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13 O Olhar METEOSAT sobre a Atmosfera

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Academic year: 2019

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Ano I I I – Núm ero 11 – Set em bro–Novem bro 2007

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Radar

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Fique Antenado

Met eorologia em Foco

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Confira o que foi dest aque

Pont o de Vist a

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O Olhar METEOSAT sobre a At m osfera

Capa

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A Evolução das Font es Energét icas: Das Convencionais ao Advent o das Energias Renováveis

N ossas Escolas

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Sala de Leit ura

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Lançam entos

Diret oria Ex ecut iva: une m et @unem et .org.br

Presidente

Ednaldo Oliveira dos Santos ( COPPE/ UFRJ)

Secret ário Geral

Daniel Carlos Menezes (COPPE/ UFRJ)

Diretor Adm inistrativo e Financeiro

Carlos Henrique D’Alm eida Rocha ( COPPE/ UFRJ)

Diret or de Pesquisa e Desenvolvim ent o José Francisco de Oliveira Júnior ( COPPE/ UFRJ)

Diret or de Com unicação e Marketing Alailson Venceslau Santiago (MDA)

Diretora de Educação e Treinam ento Maria Céli Santos de Lim a (UNDI ME- AL)

Diretor de Cooperação Nacional e I nternacional José de Lim a Filho ( SECTI -AL)

Conselho Diret or:

conselho.diret or@unem et .org.br

Ednaldo Oliveira dos Santos ( COPPE/ UFRJ) Alailson Venceslau Santiago (MDA) José de Lim a Filho ( SECTI -AL) Rodrigo Santos Costa ( I NPE)

Maria Céli Santos de Lim a (UNDI ME- AL)

Conselho Fiscal: conselho.fiscal@unem et .org.br

José Luiz Cabral da Silva Junior (UNI TI NS) Gustavo Bastos Lyra ( I CAT/ UFAL) Sylvia Elaine Marques de Farias ( I NPE)

Conselho Edit oria l:

conselho.editorial@unem et .org.br

Alailson Venceslau Santiago (MDA) Ednaldo Oliveira dos Santos ( COPPE/ UFRJ) Rodrigo Santos Costa ( I NPE)

Daniel Carlos de Menezes (COPPE/ UFRJ)

Revist a Cirrus é um a publicação da União Nacional dos Estudiosos em Met eorologia - UNEMET, distribuída gratuitam ente aos usuários cadastrados no sit e.

I m agem de Capa:

Elaborada e edit ada por Carlos Henrique Rocha.

Reda ção

Cart as para o edit or, sugestões de tem as, opiniões ou dúvidas sobre o conteúdo editorial de CI RRUS.

cirrus@unem et .org.br

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Conselho.edit oria l@unem et .org.br

A revist a não se responsabiliza por opiniões em it idas pelos entrevistados e por artigos assinados.

Reprodução perm it ida desde que cit ada a font e.

UN EMET – Brasil

Rua Dona Alzira Aguiar, 280 - Paj uçara 57030- 270 – Maceió – Alagoas - Brasil Fone: ( 82) 3377- 0268

secret aria@unem et .org.br w w w .unem et .org.br

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orreio

PARABÉN S PELO ARTI GO SOBRE A

CALMET

Prezados Editores, prim eiram ente m inhas des-culpas por não t er ( efet ivam ente) respondido ao pedido de vocês sobre inform ações da CALMET 1997 realizada na Aust rália. Segundo, PARABÉNS pelo art igo excelente na revist a CI RRUS. As inform ações contidas na m atéria de capa foram bem cobert as e estão sim ilares àquelas que os enviei post eriorm ent e. Mais um a vez desculpas por não t er conseguido enviar as inform ações pedidas a tem po e parabéns pelo excelente trabalho.

Dr. Jeff W ilson

Serviço Australiano de Meteorologia ( BOM) e Presidente do CO- COM/ SCHOTI / OMM, Melbourne, Aust rália.

ARTI GO EXCELEN TE

Estim ados editores da Cirrus, realm ente o artigo sobre a CALMET está m uito bom . Muito obrigado por terem realizado esse grande es-forço e belo trabalho.

Dr. Vesa N iet osvaara

Serviço Finlandês de Met eorologia e Co- Presidente da CALMET, Helsinque, Finlândia.

CI RRUS EM I N GLÊS

Prezados Am igos da Cirrus. Todos nós adora-m os o núadora-m ero da revista contendo uadora-m a longa m atéria sobre CALMET. Foi um ótim o trabalho que vocês fizeram ! Eu sinto bast ant e por não term os podido aj udar m ais, m as vocês realm ent e t iveram grande ast úcia e desenvol-tura. Eu gostaria de perguntar a vocês se nós poderíam os ter a Cirrus traduzida em inglês ( pelo m enos a part e da m atéria da CALMET) , onde poderiam hospedá- la em seu Website. Desse m odo nós poderíam os fazer um LI NK para ela do Website da CALMET. I sto seria Pos-sível? Cordiais Saudações.

Dr. Pat rick Parrish

COMET/ UCAR/ EUA e Co- Presidente da CALMET, Boulder, Colorado, EUA.

Prezado Dr. Patrick Parrish, inicialm ent e gos-taríam os de agradecer as am áveis palavras e fi-cam os felizes em saber que adoraste nossa últ im a Cirrus sobre a CALMET. A equipe da UNEMET acredita que pela dissem inação da inform ação nós podem os levar a inform ação da CALMET e sua im portância para Meteorologia à sociedade brasileira e tam bém para t odas as pessoas de idiom as português e espanhol. Assim , foi com esta idéia que resolvem os publicar est e núm ero da Cirrus. Além disso, com o a UNEMET é int egrant e do Grupo de Trabalho CAL ( CALWG) t em o propósito de inform ar a todas as pessoas, sobret udo da Am érica Lat ina, relat ivo à CALMET. Sobre a t radução em inglês da Cirrus ( principalm ent e artigo sobre CALMET) nossa equipe analisará seu pedido. Porém , é plausível e t erem os o m aior prazer em t raduzir est e núm ero para o inglês. No m om ento nossa quest ão seria quando poderíam os concluir est a t arefa. Eu acredito que isto possa ocorrer at é 30 de dezem bro de 2007 ou j aneiro de 2008. Se nós tiverm os m ais apoio sobre essa questão poderem os concluir esse m at erial antes dessa data e tam bém poderem os traduzir todo est e núm ero da revist a. Desta form a, gostaríam os de incitar o CALWG e saber se algum m em bro poderia nos aj udar nessa t arefa.

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CARREI RA DE METEOROLOGI STA

Olá am igos da Cirrus. Meu nom e é Edson Ferreira, sou aluno de ensino Médio e tenho 16 anos. Gostaria de parabenizá- los pela edição de "Março - Maio 2007" da Cirrus, ela está ótim a. Gost aria que vocês m e ajudassem falando um pouco sobre a carreira de m eteorologista, pois quando term inar m eus estudos quero ser um . Ent ão, queria que vocês m e falassem quais as m at érias necessárias em que tenho que m e desem penhar m ais. O que eu quero m esm o é ser m eteorologista especializado em tornados, furacões, enfim est udar m ais os vent os. Assim , se puderem m e aj udar com algum as dicas ficarei m uito agradecido.

Edson Ferreira Barbosa

Laj edo, Pernam buco, Brasil.

