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Agora gostaríamos de passar a palavra a Companhia. Por favor, podem prosseguir.

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Transcrição da Teleconferência

de Resultados do 3T07

Porto Seguro

12 de novembro 2007Porto

Seguro

November 12th, 200712 de

novembro 2007

Operadora:

Boa tarde a todos. Sejam bem-vindos à teleconferência da Porto Seguro S.A. para a discussão dos resultados referentes ao 3T07. Estão presentes no evento os senhores Fabio Luchetti, Presidente Executivo da Porto Seguro, Marcos Vettori, Vice-Presidente de Desenvolvimento, Marcelo Picanço, Diretor Financeiro da Porto Seguro , Mario Urbinati, Diretor de Relações com Investidores e Alexandre Peev, Gerente de Relações de Investidores. Todos são também executivos das empresas controladas da Porto Seguro S.A.

Informamos que a apresentação está sendo gravada e todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da empresa e em seguida iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando maiores instruções serão fornecidas. Caso algum dos senhores necessite de alguma assistência durante a conferência, queiram por favor solicitar a ajuda de um operador digitando *0.

O áudio e os slides dessa teleconferência estão sendo apresentados simultaneamente pela internet no endereço www.portoseguro.com.br/ri. Nesse endereço, os senhores identificarão o banner com o título “Webcast 3T07” que os conduzirá à plataforma da apresentação. Perguntas podem ser feitas também pela plataforma de webcast, clicando-se no ícone “Pergunta ao palestrante”. Essas perguntas podem ser encaminhadas a qualquer momento e estarão sendo respondidas ao vivo durante essa teleconferência.

Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante essa teleconferência, relativas às perspectivas de negócios da Porto Seguro, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais, podem afetar o desempenho futuro da Porto Seguro e podem conduzir a resultados que diferem, materialmente, daqueles expressos em tais considerações futuras.

Agora gostaríamos de passar a palavra a Companhia. Por favor, podem prosseguir. Fabio Luchetti:

Boa tarde a todos. Aqui quem está falando é Fabio Luchetti, Vice-Presidente Executivo.

Em primeiro lugar, agradeço a todos por participarem da teleconferência dos resultados da Porto Seguro S.A. referente ao 3T, e dos 9M07.

Iniciando a nossa apresentação no slide de número dois, apresentamos a nova marca da Porto Seguro. Ao longo do tempo, a Porto Seguro expandiu seus negócios com novos produtos e empresas, transformando-se em uma corporação. A idéia de mudança foi a de renovar a marca com base no que a Porto Seguro é hoje e, principalmente, prepará-la para o futuro.

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A veiculação dessa nova logomarca iniciou-se no dia 5 de novembro e ela está sendo veiculada nos principais meios de comunicação do país.

No slide de número três nós destacamos alguns dos resultados positivos obtidos no 3T07, como, por exemplo, o avanço de 14,5% na receita total, a melhora dos índices combinado e combinado ampliado, proporcionando, assim, um aumento de 30,8% no lucro líquido.

Nos últimos anos, tivemos o 4T mais forte em relação aos três primeiros, cabe ressaltar.

Mantido cenário atual, com a economia em crescimento, melhora no índice de confiança do consumidor, os recordes de vendas de veículos, facilidades de acesso ao financiamento de bens e crédito imobiliário, esperamos um último trimestre do ano bastante satisfatório, tanto em crescimento como em resultado.

Agora peço para Alexandre Peev dar continuidade à apresentação. Alexandre Peev, Porto Seguro:

Boa tarde a todos. Recomendamos que todos os participantes acompanhem a conferência por meio dos slides disponíveis no website, conforme já informado.

Dando seqüência à nossa apresentação, no slide quatro, vemos que todos os itens da receita continuam com crescimento significativo no 3T e nos 9M07 em relação a 2006, para compor o aumento de 14,5% da receita total no trimestre.

Destaque para as receitas de monitoramento, administração de consórcio e operações de crédito, cujo crescimento percentual vem superando o crescimento das receitas de prêmios.

