Instituto de Matemátia
Curso de Pós-graduação em Matemátia
Dissertação de Mestrado
Conjuntos Parialmente Hiperbólios om
Volume Positivo
Yuri Ki
Salvador/Bahia
Volume Positivo
Yuri Ki
Dissertação apresentada ao
olegiado do urso de
Pós-Graduação em Matemátia da
Universidade FederaldaBahia,
omo requisito parial para
obtenção do Título de Mestre
emMatemátia.
Bana examinadora:
Prof. Dr. ViltonJeovanVianaPinheiro (Orientador)
Prof. Dr. Augusto Armando de Castro Júnior
Conjuntos Parialmente Hiperbólios om Volume Positivo /
YuriKi. Salvador-Ba, 2007.
Orientador: Dr. ViltonJeovan VianaPinheiro(UFBA).
Dissertação de Mestrado apresentada ao urso de Pós-graduação em
Mate-mátia daUFBA, 57 páginas.
Palavras-Chave: Conjuntos Hiperbólios, Conjuntos Parialmente
As pessoas mais importantes da minha vida: meu pai, Jung; minha mãe, Ana, por
terem se dediado toda a vidapelas suas lhas, pela eduação que tive e por
ompreen-derem a minha ausênia de tantos jantares de família; e minha irmã, Hanna, pela força
de todos osdias enoites. Amovoês de todo meu oração!
Aosamigos: Arhibald,sem o seu inentivonão estariaaqui;as amigasband: Carol,
Gabi, Yumi, Pula, ElisaChang, ElizaSaito, Nelly,Flávia, Prisilla, Mariane,Ana Tomi,
Catarina, Vivian, Marina, que me ajudaram nas melhores e piores horas; Léa Géjer,
minha amigado oração; Paula Diniz; Teo; Daniel, que veio omigopara Salvador e não
medeixou dormirno arro!;Renato, pelapaiênia e peloarinhoque teve omigoepor
me inentivar a fazer todas a as louuras que surgiam... apesar de nossas desenontros,
quero te agradeer portudo que passamos e vivemos!
Aos novos amigos de Salvador: Edson L. Nasimento, que me emprestou aquela
mesa do futuro; Oriva, pela grande paiênia e sensatez; galera da omputação, Beto,
Sura,Ivan, Bia,Lage, Lívia,Arilson, Helder,Dani,Almeidão,Grazieno, Jailson,Charles,
Alex, Krishnamurti, Ianei, Luas, Kelly, Lorena, Opengl, Pablo, Viente, Ranha, pela
bagunça e animação; Vitor RS; Tertuliano, pela hospedagem no Rio; Adriano Cattai,
Tharita, pela ajuda de todas as horas; Larissa(prima); a velha geração do mestrado:
Gilléio, Rosane, Abílio, Rolando, Ariane, Jason, Marilue, Josaphat, Ella, Silvia; a
nova geração: Riardo, Luiana, Tiago, Ednaldo; Carla Lopes e Gabriela, por todas as
expliações dos teoremas e também pelos momentos extra-urriulares; Pedro; D. Ana;
Paulo Nasimento e Keu, que me ensinaram (e também a todos os outros mestrandos)
a esrever esta dissertação no latex. E a todos que, de alguma forma, ontribuíram na
minha passagem nomestrado nestes 2 anos.
Aosafarinhadosda turmade 2005: Bárbara,Elias, Eliseu, Jarbas, Kleyber, Mariana
e Riardo. Com erteza, sem voês meus sábados não seriam os mesmos!! Não foram
formas durante todos os dias desses 2 anos! Minha enorme gratidão a ada uma, pelo
apoio nas diuldades do pensionato e fora dele e também pelos domingos de família
que passamos. Um muito Obrigado pelas risadas e gargalhadas que o quarteirão todo
esutada. A voês, meu arinho eterno!
Ao Amadeu! A pessoa mais ompanheira que eu já onhei, meu arinho e meu
respeito! É difíil imaginar minha vida sem voê... meus dias seriam o aaso e não
sorte! Quero te agradeer por todos os minutos que estivemos juntos! Obrigada por se
tornar essa pessoa tão espeial na minhavida!
Gostaria também de agradeer a todos os olegase funionáriosdoInstituto de
Ma-temátiadaUFBa, emespeial, Dona Zezé, TâniaSpínola, Jomárioe Alan.
Aos professores do Instituto de Matemátia da UFBa: Enaldo Silva Vergasta,
Ed-son Alberto Coayla Teran, José Nelson B. Barbosa, Joseph Yartey, Maro Antnio N.
Fernandes, Samuel Gomes daSilva.
Aos professores José Ferreira Alves, da Universidade do Porto e Paulo Runo, da
Universidade de Campinas.
Aos professores do Instituto de Matemátia e Estatístia da Usp: Maria Cristina
Barru,peladediaçãodas aulasde Cáluloepelaenormeonança;EduardoColli, pela
oportunidade daMatematea; NílsonMahado.
Aos professores: Augusto Armando de Castro Júnior, da Universidade Federal da
Bahia,e VítorDomingos Martinsde Araújo,daUniversidade Federal doRiode Janeiro,
que se disponibilizaram para ompor a bana examinadora, veriaram esta dissertação
om tantouidado epelas sugestões eorreções damesma.
Um agradeimento mais do espeial aoProf o
VíltonJeovanViana Pinheiro,da
Uni-versidade Federal daBahia, pelaorientação,pelaajuda, pelaforça, portodas asquartas
e pelotema esolhido para esta dissertação. Muito Obrigada!
