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A OFERTA E PROCURA DE ENSINO PRIVADO/PARTICULAR

PARTE II – DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO DA REDE EDUCATIVA

3. A OFERTA E PROCURA DE ENSINO PRIVADO/PARTICULAR

3.1 – Educação Pré-Escolar Particular

A procura da educação pré-escolar particular assume especial relevância no concelho de Rio Maior, na medida em que o estabelecimento da rede de instituições particulares de solidariedade social – O “Ninho” – e o estabelecimento particular – Colégio Luís de Camões - que oferecem as valências creche e jardim de infância estavam a ser frequentado por mais de duas centenas de crianças durante o ano lectivo 2003/04 (cerca de metade da oferta registada nos estabelecimentos da rede pública). Isto é, o número de crianças inscritas, ao nível dos Jardins- de-Infância, em estabelecimentos particulares (191) representa cerca de metade das inscrições da rede pública (460).

Sendo a capacidade máxima destes 2 estabelecimentos de 191 crianças, conclui-se que a taxa de ocupação é máxima, encontrando-se, pois, o concelho com algumas carências neste domínio. Estas insuficiências são particularmente gravosas ao nível na valência Creche.

O “Ninho” disponibiliza às suas crianças a valência ATL. Contudo, o número de crianças que usufrui de actividades de tempos livres (57) excede largamente a capacidade desejável (42).

Quadro 51 – Número de Crianças na Educação Pré-Escolar Particular no Concelho de Rio Maior

Instituição Estabelecimento Valências Capacidade Máxima N.º de crianças (2003/04) Creche 35 37 Jardim-de-infância 116 116 O Ninho ATL 42 57

Colégio Luís de Camões Jardim-de-infância 75 75

Creche 35 37

Jardim-de-infância 191 191 Total

ATL 42 42

Fonte: O Ninho e Colégio Luís de Camões.

Registe-se, igualmente, que o Colégio Luís de Camões disponibiliza o 1º ciclo do ensino básico, encontrando-se inscritos, no ano lectivo 2003-2004, 65 alunos (apesar da capacidade máxima do estabelecimento rondar os 100).

3.2 – Ensino Profissional

O ensino profissional encontra-se representado no concelho através da Escola Profissional de Rio Maior Lda. (EPRM), criada ao abrigo do Decreto-Lei 26/89 de 21 de Janeiro. Com a actualização da reforma curricular (Decreto-Lei 74/2004) a escola profissional passou a fazer parte da rede do ensino secundário. Registe-se que, no caso de Rio Maior, com a gradual valorização social do ensino profissional e o reconhecimento empresarial e das famílias, os jovens que estão a concluir o 9º ano têm já como primeira opção o ensino profissional (percursos alternativos cada vez mais aliciantes). Por exemplo, no ano lectivo 2003-2004, apesar de terem como numerus clausus 66 vagas, apareceram 120 candidatos (taxa de procura de 250%), nomeadamente para áreas técnicas. A lotação máxima da escola é de 200 alunos / 9 turmas (regime diurno).

Esta escola profissional é um estabelecimento privado, tutelado pelo Ministério da Educação, com autonomia financeira, gestão/administrativa e pedagógica, cujas entidades promotoras e proprietárias (sociedade por quotas) são a Câmara Municipal de Rio Maior, a Associação de Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior e a Associação Comercial e Industrial de Rio Maior. Vocacionada para a formação/qualificação de níveis de ensino secundário, com níveis de qualificação de nível III (12º ano), no ano lectivo 2003-2004, a sua oferta de formação compreendia 21 cursos, repartidos por 12 áreas de formação: Tecnologias Artísticas; Comunicação, Imagem e Som; Comércio; Administração; Informática; Mecânica; Electricidade e Electrónica; Construção Civil; Serviços Sociais; Hotelaria e Restauração; Turismo; Serviços de Protecção e Segurança.

