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CARTA EDUCATIVA DO CONCELHO DE RIO MAIOR Relatório Final

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Academic year: 2021

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NOTA DE APRESENTAÇÃO

A rede de equipamentos colectivos constitui uma componente fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável e integrado nas suas diversas dimensões, sendo simultaneamente instrumento de qualificação e valorização de centros urbanos e instrumento de fomento da equidade e qualidade de vida das populações.

De entre os equipamentos colectivos, os equipamentos de ensino constituem um conjunto fundamental, dada a sua importância na prossecução de um objectivo essencial no processo de desenvolvimento regional (acesso da população ao ensino) e na qualificação dos recursos humanos, factor de sucesso importante na competitividade de cidades e regiões.

Neste contexto, o reordenamento da rede de equipamentos de ensino constitui um factor fundamental na estratégia de desenvolvimento de um município, pelo que a realização da Carta Educativa para os municípios da Lezíria do Tejo, em geral, e para o município de Rio Maior, em particular, surge como uma oportunidade única para adequar a rede de infra-estruturas de ensino à procura previsível nos próximos anos.

O Decreto-Lei n.º 7 de 2003, ao criar o Conselho Municipal de Educação e o conceito e objectivos da Carta Educativa, introduz um conjunto de oportunidades e desafios que importa potenciar, numa lógica de concertação e partenariado de base territorial.

O facto de o concelho de Rio Maior não possuir uma Carta Educativa, introduz dificuldades acrescidas face ao processo de programação de equipamentos educativos, tendo em consideração as novas exigências do sistema educativo e face às novas dinâmicas territoriais existentes e emergentes. Por conseguinte, considera-se essencial a elaboração da Carta Educativa do município de Rio Maior, dando cumprimento ao DL n.º 7/2003.

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O documento que agora se apresenta corresponde ao Relatório Final da Carta Educativa do concelho de Rio Maior. Este relatório integra as três partes que constituem a Carta Educativa: Partes I (Enquadramento Regional), II (Diagnóstico Estratégico da Rede Educativa) e III (Propostas de Intervenção na Rede Educativa).

Para a elaboração deste documento (que decorreu simultaneamente para os restantes dez municípios da Lezíria do Tejo), a Equipa efectuou diversas reuniões com a autarquia, com a Direcção Regional de Educação de Lisboa e com os agrupamentos e os estabelecimentos de ensino do concelho. Estas mesmas entidades foram, de resto, imprescindíveis no fornecimento de informação diversa sobre a oferta e procura de ensino no concelho.

Para além das opiniões e informações que nos foram apresentadas no decurso das reuniões anteriormente referidas, a elaboração do presente relatório fundamentou-se simultaneamente em diversos documentos e fontes publicadas.

O presente documento constitui uma ferramenta, de cariz prospectivo, capaz de ajudar a tomar decisões no presente e de conduzir com eficácia as mudanças de fundo e circunstanciais, de forma a consolidar-se uma rede eficaz de edifícios e equipamentos educativos.

A Carta Educativa do município de Rio Maior é, por princípio, um exercício de cariz voluntarista que tenta através da participação alargada obter consensos quanto ao planeamento e ordenamento da rede de equipamentos educativos do concelho.

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Equipa

José Luís Avelino (Coordenação Geral)

Luís Carvalho (Coordenador-Adjunto)

Gentil Duarte

Inês Andrade

Sónia Vieira

Carla Figueiredo

José Manuel Simões (Consultor)

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ÍNDICE GERAL

PARTE I – ENQUADRAMENTO TERRITORIAL

1. INSERÇÃO REGIONAL ... 9

2. DEMOGRAFIA ... 14

3. POVOAMENTO E REDE URBANA ... 22

4. BASE ECONÓMICA E SOCIAL... 27

PARTE II – DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO DA REDE EDUCATIVA

1. A OFERTA DE ENSINO PÚBLICO... 35

1.1 – Considerações Gerais...36

1.2 – Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico...40

1.3 – 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário ...55

2. A PROCURA DE ENSINO PÚBLICO ... 59

2.1 – Ensino Pré-Escolar, Básico e Secundário Público ...60

2.2 – Ensino Recorrente...79

2.3 – Ensino Superior...80

3. A OFERTA E PROCURA DE ENSINO PRIVADO/PARTICULAR ... 81

3.1 – Educação Pré-Escolar Particular...82

3.2 – Ensino Profissional...83

4. ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR E TRANSPORTES... 86

4.1 – Acção Social Escolar...87

4.2 – Transportes e Movimentos Casa-Escola...90

5. PROJECÇÕES DA POPULAÇÃO ESCOLAR... 93

5.1 – Nota Introdutória...94

5.2 - Metodologia Adoptada: Modelo Cohort -Survival...95

5.3 – População Estudantil Projectada...100

PARTE III – PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NA REDE EDUCATIVA

1. PRINCÍPIOS ORIENTADORES ... 103

2. QUADRO LEGISLATIVO ... 108

3. RECONFIGURAÇÃO E REORGANIZAÇÃO DA REDE EDUCATIVA ... 117

3.1 – Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico...118

3.2 – 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário ...132

3.3 – Ensino e Formação Profissional...134

4. PROGRAMA DE INTERVENÇÃO... 135

4.1 – Projectos Estruturantes ...136

4.2 – Projectos Complementares ...143

4.3 – Síntese das Propostas ...149

5. MONITORIZAÇÃO DO PROCESSO... 154

5.1 – Considerações Gerais...155

5.2 – Faseamento do Processo de Monitorização ...156

5.3 – Organização do Processo de Monitorização...157

ANEXOS

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ÍNDICE DE QUADROS

Quadro 1 – Indicadores de Contextualização do Concelho de Rio Maior... 11

Quadro 2 – Evolução da População no Concelho de Rio Maior e Densidade Populacional... 16

Quadro 3 – Componentes do Crescimento Demográfico (1991-2001) ... 17

Quadro 4 – Evolução da Estrutura da População Residente (%) ... 18

Quadro 5 – Evolução dos Índices Demográficos (%)... 19

Quadro 6 –Evolução dos Níveis de Instrução da População Residente (%)... 21

Quadro 7 – Evolução da População Residente Segundo a Dimensão dos Lugares (%)... 23

Quadro 8 – Evolução das Taxas de Actividade e Desemprego (%) ... 28

Quadro 9 – Evolução da População Desempregada (%) ... 29

Quadro 10 – Estrutura da População Activa no Concelho de Rio Maior (1991 e 2001) ... 30

Quadro 11 –Estrutura da População Activa, por Sectores, em 2001... 31

Quadro 12 – Tipologia dos Estabelecimentos do Ensino Público no Concelho de Rio Maior... 37

Quadro 13 – Distribuição dos Estabelecimentos do Ensino Público, por Agrupamento, no Concelho de Rio Maior... 38

Quadro 14 – Recursos Humanos na Educação Pré-Escolar na Freguesia de Rio Maior ... 41

Quadro 15 – Caracterização dos Estabelecimentos da Educação Pré-Escolar Pública na Freguesia de Rio Maior ... 42

Quadro 16 – Recursos Humanos na Educação Pré-Escolar nas Freguesias Rurais de Rio Maior (2003/04)... 44

Quadro 17 – Caracterização dos Estabelecimentos da Educação Pré-Escolar Pública nas Freguesia Rurais do Concelho de Rio Maior... 45

Quadro 18 – Recursos Humanos no 1º Ciclo do Ensino Básico na Freguesia de Rio Maior (2003/04)... 47

Quadro 19 – Caracterização dos Estabelecimentos do 1ºCiclo na Freguesia de Rio Maior... 48

Quadro 20 – Recursos Humanos no 1º Ciclo do Ensino Básico nas Freguesia Rurais de Rio Maior (2003/04)... 52

Quadro 21 – Caracterização dos Estabelecimentos do 1º Ciclo do Ensino Básico das Freguesias Rurais de Rio Maior... 53

Quadro 22 – Recursos Humanos nos 2º Ciclo 3º Ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário no Concelho de Rio Maior (2003/04)... 57

Quadro 23 – Caracterização dos Estabelecimentos com 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário do Concelho de Rio Maior ... 58

Quadro 24 – Evolução do Número de Alunos por Ciclo no Concelho de Rio Maior (Ensino Público) ... 60

Quadro 25 – Taxa Bruta de Escolarização por Ciclo e Nível de Ensino no Concelho de Rio Maior (2003-04)... 62

Quadro 26 – Evolução do Número de Alunos na Educação Pré-Escolar Pública e no 1º Ciclo do Ensino Básico na Freguesia de Rio Maior... 62

Quadro 27 – Evolução do Número de Crianças da Educação Pré-Escolar nos Estabelecimentos Públicos na freguesia de Rio Maior... 63