No slide cinco, observamos que a Porto Seguro vem obtendo uma participação de mercado crescente ao longo dos anos no seguro automóvel, seu principal produto. Essa participação também é crescente em São Paulo, o maior mercado brasileiro, cuja frota representa aproximadamente 50% da nacional.

No slide seis, o prêmio auferido de automóvel na Porto Seguro apresentou crescimento de 13,3% no trimestre, superando os 13% no acumulado de janeiro a setembro. Este aumento foi decorrente do crescimento de 16,5% da frota de veículos segurados para, aproximadamente, 1.395 milhão de veículos.

A sinistralidade apresentou queda de 2,7 p.p., de 49,7% em 2006 para 47% em 2007. De janeiro a setembro, a sinistralidade foi de 48,9%; este valor é 14,9 p.p. abaixo da sinistralidade média de mercado, que foi de 63,8% no mesmo período.

O Seguro Auto, da Azul Seguros, apresentou crescimento de 30,8% dos prêmios auferidos no trimestre, decorrente do aumento de 45,8% da frota segurada para 295 mil veículos, parcialmente compensado pela redução de 10,3% no prêmio médio. A administração da Companhia entende que o reposicionamento de preço da Azul Seguros a tornará mais competitiva no cenário atual, e reforça que as margens de resultados são satisfatórias e em sintonia com a estratégia da empresa.

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No slide seguinte, o de número sete, vemos que o Seguro Saúde Empresarial, na segunda tabela, apresentou crescimento de 13,3% no trimestre, e 11,1% de janeiro a setembro, desconsiderando a carteira de seguros individuais, vendida no final de 2006. Este crescimento é decorrente, principalmente, do aumento de 15,6% do número de vidas vigentes, para aproximadamente 375 mil segurados.

A sinistralidade melhorou com 6,1 p.p. no trimestre, confirmando a estratégia de foco em prevenção de doenças e atuação em São Paulo para melhor controle de custos. Vamos agora para o slide oito, onde apresentamos os prêmios auferidos dos Seguros Patrimoniais que, no trimestre, apresentaram crescimento total de 31,4%, com uma sinistralidade 19,9 p.p. menor, de 51,6%, em 2006, para 31,7%, em 2007. Estes resultados são decorrentes, principalmente, do aumento de 56,8% dos prêmios auferidos em Seguros de Condomínio, 32% em Seguros Empresariais, que possuem um maior prêmio médio anual, e de 23,8% em Seguros Residenciais; todos com redução da sinistralidade.

Isso foi possível devido a esforços de venda cruzada e de desenvolvimento de novos mercados, elevando em 13,4% o número de itens vigentes, de 477 mil em 2006 para 541 mil em 2007.

Na tela seguinte, a de número nove, apresentamos o crescimento de 16,1% dos prêmios auferidos de Seguros de Pessoas no trimestre, decorrente do aumento de 17,5% no número de vidas seguradas, para 1.807 milhão vidas. Destaque para redução da sinistralidade da carteira, de 28 p.p., de 57,9% em 2006 para 29,9% em 2007.

No próximo slide, o de número dez, vemos que o aumento de 8,3% nas contribuições de previdência no trimestre decorre, principalmente, do crescimento de 13,3% no número de participantes ativos, para 103 mil participantes.

O percentual de resgates e benefícios em relação às reservas diminuiu em 0,6 p.p., de 2,4%, em 2006, para 1,8%, em 2007.

Na tela de número 11, apresentamos o crescimento de 18,1% das receitas do consórcio no trimestre, que é decorrente do aumento de 23,5% no número de cotas administradas. O desenvolvimento do mercado imobiliário tem beneficiado o crescimento da base de clientes do consórcio.

No slide 12, vemos que o crescimento de 120,3% das receitas com operações de crédito no trimestre, e de 118% de janeiro a setembro, é decorrente do aumento de 104,9% no número de contratos efetivados, para 20,9 mil negócios. O foco é no financiamento de veículos, representando aproximadamente 80% da carteira de operações.