As formações oferecidas conferem certificações escolares equivalentes ao 9º, 10º, 11º, 12º ano e qualificações profissionais de nível II e III, embora o objectivo prioritário do EPRM seja a formação de técnicos intermédios com qualificações de nível III (10º, 11º e 12º Ano) e, segundo os responsáveis pelo estabelecimento, “com um nível de competências credíveis junto das entidades empregadoras, assumindo carácter supletivo a preparação para o ingresso no Ensino Superior.” Os Curso de Nível III (10, 11 e 12º anos) oferecidos são os seguintes:

• Técnico de Construção Civil / M. Orçamentos;

• Técnico de Comunicação / Marketing/ R. P. Publicidade; • Técnico de Animador Sócio-cultural / Desporto;

• Técnico de Higiene e Segurança T. Ambiente;

• Técnico de Manutenção Electromecânica;

• Técnico de Design Industrial;

• Técnico de Contabilidade;

• Técnico de Turismo Ambiental e Rural;

• Técnico de Gestão;

• Técnico de Instalações Eléctricas;

• Técnico de Hotelaria/Recepção e Atendimento;

• Técnico de Construção Civil / Desenhador;

• Técnico de Serviços Jurídicos;

• Técnico de Sistemas de Informação;

• Técnico de Electrónica Industrial e Automação; • Técnico Profissional de Biblioteca e Documentação;

• Técnico de Transportes;

• Técnico de Gestão de Sistemas Informáticos; • Técnico de Mecânica/Manutenção Industrial; • Técnico de Vendas.

Desde 1994/95 até 2003/2004, concluíram a formação 433 alunos dos quais 76% estão empregados e 11,5% foram frequentar o Ensino Superior.

Comunidade Educativa no Ano Lectivo 2005-2006

Fonte: EPRM

Nº de Alunos 178 Nº de Docentes / Formadores 45 Nº Funcionário e Técnicos Internos 16

Direcção 2

Conselho de Gerência 5

Os principais “concorrentes” da Escola localizam-se em Alcobaça, Caldas da Rainha e Tremês (Santarém), apesar de estrategicamente as escolas não oferecerem cursos que já existam noutros locais próximos – definição antecipada da rede pelo Ministério da Educação.

Com a criação do Gabinete de Apoio a Projectos, a EPRM pretendeu alargar a sua acção pedagógica para outras necessidades locais ao nível da formação e recursos humanos, através de acções como os cursos auto-financiados em diversas áreas: formação de adultos, cursos de especialização tecnológica. Esta escola está equipada com um centro de recursos e um centro de informática.

Como principais áreas/domínios a privilegiar em termos de exploração futura (até porque nenhuma das escolas da região oferece estas valências), apontam-se: o turismo rural, a gestão florestal, a silvicultura, a horto-fruticultura, as indústrias alimentares e o turismo cinegético. Algumas destas áreas ainda não começaram a ser leccionadas, porque só muito recentemente se alargou os domínios de oferta que poderiam ser ministrados pelas escolas profissionais (p. e. apenas as escolas profissionais agrícolas podiam anteriormente ministrar cursos de agricultura).

Proposta de Oferta de Formação, para o Ano Lectivo 2006-2007

Cursos de Nível III / 10º-11º-12º Ano Portaria Anterior Portaria Actual Técnico de Gestão - Curso nº 32 Nº722/90 de 21 de Agosto Nº899/2005 de 26 de Set. Técnico de Instalações Eléctricas - Curso nº 33 Nº294/97 de 02 de Maio Nº890/2005 de 26 de Set. Técnico de Construção Civil / Des. Curso nº 34 Nº899/2005 de 26 de Set. Nº888/2005 de 26 de Set.

Total de Vagas 66

A escola adapta-se às necessidades reais do concelho (estratégia de rotatividade da oferta), promovendo a realização de um inquérito junto do tecido empresarial (cerca de 100 empresas), de modo a constatar/adaptar quais as formações susceptíveis de êxito no mercado de trabalho local. O facto de cada curso possuir, para além das 1.100 horas de formação por ano, dois estágios em contexto real de trabalho, origina que muitos dos alunos acabem por ficar nas próprias empresas onde estagiam.

4. ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR E