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DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL

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Academic year: 2021

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO

DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL

QUESTÃO Nº 04

Protocolo: 11914006596-8

Não procede o pedido de reconsideração. A simples menção a dispositivo da constituição federal e a Súmula do Supremo Tribunal Federal não são suficientes para configurar resposta específica acerca do pressuposto de admissibilidade do “esgotamento das instâncias ordinárias”. Veja-se que, em sua resposta, a candidata referiu que “entende o STF que só é admissível o RExt sobre questões ventiladas e decididas em sede ordinária, conforme súmula 281 do STF”. É fácil ver, todavia, que pode haver questão decidida em sede ordinária e ainda sujeita a recurso nesta mesma sede, de forma que, da maneira com que restou respondida a questão, não se pode concluir pela presença da resposta específica exigida pelo gabarito.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006669-0

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato demonstrou conhecimento acerca das hipóteses de cabimento do recurso extraordinário, o que não era objeto específico da questão formulada. No tocante aos pressupostos de admissibilidade, mencionou apenas um (repercussão geral), o que, segundo o gabarito – não contestado no presente pedido de reconsideração – fez com que lhe fosse atribuídos 30 pontos, que restam mantidos.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006757-0

Procede o pedido de reconsideração. De fato, o candidato referiu-se ao prequestionamento nas linhas 19 a 22 de sua resposta, tendo abordado os demais pressupostos de admissibilidade recursal. Assim, não merece descontos e sua avaliação, passando a receber nota 100.

Vai, assim, DEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006766-8

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato discorreu apenas sobre os pressupostos genéricos de admissibilidade, além do pressuposto específico da repercussão geral. Não discorreu sobre os pressupostos do prequestionamento e do esgotamento das instâncias ordinárias, reconhecidos amplamente na jurisprudência do STF e na doutrina, inclusive naquela citada pelo candidato. O fato de a doutrina confirmar o que foi escrito pelo candidato acerca da repercussão geral apenas lhe garante a pontuação correspondente a este pressuposto específico. Por óbvio, não compensa a omissão acerca dos demais pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinária. Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolo: 11914006830-0

Não procede o pedido de reconsideração. A simples menção a dispositivo da constituição federal não é suficiente para configurar resposta específica acerca do pressuposto de admissibilidade do “esgotamento das instâncias ordinárias”. Também não o é a menção ao prévio debate das questões nas instâncias ordinárias. Isto porque é fácil ver que pode haver questão decidida em sede ordinária e ainda sujeita a recurso nesta mesma sede, de forma que, da maneira com que restou respondida a questão, não se pode concluir pela presença da resposta específica exigida pelo gabarito.

(2)

Protocolos: 11914007118-0 e 11914006874-3

O candidato, de fato, fez menção a todos os pressupostos de admissibilidade exigidos pela questão. Todavia, teve 30 pontos descontados em razão da afirmação, contida em sua resposta, de que “o recurso extraordinário deve ser interposto no juízo competente, qual seja, o STF”. Ora, é sabido que recurso extraordinário é interposto sempre no tribunal de origem, que fará o seu juízo de admissibilidade prévio, e não no próprio STF. Vale lembrar, aqui, o critério de correção da prova: “erros ou omissões pontuais na descrição dos pressupostos de admissibilidade ou em outras afirmações feitas na resposta geraram descontos conforme a gravidade do erro ou omissão, levando em conta especialmente, mas não apenas, a potencialidade de o equívoco ou omissão ensejar, na prática, o não conhecimento do recurso”. O equívoco apontado na resposta do candidato resultaria certamente no não conhecimento do recurso extraordinário, visto que interposto este em juízo manifestamente incompetente para recebê-lo.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006899-0

Não procede o pedido de reconsideração. A simples menção ao dispositivo de que trata a repercussão geral não é suficiente para configurar resposta plena sobre o referido pressuposto de admissibilidade. A falta de espaço não se justifica, até mesmo porque o candidato não se utilizou de 8 linhas na folha destinada a sua resposta, tendo as deixado em branco. Ressalte-se, ainda, que o candidato recebeu 20 pontos, de 30, pela mera menção à repercussão geral.

Da mesma forma, a simples menção a dispositivo da constituição federal não é suficiente para configurar resposta específica acerca do pressuposto de admissibilidade do “esgotamento das instâncias ordinárias”. Tampouco a mera menção à adequação é suficiente, até mesmo porque ela abarca todos os demais pressupostos de admissibilidade recursal.

Por fim, quanto ao pedido alternativo, foge ele ao critério adotado pela prova, além do que é meramente aleatório. O critério adotado na prova privilegiou o conhecimento específico sobre o recurso extraordinário, objeto de avaliação pela Banca examinadora.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006932-8

O candidato, de fato, fez menção a todos os pressupostos de admissibilidade exigidos pela questão, à exceção daquele referente ao prévio esgotamento das instâncias ordinárias. Todavia, teve, além dos 30 pontos relativos a tal pressuposto específico, 10 pontos descontados em razão da afirmação, contida em sua resposta, de que a repercussão geral, no sentido formal, corresponde a “um tópico específico que permita a sua análise pelo órgão a quo”. É que, como se sabe, o órgão jurisdicional a

quo não analisará o tópico da repercussão geral; tão somente constatará a sua presença ou a sua

ausência, admitindo ou não o recurso extraordinário. A análise específica da preliminar de repercussão geral deverá ser feita pelo Supremo Tribunal Federal.

Vale lembrar, aqui, o critério de correção da prova: “erros ou omissões pontuais na descrição dos pressupostos de admissibilidade ou em outras afirmações feitas na resposta geraram descontos conforme a gravidade do erro ou omissão, levando em conta especialmente, mas não apenas, a potencialidade de o equívoco ou omissão ensejar, na prática, o não conhecimento do recurso”. Como o equívoco apontado na resposta do candidato não resultaria no não conhecimento do recurso extraordinário, foram descontados apenas 10 pontos.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006942-6

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato admite que não mencionou dois pressupostos específicos de admissibilidade do recurso extraordinário. O pedido é para que se desconsidere o critério de avaliação, propondo-se um novo critério, aleatório (ou, ao menos, que não foi claramente demonstrado no pedido de reconsideração).

Ocorre que o critério adotado na prova privilegiou o conhecimento específico sobre o recurso extraordinário, objeto de avaliação pela Banca examinadora, merecendo, por essa razão, ser mantido.

(3)

Protocolo: 11914006974-0

Não procede o pedido de reconsideração. A questão tratava dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, e não das suas hipóteses de cabimento. Não se depreende, da leitura da resposta da candidata, a menção ao cabimento como um dos pressupostos gerais de admissibilidade recursal. O que se verifica é uma correta explanação sobre os pressupostos do prequestionamento e da repercussão geral – para a qual a candidata recebeu pontuação integral – e, após, análise das hipóteses de cabimento do recurso extraordinário, o que não foi objeto de questionamento pela Banca examinadora.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914007042-7

O pedido de reconsideração procede em parte.

Com efeito, o candidato fez referência aos pressupostos gerais de admissibilidade recursal, e ainda sobre os pressupostos específicos do prequestionamento e da repercussão geral, tendo deixado de referir o pressuposto do prévio esgotamento das instâncias ordinárias, o que lhe daria uma pontuação de 70.

Porém, o candidato fez menção a recurso extraordinário fundado em “dissídio jurisprudencial”, figura desconhecida no Direito processual brasileiro (trata-se hipótese de cabimento de recurso especial – art. 105, III, alínea c, e não de recurso extraordinário). E nem se diga que a menção se deve à compreensão lato sensu da expressão “recurso extraordinário” para englobar tanto o recurso especial quanto o extraordinário stricto sensu, pois a questão expressamente se referia a “recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal”.

Vale lembrar, aqui, o critério de correção da prova: “erros ou omissões pontuais na descrição dos pressupostos de admissibilidade ou em outras afirmações feitas na resposta geraram descontos conforme a gravidade do erro ou omissão, levando em conta especialmente, mas não apenas, a potencialidade de o equívoco ou omissão ensejar, na prática, o não conhecimento do recurso”. A eventual interposição de recurso extraordinário fundado em “dissídio jurisprudencial” certamente levaria ao não conhecimento do apelo, pelo que mereceu o candidato, na questão em exame, um desconto de 25 pontos.

No cômputo geral, todavia, deveria o candidato ter recebido 45 pontos (70 – 25 = 45), e não 35, como erroneamente constou de sua avaliação. Deve, portanto, ser parcialmente acolhido o pedido de reconsideração para aumentar a nota do candidato em 10 pontos, totalizando 45 pontos no geral. Vai, assim, DEFERIDO PARCIALMENTE o pedido.

Protocolo: 11914007060-3

Procede em parte o pedido de reconsideração. O candidato discorreu, inicialmente, sobre as hipóteses de cabimento do recurso extraordinário – o que não foi objeto de questionamento – limitando-se basicamente a transcrever dispositivos da Constituição Federal.

Após, discorreu sobre o pressuposto específico da repercussão geral, pelo que recebeu pontuação integral.

Por fim, mencionou o pressuposto do prequestionamento, porém equivocando-se ao reduzi-lo à mera “argüição” da matéria “nas fases anteriores do processo”. O equívoco é, inclusive, referido pelo candidato em seu pedido de reconsideração.

Verifica-se, no entanto, que foram descontados 30 pontos pelo equívoco, o que merece correção, para atribuir-lhe 15 pontos pela resposta específica acerca do prequestionamento.

No mais, improcede a alegação de que o comando da questão poderia induzir o candidato a discorrer apenas sobre os pressupostos específicos do recurso extraordinário. Não há nada na questão que possa levar a tal conclusão.

Quanto à limitação de tempo e espaço, ressalte-se que o tempo e o espaço destinados à resposta para a questão foram os mesmos para todos os candidatos, além do que o candidato em questão não se utilizou de 8 linhas em sua prova, que restaram em branco.

Assim, deve a nota do candidato ser majorada em 15 pontos, totalizando 45 pontos. Vai, assim, DEFERIDO PARCIALMENTE o pedido.

(4)

Protocolo: 11914007108-1

Procede o pedido de reconsideração. Tal não se dá pela alegada desproporção do critério de correção, mas pelo fato de o candidato, ainda que muito brevemente, ter feito ao menos referência ao esgotamento das instâncias ordinárias como pressuposto de admissibilidade recursal, ao referir-se a “decisão em única ou última instância”.

Assim, merece a concessão de pontuação parcial por tal menção, acrescendo-se a sua nota em 15 pontos.

Vai, assim, DEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914007173-4

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato discorreu apenas sobre os pressupostos genéricos de admissibilidade, além dos pressupostos específicos da repercussão geral e do prequestionamento. Não discorreu sobre o pressuposto do esgotamento das instâncias ordinárias, exigido pelo gabarito que, ademais, não foi objeto de impugnação pelo candidato, que se limitou a afirmar que teria explicado satisfatoriamente todos os requisitos de admissibilidade conforme o “espelho de correção”.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914007155-2

Não procede o pedido de reconsideração. A recorrente, nas linhas 1-13, meramente transcreveu, alterando minimamente o texto, o disposto nos artigos 102, III da Constituição Federal e 541 do CPC, o que não permite identificar o seu conhecimento sobre os pressupostos de admissibilidade recursal, aos quais não faz referência. Nas linhas 14-20, equivoca-se ao, seguindo na transcrição de dispositivo legal – agora do parágrafo único do artigo 542, do CPC – discorrer sobre recurso extraordinário fundado na divergência jurisprudencial, figura desconhecida no direito processual civil brasileiro. Nas linhas 21-30, discorre sobre o instituto da repercussão geral, pelo que recebeu 30 pontos, tendo sido descontados 10 pontos pelo equívoco antes apontado, resultando, assim, em sua nota final de 20 pontos.

(5)

QUESTÃO Nº 05

Protocolo: 11914006592-8

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato simplesmente fez referência ao disposto no artigo 475-G do CPC, não tendo demonstrado conhecimento da existência da Súmula n.º 344 do STJ, tampouco do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência em sentido contrário ao defendido em sua resposta.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006597-8

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato simplesmente fez referência ao disposto no artigo 475-G do CPC, não tendo demonstrado conhecimento da existência da Súmula n.º 344 do STJ, tampouco do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência em sentido contrário ao defendido em sua resposta.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006670-9

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato não tendo demonstrou conhecimento da existência da Súmula n.º 344 do STJ, tampouco do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência em sentido contrário ao defendido em sua resposta.

Mesmo a doutrina citada em seu pedido de reconsideração reconhece que a determinação da espécie de liquidação “embora contida na sentença, não integra o julgamento do mérito da causa e, por isso, não fica protegida pela autoridade da coisa julgada” (DINAMARCO, Cândido Rangel.

Instituições de Direito Processual Civil. Vol. IV, SP: Malheiros, 2004. p. 623), salientando ainda que “cabe sempre ao juiz da liquidação decidir sobre a modalidade liqüidatória a ser observada, até porque se trata de definir o procedimento adequado e portanto prevalece a regra da indisponibilidade

do procedimento” (idem, p. 624). Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolos: 11914006768-8 e 11914007070-1 Não procede o pedido de reconsideração.

O candidato, inicialmente, busca inserir no enunciado da questão elemento que lá não está, ao partir da premissa de que a modalidade de liquidação de sentença determinada pelo Tribunal de Justiça estaria correta. Tal não foi, em nenhum momento, referido pelo enunciado.

Partindo desta premissa equivocada, o candidato passa a citar precedentes do Superior Tribunal de Justiça que não se aplicam à hipótese do enunciado da questão. No primeiro, simplesmente se aduz que sendo correta a forma de liquidação por artigos, pela necessidade de se provar fato novo, deve haver condenação em honorários do advogado. Lendo-se com atenção a ementa do REsp n.º 179355/SP, transcrita pelo candidato, restará claro que o seu entendimento, a contrario sensu, é no sentido de que, mesmo transitada em julgado a sentença determinando a liquidação por artigos,

fosse esta desnecessária pela inexistência de fato novo a provar, poderia o juiz ter determinado a

liquidação de modo diverso. Já a ementa do REsp n.º 443104 / PE nada diz com o enunciado da questão ou com as razões do pedido de reconsideração, sendo incompreensível a sua utilização. Ela tão somente especifica quando será necessária a liquidação por artigos, o que a lei processual já faz, de forma clara.

(6)

Quanto ao precedente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, é fácil ver que está superado, sendo anterior à Súmula n.º 344 do STJ, cuja edição se deu em novembro de 2007, enquanto que o precedente citado é datado do ano de 2005.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006875-3

Assiste razão ao candidato. Ainda que brevemente, foi feita referência ao entendimento contido na Súmula n.º 344 do STJ, tendo sido respondida corretamente a questão. Merece, assim, a correção de sua nota, para que lhe seja atribuído o grau máximo (100).

Vai, assim, DEFERIDO o pedido.

Protocolos: 11914006876-3 e 11914007123-8

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato simplesmente não demonstrou, ao longo de toda a sua resposta, ter conhecimento do entendimento sumulado no Superior Tribunal de Justiça.

Em seu pedido de reconsideração, limitou-se a transcrever precedentes oriundos do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, todos eles anteriores à edição da Súmula n.º 344 do STJ, estando já superados, independentemente da ausência de efeito vinculante da referida Súmula.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006898-0

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato, em sua resposta, não manifestou o seu posicionamento. Limitou-se a referir a existência de dois entendimentos, afirmando haver, sobre eles, divergência doutrinária e jurisprudencial, desta forma não se comprometendo com uma ou outra resposta. A ausência de menção à existência da Súmula n.º 344 do STJ, somada à menção a suposta divergência jurisprudencial sobre o tema, não permite ao examinador concluir que o candidato tivesse conhecimento do entendimento jurisprudencial atualmente dominante em decorrência do enunciado daquela Súmula.

Ainda que não tenha o candidato respondido claramente num ou noutro sentido, foram-lhe atribuídos 70 pontos, em razão de ter exposto, ainda que sem demonstrar conhecimento do entendimento jurisprudencial dominante e já sumulado, os dois pontos de vista existentes sobre o tema.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolos: 11914006910-1

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato simplesmente não demonstrou, ao longo de toda a sua resposta, ter conhecimento do entendimento sumulado no Superior Tribunal de Justiça.

Por outro lado, a interpretação que o candidato deu ao enunciado da questão, ao considerar “o ‘pode’

da questão como questionador de uma hipótese normal, que se configure regra, não alcançando a hipótese excepcional”, não se justifica sob nenhum argumento lógico. O fato de o juiz da liquidação

“poder” determinar que se proceda à liquidação de forma diversa daquela determinada pelo Tribunal não significa nada mais do que ali está contido: uma “possibilidade” de isto vir a ocorrer, cabendo ao candidato, em sua resposta, explicar que há, sim, esta possibilidade, e em que situações ela ocorreria. O candidato foi taxativo em sua resposta ao determinar que o juiz “não pode contrariar o que decidiu o Tribunal”.

Em seu pedido de reconsideração, ainda transcreveu precedentes oriundos do Superior Tribunal de Justiça: o primeiro deles, amparando o entendimento da Súmula n.º 344; o segundo, anterior à sua edição e, assim, superado. Assim, a menção aos referidos precedentes em nada contribui, também, para o seu pleito.

(7)

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006923-0

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato simplesmente não demonstrou, ao longo de toda a sua resposta, ter conhecimento do entendimento sumulado no Superior Tribunal de Justiça.

Em seu pedido de reconsideração, limitou-se a transcrever precedente oriundo do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que não guarda absolutamente nenhuma relação com o problema posto na questão. No referido precedente, o Tribunal de Justiça afastou a aplicação da Súmula visto que, o que pretendia a parte demandada, era alterar não a modalidade de liquidação – o que é possível de acordo com a Súmula –, mas, sim, o “critério de cálculo do valor patrimonial da ação”. A menção a tal precedente, na fundamentação do pedido de reconsideração, leva a crer na ausência de distinção, por parte do candidato, entre modalidade e critério de liquidação.

Quanto à doutrina citada, ela não ampara o posicionamento adotado pelo candidato, tampouco infirma o critério de correção adotado para a questão.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006975-0

Não procede o pedido. O desconto de 25 pontos se deveu ao fato de a candidata ter afirmado ser vedado discutir, na liquidação por artigos, fato novo, quando em verdade é justamente a necessidade de se alegar e provar fato novo que justifica a adoção desta modalidade de liquidação, a teor do artigo 475-E, do CPC. Se, como a candidata aduz, ao fazer referência a “fato novo” não pretendia fazê-lo no sentido técnico do termo, era fundamental que tivesse feito tal ressalva em sua resposta, pois, do contrário, não se mostra possível adotar presunção nesse sentido, tampouco aceitar o presente pedido de reconsideração como complementação ou esclarecimento da resposta.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914007112-0

Não procede o pedido de reconsideração. Segundo o critério de correção, “Para respostas em sentido contrário ao da Súmula n.º 344 do STJ, porém demonstrando conhecimento de sua

existência e do posicionamento dominante da doutrina e da jurisprudência, foram atribuídos pontos

conforme a qualidade e completude da argumentação”. O candidato simplesmente não demonstrou, ao longo de toda a sua resposta, ter conhecimento do entendimento sumulado no Superior Tribunal de Justiça.

Em seu pedido de reconsideração, limitou-se o candidato a transcrever precedentes que (i.) não infirmam o entendimento da Súmula n.º 344 do STJ (REsp 657.476); (ii.) não se aplicam ao caso em questão não infirmam o entendimento da Súmula n.º 344 do STJ (Agravo de Instrumento n.º 99.001421-5) ou (iii.) são anteriores à Súmula n.º 344 do STJ e estão por esta superados (REsp 704.295).

(8)

QUESTÃO Nº 06

Protocolo: 11914006565-3

Não procede o pedido de reconsideração. A candidata abordou uma das funções da regra do ônus da prova contida no artigo 333 do CPC, e, ainda assim, parcialmente. Embora tenha se referido ao ônus da prova como critério de julgamento, não especificou como este critério opera. No restante de sua resposta, tratou apenas de especificar a quem incumbe o ônus da prova, bem como a função da prova no processo civil, deixando de responder especificamente à questão, que indagava sobre a dupla função da regra do ônus da prova contida no artigo 333 do CPC, qual seja, a função de regra de conduta (ou regra de instrução) e regra de julgamento.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006588-0

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato não respondeu à questão formulada, tendo discorrido sobre temas distintos, quais sejam a função da prova (e não de regra do ônus da prova), as condições da ação, teoria da substanciação da causa de pedir (o candidato a intitulou teoria da “substancialização”) e inversão do ônus da prova.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006598-8

Não procede o pedido de reconsideração. A candidata não deixou claro, em sua resposta, no que consiste a dupla função da regra do ônus da prova. Explanou, de fato, vagamente sobre conceitos que estão presentes tanto na função de regra de julgamento quanto na função de regra de instrução. Porém, cometeu equívoco ao referir que, como regra de julgamento, o ônus da prova determinaria que a não comprovação dos fatos alegados por uma parte necessariamente resultaria na confirmação das alegações feitas pela outra parte quando, em verdade, o que se passa é que, não comprovado o fato, será este considerado inexistente, em prejuízo da parte a quem incumbia prová-lo.

Segundo o critério de correção adotado, “Erros ou omissões pontuais na fundamentação da resposta

geraram descontos conforme a gravidade do erro ou omissão”. Daí por que se justifica o desconto na

pontuação da candidata.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006672-9

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato referiu-se a apenas uma das funções do ônus da prova, qual seja, a de regra de conduta (ou de instrução), e o fez nas 6 primeiras linhas de sua folha de resposta.

No restante de sua resposta, passou a discorrer sobre o ônus da prova à luz do formalismo valorativo e sobre a teoria da carga dinâmica do ônus da prova, deixando de fazer referência à função de regra de julgamento, tal qual exigido pelo gabarito que, vale ressaltar, não é contestado pelo candidato. Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolo: 11914006829-2

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato não respondeu à questão formulada. Primeiramente, discorreu sobre tema distinto, qual seja, a distribuição do ônus da prova, referindo-se à necessidade de promover a igualdade das partes. Após, referiu-se a duas supostas funções da regra do ônus da prova: a de coibir o ajuizamento de demandas infundadas e a de facilitar o reconhecimento do direito do autor.

Assim, verifica-se que o candidato (i.) não respondeu à questão, (ii.) não demonstrou conhecer a dupla função da regra do ônus da prova e (iii.) discorreu sobre funções inexistentes da regra do ônus da prova.

Os itens (i.) e (ii.), acima, por si só, justificariam o grau “zero” atribuído à resposta, o que é reforçado pelo item (iii.), na medida em que, segundo o critério de correção adotado, “Erros ou omissões

pontuais na fundamentação da resposta geraram descontos conforme a gravidade do erro ou omissão”.

(9)

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolos: 11914006878-3 e 11914007134-6

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato, além de não ter respondido à questão – tendo deixado de especificar a dupla função da regra do ônus da prova prevista no gabarito, como admitido em seu pedido de reconsideração – cometeu equívocos ao discorrer sobre o que entende por função da regra do ônus da prova. Isto porque, diferentemente do que aduz o candidato, não é a regra do ônus da prova que assegura à parte o amplo acesso ao Poder Judiciário, tampouco é ela que retira do juiz a possibilidade de julgar segundo a sua íntima convicção. Da mesma forma, não é a regra do ônus da prova que permite “que o réu não tenha contra si decretada a revelia”, tampouco é ela que garante que o réu será “eventualmente submetido à tutela jurisdicional pretendida pelo autor na exata forma como se deram os fatos”.

Quando fez referência ao que seria a dupla função da regra do ônus da prova, aduziu que “é, portanto, proteger o direito de ação do autor, bem como o contraditório e ampla defesa assegurados ao réu, ou vice-versa”. É fácil ver que a regra do ônus da prova não exerce tais funções especificamente.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006879-3

O candidato discorreu tão somente sobre o ônus da prova como regra de julgamento, deixando de referir-se ao ônus da prova como regra de conduta (ou de instrução). Assim, recebeu apenas 50% da pontuação correspondente.

Descabe a complementação de sua resposta por meio do pedido de reconsideração, ficando a avaliação adstrita ao conteúdo da resposta originariamente dada à questão.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006896-0

O candidato discorreu tão somente sobre o ônus da prova como regra de conduta (ou de instrução), deixando de referir-se ao ônus da prova como regra de julgamento. Assim, recebeu apenas 50% da pontuação correspondente.

Descabe a complementação de sua resposta por meio do pedido de reconsideração, ficando a avaliação adstrita ao conteúdo da resposta originariamente dada à questão.

Ademais, a comparação com a resposta dada por outro candidato em nada auxilia o requerente, na medida em que, naquela, restou clara a função do ônus da prova como regra de julgamento, enquanto que, na resposta do requerente, nenhuma menção foi feita à consideração do fato como inexistente na hipótese de a parte não se desincumbir de seu ônus probatório. A mera menção ao parágrafo único do artigo 333 do CPC em nada altera tal conclusão, na medida em que o referido dispositivo não trata do ônus da prova como regra de julgamento.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914006928-0

Procede o pedido de reconsideração. Embora não tenha sido clara a resposta, pode-se verificar, nela, uma bastante breve menção à função de regra de conduta exercida pelo ônus da prova (linha 04 da resposta).

Merece, assim, ser majorada a nota do candidato em 40 pontos. Vai, assim, DEFERIDO o pedido.

Protocolo: 11914006944-6

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato não respondeu à questão formulada, tendo discorrido brevemente sobre o conceito de ônus da prova e basicamente reproduzido o disposto no artigo 333 do CPC, não tendo feito referência a nenhuma das funções da regra do ônus da prova. Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

(10)

Protocolo: 11914006951-4

O candidato respondeu satisfatoriamente à questão, tendo feito referência à dupla função da regra do ônus da prova, tal qual exigido pelo gabarito.

Porém, foram descontados 10 pontos por conta da afirmação, feita nas linhas 10 e 11 de sua resposta, de que “o juiz decide a lide em favor de quem provou o que deveria”. Esta não é a consequência da aplicação do ônus da prova como regra de julgamento, podendo o juiz decidir a lide de forma contrária a quem “provar o que deveria”, ainda que considerando verdadeiro o fato alegado e provado.

Lembrando que, segundo o critério de correção adotado, “Erros ou omissões pontuais na

fundamentação da resposta geraram descontos conforme a gravidade do erro ou omissão”, merece

ser mantida a nota atribuída à resposta (90 pontos). Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolo: 11914007015-2

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato basicamente reproduziu o disposto no artigo 333 do CPC, referindo como funções do ônus da prova o que, em verdade, são os enunciados que compõem tal regra (“cabe ao autor a prova do fato constitutivo do seu direito e ao réu a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor”).

Não houve referência alguma às funções da regra do ônus da prova tal qual exigido pelo gabarito. Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolo: 11914007063-3

O candidato discorreu tão somente sobre o ônus da prova como regra de conduta (ou de instrução), deixando de referir-se ao ônus da prova como regra de julgamento. Assim, recebeu apenas 50% da pontuação correspondente.

Descabe a complementação de sua resposta por meio do pedido de reconsideração, ficando a avaliação adstrita ao conteúdo da resposta originariamente dada à questão.

Da mesma forma, mostra-se insuficiente a menção ao artigo 333 do CPC, contida na resposta, na medida em que tal dispositivo já está mencionado no próprio enunciado da questão, e sua simples reprodução não permite concluir pelo conhecimento do candidato acerca da função do ônus da prova como regra de julgamento.

Vai, assim, INDEFERIDO o pedido. Protocolo: 11914007114-0

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato tratou de explicar a divisão do ônus probatório entre as partes, e não a dupla função da regra do ônus da prova. A questão não é genérica, visto que a dupla função do ônus da prova (regra de conduta e regra de julgamento) é mencionada em praticamente todos os manuais ou cursos de direito processual civil, bem como em obras especializadas sobre o tema, de forma que o estudo razoável do tema, independentemente das obras consultadas, permitira responder ao questionamento sem maiores dificuldades. A menção a precedente datado de 1987, que nem sequer ampara a resposta dada pelo candidato, não tem o condão de alterar tal entendimento.

E note-se que, ainda que não tenha respondido especificamente na forma do gabarito, o candidato ainda recebeu 50 pontos por sua resposta, em decorrência da explanação feita da linha 07 a 12. Vai, assim, INDEFERIDO o pedido.

Protocolo: 11914007172-9

Não procede o pedido de reconsideração. O candidato não apresentou nem entendimento doutrinário, nem entendimento jurisprudencial, que ampare a ideia de que o ônus da prova teria como objetivo “evitar o prosseguimento de demandas infundadas” ou “facilitar a produção da prova”. Por outro lado, não se trata de exigir do candidato o conhecimento de “todos os doutrinadores e todas as denominações quanto ao ônus da prova”, visto que a dupla função do ônus da prova (regra de conduta e regra de julgamento) é mencionada em praticamente todos os manuais ou cursos de direito processual civil, bem como em obras especializadas sobre o tema, de forma que o estudo razoável do tema, independentemente das obras consultadas, permitira responder ao questionamento sem maiores dificuldades.

Referências

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