Análise Fundamentalista
Carteiras Recomendadas
Análise XP
Portfólios & PERFORMANCE Carteira XP
A Carteira XP apresentou uma alta de 6,3% no mês de abril, enquanto que o Ibovespa se valorizou 9,9%. No ano, a Carteira XP tem a performance positiva de 5,9%, enquanto o Ibovespa sobe 12,4%.
Carteira XP Dividendos
A Carteira XP Dividendos obteve uma performance positiva de 9,4% no mês de abril, enquanto o Ibovespa teve um desempenho positivo de 9,9%. No ano a Carteira XP Dividendos sobe 12,0% e o Ibovespa 12,4%.
Índice
Portfólios & Performance Trocas Panorama Macroeconômico Carteira XP Carteira XP Dividendos Disclaimer Ricardo Kim Analista, CNPI Carteira XP 5,9 0,0 -2,0 37,5 -12,1 15,9 76,5 2,9 6,2 135,2 dif. p.p. -6,5 p.p. 3,0 p.p. 13,5 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. -6,0 p.p. 5,7 p.p. 116,3 p.p. Carteira XP Dividendos 12,0 7,7 14,1 16,4 3,6 29,3 41,8 15,3 22,5 188,7 dif. p.p. -0,5 p.p. 10,6 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 28,3 p.p. -32,7 p.p. 6,4 p.p. 21,9 p.p. 145,7 p.p. Ibovespa 12,4 -2,9 -15,5 7,4 -18,1 1,0 45,0 8,9 0,6 18,9 Carteira XP -9,2 5,2 4,3 6,3 - - - -dif. p.p. -3,0 p.p. -4,8 p.p. 5,2 p.p. -3,6 p.p. - - - - - - - -Carteira XP Dividendos -5,5 8,1 0,2 9,4 - - - -dif. p.p. 0,7 p.p. -1,9 p.p. 1,1 p.p. -0,5 p.p. - - - - - - - -Ibovespa -6,2 10,0 -0,8 9,9 - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009, Carteira XP Dividendos 2/1/2009, Carteira XP Small Caps 30/12/2010, Carteira XP Alpha 28/6/2013.
mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 Portfólio jan/15 fev/15 mar/15 abr/15
Performance: Carteiras XP
Portfólio 2015 2014 2013 2012 2011 2010 2009 Últimos 12 m Últimos 24 m Inicial*
-15,0 -10,0 -5,0 0,0 5,0 10,0 15,0
abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 DESEMPENHO ANUAL
Carteiras Recomendadas 2
Trocas para Maio/15
Carteira XP
Modificações:
Retirada dos 10% de BB Seguridade (BBSE3): Optamos pela saída de BB Seguridade da nossa carteira muito por conta dos níveis mais elevados de múltiplos, negociando a 18x P/E 2015E. Aliado a isso, o resultado de Bradesco demonstrou um menor crescimento no segmento de seguros da empresa (um alerta para o setor). Outro componente de incerteza, é o possível anúncio de abertura de capital da Caixa Seguridade pode vir a pressionar o ativo.
Aumento de 5% em Itaú (ITUB4): Optamos pelo aumento no setor de bancos, devido ao valuation atrativo. Itaú segue negociando a 9x P/E 2015E, enquanto a Bolsa está negociando a 13,5x P/E 2015E. Além disso, o Bradesco reportou um bom resultado e acreditamos que o Itaú possa surpreender positivamente o mercado.
Aumento de 5% em Suzano (SUZB5): Aumentamos nossa exposição a dólar na carteira, por entender que estruturalmente o real tende a se desvalorizar e com o patamar atual do câmbio, o risco x retorno de aumentar a exposição a dólar, fica interessante. Suzano é o nosso veículo preferido, por negociar a um múltiplo relativamente baixo, período de alavancagem e exposição a dólar.
Carteira XP Dividendos
Modificações:
Redução de 5% em Cielo (CIEL3): Estamos reduzindo Cielo, pois era a maior exposição da carteira e obteve um bom desempenho no mês, cerca de +9%, com isso o dividend yield da companhia se reduziu. A redução na posição é de 5%, saindo de 20% para 15%. Continuamos tendo uma visão positiva para as ações da Cielo, excelente management e muito bem posicionada. Reportou um forte resultado operacional. A redução é marginal.
Aumento de 5% em Cetip (CTIP3): O aumento de Cetip deve-se ao aumento no dividend yield projetado, o que torna o ativo interessante para a carteira dividendos. O cenário é positivo para as ações da Cetip.
Panorama Macroeconômico
Seguimos com indefinição sobre a data de elevação da taxa de juros americana, a economia europeia parece apresentar sinais de recuperação econômica, enquanto a chinesa mostra pontos preocupantes, apontando a desaceleração econômica. No Brasil, maio chega como mês crucial para o pacote de ajuste fiscal. Chegamos ao quinto mês do ano com uma Presidente delegando a política e a economia. Por mais estanho que pareça, esse é um cenário melhor do que o imaginado no começo do novo mandato. Muito se questionava quanto a Presidente Dilma continuar interferindo na política econômica, mas o que se vê é uma Presidente que parece ter compreendido o recado de seu Ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Caso não coopere com o Ministro, a Presidente teme ser lembrada como aquela que colapsou a economia, algo que levou anos de esforço para se estabilizar. Sentimento parecido com o do Presidente do Banco Central, Tombini. Talvez por isso o esforço em levar a inflação para o centro da meta, e não apenas dentro da banda ideal, justificando sua persistência em elevar os juros.
Maio será um mês crucial para o futuro do ajuste fiscal. Teremos decisões sobre diversas medidas, dentre elas as MPs 664 e 665, que alteram regras para concessão de pensões por morte, outros benefícios previdenciários, seguro-desemprego e abono salarial. Nos primeiros debates, já foram reduzidos em alguns bilhões o impacto delas. Já as agências de rating, deram seu voto de confiança para Levy, acreditando que, mesmo que o ajuste fiscal não atinja os 1,2%, isso já indicaria que o país mudou sua postura. Uma atitude mais responsável parece ser suficiente para manter o grau de investimento em 2015, mas sabemos que em 2016 isso será mantido apenas com crescimento do PIB.
Após a primeira prévia de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2015 e reunião do FOMC no fim de março, a situação nos Estados Unidos segue indefinida para o longo prazo. O PIB cresceu 0,25%, representando uma desaceleração, após alta de 2,22% no último trimestre de 2014. A reunião do FOMC manteve a taxa de juros inalterada, mas ainda não sinalizou quanto a data em que elevará a taxa de juros básica da economia.
O Fed, em comunicado, parece não ter alterado sua ideia de ação na política monetária, e citou fatores adversos que prejudicaram a economia, como o inverno rigoroso e a paralização temporária de atividades portuárias, que devem ser compensados nos próximos meses. O Fed retirou a frase em que julga improvável que a taxa de juros seja elevada na próxima reunião, no entanto, baseado nas últimas declarações de membros do Fed, acreditamos que uma alta seria sinalizada com mais clareza. Assim os discursos dos membros do Fed e a ata da reunião devem ser acompanhados com mais atenção do que nunca, visto que na próxima reunião já é possível que ocorra a elevação da taxa básica de juros.
A desaceleração da China parecia apontar para um resultado abaixo dos 7% de crescimento do PIB, anunciados no primeiro trimestre de 2015. Após dados de Produção Industrial e Vendas no Varejo abaixo do esperado, certos agentes do mercado chegaram a questionar os dados chineses. Colocando a polêmica de lado, o governo chinês já toma medidas para lidar com a desaceleração. O mercado em março acreditava em duas reduções na taxa de juros e quatro no compulsório mínimo ao longo do ano. O primeiro corte no compulsório já ocorreu e cresce a expectativa de novas medidas de estimulo a economia chinesa. Destacamos o default da Kaisa e da Baobian, duas estatais, uma do setor imobiliário e outra do setor elétrico, apenas outro indício da desaceleração chinesa.
