• Nenhum resultado encontrado

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2019

Share "ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES"

Copied!
33
0
0

Texto

(1)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n DEFINIÇÃO 1: Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade n DEFINIÇÃO 2: Ética é o conjunto de normas de comportamento e formas de vida através

do qual o homem tende a realizar o valor do bem.

n OBSERVAÇÕES

n 1.- É ciência: Tem (a) objeto de estudo (a moral, moral positiva, o bem), (b) leis e

método próprio;

n 2.- Etimologia: ethos (grego) = costumes { (mos, mores (latim)--> moral)} ; n 3.- Moral: É um dos aspectos do comportamento humano;

* (Outros: jurídico, social, alimentar, etc.)

* É um conjunto de regras de comportamento próprias de uma cultura.

n 4.- A ética vai além da moral: procura os princípios fundamentais do

(2)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n “A ética está para a moral assim como a musicologia está para a música”. n “A ética é a ciência da conduta”.

n Lei de ouro da ética: Não faça ao outro o que não queres que o outro faça a ti (atitude passiva).

n Faça ao outro o que queres que o outro faça a ti (Atitude pró-ativa). n O todo da ética é integrado pela Deontologia e pela Diceologia ( Paulo L. Netto Lobo

-“Comentários ao estudo da Advocacia”, Ed. Brasília Jurídica, 1966) .

n DEONTOLOGI A: Ramo da ética que trata dos deveres (ex.: códigos de ética).

n DI CEOLOGI A: Ramo da ética que cuida dos direitos.

(3)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n “Ética e moral são sinônimas” (M. Camargo). n Outra fonte:

n ÉTICA - MORAL n Permanente --> Temporal n Universal --> Cultural

n Regra --> Conduta de regra n Teoria --> Prática

(4)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n Valores éticos sintetizados por Aristóteles em “Ética a Nicômaco” n (Nicômaco era o nome do pai e do filho dele)

n (Escreveu ainda “Ética a Eudemo”, e “Grande Ética”): n - Coragem

n - Temperança n - Liberalidade n - Magnanimidade n - Mansidão

(5)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

I MPORTÂNCI A DA ÉTI CA

n A ética é importante?

n 1.- Proposta de currículo para Cursos de Computação da “Força Tarefa” ACM + IEE,1991 n ( Computer Ethics, p. 271, 272, 280).

n 2.- JURAMENTO DO FORMANDO EM COMPUTAÇÃO

n

“ Ju r o ex er cer m i n h a pr o fi ssã o co m ser i ed a d e, d i n a m i sm o e

cr i a t i vi d a d e, m a n t en d o - m e fi el a o s pr i n cí pi o s d a h o n est i d a d e

e ét i ca pr o fi ssi o n a l , fa z en d o co m qu e a s m á qu i n a s a ju d em o s

h o m en s e est es ja m a i s se t o r n em m á qu i n a s. Fa ço est e

ju r a m en t o co n sci en t e e l i vr e, so b m i n h a pa l a vr a d e h o n r a ” .

(6)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

I MPORTÂNCI A DA ÉTI CA

n

Problemas trazidos pela Tecnologia da I nformação ( ?!)

n - Roubo de software n Hacking

n Virus

n Invasão de privacidade

n Super-dependência de máquinas “inteligentes” n Stress de trabalho

n Crimes por computador (contra pessoas - contra instituições) n Confiabilidade e problema da qualidade do “software/ hardware”

(7)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

CLASSI FI CAÇÕES DA ÉTI CA

n

A) Quanto ao

resultado

do comportamento:

1 – Ética absoluta ( apriorística);

2 – Ética relativa (factual, experimental).

n

B) Quanto ao

aspecto histórico

(sobretudo ocidental):

1 – Ética empírica (em contraste com a ética racionalista)

(8)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

A.1 – Ética absoluta (apriorística);

n

CONCEI TOS:

-

Seu enfoque para explicar o mundo é a

razão

(constrói a teoria explicativa e

vai ao mundo para ver sua adequação).