No ontexto de apliações
C
1+
α
, obtemos resultados naestrutura topológia de
on-juntosparialmentehiperbólios,omontraçãonadireçãoentro-estávelequesatisfazem
aondiçãonão uniformementeexpansora, emumavariedadeompata riemanniana. Em
partiular, temos omo onseqüênia, a não existênia de ferraduras parialmente
Inthis work,westudythe topologialstruture ofpartiallyhyperbolisets,with
uni-formontration inthe stable diretionand that satises the ondition of non-uniformly
expanding along the entre-unstable diretion, in a ompat riemannian manifold in the
ontextof appliations
C
1+
α
. Inpartiular, wehaveas onsequene,the non existeneof
horseshoepartiallyhyperboliwithpositivevolume fordieomorphismswhose
Resumo vii
Abstrat viii
Lista de Figuras x
Introdução 1
1 Apresentação dos Resultados 3
1.1 Conjunto ParialmenteHiperbólio . . . 3
1.2 Conjunto Hiperbólio . . . 7
2 Controle Hölder 10
3 Tempo Hiperbólio e Distorção Limitada 14
4 Demonstração dos Teoremas 21
4.1 Demonstração doTeorema Prinipal . . . 21
4.2 Demonstração doTeorema A . . . 33
4.3 Demonstração doTeorema C. . . 35
5 Existênia de pontos periódios hiperbólios 37
6 Conjuntos Hiperbólios om Volume Positivo 44
6.1 Conjunto Hiperbólio Transitivo . . . 44
6.2 Conjunto Hiperbólio . . . 47
B.2 ApliaçãoExponenial . . . 53
3.1 . . . 16
3.2 . . . 16
3.3 . . . 17
3.4 . . . 18
4.1 . . . 26
4.2 . . . 27
4.3 . . . 28
4.4 . . . 32
4.5 . . . 34
4.6 . . . 34
4.7 . . . 35
5.1 . . . 39
6.1 . . . 45
iteratus= repetir
Na déadade
60
,Smaledesreveu oomportamentodinâmionavizinhançade uma órbita de um ponto homolínio (ferradura de Smale), dando origem a dinâmiahiper-bólia. Um onjunto ompato invariante é hiperbólio se existe uma deomposição do
brado tangente em dois subbrados invariantes, onde um deles ontrai e o outro
ex-pande sob a ação da derivada da apliação. Apesar de a hiperboliidade nos forneer
araterístiaspreisas, elaexigepropriedadesmuito rígidas,exluindomuitasdinâmias
tambémimportantes. Istomotivou, naúltimadéada,oestudodadinâmiadeonjuntos
parialmente hiperbólios. Conjuntos ompatos invariantes om uma deomposição do
bradotangenteemdois subbrados invariantes, ondeum delestem um omportamento
ontrativoemuma direçãoe ooutro sendo dominadopor elesão hamadosparialmente
hiperbólios. Neste trabalho, apresentamos uma desrição doomportamentode
onjun-tosparialmentehiperbólios om volumepositivo,baseado noartigo [1℄.
Noapítulo1,apresentamososprinipaisresultadosdotrabalho. Empartiular,uma
onseqüêniadoorolárioBéanão existêniade ferradurasparialmentehiperbóliasde
volume positivo para difeomorsmos
C
1+
α
, generalizandoo resultado do Bowen [5℄para
difeomorsmos
C
1
.
No apítulo 2, denimos o ampo de ones e suas araterístias relaionadas om
a deomposição dominada. Mostramos também que os brados tangentes são Hölder
ontínuos.
No apítulo3,veremosque otempohiperbólio nos permiteobter, para quase todos
ospontos, momentos onde aapliaçãotemum omportamentouniformementeexpansor.
Seja
f
:
M
→
M
umdifeomorsmoC
1+
α
eseja
K
⊂
M
umonjunto om-pato positivamente invariante om uma deomposição ontínua do bradotangenterestritoa
K
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
,dominadaem
Λ =
T
n
≥0
f
n
(K)
. Su-ponha que existe um diso∆
tangenteao ampo de one entroinstávelom Leb∆
(∆
∩
K)
>
0
, tal que satisfaz a ondiçãoNUE
, para todox
∈
∆
∩
K
. EntãoΛ
ontém algum diso instável loal.E apartir dele, deduzimos os teoremas A, B, Ce D, enuniados noapítulo1.
No apítulo5, mostramosa existêniade pontos periódioshiperbólios noonjunto
Λ
parialmente hiperbólio. Provamos também que emΛ
, os onjuntosω
-limite estão ontidos no feho da variedade instável desses pontos periódios, ou seja, a variedadeinstável desses pontos periódios são atratores.
No último apítulo, provaremos que não existe subonjunto próprio de um onjunto
hiperbólio transitivo de volume positivo, ou seja, que o onjunto é Anosov, diferente
do resultado lássio do Bowen, aqui não há a neessidade de supor que temos uma
peça básia. Mostraremos também que se este onjunto atrai um onjunto de volume
positivo, então ele neessariamente atrai uma vizinhança dele mesmo , omo esparado,
(teorema F). Resultados similares para onjuntos hiperbólios om interior não vazio
podemser enontradosem[6℄. Ahipótese doonjuntoser transitivopode sersubstituída
pelo fato do onjunto hiperbólio estar ontido no onjunto não errante, veja [3℄. E por
m, provamos uma versão do Teorema da Deomposição Espetral para difeomorsmos
C
1+
α
Apresentação dos Resultados
Seja
M
umavariedadeonexaompatariemanniana. SejaLebumaformadevolume sobreM
induzida pela métria riemanniana. Considere a apliaçãof
:
M
→
M
, um difeomorsmode lasseC
1
om derivada
α
-Hölder. Dizemos queaapliaçãoéde lasseC
1+
α
, onde
α
∈
(0,
1)
.Como
f
éum difeomorsmo, segue a seguintedenição:1.1 Definição. Um onjunto
K
⊂
M
é invariante sef
m
(K) =
K
para todo
m
∈
Z
e é positivamente invariante sef
m
(K)
⊆
K
para todo
m
∈
N
.1.1 Conjunto Parialmente Hiperbólio
Seja
K
um onjuntoompato positivamenteinvariante. ConsidereΛ =
\
n
≥0
f
n
(K).
