Considere
K =
[
n>N
f
n
(C) ∪ Λ
.Apli ando oteoremaE parao onjunto ompa todenido a ima, temosa existên ia
doponto
p
omW
u
loc
(p) ⊂ Λ
.Teorema F. Seja
f : M → M
um difeomorsmoC
1+α
e seja
Λ ⊂ M
um onjunto hiperbóli o transitivo.(a) Se
Λ
tem volume positivo, entãoΛ = M;
(b) Se
Λ
atrai um onjunto de volume positivo, entãoΛ
atrai uma vizinhança dele mesmo.Demonstração. Como assumimos ini ialmente que
Λ
é um onjunto fe hado, para mostrar queΛ
oin ide om a variedadeM
onexa, basta provar queΛ
é também um onjuntoaberto.Suponha que Leb
(Λ) > 0
. Segue do orolárioB, queΛ
ontém algum dis o instável lo al. Apli ando o lema 6.2,Λ
ontém todas as variedades instáveis de todos os seus pontos. Apli ando o mesmo lema af
−1
, teremos que
Λ
ontém também as variedades estáveis dos seus pontos.O onjunto
Λ
éhiperbóli o, invarianteetem estrutura de produto lo al. A ontinui- dadedas variedades estável einstávelpara pontos do onjunto,impli aqueexisteε
0
> 0
, talque,paratodo0 < ε ≤ ε
0
,existeδ = δ(ε) > 0
,ondeW
u
ε
(p) ∩ W
εs
(q)
éum úni oponto, para todop, q ∈ Λ
omdist(p, q) ≤ δ
.Considere o seguinte homeomorsmo 1
h : (W
u
ε
(p) ∩ Λ) × (W
εs
(p) ∩ Λ) −→ Λ
(x, y) 7−→ W
u
ε
(x) ∩ W
εs
(y)
Como(W
u
ε
(p) ∩ Λ) × (W
εs
(p) ∩ Λ)
é aberto, a provado pelo homeomorsmo queΛ
é aberto.Para provar a parte (b) do teorema, veja que se
Λ
atrai um onjunto de volume positivo, apli andoo lema 6.4,existe um pontoemΛ
talque sua variedade instável lo al está ontida emΛ
. Pelolema 6.2,W
s
ε
(x) ⊂ Λ
, para todox ∈ Λ
. Assim:[
x∈Λ
W
δs
(x)
é uma vizinhançade
Λ
ujos pontos são atraídosparaΛ
poriteradosda apli açãof
.6.2 Conjunto Hiperbóli o
Antes de ini iara demonstração do teoremaG,pre isamos de algumasdenições:
6.5 Definição. Uma apli ação
f : M → M
é topologi amente mixing (ou misturadora), se para todo par de abertos não vaziosU
eV
, existe um inteiron
0
> 0
(que depende deU
eV
) tal quef
n
(U) ∩ V 6= ∅
, para todo
n ≥ n
0
. 1Da denição a ima, se aapli ação
f
é topologi amentemixing, então os iterados do onjuntoU
(f
n
(U)
) interse tam
V
, para valores su ientemente grandesden
.6.6 Definição. Um pontode
M
é não errante, se para toda vizinhançaV
deste ponto existe algumn
0
> 0
tal quef
n0
(V ) ∩ V 6= ∅.
O onjunto dos pontosnão errantes será denotado por
Ω(f )
2.
6.7 Teorema. Seja
f : M → M
um difeomorsmoC
r
om
r ≥ 1
. Suponha queP er(f )
é hiperbóli o, ondeP er(f )
é o onjunto dos pontos periódi os. Então existe uma de om- posição deP er(f )
em onjuntosfe hados disjuntos:P er(f ) = Ω
1
∪ . . . ∪ Ω
s
, tal que:(a) ada
Ω
k
éf
-invariante; (b)f |
Ω
k
é topologi amente transitivo;Além disso, para ada
1 ≤ k ≤ s
, existe uma de omposição deΩ
k
em onjuntos fe hados disjuntos:Ω
k
= Ω
k,1
∪ · · · ∪ Ω
k,n
k
, tal que: ( )f (Ω
k,j
) = Ω
k,j+1
ef (Ω
k,n
k
) = Ω
k,1
, para ada1 ≤ j < n
k
; (d)f
nk
: Ω
k,j
→ Ω
k,j
é topologi amente mixing, para todo1 ≤ j ≤ n
k
.Demonstração. Veja em [12℄.
O onjunto
S
x∈M
ω(x) ∪
S
x∈M
α(x)
dauniãodosω
-limiteseα
-limitesserá denotado porL(f )
.6.8 Proposição.