Prezado Edson, ficam os m uito felizes em ter recebido sua m ensagem . Além disso, contentes por quereres ser um m eteorologista. Sobre suas indagações respondem os a seguir: a) Met eorologia é a ciência que estuda os fenôm enos atm osféricos, procurando entender e descrever a com posição e a tendência dos diversos elem entos que com põem a atm osfera, bem com o seus m ovim entos, processos e influências. A Meteorologia com preende, ainda, a aplicação do conhecim ento at m osférico - por análise, previsão e controle - à solução de problem as prát icos ligados às ativida-des hum anas, com o por exem plo, m eio am bient e e m udanças clim át icas. Pela diversidade de conhe-cim entos básicos necessários aos estudos m eteo-rológicos e por suas inúm eras aplicações usa a todo instant e conhecim entos de Matem ática, Fí-sica, Quím ica, AstrofíFí-sica, Oceanografia e Geogra-fia, entre outros, para a descrição da at m osfera, seus com ponentes e seus processos. Além disso, usa a linguagem m at em át ica e ferram ent as de t rabalho com o est at ística e com putação. Na aplicação dos conhecim ent os m eteorológicos às atividades hum anas, a Meteorologia interage principalm ente com Engenharia, Agronom ia, Eco-nom ia, Quím ica, Biologia e outras que trabalham com m eio am biente, sendo tam bém essencial às atividades aeronáut icas e m arít im as. Em resum o, as m atérias necessárias em que t erá que se de-sem penhar m ais são Matem ática, Física, Com pu-tação e as de Met eorologia. Além disso, t er com o m eta escrita e fluência principalm ente na língua inglesa. b) Cam po de at uação profissional: # Aná-lise e I nterpretação de Observações, Codificação; Dissem inação e Divulgação Técnica da I nform ação Met eorológica nos Meios de Com unicação Social; Técnica e Científica obt ida através de Estações

Met eorológicas Convencionais e Autom át icas. # Métodos de Observação e de Análise da Física, da Quím ica, da Dinâm ica e da Elet ricidade da Atm osfera. # Modelagem At m osférica e Clim atologia. # Previsões Meteorológicas nas di-versas Escalas de Tem po. # Sistem as e Métodos de Prognóstico, Diagnóstico, Monit oram ento, Mit i-gação e Avaliação de I m pactos Am bient ais. # Hidrom et eorologia. # Agrom eteorologia. # Biom eteorologia. # Met eorologia Aeronáut ica. # Marinha. # Met eorologia Am biental. c) Os m eteorologistas trabalham em inst it uições públicas federais, estaduais e m unicipais, com o Universidades, sist em as e núcleos de Met eorologia, FURNAS, ONS, CEMI G, PETROBRÁS, entre outras, além de em presas da iniciativa privada, com o Clim atem po, Som ar, etc. Ou sej a, o m eteorologista tem diversas funções, precisando t er um a sólida form ação cient ífica e profissional para que sej a capaz de absorver e desenvolver novas t ecnologias possibilitando gerar, analisar e int erpretar produtos m eteorológicos para aplicação nos diversos ram os da Ciência, face às dem andas sociais, com visão crít ica, criat iva, ét ica e hum aníst ica. Se você quiser m ais inform ações a UNEMET publicou um a edição ( sétim a) da Revista Cirrus sobre a Met eorologia.

MI SSÃO COM ÓTI MO ÊXI TO

Prezados Am igos da Cirrus, m uito obrigado pelo envio do núm ero 10 da CI RRUS onde foi m ostrada na Sessão Ponto de Vista a reunião realizada em nossa sede de Barcelona no dia 13 de j ulho. Eu tam bém com em orei que a m is-são da UNEMET por Port ugal, China, Alem anha e Espanha tenha sido de grande êxito. Desej a-m os que seus proj et os interessant es cheguea-m a um port o bom e que possam os m aterializar nossas relações em um a colaboração frutífera para am bas as part es. Estam os à disposição para concret izar os próxim os passos para t al fim . Cum prim ent os e boas recordações de Barcelona.

Dr. Agust í Ten

Diret or de Relações I nst it ucionais do I L3/ UB, Barcelona, Espanha.

N OTA

Todas as m ensagens enviadas foram pronta-m ente respondidas. I nforpronta-m apronta-m os que algupronta-m as m ensagens foram suprim idas devido ao grande volum e de inform ações dessa edição. Agrade-cem os a todos que colaboram com sugestões e crít icas para a m elhoria da CI RRUS.

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hegam os ao final de 2007 com m uitos m otivos para com em orar, sentido a necessidade de darm os continuidade ao nosso obj etivo com um : a dissem inação e a luta em prol da Meteorologia do Brasil. Não querem os ser os m elhores m as sim fazerm os o m elhor para que a nossa profissão sej a cada vez com preendida e m elhorada.

A UNEMET com pletou seus cinco anos de vida atuando am plam ente na divulgação, no es-clarecim ento e na luta em defesa da Meteorologia em nosso país e em todos àqueles de línguas portuguesa e espanhola. A cada dia que passa, tem os a sensação de dever cum prido frente aos nossos planos e ideais.

Nesta últim a edição de 2007, escolhem os o tem a Fontes de Geração de Energia, haj a vista que na sociedade at ual é im prescindível o uso destas para o seu desenvolvim ento. Estas são apresent adas de form a sim ples e evolutiva. Entretanto, é im portante no m om ento atual que se discute aquecim ento global, entenderm os que cada vez m ais devem os incentivar o uso das ener-gias renováveis que poluem com parativam ente m uito m enos do que àquelas de fontes fósseis. O Brasil está em um a situação privilegiada em term os m undiais, pois ele é um dos poucos países do m undo que m ais de 80% da geração de energia é obtida através de energia renovável, principalm ente através da hidroeletricidade. A Meteorologia estaria bem contem plada neste novo contexto, pois os principais elem entos im pulsionadores das fontes renováveis são sol, água e vent o.

Com a necessidade cada vez m ais crescente do uso das fontes de energia renováveis, observam os que elas serão fontes propulsoras à am pliação do m ercado existente e de novas oportunidades de trabalho para os m eteorologistas. Aproveitando o tem a principal desta edição, brindam os nossos leitores com outras sessões interligadas que apresent am inform ações bastante úteis que com certeza irão agradá- los.

2008 está próxim o de desabrochar, por isso gostaríam os de agradecer a todas as pessoas que colaboraram , apoiaram e confiaram em nós. A cada ano nos em panham os para m elhorar ainda m ais nossos serviços e publicações que dissem inam a ciência m eteorológica em toda a sua essência. Assim , vam os renovar nossas energias para que no ano vindouro lutem os cada vez m ais pela nossa profissão de m aneira am pla.

Desej am os um excelente ano de 2008 com m uita saúde, paz, alegria e com o escreveu

Orison Swet t Marden "não esperem por oportunidades extraordinárias. Agarrem ocasiões com uns e as façam grandes. Hom ens fracos esperam por oport unidades; hom ens fort es as criam ".

Ednaldo Oliveira dos Santos Presidente da UNEMET

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DI A M UN DI AL DA M ETEOROLOGI A 2 0 0 8

“Observando o N osso Planet a para um Fut uro Melhor”

Todos os anos, em 23 de m arço, a Organização Mundial de Meteorologia ( OMM), seus 187 m em bros e a com unidade m eteoroló-gica m undial com em oram o Dia Mundial da Meteorologia ( DMM) . Este dia com em ora a con-venção que criou a organização em 1950. Sub-seqüentem ente, em 1951, a OMM foi designada um a agência especializada do Sistem a das Nações Unidas.

Para 2008 o Conselho Executivo da OMM selecionou o tem a: “Observando o nosso planet a para um fut uro m elhor”.

Fonte: OMM.

CON TRA A EN ERGI A LI MPA

Em Algum a s Regiões da Europa, Vent os sopram Cont ra Usinas Eólicas

Consideradas um a das fontes de ener-gia m ais lim pas do m undo, as usinas eólicas com eçam a sofrer forte oposição em algum as regiões da Europa.

As ONGs I ndust rial Wind Act ion Gr oup

e Save Our Unspoilt Landscape fazem lobby

contra a instalação de fazendas de turbinas em países com o I nglaterra e Grécia. De acordo com os m ilit ant es, as t urbinas de vent o poluem a paisagem e fazem m uito barulho quando es-tão em operação - o que atrapalharia o tu-rism o. A cam panha j á deu result ado.

No com eço do ano, a prefeit ura da ilha de Serifos, paraíso na Grécia cuj a econom ia depende dos visitantes, im pediu a instalação de 87 t urbinas de vent o em suas encostas. "Se elas tivessem saído do papel, ninguém viria nos visitar", disse a prefeita, Angeliki Synodinou. "Nossa ilha seria destruída."

Fonte: CNPq.

