Adaptabilidade de Carreira

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Adaptabilidade de carreira de estudantes de doutoramento

Adaptabilidade de carreira de estudantes de doutoramento

A Teoria da Construção de Carreira (TCC) de Savickas (2002, 2005), considera as realidades suprarreferidas, numa visão contemporânea das ideias de Super (1957, 1999), e constitui-se como uma das teorias que mais contribuiu para a mudança de visão linear para uma visão contextualista da carreira. O foco principal deixa de ser o desenvolvimento de uma mesma carreira ao longo da vida e passa a ser um processo de construção social e pessoal da carreira consoante o contexto da vida (um processo de Life Design). Savickas e Porfeli (2012), entretanto, evidenciam a importância da noção de adaptabilidade nos atuais contextos de vivência de uma carreira, nomeadamente, por estudantes universitários e demais adultos. O constructo de adaptabilidade de carreira apresentado por estes autores subdivide-se em quatro dimensões, que permitem perceber como os indivíduos enfrentam tarefas atuais e antecipadas relacionadas com os desafios e transições de carreira. São elas a preocupação, o controlo, a confiança e a curiosidade. A preocupação, definida como a inquietude do indivíduo em relação ao seu próprio futuro; o controlo refere-se ao sentimento de responsabilidade da pessoa por construir a própria carreira; a curiosidade está relacionada com a iniciativa para fazer descobertas e envolver-se em aprendizagens relativamente a oportunidades e atividades de trabalho em que o indivíduo pretenderia inserir-se e; por fim, a confiança, diz respeito à crença do indivíduo sobre si mesmo no que se refere a sua habilidade para realizar ações necessárias para alcançar os seus objetivos, mesmo face às barreiras. Essas quatro dimensões da adaptabilidade de carreira foram estudadas por Douglass e Duffy (2014), que examinaram a relação da vocação e a adaptabilidade de carreira de 330 estudantes de graduação. Algumas das suas conclusões foram que as dimensões preocupação e confiança, são mediadores significativas da auto eficácia na tomada de decisão na carreira e, além disso, que o uso de pontos fortes pelo indivíduo moderam a relação entre a curiosidade e a auto eficácia na tomada de decisão na carreira.
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O impacto do estágio na exploração vocacional e na adaptabilidade de carreira em estudantes do ensino profissional

O impacto do estágio na exploração vocacional e na adaptabilidade de carreira em estudantes do ensino profissional

No que concerne à qualidade de estágio, podemos, assim, salientar as dimensões Autonomia e Clareza do Supervisor como aquelas que apresentam uma maior incidência de correlações significativas com as restantes variáveis vocacionais, sendo igualmente de destacar outras dimensões como o Suporte Social, o Feedback e o Suporte do Supervisor. De destacar ainda a presença de correlações significativas entre as Oportunidades de Aprendizagem e as variáveis como a Exploração do Meio, a Curiosidade e a Confiança, o que está em consonância com a ideia defendida por alguns autores de que o desenvolvimento das oportunidades de aprendizagem promove a adaptabilidade de carreira (e.g., Gamboa, 2011; Koen et al., 2012), sobretudo, ao nível das dimensões Preocupação, Controlo (embora nestas duas dimensões o nosso estudo não foi confirmatório) e Curiosidade (Koen et al., 2012), sendo de realçar o seu impacto nas crenças e nos comportamentos de exploração vocacional (Gamboa, 2011). Ainda no âmbito das qualidades de estágio, há que destacar o Feedback dos Colegas e a sua relação com os factores Quantidade de Informação adquirida e a Curiosidade, em termos da adaptabilidade, o que parece confirmar a ideia de que o apoio de amigos e colegas constitui um factor favorável à exploração vocacional (Gamboa, Vieira, & Taveira, 2010) e à adaptabilidade na carreira (Kenny & Bledsoe, 2005; Yon et al., 2012). Por seu lado, a Variedade das Tarefas apenas se correlaciona de modo significativo com a Curiosidade, estando o Treino do Supervisor relacionado negativamente com a Exploração de Si.
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Estatuto socioeconómico, valores de vida e adaptabilidade de carreira de universitários

Estatuto socioeconómico, valores de vida e adaptabilidade de carreira de universitários