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Quadro 29 – Número de Crianças com Necessidades Educativas Especiais na Educação Pré-Escolar Pública do Ensino Básico na Freguesia de Rio Maior ... 64 Quadro 30 – Evolução do Número de Alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico nos Estabelecimentos Públicos da freguesia de Rio Maior... 65 Quadro 31 – Taxa de Ocupação do 1º Ciclo do Ensino Básico nos Estabelecimentos Públicos da

Freguesia de Rio Maior (2003-04)... 66 Quadro 32 – Número de Alunos com Necessidades Educativas Especiais no 1º ciclo do Ensino

Básico na Freguesia de Rio Maior ... 66 Quadro 33 – Evolução do Número de Crianças por Freguesia na Educação Pré-Escolar Pública

e no 1º Ciclo do Ensino Básico nas Freguesias Rurais do Concelho de Rio Maior.. 67 Quadro 34 – Evolução do Número de Crianças na Educação Pré-Escolar Pública nas Freguesias Rurais do Concelho de Rio Maior... 68 Quadro 35 – Taxas de Ocupação na Educação Pré-Escolar Pública nas Freguesias Rurais do

Concelho de Rio Maior (2003/2004)... 68 Quadro 36 – Evolução do Número de Alunos no 1º Ciclo do Ensino Básico nas Freguesias

Rurais do Concelho de Rio Maior... 69 Quadro 37 – Taxa de Ocupação no 1º Ciclo do Ensino Básico nas Freguesias Rurais do

Concelho de Rio Maior... 70 Quadro 38 – Evolução do Número de Crianças da Educação Pré-Escolar Público por

Agrupamento de Escolas ... 71 Quadro 39 – Taxa de Ocupação da Educação Pré-Escolar Pública por Agrupamento do

Concelho de Rio Maior (2003-04) ... 72 Quadro 40 – Evolução do Número de Alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico Público por

Agrupamento do Concelho de Rio Maior... 72 Quadro 41 – Número de Estabelecimentos do 1º Ciclo Segundo a Dimensão (Número de Alunos) por Agrupamento do Concelho de Rio Maior (2003/04) ... 73 Quadro 42 – Taxa de Ocupação do 1º Ciclo do Ensino Básico Público por Agrupamento do

Concelho de Rio Maior (2003-04) ... 73 Quadro 43 – Número de Crianças com Necessidades Educativas Especiais na Educação

Pré-Escolar Público e no 1º Ciclo do Ensino Básico nas Freguesias Rurais de Rio Maior ... 74 Quadro 44 – Evolução do Número de Alunos por Estabelecimento nos 2º e 3º Ciclos do Ensino

Básico e do Ensino Secundário Público no Concelho de Rio Maior... 75 Quadro 45 – Evolução do Número de Alunos por Curso no Ensino Secundário no Concelho de

Rio Maior... 76 Quadro 46 – Taxa de Ocupação dos Estabelecimentos do 2º, 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário no Concelho de Rio Maior (2003-04) ... 77 Quadro 47 – Número de Alunos com Necessidades Educativas Especiais nos 2º e 3º Ciclos do

Ensino Básico e no Ensino Secundário no Concelho de Rio Maior ... 77 Quadro 48 – Taxas de Repetência no Concelho de Rio Maior (%) ... 78 Quadro 49 – Taxas de Abandono no Concelho de Rio Maior (%) ... 78 Quadro 50 – Evolução do Número de Alunos no Ensino Recorrente no Concelho de Rio Maior 79 Quadro 51 – Número de Crianças na Educação Pré-Escolar Particular no Concelho de Rio Maior

... 82 Quadro 52 – Acção Social no Pré-Escolar na Freguesia de Rio Maior (2003/04) ... 87

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Quadro 53 – Acção Social no Pré-Escolar nas Freguesias Rurais do Concelho de Rio Maior

(2003/04)... 87

Quadro 54 – Acção Social no 1º Ciclo do Ensino Básico na Freguesia de Rio Maior (2003/04) . 88 Quadro 55 – Acção Social no 1º Ciclo do Ensino Básico nas Freguesias Rurais de Rio Maior (2003/04)... 88

Quadro 56 – Local de Estudo dos Residentes com 15 ou mais anos do Concelho de Rio Maior (%)... 90

Quadro 57 – Meios de Transporte Utilizados nos Movimentos Casa/Escola, no Concelho de Rio Maior (%)... 91

Quadro 58 – População Residente, segundo Dois Cenários (Tendencial e Alternativo), em 2011 ... 99

Quadro 59 – População em Idade Escolar Projectada (Cenário Tendencial) ... 100

Quadro 60 – População em Idade Escolar Projectada (Cenário Alternativo - Expansionista) ... 101

Quadro 61 – População Projectada em Idade Escolar ... 101

Quadro 62 – Matriz-Síntese de Propostas para o Agrupamento Vertical de Marinhas do Sal – 128 Quadro 63 – Matriz-Síntese de Propostas para o Agrupamento Vertical Fernando Casimiro Pereira da Silva - Cenário A (a)... 130

Quadro 64 – Matriz-Síntese de Propostas para o Agrupamento Horizontal de Alcobertas... 124

Quadro 65 – Matriz-Síntese de Propostas para o Agrupamento Vertical de Marinhas do Sal -. 120 Quadro 66 – Matriz-Síntese de Propostas para o Agrupamento Vertical Fernando Casimiro Pereira da Silva - Cenário B... 122

Quadro 67 – Matriz-Síntese de Propostas para os 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e para o Ensino Secundário no Concelho de Rio Maior ... 133

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 - Enquadramento do Concelho de Rio Maior... 10

Figura 2 - Integração de Rio Maior no Sistema de Acessibilidades ... 12

Figura 3 - Evolução da População no Concelho de Rio Maior e na Lezíria do Tejo ... 15

Figura 4 - Variação da População, por Freguesia, no Concelho de Rio Maior (1991-2001)... 16

Figura 5 – Pirâmide Etária do Concelho de Rio Maior, 2001 ... 19

Figura 6 – Distribuição do Índice de Envelhecimento no Concelho de Rio Maior (2001)... 20

Figura 7 - População em Lugares com mais de 300 Habitantes no Concelho de Rio Maior e Variação 1991-2001 ... 24

Figura 8 - Sub-Sistema Urbano da Lezíria do Tejo... 26

Figura 9 - População Residente Empregada, por Sector de Actividade, no Concelho de Rio Maior ... 29

Figura 10 - Distribuição dos Sectores de Actividade, por Freguesia, em 1991 e 2001... 32

Figura 11 - População por Ramos de Actividade em Rio Maior, CAE 1 digt, (2001) ... 33

Figura 12 - Localização dos Estabelecimentos de Ensino, por Freguesia, do Concelho de Rio Maior (2003/04) ... 39

Figura 13 – Evolução do Número de Alunos por Ciclo de Ensino Público no Concelho de Rio Maior ... 61

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PARTE I –

ENQUADRAMENTO TERRITORIAL

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Integrado numa zona apelidada de "Estremadura Ribatejana", o concelho de Rio Maior situa-se numa área de transição onde as influências do Ribatejo e do Litoral se mesclam, dando lugar a um espaço cheio de originalidade.O concelho de Rio Maior constitui, por isso, um território de charneira e intermediação entre dois sub-sistemas territoriais e urbanos diferenciados, mas crescentemente interdependentes – o Oeste e a Lezíria do Tejo.

Estando inserido nesta última NUTE III, Rio Maior tem tido a capacidade de se articular com o Oeste, integrando-se em parcerias com esta região (na área dos resíduos e do turismo, por exemplo) e ao nível das interrelações económicas, sobretudo com Caldas da Rainha, e com a freguesia da Benedita, do concelho de Alcobaça; mas simultaneamente com Santarém (ao nível do ensino superior, por exemplo) e Cartaxo, na Lezíria do Tejo. A recente opção pela Comunidade Urbana da Lezíria indicia a vontade de Rio Maior de continuar a ter um papel fundamental no reforço destas articulações.

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Apresentando desde há muito uma elevada centralidade no espaço nacional, o concelho reforçou com a construção do IP6/A15 essa característica, como importante interface onde se cruzam dois eixos fundamentais de ligação rodoviária do país: a ligação litoral/interior, através daquela via, e uma das principais vias de ligação Norte/Sul como é o IC2. O concelho viu assim dado suporte infraestrutural a essa potencialidade como território de articulações entre espaços diferenciados.

O concelho, com 271 Km2, tem uma dimensão intermédia ao nível nacional e é constituído por 14

freguesias com a dimensão média de 19 Km2 (a mais reduzida da região). Em termos

populacionais faz parte de um numeroso grupo intermédio de concelhos existente na Lezíria (mais de metade do total) com população entre os 20.000 e 25.000 habitantes. O concelho apresentou na última década dinamismo demográfico com um crescimento de 5%, superior ao da própria região.

