o FFO em relação a dívida deverá manter-se em média 9,5% no mesmo período, resultando em métricas de crédito que estão na linha com a categoria de rating Ba1/Aa2.br dado a CRB.

De acordo com a previsão da empresa que utiliza as taxas de crescimento de tráfego um pouco superiores à nossa, o índice de cobertura do serviço da dívida (ISCD) está previsto para atingir 1,8x em média de 2014 a 2016 enquanto o FFO sobre dívida deverá atingir 10,0% em média no mesmo período. De acordo com a projeção da Moody’s, o ICSD médio para os próximos 3 anos indica rating Ba enquanto o FFO sobre dívida para o mesmo período indica rating Baa de acordo com o scorecard para Rodovias Pedagiadas Operacionais.

Os principais riscos para a empresa não atingir esses índices nas projeções financeiras são de volume e ajustes tarifários de tráfego caindo abaixo de nossa expectativa por causa de atrasos materiais na realização dos investimentos planejados e suspensão ou atrasos na concessão dos reajustes tarifários.

Liquidez

A liquidez da Rota das Bandeiras tem sido adequada como resultado combinado do perfil de suas dívidas que são de longo prazo (R$1.4 bilhão em debêntures por 14 anos) e acesso a empréstimos de longo prazo do BNDES para financiar seu elevado CAPEX bem como apoio de seus acionistas através de injecções de capital e empréstimos intercompanhia. Com o BNDES, a Rota das Bandeiras tem aprovado um empréstimo R$921 milhões de longo prazo para apoiar seu plano de CAPEX até 2015, dos quais R$431 milhões foram desembolsados até 31 de dezembro de 2013.

De 2009 a 2011 a Rota das Bandeiras recebeu aporte de capital de seus acionistas no valor de R$557 milhões e em 2013 a empresa obteve um empréstimo de R$300 milhões de seu acionista OTP -. Odebrecht Transport S.A.. O contrato de mútuo é subordinado às debêntures e ao empréstimo do BNDES. O pagamento do principal está programado para ser efetuado em parcela única em 10 de outubro de 2025 que ocorrerá após o vencimento das debêntures e do empréstimo do BNDES. Os juros serão pagos anualmente a partir de 2014.

Em 31 de dezembro de 2013 a liquidez foi considerada adequada considerando que a empresa possuia uma uma posição de R$336 milhões em caixa e uma dívida de R$153 milhões de curto prazo

composta de parcelas de dívida de longo prazo com vencimento no curto prazo. O índice de liquidez corrente no final do ano era de 1.99x mas espera-se que reduza ao longo dos próximos três anos principalmente como resultado dos crescentes volumes de vencimentos da dívida de longo prazo. A dívida da Rota das Bandeiras tem compromissos financeiros que exigem um patrimônio líquido máximo em relação ao Passivo Total igual ou superior a de 0,2 x, um índice de cobertura de juros (EBITDA sobre despesas com juros) igual ou superior a 1,2 x e proíbe o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital enquanto a relação EBITDA sobre despesas de juros for menor que 1,3x. Embora essa relação em 31 de dezembro de 2013 fosse de 2,5 vezes, não prevemos pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio a médio prazo.

As debêntures também se beneficiam de conta uma reserva mínima de 6 meses para o serviço da dívida e uma reserva de 3 meses para os custos com as operações e manutenção, no entanto, estas reservas

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inicialmente financiadas pelo caixa da empresa foram substituídos por uma carta de crédito em 2011, que é renovada a cada semestre. Atualmente a Rota das Bandeiras tem uma carta de crédito com vencimento em julho de 2014 fornecida pelo Banco Bradesco S.A. (Bradesco; Baa1/Aaa.br; Estável). Atualmente a empresa está em negociações para a renovação da carta de crédito para os próximos seis meses, com início em julho de 2014. A carta de crédito não contém cláusulas de mudança adversa significativa, mas o curto prazo da carta de crédito é visto de forma menos favorável.

O cronograma de amortização das debêntures com saldo de R$1.42 bilhão foi estruturado com um período de carência de 30-36 meses com pagamento de principal aumentando gradualmente ao longo do tempo a fim de melhor adequar o pagamento do serviço da dívida com o crescimento do fluxo de caixa e de forma a preservar a liquidez em nível adequado. A primeira amortização das debentures ocorreu em janeiro de 2013 (que ocorrem duas vezes por ano - em janeiro e julho até 2024).

Perspectivas do Rating

A perspectiva estável reflete nossa opinião que a Rota das Bandeiras manterá os indicadores de crédito em linha com Ba1 / Aa2.br já que nós acreditamos que o tráfego nas rodovias pedagiadas continuarão a crescer em percentuais maiores que o PIB o que proporcionará a empresa apresentar crescente geração de caixa e melhora na liquidez. Entretanto, a perspectiva estável pode ser negativamente afetada se o aumento de tarifa previsto para 2014 não for aprovado pelo Governo e este não promova medidas compensatórias causando efeitos negativos na liquidez e métricas de crédito.