Dizemos que
Λ
éum onjunto parialmente hiperbóliodef
se:(i) existe uma deomposição ontínua do brado tangente da variedade
M
restrito aK
,T M
K
=
E
cs
⊕
E
cu
, tal que a deomposição é
Df
invariante sobreΛ
, isto é,Df
(E
cs
x
) =
E
f
cs
(
x
)
eDf(E
cu
x
) =
E
f
cu
(
x
)
;de
M
, temos:k
Df
|
E
x
cs
k · k
Df
−1
|
E
f
cu
(
x
)
k ≤
λ,
para todo
x
∈
Λ
(dizemosque existe uma deomposiçãodominada emΛ
); (iii) a braE
cs
é uniformemente ontrativa ou
E
cu
é uniformemente expansora, isto é,
∃
0
< λ <
1
tal quek
Df
|
E
cs
x
k ≤
λ,
∀
x
∈
Λ
ouk
Df
−1
|
E
cu
f
(
x
)
k ≤
λ,
∀
x
∈
Λ
, respetivamente.Dizemos que
E
cs
x
éabraentro-estáveleE
cu
x
abraentro-instávelnopontox
∈
Λ
. Na ondição dadeomposição dominada, vejaque:k
Df
|
E
cs
k · k
Df
−1
|
E
cu
k
=
k
Df
|
E
cs
k · k
(Df
|
E
cu
)
−1
k
=
k
Df
|
E
cs
k
k
(Df
|
E
cu
)
−1
k
−1
=
λ
s
λ
u
=
λ <
1,
onde a primeiraigualdade vem de
Df
|
E
cu
◦
Df
−1
|
E
cu
=
id
⇒
Df
−1
|
E
cu
= (Df
|
E
cu
)
−1
•
seλ
s
<
1
e
λ
u
>
1
, laro que
λ
s
λ
u
=
λ <
1
;•
seλ
s
>
1
,então
λ
u
>>
1
. Dizemosquenadireçãoinstáveltemosexpansãouniforme;
•
seλ
u
<
1
,então
λ
s
<<
1
. Dizemosquenadireçãoestáveltemosontraçãouniforme.
Vamos trabalhar om
0
< λ <
1
, talque:•
E
cs
é uniformemente ontrativo:
k
Df
|
E
cs
x
k ≤
λ,
∀
x
∈
Λ
;•
E
cu
é dominada por
E
cs
:
k
Df
|
E
cs
x
k · k
Df
−1
|
E
f
cu
(
x
)
k ≤
λ,
∀
x
∈
Λ
.1.2 Definição. Dizemosqueaapliação
f
é não uniformemente expansora(NUE
) ao longo da direção entro-instável emK
, se existe uma onstantec >
0
tal que para Lebesgue quase todox
∈
K
:lim inf
n
→+∞
1
n
n
X
j
=1
log
k
Df
−1
|
E
cu
f
j
(
x
)
k
<
−
c.
A ondição
NUE
nos dizque aderivada tememmédiaumomportamenteexpansor nadireção entro-instável. Se para todo ponto de um onjunto ompato invariante valea ondição aima, então
E
cu
é uniformemente expansor na direção entro-instável. Veja
1.3 Definição. Um disomergulhado
γ
⊆
M
é uma variedade instávelse no passado os iterados de dois pontos se aproximam exponenialmente rápido, ou seja,dist(f
−
n
(x), f
−
n
(y))
≤
C
·
e
−
γn
, quando
n
→ ∞
, para∀
x, y
∈
γ
e para algumC, γ >
0
. Do mesmo modo,γ
é uma variedade estável se no futuro os iterados de dois pontos se aproximam exponenialmente rápido, ou seja,dist(f
n
(x), f
n
(y))
≤
C
·
e
−
γn
, quando
n
→ ∞
, para∀
x, y
∈
γ
e para algumC, γ >
0
.UmoroláriodoTeoremadaVariedadeInstável/Estável 1
nosdáoseguinteresultado.
Dados
p
um ponto de um onjunto hiperbólio ef
um difeomorsmoC
r
, existem as
variedadesinstáveleestávelloal
W
u
loc
(p)
eW
s
loc
(p)
eestasvariedadessão disostangentes emp
aE
u
e
E
s
, respetivamente.
Um onjunto é de Cantor se é ompato, totalmente desonexo (as omponentes
onexas são pontos) eperfeito (todoponto épontode aumulação).
1.4Definição. Dizemosqueumonjuntoompatoinvariante
Λ
éumaferraduraseas variedades estáveise instáveisdos pontosdeΛ
intersetamΛ
emumonjunto de Cantor.Nossoprimeiroresultadoarmaque,paraapliações
C
1+
α
,adeomposiçãodominada
no onjunto
Λ
e a ondiçãoNUE
são suientes para obtermos um diso instável loal emΛ
.Teorema A. Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e seja
K
⊂
M
um onjunto ompato positivamente invariante om uma deomposição ontínua do brado tangenterestrito a
K
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
, dominada em
Λ =
T
n
≥0
f
n
(K)
. Se a ondiçãoNUE
é satisfeita para um onjunto de pontos deK
om medida de Lebesgue positiva, entãoΛ
ontém algum diso instável loal.O próximo resultado é uma onsequênia direta do teorema aima. Se a bra
E
cu
é
uniformemente expansora, laro que a ondição
NUE
é satisfeita para o onjunto om-pato invariante. Do mesmo modo, se a braE
cs
é uniformemente ontrativa, basta
apliar oteoremapara
f
−1
.
Corolário B. Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e seja
K
⊂
M
um onjunto ompato positivamente invariante om uma deomposição ontínua do brado tangente1
restrito a
K
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
, tal que Leb
(K)
>
0
eΛ =
T
n
≥0
f
n
(K)
é um onjunto parialmente hiperbólio.(i) Se
E
cu
é uniformemente expansor, então
Λ
ontém um diso instável loal;(ii) Se
E
cs
é uniformemente ontrativo, então
Λ
ontém um diso estável loal.PeloorolárioB, seo onjuntoparialmentehiperbólio
Λ
ontém um diso instável loal, talonjunto nãopossui ferradurasom volumepositivopara difeomorsmosC
1+
α
,
pois um onjuntototalmentedisonexo não pode onter um diso (que é onexo).
Osmesmosresultados sãoválidosparaonjuntosquesatisfazemapropriedade
NUE
e intersetam um diso instável loal ou um diso estável loal em um subonjunto demedida positiva (teorema C), e também para onjuntos parialmente hiperbólios que
intersetam um diso instável loal ou um diso estável loal em um subonjunto de
medidapositiva (orolárioD).