Declaro, para os devidos efeitos, que a recolha de dados e procedimentos metodológicos levados a cabo na presente tese de mestrado, intitulada “Estatuto socioeconómico, valores de vida e adaptabilidade de carreira de universitários”, apresentada pela estudante Bianca Kfouri Pizzo Gadini, seguiu os princípios de ética na investigação recomendados pela Seção das Ciências Sociais e Humanas da Comissão de Ética da Universidade do Minho (CECSH). Os dados do estudo foram recolhidos nos anos de 2016/17, datas anteriores ao Despacho RT-31 de 2019. Pelo fato da referida tese realizada no ano de 2020, utilizar dados recolhidos nas datas referidas, o processo e pedido de parecer à CECSH da UMinho foram elaborados pela estudante e avaliados, para fins de ensino-aprendizagem, mas não submetidos à CECSH-UMinho.
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Adaptabilidade de carreira e auto-eficácia na transição ao trabalho: estudo longitudinal com estudantes finalistas do ensino profissional

Adaptabilidade de carreira e auto-eficácia na transição ao trabalho: estudo longitudinal com estudantes finalistas do ensino profissional

A adaptabilidade de carreira foi avaliada com recurso à Career-Adaptabilities Scale, Portugal Form (CAAS), (Duarte, Soares, Fraga, Lima, Paredes, Agostinho & Djaló, 2012). A estrutura portuguesa é semelhante à estrutura apresentada nos estudos de outros países onde se tem vindo a validar esta escala, sendo que na versão nacional é acrescentado mais um item por cada uma das dimensões. Esta medida é assim composto por um total de 28 itens (α= .90), distribuídos por 4 dimensões, cada uma delas com 7 itens: Preocupação (α= .76), (ex. item 1- Planear as coisas antes de começar); Controlo (α= .69), (ex. item 8- Manter sempre o ânimo); Curiosidade (α= .78), (ex. item 15- Explorar aquilo que me rodeia); e Confiança (α= .79), (ex. item 22- Realizar tarefas de forma eficiente). A resposta a cada item é realizada numa escala de tipo Likert, de 1 a 5, onde 1 significa “muito pouco” e 5 significa “muito”. Cada resposta é dada de acordo com o que cada indivíduo considera ser capaz de realizar algo. A Análise Fatorial Confirmatória (CFA) da versão portuguesa da escala foi realizada com o programa LISREL 8.8, mostrando índices de ajustamento satisfatórios: RMSEA= 0.061, SRMR= 0.049 e CFI= 0.97. A escala norte-americana (Savickas & Porfeli, 2012) é composta por 28 itens, apresentando uma fiabilidade de .92, relativamente às dimensões: Preocupação (α= .83), Controlo (α= .74), Curiosidade (α= .79) e Confiança (α= .85). A Análise Fatorial Confirmatória (CFA) desta versão apresentou índices de RMSE=0.053 e SRMR=0.039. No presente estudo os valores de consistencia interna foram próximos dos valores da validação para Portugal, uma vez que oscilam entre .75 e .85.
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Adaptabilidade de carreira e competências na transição do ensino superior para o mercado de trabalho : uma perspetiva construtivista

Adaptabilidade de carreira e competências na transição do ensino superior para o mercado de trabalho : uma perspetiva construtivista

O efeito que a variável área de formação académica pode ter na adaptabilidade de carreira é estudada a nível exploratório, dada a pouca literatura existente que permita sustentar adequadamente esta relação. Assume-se que cada área de estudo poderá desenvolver e promover estratégias diferentes, junto dos seus alunos, de preparação para o mercado de trabalho, que pode ter influência na adaptabilidade de carreira dos estudantes. Bento (2013), ao comparar a adaptabilidade de carreira e as suas dimensões entre alunos de Psicologia, Ciências da Formação e Educação, e Línguas e Comunicação, não verificou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Por sua vez, num estudo levado a cabo por Bardagi e Albanaes (2015), embora não existissem diferenças significativas, os estudantes de Ciências Humanas apresentaram resultados médios inferiores na dimensão de preocupação com a carreira em relação aos estudantes das restantes áreas (Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Linguística, Letras e Artes).
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Adaptabilidade de carreira, empregabilidade e competências comportamentais : o impacto diferencial de mobilidade Erasmus

Adaptabilidade de carreira, empregabilidade e competências comportamentais : o impacto diferencial de mobilidade Erasmus