No próximo slide, o de número 13, vemos que o crescimento de 15,2% das receitas de proteção e monitoramento no trimestre e de 17,4% de janeiro a setembro é decorrente do aumento de 9,2% no número de clientes ativos e do crescimento da receita anual média.

Seguindo nossa apresentação, no slide de número 14, apresentamos a melhora de 6,6 p.p. no índice combinado do trimestre, de 98,2% em 2006 para 91,6% em 2007.

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Esta melhora decorre, principalmente, da redução de 5,2 p.p. na sinistralidade, e da redução de 3,2 p.p. nas despesas administrativas, parcialmente compensadas pelo aumento de 1,9 p.p. nas despesas de comissionamento. Este crescimento nas despesas de comissionamento é decorrente, principalmente, da venda da carteira de saúde individual, em dezembro de 2006, na qual já não incidiam essas despesas. No próximo slide, o de número 15, vemos que, embora o lucro líquido de janeiro a setembro tenha crescido em 28,5% em relação ao ano anterior, de R$280,2 milhões em 2006 para R$348,9 milhões em 2007, o retorno sobre o patrimônio foi 1,7 p.p. menor, de 30,2% em 2006 para 28,5% em 2007. Isso foi devido ao crescimento de 36,9% do patrimônio líquido, que inclui a reserva de reavaliação de imóveis, registrada em dezembro de 2006 de, aproximadamente, R$134 milhões.

Passo, agora, a palavra para o Marcelo Picanço, que dará continuidade à apresentação.

Marcelo Picanço:

Obrigado, Alexandre. Boa tarde a todos.

No slide 16, apresentamos o resultado das aplicações financeiras. Os recursos atingiram R$3,9 bilhões até setembro de 2007 e, no trimestre, uma rentabilidade acumulada nominal de 11%, que representa 127% do CDI acumulado durante este ano, ou o CDI mais 2,2%.

Isso significa uma agregação de valor da ordem de R$83 milhões acima do que renderia pelo CDI em nove meses. Só para complementar, o resultado do trimestre ficou, como os senhores podem ver, em 107% do CDI no 3T.

No slide 17, nós vemos, parcialmente, a decorrência do porquê desse resultado. Aumentamos as posições em ações do que vimos em dezembro de 2006 para cerca de 8% no final de setembro de 2007, e também fizemos uma realocação em termos de gestores, que hoje representam cerca de 40% do total que temos, sendo que a parte positiva do resultado se dá em função dos resultados obtidos em títulos pré-fixados, LTNs, NBs e etc., e também de perseguir com disciplina o modelo de alocação que separa a macrolocação na gestão dos recursos do dia-a-dia, parte feita pela própria Portopar, como está colocado no gráfico do lado direito da página 17, parte feita por gestores externos.

Vale ressaltar que a carteira de investimentos consolidada é composta, em sua grande maioria, por títulos públicos, principalmente LTNs, LRTs e NTNs, que confere uma boa segurança e liquidez aos nossos investimentos.

Gostaríamos de salientar também que todos os investimentos são acompanhados de forma ativa pelo Comitê de Investimentos da Porto Seguro.

As decisões de investimentos consideram diversos aspectos para uma tomada de decisão em colegiado, o que acreditamos ter sido fundamental para a manutenção da performance atingida. A consideração do cenário macroeconômico, o desempenho histórico e recente de ativos e gestores sempre é considerado em novas alocações, a avaliação dessa posição a riscos e cenários de estresse e a análise de novas oportunidades de ajustes na alocação tática durante o período.

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Por fim, gostaria de ressaltar que pretendemos manter uma estratégia de investimentos focada em atingir rentabilidade no médio e longo prazos, que forma um posicionamento mais estratégico e não especulativo.

Gostaria, então, de passar a palavra agora para o Fabio Luchetti. Fabio Luchetti:

Marcelo, muito obrigado. Nós agradecemos, então, a atenção de todos os senhores e abrimos agora espaço para as perguntas.

