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Análise do nível de pressão sonora emitido por conjunto separador espiral para semente de soja / Analysis of the sound pressure level issued by separator separator for soybean seed

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761

Análise do nível de pressão sonora emitido por conjunto separador espiral

para semente de soja

Analysis of the sound pressure level issued by separator separator for

soybean seed

DOI:10.34117/bjdv6n5-120

Recebimento dos originais: 25/04/2020 Aceitação para publicação: 08/05/2020

Danilo Franchini

Formação acadêmica mais alta: Doutor em Ciências Instituição: Instituto Federal do Rio Grande do Sul - IFRS

Endereço: Rua Cel. Vicente, 281. Bairro Centro Histórico. CEP: 90.030-041. Porto Alegre/RS

E-mail: [email protected]

Gizele Ingrid Gadotti

Formação acadêmica mais alta: Doutora em Ciências Instituição: Universidade Federal de Pelotas Endereço: Rua Gomes Carneiro, 1. Pelotas/RS

E-mail: [email protected]

Alex Leal de Oliveira

Formação acadêmica mais alta: Doutor em Ciências Instituição: Instituto Federal Baiano - IFBaiano

Endereço: BR 349, Km 14 – Zona Rural Bom Jesus da Lapa/BA. CEP 47600-000

E-mail: [email protected]

Francisco Amaral Villela

Formação acadêmica mais alta: Doutor em Fitotecnia Instituição: Universidade Federal de Pelotas Endereço: Rua Gomes Carneiro, 1. Pelotas/RS

E-mail: [email protected]

Adamo de Sousa Araujo

Formação acadêmica mais alta: Doutor em Ciências Instituição: Universidade Federal de Pelotas Endereço: Rua Gomes Carneiro, 1, Pelotas/RS

E-mail: [email protected]

RESUMO

O separador espiral, comumente utilizado em UBS de soja para realizar a separação das sementes por forma, é um equipamento que emite ruído ambiental ocupacional e, sem material atenuante, ultrapassa os limites de tolerância estabelecidos pela legislação. Estes ruídos podem

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 causar uma série de malefícios àqueles trabalhadores que estão no ambiente laboral, por isso a efetiva eliminação ou atenuação de ruídos emitidos pelo separador espiral pode ser a fonte, na trajetória ou no trabalhador. Neste sentido, este trabalho objetivou analisar a eficácia da utilização de materiais compensado de madeira e chapa metálica como atenuantes de ruído ambiental ocupacional emitido por um conjunto de separador espiral. Para tal análise, foram medidos os ruídos emitidos pela fonte sonora sem e com materiais atenuantes compensado de madeira e chapa metálica. Considerando o não uso de EPIs constatou-se que a distância segura, sem material atenuante, é de 13,7 a 30,6 metros, com compensado de madeira, é de 11 a 21,1 metros, e utilizando a chapa metálica, varia entre 10,7 e 18,9 metros.

Palavras Chave: ruído, unidade de beneficiamento, ambiente laboral. ABSTRACT

The spiral separator, commonly used in soybean UBS to perform seed separation by shape, is an equipment that emits occupational environmental noise and, without attenuating material, exceeds the tolerance limits established by the legislation. These noises can cause a lot of harm to those workers who are in the working environment, so the effective elimination or attenuation of noises emitted by the spiral separator can be the source, the trajectory or the worker. In this sense, this work aimed to analyze the effectiveness of the use of wood and sheet metal compensated materials as attenuators of occupational environmental noise emitted by a spiral separator assembly. For this analysis, the noise emitted by the sound source without and with attenuating materials compensated of wood and sheet metal were measured. Considering the non-use of PPE, it was found that the safe distance without attenuating material is 13.7 to 30.6 meters, with wood plywood, is 11 to 21.1 meters, and using the metal plate, varies between 10.7 and 18.9 meters.