L(f ) ⊂ Ω(f )
Demonstração. Seja
y ∈ L(f )
, entãoy ∈ ω(x)
, para algumx ∈ M
, ouy ∈ α(x)
, para algumx ∈ M
. Suponha, sem perda de generalidade, quey ∈ ω(x)
e queU
é uma vizinhançadey
. Logo existem inteirosm > n > 0
taisquef
m
(x)
e
f
n
(x)
estão em
U
.f
n
[f
m−n
(U) ∩ U] = f
m
(U) ∩ f
n
(U) 6= ∅.
2
Vejamos um exemplo deste onjunto: onsidere a rotação do ír ulo
S
1
por um número irra io-
nal. Nenhum ponto do ír ulo é um ponto periódi o, mas aórbita de qualquer ponto
x
se aproxima arbitrariamentedex
,logotodopontodeS
1
énãoerrantee
Ω = S
Assim,
f
m−n
(U) ∩ U 6= ∅
, pois
f
é um difeomorsmo. Pela denição de onjunto não errante,y ∈ Ω(f )
.6.9 Definição. Sejam
f : M → M
um difeomorsmo de lasseC
1
e
Λ
um onjunto hiperbóli o def
. Se existe umavizinhança abertaV
deΛ
tal queΛ =
T
n∈Z
f
n
(V )
, entãoΛ
é hamadolo almente maximalPassemos paraa demonstração do teoremaG.
Teorema G. Seja
f : M → M
um difeomorsmoC
1+α
e seja
Λ ⊂ M
um onjunto hiperbóli o om volume positivo. Entãoexistem onjuntoshiperbóli osΩ
1
, Ω
2
, . . . , Ω
q
⊂ Λ
tais que:(a) existe
1 ≤ j ≤ q
omω(x) ⊂ Ω
j
, para Leb quase todo pontox ∈ Λ
; (b)Ω
j
atrai uma vizinhança dele mesmo emM
, para ada1 ≤ j ≤ q
; ( )f |Ω
j
é transitivo, para ada1 ≤ j ≤ q
;(d)
P er(f )
é denso emΩ
j
, para ada1 ≤ j ≤ q
.Além disso, para ada
1 ≤ k ≤ q
, existe uma de omposição deΩ
k
em onjuntos hiperbóli os disjuntos:Ω
k
= Ω
k,1
∪ · · · ∪ Ω
k,n
k
, tais que:(e)
f (Ω
k,i
) = Ω
k,i+1
ef (Ω
k,n
k
) = Ω
k,1
para ada1 ≤ i < n
k
; (f)f
nk
: Ω
k,i
→ Ω
k,i
é topologi amente mixing para todo1 ≤ i ≤ n
k
.Demonstração. Como Leb
(Λ) > 0
, pela proposição 5.2, existe um pontop
periódi o hiperbóli o deΛ
, talqueW
u
(p) ⊂ Λ
. ConsidereΣ = W
u
(p)
. Armação.Σ
ontémW
u
(x)
,para todox ∈ Σ
.De fato, seja
x ∈ Σ
. ComoΣ
é fe hado, existe uma seqüên ia de pontos da variedade instávelW
u
(p)
que onverge para
x
, isto é,(x
n
)
n
−→ x
. Note que a variedade instável dos pontos da seqüên ia está emΣ
. Como essas variedades variam ontinuamente, asvariedades instáveis dos pontos da seqüên ia a umulam-se na variedade instavel de
x
. ComoΣ
é fe hado,W
u
(x) ⊂ Σ
. Dena o onjuntoV =
[
x∈Σ
W
δs
(x).
V
é uma vizinhança aberta deΣ
, talqueω(a) ⊂ Σ
, paraa ∈ V
. AssimΣ
é um onjunto hiperbóli o ompa to lo almentemaximal.PelaproposiçãoB.7,o onjuntodospontos periódi osédensono onjuntodos pontos
não errantes, ou seja,
P er(f ) = Ω(f |
Σ
)
. Apli ando o teorema6.7, provamos a existên ia dos onjuntoshiperbóli os disjuntos om as ondições ( ), (d), (e) e (f).Seja
a ∈ V
, omotodopontodeV
perten e avariedade estávelde algumpontodeΣ
, entãoω(a) ⊂ Σ
. Assimω(a) ∈ L(f |
Σ
)
, ondeL(f |
Σ
)
éo onjuntodosω
-limiteseα
-limites dospontosdeΣ
. Pelaproposição6.8,L(f |
Σ
) ⊂ Ω(f |
Σ
)
,logoω(a) ⊂ Ω
1
∪. . .∪Ω
s
, ∀a ∈ V
. Como os onjuntosΩ
1
, . . . , Ω
s
são invariantes,ω(a) ⊂ Ω
i
, para algum1 ≤ i ≤ s
e paraa ∈ V
, on luindo a parte(a) doteorema.Reordenando os onjuntos, sene essário, seja
Ω
1
, . . . , Ω
q
, omq ≤ s
. TomandoV
i
o onjuntode medidapositiva, talquea ∈ V
i
, eω(a) ⊂ Ω
i
, om1 ≤ i ≤ q
,teremos queΩ
i
atraium onjuntode medidapositiva. Comof |
Ω
i
étransitivo,apli andoasegunda partedoteorema F,
Ω
i
atrairáuma vizinhançadele mesmo, nalizando oteorema.Apêndi e
Seja
M
uma variedade onexa ompa ta riemanniana. Considere a apli açãof : M → M
um difeomorsmo.B.1 Denições e Teoremas
Paradenirmos pontos xoseperiódi os, onsidereositeradosde
f
apli açõesdadas indutivamenteporf
0
= id
,f
1
= f
,f
n+1
= f
n
◦ f
.B.1 Definição. Um ponto
p ∈ M
é um ponto xo def
, sef
m
(p) = p
, para todo
m ∈Z
.B.2 Definição. Um ponto
q ∈ M
é um ponto periódi o def
, de períodom
, sef
m
(q) = q
, para algum
m ∈Z
.Pontosxoseperiódi ospodemser lassi adosdea ordo omo omportamentodas
órbitas dos pontos dasua vizinhança.
A órbitadeum ponto
x
édadapelo onjuntoO(x) = {f
n
(x); n ∈N}
. Assimaórbita
de um pontoperiódi ode período
m
ontém exatamentem
pontos.B.3 Teorema (Teorema do Ponto Fixo de Brouwer). Toda apli ação ontínua,
B.4 Teorema (Teorema de As oli e Arzelá). Sejam um onjunto ompa to
K ⊂ M
ef
n
: K → M
uma seqüên ia equi ontínua de funções pontualmente limitadas. Então(f
n
)
admite uma subseqüên ia uniformemente onvergente (a uma função ontínuaf : K → M
).B.5 Teorema (
λ
- Lema). Sejaf
um difeormorsmoC
r
de uma vizinhança
V
deR
m
tendo
p
omo ponto xo hiperbóli o. Considere o isomorsmo hiperbóli oDf (p)
e a de omposição invarianteR
m
= E
s
⊕ E
u
. Sejam
B
s
⊂ E
s
uma bola ontida na variedade
estável lo al
W
s
loc
(p)
,B
u
⊂ E
u
uma bola ontida em
W
u
loc
(p)
eV = B
s
× B
u
. Considere um pontoq ∈ W
s
loc
(p) − {p}
e um dis oD
u
de dimensãou =
dimE
s
, transversal aW
s
loc
(p)
emq
. SejaD
u
n
a omponente onexa que ontémf
n
(q)
de
f
n
(D
u
) ∩ V
. Dado
ε > 0
, existen
0
∈N
, tal que sen > n
0
, entãoD
u
n
estáε C
1
-próximo deB
u
.p
Wu
V =Bs×Bu
Ws
fn(q)
Du
n
q
Du
FiguraB.1: Demonstração. Veja em [9℄.B.6Teorema. Se
M
éumespaçométri o onexo, entãoM
e∅
sãoosúni ossub onjuntos deM
ao mesmo tempo abertos e fe hados.B.7 Proposição. Sejam uma apli ação
f : U → M
, ondeU
é aberto emM
eΛ
um onjunto hiperbóli o lo almente maximal def
. Então os pontos periódi os são densos emB.8 Proposição. Um onjunto hiperbóli o ompa to lo almente maximal tem estrutura
de produto lo al.
As demonstraçõesdas proposiçõesB.7 e B.8 estão em[13℄.
B.2 Apli ação Exponen ial
B.9 Definição. Seja
M
uma variedade riemanniana. Uma urva parametrizadaγ : I → M
é uma geodési a emt
0
∈ I
, seD
dt
(
dγ
dt
) = 0
no pontot
0
; seγ
é geodési a emt
, para todot ∈ I
, dizemos queγ
é uma geodési a.B.10 Proposição. Seja
M
umavariedade riemanniana. Dadop ∈ M
, existemumavizi- nhança abertaV
dep
emM
, númerosδ > 0
eε > 0
e uma apli açãoC
∞
,
γ : (−δ, δ) × D → M
, ondeD = {(q, w) ∈ T M; q ∈ V
ew ∈ T
q
M
om|w| < ε}
, tais que a urvat → γ(t, q, w)
omt ∈ (−δ, δ)
, é a úni a geodési a deM
que noinstantet = 0
passa porq
om velo idadew
, para adaq ∈ V
e para adaw ∈ T
q
M
om|w| < ε
.Demonstração. Veja em [10℄.
B.11 Definição. Seja
M
uma variedade riemanniana. Sejamp ∈ M
eD ⊂ T M
um aberto dado pela proposição B.10. Então a apli açãoexp : D → M
dada porexp
q
(w) = exp(q, w) = γ(1, q, w) = γ
|w|, q,
w
|w|
,
para
(q, w) ∈ D
, é hamadade apli ação exponen ial emD
.Geometri amente,
exp
q
(w)
éopontodeM
obtidoper orrendoum omprimentoigual a|w|
,a partir deq
,sobre a geodési aque passa porq
om velo idade igualaw
|w|
.B.3 Medida e Integração
B.12 Definição. Sejam
S
um semi-anel de um espaço topológi oX
eµ : S → [0, +∞]
uma medida nitamente aditiva. A medidaµ
é regular, se∀ S ∈ S
vale:(a)
µ(S) = inf{µ(A); A
é um aberto queperten e aS
e ontémS};
(b)µ(S) = sup{µ(C); C
é um ompa to que perten e aS
e ontémS}.
B.13 Definição. Os pontosx
deR
n
tais que existeo seguinte limite:
lim
r→0
Leb(B
r
(x) ∩ A)
Leb(B
r
(x))
= 1
para um sub onjuntoA
deR
n
, dizem-se pontos de densidade (de Lebesgue) de
A
.Um ponto
x
não pre isa perten er ao onjuntoA
para ser um ponto de densidade. Veja que, sex
é um ponto de densidade deA
, então existe uma bola entrada emx
de raiosu ientemente pequeno, talque quase todos os pontossão pontosdeA
.B.14 Teorema (Teorema de Fubini). Seja
f ∈ L
1
(µ × ν)
, onde
µ
eν
são medidasσ
-nitas. Então (a)f (x, ·) ∈ L
1
(ν)
, paraµ
-q.t.p.x ∈ X
;f (·, y) ∈ L
1
(µ)
, paraν
-q.t.p.y ∈ Y
.(b) Sejam
φ : X →
R
eψ : Y →
R
denidas respe tivamente emµ
-q.t.p.x ∈ X
eν
-q.t.p.y ∈ Y
porφ(x) =
R
Y
f (x, ·)dν
eψ(y) =
R
X
f (·, y)dν
. Entãoφ ∈ L
1
(µ)
eψ ∈ L
1
(ν)
. ( )R
X×Y
f d(µ × ν) =
R
X
φdµ =
R
Y
ψdν
. Demonstração. Veja em [11℄.[1℄ Alves, J.F., Pinheiro, V. Topologi al Stru ture of (Partially) Hyperboli Sets with
Positive Volume, Transa tion of the Ameri an Mathemati alSo iety (2007).
[2℄ Alves, J. F., Bonatti, C., Viana, M. SRB measures for partially hyperboli systems
whose entraldire tion is mostly expanding, Invent. Math (2000), 351-398.
[3℄ Abdenur, F., Bonatti, C., Díaz, L.J. Non-wandering sets with non-empty interior,
Nonlinearity (2000).
[4℄ Bo hi, J., Viana, M. Lyapunov exponents: How frequently are dynami al systems
hyperboli ?, Advan es inDynami al Systems, CambridgeUniversity Press (2004).
[5℄ Bowen, R. A horseshoe with positive measure, Invent. Math (1975), 203-204.
[6℄ Fisher,T.Hyperboli setswithnonemptyinterior,Dis .Cont.Dynam.Syst. (2004).
[7℄ Alves, J.F., Araújo, V., Saussol, B. On the uniform hyperboli ity of some nonu-
niformly hyperboli systems, Pro eedings of the Ameri an Mathemati al So iety, v.
131, n. 4,p. 1303-1309(2003).
[8℄ Robinson, C. Dynami alSystems: Stability, Symboli Dynami s and Caos (1999),
CRC Press LLC, Florida.
[9℄ Palis, J.e Melo, W. Introdução aos sistemas dinâmi os (1977), IMPA, CNPq.
[10℄ doCarmo,M.GeometriaRiemanniana(2005),IMPA(ProjetoEu lides),
3
a.
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Rio de Janeiro.
[11℄ de Castro Jr.,A. A. Curso de Teoria da Medida (2004), IMPA (Projeto Eu lides),
Rio de Janeiro.
[12℄ Shub, M.GlobalStability of Dynami alSystems (1987),Springer-Verlag,New York,
[13℄ Katok, A.,Hasselblat,B.Introdu tiontothe Modern Theory of Dynami alSystems
Instituto de Matemáti a/Depto. de Matemáti a
Campus de Ondina,Av. Adhemar de Barross/n, CEP:40170-110