SI STEMA SOLAR

Honda expande a causa am bient al para além dos seus carros verdes

Fábrica de painéis solares da Honda no Japão

Não resta dúvida de que a Honda é a fábrica que m ais tem se em penhado em vincu-lar sua im agem à preservação do am biente. Além de ter em seu por t folio alguns dos carros

m ais eficientes do ponto de vista energético, a em presa tem expandido sua pregação am bi-ental para além das linhas de m ontagem - com o a pintura ecológica de sua equipe da Fórm ula 1 ou a fabricação dos m otores a etanol usados pela I ndy Car nesta tem porada. Agora a

m ontadora acaba de inaugurar a subsidiária Honda Soltec, em Kum am oto ( Japão) , que fa-bricará painéis de energia solar para indústrias e residências. De acordo com a m ontadora, a nova em preitada faz parte da estratégia de reduzir as em issões de CO2 não apenas de seus

carros, m as t am bém de desenvolver out ras tecnologias que gerem energia de m odo sus-t ensus-t ável. Se em um fusus-t uro próxim o sus-t iverm os carros m ovidos à energia solar, a Honda certa-m ente poderá sair na frente.

Fonte: Revista Quatro Rodas.

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et eorologia em foco

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VI I OMAR- SAT

O Sim pósio Sobre Ondas, Marés, Engenharia Oceânica e Oceanografia por Satélit e ( OMAR- SAT) é um evento prom ovido pelo I nstituto de Estudos do Mar Alm irante Paulo Moreira ( I EAPM) sediado em Arraial do Cabo, RJ, com o apoio da Petrobrás, Fundação de Estudos do Mar ( FEMAR) , Estado Maior da Arm ada ( EMA) , Secret aria da Com issão I nterm inisterial para os Recursos do Mar ( SECI RM), Em presa Gerencial de Proj etos Navais ( EMGEPRON) e Ministério da Defesa. Em 2007 foi realizada a sétim a edi-ção no período de 01 a 05 de outubro no Hotel “ A Ressurgência” em Arraial do Cabo. O principal obj e-t ivo dese-te evene-t o é prom over a divulgação do ese-t ado da are-t e nas áreas de oceanografia, engenharia oceânica e oceanografia por sat élit e no Brasil, divulgar t rabalhos e verificar possibilidades de aplicações em proveito da Marinha do Brasil. Além de envolver seus part icipantes em um am biente agradável e oferecer infra- estrut ura e confort o excepcionais.

Trata- se do m ais im portante evento desta categoria no Brasil, onde teve um total de 144 part icipantes, sendo que 87 eram de alunos ( graduação/ pós- graduação) e 57 de profissionais ( graduados, Mest re e dout ores) de diversas áreas e instit uições do Brasil e Argent ina. Foram apresentados 24 trabalhos em form ato oral ( 11 de alunos e 13 de pesquisadores e profissionais) e 36 de pôst eres. Além disso, ocorreram 6 palestras com especialist as convidados. O núm ero de inscrições foi m uito superior à citada, porém , o núm ero de part icipantes foi lim it ado em função do espaço físico do local do evento.

O event o foi paut ado em t orno de apresent ações de pôst eres, apresent ações orais, palestras e m esas que result aram em valorosas discussões. Os trabalhos apresentados por estudantes, que t ot alizaram 11, receberam incent ivo ext ra, t odos concorreram ao Prêm io Alm irante Franco em hom enagem a este hom em de reconhecim ento pelas suas enorm es contribuições para ciências do m ar em especial no cam po da m aregrafia, que part icipou at ivam ente durant e t odo event o com o palest rante, avaliador e ent usiast a da juventude que contribuíram sobrem aneira com suas pesquisas.

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VI I EPGMET – Encont ro dos Alunos da Pós- Graduação em

Met eorologia do I N PE

Anualm ente, os alunos da pós- graduação organizam o EPGMET, um encontro onde eles discu-t em e apresendiscu-t am seus discu-t rabalhos e áreas de adiscu-t uação e assim prom ovendo a indiscu-tegração do corpo dis-cente da inst ituição.

Nesta sétim a edição do evento, que ocorreu na cidade de São José dos Cam pos entre os dias 03 e 05 de outubro, além dos trabalhos apresentados pelos alunos de m estrado e doutorado, a pro-gram ação científica tam bém contou com palestras sobre tem as diversos – com o j atos de baixos níveis, interação oceano- atm osfera e até m esm o sobre m otivação e organização.

Est iveram presentes t am bém , m inistrando m ini- cursos, o Dr. Tércio Am brizzi ( I AG/ USP) e o Dr. Dirceu Herdies ( CPTEC/ I NPE) , sobre Mudanças Clim áticas e Assim ilação de Dados, respectivam ente.

A cerim ônia de abertura cont ou com a presença do Dr. Ênio Pereira, Chefe da Divisão de Meio Am biente do CPTEC/ I NPE ( representando a coordenação do CPTEC) e a Coordenadora da Pós-Graduação em Meteorologia do I NPE, Dra. Marley Moscat t i.

Cerim ônia de abertura do VI I

EPGMET.

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I I W orkshop de M odelagem Clim át ica e Am bient al da Am azônia

Analisar a m odelagem clim ática int egrada ( at m osfera, oceano, cont inent e e vegetação) de pre-visão num érica de tem po e clim a, e discutir as prioridades de desenvolvim ent os científicos nest a área são os obj etivos do I I Workshop de Modelagem Clim ática e Am biental da Am azônia, organizado pelo Núcleo de Modelagem Clim ática e Am biental ( NMCA) do I nstituto Nacional de Pesquisas da Am azônia ( I NPA) .

O evento foi realizado nos dias 9 e 10 de outubro, no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus ( SUFRAMA) e contou com o apoio do Program a de Grande Escala da Biosfera-At m osfera na Am azônia (Large Scale Biosphere- At m osphere Experim ent in Am azonia, LBA) , Proj et o de

Pesquisas de Desenvolvim ento de Métodos, Modelos e Geoinform ação para Gestão Am biental (GEOMA) , Conselho Nacional de Desenvolvim ento Científico e Tecnológico ( CNPq) e I nstituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O workshop foi direcionado a grupos de pesquisas de m odelagem clim ática, estudantes de gra-duação em Meteorologia Tropical da Universidade do Estado do Am azonas ( UEA) , e de m estrado e doutorado do Am azonas que desenvolvem trabalhos nas áreas de clim a e m udanças clim áticas.

Part iciparam do event o com o palest rantes pesquisadores de várias instituições ligadas aos es-tudos das questões am bientais e clim áticas da Am azônia, t ais com o I nst itut o Nacional de Pesquisas da Am azônia ( I NPA) , I nst ituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( I NPE) , Universidade do Estado do Am azonas ( UEA) , Universidade Federal do Pará ( UFPA) , Universidade de São Paulo ( USP) , Laboratório Nacional de Com putação Científica ( LNCC) , Universidade Federal de Viçosa ( UFV) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos ( FUNCEME) .

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I I Congresso Brasileiro de Jornalism o Am bient al

Entre os dias 10 e 12 de outubro deste ano j ornalistas brasileiros e convidados internacionais estiveram reunidos, na cidade de Porto Alegre, para part iciparem do I I Congresso Brasileiro de Jornalism o Am bient al. As at ividades do event o foram realizadas no com plexo do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ( UFRGS) . Ele foi organizado pelo Núcleo de Ecoj ornalistas do Estado do Rio Grande do Sul ( NEJRS) e dirigido aos profissionais da im prensa, professores, pesquisadores e est udant es universit ários. Este event o cont ou com apoio da UFRGS, FENAJ, Sindicat o dos Jornalistas do RS, Associação Riograndense I m prensa, Rede Brasileira de Jornalism o Am bient al.

O Segundo Congresso Brasileiro de Jornalism o Am biental teve com o obj etivos debater as quest ões clim át icas e aj udar a conscient izar os profissionais da área de com unicação pela defesa do m eio am biente. Um público de aproxim adam ente 500 pessoas, entre eles j ornalistas, universitários, am bient alist as e curiosos, ouviu at ent am ente os convidados da abert ura do event o, cuj o t em a dest a edição foi "Aquecim ent o Global: Um Desafio para a M ídia". Prestigiaram a solenidade de abertura o prefeito de Port o Alegre, José Fogaça, o Secret ário de Meio Am biente Estadual, Otavianno Brenner de Morais, a prom ot ora de Justiça Ana Maria Moreira Marchesan - representando o Minist ério Público do Estado, o deputado Alberto Oliveira, representando a Presidência da Assem bléia Legislativa do Rio Grande do Sul, entre outrasautoridades.