Segundo Savickas e Porfeli (2012), estes recursos são capacidades e forças autorregulatórias a que as pessoas recorrem para resolver problemas complexos, não familiares e mal definidos. São psicossociais e transacionais, desenvolvendo-se através da interação da pessoa com o seu meio e estando, portanto, em parte dependentes das condições contextuais existentes – há situações que os tornam mais salientes e outras que os atenuam, mas o padrão de resposta do indivíduo também acaba por influenciar a reação contextual, havendo uma relação sinérgica entre ambos (Johnston, 2018; Savickas & Porfeli, 2012). Existem quatro dimensões de recursos de adaptabilidade, que agrupam as atitudes, crenças e competências que moldam as estratégias de resolução de problemas e os comportamentos de coping dos indivíduos: a preocupação, o controlo, a curiosidade e a confiança (Johnston, 2018; Savickas, 2004; Savickas & Porfeli, 2012). A preocupação, acerca do futuro, diz respeito à valorização da necessidade de preparação e planeamento para o que poderá acontecer; o controlo traduz a responsabilização do próprio pelo seu futuro; a curiosidade leva à iniciativa da exploração de múltiplos cenários futuros possíveis; e a confiança refere-se à autoeficácia e segurança do indivíduo quanto a conseguir perseverar e implementar o seu plano de carreira e de vida (Agostinho, 2018; Savickas, 2004; Savickas & Porfeli, 2012). A adaptabilidade de carreira é assim um compósito de aspetos psicológicos mais duradouros e aspetos psicossociais mais lábeis, um construto agregado, multidimensional e hierárquico, já que as quatro dimensões de recursos combinadas traduzem o indicador global da adaptabilidade do indivíduo (Johnston, 2018; Savickas & Porfeli, 2012).
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Adaptabilidade de carreira : estudo comparativo entre candidatos e estudantes do curso superior de psicologia

Adaptabilidade de carreira : estudo comparativo entre candidatos e estudantes do curso superior de psicologia

A Escala Internacional de Adaptabilidade de Carreira foi desenvolvida no âmbito do Life Design International Research Group. Investigadores de 13 países reuniram-se para operacionalizar e definir o conceito de adaptabilidade – o primeiro passo para a construção de um instrumento de medida. O principal objetivo deste grupo, o qual contou com uma equipa de investigadores portugueses, era o de criar uma escala que pudesse ser aplicada em vários meios e culturas: para tal, foi necessário ter em conta e minimizar o impacto das diferenças culturais. Depois de testada e revista, chegou-se à Career Adapt-Abilities Scale (CAAS) – International Form 2.0 (Savickas & Porfeli, 2012), composta por 24 itens partilhados e distribuídos de igual forma pelas quatro dimensões da adaptabilidade (preocupação, controlo, curiosidade e confiança). Esta versão da escala foi, então, traduzida e testada em cada um dos 13 países.
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O impacto do estágio na adaptabilidade de carreira em estudantes do ensino profissional

O impacto do estágio na adaptabilidade de carreira em estudantes do ensino profissional

Por outro lado, no que se refere à inserção no está- gio curricular, importa sublinhar que o ajustamento a este novo contexto de aprendizagem não depende apenas das atitudes e competências do estagiário, mas também dos di- versos fatores contextuais que este encontra, como o grau de autonomia, a supervisão, a diversidade de tarefas, e as relações sociais (e.g., Blustein, 1997; Blustein, Prezioso, & Schultheiss, 1995; Flum, 2001; Flum & Blustein, 2000; Vondracek & Porfeli, 2008). Efetivamente, os estudos empíricos sustentam, de uma forma geral, a existência de associações positivas entre o suporte social e as diferentes dimensões da adaptabilidade de carreira (e.g., Bartley, & Robitschek, 2000; Blustein, 2001; Creed, Fallon, & Hood, 2009; Hirschi, 2009; Rogers et al., 2008; Yousefi, Abedi, Baghban, & Abedi, 2011). Além dos fatores relacionais, também as oportunidades de aprendizagem acabam por influenciar significativamente a adaptabilidade da carreira, sendo de realçar o forte impacto que esta variável parece exercer nas crenças e nos comportamentos de exploração vocacional (Gamboa, Paixão, & Jesus, 2013).
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Adaptabilidade de carreira: eficácia da intervenção vocacional em diferentes anos letivos