Quadro 1 – Indicadores de Contextualização do Concelho de Rio Maior

Indicadores Ano Rio Maior Lezíria Tejo Continente

Superfície (Km2.) 2001 271,1 4.272 89.045 População (nº hab.) 2001 21.110 240.832 9.869.343 Densidade (hab/Km2.) 2001 77,9 56,4 111,2 Variação da População (1991/2001) 4,9 3,4 5,3 Taxa de Natalidade 2001 10,6 10,0 10,8 Taxa de Mortalidade 2001 12,1 12,4 10,2 Nº de Freguesias 2001 14 91 4047

Índ. Poder de Compra per capita 2002 79,4 75,0 101,3

Ind. Desenvolvimento Social (IDS) 2003 0,87 0,86 0,91

Taxa de analfabetismo (%) 2001 10,6 12,7 8,9

Sociedades Sediadas 2001 734 7.020 297.476

Sociedades do Sector Primário (%) 2001 11,7 12,2 2,8

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A população agrupa-se em praticamente uma centena de lugares o que indicia uma considerável dispersão do povoamento. A densidade populacional não sendo das mais elevadas é claramente superior à que se verifica na Lezíria do Tejo.

As várias linhas de água que percorrem o seu território constituem uma densa rede hidrográfica da qual se destaca o Rio Maior que deu nome à localidade. O Norte do concelho é delimitado pela Serra dos Candeeiros, com as suas grutas e algares naturais, onde orograficamente se intercalam áreas elevadas, mas pouco povoadas, com depressões argilosas muito férteis, onde se instalaram as povoações. Para Sul são mais evidentes as áreas planas e inundáveis das margens do Rio Maior.

A restante área concelhia é constituída por uma sucessão de planaltos baixos e pequenas colinas, ambas intensamente humanizadas e com diversos aglomerados populacionais ao longo das vias de comunicação.

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Em termos de acessibilidade no contexto nacional o concelho de Rio maior apresenta uma situação relativamente privilegiada. Desde há alguns anos assistiu-se à construção de um conjunto de infra-estruturas rodoviárias nacionais e regionais que permitiram ganhos de acessibilidade muito fortes do município relativamente a outras áreas do país.

O concelho de Rio Maior é servido pelo EN1/IC2 que liga o Sul (sobretudo a região de Lisboa) ao Centro (fundamentalmente à região de Alcobaça/Leiria) e ao Norte do país. A ligação ao Litoral (Peniche/Caldas da Rainha e A8) e ao Interior é feita pelo IP6/A15 que depois de Santarém e Torres Novas dá acesso aos concelhos do Médio Tejo, Beira Interior e Espanha. Em Rio Maior, a A15 comunica com o IC2.

Para além destas ligações, existe o sistema de acessibilidades intra-concelhio e inter-regional, fundamentalmente constituído por outras duas vias: a EN114 (paralela à A15) que estrutura as acessibilidades rodoviárias à parte leste do concelho e a EN361 (Rio Maior/Alcanena), que estrutura as ligações a nordeste do concelho, ao norte do Maciço Calcário e ao Médio Tejo.

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Ao longo da segunda metade do século XX o concelho de Rio Maior viu os seus quantitativos populacionais aumentarem progressivamente, passando a sua população dos 18.902 habitantes em 1950 para os 21.110 habitantes em 2001. Por conseguinte, o seu peso demográfico na sub-região da Lezíria do Tejo aumentou ligeiramente de 8,5% para 8,8% no mesmo período de tempo.

Se até ao início dos anos 70 não se registaram grandes oscilações nos valores demográficos do município de Rio Maior, a partir daí desenvolveram-se dois períodos de considerável crescimento demográfico, apenas interrompido pela década de oitenta onde o acréscimo foi menos significativo.

Figura 3 - Evolução da População no Concelho de Rio Maior e na Lezíria do Tejo

18.902 19.356 18.894 19.894 20.119 21.110 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 1950 1960 1970 1981 1991 2001

Lezíria do Tejo Rio Maior

Esta evolução demográfica não foi uniforme, uma vez que enquanto a freguesia da sede de concelho apresentou um forte dinamismo demográfico (taxa de variação de 10,6% entre 1991 e 2001), o resto do concelho, no seu todo, apresentou um ligeiro decréscimo populacional.

Deste modo, verifica-se que o concelho de Rio Maior demonstrou ao longo da última década uma forte tendência de concentração intra-concelhia, consequência do reforço da importância da cidade no contexto do concelho. Pelo contrário, as restantes freguesias não têm conseguido estancar as quebras populacionais resultantes das saídas para espaços urbanos (designadamente para a sua sede de concelho) e do acentuado envelhecimento demográfico.

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Quadro 2 – Evolução da População no Concelho de Rio Maior e Densidade Populacional

Unidade Territorial População (1991) População (2001) Variação 1991-2001 (%) Área Km2 (2001) Densidade Populacional (2001)

Freguesia de Rio Maior 10.424 11.532 10,6 90,0 128,2

Restantes Freguesias 9.695 9.578 -1,2 181,1 52,9

Concelho Rio Maior 20.119 21.110 4.9 271,1 77,9

Lezíria do Tejo 232.969 240.832 3,4 4.272 56,4

Continente 9.371.319 9.869.343 5,3 89.045 111,2

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

A variação da população por freguesia no concelho de Rio Maior, entre 1991 e 2001, permite reforçar estas conclusões. Com efeito, além da freguesia de Rio Maior, apenas mais quatro freguesias (num total de catorze) registaram acréscimos populacionais: Ribeira de São João, Marmeleira, Arruda dos Pisões e Outeiro da Cortiçada (embora em qualquer destes casos, os valores absolutos sejam relativamente modestos, uma vez que nenhuma freguesia possui mais de mil habitantes). Pelo contrário, existem freguesias (caso de Malaqueijo e Fráguas) que apresentam quebras populacionais consideráveis.

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Outro indicador pertinente para a análise da evolução da população no concelho de Rio Maior prende-se com a densidade populacional. Deste modo, verifica-se que os níveis de densidade populacional do concelho (cerca de 78 habitantes por km2) situam-se entre a média regional e a

média nacional. Contudo, estes valores escondem inúmeras disparidades inter-freguesias, destacando-se, mais uma vez, as diferenças entre a sede de freguesia e as restantes.

Os factores que têm estado subjacentes à dinâmica populacional do território nacional têm vindo a sofrer alterações consideráveis. De facto, se nos anos 60 e 70 a evolução demográfica era, em grande medida, determinada pelas migrações internas e externas, já em períodos mais recentes são as componentes do saldo fisiológico e a entrada de imigrantes as principais responsáveis pelas alterações populacionais das regiões portuguesas.

Na última década, as diferenças entre o saldo fisiológico e o saldo migratório acentuaram-se ainda mais no município de Rio Maior por duas ordens de razão. Em primeiro lugar, manteve-se a tendência para a quebra acentuada dos níveis de fecundidade, gerando saldos fisiológicos negativos. Concomitantemente, ocorreu uma alteração no sentido dos fluxos migratórios em Portugal, passando o nosso país a ser o destino de muitos emigrantes. Os acréscimos de população urbana no concelho de Rio Maior (onde existe uma maior oferta de emprego) têm facilitado a entrada de população proveniente de países do leste da Europa.

Quadro 3 – Componentes do Crescimento Demográfico (1991-2001) Saldo Natural Saldo Migratório Unidade Territorial Valor Absoluto (milhares) % Valor Absoluto (milhares) % Rio Maior -0,5 -2,3 1,6 7,9 Lezíria do Tejo -7,4 -3,2 14,8 6,3 Portugal 89,8 0,9 361,2 3,7

Fonte: INE (Recenseamentos da População, Resultados Preliminares)

Um dos fenómenos demográficos mais marcantes da sociedade portuguesa - a quebra dos índices de fecundidade - afectou também o concelho de Rio Maior, gerando alterações

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Quadro 4 – Evolução da Estrutura da População Residente (%)

1991 2001

Unidade Territorial

0-14 15-64 +65 0-14 15-64 +65 Freguesia de Rio Maior 20,5 66,8 12,7 16,1 67,6 16,2 Restantes Freguesias 17,2 64,1 18,8 14,6 64,6 20,8 Concelho de Rio Maior 18,9 65,5 15,6 15,4 66,3 18,3 Lezíria do Tejo 17,6 65,8 16,7 14,1 66,1 19,8

Continente 19,7 66,6 13,7 15,8 67,7 16,5

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

Com efeito, reforçou-se a tendência, já anteriormente esboçada, para o envelhecimento da população. Constata-se, pois, que a percentagem de jovens com menos de 15 anos diminuiu no concelho de Rio Maior de 18,9% em 1991 para 15,4% em 2001, enquanto o peso dos idosos com mais de 65 anos aumentou de 15,6% para 18,3% no mesmo período de tempo.

Em consequência deste aumento do peso da população idosa em relação à jovem vai assistir-se a um progressivo incremento do índice de envelhecimento que, no concelho de Rio Maior, passou de 83% em 1991 para 119% em 2001, valor acima da média nacional, mas inferior à média regional. Contudo, mais uma vez se constata que a freguesia de Rio Maior apresenta valores distintos do resto do concelho, destacando-se pelo menor índice de envelhecimento.

O rápido envelhecimento populacional levou a que o índice de dependência dos idosos relativamente aos activos aumentasse consideravelmente de 1991 para 2001; mais uma vez, este aumento foi maior no concelho de Rio Maior do que no Continente, embora a freguesia sede de concelho apresente valores idênticos a este último (24%). Em relação à ligeira descida do índice de dependência total, esta deve-se unicamente ao envelhecimento pela base das respectivas populações; no entanto, o não rejuvenescimento demográfico nos próximos anos levará inevitavelmente a uma subida deste índice.

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Quadro 5 – Evolução dos Índices Demográficos (%)

1991 2001

Unidade Territorial

I.E. I.D.T I.D.J. I.D.I. I.E. I.D.T I.D.J. I.D.I. Freguesia Rio Maior 62,2 49,7 30,7 19,1 100,5 47,9 23,9 24,0 Restantes Freguesias 109,4 56,0 26,8 29,3 142,8 54,8 22,6 32,2 Concelho Rio Maior 82,9 52,7 28,8 23,9 118,6 50,9 23,3 27,6 Lezíria do Tejo 94,7 52,1 26,7 25,3 139,8 51,3 21,4 29,9

Continente 69,5 50,1 29,6 20,6 104,5 47,7 23,3 24,4

I.E. – Índice de Envelhecimento I.D.T. – Índice de Dependência Total I.D.J. – Índice de Dependência de Jovens I.D.I. – Índice de Dependência de Idosos

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

O envelhecimento demográfico é particularmente evidente quando se observa a Pirâmide Etária do concelho de Rio Maior no ano de 2001. Com efeito, é notório o duplo fenómeno de envelhecimento, quer na base (devido à quebra da taxa de natalidade) quer no topo da pirâmide (devido ao aumento da proporção de idosos reflexo, em parte, do aumento da esperança média de vida).

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As diferenciações espaciais na estrutura populacional do concelho de Rio Maior são particularmente evidentes na cartografia, por freguesia, do índice de envelhecimento em 2001. De facto, apenas Rio Maior e Alcobertas (localizada a norte da cidade) possuem valores ligeiramente inferiores à média nacional, ao passo que algumas freguesias localizadas a sul da cidade e mais distantes da sede de concelho (casos de Arrouquelas, Arruda dos Pisões e Malaqueijo) possuem valores muito elevados – superiores a 200%. Estas discrepâncias comprovam a importância das cidades na fixação das populações e das camadas mais jovens, indispensáveis à dinamização de iniciativas e à introdução de inovações no tecido económico e social.

Figura 6 – Distribuição do Índice de Envelhecimento no Concelho de Rio Maior (2001)

Uma outra componente relevante para a caracterização dos recursos demográficos (humanos) no concelho de Rio Maior prende-se com os seus níveis de qualificação. Apesar do concelho em análise apresentar carências consideráveis neste domínio, têm ocorrido algumas transformações

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superior aumentou, contrariamente à população sem qualquer nível de ensino. Não obstante, permanece muito elevada a percentagem de população com baixos níveis de instrução (cerca de 55% da população possui como nível de instrução máximo o 1º ciclo do ensino básico).

Quadro 6 –Evolução dos Níveis de Instrução da População Residente (%) Rio Maior Lezíria do Tejo Continente Níveis de Ensino

1991 2001 1991 2001 1991 2001

Taxa de Analfabetismo 14,2 10,6 16,4 13,0 10,9 8,9

Sem Nível de Ensino 18,6 13,4 20,5 15,8 16,1 12,4

Frequentar Pré-Escolar 0,0 2,2 0,0 1,6 1,6 1,8 Completo 27,3 24,8 27,5 24,3 26,9 23,0 Incompleto 14,2 10,1 12,2 8,3 10,3 7,2 1º Ciclo Ensino Básico Frequenta 6,3 4,5 6,0 4,2 6,6 4,8 Completo 7,1 7,9 6,2 6,8 7,0 7,7 Incompleto 1,9 2,2 2,0 2,3 2,1 2,1 2º Ciclo Ensino Básico Frequenta 3,4 2,7 3,2 2,3 3,6 2,6 Completo 2,7 4,0 2,9 4,5 3,1 4,8 Incompleto 3,1 3,1 3,2 2,9 3,2 2,7 3º ciclo Ensino Básico Frequenta 4,2 3,5 4,3 3,1 4,5 3,3 Completo 2,3 5,7 3,0 6,4 3,6 6,9 Incompleto 1,7 4,9 1,9 5,4 2,0 5,2 Ensino Secundário Frequenta 2,6 3,6 3,0 3,4 3,0 3,7 Completo 0,6 0,3 0,8 0,5 1,0 0,7 Ensino Médio Incompleto 0,2 0,06 0,3 0,1 0,4 0,1 Completo 1,0 3,3 1,6 4,3 2,8 6,1 Incompleto 0,1 0,6 0,3 0,7 0,5 1,0 Ensino Superior Frequenta 1,1 3,0 1,2 3,0 1,7 3,8

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As transformações económicas, sociais e culturais ocorridas nos últimos anos em Portugal introduziram, também, modificações relevantes na forma como as populações se distribuem pelo território. As linhas gerais do povoamento apontam para a concentração da população nos aglomerados de maior dimensão, em desfavor das áreas rurais de menor expressão demográfica.

Analisando a evolução do peso da população residente segundo a dimensão dos lugares, constata-se que, no concelho de Rio Maior, não ocorreram alterações significativas na estrutura de povoamento, ainda que se detecte um fenómeno de concentração intra-concelhia, expresso no aumento do peso da sede de concelho (único núcleo com mais de 5 mil habitantes) em detrimento dos pequenos lugares com menos de 2 mil habitantes. Ainda assim, permanece muito elevada a percentagem de população a residir em pequenos aglomerados populacionais, o que introduz dificuldades acrescidas no processo de infra-estruturação e equipamentação do território.

Quadro 7 – Evolução da População Residente Segundo a Dimensão dos Lugares (%)

Ano Unidade Territorial Isolados <1.999 2.000-4.999 5.000-9.999 >10.000 Rio Maior 1,7 65,0 0,0 33,2 0,0 Lezíria Tejo 4,0 47,9 19,2 14,4 14,5 1991 Continente 3,4 48,1 8,8 6,3 33,4 Rio Maior 1,6 63,2 0,0 35,2 0,0 Lezíria Tejo 3,4 42,0 17,6 20,6 16,3 2001 Continente 2,8 41,9 9,2 7,8 38,2

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

Com base na análise da variação demográfica dos lugares com mais de 300 habitantes no concelho de Rio Maior pode concluir-se que a cidade reforçou a sua importância na estrutura de povoamento concelhia, arrastando no seu crescimento outros lugares da freguesia. Das restantes freguesias, deve destacar-se o maior crescimento de Ribeira de São João, uma vez que a maioria dos restantes lugares registaram decréscimos populacionais.

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Figura 7 - População em Lugares com mais de 300 Habitantes no Concelho de Rio Maior e Variação 1991-2001

Sendo um processo importante e com tendência para se acentuar, o reforço da centralidade é, ainda, relativamente exíguo quando comparado com outros países europeus. A título exemplificativo constata-se que no concelho de Rio Maior o número de aglomerados com mais de 300 habitantes é de apenas catorze, o que representa um valor insignificante face à quase

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Conclui-se, pois, que a estrutura de povoamento no concelho é bastante dispersa, existindo um número elevado de aglomerados de pequena dimensão (sobretudo nas freguesias de Rio Maior, Alcobertas, Fráguas e Outeiro da Cortiçada), sendo também considerável o peso relativo do grupo dos isolados.

Em termos de hierarquia, pode estruturar-se a rede urbana do concelho de Rio Maior do seguinte modo:

• Pólo Urbano Principal – A cidade de Rio Maior constitui o principal núcleo urbano do concelho, incluindo algumas funções urbanas de nível superior que lhe permitem também desempenhar um papel com alguma relevância no contexto sub-regional, com particular ênfase para os equipamentos desportivos e do ensino superior;

• Pólos Complementares de 1º Nível – A elevada dispersão do povoamento no concelho, assim como a ausência de sedes de freguesia com uma dimensão demográfica intermédia dificultam o destaque de alguns lugares; ainda assim, o eixo S. João Ribeira/ Ribeira de S. João, Malaqueijo, Marmeleira e Alcobertas parecem possuir um papel relevante pela sua localização estratégica;

• Pólos Complementares de 2º Nível – Engloba as restantes sedes de freguesia, na maioria dos casos de muito pequena dimensão, dependentes da actividade agrícola e, por conseguinte, com grande dificuldade em polarizar outros aglomerados.