A program ação do evento versou sobre as seguintes tem áticas: Mudanças Clim áticas, Energias Renováveis, O Meio Am biente e a Mídia, A Atuação e a Sustentabilidade dos Veículos Am bient ais e Gestão das Águas Frente ao Aquecim ento Global.

A conferência sobre "Cidades Sustent áveis" t eve com o um dos conferencistas o j ornalista André Trigueiro, apresentador do Globo News, professor da PUC/ RJ e escrit or. “ Cidade não é um a ciência exata, m as um aglom erado urbano, com dinâm ica própria. E quando falam os em sustentabilidade, fa-lam os em planej am ento a longo prazo, o que não é o fort e dos polít icos, principalm ente no Brasil” , disse Trigueiro. Ele afirm ou ainda que os prefeitos, em sua grande m aioria, são totalm ente analfabetos em quest ões am bient ais.

Mozart Schm it t de Queiroz ( gerent e execut ivo de Desenvolvim ent o Energético da Petrobras) , Christiane Finger ( professora PUCRS e j ornalist a da TV SBT/ RS) e Lam a Padm a Sam ten ( físico e am bi-entalista) abordaram a redução e am pliação de fontes de energias renováveis com o ponto central dos debates m esa sobre “ Energias Renováveis” .

Na plenária final do Congresso, a cidade de Cuiabá foi escolhida com o sede do 3° Congresso Brasileiro, previsto para 2009.

Abert ura do 2º Congresso Brasileiro de Jornalism o

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I I Sim pósio de Clim at ologia – I I SI C

Os dias 2 e 3 de novem bro foram de m uito debate no I I Sim pósio I nternacional de Clim at ologia, no Bourbon Convent ion I birapuera, em São Paulo, organizado pela SBMET. Pesquisadores sul- am ericanos de áreas com o Met eorologia, Agronom ia e Estatística apresentaram trabalhos com no-vas abordagens e result ados sobre a atribuição de causas e efeitos das m udanças clim áticas.

A diferença entre a variabilidade e m udança clim ática foi o ponto inicial do encontro. "O aque-cim ent o [ do planet a] é um processo nat ural que j á acont eceu ant es, m as t em sido acelerado pelas ati-vidades hum anas", apont ou o Pesquisador Jose Marengo, do CPTEC/ I NPE durante a apresentação sobre as conclusões do 4º relat ório do I PCC. De acordo com os resultados, as m udanças têm sido acentuadas por causas antropogênicas, com o a queim a de com bustíveis fósseis, no entant o, o real conhecim ento do cont ext o at ual, bem com o de cenários fut uros exigem dados sobre a variabilidade do clim a.

A busca pelos dados foi um a das tendências apontada durante os debates. A paleoclim atologia e a estatística foram indicadas com o grandes fornecedoras de m eios para auxiliar os m eteorologistas em novas m etodologias e na ausência de dados observacionais. O esforço por um banco de dados regi-onais de qualidade é um obj etivo que foi reiterado. Os m odelos num éricos tam bém foram apontados com o um a parte im port ante no diagnóstico e na previsão de cenários futuros, m as houve grande des-taque para a perform ance dos m odelos em escala regional, que reproduzem m elhor as particularidades e devem receber m aior im port ância, j á que m uit as das causas passam por atribuições locais.

Os efeitos abordados incluem a influência dos aerossóis causados pelas queim adas nas regiões centrais do Brasil e os m últ iplos est ados de equilíbrio vegetação-clim a, palest ras apresentadas pela Dra. Maria Assunção F. da Silva Dias e Dr. Carlos Nobre, respect ivam ente. Out ras conseqüências foram debatidas ainda, com o a influência da expansão das áreas cultivadas e a expansão das cidades a part ir da década de 70.

As recom endações finais reflet iram as preocupações dos m eteorologistas sobre a im portância da com unidade científica para alertar sociedades e governos sobre o m om ento pelo qual o planet a passa. Este cont exto inclui o olhar cient ífico e o aperfeiçoam ent o das m et odologias, com novas m ét ricas e t écnicas que possam colaborar com cenários fut uros m ais realistas, o que necessariam ente com pre-ende as contribuições regionais, m as t am bém inclui a dim ensão hum ana. Este pont o foi ressalt ado prin-cipalm ente quanto à inclusão de outros setores nos debates de form a m ais com pleta, com o os j orna-listas e os econom istas. Estes profissionais são capazes de dim ensionar tam bém na econom ia e no com portam ent o da população a im portância e a responsabilidade que a com unidade cient ífica, e em part icular os m eteorologistas, possui no debate das m udanças clim áticas.

Solenidade de Abert ura do I I Sim pósio I nternacional de

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I I I Conferência Regional Sobre M udanças Clim át icas Globais:

Am érica do Sul

Pesquisadores de todo o m undo tentam entender o im pacto das m udanças globais na Am érica do Sul há vários anos. Mesm o assim , o nível de conhecim ento sobre esses im pact os ainda é reduzido. Ainda serão necessários m uit os est udos para a form ulação de soluções e estratégias sat isfat órias para os vários problem as decorrentes das m udanças globais, com o aqueles relat ivos ao ar, solo, água, eco-nom ia, áreas de risco à ocupação hum ana e outros aspectos.

A I I I Conferência Regional sobre Mudanças Globais: Am érica do Sul, que aconteceu de 4 a 8 de novem bro, no Bourbon I birapuera, São Paulo, SP, foi um a oportunidade para am pliação e com partilha-m ent o do conhecipartilha-m ent o sobre o assunt o. O encont ro reuniu at ores do set or privado, da acadepartilha-m ia e da sociedade civil na busca de um m elhor ent endim ent o e est abelecim ent o de sinergias e parcerias para obt enção de soluções cient íficas, t ecnológicas e com erciais sust ent áveis e socialm ente corretas para esse grande desafio.

Aproxim adam ente 115 trabalhos acadêm icos sobre tem as relacionados à m udança clim ática (A Ciência das Mudanças Globais, I m pact os, vulnerabilidade e adapt ação, Evit ando as m udanças clim át icas e O fut uro do regim e clim át ico global) foram expostos durante o event o, no qual cien-tistas, em presários, autoridades e representant es de ONG’s de diferentes países da região debateram os efeit os que t al m udança irá provocar na área e com o atenuá- los. O ponto de partida das discussões foi o últ im o relat ório do Painel I ntergovernam ental sobre Mudanças Clim áticas da ONU ( I PCC) , iniciativa que recebeu o Prêm io Nobel da Paz neste ano j unt o com o ex- vice-presidente am ericano Al Gore e que terá alguns de seus m em bros presentes no evento. A part ir do relatório do I PCC, os conferencist as t ra-çaram m apas do que o aquecim ento global pode provocar na Am érica do Sul ainda neste século e analisadas as m edidas, algum as j á em andam ento, que os países devem adot ar para tentar suavizar os im -pactos sociais, econôm icos e am bientais da m udança clim ática. A participação de diversos setores da sociedade no event o foi m uit o im portant e no sentido de est abelecer sinergias e associações que perm itam a form ulação de polít icas públicas e de soluções cient íficas, tecnológicas e com erciais sus-tentáveis para as possíveis m udanças clim áticas.

A Conferência foi organizada pelo I nst ituto de Estudos Avançados ( I EA) da Universidade de São Paulo ( USP) e pela Academ ia Brasileira de Ciências ( ABC) . Paralelam ente aos debat es e às m esas- re-dondas, o encontro contou com um a exposição de caráter tecnológico na qual foram divulgados ações, produtos e serviços desenvolvidos por em presas, universidades e centros de pesquisa para dim inuir os efeitos das m udanças clim áticas.

Colaboraram nest a Edição:

Maria I nês Möllm ann e Carolina Behr, EcoAgência de Notícias.

Mariana Oliveira, Assessoria de I m prensa da SBMET.

MSc. Paulo Ricardo Teixeira da Silva,

Pesquisador do NMA/ LBA/ I NPA e Mem bro da UNEMET.