Teorema C. Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e seja
K
⊂
M
um onjunto ompato positivamente invariante om uma deomposição ontínua do brado tangenterestrito a
K
,T M
K
=
E
cs
⊕
E
cu
, dominada em
Λ =
T
n
≥0
f
n
(K)
. Suponha que existe um diso instável loalγ
que satisfaz a ondiçãoNUE
para todox
em um subonjunto deγ
∩
K
de medida positivaom relaçãoa medida relativa de Lebesgue. EntãoΛ
ontém algum diso instável loal.Corolário D. Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e seja
K
⊂
M
um onjunto ompato positivamente invariante om uma deomposição ontínua do brado tangenterestrito a
K
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
, dominadaem
Λ =
T
n
≥0
f
n
(K)
.(i) Se
E
cu
éuniformemente expansor e existeumdisoinstável loal
γ
tal queLebγ(γ
∩
K)
>
0
, entãoΛ
ontém um diso instável loal;(ii) Se
E
cs
é uniformementeontrativoe existeumdiso estávelloal
γ
tal queLebγ(γ
∩
K)
>
0
, entãoΛ
ontém um diso estável loal.Veja queo orolárioanterioré um resultado direto doteoremaC, quando
E
cu
é
uni-formementeexpansor e,quando
E
cs
éuniformementeontrativo,basta apliaroteorema
para
f
−1
As demonstrações destes teoremas são obtidos omo orolário do teorema prinipal
4.1.
O próximo teorema é também uma onsequênia do teoremaprinipal. Provamos a
existênia de pontos periódios hiperbóliose mostramos que
ω
-limite de Leb q.t.p. está ontido no feho de alguma variedade instável desses pontos, no ontexto de onjuntosparialmente hiperbólios. Nesta linha, a bra
E
cs
é uniformemente ontrativa e na
direção entro-instável temos a ondição
NUE
em um onjunto de medida de Lebesgue positiva.Teorema E. Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e seja
K
⊂
M
um onjunto ompatopositivamente invariante, tal que Leb(K)
>
0
, om uma deomposiçãoontínua dobradotangenterestritoaK
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
, onde
Λ =
T
n
≥0
f
n
(K
)
éumonjunto parialmente hiperbólio. Suponha queE
cs
seja uniformemente ontrativo e a ondição
NUE
seja válida para Lebesgue quase todos os pontosx
∈
K
. Então existem pontosperiódios hiperbólios
p
1
, p
2
, . . . , pk
∈
Λ
, tais que:(a)
W
u
(p
i
)
⊂
Λ
, para ada1
≤
i
≤
k
;(b) para Lebesgue quase todos os pontos
x
∈
K
, existe1
≤
i
≤
k
omω(x)
⊂
W
u
(p
i
)
.Mais ainda,se
E
cu
tem dimensão um, então:
()
W
u
(pi)
atrai uma vizinhança aberta dele mesmo, para ada
1
≤
i
≤
k
.1.2 Conjunto Hiperbólio
Seja
Λ
um onjunto fehado e invariante porf
, dizemos queΛ
é um onjunto hiperbóliodef
se:(i) existe uma deomposição ontínuado bradotangente de
M
restritoaΛ
,T M
Λ
=
E
s
⊕
E
u
,
tal que as bras
E
s
e
E
u
são
Df
invariantes, istoé,Df(E
s
x
) =
E
f
s
(
x
)
eDf
(E
u
x
) =
E
u
(ii) existem onstantes
c
eλ
,omc >
0
e0
< λ <
1
, taisque:k
Df
n
|
E
s
k
< cλ
n
ek
Df
−
n
|
E
u
k
< cλ
n
,
para
n
≥
0
.As ondições da denição aima não dependem da métria da variedade
M
, desde de que as normask · k
1
ek · k
2
sejam equivalentes emT M
, ou seja, existam onstantes positivasc
1
ec
2
, taisque:c
1k · k2
≤ k · k1
≤
c
2k · k2
.
1.5 Proposição. Suponha que
Λ
⊂
M
seja um onjunto hiperbólio. Então existem uma métriaC
∞
da variedade
M
e uma onstanteλ
, om0
< λ <
1
, tal que temos ontração e expansão no primeiro iterado, isto é:k
Df
|
E
s
k
< λ
ek
Df
−1
|
E
u
k
< λ.
Demonstração. Veja em [12℄, proposição
4.2
.No próximo teorema, provamos que onjuntos hiperbólios transitivos om volume
positivo são toda variedade. Neste aso, dizemos que odifeomorsmo éAnosov.
Teorema F. Sejam
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e
Λ
⊂
M
um onjunto hiperb ó-lio transitivo.(a) Se
Λ
tem volume positivo, entãoΛ =
M
;(b) Se
Λ
atrai um onjunto de volume positivo, entãoΛ
atrai uma vizinhança dele mesmo.Comoúltimoresultado,provamosumaversãodoteoremadaDeomposiçãoEspetral
no ontexto de apliações
C
1+
α
. Mostramos a existênia de onjuntos hiperbólios
on-tidos em
Λ
, que ontém oω
-limite de Leb quase todos os pontos do onjunto de volume positivoΛ
.Teorema G (Deomposição Espetral). Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e
(a) existe
1
≤
j
≤
q
omω(x)
⊂
Ωj
, para Leb quase todo pontox
∈
Λ
;(b)
Ωj
atrai uma vizinhança dele mesmo emM
, para ada1
≤
j
≤
q
;()
f
|
Ωj
é transitivo, para ada1
≤
j
≤
q
;(d)
P er(f
)
é denso emΩj
, para ada1
≤
j
≤
q
.Além disso, para ada
1
≤
k
≤
q
, existe uma deomposição deΩk
em onjuntos hiperb ó-lios disjuntos:Ωk
= Ωk,
1
∪ · · · ∪
Ωk,nk
, tais que:(e)
f
(Ωk,i) = Ωk,i
+1
ef
(Ωk,nk
) = Ωk,
1
, para ada1
≤
i < nk
;(f)
f
nk
: Ωk,i
→
Ωk,i
Controle Hölder
Nesteapítulo,apresentamosalgunsresultadosrelaionadosomoontroleHölderna
direção tangente de subvariedades, usando prinipalmentea existênia dadeomposição
dominada. Mostraremos que os brados tangentes dos iterados das subvariedades
C
1+
α
são Hölder ontínuas (asdeniçõesserão dadas ao longo do apítulo), om onstante de
Hölder uniforme. A seguir, junto da ondição
NUE
aolongo da direção entroinstável, teremos a propriedade de distorção limitada para os iterados da apliaçãof
em disos, ujo espaço tangente de ada ponto está ontido no respetivo ampo de ones entroinstável.