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Figura 8 - Sub-Sistema Urbano da Lezíria do Tejo

Fonte: PDILT

No contexto da Lezíria do Tejo, a cidade de Rio Maior constitui um centro urbano supra-local, com capacidade de polarizar algumas freguesias de concelhos vizinhos e com um importante papel de articulação entre dois sub-sistemas territoriais e urbanos – a Lezíria do Tejo (com Santarém como principal pólo urbano) e o Oeste (com Caldas da Rainha como principal pólo urbano).

Durante os anos mais recentes, Rio Maior tem vindo a consolidar o seu posicionamento no sistema urbano regional, através da oferta de equipamentos desportivos de grande fôlego e largo espectro territorial, ao qual se associou a Escola Superior de Desporto. A futura construção do Aeroporto da Ota irá ter também importantes impactes neste concelho.

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Durante a década de 90 registou-se no país uma evolução globalmente positiva do mercado de trabalho que se manifestou num acréscimo na criação de emprego. Consequentemente, verificou-se no concelho de Rio Maior um crescimento significativo da população activa, que aumentou de cerca de 8.000 para mais de 9.300 activos, valores estes próximos do crescimento regional e da média nacional.

Quadro 8 – Evolução das Taxas de Actividade e Desemprego (%) Taxa de Actividade Taxa de Desemprego Unidade Territorial

1991 2001 1991 2001

Rio Maior 41,0 47,1 4,1 6,4

Lezíria do Tejo 44,3 48,1 7,1 8,1

Portugal 44,9 48,4 6,1 6,9

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

Concomitantemente, desenvolveram-se processos de reestruturação empresarial e a alteração no mercado de trabalho que implicaram uma forte subida dos indicadores da população activa concelhia, desde níveis muito baixos em 1991 para valores muito próximos (47,1%) da média regional e nacional.

Todavia, registou-se igualmente um crescimento da taxa de desemprego. O concelho de Rio Maior regista ainda valores inferiores à média da Lezíria e à média nacional, mas o sentido crescente da taxa de desemprego tem sido evidente. Efectivamente, apesar da evolução global positiva do emprego registada na década de 90 no território nacional e em Rio Maior, verifica-se que o crescimento absoluto do número de desempregados quase duplicou nesses dez anos.

Em 2001, seja em Rio Maior, na Lezíria ou no país, a maior parte dos desempregados, eram anteriormente activos e constituíam cerca de quatro quintos dos desempregados. Oriundos de um sector agrícola em perda e dos processos de reestruturação industrial, são geralmente activos mais velhos e globalmente pouco qualificados e instruídos.

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Quadro 9 – Evolução da População Desempregada (%) População Desempregada Total Procura do 1º Emprego (%) Procura de Novo Emprego (%) Unidade Territorial 1991 2001 1991 2001 1991 2001 Rio Maior 338 640 20,4 15,9 79,6 84,1 Lezíria Tejo 7.356 9.418 17,2 15,7 82,8 84,3 Continente 257.220 327.404 25,9 21,0 74,1 79,0

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

Ao contrário daquilo que se possa pensar, o número de indivíduos desempregados à procura do primeiro emprego reduziu-se significativamente, ao nível regional e local, o que poderá indiciar absorção de emprego jovem por parte da estrutura produtiva concelhia e regional.

Figura 9 - População Residente Empregada, por Sector de Actividade, no Concelho de Rio Maior

20% 41% 39% 9% 37% 54%

Nos últimos anos alterou-se profundamente a estrutura do emprego nacional, regional e local. Efectivamente, acelerou-se o processo de terciarização, tendo o concelho de Rio Maior Primário Secundário Terciário 1991

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Quadro 10 – Estrutura da População Activa no Concelho de Rio Maior (1991 e 2001) 1991 2001 Unidade Territorial Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário Rio Maior 20,1 40,8 39,1 8,9 36,8 54,3 Lezíria do Tejo 21,8 32,7 45,4 10,0 31,8 58,2 Continente 10,5 38,5 51,1 4,8 35,5 59,7

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

O ritmo de crescimento foi efectuado à custa da redução dos activos do ramo agrícola, pois os activos industriais até cresceram um pouco em termos absolutos. O emprego industrial, embora tenha perdido peso relativo no conjunto, continua a ter um papel mais importante na estrutura da população activa de Rio Maior do que aquele que se verifica no contexto regional e até nacional.

É importante ainda salientar que este processo de terciarização parece estar associado à afirmação da capital concelhia como centro de serviços autárquicos e da administração privada, mas fundamentalmente à implantação de um conjunto diversificado de actividades ligadas à afirmação do desporto como aposta estratégica de desenvolvimento e ao ensino, como é o caso do ensino profissional e superior.

Consequentemente, num contexto de crescimento dos valores absolutos da população activa assistiu-se a uma redução percentual dos activos no terciário de natureza económica enquanto se verificou uma expansão do terciário de natureza social. Estes, contudo, continuam a ser apenas 35% do total dos activos do terciário em 2001.

Contudo, uma análise mais fina permite concluir que nem todas as freguesias do concelho se comportam da mesma maneira. O peso dos serviços (mais de três quintos dos activos) é maior, como seria de prever, na freguesia urbana, onde os activos agrícolas apresentam valores quase residuais. Nas restantes freguesias o peso dos activos na indústria supera a médias concelhia, regional e até a nacional e a actividade agrícola apresenta mesmo uma percentagem de activos maior que a registada na globalidade da Lezíria do Tejo.

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Quadro 11 –Estrutura da População Activa, por Sectores, em 2001 Sectores de Actividade

Unidade Territorial

Primário Secundário Terciário

Freguesia de Rio Maior 5,0 33,4 61,5

Restantes Freguesias 14,3 41,3 44,4

Concelho de Rio Maior 8,9 36,8 54,3

Lezíria do Tejo 10,0 31,8 58,2

Continente 4,8 35,5 59,7

Fonte: INE (Recenseamentos da População, 1991 e 2001)

A distribuição dos sectores de actividade por freguesia revela que Rio Maior regista uma significativa diversidade produtiva, evidenciando três perfis funcionais.

O primeiro perfil corresponde à realidade das freguesias com um maior peso do emprego terciário e menor percentagem de activos agrícolas. Em 1991 este conjunto incluía essencialmente a freguesia urbana da sede concelhia e era visível alguma aproximação por parte das freguesias da Marmeleira e da Asseiceira. Em 2001 este perfil confirmou-se e expandiu-se para as freguesias atrás referidas e ainda para Arruda dos Pisões, passando a englobar quatro freguesias.

O segundo perfil funcional inclui as freguesias de maior dinâmica industrial. De 1991 para 2001 verificou-se uma redução das freguesias incluídas neste perfil. As freguesias de maior peso da actividade industrial são, em 2001, Arrouquelas e Fráguas. Esta última, juntamente com São Sebastião e Outeiro da Cortiçada, reflectem a influência da actividade extractiva concelhia e extra-concelhia no emprego local.

O terceiro tipo de perfil inclui as freguesias da área central do concelho onde o decréscimo da actividade agrícola se tem vindo a fazer sentir mais acentuadamente mas onde a actividade ainda domina. Efectivamente, estas freguesias, que tinham uma estrutura equilibrada no início dos anos 90, aproximam-se progressivamente do padrão de terciarização observado na freguesia urbana. Esta tendência resultará do abandono da actividade agrícola dos mais velhos

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Em 2001, os ramos de actividade económica que mais se evidenciavam no concelho de Rio Maior quando comparados com o contexto nacional eram essencialmente o agrícola, o do comércio e reparações e o da indústria extractiva. O peso deste último ramo (bastante elevado quando comparado com os valores nacionais) está associado à significativa importância que a extracção de alguns recursos naturais (essencialmente minerais não metálicos como areias, argilas e calcário) tem na economia concelhia. A extracção de rochas ornamentais e de construção muito centradas na região do Maciço Calcário, e de areias e argilas, junto à cidade, apresenta uma grande dinâmica, contribuindo para a valorização da indústria extractiva concelhia no contexto regional e nacional. O papel de articulação regional evidenciado por Rio Maior, e referido inicialmente, contribuirá para o peso mais acentuado da actividade comercial quando comparada com o Continente.

Figura 11 - População por Ramos de Actividade em Rio Maior, CAE 1 digt, (2001)

0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0

Agr icultur a, Pr odução Animal,

Pesca Indústr i as Extr acti vas Indústr i as Tr ansf or mador as

Pr odução e Distr i bui ção de

Constr ução Comér ci o por Gr osso e a Alojamento e Restaur ação Tr anspor tes, Ar mazenagem e Acti vidades Financei r as Acti vi dades Imobi li ár i as, Administr ação, Def esa e Educação Saúde e Acção Social Outr as Acti vidades e Famíli as com Empr egados Or ganismos Inter naci onaise

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PARTE II –

DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO

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1.1 – Considerações Gerais

A generalidade dos equipamentos colectivos de âmbito social e cultural e, particularmente, os equipamentos de ensino, devem ser considerados quer numa óptica de equidade e de qualidade de vida das populações quer como instrumentos de qualificação e valorização de centros urbanos e, consequentemente, como factores de atracção e retenção populacional.

