Outubro, 2010
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JULIO DE MESQUITA FILHO”
FACULDADE DE ENGENHARIA DE BAURU
Trabalho de Manutenção e Lubrificação de
Equipamentos
MÉTODOS DE APLICAÇÃO DE
LUBRIFICANTES
Grupo 20:
Enrico Giorge Grando RA 712485
Lukas Gonçalves Sobral RA 712027
Pierre Neves Camargo RA 811262
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1. Introdução
Princípios básicos de lubrificação
A lubrificação pode ser definida como fenônemo da redução de atrito entre duas superfícies em movimento relativo, por meio da introdução entre as mesmas.
Estas substâncias interpostas pode ser sólida, como a grafita, por exemplo. Temos, então, um caso de lubrificação sólida. A grafita é o lubrificante mais recomendado para fechaduras de automóveis. Esta é uma aplicação prática na qual o lubrificante sólido é insuperável.
Entretanto, o mais usual é a lubrificação fluida, sendo usado um óleo mineral, de petróleo. Embora de pouco emprego prático, diversos outros fluidos podem ser usados, inclusive ar ou água em casos especiais. Muito conveniente é o emprego, no caso de bombas, do próprio líquido a ser bombeado como lubrificante.
A função precípua do lubrificante é possibilitar que o movimento se faça com um mínimo de aquecimento, ruído e desgaste. Isto é possível substituindo-se o atrito direto entre as duas superfícies, que, em geral, são metálicas, pelo denominado atrito fluido. A espessura do fluido entre as superfícies em movimento deve ser superior à soma das alturas das rugosidades das mesmas.
Dispositivos de Lubrificação
Os dipositivos e acessórios comumente usados são:
Dispositivos de lubrificação a óleo;
Dispositivos de lubrificação a graxa;
Lubrificador Mecânico;
Lubrifificador Hidrostático;
Sistema Centralizado;
Lubrificação por névoa;
Acessórios de lubrificação.
A escolha do entre o óleo e a graxa para a lubrificação depende fundamentalmente do projeto e da praticabilidade da utilização.
A escolha do equipamento para a lubrificação visa: a) Promover a lubrificação correta do equipamento; b) Evitar lubrificação por excesso ou por falta; c) Eliminar falha pessoa; d) Aumentar a produtividade; e) Prolongar a vida útil do equipamento.
A escolha do método de aplicação do lubrificante depende dos seguintes fatores: a) Tipo do lubrificante; graxa ou óleo; b) Viscosidade; c) Quantidade de óleo; d) Custo do dispositivo adequado;
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2. Meios de Lubrificação a Óleo
Veremos a seguir métodos de aplicação de lubrificantes que, com maior ou menor eficiência procuram atender as condições citadas.
2.1 Por Gravidade
2.1.1 Lubrificação Manual – Almotolia:
Método simples, porém ineficientedevido às condições de excesso ou falta de lubrificante, por depender do ser humano.
2.1.2 Copo com Vareta:
Neste copo há uma agulha que, passando por umorifício de diâmetro pouco maior do que seu próprio, repousa sua extremidade sobre o eixo que, quando em rotação, dá um movimento
alternativo à agulha, fazendo com que uma quantidade de óleo desça durante o período em que o eixo está girando.
2.1.3 Copo Conta-Gotas:
Apresenta a vantagem de regular a quantidade deóleo, deixando cair um certo número de gotas por minuto. Permite que ele entre em operação quando requerido.
2.1.4 Sistema de circulação:
Neste sistema há uma bomba situada no interiordo depósito de óleo, que o bombeia para outro depósito localizado acima do equipamento, onde o óleo flui para atingir os pontos a lubrificar.
2.2 Por Capilaridade
2.2.1 Copo com Mecha:
É baseado no princípio da capilaridade. A passagemdo óleo depende do pavio que, com a utilização, pode ficar sujo, impedindo o escoamento. A vazão depende da viscosidade do óleo, da temperatura e do tamanho e trançado do pavio.
2.2.2 Lubrificação por Estopa:
É usada para lubrificar mancais dos eixos de vagões e baseia-se na ação capilar da estopa embebida em óleo.2.3 Por Salpico
É o aproveitamento do movimento das peças que, mergulhadas no óleo, espargem- no para todas as partes.