Seja
M
uma variedade onexa ompata riemanniana. Consideref
:
M
→
M
um difeomorsmo de lasseC
1+
α
.
2.1 Definição. Uma apliação é
α
-Hölder, para0
< α <
1
, se existe uma onstanteC >
0
, tal que|
f
(x)
−
f
(y)
| ≤
C
|
x
−
y
|
α
, para todo
x
ey
deM
.Seja
K
um onjuntoompato positivamenteinvarianteomuma deomposição on-tínuadobradotangentedavariedadeM
restritoaK
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
,
Df
invariante emΛ =
\
n
≥0
f
n
(K).
Fixaremos extensões ontínuas das bras
E
cs
e
E
cu
numa vizinhança ompata
U
deΛ
, que também serão denotadas porE
cs
e
E
cu
Dado
0
< a <
1
,denao ampo de ones entro instável(C
cu
a
(x))x
∈
U
de larguraa
por:C
a
cu
(x) =
{
v
1
+
v
2
∈
E
x
cs
⊕
E
x
cu
talquek
v
1
k ≤
a
k
v
2
k}
,
e de modoanálogo,dena oampo de ones entro estável
(C
cs
a
(x))x
∈
U
de larguraa
por:C
a
cs
(x) =
{
v
1
+
v
2
∈
E
x
cs
⊕
E
x
cu
talquek
v
2k ≤
a
k
v
1k}
.
Fixaremos
a >
0
eavizinhançaU
suientementepequenademodoque,aumentando gradativamenteλ <
1
, a ondição de dominação ontinue válida para quaisquer par de vetores dos dois amposde ones:k
Df
(x)v
cs
k · k
Df
−1
(f
(x))v
cu
k
< λ
k
v
cs
k · k
v
cu
k
,
para todo
v
cs
∈
C
cs
a
(x)
,v
cu
∈
C
cu
a
(f
(x))
etodox
∈
U
∩
f
−1
(U
).
Veja que oampode ones entro instável épositivamenteinvariante:
Df
(x)
·
C
a
cu
(x)
⊂
C
λa
cu
(f
(x))
⊂
C
a
cu
(f(x)),
(2.1)para
x
ef
(x)
emU
. A primeira inlusão vem da propriedade de dominação e da inva-riânia da braE
cu
em
Λ
, que se estende para todox
∈
U
∩
f
−1
(U
)
por ontinuidade,
apenas aumentando gradativamente
λ <
1
,se neessário, para a segunda inlusão. Dizemos que uma subvariedade mergulhadaN
⊂
U
de lasseC
1
é tangente ao
ampo de ones entro instável, se o subespaço tangente a
N
em ada pontox
∈
N
está ontido noorrespondente oneC
cu
a
(x)
. SeN
é tangente ao ampo de ones entro instávelef(N
)
estáontidoemU
,então,pelapropriedadede dominação,f
(N)
étambém tangente aoampode onesentro instável.A idéia básia doapítulo segue daseguinte observação:
Observação. Sejam
E
1
eE
2
espaços eulidianos eL
um isomorsmo linear, ondeE
1
eE
2
são invariantes porL
. Assuma a seguinte ondição de dominação:k
L
|
E
2
k · k
L
−1
|
E
1
k
<
1.
Entãoexistem
C >
0
e0
< α
≤
1
, tal queseΓ
⊂
E
1
⊕
E
2
é umgráoda apliaçãoC
1+
α
φ
:
E
1
→
E
2
om onstante de Hölder igual aC
, então o mesmo é verdade paraL(Γ)
.Queremos mostrar que
ψ
∈
C
1+
α
. De fato,
(x, φ(x))
7−→
L
(L
1
(x)
| {z }
y
, L
2
◦
φ(x)) = (y, L
2
◦
φ(L
−1
1
(y))) = (y, L
2
◦
φ
◦
L
−1
1
(y)).
Tomando
ψ
=
L
2
◦
φ
◦
L
−1
1
, teremosDψ
=
L
2
◦
Dφ
◦
L
−1
1
. Assim:k
Dψ(y
1
)
−
Dψ(y
2
)
k
=
k
L
2
◦
Dφ
◦
L
−1
1
(y
1
)
−
L
2
◦
Dφ
◦
L
−1
1
(y
2
)
k
=
k
L
2
◦
[Dφ(L
−1
1
(y
1
))
−
Dφ(L
−1
1
(y
2
))]
◦
L
−1
1
k
=
k
L
2
k · k
Dφ(L
−1
1
(y
1
))
−
Dφ(L
−1
1
(y
2
))
k · k
L
−1
1
k
≤ k
L
2
k ·
C
·
[
k
L
−1
1
k · k
y
1
−
y
2
k
]
α
k
L
−1
1
k
≤ k
L
2k · k
L
−1
1
k
1+
α
C
k
y
1
−
y
2k
α
.
Basta tomar
0
< α <
1
de modoquek
L
2
k · k
L
−1
1
k
1+
α
≤
1
.Apliandoumargumentosimilarnanossasituaçãoparaespaçosnãoneessariamente
eulidianos, teremos a noção de variedade Hölder no brado tangente em oordenadas
loais.
Esolhemos
δ
0
>
0
suientemente pequeno, de modo que a inversa da apliação exponenial1
exp
x
sejadenidanaδ
0
-vizinhançadetodopontox
∈
U
. Deagoraemdiante, vamos identiar estavizinhançadex
om aorrespondentevizinhançaUx
de origememTxN
, pela arta loal denida pelaexpx
−1
. Reduzindo
δ
0
, se neessário, podemos supor queE
cs
x
está ontido noC
cs
a
(y)
de todoy
∈
Ux
. Em partiular, a interseção doC
cu
a
(y)
om
E
cs
x
sereduz aovetor nulo. Assim, oespaço tangenteaN
emy
éparaleloao gráo daapliaçãolinear,Ax
:
Tx
N
−→
E
cs
x
y
7−→
Ax(y).