Os equipamentos de ensino têm vindo a registar os efeitos de um processo de reestruturação e de reforma do sistema educativo. A crescente difusão da rede de educação pré-escolar, a expansão do ensino obrigatório para 9 anos de escolaridade em meados dos anos 80 (previsivelmente para 12 anos com a nova Lei de Bases da Educação) e a implementação do ensino superior politécnico constituem as três alavancas deste processo no concelho de Rio Maior.

A oferta de estabelecimentos de ensino públicos no concelho de Rio Maior compreende todos os níveis de ensino (Pré-escolar, Ensino Básico, Ensino Secundário, Ensino Profissional e Ensino Superior).

A educação pré-escolar direcciona-se para as crianças de idade igual ou superior a 3 anos e visa preparar as crianças para o ingresso no ensino básico. Apesar da frequência deste nível de ensino ser opcional, está presente em todas as freguesias do concelho, à excepção de Arruda dos Pisões, num total de vinte e dois estabelecimentos da rede pública.

Os quatro anos de escolaridade, a que corresponde o 1º Ciclo do Ensino Básico são assegurados por trinta e três estabelecimentos da rede pública, disseminados por todas as freguesias do concelho.

No concelho de Rio Maior não existem estabelecimentos de ensino a leccionar exclusivamente o 2º ou o 3º ciclos do Ensino Básico. Esse papel cabe às duas Escolas Básicas Integradas existentes, que leccionam o 1º, 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, ambas localizadas na freguesia sede de concelho: Rio Maior. Actualmente, o 3º ciclo é também leccionado na Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira.

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Por sua vez, o Ensino Secundário (10º, 11º e 12º anos de escolaridade) é leccionado numa única escola secundária oficial, Dr. Augusto César da Silva Ferreira, através de uma oferta diversificada de Cursos Gerais e de Cursos Tecnológicos. Este nível de ensino contempla ainda o ensino profissional, representado no concelho pela Escola Profissional de Rio Maior.

O Ensino Superior está presente através da Escola Superior de Desporto, do Instituto Politécnico de Santarém.

Quadro 12 – Tipologia dos Estabelecimentos do Ensino Público no Concelho de Rio Maior

Freguesia J.I. EB 1 EB 1,2,3 ES EP E. Super.

Alcobertas 3 6 - - - -

Arrouquelas 1 1 - - - -

Arruda dos Pisões - 1 - - - -

Asseiceira 1 1 - - - - Assentiz 1 1 - - - - Azambujeira 1 2 - - - - Fráguas 1 3 - - - - Malaqueijo 1 1 - - - - Marmeleira 1 1 - - - - Outeiro da Cortiçada 2 2 - - - - Ribeira de S. João 1 1 - - - - Rio Maior 8 10 2 1 1 1

São João da Ribeira 1 2 - - - -

São Sebastião 1 1 - - - -

Total 23 33 2 1 1 1

Fonte: Câmara Municipal de Rio Maior

Os estabelecimentos públicos do pré-escolar e ensino básico estão organizados em três Agrupamentos:

• Marinhas do Sal (Agrupamento Vertical);

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Quadro 13 – Distribuição dos Estabelecimentos do Ensino Público, por Agrupamento, no Concelho de Rio Maior

Agrupamentos

Marinhas do Sal Fernando C. P. Silva Alcobertas

J. I. Correias J. I. Arrouquelas J. I. Alcobertas

J. I. Abuxanas J. I. Assentiz J. I. Casais Monizes

J. I. Arco da Memória J. I. Rio Maior nº2 J. I. Teira J. I. Asseiceira J. I. Azambujeira EB 1.º Ciclo de Casais Monizes

J. I. Azinheira J. I. Boiças EB 1.º Ciclo de Sourões J. I. Fonte da Bica J. I. Fráguas EB 1.º Ciclo nº1 de Alcobertas J. I. Vale de Óbidos J. I. Malaqueijo EB 1.º Ciclo nº 2 de Alcobertas – Chãos J. I. Outeiro da Cortiçada J. I. Marmeleira EB 1.º Ciclo nº1 de Teira

J. I. Rio Maior n.º 1 J. I. Ribeira de S. João EB 1.º Ciclo nº2 de Teira – Fonte Longa EB 1.º Ciclo de Abuxanas J. I. S. João da Ribeira

EB 1.º Ciclo de Arco da Memória J. I. S. Sebastião EB 1.º Ciclo de Arruda dos Pisões EB 1.º Ciclo de Alfouvés

EB do 1.º Ciclo de Asseiceira EB 1.º Ciclo de Arrouquelas EB do 1.º Ciclo de Azinheira EB 1.º Ciclo de Assentiz

EB 1.º Ciclo de Cidral EB 1.º Ciclo de Azambujeira EB 1.º Ciclo de Correias EB 1.º Ciclo de Boiças EB 1.º Ciclo de Fonte da Bica EB 1.º Ciclo de S. Sebastião EB 1.º Ciclo de Mata de Baixo EB 1.º Ciclo de Carvalhais EB 1.º Ciclo de Outeiro da Cortiçada EB 1.º Ciclo de Malaqueijo EB 1.º Ciclo de Pé da Serra EB 1.º Ciclo de Marmeleira EB 1.º Ciclo de Rio Maior (Freiria) EB 1.º Ciclo de São João da Ribeira

EB 1.º Ciclo de Vale de Óbidos EB 1.º Ciclo n.º 1 de Fráguas EBI Marinhas do Sal EB 1.º Ciclo n.º 2 de Fráguas - Póvoas

EB 1.º Ciclo n.º 1 da Ribeira de São João EB 1.º Ciclo n.º 2 de Ribeira de São João – Vale Barco

EBI Fernando Casimiro Pereira da Silva

O ensino particular tem uma importância significativa no concelho. Os quatro estabelecimentos existentes concentram-se na freguesia de Rio Maior e abrangem o nível da educação pré-escolar (Creche-Jardim de Infância “O Ninho”, da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior, e o Colégio Luís de Camões – que integra também o 1º ciclo), profissional (Escola Profissional de Rio Maior) e especial (Centro de Educação Especial "O Ninho”)1.

A distribuição territorial dos estabelecimentos de ensino no município de Rio Maior faz realçar a importância da sede de concelho, uma vez que é aí que são ministrados todos os níveis de ensino, desde o pré-escolar ao superior, passando pelos três níveis do ensino básico e pelo

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ensino secundário/profissional. Por sua vez, a freguesia de Alcobertas, a segunda maior freguesia do concelho, apresenta uma importância relevante no que se refere à quantidade de estabelecimentos instalados.

Figura 12 - Localização dos Estabelecimentos de Ensino, por Freguesia, do Concelho de Rio Maior (2003/04)

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1.2 – Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico

Educação Pré-Escolar

Apesar da frequência da educação pré-escolar ser facultativa, a sua importância é crescente nos nossos dias, fundamentalmente por duas razões:

• contribui para o desenvolvimento das capacidades nas crianças em todas as suas potencialidades;

• constitui uma resposta importante às necessidades dos contextos familiares das sociedades contemporâneas, marcados pela crescente integração da mulher no mercado de trabalho.

No concelho de Rio Maior, a rede de educação pré-escolar é constituída por vinte e três estabelecimentos da rede pública e apenas dois da rede particular, um dos quais de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Apenas uma freguesia, Arruda dos Pisões, não possui esta valência.

Uma vez que a oferta e os problemas da educação pré-escolar são bastantes diferenciados entre a freguesia urbana, Rio Maior, e as restantes far-se-á o diagnóstico em separado.

Freguesia de Rio Maior

Na freguesia da sede de concelho existem oito estabelecimentos de educação pré-escolar oficial, num total de treze salas ocupadas por crianças com idades compreendidas entre os três e cinco anos.

Nenhum dos Jardins-de-infância possui refeitório e o serviço de almoço não é disponibilizado em três deles. O estado de conservação dos edifícios é de um modo geral razoável, existindo apenas dois estabelecimento com sala polivalente e nenhum possui recreios cobertos. Apenas três estabelecimentos da freguesia possuem prolongamento de horário. Na cidade de Rio Maior verifica-se uma insuficiência de espaços para o prolongamento horário. Constata-se, assim, que a oferta da rede pública de educação pré-escolar não responde às necessidades da cidade.

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No que diz respeito a recursos humanos e tendo em consideração a informação disponibilizada pelos Agrupamentos de Escolas e Câmara Municipal, no pré-escolar existiam no ano lectivo de 2003-04, 13 educadores e 13 auxiliares, o que perfaz um rácio de 17 crianças por educador.