Keywords: noise, processing unit, working environment. 1 INTRODUÇÃO

Em Unidades de Beneficiamento de Sementes, o Separador Espiral (SE) é o equipamento que produz ruído ambiental ocupacional de magnitude considerável. Ao estabelecer os requisitos para o desenvolvimento de SE seguro, Oliveira (2016) determinou que este deveria ser seguro, ser silencioso, ser de fácil desmonte e manutenção e atender as Normas Regulamentadoras e para isto deverá possuir proteção coletiva para a redução do ruído ambiental ocupacional.

Normas regulamentadoras determinam que o limite de tolerância para o ruído contínuo ou intermitente é de oitenta e cinco decibéis (85dBA) para jornada de trabalho de oito horas diárias e, o nível de ação para o ruído ambiental ocupacional seja de oitenta decibéis (80dBA), valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas (BRASIL, 1978). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um ruído de até 50dB(A) pode perturbar, mas o organismo se adapta a ele, já a partir de 55dB(A), pode haver a ocorrência de estresse leve,

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 acompanhado de desconforto (PORTELA, 2008). O nível 70dB(A) é tido como o nível inicial de desgaste do organismo, aumentando o risco de infarto, derrame cerebral, infecções, hipertensão arterial e outras patologias. A 80dB(A) ocorre a liberação de endorfinas, causando sensação de prazer momentâneo. Já a 100 dB(A) pode haver perda de audição.

Ambientes com níveis de ruído superior ao limite de tolerância estabelecido pela NR-15 Anexo 01, sem a devida proteção que possibilite a redução do ruído a níveis aceitáveis, devem ser caracterizados como ambientes insalubres. Conforme Melo (2013), um exemplo de atividade insalubre é a do trabalho em contato com o barulho (ruído ambiental ocupacional) e pode resultar na redução da capacidade auditiva sem possibilidade de reversão ao estado anterior. Por vezes o EPI vem sendo adotado nas empresas como a primeira opção para proteger o trabalhador dos riscos existentes nos ambientes laborais. Porém sabe-se que utilizar EPIs deve ser, sempre a última opção. Não sendo possível ou suficiente o controle no ambiente, deve-se utilizar o controle individual (SALIBA & CORRÊA, 2013). Para Amorim (2013), só em último caso se pensar em utilizar um equipamento de proteção individual nos trabalhadores.

Não sendo possível o controle do ruído na fonte e na trajetória, deve-se, como último recurso, adotar medidas de controle no trabalhador (BREVIGLIERO et. al., 2006). Segundo Melo (2013), as medidas coletivas previnem riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores, enquanto as individuais, como os EPIs, servem para protegê-los dos danos que possam advir da falta de prevenção. O mesmo autor enfatiza que os EPIs não constituem medidas adequadas de prevenção de riscos ambientais, já as medidas coletivas (EPCs) previnem os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

A medida de controle na fonte deverá ser prioritária, quando viável tecnicamente (AMORIM, 2013). A eliminação dos riscos depende da adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância, já a neutralização é possível com a adoção de EPIs que diminuam a intensidade do agente agressivo aos limites de tolerância (VENDRAME, 2013).

2 MATERIAL E MÉTODOS

O Experimento foi realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus Alegrete, utilizou-se um separador espiral duplo como fonte de ruído. Também foram utilizados dois materiais atenuantes: compensado de madeira e chapa metálica, com 5mm e 0,01mm de espessura, respectivamente.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 Seguindo a metodologia conduzida por Oliveira (2016), foram realizadas medições de ruído ambiental ocupacional em quatro quadrantes, denominados A, B, C e D e nas seguintes distâncias, 0,01; 1; 2; 4 e 8 metros de distância da fonte de ruído. Foram realizadas três repetições para cada distância, além da casualização. Na Figura 1, é apresentado o croqui do posicionamento das medições. A coleta de ruído foi de três (3) minutos para cada repetição.

Figura 1: Esquema de distribuição das medições para o separador espiral Quadrantes A, B, C e D representam cada um dos lados. Conjunto separador espiral como fonte de ruído ambiental ocupacional, Distâncias A0, B0, C0 e D0 estão a 0,01m de SE; A1, B1, C1 e D1 estão a 1m de SE; A2, B2, C2 e D2 estão a 2m de SE; A4, B4,

C4 e D4 estão a 4m de SE e A8, B8, C8 e D8 estão a 8m de SE. Fonte: Adaptado de Oliveira (2016).

Foi realizado Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC) com esquema fatorial 4X5 com 3 repetições aonde foram realizadas as medições de ruído ambiental ocupacional em função da distância de acordo com a Equação 01.

Lp2 = Lp1 - 20 log (D2 . D1-1) (Eq.1) Onde,

D1 é a distância entre o ponto 1 e a fonte ruidosa; D2 é a distância do ponto 2 (dobro da distância 1); Lp1 é o valor do nível de pressão no ponto 1; Lp2 é o valor do nível de pressão no ponto 2.

O experimento foi conduzido, inicialmente, sem nenhuma barreira de atenuação ao ruído ambiental ocupacional (testemunha), em seguida, foram testadas duas possibilidades de

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 atenuação para ruído ambiental ocupacional, que formam: compensado de madeira com 0,5mm de espessura e chapa metálica com 0,01mm de espessura. Os resultados encontrados foram comparados com as medições realizadas sem material atenuante para observar a eficácia na atenuação do ruído ocupacional emitido pelo separador espiral. Para testar o comportamento da atenuação do ruído foi utilizado a Equação 01.

Para a leitura do nível de pressão sonora foi utilizado um decibelímetro da marca Instrutherm, modelo DOS 5030, tipo II, com calibração primária em laboratório credenciado pelo INMETRO e calibração secundária realizada antes do início das medições com o calibrador CAL - 4000, também da marca Instruterm. Foi realizada a medição de ruído de fundo que esteve entre 40 a 50dB(A). O ruído de fundo é todo ruído que está sendo capitado e que não seja proveniente da fonte objeto das medições (ARAÚJO & REGAZZI, 2002). A calibração primária dos instrumentos foi realizada pela empresa LABELO PUCRS. Já a calibração secundária foi realizada antes e após as medições de ruído ambiental ocupacional. Os dados coletados foram tabulados e posteriormente analisados por ferramenta estatística computacional, por meio da ANOVA dos tratamentos, considerando as diferenças comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, com e sem materiais atenuantes. Também se realizou o estudo da propagação nas distâncias 0,01; 1; 2; 4 e 8m. Além disso, foi simulado a projeção da propagação considerando a Equação 07 para cada distância do estudo, sendo utilizado o teste t de Student a 5% de probabilidade para comparar os tratamentos.

Também, foram realizadas a extrapolação da quantidade de separadores espirais até a quantidade de oitenta SEs. Para isto foi utilizada a equação 02:

NPS(t) = NPS(f) + 10.log N (eq 2) Onde,

NPS(t) é o Nível de Pressão Sonora Total; NPS(f) é o Nível de Pressão Sonora da Fonte; N é a quantidade de fontes existentes;

Para o estudo da necessidade de atenuação de protetores auditivos para LT(8h) e NA foi utilizado a norma ANSI S12.6/1997-B e após selecionados os protetores com certificado de aprovação válidos pelo MTb para o ano de 2018.

A equação 1 representa o caimento de 3 e 6dB para cada duplicação da distância (GERGES, 2000). As projeções de propagação sonora foram simuladas utilizando a equação 01 com os dados de cada distância em estudo resultando na simulação da propagação sonora na fonte (0,01 metros). Assim, a partir da fonte, o som se propaga em todas as direções,

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 segundo uma esfera (CARVALHO, 2010). De acordo com Araújo & Regazzi (2002), a cada duplicação de distância, o ruído diminui em 6dB(A) em campo livre. Segundo Costa (2003), a redução do ruído no próprio ambiente em que se situa fonte pode ser obtida dobrando-se área, não sendo muito significativa, pois a redução máxima que se pode obter é de apenas 3dB.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o experimento foram encontrados os seguintes resultados conforme é apresentado nas Figura 2 e 3, em que para as distâncias de 0,01; 1; 2; 4 e 8 metros da fonte de ruído ambiental ocupacional para os quadrantes (Lados A, B, C e D) conforme croqui supracitado na Figura 1.

Figura 2: Distribuição dos NPS em dB(A) por distâncias 0,01; 1; 2; 4 e 8 metros

Para o tratamento testemunha com separador espiral sem material atenuante conforme, a Figura 2 a) na distância 0,01m os valores de ruído de todos os quatro lados estão acima de 100dB(A), para a distância 1m os valores de ruído dos lados A, B, C e D estão acima de 95dB(A), para a distância 2m os valores de ruído para todos os lados estão acima de 90dB(A), para a distância 4m os valores de ruído dos lados A, B, C e D estão acima de 85dBA(A) e para a distância 8m os valores de ruído dos todos os lados (A, B, C e D) estão acima de 80dB(A). Os valores se aproximam dos identificados por Oliveira (2016), confirmando a área de segurança da emissão sonora produzida pelo separador de espiral e estabelecendo a distância de 8m como início do Nível de Ação. Considerando as distâncias 0,01, 1, 2 e 4 m, observa-se a necessidade do uso de medidas corretivas, visto que estão acima do nível de tolerância de 85

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 dB. Porém, a distância de 8 m está abaixo do limite de tolerância de 85 dB (A) e acima do nível de ação de 80dB(A). Por isso, também são necessárias medidas preventivas.

Para o tratamento com separador espiral dotado de material atenuante com enclausuramento de compensado de madeira, conforme a Figura 6: b) nas distâncias 0,01; 1 e 2m os valores de ruído dos lados A, B, C e D estão acima de 90dB(A), para a distância 4m os valores de ruído para todos os lados estão acima de 85dB(A) e para a distância 8m os valores de ruído dos lados A, B, C e D estão abaixo de 80dB(A). Considerando as distâncias 0,01, 1, 2 e 4 m, observa-se a necessidade do uso de medidas corretivas, visto que estão acima do nível de tolerância de 85 dB. Porém, a distância de 8 m está abaixo do nível de ação de 80dB(A). Por isso, não são necessárias medidas preventivas, pois este encontra-se inferior à metade da exigência do limite de tolerância.

Para o tratamento com separador espiral com material atenuante chapa metálica ado conforme, a Figura 6 c) nas distâncias 0,01 e 1m os valores de ruído dos lados A, B, C e D estão acima de 90dB(A), para a distância 2m os valores de ruído para todos as direções analisadas estão acima de 85dB(A), para a distância4m os valores de ruído dos lados A, B, C e D estão abaixo de 85dB(A) e para a distância de 8m os valores de ruído de todos estão abaixo do nível de ação de 80dB(A). Considerando as distâncias 0,01, 1 e 2 m, observa-se a necessidade do uso de medidas corretivas, visto que estão acima do nível de tolerância de 85 dB. Já, para a distância de 4 m que está abaixo do limite de tolerância de 85 dB (A) e acima do nível de ação de 80dB(A), também são necessárias medidas preventivas. Porém, a distância de 8 m está abaixo do nível de ação de 80dB(A), por isso, não são necessárias medidas preventivas.

3.1 MATERIAIS ATENUANTES

Com o uso das proteções atenuadoras compensado de madeira e chapa metálica, pode-se obpode-servar na Figura 3, que ambos materiais diferiram da testemunha, porém não diferiram pelo teste de Tukey em 5% de probabilidade para as distâncias de 0,01; 1; 2 e 8 metros. Para a distância de 4 metros os materiais atenuantes além de diferirem da testemunha diferiram entre si.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761

Figura 3: NPS em dB(A) emitido por separador espiral sem e com material atenuante Médias seguidas pela mesma letra minúscula na vertical não diferem entre si pelo

teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Eixo X em dB(A) e eixo Y distâncias em metros do conjunto separador espiral.

3.2 PROPAGAÇÃO SONORA E PROJEÇÃO DO RUÍDO EM 6DB(A)

No experimento foram encontrados os seguintes resultados referentes a propagação sonora ao ar livre e com o uso dos materiais atenuantes, figura 4.

Figura 4: Propagação do ruído emitido pelo separador espiral ao ar livre sem e com diferentes materiais atenuantes

Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na horizontal para o conjunto separador espiral sem material, com material atenuante compensado de madeira e chapa metálica não diferem entre si de 6dB(A) pelo teste T de

Student a 5% de probabilidade.

Eixo X em dB(A) e eixo Y sem e com materiais atenuantes. Fonte: Autor.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 Abaixo, os resultados encontrados referentes a projeção do ruído ao ar livre e com o uso dos materiais atenuantes, figura 5.

Figura 5: Projeção de fonte ruidosa ao ar livre em 6dB(A)

Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na horizontal para o conjunto

separador espiral sem material, com material atenuante compensado de madeira e chapa mEtálica não diferem entre si de 6dB pelo teste T de Student a 5% de probabilidade.

Eixo X em dB(A) e eixo Y projeção das distâncias 2, 4 e 8 metros. Fonte: Autor.

3.3 PROPAGAÇÃO SONORA E PROJEÇÃO DO RUÍDO EM 3DB(A)

No experimento foram encontrados os seguintes resultados referentes a propagação sonora ao ar livre e com o uso dos materiais atenuantes, figura 6.

Figura 6: Propagação do ruído emitido pelo separador espiral ao ar livre sem e com diferentes materiais atenuantes

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761

Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na horizontal para o conjunto separador espiral sem material, com material atenuante compensado de madeira e chapa metalica não diferem entre si de 3dB(A) pelo teste T de

Student a 5% de probabilidade.

Eixo X em dB(A) e eixo Y sem e com materiais atenuantes. Fonte: Autor.

Abaixo, os resultados encontrados referentes a projeção do ruído ao ar livre e com o uso dos materiais atenuantes, Figura 7.

Figura 7: Projeção de fonte ruidosa ao ar livre em 3dB(A)

Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na horizontal para o conjunto separador espiral sem material, com material atenuante compensado de madeira e chapa mEtálica não diferem entre si de 3dB pelo teste T de

Student a 5% de probabilidade.

Eixo X em dB(A) e eixo Y projeção das distâncias 2, 4 e 8 metros. Fonte: Autor.

3.4 DISTÂNCIA SEGURA PROVENIENTE DE CONJUNTOS DE SEPARADORES ESPIRAIS.

Devido ao baixo rendimento do separador espiral, faz-se necessário em uma unidade de beneficiamento de sementes um conjunto com vários espirais para atender uma linha de beneficiamento (LUDVIG, 2017). Neste sentido, são montados em quantidade necessária de separadores espirais formando um conjunto de fontes ruidosas, pois, segundo Ludvig (2017), para melhorar o rendimento do equipamento as empresas também aumentam o número de espirais internos. Estes conjuntos podem assumir combinações tais que propagarão diferentes níveis de pressão sonora.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 Portanto, foram simulados a projeção de emissão de ruído ambiental ocupacional para as combinações de 2 a 80 separadores espirais sem proteção e com proteção de compensado de madeira e chapa metálica, em estimativa apoiada nos dados coletados neste trabalho. Com os valores medidos de um conjunto de separadores espirais foi calculado a soma logarítmica para as distâncias 0,01; 1; 2; 4 e 8 metros de distância entre a fonte e a estação de medição. Então, foi possível determinar a distância segura proveniente de conjuntos de separadores espirais.

Nas figuras 8, 9 e 10 são apresentadas as distâncias seguras além dos 8 metros em relação à fonte ruidosa em função da quantidade de separadores espirais utilizando o fator de dobra q=5dB(A).

Conforme a Figura 8, para um conjunto de 8 separadores espirais, sem materiais atenuantes, as distâncias encontradas foram de 9,9m da fonte para faixa de tolerância de 85Db(a); 13,7m para se aproximar do nível de ação de 80Db(A). E, para um conjunto de 80 separadores, são necessários 19,3m de distância para estar na faixa de tolerância de 85Db(A).