Carlos Macedo, Unibanco Corretora:

Boa tarde, senhores. Parabéns pelo resultado. Eu estava querendo fazer uma pergunta sobre essa nova campanha de marketing que vocês estão fazendo.

O primeiro impacto mais imediato dela – se é que vai ter – eu queria entender como vai ser o impacto em cima das despesas do 4T.

E depois queria saber, como não é uma coisa muito habitual da Porto Seguro ingressar em um marketing em todos os meios de comunicação, se é algo que vai ser recorrente para o ano que vem e para os anos seguintes, ou se vai ser algo pontual agora para a mudança do logotipo e da marca e tudo o mais e a gente não vai ver isso no futuro de novo.

Fabio Luchetti:

Essa campanha tem um foco bem direcionado, muito mais por uma questão de adequação da marca, porque trabalhávamos com outras empresas do grupo que não estão associadas muito diretamente a seguros, [inaudível] entender que consórcio está vinculado a uma marca Porto Seguro seguros, uma financeira com logomarca Porto Seguro seguros.

Então, a gente procurou buscar, através dessa revisão, uma logomarca que pudesse ser muito mais corporativa, daí você repara que saiu o “Seguros” dessa nossa nova logomarca, viabilizando, então, outros trabalhos de publicidade das demais empresas do grupo. E a gente aproveitou para posicioná-la em relação à nossa atual situação de hoje.

Em termos de verba, nós estamos estimando, a conclusão dessas ações, investir algo na ordem de R$18 milhões, que o impacto no 3T e 4T eu diria que é quase irrelevante. No quesito aos anos seguintes, bem provavelmente nós vamos seguir nossa vocação de trabalhar bastante via corretores de seguros, enfim, nós nunca fomos de fazer um trabalho de marketing institucional muito forte, salvo neste momento que o assunto é bastante pertinente.

Carlos Macedo:

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Mario Pierre, Banco Alemão:

Bom dia a todos. Eu tenho duas perguntas.

A primeira é sobre a melhora na sinistralidade do segmento de vida e de outro P&C, a gente viu uma melhora bem significativa no trimestre. Eu queria entender um pouco melhor o porquê dessa melhora e se vocês esperam continuar nesses patamares novos.

Acho que no segmento de vida, o índice de sinistralidade melhorou para 29,9% de 42,8% no trimestre anterior, no índice de P&C a gente viu uma melhora para 31,7% de 45%. Eu queria entender, então, por que essas melhoras.

E a segunda pergunta tem a ver com seu índice combinado. Como vocês mencionaram, o índice combinado melhorou bastante, para 91,6%, eu acho que esse é um novo patamar para Companhia, um recorde. Queria entender se vocês acham que esse nível é sustentável para o futuro. Obrigado.

Fabio Luchetti:

Mario, a primeira questão, que envolve a sinistralidade de vida, eu diria que esse patamar de 29% é uma sinistralidade que a gente comemora bastante, mas, de fato, não é a nossa sinistralidade-alvo. Ela é decorrente de uma série de ações que nós fomos adotando ao longo dos últimos, eu diria que quase 15 meses, onde, na carteira especial, que é a de vida em grupo, não vida varejo mas a gente chama de “atacado”, são seguros mais empresariais, envolve seguros para sindicatos, associações, empresas em geral.

Foi feito um trabalho bastante forte nesse item, em especial, também, no ano passado, ao longo do ano de 2006, teve a edição de uma nova regra que regulamenta a indústria de seguros de vida; isso também teve, inclusive, o ajuste no conceito da cobertura de invalidez e, de alguma maneira, antecipou alguns sinistros de muitas pessoas que ficaram um pouco em dúvida em relação a esse conceito.

Sempre houve uma dúvida muito grande entre o conceito de invalidez do mercado segurador e o conceito de invalidez do INSS, que é o do Estado. Inclusive, o motivo da nova legislação foi exatamente para conseguir regulamentar melhor essa percepção entre o consumidor e as regras de seguro.