MSc. Rodrigo Santos Costa, Doutorando do I NPE e Mem bro da UNEMET.

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onto de Vista

Hum bert o Barbosa e José Priet o

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form ar à com unidade m eteorológica brasileira sobre a distribuição dos dados METEOSAT de Segunda Geração ( MSG - METEOSAT Second Generat ion) – sat élit e m eteorológico geoestacionário europeu – feita pelo sistem a EUMETCast, utilizando o satélite de telecom unicações NSS806 localizado em órbita geossíncrona na longitude de 40.5º WGr ( EUMETSAT, 2004) . Em linhas gerais, esta é a m eta deste artigo. Em outras pala-vras, situar o leitor acerca de aspectos técnicos neste contexto, privilegiando elem entos tecnoló-gicos com o form as de acesso, m odos de m anipulação, m aneiras de uso e, em outro vetor, as destinações possíveis para os dados em m eteorologia ora fornecidos. Destacável pela funcionali-dade e operacionalifuncionali-dade, a tecnologia desenvolvida pela EUMETSAT e aqui sintetizada em m uito pode colaborar no quesito com partilham ento de inform ações em prol do desenvolvim ento de po-vos e países.

EUMETSAT, METEOSAT E EUM ETCast

A EUMETSAT ( European Organisation for t he Exploit at ion of Meteorological Satellites,

ht t p: / / www.eum et sat .int /) é um a inst it uição

intergovernam ental que foi criada em 1983 através de um a convenção internacional que envolve vinte países da Europa, ent re eles Alem anha, Áustria, Bélgica, Dinam arca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, I rlanda, I t ália, Luxem burgo, Noruega, Port ugal, Suécia, Suíça, Turquia e Reino Unido. Além dest es, m ais sete nações do lest e europeu m antêm acordos de cooperação com a organi-zação européia.

Além de disponibilizar os dados gra-t uigra-t am engra-te para fins educacionais e para pes-quisa, a EUMETSAT tam bém tem prestado par-ticular atenção à form ação e capacitação de t écnicos e à operacionalização de m ecanism os de troca de inform ação e disponibilização dos dados do MSG para usuários da Am érica Latina. Enquant o program a conj unt o com a Agência Espacial Européia ( ESA) , a iniciativa EUMETCast centrou- se, inicialm ente, no desenvolvim ento com ercial de produtos e dados para apoiar pro-gram as europeus de m onitoram ento do clim a e das m udanças clim áticas globais.

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OS SATÉLI TES G EO ES T A CI O N Á R I O S EU R O P EU S ( S G E) : METEOSAT

A rede de satélites geoestacionários é coordenada pela Organização Meteorológica Mundial ( OMM) do qual fazem parte do pro-gram a GARP ( Global At m ospheric Resear ch Program m e), os satélites Meteosat, GOES,

GMS, GOMS e I sat . O sat élit e geoest acionário é um a espécie de satélite equatorial que orbita perm anent em ente sobre a linha do equador a um a altitude de aproxim adam ente 35.786 km . O prim eiro sat élite geoest acionário foi lançado em 1966 pela NASA, denom inado ATS (Applicat ions Technollogy Sat ellit e) , o qual em

1975 foi batizado de GOES (Geoest at ionary Operat ional Environm ent al Sat ellit e) .

Com um a configuração sem elhant e à plataform a do GOES, o prim eiro satélite euro-peu, denom inado METEOSAT, foi lançado em 1977. Na seqüência foram colocados em órbita m ais seis satélites nos anos de 1981, 1988, 1989, 1991, 1993 e 1997, fornecendo dados que contribuíram de m odo decisivo para a pre-visão m eteorológica da Europa e da África. Em agosto de 2002 foi lançado o MSG–1 que, pos-t eriorm enpos-te, pos-t ornou–se operacional desde j a-neiro de 2004 ( cognom inado de Meteosat–8) . Em dezem bro de 2005 foi lançado o MSG–2 ( Meteosat–9) , um a réplica da prim eira versão do Meteosat–8, atualm ente em operação ( EUMETSAT, 2004) .

Neste processo const ante de lança-m entos, até 2018 a EUMETSAT pretende lançar quatro satélites operacionais. Ainda em term os de equipam entos, im port ante frisar que dois novos radiôm etros com põem o sistem a MSG: o im ageador de alta rotação no visível e infra-verm elho ( SEVI RI – Spinning Enhanced Visible and I nfrar ed I m ager) e o radiôm etro geoest

a-cionário de saldo de radiação da Terra (Geost at ionary Eart h Radiat ion Budget

GERB) .

Juntos, os dois represent am um a m u-dança fundam ental no conceito do uso de da-dos de sat élites m et eorológicos. Esses radiô-m etros foraradiô-m proj etados para satisfazer as exigências de previsão de tem po dos seus paí-ses m em bros da EUMETSAT e para m onit ora-m ento aora-m biental. O radiôora-m etro varre a superfí-cie da Terra, linha por linha, e cada linha con-sist e de um a série de elem ent os de resolução ou pixels. Para cada pixel, o radiôm etro est im a

a energia radiativa de um a determ inada banda espect ral. Esta est im ativa é digit alm ent e codifi-cada e transm itida à Estação terrestre ( EUMETSAT, 1999) .

Já o SEVI RI varre a Terra com um a re-solução tem poral de 15 m inutos ( Tabela 1) , em 12 canais, com um a resolução espacial entre 1 km e 3 km no nadir. A dissem inação das im a-gens adquiridas do SEVI RI de baixa resolução ( 3.712 X 3.712 pixels) em prega o sistem a LRI T

(Low Resolut ion I nform at ion Transm ission). A

part ir deste m odo é possível obter um a im a-gem com resolução espacial de 3 km por pixel

no nadir do Meteosat–9 ( EUMETSAT, 2001) .

Tabela 1 – Canais e resoluções do radiôm et ro SEVI RI

Por sua vez, a dissem inação das im a-gens de alta resolução ( 11.136 X 7.700 pixels) em prega o sist em a HRI T (High Resolut ion I nform at ion Transm ission), fornecendo um a im agem com resolução espacial de 1 km por

pixel no nadir. Diariam ente, essas im agens em alt a resolução ( HRI T) , requerem de 4,5 GB (gigabyt es) de arm azenam ento ( EUMETSAT, 2001) .

DESCREVEN DO O SI STEMA EUM ETCAST

O sist em a EUMETCast utiliza a banda C para retransm itir e distribuir arquivos de dados e de im agens usando o padrão DVB (Digit al Video Broadcast) . Entre os diferenciais para a recepção de dados do MSG- 2 se destacam a sim plicidade dos equipam ent os e o refinam ent o do cont eúdo t ransm it ido. Financeiram ente a instalação é extrem am ente viável, pois os in-vest im ent os, em geral, som am cerca de R$ 13 m il.

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nossa sociedade, incluindo agricultura, energia, m eio am biente e t urism o, áreas com acent uada dependência e necessidade de inform ações acerca das condições clim áticas.

Do m esm o m odo e não m enos im por-tante, é real a carência em algum as destas nações de inform ação sistem ática sobre o m onit oram ent o d o s se r v i ço s d e t r a f e g o a é r e o , co m b a se e m r e sp o st a s p r o v e n i e n -t e s d e sa-téli-t es geoes-t acionários. Oferecendo a possibilidade de transm issão de dados via vídeo digital de altíssim a qualidade, m apeando a Terra com o fornecim ento de inform ações precisas em int ervalos de 15 m inut os, o EUMETCast perm ite aperfeiçoar previsões po-dendo antecipar acontecim entos m eteorológi-cos em até 12 horas, período considerado m uito reduzido de acordo com padrões interna-cionais.

No âm bito da EUMETCast, a recepção dos dados MSG para o Brasil é feita som ente, no m om ent o, por t rês est ações, sendo um a instalada no CPTEC/ I NPE ( Cachoeira Paulista, SP) ; out ra na Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos ( FUNCEME, Fortaleza, CE) ; e a últim a na Universidade Federal de Alagoas ( UFAL, Maceió, AL) , pri-m eira universidade nacional a ipri-m plant ar o sis-tem a.