Adaptabilidade de carreira: eficácia da intervenção vocacional em diferentes anos letivos

Declaro, para os devidos efeitos, que a recolha de dados e procedimentos metodológicos levados a cabo na presente tese de mestrado, intitulada “Adaptabilidade de Carreira: Eficácia da Intervenção Vocacional em Diferentes Anos Letivos”, apresentada pela estudante Catarina Luzia de Carvalho, seguiu os princípios de ética na investigação recomendados pela Seção das Ciências Sociais e Humanas da Comissão de Ética da Universidade do Minho (CECSH). Os dados do estudo foram recolhidos nos anos de 2015/16, 2016/17, datas anteriores ao Despacho RT-31 de 2019, e foram autorizados pela Comunidade Intermunicipal de Vale do Ave (CIM do AVE), e respetivos responsáveis das escolas onde se efetuou o estudo, no âmbito do Protocolo entre a Universidade do Minho e a CIM do Ave (setembro de 2015), válido por cinco anos, e do Acordo mais especifico estabelecido, na mesma data, entre a Escola de Psicologia e a CIM do Ave. Pelo fato da referida tese realizada no ano de 2020, utilizar dados recolhidos nas datas referidas, o processo e pedido de parecer à CECSH da UMinho foram elaborados pela estudante e avaliados, para fins de ensino-aprendizagem, mas não submetidos à CECSH-UMinho.
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Empregabilidade percebida e auto-eficácia na transição para o trabalho: o papel da adaptabilidade de carreira - estudo com finalistas do ensino superior

Empregabilidade percebida e auto-eficácia na transição para o trabalho: o papel da adaptabilidade de carreira - estudo com finalistas do ensino superior

De acordo com Savickas (1997) o conceito de adaptabilidade de carreira tem origem no constructo de maturidade da carreira de Super que é reformulado e substituído pelo conceito de adaptabilidade da carreira. Recentemente, este constructo recorre à flexibilidade do sujeito perante as alterações do meio, afastando-se de noções mais restritivas tais como a acomodação ou o ajustamento, que eram associados à maturidade vocacional até então. Assim, a adaptabilidade é a capacidade de modificar o self e de ajustá-lo aos novos contextos vocacionais, sendo que este processo é essencial em circunstâncias de transição que ocorrem entre os estádios de desenvolvimento da carreira ou nos miniciclos vocacionais, como acontece nas transições entre ocupações profissionais ou entre a escola e o mercado de trabalho (Gamboa, 2011). As transições entre escola e mundo do trabalho, são complexas, reflectindo as expectativas que a sociedade tem face à competência dos adolescentes para se incorporarem em cargos profissionais em consonância com as suas aptidões e interesses (Gamboa, 2011). Segundo Savickas (2002, 2005) esta expectativa é manifestada através de tarefas de desenvolvimento de carreira que são atribuídas às fases de crescimento e exploração.
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Adaptabilidade de carreira, autoeficácia na transição e empregabilidade percebida - estudo com estudantes adultos

Adaptabilidade de carreira, autoeficácia na transição e empregabilidade percebida - estudo com estudantes adultos

Este estudo teve como principal objetivo analisar se o percurso frequentado pelos estudantes, os diferenciam ao nível da adaptabilidade de carreira, autoeficácia na transição para o trabalho e empregabilidade percebida, tendo em conta o motivo pelo qual o estudante pretende elevar o seu nível de escolaridade. Neste sentido, analisámos os níveis de adaptabilidade, autoeficácia na transição e empregabilidade percebida numa amostra de estudantes maioritariamente com experiência de trabalho. Os valores médios obtidos sugerem oferecer suporte empírico para a existência de uma diferença entre os estudantes do percurso de Aprendizagem, face aos estudantes do percurso de Reconhecimento de Competências, apresentando os últimos valores superiores. A análise de correlações salientou a relação significativa da variável Percurso com as variáveis Sexo, Idade, Anos de experiência na profissão e Para sua valorização pessoal. Através da análise de variância evidenciou-se a existência de diferenças em relação à variável Para sua valorização pessoal, em função do percurso frequentado. Embora modestos, os resultados obtidos no presente estudo, sugerem a existência de diferenças entre os estudantes (e.g. Para sua valorização pessoal), em função do Percurso formativo que estão a frequentar, no entanto, os resultados não suportam a hipótese geral H1: O percurso formativo (1 - Aprendizagem; 2 - Reconhecimento de Competências), diferenciam os estudantes nos níveis de adaptabilidade de carreira (H1a), autoeficácia na transição (H1b) e empregabilidade percebida (H1c).
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Adaptabilidade de carreira e autoeficácia na transição para o trabalho: o papel da empregabilidade percebida: estudo com estudantes do Ensino Superior