Quais fatores podem elevar o rating

O rating ou a perspectiva de rating poderia ser elevada caso a empresa melhore significativamente sua liquidez e também apresente indicadores de crédito onde o índice de caixa gerado nas operações sobre dívida (FFO/Debt) permaneça acima de 15% e o índice de cobertura de juros continue acima de 3,0x em uma base sustentável.

Quais fatores podem reduzir o rating

O rating ou a perspectiva poderia ser rebaixada se a empresa falhar em cumprir com os covenants financeiros incluindo a renovação da fiança que cobre as reservas exigidas para serviço de dívida e as exigências operacionais ou o desempenho operacional caia abaixo das expectativas, gerando indicadores de crédito mais fracos de modo que o índice de caixa gerado nas operações sobre dívida cair abaixo de 10% e o índice de cobertura de juros permanecer abaixo de 2,0x por um período prolongado. Maiores atrasos na execução dos planos de investimentos também podem exercer pressão negativa sobre o rating.

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Relatório Número: 171596

Autora

Marcos, De Oliveira Produção Wendy Kroeker

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Na medida do permitido por lei,, a MOODY´S e os seus administradores, membros dos órgão sociais, empregados, agentes, representantes, licenciantes e fornecedores não aceitam qualquer responsabilidade por quaisquer perdas ou danos, diretos ou compensatórios, causados a qualquer pessoa ou entidade, incluindo mas não limitado a negligência (mas excluindo fraude, conduta dolosa ou qualquer outro tipo de responsabilidade que, para que não existam dúvidas, não possam ser excluídos por lei) por parte de, ou qualquer contingência, dentro ou fora do controlo da MOODY´s ou dos seus administradores, membros dos órgão sociais, empregados, agentes, representantes, licenciantes ou fornecedores, decorrentes ou relacionadas com a informação aqui incluída, ou pelo uso ou pela inaptidão de usar tal informação.

A MOODY’S NÃO PRESTA NENHUMA GARANTIA, EXPRESSA OU IMPLÍCITA, QUANTO À PRECISÃO, ATUALIDADE, COMPLETUDE, VALOR COMERCIAL OU ADEQUAÇÃO A QUALQUER FIM ESPECÍFICO DE QUALQUER RATING, OU OUTRA OPINIÃO OU INFORMAÇÃO DADAS OU PRESTADAS, DE QUALQUER FORMA, PELA MOODY´S.

A MIS, uma agência de rating de crédito, subsidiária e totalmente detida pela Moody’s Corporation (“MCO”), pelo presente divulga que a maioria dos emissores de valores mobiliários de dívida (incluindo valores mobiliários corporativos e municipais, “debentures” e notas promissórias) e de ações preferenciais classificadas pela MIS acordaram, antes da atribuição de qualquer rating, pagar à MIS, por serviços de avaliação e rating por ela prestados, honorários que poderão ir de US$1.500 até, aproximadamente, US$2.500.000. A MCO e a MIS mantêm políticas e procedimentos a fim de preservar a independência dos ratings e dos processos de rating da MIS. São incluídas anualmente no website www.moodys.com, sob o título “Shareholder Relations — Corporate Governance — Director and Shareholder Affiliation Policy”, informações acerca de certas relações societárias que possam existir entre os diretores da MCO e entidades classificadas por ratings, e entre entidades que possuem ratings da MIS e aquelas que informaram publicamente a SEC (Security and Exchange Commission — EUA) que detêm uma participação acionista maior que 5% na MCO.

Apenas para a Austrália: qualquer publicação deste documento na Austrália será feita pela sociedade integrante do grupo da MOODY’s, a Moody’s Investors Service Pty Limited ABN 61 003 399 657, detentora da Australian Financial Services License (Licença para Serviços Financeiros da Austrália) nº 336969 e/ou Moody’s Analytics Australia Pty Ltd ABN 94 105 136 972 AFSL 383569 (conforme aplicável). Este documento deve ser fornecido apenas para clientes clientes institucionais“wholesale clients”, de acordo com o significado definido pela secção 761G do Corporations Act de 2001 (Lei Societária Australiana de 2001). Ao continuar a aceder a este documento a partir da Austrália, o utilizador declara e garante à MOODY’S que é um cliente institucional ou um representante de um cliente institucional, e que não irá, nem a entidade que representa, direta ou indiretamente, divulgar este documento ou o seu conteúdo para os “retail clients” (clientes de retalho), de acordo com o significado definido pela secção 761G do Corporations Act de 2001 (Lei Societária Australiana de 2001). O rating de crédito da Moody’s é uma opinião em relação à idoneidade do crédito ou à obrigação de dívida do emissor, e não diz respeito a ações do emissor ou qualquer forma de valores mobiliários disponíveis para investidores de retalho. Seria arriscado para os clientes de retalho decidirem sobre investimentos com base no rating de crédito da Moody´s. Em caso de dúvida, deverá contactar um consultor financeiro ou outro profissional financeiro.

* Este documento foi escrito em inglês e posteriormente traduzido para diversas outras línguas, inclusive português. Em caso de divergência ou conflito entre as versões, a versão original em Inglês prevalecerá.

Referências

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