Mas, por conta disso, teve uma série de antecipações de sinistros, que inclusive estão sendo regulados alguns certos, outros não. Isso também colaborou bastante com o aumento da sinistralidade no exercício anterior.

Então, à medida que a gente foi fazendo os ajustes naturais de gestão, isso nos permitiu selecionar contas que de fato eram mais rentáveis e adequar às demais. Isso nos reservou um resultado, este ano já, fruto dessas ações, dentro daquilo que a gente esperava, e agora vamos adequar o preço à real necessidade de mercado para ficarmos competitivos.

No quesito ao índice combinado, eu acho que isso tudo é fruto da redução da sinistralidade que a gente percebeu, em especial na própria carteira de automóveis, uma redução ainda persistente das freqüências de roubo e furto, e foi assim também ao término do 2S07, isso prevaleceu também este ano.

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Agora, a gente gostaria muito de manter esses patamares, mas depende muito do cenário competitivo, dos movimentos dos demais players do mercado, para que a gente possa continuar mantendo esse patamar bastante agradável.

Mario Pierre:

Eu queria entender se teve algum ganho não recorrente neste trimestre que talvez tenha influenciado essa melhora no índice combinado.

Mario Urbinati:

De fato tem, na despesa administrativa e no resultado financeiro, um impacto relativamente pequeno de reversão de provisão de PIS, coisa de R$16 milhões ou R$17 milhões.

Nós não detalhamos isso como não-recorrente porque também tem algumas despesas não recorrentes que praticamente anulam esse efeito na última linha de resultado. Como eles não têm um impacto muito forte nos índices, não chega a distorcer os índices nem de despesa administrativa nem de resultado financeiro, então nós não entramos no detalhe. Mas tem um pouco de não-recorrente, tanto na despesa como na receita.

Mario Pierre:

Mas vocês chegaram a fazer o cálculo do índice combinado excluindo essa despesa administrativa que você falou que teve um item extraordinário? Qual seria o índice combinado excluindo...

Mario Urbinati:

A despesa administrativa não afeta o índice combinado porque é provisionamento de participação no resultado dos funcionários. Mas a reversão da provisão que diminuiu a despesa administrativa na linha de tributos não chega a afetar 0.5 p.p.. É abaixo disso. Muito imaterial.

Mario Pierre:

Está ótimo. Muito obrigado. Saul Martinez, Bear Sterns:

You had an impressive decline in your loss ratio in recent years. How much of the loss ratio improvement in the auto insurance business is due to your own effort at improving re-sellection and how much of it is due to external factors, like lower theft rates and lower accident rates?

Marcos Vettori:

Desculpe, vou falar em português.

A questão é, existem duas coisas que você mesmo observa. Um são fatores nacionais, que digamos, afetam todas as companhias, como redução do roubo e furto

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em virtude de melhoria das condições econômicas, sem dúvida, e eu diria que é a menor parte, eu diria que isso corresponde a 30% do efeito total; 70% seria decorrente de processos que vimos aperfeiçoando já há algum tempo no tocante a mecanismos de redução de riscos, como, por exemplo, dispositivos de rastreamento de veículos, que já temos mais de 100 mil instalados; o que nós chamamos de “vacina anti-furto”, que é a gravação do número de chassi do veículo em várias partes do veículo. Nós já temos mais de 500 mil unidades instaladas. E outros mecanismos de seleção de risco que nós adotamos, que não cabe aqui especificar quais são, que também nos ajudaram a selecionar melhor o risco.

Então, no total esses fatores produziram esse efeito que você está vendo.

A questão que muita gente pergunta é se isso permanece ou não. Nós acreditamos que esses fatores permanecem, o efeito deles deve continuar, o que evidentemente ocorre é que a competição como um todo, ao longo dos anos, anula parte desses efeitos, então a gente não pode esperar que essa vantagem competitiva dure para sempre, mas ela vai perdendo parte do efeito dela um pouco a cada ano.