Adaptabilidade de carreira e autoeficácia na transição para o trabalho: o papel da empregabilidade percebida: estudo com estudantes do Ensino Superior

2) A empregabilidade percebida, por sua vez, prediz a autoeficácia na transição para o trabalho (H3). Efetivamente, se ancorarmos esta hipótese na malha conceptual da teoria sociocognitiva da carreira (e.g., Lent et al., 1994), podemos considerar que a autoeficácia na transição para o trabalho resulta da qualidade das experiências anteriores, tanto quanto estas possam ser entendidas como desafiantes e relevantes para a tarefa em causa. Consequentemente, será razoável esperar que uma avaliação positiva relativamente às competências desenvolvidas no decurso da formação superior (empregabilidade percebida) se vá relacionar positivamente com a confiança com que cada aluno encara os obstáculos que terá de ultrapassar, no âmbito da transição para o mundo do trabalho. Para além disso, os estudos empíricos que relacionam a empregabilidade com a autoeficácia (e.g., McArdle, Waters, Briscoe, & Hall, 2007) sustentam, na maior parte dos casos, a expetativa que decorre da teoria vocacional. 3) Por fim, a empregabilidade percebida opera como mediador entre a adaptabilidade de carreira e a autoeficácia na transição para o trabalho (H4). Atendendo às evidências encontradas na literatura no que se refere às relações observadas entre estes três constructos (e.g., Fugate et al., 2004), esperamos que a empregabilidade percebida, na qualidade de processo que remete precisamente para a relevância das competências desenvolvidas ao longo do ciclo de formação no que se refere à inserção profissional (e.g., Rothwell & Arnold, 2007; Rothwell et al., 2008), surja como variável mediadora do efeito da adaptabilidade de carreira, mecanismo crítico da agência individual (e.g., Savickas, 2013; Wittenkind et al., 2010), na confiança com que os estudantes investem nas actividades mais específicas associadas à transição para o trabalho.
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Adaptabilidade de carreira, empregabilidade percebida e auto-eficácia na transição para o Trabalho: estudo comparativo entre estudantes universitários com e sem experiência de trabalho

Adaptabilidade de carreira, empregabilidade percebida e auto-eficácia na transição para o Trabalho: estudo comparativo entre estudantes universitários com e sem experiência de trabalho

29 Para além disso, a adaptabilidade global também se correlaciona positivamente com a empregabilidade e as suas dimensões externa e interna. Estes resultados podem ser analisados à luz da definição de empregabilidade, que indica a mesma como uma forma de adaptação ativa, que torna mais fácil a identificação e perceção de oportunidades de carreira, por parte dos indivíduos (e.g., Fugate et al., 2004; Fugate & Kinicki, 2008). Neste sentido, os resultados indicam ainda a existência de correlação significativa entre a dimensão preocupação e a empregabilidade e a dimensão interna. Por conseguinte, podemos inferir que os indivíduos mais orientados e envolvidos na preparação do seu futuro apresentam níveis de empregabilidade mais elevados (e.g., Savickas & Porfeli, 2012). Em algumas investigações, como por exemplo a de Fraga em, 2012, e a de Boto, em 211, que revelou uma correlação entre a adaptabilidade de carreira e a empregabilidade num grupo de trabalhadores de uma organização do sector da construção civil.
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R ELAÇÕES ENTRE ADAPTABILIDADE DE CARREIRA E