Dadas onstantes
C >
0
e0
< ζ
≤
1
dizemos que o brado tangente deN
é (C, ζ
) -Hölder, se:k
Ax(y)
k ≤
C dx(y)
ζ
,
para todo
y
∈
N
∩
Ux
,x
∈
U
edx(y)
denota a distânia dex
ay
ao longo deN
∩
Ux
, denido omo o omprimento damenor urva que ligax
ay
emN
∩
Ux
.Note queesolhemos avizinhança
U
eo onede larguraa
suientementepequenos, demodoqueapropriedadededominaçãoontinueválidaparaosvetoresdosonesC
cs
a
(z)
1
e
C
cu
a
(z)
, paraqualquer pontoz
∈
U
. Assim, existemλ
1
∈
(λ,
1)
eζ
∈
(0,
1]
, taisque:k
Df
(z)v
cs
k · k
Df
−1
(f(z))v
cu
k
1+
ζ
≤
λ
1
<
1,
(2.2)paratodos osvetoresunitários
v
cs
∈
C
cs
a
(z)
ev
cu
∈
C
cu
a
(z)
, epara qualquerz
∈
U
∩
f
(U
)
. Então, reduzindoδ
0
>
0
eaumentando gradativamenteλ
1
<
1
, aondição (2.2) ontinua válida se substituirmosz
por qualquery
∈
Ux
omx
∈
U
.Fixemos
λ
1
<
1
e0
< ζ
≤
1
. Dadauma subvariedadeN
⊂
U
de lasseC
1
,denimos
K
(N) = inf
{
C >
0;
o bradotangentedeN
é(C, ζ)
−
Hölder}
.
De aordo om as ondiçõesapresentadas, temos as seguintes proposições:
2.2 Proposição. Existem
λ
0
<
1
eC
0
>
0
, tais queK
(f(N
))
≤
λ
0
K
(N
) +
C
0
, seN
⊂
U
∩
f
−1
(U
)
é uma subvariedade
C
1
tangente ao ampo de ones entro instável.
2.3Corolário. Dada umasubvariedade
N
⊂
U
delasseC
1
tangenteao ampo deones
entro instável, existe
C
1
>
0
tal que:(a) existe
n
0
≥
1
, tal queK
(f
n
(N
))
≤
C
1
, para todon
≥
n
0
, ef
k
(N
)
⊂
U
quando
0
≤
k
≤
n
;(b) se
K
(N
)
≤
C
1
, então o mesmo é válido para todos os iteradosf
n
(N
)
, tal que
f
k
(N
)
⊂
U
para todo
0
≤
k
≤
n
;() em partiular, se
N
en
são omo em(b)
aima, então as funçõesJ
k
:
f
k
(N
)
∋
x
7−→
log|
det(Df
|
T
x
f
k
(N
))
|
são (
L, ζ
) - Hölder ontínuas para0
≤
k
≤
n
e omL >
0
dependendo apenas deC
1
ef
.Tempo Hiperbólio e Distorção
Limitada
A noção de tempo hiperbólio nos permite obter, para quase todos os pontos,
mo-mentos onde a nossa apliação
f
se paree om uma apliaçãoque tem omportamento uniformeem algumasvizinhanças destespontos. Assim, nessas vizinhanças teremosboaspropriedadesde expansãoe distorção.
Seja
K
um onjunto ompato positivamente invariante tal que existe uma deom-posição ontínuado bradotangente restrito aK
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
,
Df
invarianteemΛ =
T
n
≥0
f
n
(K)
. Fixaremosextensões ontínuas das bras
E
cs
e
E
cu
numa vizinhança
ompata
U
deΛ
. SubstituindoK
poralgum iterado,se neessário, onsidereK
⊂
U
.3.1 Definição. Dado
0
< σ <
1
, dizemos quen
é umσ
-tempo hiperbólio parax
∈
K
, se:n
Y
j
=
n
−
k
+1
k
Df
−1
|
E
f
cu
j
(
x
)
k ≤
σ
k
,
para todo
1
≤
k
≤
n
.Vejaque se
n
éumσ
-tempohiperbólio parax
, entãoDf
−
k
|
E
cu
f
n
(
x
)
éuma ontração, para todo1
≤
k
≤
n
.Se tomarmos
a >
0
suientemente pequeno da denição de ampode ones e eso-lhermosδ
1
>
0
, também pequeno, de modoque aδ
1
-vizinhança deK
esteja ontida emk
Df
−1
(f
(y))
·
v
k ≤
σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
f
cu
(
x
)
k · k
v
k
,
(3.1)para
x
∈
K
,dist(x, y
)
≤
δ
1
ev
∈
C
cu
a
(f(y))
.Dado um diso
∆
⊂
M
, a distânia ao longo de∆
dex
ay
∈
∆
será denotada pordist
∆
(x, y)
. E a distânia dex
∈
∆
à fronteira de∆
serádist
∆
(x, ∂∆) =
infy
∈
∂
∆
dist
∆
(x, y)
.3.2 Lema. Seja
∆
⊂
U
um disoC
1
de raio
δ
, om0
< δ < δ
1
, tangente ao ampo de ones entro instável. Se existen
0
≥
1
tal quedist
∆
(x, ∂∆)
≥
δ/2
parax
∈
∆
∩
K
, en
≥
n
0
é umσ
-tempo hiperbólio parax
em∆
, então:(a) existe uma vizinhança
Vn
dex
em∆
tal quef
n
leva
Vn
difeomoramente em um diso de raioδ
1
e entrof
n
(x)
, tangente ao ampo de ones entro instável;
(b) para todo
1
≤
k
≤
n
ey
,z
∈
Vn
,distf
n−k
(
Vn
)
(f
n
−
k
(y), f
n
−
k
(x))
≤
σ
k/
2
·
distf
n
(
Vn
)
(f
n
(y), f
n
(x));
() para todo
1
≤
k
≤
n
ey
∈
V
n
,n
Y
j
=
n
−
k
+1
k
Df
−1
|
E
f
cu
j
(
y
)
k ≤
σ
k/
2
.