2.3.1 Lubrificação por Anel ou por Corrente:
O óleo fica em umreservatório abaixo do mancal. Ao redor do eixo repousa um anel de
diâmetro maior, com sua parte inferior mergulhada no banho. Com a rotação do eixo, o anel acompanha, arrastando- o e espargindo- o. O óleo arrastado é raspado por uma antepara situada na parte superior, fazendo com que o óleo caia em uma canaleta de distribuição. Pode ser usada também uma corrente, quando se requer maior quantidade de óleo no mancal ou quando se utiliza óleo mais viscoso.
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2.3.2 Lubrificação por Colar:
O anel é substituído por um colar fixo ao eixo. Este sistema é usado em mancais sujeitos a altas rotações ou quando se requer óleo viscoso.2.3.3 Lubrificação por Borrifo:
O lubrificante contido no depósito é borrifado às partes internas mediante o movimento das peças.2.4 Por Imersão
As peças encontram- se submersas no óleo.
2.4.1 Lubrificação por Banho:
O conjunto eixo- mancal está mergulhado noóleo. É largamente usado em mancais de rolamentos em eixos horizontais e em caixas de engrenagens.
2.5 Por Sistema Forçado
2.5.1 Lubrificação por Perda:
Utiliza-se uma bomba que retira óleo de umreservatório, forçando- o entre as superfícies metálicas. É bastante aplicado na lubrificação de cilindro de compressor e na de mancais.
2.5.2 Lubrificação por Circulação:
Neste sistema o óleo é bombeado de umdepósito para as partes a serem lubrificadas. O óleo, após passagem pelas peças retorna ao reservatório.
3. Meios de Lubrificação a Graxa
3.1
Pistola:
É uma bomba manual que introduz a graxa por intermédio do pinograxeiro. Os pinos podem ser dos tipos botão, pressão e embutido, e são dotados de válvulas de retenção.
3.2
Copo Stauffer:
Os copos são enchidos com graxa e, ao girar a tampa, agraxa é impelida pelo orifício localizado na parte inferior do copo. Quando a tampa chegar ao fim do curso da rosca, o copo deve ser preenchido.
3.3
Pincel ou Espátula:
Sistema manual de aplicação de uma película degraxa na parte a ser lubrificada.
3.4
Enchimento:
Usado em mancais de rolamento. A graxa é aplicadamanualmente até 2/3 da capacidade do depósito.
4. Lubrificador Mecânico
Consiste em uma caixa metálica onde o óleo é colocado e pistões funcionam como bombas, levando as gotas de óleo até as partes a serem lubrificadas; a quantidade que cada um dos pistões fornece pode ser regulada por meio de um parafuso. É
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combustão interna e cilindros de compressores. Alguns lubrificadores são equipados com visores cheios de glicerina ou mistura de glicerina com água.
5. Lubrificador Hidrostático
É um aparelho usado para lubrificar cilindros de máquinas a vapor, por atomização ou por aplicação direta nas paredes dos cilindros. A operação depende da pressão produzida pelo vapor condensado e age sobre o óleo no reservatório para forçá -lo através da linha de vapor. A quantidade de óleo fornecida independe da rotação da máquina; em uma rotação variável da máquina, a quantidade não é sempre proporcional aos requerimentos de lubrificação.
6. Sistema Centralizado
Constitui um método de lubrificação a graxa ou a óleo com a finalidade de lubrificar um elevado número de pontos, possibilitando o abastecimento de uma quantidade certa de lubrificante, independente de sua localização, o que permite a redução da mão- de- obra de lubrificação.
Os tipos de sistemas mais comumente encontrados são os operados manualmente e por motor elétrico, ditos automáticos.
Um sistema centralizado completo possui os seguintes componentes: bomba e manômetros; redes de suprimento (principal e distribuidoras); válvulas e porcas de compressão; conexões e joelhos; acoplamentos e uniões.
1. Sistema operado manualmente: é empregado na lubrificação de pontos de moderada freqüencia. Geralmente são circuitos pequenos. Nem sempre este sistema requer retorno do óleo e por isso é adequado para tipo “perda total”. 2. Sistema automatizado: empregam-se os automáticos, nas quais há
necessidade de lubrificação contínua. Há um dispositivo acoplado ao motor elétrico que permite regular o número de operações por hora de efetivo trabalho.
7. Lubrificação por Névoa
1. Fundamentos: No sistema de lubrificação por névoa, o óleo é pulverizado e levado em um fluxo de ar até as partes a serem lubrificadas. A
nebulização é gerada pelo mesmo princípio do carburador. O ar é forçado a passar em um Venturi, onde se origina a atomização, pela velocidade com que o ar passa através da cúpula de alimentação. As partículas mais pesadas que o ar, ao se chocarem com uma antepara, retornam ao reservatório.