R ELAÇÕES ENTRE ADAPTABILIDADE DE CARREIRA E

Jiang, Hu, e Wang (2017) desenvolveram um estudo dividido em duas etapas, cuja amostra da etapa 1 contou com 184 adultos com idade média de idade de 29,72 anos (DP = 8,06). Na etapa 2 a amostra foi composta por 154 trabalhadores adultos de várias áreas profissionais, tais como vendas, saúde e tecnologia, com idade média de 33,83 anos (DP = 6,57), os participantes apresentaram uma média de tempo de serviço de 76,05 meses (DP = 81,46). A etapa 1 buscou testar o efeito mediador do tempo de serviço sobre a relação da adaptabilidade de carreira e o platô do conteúdo de trabalho. Quando o emprego deixa de ser desafiador, a instituição coloca empecilhos para o desenvolvimento de carreira e desperta no trabalhador a insatisfação, a exaustão emocional e o estresse no trabalho, recebe o nome de platô do conteúdo de trabalho. A etapa 2 objetivou verificar os resultados da etapa 1 para testar a influência da autoeficácia ocupacional sobre o papel mediador do tempo de serviço. Os participantes responderam seis instrumentos nos dois estudos, entre eles a CAAS e a generalized self-efficacy scale. Os resultados indicaram que a adaptabilidade de carreira se correlacionou positivamente com a autoeficácia ocupacional (r = 0,67) e negativamente com o platô do conteúdo de trabalho (r = -0,51). Ou seja, os indivíduos que dominam o conteúdo, as atividades de seus empregos, percebem a falta de desafios profissionais e tendem a se sentirem desmotivados.
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Adaptabilidade de carreira e empenhamento organizacional : estudo exploratório em trabalhadores com e sem atividades extraprofissionais

Adaptabilidade de carreira e empenhamento organizacional : estudo exploratório em trabalhadores com e sem atividades extraprofissionais

Com as mudanças ocorridas a nível económico e social, a par com o rápido desenvolvimento tecnológico e globalização económica, a carreira passa a estar cada vez menos à responsabilidade das organizações, resultando consequentemente, num papel muito mais ativo por parte dos indivíduos na sua construção. Passa-se, então, a assumir a necessidade de dar uma maior atenção ao modo como o indivíduo se constrói a si próprio nos vários contextos em que atuou, atua e poderá vir a atuar (Duarte, 2009), uma vez que, atualmente, as pessoas passam por diversas experiências profissionais, ao longo das suas carreiras e por vezes até de forma simultânea (Evans, 1996), como é o caso dos indivíduos que desempenham atividades extraprofissionais. É neste sentido que se verifica a importância das teorias da construção de carreira, que têm como ideia nuclear a construção de carreira pelo próprio indivíduo, assumindo que os indivíduos vão construindo a sua carreira à medida que tomam as suas decisões e com o objectivo de se sentirem satisfeitos e corresponderem às expectativas da sociedade (Savickas, 2005).
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A adaptabilidade de carreira em candidatos ao ensino superior

A adaptabilidade de carreira em candidatos ao ensino superior

Segundo Super (1990), o modelo do Arco-Iris da Carreira é constituído pelas fases de crescimento, exploração, estabelecimento, manutenção e declínio. A fase de crescimento com a duração desde o nascimento até aproximadamente aos 15 anos é o período em que o indivíduo desenvolve as suas capacidades, interesses e necessidades relacionadas com o seu autoconceito. A fase de exploração, sendo esta aproximadamente dos 15 aos 24 anos, trata-se do período em que a possível carreira do indivíduo é explorada, várias escolhas podem ser feitas, mas nada fica finalizado. A fase de estabelecimento pressupõe o início da vida laboral, esta dura aproximadamente desde os 25 aos 44 anos sendo um período de estabilização e autonomia financeira em que o indivíduo começa a ter maiores responsabilidades e se adapta para se estabilizar numa determinada profissão. A fase de manutenção que abrange o indivíduo, aproximadamente dos 45 aos 64 anos pressupõe um processo contínuo da parte deste para ganhar e manter o estatuto e posição no contexto de trabalho. Por último a fase de declínio começando aos 65 anos, pressupõe maior seletividade nas tarefas e funções do indivíduo através da redução das mesmas. Pressupõe também a preparação de outro colaborador para o substituir devido à aproximação da sua reforma. É de conotar a existência de diferenças de transição para cada fase tendo em conta as especificidades de cada indivíduo em lidar com as tarefas vocacionais que lhe são apresentadas.
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Participação em clubes comunitários: impacto na adaptabilidade, envolvimento, estudo e bem-estar

Participação em clubes comunitários: impacto na adaptabilidade, envolvimento, estudo e bem-estar