João Marcelo Grossi, Skopos:

Boa tarde. Eu queria saber, em relação à redução da frota da Porto Seguro em setembro de 2007, qual o motivo dessa redução, e se está acontecendo alguma reversão disso já em outubro. Obrigado.

Porto Seguro:

Na verdade não houve redução da frota. A informação que foi divulgada o mês passado, no release, não contou a parte da frota cujas apólices estavam em processo de emissão. Então, nos números que nós informamos, tradicionalmente, nós computamos todos aqueles segurados que têm apólice, mesmo em emissão, porque eles já têm garantia do seguro. Nessa última divulgação, esse número não foi computado.

Nós vamos, no release atual, já deve estar corrigido isso e nós vamos dar um destaque para isso nas próximas comunicações.

João Marcelo Grossi: OK. Obrigado.

Silvia Fregoni, Agência Estado:

Boa tarde. Por favor, eu gostaria de saber qual foi o impacto da volatilidade dos mercados agora no 3T em decorrência da crise de subprime nos Estados Unidos, eu queria saber o impacto disso no resultado financeiro de vocês.

E, ainda relacionado ao resultado financeiro, eu vi que vocês estão ampliando a participação de ações na carteira. Eu queria saber qual é a estratégia para essa carteira daqui para frente. Tende a continuar esse processo de aumento da participação de ativos de renda variável? Obrigada.

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Marcelo Picanço:

A volatilidade do resultado no trimestre veio na mesma linha do 1T, entre 7% CDI em termos relativos, obviamente, já supera a marca do CDI em 7 p.p. Então a volatilidade forte que aconteceu no mês de agosto, em especial, com a crise do subprime americano, que culminou no dia 16 de agosto, pode-se dizer que foi amplamente recuperada pela performance do mês de setembro, que começou no final do mês de agosto e se estendeu por todo o mês de setembro. Então, fechou em linha com o que nós planejamos.

Silvia Fregoni:

Desculpa, você disse que foi amplamente recuperada pela performance do...? Marcelo Picanço:

Mês de setembro, ou seja, dentro do próprio trimestre, quando se olha o trimestre blocado, esse ano tivemos 107, se não estou enganado.

Então, isso na verdade. a nossa locação em ações, essa segunda parte da sua pergunta, ela está basicamente em torno desses valores mas, obviamente, fazemos alguns movimentos de curto prazo dentro de um intervalo. Estimamos um intervalo na nossa macrolocação estratégica e, dependendo de alguns movimentos muito fortes no mercado, mantendo a nossa estratégia de ser fiel ao cenário traçado; o cenário não muda, a gente eventualmente até aumenta ou diminui.

No caso da presença de ações, a gente não tem, necessariamente, uma estratégia de aumentar, ou continuar aumentando, assim como foi de 1% para 8%. Hoje estamos em volta desse valor até com uma certa redução.

Então, não tem, definitivamente, uma estratégia... Isso vai depender sempre do cenário traçado, essa é uma conseqüência do cenário traçado, que é feito para o horizonte de médio e longo prazo para, pelo menos, um ano.

Silvia Fregoni:

Então, no momento não tem previsão de aumentar? Você diz que até uma ligeira redução, é isso?

Marcelo Picanço:

No cenário atual, vai ter uma ligeira redução. Não quer dizer que na reavaliação do cenário que nós fazemos freqüentemente, seja quando existe um evento muito forte que exija isso, seja no fim do ano, o próximo agora será no fim do ano, para 2008, até dezembro de 2008, e o cenário se mostrar favorável, sim, pode haver um aumento, ou pode haver uma redução, vai depender do resultado do cenário no fim do ano.

Silvia Fregoni:

Então, o cenário, para 2008, ainda não foi traçado, é isso? Isso vai ser feito agora em dezembro?

