Afro-brasileiro

Top PDF Afro-brasileiro:

OGUM AFRO-BRASILEIRO: ALTERNATIVAS DE PERTENCIMENTO CULTURAL PROPOSTAS PELOS RACIONAIS MC’S EM SOBREVIVENDO NO INFERNO

OGUM AFRO-BRASILEIRO: ALTERNATIVAS DE PERTENCIMENTO CULTURAL PROPOSTAS PELOS RACIONAIS MC’S EM SOBREVIVENDO NO INFERNO

Assim como há histórias heroicas em torno da figura de Ogun e que compõem o imaginário afro-brasileiro, especialmente daqueles que estão próximos São Jorge é um soldado cristão do Império Romano no século IV e é conhecido por ter vencido um dragão. Esse dragão possuía um hálito venenoso que poderia matar toda uma cidade, assim exigia-se o sacrifício de donzelas sendo que todas as moças da cidade já haviam sido mortas, a próxima vítima seria a princesa do reino (região da atual Líbia), mas Jorge foi enfrentar o dragão para salvá-la. As escamas do dragão não poderiam ser perfuradas por espada ou lanças comuns, entretanto Jorge com a proteção de Deus, sacralizando sua arma e armadura, conseguiu atingir o dragão.
Mostrar mais

11 Ler mais

Sincretismo afro-brasileiro e resistência cultural.

Sincretismo afro-brasileiro e resistência cultural.

Resumo: Análise do sincretismo afro-brasileiro como característica do fenômeno re- ligioso, identifi cando seus sentidos objetivo e subjetivo. Compara a continuidade e resistência pacífi ca do sincretismo com a resistência diuturna dos quilombos, como modo de aculturação ou de transculturação não excludente, identifi cando sua capa- cidade de relacionar ou de unir tradições distintas. Chama atenção para tentativas de combate ou ocultação do sincretismo. Mostra a continuidade do culto aos santos do catolicismo popular no imaginário de participantes dos cultos afros, decorrente de interação sincrética antiga entre religiões européias e africanas. Destaca a presença do sincretismo nas festas religiosas populares, exemplifi cando com o tambor de mina.
Mostrar mais

17 Ler mais

AS DUAS GRAMÁTICAS DE TUDO E AS VARIEDADES DO PORTUGUÊS AFRO-BRASILEIRO

AS DUAS GRAMÁTICAS DE TUDO E AS VARIEDADES DO PORTUGUÊS AFRO-BRASILEIRO

As sentenças foram classificadas de acordo com o tipo de construção em que tudo ocorre e a sua posição na oração, e compa- radas com a distribuição do quantificador todo(s). 8 A base de compa- ração é a distribuição apontada para o PBCF, resumida na seção ante- rior, e a expectativa é que o português afro-brasileiro apresente uma distribuição semelhante aos dados do PBP, isto é, os itens tudo e to- do(s) podem variar em todos os contextos sintáticos possíveis. Algu-

26 Ler mais

O afro-brasileiro e sua representação no livro didático de língua materna.

O afro-brasileiro e sua representação no livro didático de língua materna.

Neste caso, quanto ao indivíduo afro-brasileiro, jamais poderemos dizer que cabe ele a função de parceiro em um jogo enunciativo. Dele se esperam apenas a passividade diante da desconsideração, senão do desprezo, para com as pessoas de sua raça, e a atividade quando for para incorporar o papel determinado por este branco enunciador. Isto posto, detectamos aqui uma concepção unívoca de humanidade, ainda vigente nos livros didáticos, onde é utilizada, conscientemente ou não, para se moldar comportamentos e incutir valores em indivíduos que estão na idade de formações de princípios e conceitos.
Mostrar mais

13 Ler mais

Raça e nação em disputa : Instituto Luso-Brasileiro de Alta Cultura, 1ª Exposição Colonial Portuguesa e o 1º Congresso Afro-Brasileiro (1934-1937)