A adolescência é propícia ao desenvolvimento da identidade vocacional, já que inclui momentos de transição e de tomada de decisão. Os Clubes Comunitários são uma estratégia de intervenção vocacional preventiva que considera o papel dos contextos na promoção desta identidade, focados na exploração de carreira. Neste estudo quasi-experimental, verificou-se o impacto dos Clubes Comunitários na adaptabilidade de carreira, envolvimento na escola, processos de estudo e bem-estar de estudantes portugueses. Utilizou-se a Escala sobre Adaptabilidade, a Escala do Envolvimento dos Alunos na Escola, o Inventário dos Processos de Estudo e a Escala de Satisfação com a Vida, antes e depois da intervenção. Participaram 46 alunos do 10º ano, de três escolas do noroeste do país, 28 no grupo de intervenção e 18 no de comparação, com idades entre 13 e 18 anos (M = 15.13; DP = .78). Os resultados de uma MANOVA mista indicam um efeito positivo do grupo na adaptabilidade de carreira (preocupação, perceção de controlo, e curiosidade) e nos processos de estudo (abordagem profunda), a favor do grupo de intervenção. Verificou-se um efeito do tempo no envolvimento comportamental e agenciativo na escola. Esta estratégia parece ser algo promissora na área da intervenção vocacional, sendo importante o seu desenvolvimento.
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Avaliação da eficácia de uma intervenção de carreira para autonomização de jovens institucionalizados

Avaliação da eficácia de uma intervenção de carreira para autonomização de jovens institucionalizados

Na tabela 2 apresentam-se os resultados no que diz respeito à comparação das diferenças intra-grupo, inter-grupo e à magnitude do efeito, nas diferentes dimensões avaliadas de adaptabilidade de carreira, afeto positivo e satisfação com a vida. Quanto à adaptabilidade de carreira observa-se que o grupo de controlo apresenta valores mais elevados que o grupo experimental em todas as suas escalas, no pré-teste e no pós-teste sendo, no entanto, de apontar que o teste de comparação inter-grupos, não indica significância estatística paras as diferenças encontradas. É de realçar ainda que a comparação intra-grupo demonstra que no grupo experimental estes valores aumentam após a aplicação do programa de
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Carreira, adaptabilidade e personalidade : um estudo exploratório numa amostra de jovens e adultos trabalhadores

Carreira, adaptabilidade e personalidade : um estudo exploratório numa amostra de jovens e adultos trabalhadores

No decurso do século XX foi proposto um vasto conjunto de reflexões e de práticas, que se consubstanciaram em teorias, que de formas distintas procuraram descrever os mecanismos psicológicos internos, inerentes às escolhas vocacionais e aos processos desenvolvimentistas para chegar a essas escolhas. As mudanças ocorridas no contexto social e económico do mundo do trabalho, bem como a consequente teorização permitiu, por sua vez, chegar à fase em que se entende necessária uma maior atenção à forma como o indivíduo se constrói a si próprio, nos diversos contextos em que atuou, atua e poderá vir a atuar (Duarte, 2009). Tal é proposto na Teoria da Construção da Carreira (Savickas, 2002; 2005) e nos recursos que esta propõe permitindo, aos indivíduos, formar estratégias que direcionam os seus comportamentos adaptativos, sendo o construto Adaptabilidade de Carreira, conceptualizado a partir das dimensões Preocupação, Controlo, Curiosidade e Confiança (Savickas & Porfeli, 2012).
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O processo de adaptação na carreira: estudo com finalistas universitários portugueses

O processo de adaptação na carreira: estudo com finalistas universitários portugueses

Em suma, os resultados deste estudo fornecem importantes contributos teóricos e empíricos para a compreensão do processo da adaptação na carreira e dos vários construtos que o compõem, nomeadamente a prontidão adaptativa, a adaptabilidade de carreira, as respostas adaptativas e os resultados adaptativos. De um modo geral, este processo tem um impacto positivo nos momentos de transição de carreira, na qualidade de empregabilidade e, mais tarde, no sucesso e satisfação na carreira (Hirschi & Valero, 2015; Koen et al., 2012; Palma, 2013). Neste âmbito, o foco numa intervenção ao longo do percurso formativo, com o objetivo de desenvolver competências e comportamentos de adaptabilidade, é crucial nos processos de transição universidade-mercado de trabalho.
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