Na Europa, começam a aparecer diversos pontos positivos na economia. Vendas no Varejo na Alemanha e Espanha vieram com números altos, a Confiança do Consumidor europeu atingiu a máxima em oito anos, o setor privado vem apresentando resultados positivos, dando um bom cenário para o mercado de trabalho nos próximos meses. Temos, também, os efeitos do programa de quantitative easing europeu, que já começaram a aparecer. Podemos citar a queda do euro e do petróleo para justificar a onda recente de boas notícias, mas o mais importante é não esquecer que ainda existe um longo caminho para atingir uma recuperação consistente, e o fantasma da deflação continua vivo.
Carteiras Recomendadas 4
Carteira XP
Itaú Unibanco (ITUB4): No passado recente, observamos a expansão das operações dos bancos privados começa a acelerar, se comparada com as taxa de concessão dos banco de controle estatal. Porém, a originação de créditos surge com melhor qualidade, apoiada em segmentos de melhor relação risco/retorno. Agrada-nos o fato de que os níveis de spread começam a demonstrar recuperação, dado o aumento nas taxas de juros básica e sinais de arrefecimento da pressão sobre as taxas praticadas no setor. Adicionalmente, a instituição enxugou custos e despesas nos últimos trimestres, além de ter realizado aquisições relevantes, como a participação remanescente da Redecard. Acreditamos que o desempenho divulgado no último resultado, continua sendo o melhor desempenho dentre as instituições financeiras. O banco demonstra que segue de maneira satisfatória em termos de nível de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle, continuidade do foco em ganhos de eficiência, evolução relevante no lucro líquido e outras métricas de retorno final.
Embraer (EMBR3): Com receitas bem diversificadas, o ativo detém correlação de desempenho com a economia mundial. Sendo uma instituição/escolha defensiva, em um momento de fundamentos brasileiros desfavoráveis na comparação com a América Latina e âmbito mundial. Ativo com movimentos descorrelacionados das questões políticas, corroborando a escolha de exposição no patamar de valor do grupo, aliado as suas perspectivas de crescimento no médio/longo prazo. Kroton (KROT3): apesar dos riscos para o setor serem inegáveis, entendemos que parte da forte queda no setor foi exagerada. O setor não acabou. Porém, é preciso ajustar as posições frente aos novos riscos. Nesse sentido, já havíamos reduzido nossa posição desde o começo do ano. Preferimos também, adotar uma postura conservadora nesse momento em que o fluxo de notícias vai interferir bastante nos papéis. A Kroton é um ativo cujo management se provou muito competente, tem uma menor concentração no FIES (considerando base total e EAD), além de ter uma qualidade de cursos melhor. Apesar de negociar a um prêmio com relação a Estácio, vale ficar mais conservador nesse momento.
Cielo (CIEL3): Atualmente a empresa se encontra em patamares considerados atrativos em termos de múltiplo, principalmente se considerarmos o posicionamento diferenciado que ela ocupa no mercado de adquirência, mercado com altos patamares de margens e boas perspectivas de crescimento. O racional de investimento está igualmente apoiado nos seus consistentes resultados financeiros e ganhos de market share, mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes (principalmente os de menor porte). Destacamos a resiliência do ativo relativamente aos demais setores da bolsa.
Lojas Americanas (LAME4): Lojas Americanas é uma das mais tradicionais redes de varejo do país. Com mais de 80 anos de vida, a empresa conta com 948 lojas nas principais cidades do país e com 4 centros de distribuição, em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Uberlândia, atuando também no comércio eletrônico, representado pela B2W - Companhia Digital. A rede comercializa mais de 60.000 itens de 4.000 empresas diferentes, o que faz com que a Lojas Americanas detenha uma grande participação do comércio brasileiro de brinquedos, bombonière, lingerie, CD's e DVD's. A empresa tem um plano bastante interessante de crescimento via abertura de lojas, o 80 anos em 5, onde a empresa planeja abrir 800 lojas em 5 anos. A companhia possui 948 lojas hoje em dia. Fora isso, a companhia é um dos ativos mais resilientes no varejo, com ticket médio baixo (R$ 32), não necessita de concessão de crédito nem em parcelamento para incrementar suas vendas. Vale destacar o crescimento no SSS – Vendas Mesmas Lojas que tem sido de 2 dígitos trimestre a trimestre.
Qualicorp (QUAL3): A empresa é uma das líderes no Brasil na administração, gestão e vendas de Planos de Saúde Coletivos, corporativos e por adesão, atendendo mais de 4,6 milhões de beneficiários. Os seus serviços incluem a contratação, comercialização e administração de benefícios em saúde, consultoria de gestão de benefícios em saúde, serviços de administração terceirizada e de tecnologia de informação aplicada à saúde. Mesmo com um risco regulatório permanente (mudança nas regras de planos coletivos), em determinados níveis de valuation, o risco x retorno se torna bem interessante. A empresa continua reportando um bom crescimento nos resultados e uma geração de caixa operacional bem sólida. Com a margem Ebitda de cerca de 40% e possibilidade de ganho de market share, a Qualicorp tem boas perspectivas operacionais. Ela segue negociando com um múltiplo bem abaixo da média histórica. Logo, enxergamos uma boa oportunidade em termos de risco x retorno.
Cetip (CTIP3): Por intermédio da Unidade de Títulos e Valores Mobiliários, a companhia é líder no Brasil nas atividades de registro, custódia e liquidação de ativos privados de renda fixa - como CDBs, CDIs, LFs e CRIs. Também possui uma plataforma de negociação eletrônica para o mercado secundário de títulos públicos e privados. Realiza ainda processamento de Gravames (financiamento de automóveis), DOCs e liquidação de TEDs. Fatores que contribuem para uma performance positiva: baixa necessidade de capital, resiliência de preços praticados, alta geração de caixa e alto patamar de payout do ativo.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
30% ITAU UNIBAN-PREF ITUB4 Financeiro R$ 202.466 MM 8,5x - 1,7x 22%
12% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 79.127 MM 19,2x 15,6x 9,6x 58%
17% SUZANO PA-PREF A SUZB5 Papel & Celulose R$ 16.727 MM 13,7x 6,8x 1,5x 10%
8% EMBRAER EMBR3 Bens de Capital R$ 17.401 MM 13,5x 6,5x 1,3x 11%
10% LOJAS AMERIC-PRF LAME4 Varejo R$ 18.496 MM 25,1x 7,9x 6,6x 29%
8% QUALICORP SA QUAL3 Outros R$ 6.793 MM 14,5x 7,3x 2,6x 19%
8% CETIP CTIP3 Bolsa R$ 9.082 MM 15,5x 10,2x 4,7x 32%
7% KROTON KROT3 Educacional R$ 17.875 MM 10,3x 8,1x 1,3x 14%
Composição: Carteira XP
Carteira XP
Suzano (SUZB5): A Suzano atua há mais de 85 anos no setor de papel e celulose. Ela opera em dois segmentos: celulose de mercado e papel, cujo portfólio é composto por papel revestido, papel não revestido e papel cartão. Trata-se da segunda maior produtora de celulose de eucalipto do Mundo, a 8ª maior produtora de celulose de mercado e lidera o mercado de papéis brancos no Brasil e América do Sul. É uma empresa que possui baixo custo de produção, autossuficiente em energia, mix de produtos e reconhecimento da marca, forte geração de caixa operacional e com suas receitas em dólar é uma boa opção de investimento. Aliado a isso, com aumento de produção e valuation atrativo, na casa de 6x EV/Ebitda, julgamos uma boa opção de investimento. Fora isso, a companhia está num processo de desalavancagem financeira, com redução do seu endividamento, gerado para realizar investimentos na planta no Maranhão. Aliado a isso, o momento é propício, pois possui um dos menores custos de produção e a demanda por papel globalmente vem apresentando elevação.
Carteiras Recomendadas 6
Carteira XP
Carteira 5,9 0,0 -2,0 37,5 -12,1 15,9 76,5 2,9 6,2 135,2 Ibovespa 12,4 -2,9 -15,5 7,4 -18,1 1,0 45,0 8,9 0,6 18,9 dif. p.p. -6,5 p.p. 3,0 p.p. 13,5 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. -6,0 p.p. 5,7 p.p. 116,3 p.p. Carteira -9,2 5,2 4,3 6,3 - - - -Ibovespa -6,2 10,0 -0,8 9,9 - - - -dif. p.p. -3,0 p.p. -4,8 p.p. 5,2 p.p. -3,6 p.p. - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009 fev/15 mar/15 2013 2009Performance: Carteira XP
Portfólio 2015 2014 2010 Últimos Inicial*
12 m nov/15 out/15 set/15 2012 2011 Últimos 24 m mai/15 jan/15 abr/15
Portfólio jun/15 jul/15 ago/15 dez/15
-15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0%
DESEMPENHO
Carteira XP Ibovespa -5,0 0,0 5,0 10,0 15,0 EMBR3 LAME4 SUZB5 Carteira XP KROT3 BBSE3 QUAL3 ITUB4 CTIP3 Ibovespa∆% MENSAL
75,0 105,0 135,0 165,0 195,0 225,0 255,0 285,0DESEMPENHO HISTÓRICO
Carteira XP Dividendos
Cielo (CIEL3): Atualmente a empresa se encontra em patamares considerados atrativos em termos de múltiplo, principalmente se considerarmos o posicionamento diferenciado que ela ocupa no mercado de adquirência, mercado com altos patamares de margens e boas perspectivas de crescimento. O racional de investimento está igualmente apoiado nos seus consistentes resultados financeiros e ganhos de market share, mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes (principalmente os de menor porte). Destacamos a resiliência do ativo relativamente aos demais setores da bolsa.
Itaú Unibanco (ITUB4): No passado recente, observamos a expansão das operações dos bancos privados começa a acelerar, se comparada com as taxa de concessão dos banco de controle estatal. Porém, a originação de créditos surge com melhor qualidade, apoiada em segmentos de melhor relação risco/retorno. Agrada-nos o fato de que os níveis de spread começam a demonstrar recuperação, dado o aumento nas taxas de juros básica e sinais de arrefecimento da pressão sobre as taxas praticadas no setor. Adicionalmente, a instituição enxugou custos e despesas nos últimos trimestres, além de ter realizado aquisições relevantes, como a participação remanescente da Redecard. Acreditamos que o desempenho divulgado no último resultado, continua sendo o melhor desempenho dentre as instituições financeiras. O banco demonstra que segue de maneira satisfatória em termos de nível de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle, continuidade do foco em ganhos de eficiência, evolução relevante no lucro líquido e outras métricas de retorno final.
Cetip (CTIP3): Por intermédio da Unidade de Títulos e Valores Mobiliários, a companhia é líder no Brasil nas atividades de registro, custódia e liquidação de ativos privados de renda fixa - como CDBs, CDIs, LFs e CRIs. Também possui uma plataforma de negociação eletrônica para o mercado secundário de títulos públicos e privados. Realiza ainda processamento de Gravames (financiamento de automóveis), DOCs e liquidação de TEDs. Fatores que contribuem para uma performance positiva: baixa necessidade de capital, resiliência de preços praticados, alta geração de caixa e alto patamar de payout do ativo.
BM&F Bovespa (BVMF3): a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros é líder na América Latina, sendo a principal instituição brasileira de intermediação para operações no mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para negociação de ações, derivativos de ações, derivativos financeiros, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas à vista e commodities agropecuárias. Acreditamos que a empresa detém e deverá manter no curto, médio e longo prazo uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós-negociação de ativos financeiros, evoluindo no processo de integração verticalizada de seus negócios, incentivando e investindo em iniciativas incipientes/rentáveis. Em nossa concepção, o patamar de valor para o ativo é injustificado, observando o nível elevado de suas margens operacionais, retorno final, geração de caixa, configurando uma boa oportunidade de compra para geração de valor no médio/longo prazo.
Natura (NATU3): É uma companhia de cosméticos que realiza a venda através do modelo de venda direta, utilizando consultoras independentes. Optamos pela entrada do ativo devido aos seguintes motivos: (a) competição – redução devido a canibalização que a Boticário, através de consultoras diretas, gerou na reestruturação do modelo, sendo benéfico para a companhia; (b) câmbio – como o maior concorrente são os produtos importados em cosméticos, uma alta do dólar reduz a competição e “protege” o mercado interno; (c) a piora econômica eleva as vendas das consultoras independentes, pois como se trata de um meio complementar de aumento de renda, quando ocorre uma piora na economia, observa-se um efeito de aumento da eficiência das consultoras, que se focam mais nesse complemento de renda; (d) valuation – a companhia está negociando a 15x P/E 2015E, o que julgamos que é uma excelente relação risco x retorno, com crescimento de receita (top line) de cosméticos e excelente gestão. A forte queda verificada na semana foi decorrente, principalmente, das informações de que o governo poderia aumentar a taxação de cosméticos e importados, porém, julgamos que se for implementado, já estaria no preço dos ativos.
BB Seguridade (BBSE3): Consideramos atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto, capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Vale ressaltar que o anúncio de criação de uma nova instituição financeira por parte do BB e Banco Postal é considerado uma nova possibilidade de expansão para suas operações.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
25% ITAU UNIBAN-PREF ITUB4 Financeiro R$ 202.466 MM 8,5x - 1,7x 22%
15% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 79.127 MM 19,2x 15,6x 9,6x 58%
15% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 70.500 MM 15,8x 12,4x 7,5x 53%
15% BM&FBOVESPA SA BVMF3 Bolsa R$ 22.524 MM 13,5x 13,4x 1,2x 7%
20% CETIP CTIP3 Bolsa R$ 9.082 MM 15,5x 10,2x 4,7x 32%
10% NATURA NATU3 Varejo R$ 12.420 MM 14,6x 8,2x 10,5x 70%
Composição: Carteira XP Dividendos
Carteiras Recomendadas 8
Carteira XP Dividendos
Carteira 12,0 7,7 14,1 16,4 3,6 29,3 41,8 15,3 22,5 188,7 Ibovespa 12,4 -2,9 -15,5 7,4 -18,1 1,0 74,5 8,9 0,6 43,1 dif. p.p. -0,5 p.p. 10,6 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 28,3 p.p. -32,7 p.p. 6,4 p.p. 21,9 p.p. 145,7 p.p. Carteira -5,5 8,1 0,2 9,4 - - - -Ibovespa -6,2 10,0 -0,8 9,9 - - - -dif. p.p. 0,7 p.p. -1,9 p.p. 1,1 p.p. -0,5 p.p. - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009 Inicial* 2009 Últimos 24 m 2015Performance: Carteira XP Dividendos
Portfólio 2014 2013 2012 2011 2010 Últimos
12 m
ago/15 set/15 out/15 nov/15
Portfólio jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 dez/15
-15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0%
DESEMPENHO
Carteira XP Dividendos Ibovespa 0,0 4,0 8,0 12,0 16,0
NATU3 BBSE3 ITUB4 Carteira XP Dividendos CTIP3 Ibovespa CIEL3 BVMF3
∆% MENSAL
75,0 105,0 135,0 165,0 195,0 225,0 255,0 285,0 315,0DESEMPENHO HISTÓRICO
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