No ano de 2007, a EUMETSAT divulgou o EUMETCast para a com unidade de pesquisadores, professores, t écnicos, est udant es e em -presários no XI I I Sim pósio Brasileiro de Senso-riam ento Rem oto, realizado em Florianópolis, estado de Santa Catarina, no período de 20 a 26 de abril, sendo este o evento m ais im por-tant e para a com unidade de sensoriam ent o rem oto do país. No período de 20 a 24 de agosto de 2007, pesquisadores brasileiros, sul-am ericanos, norte- sul-am ericanos, europeus e afri-canos lusófonos est iveram reunidos em Maceió, estado de Alagoas, para um treinam ento de usuários de im agens dos dados MSG, atividade indispensável para prom over a intensiva intera-ção com os usuários e a necessária transferên-cia da tecnologia.

Entret anto, m esm o diante dos benefí-cios advindos da utilização do EUMETCast, com acesso gratuito a inform ações de satélites m e-teorológicos geoestacionários europeus ( METEOSAT) e nort e- am ericanos ( GOES) sendo para tanto necessários apenas equipam ent os para recepção, arm azenam ent o e processa-m ento dos dados, é essencial reafirprocessa-m ar a ne-cessidade de o Brasil construir seu próprio sa-t élisa-te m esa-t eorológico geoessa-tacionário. Para isso,

estratégias precisam ser bem definidas para que o projet o, desde seu escopo, sej a im ple-m ent ado cople-m sucesso.

Os principais problem as para im plem entação do Sa t é l i t e Ge o e st a ci o n á r i o Br a -si l e i r o ( SGB) a p o n t a d o s p o r e sp e ci a l i s-t a s q u e s-t r a b a l h a m e m su a p r o j e çã o são lacunas para o seguinte questionam ento: quem pagaria pela infra-estrutura, adm inistração e operação do sistem a? Ainda há outro problem a que é com o incluir o set or privado, im port ante

player para o sucesso do proj et o, no panoram a

de suas fases de execução.

Som e- se ainda a estes entraves o fato de que a construção do SGB exige, principal-m ente, decisões polít icas consensuais eprincipal-m t er-m os de cooperação internacional, seer-m as quais, certam ente, o satélite não será im plem entado ou, se for, não será desenvolvido de form a ot im izada e t ecnologicam ent e consist ent e. A título de exem plo, o sucesso do satélite sino-brasileiro de sensoriam ent o rem ot o, CBERS, represent a um avanço ext raordinário em t er-m os de cooperação internacional eer-m tecnologia espacial.

A RECEPÇÃO E O PROCESSAM EN TO DAS I MAGEN S M ETEOSAT

Os dados e produtos gerados pelo METEOSAT são transferidos para o Centro Europeu de Transm issão ( EUMETCast), servidor localizado na Alem anha ( Darm stadt) , e para as Estações individuais de recepção EUMETCast ( cliente) .

A EUMETSAT opera com t rês sistem as de difusão EUMETCast: 1) Europa na banda KU at ravés do sat élite Hot bird–6; 2) África na banda C através do satélite Atlantic Bird 3; e 3) Am érica na banda C via sat élite NewSkies ( NSS) –806. Cada Estação receptora decodifica o sinal e reconstitui os dados e produtos. Um dos obj etivos da EUMETcast é tam bém apoiar os Serviços Nacionais de Meteorologia (Nat ional Met eor ological Services – NMS) dos países

m em bros da União Européia. A EUMETSAT ge-rencia at ualm ente o Meteosat–6, Meteosat–7 e –8 sobre a Europa e África, e o Met eosat –5 sobre o Oceano Í ndico ( EUMETSAT, 2004) .

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trom agnético devido ao aum ento da taxa de transm issão de dados na banda de freqüências disponível – cognom inado de sistem a EUMETCast.

Dest a m aneira, o sistem a EUMETCast utiliza a técnica MPEG- 2 para a cam ada de com pressão, que perm ite com prim ir um sinal para um volum e 100 vezes inferior ao do sinal de origem . Por outro lado, ele é baseado num a arquitetura cliente- servidor, utilizando linha de com andos e ferram entas gráficas. Atualm ente est ão disponíveis para Am érica do Sul as se-guintes inform ações: dados de alta resolução, com em prego dos sistem as LRI T/ HRI T (Low/ High Resolut ion I nfor m at ion Transm ission) a cada quinze m inutos; dados

GOES ( Lest e e Oest e) e MTSAT, a cada t rês horas; produtos “ Land” SAF e da SAF OSI ; pro-dutos regionais dos satélites de órbita polar NOAA ( EUMETSAT, 2001) .

Os com ponentes básicos para recepção de dados transm itidos são: um a antena, dois com put adores e os soft wares. A ant ena é com

-posta por um reflet or parabólico de 3 m etros, um alim ent ador com polarização LHC e um am plificador LNB para am plificar o sinal com baixos níveis de potência. Os com putadores podem operar utilizando plataform a Windows XP, sendo necessárias 2 m áquinas: um a para a recepção dos dados e outra para processar as im agens recebidas.

O com putador de recepção é equipado com placa DVB PCI . A configuração m ínim a dos sist em as requer CPU com clock acim a de 1,8 GHz e m em ória RAM de 2 GB, alem de um HD com pelo m enos 160 GB de capacidade e a chave específica de acesso EUMETCast Key Unit ( EKU) . Um soft ware de cont role fornecido pela

EUMETSAT, cham ado Tellicast , verifica se a chave está apta para a recepção dos dados e libera o arm azenam ento dos dados em disco, que devem ser descom pactados. Na descom -pactação deve ser utilizado um software espe-cífico disponível no endereço EUMETCast ( Figura 1) .

As chaves Eum etsat USB e NTP são ne-cessárias para m udar o tem po, pois o tem po do sistem a é UTC. As im agens do MSG/ SEVI RI são adquiridas em oito seções, no sentido dos pa-ralelos, e codificadas em 1024 níveis de cinza ( 10 bits) . Para codificação das im agens para 8 bits ( 256 níveis de cinza) e m ontagem das se-ções, ou sej a, na elaboração do m osaico, é ut i-lizado um soft ware desenvolvido pelo LAPI S

( Laborat ório de Processam ento de I m agens de Sat élite) da UFAL (Figura 2) . A prim eira im a-gem MSG- 2 da Estação UFAL foi processada no dia 11 de m aio de 2007.

Figura 2 - As im agens ( Visível, I V_3,9 e RGB 321) de um a secção da Terra, obtidas pelo satélite METEOSAT no dia 19 de outubro de 2007, dest a-cando o rast ro de vórt ices ( eddies e est eiras) de von Kárm án observados a sudoest e das I lhas Canárias. Font e: Est ação EUMETCast da UFAL.

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O prim eiro sat élite m et eorológico eu-ropeu de órbita polar, o MetOp- A (Met eorological Operat ional Sat ellit e–A) da

sé-rie EPS (Eum et sat Polar Syst em s) , a 817 Km

de distância da Terra, tem com plem entado as observações feit as por satélites METEOSAT, a 36 m il km de distância da Terra ( órbita geoes-tacionária) . O MetOp- A cont a com a colabora-ção entre a Agência Espacial Européia (ESA) e a EUMETSAT. Para os países da Am érica Latina, essas observações ainda não estão disponíveis via EUMETCast ( Figura 3) .

Figura 3 - I m agem ( RGB 321) da região Central do Brasil obt ida pelo satélite MetOp- A, dia 19 de agosto de 2007. Fonte: Hum bert o Barbosa.

O BRASI L, VI A ALAGOAS, É SEDE DO W I SMUSA

O prim eiro Workshop I nternacional de Sat élites Meteorológicos para Usuários

Sul-Am ericanos – WI SMUSA ( http: / / www.dm d2.com .br/ eum etsat/ ) – fez

part e da série de cursos de satélites m eteoro-lógicos realizados pela EUMETSAT no Brasil. I m portante ação na estratégia de dissem inação da tecnologia e integração de usuários, o Workshop está incluído no rol de iniciativas em andam ento para a difusão de inform ações rela-t ivas aos sarela-télirela-t es MSG e a ferram enrela-t as com o o EUMETCast .