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Marcelo Picanço:

Não, desculpe. O cenário já está traçado, somente não está traçado essa locação que acompanha. Ele será revisado, vamos dizer assim, em dezembro de 2008. Se ele confirmar o que já está traçado, ficará em torno de onde está agora. Se ele vier a ser revisado, pode significativamente baixar ou aumentar.

Silvia Fregoni:

Uma última pergunta: com relação ao 4T, eu gostaria que os senhores detalhassem um pouquinho mais o que estão esperando para o 4T do ano em termos de desempenho de resultados, por favor.

Fabio Luchetti:

O 4T, um pouco do que já falamos na abertura. Tradicionalmente o 4T no mercado de seguradora tem comportamentos sazonais, são sistêmicos: um pouco mais de contratação de seguros patrimoniais em função de viagens festivas, férias, e tem um pouco mais de sinistros decorrentes de (inaudível). A gente tem um resultado para o 4T, comparativamente aos demais trimestres dos anos, um pouco melhor.

Mas considerando o cenário atual, como nós já falamos na frente, a economia em crescimento, a melhora do índice de confiança do consumidor, o recorde nas vendas de veículos, o próprio acesso mais facilitado aos financiamentos de bens e crédito imobiliário, no 4T nós não acreditamos que vamos ter um cenário diferente desse. Silvia Fregoni:

Eu gostaria de saber a respeito do setor de saúde. Eu sei que a empresa trabalha apenas com planos empresariais. Eu queria saber um pouco mais da estratégia, como é que está este segmento e qual é a estratégia da empresa para ele. Obrigada.

Marcos Vettori:

Evidentemente a gente não pode fazer um disclosure de estratégias como você gostaria. A gente gostaria muito de contar, mas não seria muito apropriado.

O que a gente pode dizer é que a estratégia principal da Companhia... Nós abrimos mão do plano de saúde individual no ano passado, como você bem sabe. Procuramos nos especializar no seguro empresarial, especialmente focado em pequenas e médias empresas; esse é o forte da Companhia, a Companhia é uma Companhia com uma forte vocação de varejo em todos os segmentos que atua, e o saúde não é diferente. Então, o que eu posso lhe dizer é isso: a Companhia vem se concentrando nessa área, e você vê pelos números que ela vem crescendo, vem muito bem no saúde também, e parece algo bem ajustado com a vocação geral da Companhia. E esperamos ser uma das grandes companhias a oferecer esse produto, tanto odontológico quanto saúde empresarial, nesse segmento de pequenas e médias empresas.

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O odontológico também já era oferecido antes por vocês? Marcos Vettori:

Sim, já era. Ainda é um ramo pequeno dentro do portfólio de saúde da Companhia, mas vem crescendo, e a gente acredita que ele vai ocupar um espaço de destaque nos anos futuros.

Silvia Fregoni:

Certo. Uma última coisa: na questão da saúde, não tem sido necessário fazer novas provisões? No passado, várias companhias tiveram que fazer provisões para ele, mas atualmente isso não é mais necessário?

Marcos Vettori:

Justamente por conta de não termos mais participação no individual, onde tem sempre uma série de fatores imponderáveis, nós não precisamos mais destas provisões. E, neste segmento empresarial, ele é totalmente livre desses altos e baixos. Então, realmente, temos uma operação bastante controlada, bastante previsível, não há o que temer.

Silvia Fregoni: Obrigada. Operadora:

Encerramos neste momento a sessão de perguntas e respostas. Gostaria de devolver a palavra à Companhia para as considerações finais.

Fabio Luchetti:

Muito obrigado a todos pelo interesse na Porto Seguro S.A. e a gentileza das perguntas que nos foram passadas.

Se vocês tiverem dúvidas adicionais, por favor sintam-se à vontade para contatar nosso departamento de Relações com Investidores ou para visitar, também, a nossa seção de Relações com Investidores no nosso site, que é o www.portoseguro.com.br. Mais uma vez, muito obrigado a todos.

Operadora:

A teleconferência da Porto Seguro está encerrada. Agradecemos a participação de todos, e desejamos uma boa tarde.

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