-

Cada ser humano tem uma bússola, um semáforo (

a consciência, a razão

)

inato que indica racionalmente o que é bom e o que é mau, o que tem valor.

-

A norma ética é atemporal, absoluta, ubíqua (Existem

valores éticos

que

podem ser conhecidos - e ensinados -

a priori)

.

(9)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

A.2 – Ética relativa (factual, experimental)

n

CONCEI TOS:

- Seu enfoque é o estado atual do mundo (observa o que existe e constrói a

teoria explicativa).

-

A norma ética é puramente convencional, mutável, subjetiva. Logo existem

várias normas aplicáveis (para uma mesma situação).

-

Não existem valores universais, objetivos, mas estes são convencionais,

condicionados ao tempo e ao espaço.

(10)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética Empírica

n

A ética empírica pode ser enfocada em 4 configurações:

n

B.1.1.- Ética Anarquista

n

B.1.2.- Ética Utilitarista

n

B.1.3.- Ética Ceticista

(11)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética Empírica - B.1.1.- Ética Anarquista

PRINCÍPIO BÁSICO: Só tem valor o que não contraria as tendências naturais. CARACTERÍSTICAS

- Repudia normas e valores: Afirma que o direito (as leis), a moral, a religião, etc. são

convenções sociais arbitrárias, fruto da ignorância, do medo e da maldade.

- --> Toda organização social deve desaparecer.

- Acredita existir a liberdade natural, i. é, inata (o que implicaria na prevalência dos mais

fortes).

- A busca do prazer e a fuga da dor é o objetivo supremo (ver Hedonismo).

(12)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética Empírica - B.1.2.- Ética Utilitarista

- PRINCÍPIO BÁSICO: É bom o que é útil (“A felicidade é o único fim da ação humana e sua consecução o critério para julgar toda conduta”. J. S. Mill)

- COROLÁRIO: Os fins justificam os meios.

CARACTERÍ STI CAS

-

Xxxxxxx

NOME: John Stuart Mill

(13)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética Empírica - B.1.3.- Ética Ceticista

- PRI NCÍ PI O BÁSI CO: Não se pode dizer com certeza o que é certo ou errado, bom ou mau, pois ninguém jamais será capaz de desvendar os mistérios da natureza.

CARACTERÍ STI CAS

- Na dúvida, o cético não nega, nem afirma: não julga, abstém-se de tomar uma atitude (o que já é uma

atitude).

- Dizem que não crêem em nada (o que é falso, pois se fossem coerentes duvidariam até desta

afirmação).

- Na realidade os céticos históricos não pregavam o ceticismo absoluto: admitiam valores como a

dignidade do trabalho, acolhimento das leis locais, satisfação moderada das necessidades.

NOMES: Sexto Empírico, Protágoras (c. 487 - 420 a.C.), Carneades (214 - 129 a.C.) (ver: “Os 100 livros que mais influenciaram a humanidade).

(14)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética Empírica - B.1.4.- Ética Subjetivista

- PRINCÍPIO BÁSICO: “O homem é a medida de todas as coisas existentes ou inexistentes” (Protágoras).

DI VI SÃO: - B.1.4.a. - Ética Subjetivista Individual

- B.1.4.b.- Ética Subjetivista Social ou Específica

CARACTERÍ STI CAS

(B .1 .4 .a. - É t ica S ubj et ivis t a In dividual )

- Nesta ética cada qual adota a conduta mais conveniente com sua própria escala de valores.

- O certo e o errado devem ser avaliados em função das necessidades do homem.

- Não existe um critério objetivo, seguro de avaliação pois esta varia com o sujeito: Todas as opiniões

seriam verdadeiras ou falsas. Não haveria ciência.

NOMES: Protágoras (487-420 a.C.)

(15)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética Empírica - B.1.4.- Ética Subjetivista

- PRINCÍPIO BÁSICO: “O homem é a medida de todas as coisas existentes ou inexistentes” (Protágoras).