Figura 8: Distância segura em metros para conjuntos de separadores espirais sem material atenuante

Eixo X: combinação de 2 a 80 separadores espirais. Eixo Y esquerdo: distância segura além de oito metros da fonte ruidosa. Eixo Y direito: valores em dB(A)

referentes a oito metros para o conjunto de separador espiral. Fonte: Autor.

Conforme a Figura 9, para um conjunto separadores espirais com proteção de compensado de madeira, as distâncias encontradas foram de 9,5m da fonte para faixa de

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 tolerância de 85Db(a); 11m para se aproximar do nível de ação de 80Db(A). E, para um conjunto de 80 separadores, são necessários 14,1m de distância para estar na faixa de tolerância de 85Db(A).

Figura 9: Distância segura em metros para conjuntos de separadores espirais com material atenuante de compensado de madeira

Eixo X: combinação de 2 a 80 separadores espirais. Eixo Y esquerdo: distância segura além de oito metros da fonte ruidosa. Eixo Y direito: valores em dB(A) referentes a oito metros para o conjunto de separador espiral.

Fonte: Autor.

Conforme a Figura 10, para um conjunto de 8 separadores com proteção de chapa metálica são necessários aproximadamente 9,4m de distância da fonte para faixa de tolerância de 85Db(a); 10,7m para se aproximar do nível de ação de 80Db(A). E, para um conjunto de 80 separadores, são necessários 13,4m de distância para estar na faixa de tolerância de 85Db(A).

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Figura 10: Distância segura em metros para conjuntos de separadores espirais com material atenuante de chapa metálica

Eixo X: combinação de 2 a 80 separadores espirais. Eixo Y esquerdo: distância segura além de oito metros da fonte ruidosa. Eixo Y direito: valores em dB(A) referentes a oito metros para o conjunto de separador espiral.

Fonte: Autor.

4 CONCLUSÃO

O ruído ambiental ocupacional emitido pelo conjunto separador espiral sem material atenuante ultrapassou os limites de tolerância do Anexo-01 da NR-15.

Os materiais atenuantes compensado de madeira e chapa metálica não diferiram entre si, porém diferiram significativamente do emissão de ruído ocupacional sem material atenuante.

Os resultados de ruído emitidos pela fonte sonora diferiram significativamente dos resultados obtidos pela equação de propagação de onda sonora para 3 e 6dB.

As projeções de ruído ambiental ocupacional demonstraram que de acordo com o quantitativo de separadores espirais, o limite de tolerância e nível de ação são ultrapassados a partir de oito SEs na distância de oito metros sem e com materiais atenuantes compensado de madeira e chapa metálica.

As distâncias seguras sem material atenuante vão de 13,7 a 30,6 metros não sendo necessário uso de EPIs. Com o material atenuante compensado de madeira as distâncias seguras serão de 11 a 21,1 metros sem uso de EPIs. Com material atenuante chapa metálica as distâncias seguras são de 10,7 a 18,9 metros sem uso de EPIs, baseado em LT e NA, respectivamente.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.5, p.25441-25455 may. 2020. ISSN 2525-8761 Demonstrando, assim que mesmos utilizando dois diferentes materiais atenuantes não foi possível atenuar o ruído ambiental ocupacional abaixo dos limites especificados pelas NRs.

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VENDRAME, A. C. F., Perfil profissiográfico previdenciário: uma visão empresarial. São Paulo. LTr. 2003.130p.

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Figura 1: Esquema de distribuição das medições para o separador espiral Quadrantes A, B, C e D representam  cada um dos lados
Figura 2: Distribuição dos NPS em dB(A) por distâncias 0,01; 1; 2; 4 e 8 metros
Figura 3: NPS em dB(A) emitido por separador espiral sem e com material atenuante  Médias seguidas pela mesma letra minúscula na vertical não diferem entre si pelo
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