A viscosidade do óleo constitui um fator importantíssimo na produção da
nebulização, havendo assim necessidade de aquecedores de ar e de óleo juntamente com controles termostáticos.
2. Reclassificação: a recuperação do óleo atomizado por meio de anteparas ou reclassificadores é chamada reclassificação do óleo atomizado. Na saída do Venturi podemos encontrar 3 tipos de conexões – névoa, atomização, condensação. Essas conexões permitem proporcionar diversos graus de reclassificação.
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3. Fatores operacionais: a operação desse sistema requer cuidados especiais em suas regulagens: temperatura do ar de sucção, temperatura do óleo no reservatório, pressão do ar e fluxo do óleo.
4. Características do lubrificante: as características principais que devem ser consideradas na seleção do lubrificante são: viscosidade, estabilidade a altas
temperaturas, características de reclassificação e nebulização, toxicidade e aditivos. A viscosidade é ditada pela necessidade das partes a serem lubrificadas. Como a formação da nebulização aumenta à medida que se diminui a viscosidade e como a viscosidade diminui à medida que se aumenta a temperatura, deduz- se que, com o aumento de temperatura, aumenta a formação de nebulização. Como regra geral, onde há mais de um tipo de óleo em uso para lubrificar um equipamento, deve-se escolher o óleo usado para as mais severas condições de operação desse equipamento. Para
aplicações que não requeiram óleos EP é prática usar óleo de turbina e, no caso de óleos EP, usar óleos especiais para nebulização, chamados Oils Mist.
5. Quantidade de óleo: a quantidade de óleo para lubrificar cada componente do equipamento é importante para obter os benefícios de um sistema de nebulização.
8. Acessórios de Lubrificação
1. Talha: A talha serve para mover tambores de lubrificantes. Podem ser manuais ou elétricas.
2. Empilhadeira: É utilizada na estocagem dos tambores.
3. Tanque: É utilizado para limpeza do equipamento de lubrificação.
4. Misturador: É intensivamente aplicado para misturar óleo solúvel com água. 5. Torneira: É usada para retirar o óleo do tambor e é aplicada nos orifícios dos
bujões de enchimento.
6. Equipamento de Retirada de Óleo: Geralmente usam-se bombas manuais, que são instaladas no bujão do tambor.
7. Equipamento para Retirada de Graxa: A graxa, devido a sua consistência, exige a remoção da tampa e instalação de um equipamento especial à base de ar comprimido que a mantém comprimida contra a base do tambor, mediante uma chapa.
8. Enchedores de Pistola de Graxa: São úteis para evitar contaminação. Podem ser manuais ou a ar comprimido.
9. Pistolas Portáteis para Graxa: São usadas para lubrificação de grupos de equipamentos. Podem ser a ar comprimido ou a eletricidade.
10. Carrinhos de lubrificação: Devido à necessidade de aplicar diferentes tipos de lubrificantes a vários equipamentos em locais distantes, usam-se carrinhos de lubrificantes.
11. Lubrificadores de Fusos Têxteis: São aparelhos utilizados para retirar o óleo usado, limpar o recipiente e aplicar óleo novo.
12. Comboios de Lubrificações: O comboio de lubrificação é utilizado no
abastecimento de lubrificantes para empresas de construção e terraplanagem, na lubrificação de tratores, escavadeiras, motoniveladoras, guindastes e outros
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equipamentos, sem necessidade de os equipamentos se afastarem do local de operação. É montado em sólida plataforma, especialmente projetada para ser instalada sobre carroçaria de caminhão. Além da plataforma um comboio de lubrificação possui os seguintes componentes: propulsores de graxa, propulsores de óleo, carretéis porta-mangueira para graxa, carretéis porta-mangueira para óleo, carretéis porta-mangueira para ar e compressor de ar.
9. Bibliografia
CARRETEIRO, R.P., MOURA, C.R.S. Lubrificantes e Lubrificação. São Paulo: L.T.C. Editora S.A., 1975. 493 p.
DRAPINSKI, J. Manual de Manutenção Mecânica Básica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill do Brasil, 1975. 239 p.
TAVARES, L.A. Controle de Manutenção por Computador. Rio de Janeiro: Editora Técnica Ltda, 1987.
NEPOMUCENO, L.X. Manutenção Preditiva em Instalações Industriais. São Paulo: Ed. Edgard Blucher Ltda., 1985. 521 p.
MIRSHAWKA, V. Manutenção Preditiva - Caminho para Zero Defeitos. São Paulo: Makron Books do Brasil, 1991. 318 p.