DI VI SÃO: - B.1.4.a. - Ética Subjetivista Individual

- B.1.4.b.- Ética Subjetivista Social ou Específica

CARACTERÍ STI CAS

(B .1 .4 .b. - É t ica S ubj et ivis t a S ocial ou E s pecíf ica

)

- Nesta ética o certo, bom, justo, verdadeiro etc. são obtidos por apreciação coletiva, por indicação

da sociedade.

- Não existe um critério objetivo, seguro de avaliação pois esta varia conforme o grupo focalizado. - Todas as opiniões seriam verdadeiras ou falsas. Não haveria ciência.

NOMES: Durkheim, Bouglé (Sociólogos Franceses)

OBS.: 1.- Como a sociedade define o que é bom, tem-se a possibilidade de que ela chancele um erro pois a verdade não é definida estatisticamente (as sociedades nazista, faxista, canibais convivem com seus erros éticos).

(16)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.1 – Ética

“Empírica”

- B.1.4.- Ética Cínica (“Ética do Barril”)

- PRINCÍPIO BÁSICO: “A verdadeira felicidade está na libertação das coisas efêmeras” - Independe do prazeres do luxo, do poder, da boa saúde, etc.

Corolário: Pode ser alcançada por todos (e uma vez alcançada não pode ser perdida?).

NOMES: Antístenes (fundador)

(17)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.2 – Ética dos bens

PRI NCÍ PI O BÁSI CO: Existe um “bem supremo” a nortear os comportamento. Ele é o fim de todos os meios.

Bens possíveis:

a) A Felicidade (grego: eudemonia; (eu = bom) + demonia (= espírito)). Originou a corrente dos

eudemonistas, como Aristóteles.

b) A Virtude ou a prática do bem: A finalidade última do homem está em ser bom, virtuoso e não em ser feliz. Originou os idealistas.

c) O Prazer (sensual, intelectual, artístico, etc.). Originou a corrente dos hedonistas (ver cínicos). d) A Sabedoria.

OBS.: Há correntes mistas como Eudemonismo idealista (virtude é o meio, felicidade o fim); Eudemonismo hedonista (o prazer é o meio)

DI VI SÃO DA ÉTI CA DOS BENS: - B.2.1.- Ética Socrática

- B.2.2.- Ética Platônica

- B.2.3.- Ética Aristotélica

- B.2.4.- Ética Epicurista

(18)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.2 – Ética dos bens - B.2.1.- Ética Socrática

PRINCÍPIO BÁSICO: As 2 máximas de Sócrates (c. 469 – 399 a.C.)

“Só sei que nada sei” e “Conhece-te a ti mesmo”.

Para ele o supremo bem, a virtude máxima é a sabedoria.

CARACTERÍSTICAS:

- Assim como Platão e Aristóteles, considerava o homem um ser

social, político.

- Para Sócrates, conhecendo o bem, por conseqüência o homem

pratica-lo-á e será feliz. Quem faz o mal é porque não

(19)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.2 – Ética dos bens

n - B.2.2.- Ética Platônica (“Filosofia do bosque”)

PRI NCÍ PI O BÁSI CO: Para Platão (427 – 347 a.C), todos os fenômenos naturais são meros reflexos de formas eternas, imutáveis, as idéias, sugerindo o “mundo das idéias”.

CARACTERÍ STI CAS:

- Discípulo de Sócrates, de quem registrou e desenvolveu as idéias, ensinava no “ bosque Academus” procurando embasar a teoria da conduta em bases racionais, para serem sólidas, imutáveis. - Era “dualista”: os homens são formados por 2 naturezas: material (corpo, perecível) e espiritual (alma,

imortal).

- A lógica e a razão são os instrumentos para atingir a sabedoria.

- O problema moral não é individual, mas coletivo, social e cabe ao estado providenciar educação aos cidadãos para conheçam e pratiquem as virtudes, o que torna-los-á felizes.

- Em “A República” propõe o Estado modelo, utópico, com governantes filósofos, dividido em 3 castas:

- CORPO à CBEÇA PEI TO BAI XO VENTRE - ALMA à Razão Vontade Desejo

(20)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.2 - Ética dos bens

n

- B.2.3.- Ética Aristotélica (

“ Filosofia peripatética: do passeio”

)

PRI NCÍ PI O BÁSI CO: Aristóteles (384 – 322 a.C.), aluno do Academus, diz que a

felicidade só pode ser conseguida com a integração de suas 3 formas: prazer,

virtude, sabedoria (ou: prazeres/ satisfação + cidadania responsável +

filosofia/ ciência).

CARACTERÍ STI CAS:

- A felicidade é um processo de busca constante da virtude, que é o

desenvolvimento das faculdades naturais, e deve sempre obedecer a “lei do

meio termo”, do equilíbrio (

“ Virtus in medium est”

).

- Contrariando Platão, propõe o estudo do mundo usando não só a razão (mundo

mítico das idéias: visão racionalista) mas também os sentidos para observá-lo

como ele é (visão empírica), criando a metodologia científica.

- Sua famosa frase: “O homem é um animal político por natureza”, expõe seu

pensamento quanto ao fato do agir social humano.

(21)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.2 - Ética dos bens

n

- B.2.4.- Ética Epicurista (

“ Filosofia do jardim”

)

PRI NCÍ PI O BÁSI CO: Os seguidores de Epicuro (341 – 270 a.C.) tinham como bem

supremo a felicidade, a ser atingido por meio dos prazeres (eudemonismo

hedonista) e os do espírito são mais elevados que os do corpo. Seu objetivo

maior era afastar a dor e os sofrimentos.

CARACTERÍ STI CAS:

- Consideravam a prudência a virtude dos sábios.

- A ética epicurista é individualista, com certo utilitarismo egoísta.

- Admitiam 3 classes de prazer:

- Naturais e necessários (Ex.: satisfação moderada dos apetites);

- Naturais mas não necessários (Ex.: gula, ócio);

- Nem naturais nem necessários (Ex.: glória).

(22)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.2 - Ética dos bens

n

- B.2.5.- Ética Estóica (

“ Filosofia do pórtico ” (Grego St oa)

)

PRINCÍPIO BÁSICO: Zenon (de Chipre, c. 300 a.C.) fundou esta filosofia que ensina a ética da virtude como fim: o estóico não aspira ser feliz, mas ser bom.

CARACTERÍSTICAS:

- Propunham o direito (normas éticas) universalmente válido, atemporal: o direito natural.

- Professavam o monismo: os seres têm apenas uma natureza (todas as pessoas são parte de uma mesma razão universal, o “ logos” )

- Ensinavam que se deve desligar-se das afeições, do mundo exterior e viver conforme a natureza concebida pela razão.

- Eram fatalistas: Nada acontece por acaso e o destino de todos está traçado.

- Tanto as coisas felizes como as desgraças são coisas naturais e devem ser aceitas com naturalidade (com estoicismo).

(23)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.3 - Ética formal (Ética do dever ou ética da atitude)

PRINCÍPIO BÁSICO: Immanuel Kant propôs diretriz formal a que chamou “imperativo categórico” (vale sempre e é uma ordem): “Age sempre segundo aquelas máximas através das quais possas, ao mesmo tempo, querer que elas se transformem em lei geral” (O mundo de Sofia, p. 356, 357).

CARACTERÍSTICAS:

- Aceita a premissa básica da ética empírica: E possível distinguir o certo do errado através da experiência, do resultado do procedimento, da observação sensorial do que de fato ocorre no mundo, mas

- Juntamente

com a premissa da ética racional: A razão deve ser consultada na investigação do fim último da existência humana.

- Definiu “máxima” como: princípio subjetivo, autônomo, interno (ligada à idéia do dever à

ética do dever). Lei moral: princípio objetivo, universal (diz como conduzir-se).

- Autonomia e Heteronomia: Kant diz que a atitude ética é proveniente da vontade do agente (autonomia) e não de outrem (heteronomia). Uma ação é correta se feita com “boa vontade”, pureza de intenção, independente de sua conseqüência (ética da atitude). - Classificação das ações:

- - A à Contrárias ao dever

- - B à Conformes ao dever: - B.1.à Feitas por dever

- - B.2.à Não feitas por dever (mas por outro motivo)

(24)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.4 - Ética dos valores

PRINCÍPIO BÁSICO: Uma ação é boa (e conseqüentemente é um

dever) se estiver fundamentada em um valor (Kant, de modo

inverso, se baseia na idéia do dever: uma ação é boa, tem

valor, deve ser feita, se obedece o “princípio categórico”).

CARACTERÍSTICAS:

- Os valores existem e devem ser descobertos, ensinados e

aprendidos.

- Axiologia: Ciência que estuda os valores, sobretudo os morais.

- Os valores obedecem a uma escala hierárquica e podem ser

classificados em: a) vitais; b) espirituais; c) religiosos, etc.

(25)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.4 - Ética dos valores

n

Moral cristã (= “ocidental”)

n

Santo Agostinho (354 – 430)

n

São Tomás de Aquino – Tomismo (1225 – 1274)

n

Moral cristã (= “ocidental”)

PRINCÍPIO BÁSICO: Cristo reafirmou a doutrina bíblica do Antigo Testamento (decálogo), mas ressaltou enfaticamente 2 mandamentos: (1) “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, com toda a tua alma e com toda a tua força” e (2) “ao próximo como a si mesmo” (Deuteronômio, VI, 5 e Levítico, XIX, 18).

CARACTERÍSTICAS:

- Cristo põe de forma pró-ativa a lei de ouro da ética “Não faça ao outro o que não queres que o outro te faça”, dizendo: “Tudo que quereis que os outros vos façam, fazei primeiro a eles” (Mateus, VII, 12).

(26)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.4 - Ética dos valores - Moral cristã (= “ocidental”)

n

“Lei de ouro da ética” (

Não faça ao outro o que não queres que o outro faça a ti

)

vista por outras religiões

- Hinduísmo: “O dever é, em suma, isto: não faças aos outros aquilo que se a ti for feito, te

causará dor”. Mahâbhârata, 5, 1517.

- Budismo: “Não atormentes o próximo com o que te aflige”. Udanavarga, 5, 18.

- Confucionismo: “Não faças aos outros aquilo que não desejas que te façam”. Analecto, 15, 23.

- Zoroastrismo: “Só terás boa índole quando não fizeres aos outros o que não for bom para ti próprio”. Dadistani-dinik, 94,5.

- Taoísmo: “Considera o lucro do teu vizinho como se fora o teu próprio e o prejuízo do teu vizinho como se fora teu próprio prejuízo”. T’ ai Shang Kan Ying P’ ien.

- Judaísmo: “Se algo te fere, não o use contra o próximo. Isto é todo o Torah; o mais simples comentário”. Talmude.

(27)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.4 - Ética dos valores

n

Moral cristã (= “ocidental”)

n

Santo Agostinho ( 354 – 430)

PRINCÍPIO BÁSICO: “Ama e faça o que quiseres”. CARACTERÍSTICAS:

- Os atos humanos serão bons ou maus conforme o for o objeto do seu amor. - O mal é a ausência de Deus e o bem Sua presença.

- Seguiu, quando jovem, a doutrina maniqueísta (Mani, seu idealizador, pregava um mundo dividido de modo estanque em bem e mal, luz e trevas, etc.).

(28)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

B.4 - Ética dos valores

n

Moral cristã (= “ocidental”)

n

São Tomás de Aquino – Tomismo ( 1225 – 1274)

PRINCÍPIO BÁSICO: O tomismo é considerado uma adaptação do aristotelismo e do cristianismo. (Tomás “cristianizou” Aristóteles - Ver Agostinho)

CARACTERÍSTICAS:

- É a doutrina que mais influenciou a Igreja Cristã.

- Ensinou que, assim como existem 2 caminhos para a revelação de Deus, i. é, as verdades reveladas na Bíblia (“Teologia revelada”) e as descobertas na natureza (“Teologia natural”), o mesmo vale para o campo moral: Existe o caminho mostrado pela consciência, “natural”, e dos mandamentos bíblicos.