Demonstração. Mostraremos que
f
n
(∆)
ontém um diso de raio
δ
1
e entrof
n
(x)
,
para
n >
2
log(δ/(2δ
1
))
log(σ)
∆
δ
b
x
V
n
f
n
(
x
)
δ
1
f
n
(∆)
f
n
Figura 3.1:
Dena
∆
1
a omponente onexa def
(∆)
∩
U
que ontémf(x)
. Do mesmo modo, dena∆
2
⊂
f
2
(∆)
a omponenteonexa de
f(∆
1
)
∩
U
que ontémf
2
(x)
. Eassim, para
k
≥
1
, dena∆k
+1
⊂
f
k
+1
(∆)
a omponenteonexa de
f
(∆k)
∩
U
queontémf
k
+1
(x)
.
b
x
∆
f
f
(
x
)
b
∆1
f
f
2
(
x
)
b
∆2
b
b
b
b
f
n
(
x
)
b
∆
n
Figura 3.2:
Queremos mostrarque
∆
n
ontémalgumdiso deraioδ
1
eentrof
n
(x)
para
n
omo em (3.2). Como∆j
⊂
U
eC
cu
a
(x)
é invarianteporDf
(x)
, parax
∈
U
Tw∆j
⊂
C
λ
cu
j
a
(w),
Seja
η
0
uma urva de omprimento mínimo em∆n
que ligaf
n
(x)
a
f
n
(y)
, onde
f
n
(y)
∈
∆n
e
dist
∆
n
(f
n
(x), f
n
(y))
< δ
1
.
Sejaηk
=
f
−
k
(η
0
)
, para0
≤
k
≤
n
. Claro queηk
⊂
∆n
−
k
.b
b
f
n
(
x
)
δ
1
f
n
(
y
)
∆
n
η
0
Figura 3.3:
Provaremos por indução que
comp(ηk)
≤
σ
k/
2
·
δ
1
, para0
≤
k
≤
n.
Por suposição, valeparak
= 0.
Seja0
< k
≤
n
esuponha (hipótesedeindução) quecomp(ηj
)
≤
σ
j/
2
·
δ
1
,para
0
≤
j
≤
k
−
1.
Considereη
0
′
(w)
ovetor tangente aurva
η
0
no pontow
. Note que:ηk
⊂
∆n
−
k
Tw∆j
⊂
C
cu
λ
j
a
(w),
∀
w
∈
∆j
)
⇒
Df
−
j
(w)
·
η
0
′
(w)
∈
C
λ
cu
n−j
a
(f
−
j
(w))
⊂
C
a
cu
(f
−
j
(w)).
1 Armação.
k
Df
−
k
(w)
·
η
0
′
(w)
k ≤
σ
k/
2
k
η
0
′
(w)
k
.De fato, se
dist(f
n
(x), w)
≤
δ
1
eη
0
′
(w)
∈
C
cu
a
(w)
paraw
∈
ηk
, por (3.1)temosk
Df
−1
(w)
·
η
0
′
(w)
k ≤
σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
f
cu
n
(
x
)
kk
η
0
′
(w)
k
e também
k
Df
−1
(f
−
k
+
i
(w))
·
η
0
′
(w)
k ≤
σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
f
cu
−k
+
i
◦
f
n
(
x
)
kk
η
0
′
(w)
k
,
para
1
≤
i
≤
k
−
1
, porhipótese de indução. Então pelaregra da adeia,k
Df
−
k
(w)
η
0
′
(w)
k
=
k
Df
−1
(f
−
k
+1
(w))
k · k
Df
−1
(f
−
k
+2
(w))
k
. . .
k
Df
−1
(w)
k · k
η
0
′
(w)
k
≤
σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
cu
f
−k
+1
◦
f
n
(
x
)
k
. . . σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
f
cu
n
(
x
)
k · k
η
0
′
(w)
k
= (σ
−1
/
2
. . . σ
−1
/
2
|
{z
}
kvezes
)
· k
Df
−1
|
E
cu
f
n−k
+1
(
x
)
k
. . .
k
Df
−1
|
E
f
cu
n
(
x
)
k · k
η
0
′
(w)
k
=
σ
−
k/
2
n
Y
j
=
n
−
k
+1
k
Df
−1
|
E
f
cu
j
(
x
)
k
!
|
{z
}
def. tempohiperbólio
k
η
0
′
(w)
k
≤
σ
−
k/
2
·
σ
k
k
η
0
′
(w)
k
=
σ
k/
2
k
η
0
′
(w)
k
.
Logo
comp(ηk)
≤
σ
k/
2
·
comp(η
Notequeak-ésima pré-imagemdodisoentradoem
f
n
(x)
eraio
δ
1
está ontida emU
,para ada1
≤
k
≤
n
. Empartiular, parak
=
n
,f
−
n
(D(f
n
(x), δ
1
))
⊂
U
.Como devemos ter
comp(ηn)
≤
δ/2
, preisamos terσ
n/
2
·
δ
1
<
δ
2
. Masistoequivale aσ
n/
2
<
δ
2δ
1
log
(σ
n/
2
)
<
log
δ
2δ
1
n
2
·
log(σ)
<
logδ
2δ
1
n >
2
log(δ/(2δ
1
))
log(σ)
.
Ou seja, se
ηn
é a urva em∆
que ligax
ay
, omy
∈
∂∆
, entãocomp(ηn)
> δ/2
e portanton < n
0
=
2
log(δ/(2δ
1
))
log(σ)
. Provando assim a parte (a)dolema.
