Aula 9
Profa. Dra. Renata G. Spers
Monitora: Sheila Serafim
2017
Elaboração de Cenários:
Fundamentos e Métodos
O
Estudo
do Futuro
• O futuro não existe: ele será criado, portanto, não há bola de
cristal perfeita.
• Existem muitos “futuros” possíveis, logo, deve-se abordar seu
estudo de modo pluralista.
• Muitas técnicas de previsão embutem a extrapolação: evite
“futurizar” os problemas do presente.
• A previsão é mais do que a projeção de índices; deve considerar o
contexto mais amplo, abordando aspectos sociais, econômicos,
ambientais, etc.
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Passado
Presente
Futuro
Para criar o futuro, considere as forças sociais, econômicas, tecnológicas, políticas etc; não basta extrapolar índices e
estimar probabilidades subjetivas.
Forças Propulsoras
Limites Naturais ou sociais ExtrapolaçãoExistem muitos “futuros”possíveis, aborde os de modo pluralista.
Forças Restritivas
A criação do futuro
O futuro não existe: ele será criado, portanto, não há bola de cristal ou técnica perfeita.
Técnicas de Previsão
Análise e Decisão baseada em valores
• Cenários normativos • Análise de políticas • Estudos de impactos O Futuro é parecido com o passado NORMATIVA “O QUE DEVE
ACONTECER“
EXPLORATÓRIA “O QUE PODE
ACONTECER“
Podem surgir muitos futuros
alternativos Podemos criar o futuro
desejado conhecimento de Uso do
especialistas • Delphi • Cenários • Análise morfológica • Modelagem de sistemas Projeção de Dados • Séries de tempo • Ajustes de curvas • Regressões e correlações • Curvas de crescimento • Taxas de substituição EXTRAPOLATIVA “O QUE VAI ACONTECER“
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Técnicas de Previsão
• Extrapolativas (Visão do “que vai acontecer”)
– Permitem a previsão pela extrapolação para o futuro de eventos verificados no passado.
– Expectativa de que as forças sociais, econômicas e tecnológicas que moldam os eventos continuarão a atuar no futuro de forma semelhante à que vinham atuando no passado.
– Indicadas para previsões de curto prazo, em que há continuidade de tendências e séries históricas de dados registrados.
• Exploratórias (Visão do “que pode acontecer”)
– Concentram a análise no processo de mudança e nos caminhos alternativos viáveis para o futuro.
– Identificar os eventos e as ações que são capazes de alterar os caminhos que serão percorridos, levando a uma ou outra situação futura.
• Normativas (Visão do “que deve acontecer”)
– Visam orientar as ações que determinam o futuro através da análise dos valores, necessidades e condicionantes do ambiente relacionado com o objeto da previsão. (Complementar às técnicas extrapolativa e exploratória).
Utilização de Previsão Exploratória
• As previsões exploratórias estão associadas a horizontes de tempo mais longos.
• Situações onde experiências, o conhecimento e as tendências válidas no passado não são necessariamente adequadas às novas condições em que as decisões serão tomadas.
• No Brasil, a utilização de previsões exploratórias é particularmente relevante em setores onde novas tecnologias e condições
sócio-econômicas são de alta relevância: energia, transporte, informática e telecomunicações.
• A técnica Delphi tem sido usada como instrumento para coletar e discutir elementos de precisão que constituam os cenários do futuro.
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Profa. Dra. Renata Spers
Conceituação
“Um cenário é uma visão internamente consistente do
que o futuro poderá vir a ser”
(Michael Porter)
Funções: Apoiar a formulação de objetivos e estratégias, preparar
para descontinuidades, estimular a criatividade, homogeneizar
linguagens.
Objetivo: a finalidade não é acertar previsões do futuro, mas sim
melhorar a base de informações para as decisões que precisam ser
tomadas agora.
Validação: os cenários devem ser
internamente consistentes,
plausíveis
e devem contemplar os fatores
relevantes
para as decisões
em pauta.
O Uso de Cenários na Decisão
Provável
Atual
Desejado
viável
Desejado
inviável
Contrastado
A
Contrastado
B
Exploratórios
Decisões para
a transição ou
planejamento
Histórico
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O objetivo não é prever cenários, mas sim melhorar as
decisões
•
Apostar no mais provável: Tende a gerar estratégias
conservadoras, inibindo a inovação.
•
Apostar no mais favorável: Otimiza a estratégia para um único
cenário; só faz sentido se a entidade puder influenciar fortemente
o ambiente para que ocorra este cenário.
•
Cultivar a flexibilidade: Requer estratégias que permitam viabilizar
um desempenho competitivo em qualquer cenário futuro; exige o
desenvolvimento de competências centrais críticas aos diversos
cenários.