(Aristóteles também propunha a visão do mundo com “2 lentes” a racional e a empírica).

(29)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

Conclusão ( J. R. Nalini)

n

- Ética pode ser ensinada e aprendida.

n

- Os estudos dos cursos de direito são adequados

quanto à extensão e profundidade, mas

negligentes quanto aos aspectos da ética.

n

- O primeiro compromisso do profissional deve ser

o de bem conhecer a ética e praticando-a

(uma de suas normas propõe o aperfeiçoamento profissional contínuo)

crescerá nas

(30)

ÉTICA – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÕES

n

Temas para último trabalho (Entrega em ___.___.03)

n 1.- A república (Platão)

n 2.- Ética a Nicômaco (Aristóteles, Ed. Martin Claret )

n 3.- Ética demonstrada à maneira dos geômetras (Baruch Spinoza, Ed. Martin Claret) n 4.- Crítica da razão pura (I mmanuel Kant)

n 5.- Fundamentos de ética geral e profissional (Marculino Camargo, Ed. Vozes) n 6.- O mundo de Sofia (Jostein Gaarder, Ed. Cia. das Letras)

(Pontos 7 a 11 do livro: Ética geral e profissional - José Renato Nalini, Ed. Revista dos tribunais, www.rt.com.br) n 7.- Bioética

n 8.- Ética e sociedade

n 9.- Deveres éticos na família

n 10.- A ética do estudante (de direito) n 11.- A ética e a vida

(31)

Primeiras 3 Leis da Robótica

(I saac Asimov)

n

Lei

1

n

Um robô jamais deve causar dano a um ser humano

nem, através de omissão, permitir que isto aconteça

n

Lei

2

n

Um robô deve sempre obedecer o ser humano, a

menos que isto entre em conflito com a primeira lei

n

Lei

3

n

Um robô deve proteger-se de danos, a menos que isto

entre em conflito com a primeira e segunda lei

P.S.: Robô: Robôs são

artefatos

para fins de

Automação de tarefas/ Ampliação da

(32)

Asimov:

problema

com leis

n

Primeira defende um indivíduo

n

Humanidade: vale mais que indivíduo (?!)

n

Indivíduo prestes a dizimar

n

Robô sabe mas obedece primeira lei

n

Asimov criou a

Lei ZERO

n

Um robô não deve causar danos à

(33)

Leis da Robótica (atuais)

n

Lei ZERO

n

Um robô não causará danos à Humanidade nem, através

de omissão, permiti-lo

n

Primeira Lei

n

Um robô não causará dano a um ser humano nem,

através de omissão, permiti-lo, a menos que isso viole a

Lei ZERO

n

Segunda Lei

n

Um robô deve obedecer seres humanos, a menos que

isso viole as Leis ZERO e 1

n

Terceira Lei

n

Um robô deve proteger sua existência, a menos que isso

Referências

Documentos relacionados

Como se pode ultrapassar o último, se você está atrás do último, você não pode ultrapassar o último!. Calcule na

Agora se você nem fez o teste, é porque você é macho, porque macho não faz testizinhos por

Abra a porta da geladeira, retire a girafa, coloque o elefante, e feche a porta?. Esta pergunta testou sua capacidade de pensar nas

Mostra que para você o que importa é o resultado final. Está segura de si e se for preciso mostra o que pensa

Primeiro vai levar o carneiro para a outra margem e deixará na margem de origem, os dois fardos de capim.. Em seguida ele voltará e vai pagar um fardo

Assim, qualquer objeto preto maior que o rasgo que esteja por baixo da folha satisfaz a solução. Estas são as

Poderá mesmo agir com rigidez e até com dureza, e chegar a ser um pouco “maníaco” com sua obsessão de ligar rigorosamente todos os pontos... Você é

- Seu número preferido define para quantas pessoas você deve enviar este teste. O dia predileto corresponde ao dia que seu desejo se