Entre 20 e 24 de agosto 40 pesquisa-dores, em especial brasileiros e sul- am erica-nos, estiveram reunidos em Maceió, capital do estado de Alagoas, para um a atividade inédita em universidades públicas do Brasil: o treina-m ento de usuários de itreina-m agens dos satélites m eteorológicos m ant ido pela inst ituição inter-governam ental européia. O Workshop foi pro-m ovido no Brasil pela UFAL, única universidade do país a possuir a tecnologia de aquisição, recepção e tratam ento de dados do satélite METEOSAT de Segunda Geração.

Em outras ocasiões, a EUMETSAT em parceria com a FUNCEME e o I NPE já realizaram quatro cursos de t reinam ent o sobre o sistem a de recepção EUMETCast. A partir dos result ados desses cursos direcionados principalm ente aos usuários brasileiros, foi constatada a necessidade de se am pliar o t reinam ent o à com unidade de usuários sul-am ericanos e africanos lusófonos, através da realização de um prim eiro WI SMUSA.

I m port ante se faz evidenciar o grande esforço que é em preendido pela EUMETSAT em realizar cursos de capacitação para recepção, processam ento, visualização, e dissem inação de dados e produtos derivados dos sinais de Sat élites METEOSAT, a serem ofert ados aos pesquisadores brasileiros das áreas de ciências atm osféricas e de m eio am biente.

A grosso m odo, o obj etivo do Workshop foi, a part ir da experiência de trei-nam ento em Alagoas, transferir a tecnologia dos sat élites do sistem a EUMETSAT para out ros centros de est udos e pesquisas universit árias de toda a part e sul do continente am ericano. Durante o WI SMUSA, pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da África, da Europa e de países da Am érica Latina apresentaram , conhe-ceram e intercam biaram conhecim entos acerca das inúm eras viabilidades para a im plantação do sistem a. Nesta perspectiva, deve- se ressal-t ar o pioneirism o da UFAL, insressal-tiressal-t uição federal de ensino superior alagoana que im plantou em m aio de 2007 a prim eira estação universitária brasileira de recepção de dados do satélite MSG.

CON SI DERAÇÕES FI N AI S: VARI ADAS APLI CAÇÕES E M ÚLTI PLOS BEN EFÍ CI OS

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As vantagens proporcionadas pelo acesso aos dados fornecidos pela EUMETSAT são altam ente im portantes para o planej a-m ento governaa-m ental e para toa-m ada de de-cisões dos setores público e privado em curto e m édio prazo, com ganhos substanciais para a sociedade brasileira de m odo geral. E, natural-m ente, t ais conquist as podenatural-m se estender para os dem ais países da porção do sul do conti-nent e am ericano, ou m esm o da África, po-dendo assum ir caráter de indut or tecnológico para nações que hoje apresent am m ecanism os deficitários em term os de recepção de dados desta espécie.

Nas últim as décadas, as im agens e da-dos derivada-dos da-dos satélites METEOSAT em todo o m undo têm gerado inform ações de grande ut ilidade para as previsões de t em po e de clim a. Por essa razão, diversos pesquisadores em nosso planeta têm ut ilizado tais inform ações com a finalidade de contribuir para acom -panham ent o e análise de diversos fenôm enos at m osféricos e am bient ais; com o precipit ações int ensas e a ocorrência de incêndios.

Além destes fat ores, se volt ados os olhares para o cenário nacional, verifica- se que o Brasil possui histórica vocação agrícola, ativi-dade que vem ganhando força, nos últim os anos, não obst ant e certas regiões do país ainda serem carentes de inform ação sistem ática so-bre o m onitoram ento de tem po e clim a. Por isso, ter acesso às inform ações e dados forne-cidos pelo MSG- 2 podem ser fundam entais para a tom ada de decisão em tem po hábil.

Cont udo, é im port ante salient ar que o desenvolvim ento do prim eiro satélite nacional geoestacionário será fundam ental para as a as previsões de tem po e de clim a em um país com as dim ensões cont inent ais com o o Brasil. Nest a perspectiva, a utilização do sistem a da EUMETSAT se configura com o im portante e viável que se diversifica com aplicações as m ais variadas rum o à m inim ização de desigualdades regionais.

Paralelam ente, ao m anipular os dados de form a apropriada, centros de pesquisa, uni-versidades, governos e entidades públicas ou privadas podem desenvolver estudos sobre potencial eólico, m apas de vegetação, geopro-cessam ento e previsões m eteorológicas indis-pensáveis à agricultura. O uso dessas inform a-ções tam bém pode se voltar a questões de se-gurança da população, m ediante previsão de fenôm enos clim át icos extrem os.

Assim , tais instrum ent os de pesquisa e conhecim ento, desenvolvidos pela organização européia e dissem inados em escala global, são capazes de traçar um a gam a im ensa de veto-res, todos valiosos para o balizam ento de pes-quisas, políticas públicas e investim entos epi-sódicos, sazonais ou m esm o estruturant es.

Hum bert o Alves Barbosa

Met eorologista. Doutor em Sensoriam ento Rem oto pela Universidade do Arizona,

EUA. Pós- Doutorado na Fundação Cearense de Met eorologia e Recursos Hídricos ( FUNCEME) e atualm ente é professor do I CAT/ UFAL.

José I gnacio Priet o Fernández

Met eorologista.

Especialista em Satélite Met eorológicos.

Atualm ente é Diretor da Sessão de Ensino e Treinam ento da Agência EUMETSAT, Darm st adt , Alem anha.

Referências:

EUMETSAT, 1999. LRI T/ HRI T Global Specificat ion, CGM S 0 3. Darm stadt, Germ any.

EUMETSAT, 2001. MSG Ground Segm ent

LRI T/ HRI T Mission Specific I m plem ent at ion, MSG/ SPE/ 0 5 7. Darm st adt ,

Germ any.

EUMETSAT, 2004. Technical docum ent EUM TD 1 5 . issue 3.2, 5 Septem ber 2004. Darm st adt , Germ any.

Para Saber M ais:

http: / / www.dm d2.com .br/ eum etsat/

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onfira aqui a list a dos principais event os, no Brasil e no m undo, program ados

para acontecer em 2008.

X W ORKSHOP I N TERN ACI ON AL DE AVALI AÇÃO CLI MÁTI CA PARA O SEMI - ÁRI DO N ORDESTI N O

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ht t p: / / www.funcem e.br/ event o/ workshop

O X Workshop I nternacional de Avaliação Clim ática para o Sem i- Árido Nordestino visa apresentar à sociedade a previsão para a estação chuvosa do set or nort e do Nordest e Brasileiro, com base na cont ribuição de diversos centros operacionais e de pesquisa e de pesquisadores em Meteorologia e Clim atologia.

Pela t erceira vez, o Workshop de Avaliação Clim át ica ocorre paralelam ente a um event o cient ífico de Est udos Clim áticos. O I I I Encont ro I nt ernacional de Estudos Clim áticos Aplicados ao Nordeste Brasileiro terá com o tem a “ Mudanças Clim át icas, Variabilidade Clim át ica e I m pact os no Sem i-Árido” . O m esm o est ará abert o a contribuições de pesquisadores, t écnicos e est udant es na form a de apresent ações orais ou pôst eres.

O Evento será realizado em j aneiro de 2008 na cidade de Fortaleza, Ceará e está sendo prom ovido e organizado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos ( FUNCEME) , com apoio do I NMET e CPTEC/ I NPE.

Mais inform ações podem ser obtidas através do e- m ail: workshopfuncem e2008@gm ail.com ou por Fax: ( 85) 3101- 1093.

6 º CON GRESSO I N TERN ACI ON AL DE EDUCAÇÃO SUPERI OR ( UN I VERSI DADE 2 0 0 8 )

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http: / / www.universidad2008.cu/ Port / Presentacion.asp

O Ministério da Educação Superior ( MES) e as universidades da República de Cuba estã9 realizando o 6º Congresso I nternacional da Educação Superior "Universidade 2008", no período de 11 a 15 de Fevereiro de 2008, no Palácio de Convenções de Havana, Cuba.

Universidade 2008 dedicará à celebração do 80º aniversário da educação superior cubana que se iniciou com a fundação da Universidade de Havana em 1728.