Exemplo de Estruturação de Variáveis
• Temas Direcionadores: Integração produtivista na ALCA, Cooperação
Multilateral, Orientação para o mercado interno
• Invariantes: Amadurecimento da população, Crescimento comércio
internacional (dados)
• Variáveis analisadas para estruturação:
Inserção internacional
crescimento do PIB
Comércio e
Renda
Educação
Consciência ecológica
Padrão de consumo
Qualidade de vida
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Profa. Dra. Renata Spers
Exemplo: Matriz de Interação das Variáveis
Inserção
Internac. Consumo Padrão Educação Renda Ecológica Consc. Crescim. PIB afetados Setores Inserção Internac.
X
+
+
+
+
+
Padrão Consumo
X
+
+
Educação
+
X
+
+
+
+
Renda
+
+
X
+
Consc. Ecológica
+
X
+
Crescim. PIB
+
+
+
+
X
+
Setores afetados
X
Exemplo: Cenários do Consumidor do Futuro
Orientação
interna
Integração
na ALCA
Cooperação
Multilateral
5% 4% 3%Concentra
Mantém Distribui
Massa
Diversificado Popular
Saúde
Turismo Alimentos
Técnica
Abrangente Nacional
Limitada
Ampla
PreservacionistaINSERÇÃO INTERNACIONAL CRESCIMENTO DO PIB RENDA EDUCAÇÃO CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA PADRÃO DE CONSUMO SETORES IMPULSIONADOS
Métodos de construção de cenários mais
utilizados
Godet
Porter
Ghemawat
Schwartz
Shoemaker
Fases Schoemaker (1995) Ghemawat (2007) Godet (2008) Schwartz (1988) Porter (1996) 1. Coleta de informações iniciais e definição de escopo Definição do escopo e o período de análise Coletar informações Delimitação do sistema e do ambiente Identificação da questão principal Propósito do estudo Estabelecer limites – definição setorial Análise estrutural do sistema e do ambiente (construção da base analítica e histórica) Estudo histórico e da situação atual 2. Identificação dos principais elementos dos cenários Identificar os maiores stakeholders Identificar grupos de participantes / atores Identificação e análise de variáveis e atores Identificação das principais forças do ambiente local
(fatores-chave) 3. Principais forças
motrizes e variáveis
chave Identificar as tendências básicas
Identificação das forças motrizes (macroambiente) Identificação das incertezas críticas e descontinuidades Identificar incertezas chave 4. Estabelecer condições futuras, testes e ajustes Análise estrutural: Compreender o poder da negociação em nível de grupo Seleção dos condicionantes do futuro Hierarquizar os fatores chave e as forças motrizes, por importância e incerteza Comportamento futuro das variáveis Escolha das variáveis de
Fases Schoemaker (1995) Ghemawat (2007) Godet (2008) Schwartz (1988) Porter (1996) 5. Construção de
Cenários Construir cenários iniciais dinamicamente Pensar Elaboração dos cenários Descrição dos cenários Construção dos cenários
Geração de cenário de referência 6. Análise de implicações, testes de cenários e elaboração dos cenários alternativos Verificar consistência e plausibilidade Pensar dinamicamente Testes de consistência, ajuste e disseminação Análise das implicações e opções Análise dos cenários sob as 5 forças e a concorrência Desenvolver cenários de aprendizagem Identificar necessidades de pesquisa Desenvolver modelos quantitativos 7. Integração com a estratégia Evoluir para cenários de decisão Adaptar e moldar o modelo de cenário de negócios Opções estratégicas e planos sobre monitoração estratégica Seleção dos principais indicadores e sinalizadores Elaboração das estratégias competitivas
• Godet (2008) baseia seu método em análises quantitativas via software; • Shoemaker (1995) considera análises qualitativas via matrizes quadradas;
• Schwartz (1988) recomenda a hierarquização dos elementos por importância e incerteza;
• Porter (1996) e Ghemawat (2007) sustentam e delimitam seus métodos pela análise do setor onde a organização está inserida.
Comparação entre Métodos
Todas as metodologias estudadas trazem sua contribuição para
a administração estratégica e qualquer método aplicado
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BRAINWRITING
•
Técnica para aprimorar o trabalho em grupo na
geração de idéias
•
Material: Questão-gatilho e folha em branco (cada
participante)
Grande produção de idéias 100% de participação
Pressão para produzir
Comunicação estimula criação
BRAINWRITING: TAREFA
1.
Escreva 3 respostas sintéticas em 3 minutos (sem
justificativas)
2.
Ao aviso de 3 minutos passar a folha de resposta para o
vizinho à esquerda
3.
Leia o que recebeu para construir em cima, contrapor,
ignorar (Não vale repetir idéias já registradas)
4.
Escreva + 3 idéias diferentes do que já foi escrito
5.
Repetir o processo pelo menos 4 vezes
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BRAINWRITING:
QUESTÃO-GATILHO
AMEACAS E OPORTUNIDADES PARA O AMBIENTE DO SEBRAE 2040 1 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 2 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 3 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 4 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 5 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 6 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 7 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 8 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 9 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 10 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 11 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 12 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
A) Questões para os grupos: Indique temas ou setores interessantes para o
desenvolvimento de cenários pelo seu grupo
B) Cada membro do grupo selecionar 5 temas prioritários
C) Grupo definir 1 tema para desenvolver cenários