Quadro 14 – Recursos Humanos na Educação Pré-Escolar na Freguesia de Rio Maior

Estabelecimentos de Ensino Educadores Auxiliares Outros Crianças Educador Crianças/ Crianças/ Auxiliar

Jardim-de-infância Boiças 1 1 0 10 10 10

Jardim-de-infância de Abuxanas 1 1 0 6 6 6

Jardim-de-infância Arco da Memória 1 1 0 13 13 13 Jardim-de-infância de Azinheira 1 1 0 17 17 17 Jardim-de-infância de Fonte da Bica 1 1 1 20 20 20 Jardim-de-infância de Vale de Óbidos 1 1 0 19 19 19 Jardim-de-infância n.º 1 de Rio Maior 6 6 3 110 18 18 Jardim-de-infância n.º 2 de Rio Maior 1 1 2 25 10 10

Total 13 13 6 220 17 17

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Quadro 15 – Caracterização dos Estabelecimentos da Educação Pré-Escolar Pública na Freguesia de Rio Maior

Espaços de Apoio

Agrupamento Estabelecimentos Localidade Ano de

Construção Data de Abertura Construção de Raiz Estado de Conservação Geral N.º de Salas N.º de Salas Ocupadas Prolongamento de Horário Serviço de

Almoço Refeitório Sala

Polivalent e Recreio Coberto Recreio Descobert o Sanitários

Jardim-de-infância Boiças Boiças 1989 1989 S R 1 1 N S N N N R R

Fernando Casimiro P.

Silva Jardim-de-infância n.º 2 de Rio Maior Rio Maior 1955 2003 N B 1 1 S S N B N B B

Jardim-de-infância de Abuxanas Abuxanas SI 1985 N R 1 1 N N N N N R R

Jardim-de-infância Arco da Memória Rio Maior SI 1998 S R 1 1 N S N N N R B

Jardim-de-infância de Azinheira Azinheira 1993 1993 S R 1 1 N S N N N R B

Jardim-de-infância de Fonte da Bica Rio Maior 1984 1985 S R 1 1 S N N N R R R

Jardim-de-infância de Vale de Óbidos Vale de Óbidos 1991 1991 S R 1 1 N N N N N R B

Marinhas do Sal

Jardim-de-infância n.º 1 de Rio Maior Rio Maior SI 1986 N R 6 6 S S N R S R R

Estado de Conservação: B – Bom R - Razoável D – Deficiente Existência: S - Sim N – Não SI – Sem Informação

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Os dois estabelecimentos particulares de educação pré-escolar existentes na cidade, e no concelho de Rio Maior, que surgiram como tentativa de resposta à insuficiência da rede pública, revelam-se, apesar de tudo, escassos para suprir as carências neste nível de ensino. Um dos estabelecimentos é uma IPSS, que disponibiliza, simultaneamente, a valência de Creche, possuindo 8 salas, refeitório e disponibilizando prolongamento de horário para as suas crianças, enquanto o outro, Colégio Luís de Camões, ministra também, para alem da valência JI, as valências Creche, 1º Ciclo e Ensino Recorrente.

Concluindo, a oferta pública neste nível de ensino na freguesia de Rio Maior revela-se insuficiente, existindo listas de espera bastante significativas, nomeadamente na valência creche, e tem dificuldades em responder às necessidades de prolongamento de horário (sobretudo no caso da cidade). Este facto leva a que algumas famílias recorram a Amas, quer particulares quer da Segurança Social.

Freguesias Rurais

Os quinze estabelecimentos de educação pré-escolar das freguesias não urbanas do concelho de Rio Maior distribuem-se por todas as freguesias, com excepção de Arruda dos Pisões (que utiliza o estabelecimento público existente na vizinha freguesia do Outeiro – existe um protocolo entre as duas freguesias, sendo as crianças transportadas pelas carrinhas da Junta de Freguesia do Outeiro). Estes estabelecimentos distribuem-se pelos dois Agrupamentos Verticais do concelho e pelo Agrupamento Horizontal de Alcobertas. Em termos de distribuição territorial destaca-se a freguesia de Alcobertas com três Jardins-de-infância públicos.

As 15 salas existentes nestes estabelecimentos estão ocupadas.Os Jardins-de-infância destas

freguesias não possuem refeitório, embora a maioria (11) disponibilize o serviço de almoço através do recurso a diversos tipos de soluções (p. e. no caso de Alcobertas o serviço de transporte e almoço é assegurado pela junta de freguesia). Somente um terço dos estabelecimentos disponibiliza o prolongamento do horário às crianças. A maioria dos estabelecimentos apresenta um razoável estado de conservação, não existindo situações preocupantes. Todos os Jardins-de-infância possuem apenas recreio não coberto.

(45)

Quanto aos recursos humanos, com base na informação disponibilizada pelos agrupamentos de ensino e Câmara Municipal, no pré-escolar existiam no ano lectivo de 2003-04, 17 educadores e 15 auxiliares, traduzindo um rácio de 14 crianças por educador.

Quadro 16 –Recursos Humanos na Educação Pré-Escolar nas Freguesias Rurais de Rio Maior (2003/04)

Agrupamento Educadores Auxiliares Outros Crianças Crianças/ Educador Crianças/ Auxiliar

Horizontal de Alcobertas 4 3 0 51 13 17

Vertical Fernando C. P. Silva 10 9 4 142 14 16

Vertical Marinhas do Sal 3 3 0 47 16 16

Total 17 15 4 240 14 16

(46)

Quadro 17 – Caracterização dos Estabelecimentos da Educação Pré-Escolar Pública nas Freguesia Rurais do Concelho de Rio Maior

Espaços de Apoio

Agrupamentos Estabelecimentos Localidade Ano de

Construção Construção de Raiz Estado de Conservação Geral N.º de Salas N.º de Salas Ocupadas Prolong. de Horário Serviço de

Almoço Refeitório Sala

Polivalente Recreio Coberto

Recreio

Descoberto Sanitários

Jardim-de-infância Alcobertas Alcobertas 1990 S SI 1 1 N S N N N D R

Jardim-de-infância de Casais Monizes Alcobertas 1997 S SI 1 1 N N N N N R R

Alcobertas

Jardim-de-infância de Teira Alcobertas 1994 S SI 1 1 N S N N N R R

Jardim-de-infância Arrouquelas Arrouquelas 1987 S R 1 1 N N N N N R B

Jardim-de-infância Assentiz Assentiz 1989 S R 1 1 N N N N N R R

Jardim-de-infância Azambujeira Azambujeira 1990 S R 1 1 S S N N N R R

Jardim-de-infância de Fráguas Fráguas 1985 S R 1 1 N S N N N R R

Jardim-de-infância de Malaqueijo Malaqueijo 1986 N R 1 1 N S N N N R R

Jardim-de-infância de Marmeleira Marmeleira 1987 S R 1 1 S S N R N R R

Jardim-de-infância de Ribeira de S. João Ribeira de S. João 1987 S R 1 1 S S N N N R R

Jardim-de-infância de S. João da Ribeira S. João da Ribeira 1987 S R 1 1 S S N N R R R

Fernando Casimiro P.

Silva

Jardim-de-infância de S. Sebastião S. Sebastião 1994 S R 1 1 S S N N N R R

Jardim-de-infância de Asseiceira Asseiceira 1987 S R 1 1 N S N N N R B

Jardim-de-infância Correias Outeiro da Cortiçada 1989 S R 1 1 N N N N SI R B

Marinhas do Sal

Jardim-de-infância Outeiro da Cortiçada Outeiro da Cortiçada 1988 S R 1 1 N S N N N R B

Estado de Conservação: B – Bom R - Razoável Existência: S - Sim N – Não SI – Sem Informação Fonte: Câmara Municipal de Rio Maior/ Agrupamentos de Escolas de Rio Maior.

(47)

1º Ciclo do Ensino Básico

O 1º ciclo do ensino básico abrange os quatro primeiros anos de escolaridade obrigatória, das crianças com idade a partir dos 6 anos, procurando assegurar a formação integral de todas as crianças nas suas diversas dimensões.

No concelho de Rio Maior, a rede de estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico é constituída por trinta e três escolas, pertencentes à rede pública (este nível de ensino é igualmente ministrado nas duas EBI sedeadas na sede de concelho e no Colégio Luís de Camões). O número substancial de estabelecimentos e as problemáticas diferenciadas entre a cidade e o restante território concelhio obriga a um diagnóstico separado, semelhante ao que foi elaborado para a educação pré-escolar: freguesia urbana vs. freguesias rurais.

Freguesia de Rio Maior

Na freguesia de Rio Maior existem dez EB1 do ensino público, que possuem 14 salas, das quais 11 estão ocupadas por turmas do 1º ao 4º ano de escolaridade. A estas juntam-se 18 salas de aula afectas ao 1º ciclo nas duas Escolas Básicas Integradas localizadas na cidade.

O período de edificação de cada uma das escolas e a tipologia dos edifícios apresenta diferenciações significativas. Efectivamente, cinco destas EB1 foram edificadas durante as décadas de quarenta e cinquenta do século passado, o período do Estado Novo (Mata de Baixo, Vale de Óbidos, Boiças, Abuxanas, Arco da Memória), uma em 1975 (Freiria), duas na década de oitenta (Azinheira e Fonte da Bica), e duas, mais recentes, na década de noventa (Cidral e Pé da Serra).