Est a edição tem com o lem a "A universalização da Universidade por um m undo m elhor" e propiciará o debate sobre encont rar soluções para o problem a da Educação Superior para todos ao longo de toda a vida, o que reitera o renovado com prom isso da Educação Superior com a sua sociedade e com o seu tem po a 90 anos da reform a universit ária de Córdoba, Argentina e a 10 anos da Conferência Mundial da UNESCO sobre a Educação Superior realizada em Paris, 1998.

Desde a prim eira edição realizada no ano 1998, estes congressos têm - se afirm ado com o um espaço para a reflexão orientada para a discussão dos m ais diversos tem as vinculados à agenda internacional sobre educação superior, o qual foi reafirm ado no Congresso anterior, celebrado em 2006, tendo a participação de 4.000 delegados de 72 países.

Mais inform ações com a Secretaria do evento: Dr. Om ar Herrera Mart inez, Secretário Executivo ( [email protected]) .

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W ORKSHOP I N TERN ACI ON AL SOBRE CLI M A E RECURSOS N ATURAI S N OS PAÍ SES DE LÍ N GUA PORTUGUESA ( W SCRA0 8 )

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A natureza global dos problem as clim áticos e am bientais, porque tam bém têm repercussões locais, criam um am biente favorável para a obtenção de consensos e apoios em nível nacional e internacional para facilitar o desenvolvim ento de parcerias estratégicas, envolvendo o set or instit ucional, universidades e agent es econôm icos, para prom overem program as de investigação aplicada de int eresse com um . É este quadro que j ust ifica a realização deste Workshop I nternacional prom ovido pela Agência dos Países de Língua Oficial Port uguesa para a Área do Clim a e Respect ivas I m plicações Am bientais (CRI A) , I nstitut o de Meteorologia ( I M) de Portugal e o I nst it ut o Nacional de Meteorologia e Geofísica ( I NMG) de Cabo Verde, a ser realizado na I lha do Sal, Cabo Verde, de 02 a 07 de Março de 2007.

Sessões científicas com apresent ação de com unicações orais irão cobrir as seguintes áreas tem áticas: Agrom eteorologia, Microm eteorologia, Biom eteorologia; Clim atologia Urbana e Poluição Atm osférica e I m pact os na Saúde, em especial; Desast res Nat urais/ Recursos Hídricos e Energias Renováveis; Variabilidade e Alterações Clim áticas; Modelação de Tem po e Clim a em Macro e Meso- Escala; Oceanografia e Det ecção Rem ot a.

Mais inform ações com a Secret aria do event o: presim et@cvtelecom .cv, secretariado.cra@gm ail.com , Dr. Sérgio Ferreira ( sfconsult oria@gm ail.com ) , Carlos Moniz ( cam [email protected] .br) , Carlos Tavares ( direitinho.tavares@m eteo.pt) e prof. Luiz C. B. Molion ( prof. m olion@gam il.com ) .

CON FERÊN CI A SPACEOPS 2 0 0 8

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http: / / www.spaceops2008.org

EUMETSAT e ESA estão com binando suas experiências para realizar a SpaceOps 2008 tendo com o tem a "Protegendo a Terra, Explorando o Universo". A conferência acont ecerá no Centro de Convenções da cidade de Heidelberg, Alem anha, no período de 12 - 16 de m aio de 2008.

Foco especial será dado sobre: # Observação de terra e m issões de Meteorologia: m onitorando o estado e a evolução do am biente da Terra, provendo dados para a proteção da espécie hum ana e nosso planet a casa em extinção; # Missões de exploração próxim a a Terra e no espaço longínquo, incluindo a exploração robótica do Sist em a solar e bem distante, com o tam bém espaçonave para exploração Lunar e m arciana.

Um a sem ana intensiva de apresentações ( oral e painel) ocorrerão durante a SpaceOps 2008 que prom et e ser um evento excepcional e m em orável. Um a característica adicional do program a será a apresentação do Prêm io de Realização Excelente do SpaceOps, a Medalha de Serviço Dist int a, e um Prêm io de Melhor Trabalho. A Conferência SpaceOps é um foro técnico da com unidade de operações espaciais que estuda princípios de operações do est ado da art e, m ét odos, e ferram ent as. O event o é bianual desde 1990 e têm atraído tecnólogos, cientistas, gerentes, e especialistas de agências espaciais, indúst ria, e academ ia. A SpaceOps prom ove int ercâm bio adm inistrativo e técnico em todos os aspectos de operações de m issões espaciais, inclusive robót ica, hum ana, órbit a da t erra, e espaço sideral.

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O Congresso I nfoBrasil, que será realizado nos dias 13 a 16 de m aio de 2008, em Fort aleza, é um fórum nacional de int ercâm bio cient ífico, t ecnológico e educacional com foco nas aplicações e soluções do setor. O Evento tem por obj etivo dissem inar as novas tecnologias, prom over o conhecim ent o e estim ular o debate sobre os principais tem as do setor de Tecnologia da I nform ação e Telecom unicações. O Com it ê de Program a da I nfoBrasil é form ado por m ais de 50 acadêm icos oriundos de t odas as universidades e faculdades de Com putação e Sistem as de I nform ação de Fort aleza, além de pesquisadores de outras regiões do País.

Os autores são convidados a subm eter trabalhos de pesquisa aplicada, de desenvolvim ent o e de result ados experim ent ais que abrangem um ou m ais dos assunt os t em át icos relacionados.

Foram definidos 14 t em as para int egrar a program ação do Congresso, com um coordenador para cada área: Autom ação e Sistem as Em barcados; Banco de Dados; Com putação Gráfica; Engenharia de Software; Gerência de Proj etos; Educação a Distância; I nteligência Art ificial; Pesquisa Operacional; Propriedade I nt electual aplicada em TI C; Redes de Com unicação Digital infra-estrut urada e sem fio; Sistem as de Telecom unicações; Tecnologias WEB; TV Digit al; Soft ware Livre.

Os t rabalhos podem ser apresent ados no form ato de artigos com pletos e tutoriais. As subm issões devem ser feit as elet ronicam ent e at é o dia 1 5 de j aneiro de 2 0 0 8.

Mais inform ações com a Secretaria Executiva pelo e- m ail: [email protected].

I I I CON GRESSO BRASI LERI O DE ON CEAN OGRAFI A - CBO’2 0 0 8

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http: / / www.cbo2008.com

O Congresso Brasileiro de Oceanografia ( CBO) ocorre de dois em dois anos ( edição bienal) . A Associação Brasileira de Oceanografia ( AOCEANO) e o I nstituto de Ciências do Mar ( LABOMAR) da Universidade Federal do Ceará ( UFC) são os organizadores da 3ª edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia ( CBO’2008) , a ser realizado entre os dias 20 e 24 de m aio de 2008, no Centro de Convenções do Ceará, na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará.

Paralelam ente ao CBO’2008 ocorrerá tam bém a realização da prim eira edição do Congresso I bero- Am ericano de Oceanografia, evento que pretende reunir a com unidade científica da Am érica Latina e da Península I bérica ( Port ugal e Espanha) para discutir os avanços nessa área do conhecim ent o, assim com o viabilizar a integração entre os diversos setores vinculados à área.

I ntegrada ao I I I Congresso Brasileiro de Oceanografia - CBO'2008 e ao Congresso I bero- Am ericano de Oceanografia - CI AO, será realizada a FEI RA TÉCNI CO- CI ENTÍ FI CA BRASI L OCEANO, em sua quart a edição, que visa proporcionar a divulgação e a prom oção de em presas, instituições e entidades que possuam um a estreita relação com o am biente m arinho e seus recursos.

A Com issão Organizadora espera reunir, na capit al cearense, aproxim adam ente 2.500 congressistas, estim ativa esta consubstanciada pelo sucesso das duas edições anteriores do CBO.

O prazo final para envio de t rabalhos é 2 2 de j aneiro de 2 0 0 8 .

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Figura 1 -  Equipam ent os e soft wares usados para m ont agem  da Est ação de recepção de im agens do  satélit e METEOSAT- 9 ( MSG)  na UFAL
Figura 3 -  I m agem  ( RGB 321)  da região Central  do Brasil obt ida pelo satélite MetOp- A, dia 19 de  agosto de 2007

Referências

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