Seja agora
D
1
o diso entrado emf
n
(x)
e raio
δ
1
, ontido emf
n
(∆)
, e seja
V
n
=
f
−
n
(D
1
)
, para n omo em (3.2). Tomey, z
∈
V
n
eη
0
a urva que ligaf
n
(y)
a
f
n
(z)
.
z
y
f
n
(
x
)
f
n
(
z
)
f
n
(
y
)
η
0
δ
1
D
1
Vn
f
n
Figura 3.4:
Denindo
ηk
=
f
−
n
+
k
(η
0
)
, para1
≤
k
≤
n
, teremos omo antes que (por indução)comp(ηk)
≤
σ
k/
2
·
comp(η
0
)
,para1
≤
k
≤
n
. Daí,dist
f
n−k
(
Vn
)
(f
n
−
k
(y), f
n
−
k
(z))
≤
σ
k/
2
·
distf
n
(
Vn
)
(f
n
(y), f
n
(z)),
para
1
≤
k
≤
n
.Paramostraraúltimaparte,seja
y
∈
Vn
evejaquedist(f
j
(x), f
j
(y))
≤
δ
1
≤
j
≤
n
. Pela regra daadeia epor(3.1):n
Y
j
=
n
−
k
+1
k
Df
−1
|
E
cu
f
j
(
y
)
k
=
k
Df
−1
|
E
f
cu
n−k
+1
(
y
)
k · k
Df
−1
|
E
f
cu
n−k
+2
(
y
)
k
. . .
k
Df
−1
|
E
f
cu
n
(
y
)
k
≤
σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
cu
f
n−k
+1
(
x
)
k ·
σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
f
cu
n−k
+2k
. . . σ
−1
/
2
k
Df
−1
|
E
f
cu
n
(
x
)
k
= (σ
−1
/
2
. . . σ
−1
/
2
|
{z
}
kvezes
)
·
n
Y
j
=
n
−
k
+1
k
Df
−1
|
E
f
cu
j
(
x
)
k
|
{z
}
def. tempohiperbólio
≤
σ
−
k/
2
·
σ
k
=
σ
k/
2
Chamaremos osonjuntos
V
n
de pré-bolas hiperbólias e suas imagensf
n
(V
n
)
de bolas hiperbólias.Aqui usamos de maneira ruial que
f
∈
C
1+
α
. Este resultado não vale, em geral,
para difeomorsmos quesejam apenas de lasse
C
1
.
3.3 Corolário. Seja
∆
o diso omo no lema 3.2 omK
(∆)
≤
C
1
e onsidere uma pré-bola hiperbóliaV
n
⊂
∆
omn
≥
n
0
. EntãoexisteC
2
>
1
, tal que:1
C
2
≤
|
det
Df
n
|
T
y
∆
|
|
det
Df
n
|
Tz∆
|
≤
C
2
para todo
y, z
∈
Vn
.Demonstração. Denote
Ji(y) =
|
det
Df
|
Tf
i
(
y
)
f
i
(∆)
|
,para
y
∈
∆
e0
≤
i < n
. Notequelog
|
det
Df
n
|
Ty∆
|
|
det
Df
n
|
Tz∆
|
=
n
−1
X
i
=0
(
logJi(y)
−
logJi(z)).
O diso
∆
é tangente ao ampo de ones entro instável, logo, pela proposição 2.3, log|
det
Df
|
Tf
i
(
y
)
f
i
(∆)
|
=
log
Ji(y)
é(L, ζ
)
-Hölder ontínua, para alguma onstante uniformeL(C
1
, f
) =
L >
0
eζ
∈
(0,
1]
.Pelo lema 3.2, a soma das
dist
f
j
(∆)
(f
j
(y), f
j
(z))
ζ
, para
0
≤
j < n
, é limitada por(2δ
1
)
ζ
/(1
−
σ
ζ/
2
)
. De fato,n
X
j
=0
distf
j
(∆)
(f
j
(y), f
j
(z))
ζ
≤
n
X
j
=0
[σ
j/
2
·
dist(f
n
(y), f
n
(z))]
ζ
=
n
X
j
=0
(σ
ζ/
2
)
j
·
(2δ
1
)
ζ
Portanto, bastatomar
C
2
=
exp
L(2δ
1
)
ζ
1
−
σ
ζ/
2
.
Demonstração dos Teoremas
Neste apítulo, provamos o teorema 4.1, que arma que no ontexto de apliações
C
1+
α
, a existênia de um diso tangente aoampo de ones entro instável om medida
relativadeLebesguepositiva,adeomposiçãodominadaeaondição
NUE
sãosuientes para obtermos um diso instável loal. Eomo onsequênia deste teorema, provamos osteoremas A e C.
Considere
K
oonjunto ompato positivamente invarianteeΛ
⊂
K
⊂
U
, ondeU
é a vizinhançaompata deΛ
,omo no apítulo1.4.1 Demonstração do Teorema Prinipal
4.1 Teorema. Seja
f
:
M
→
M
um difeomorsmoC
1+
α
e seja
K
⊂
M
um onjunto ompato positivamente invariante om uma deomposição ontínua do brado tangenterestrito a
K
,T MK
=
E
cs
⊕
E
cu
, dominada em
Λ =
T
n
≥0
f
n
(K)
. Suponhaque existe um diso∆
tangenteao ampo de ones entro instável om Leb∆
(∆
∩
K)
>
0
que satisfaz a ondiçãoNUE
, para todox
∈
∆
∩
K
. EntãoΛ
ontém algum diso instável loal.4.2 Lema. Dados
A
≥
c
2
> c
1
>
0
, existeθ >
0
, tal que para quaisquer números reaisa
1
, a
2
, . . . , aN
omaj
≤
A
e1
N
P
N
j
=1
aj
≥
c
2
para1
≤
j
≤
N
, existel > θN
e uma seqüênia1
< n
1
< n
2
< . . . < nl
≤
N
quesatisfaz1
ni
−
n
ni
X
j
=
n
+1
para todo
0
≤
n < ni
e1
≤
i
≤
l.
Demonstração. DenaS(n) =
n
X
j
=1
(aj
−
c
1
) ; 1
≤
n
≤
N
0
;
n
= 0.
Podemos obter uma seqüênia máxima
1
< n
1
< n
2
< . . . < nl
≤
N
, tal queS(n)
≤
S(ni)
, para todo0
≤
n < ni
e1
≤
i
≤
l.
Como
S(N
)
> S(0) = 0
, aseqüênia máxima existe, istoé,l
6
= 0
. De fato,1
N
N
X
j
=0
aj
≥
c
2
> c
1
1
N
N
X
j
=0
aj
−
c
1
>
0
N
X
j
=0
a
j
−
N
·
c
1
>
0
N
X
j
=0
(aj
−
c
1
)
>
0
S(N
)
>
0
=
S(0).
Maisainda, pela denição
S(n)
< S(ni)
n
X
j
=1
(aj
−
c
1
)
<
ni
X
j
=1
(aj
−
c
1
),
omo