De acordo com a informação disponibilizada pela autarquia, a maioria dos estabelecimentos encontra-se num estado de conservação razoável. Pela positiva destaca-se o bom estado de conservação da EB1 de Pé da Serra.

Os estabelecimentos do 1º ciclo da freguesia de Rio Maior apresentam uma dimensão média reduzida, com um máximo de 3 salas por estabelecimento (e apenas num estabelecimento – Vale de Óbidos). Das duas escolas com duas salas disponíveis (Azinheira e Freiria), nenhuma

(48)

No que diz respeito a recursos humanos e tendo em consideração a informação disponibilizada pelos agrupamentos de ensino e Câmara Municipal, relativamente ao primeiro ciclo do ensino básico, existiam no ano lectivo 2003-2004, 31 professores, destacando-se as duas escolas-sede de agrupamento com a esmagadora maioria destes recursos humanos; neste ciclo o rácio alunos/ professor é de 16,5.

Quadro 18 –Recursos Humanos no 1º Ciclo do Ensino Básico na Freguesia de Rio Maior (2003/04)

Estabelecimentos de Ensino Professores Auxiliares Outros Alunos Alunos/ Professor

Alunos/ Auxiliar EBI Fernando Casimiro Pereira da Silva 11 2 SI 205 18,6 102,5

EBI de Marinhas do Sal 8 SI SI 196 24,5 -

EB do 1.º Ciclo de Abuxanas 1 0 SI 5 5 -

EB do 1.º Ciclo de Arco da Memória 2 0 SI 22 11 -

EB do 1.º Ciclo de Azinheira 1 0 SI 13 13 -

EB do 1.º Ciclo de Boiças 1 0 1 4 4 -

EB do 1.º Ciclo de Cidral 1 0 SI 7 7 -

EB do 1.º Ciclo de Fonte da Bica 1 0 SI 13 13 -

EB do 1.º Ciclo de Mata de Baixo 1 0 SI 8 8 -

EB do 1.º Ciclo de Pé da Serra 1 0 SI 10 10 -

EB do 1.º Ciclo de Rio Maior (Freiria) 1 0 SI 5 5 -

EB do 1.º Ciclo de Vale de Óbidos 2 0 SI 23 12 -

Total 31 - - 511 16,5 -

SI – Sem Informação

(49)

Quadro 19 – Caracterização dos Estabelecimentos do 1ºCiclo na Freguesia de Rio Maior

Salas Actividades

Estabelecimento Localidade Construção Ano de Construção de Raiz Edifícios N.º de

Estado de Conservação

Geral

Regime

Total Ocupadas Informática Educação Física Estado de Conservação Serviço de ATL Educação

Física Natação Música Inglês

EB do 1.º Ciclo de Abuxanas Abuxanas 1956 S 1 R Normal 1 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Arco da Memória Rio Maior 1958 S 1 R Duplo 1 1 N N D N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Azinheira Azinheira 1989 S 1 R Normal 2 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Boiças Boiças 1954 S 1 R Normal 1 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Cidral Cidral 1992 S 1 R Normal 1 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Fonte da Bica Rio Maior 1984 S 1 R Normal 1 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Mata de Baixo Mata de Baixo 1942 S 1 R Normal 1 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Pé da Serra Pé da Serra 1991 S 1 B Normal 1 1 N N B N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Rio Maior (Freiria) Rio Maior 1975 S 1 R Normal 2 1 N N R N N S N N

EB do 1.º Ciclo de Vale de Óbidos Vale de Óbidos 1955 S 1 R Normal 3 2 N N R N N S N N

Espaços de Apoio

Estabelecimentos Serviço de

Almoço

Refeitório Sala Polivalente Centro de

Recursos Mediateca

Recreio Coberto

Recreio

Descoberto Sanitários Balneários

Campo de Jogos

EB do 1.º Ciclo de Abuxanas N SI N SI SI R R R SI S

EB do 1.º Ciclo de Arco da Memória N SI N SI SI R R R SI R

EB do 1.º Ciclo de Azinheira N SI N SI SI SI R R SI SI

EB do 1.º Ciclo de Boiças N N N N N R R R N S

EB do 1.º Ciclo de Cidral N SI N SI SI SI R R SI N

EB do 1.º Ciclo de Fonte da Bica N SI N SI SI R R R SI R

EB do 1.º Ciclo de Mata de Baixo N SI N SI SI R R R SI N

EB do 1.º Ciclo de Pé da Serra N SI N SI SI R R R SI N

EB do 1.º Ciclo de Rio Maior (Freiria) N SI N SI SI R R R SI N

EB do 1.º Ciclo de Vale de Óbidos N SI N SI SI R R B SI N

Estado de Conservação:

(50)

Estes estabelecimentos apresentam, igualmente, problemáticas diferenciadas de acordo com a sua localização geográfica. Com excepção da escola de Arco da Memória, que recorre a um regime de funcionamento duplo, todas as outras escolas têm um regime de funcionamento normal, talvez porque apresentam uma menor procura (nestes casos o problema do dimensionamento não se coloca devido ao fraco número de crianças, em idade de frequentarem este nível de ensino).

Como referido, a dimensão destes estabelecimentos não ultrapassa as três salas, embora o seu nível de ocupação seja distinto. As escolas mais afastadas do centro da cidade apresentam uma menor procura, uma vez que se localizam, na maioria dos casos, em áreas de recessão populacional.

Dos dez estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico localizados na freguesia, nenhum possui refeitório, nem mesmo disponibilizam o serviço de almoço. Tratam-se de carências sérias na oferta do 1º ciclo do ensino básico na freguesia, uma vez que uma elevada percentagem de activos exerce a sua actividade no sector terciário, com horários de trabalho pouco flexíveis. Registe-se, contudo, que no caso da cidade os alunos transportados pela autarquia repartem-se pelas EBI.

As crianças dos estabelecimentos de ensino têm acesso a diversas actividades de âmbito desportivo, como a natação, leccionada nas piscinas municipais e as modalidades de andebol, futebol e atletismo. Decorrem ainda, periodicamente, actividades dentro das temáticas da ciência e tecnologia e educação ambiental, bem como as tradicionais festas de Carnaval escolar e dia mundial da criança.

Freguesias Rurais

Ao nível das freguesias rurais, os vinte e três estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico (todos pertencentes à rede pública) distribuem-se pelas restantes treze freguesias do concelho de Rio Maior e pelos seguintes três Agrupamentos: Marinhas do Sal (4), Fernando. C. P. Silva (13) e Alcobertas (6).

(51)

Azambujeira (2 estabelecimentos), Outeiro da Cortiçada (2 estabelecimentos) e S. João da Ribeira (2 estabelecimentos).

As treze freguesias rurais do concelho de Rio Maior disponibilizam cerca de quatro dezenas de salas de aula para o 1º ciclo do ensino básico, sendo a maioria dos estabelecimentos de pequena dimensão, com uma ou duas salas (apenas em Fráguas e S. João da Ribeira existem 3 e 4 salas de aula, respectivamente, que não são integralmente utilizadas).

Estas correspondem, na sua grande maioria a escolas edificadas durante o período do Estado Novo - edificações do Plano Centenário Rural (edifícios de piso térreo com uma ou duas salas), sendo o seu estado de conservação, maioritariamente, razoável. Apenas três estabelecimentos fogem a esta classificação (EB1 de Marmeleira e EB1 n.º 2 de Fráguas em bom estado de conservação, e EB1 de S. João da Ribeira, comparativamente, em pior estado).

A totalidade das EB1 das freguesias rurais do concelho de Rio Maior não possuem refeitório (23), embora 10 disponibilizem o serviço de almoço. Nenhum estabelecimento disponibiliza o serviço de ATL às crianças. Com excepção da EB1 de Assentiz, todos os estabelecimentos das freguesias rurais funcionam em regime normal.

Dado que a maioria dos estabelecimentos de ensino do 1º ciclo das freguesias rurais do concelho de Rio Maior são relativamente antigos, as suas condições em termos de infra-estruturas e de equipamentos, muitas das vezes, não estão ajustadas às necessidades actuais, dificultando a prossecução de um ensino pedagogicamente enriquecedor. Não existem bibliotecas, salas de informática, ginásios, salas polivalentes e em apenas duas existe campo de jogos inseridos no perímetro do Complexo Escolar (em alguns casos existem campos nas proximidades que são utilizados pelos alunos).

No que diz respeito às actividades de complemento curricular oferecidas às crianças destes estabelecimentos, constata-se a exclusividade da natação (consequência da forte aposta da autarquia na actividade desportiva), sendo de realçar a ausência de actividades como a Música e o Inglês (as temáticas periódicas desenvolvidas na freguesia de Rio Maior são extensíveis às restantes escolas do concelho).

Referências

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