Raça e nação em disputa : Instituto Luso-Brasileiro de Alta Cultura, 1ª Exposição Colonial Portuguesa e o 1º Congresso Afro-Brasileiro (1934-1937)

Outra dissertação foi desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro sob o título: “Um monumento ao negro: memórias apresentadas ao Primeiro Congresso Afro-Brasileiro do Recife, 1934”. Defendido em 2007, o trabalho de Clilton Silva da Paz estabelece como ponto de referência os anais publicados para o Congresso e o Jornal Pequeno, um dos três periódicos que circulavam no Recife, em 1934. Neste estudo, o historiador analisou o 1º CAB a partir da rede de relações intelectuais constituídas por Gilberto Freyre e Ulysses Pernambuco. Por conta disso, procurou traçar uma biografia dos participantes ao destacar elementos como: família, publicações, formação e atuação profissional, etc. Em linhas gerais, o texto é estruturado de forma bastante fragmentada, sem uma formatação teórica e metodológica definida, além de algumas fontes não serem devidamente citadas e carecerem de comprovação científica.
Mostrar mais

36 Ler mais

"Bastaria ao poema apenas a cor da minha pele?": imagens do arquivo literário afro-brasileiro de Paulo Colina

"Bastaria ao poema apenas a cor da minha pele?": imagens do arquivo literário afro-brasileiro de Paulo Colina

É sintomático que essas traduções não tenham sido publicadas em livro, o que limitou em muito seu alcance em termos de público leitor, embora se tratasse de um trabalho de grande interesse para aquela comunidade negra em formação que buscava estreitar seus laços com as culturas da diáspora africana. As traduções de tankas feitas por Colina em parceria com Masuo Yamaki, por oposição, geraram três publicações em livro. Enxergamos duas prováveis razões para essa disparidade: em primeiro lugar, o fato de que, enquanto a literatura produzida por escritores que se auto intitulavam “autores negros” permanecia à margem das instituições legitimadoras e das editoras, a tradição poética do haicai, traduzida, transcriada e subvertida em português, estabelecia-se como verdadeira moda entre poetas brasileiros 76 , dentre os quais Paulo Leminski desponta como nome de maior destaque. Em segundo lugar, o fato de que as edições dos livros de poesia japonesa contaram com o subsídio do “programa de apoio às publicações” da Fundação Japão. Esse tipo de apoio institucional, ao menos ao longo dos anos oitenta e boa parte dos noventa, não encontrou equivalente em relação à publicação de autores afro-brasileiros ou da diáspora africana. Wole Soyinka, por exemplo, só ganhou sua primeira tradução para o português no ano de 2012 77 , mesmo tendo sido agraciado com o Prêmio Nobel vinte e seis anos antes. Quando falamos de poesia, então, essa disparidade fica ainda mais evidente, já que ainda hoje pouquíssimos poetas da diáspora têm livros traduzidos e publicados no Brasil.
Mostrar mais

167 Ler mais

O uso do modo subjuntivo em orações relativas e completivas no português afro-brasileiro

O uso do modo subjuntivo em orações relativas e completivas no português afro-brasileiro

Neste trabalho, aplicamos a teoria da variação lingüística laboviana, além de nos pautar também na teoria da transmissão lingüística irregular (TLI), como forma de explicar a variação no uso dos modos verbais entre falantes de comunidades ru- rais afro-brasileiras isoladas, situadas no interior do estado da Bahia. Com efeito, em linhas gerais, consideramos a hipótese de que a variação no uso do subjuntivo nessas comunidades seja resultado do processo de transmissão lingüística irregu- lar, desencadeado pelo massivo contato do português com as línguas africanas, ocorrido nos períodos colonial e imperial. Acreditamos que nessas comunidades, diferentemente do que se observa em pesquisas no português urbano, o subjuntivo vem gradativamente ganhando ambiente antes ocupado apenas pelo indicativo, visto que os antepassados desses falantes devem ter adquirido através do processo de TLI as formas do indicativo, pois este modo, por se referir a eventos reais, tende a ser mais usado na comunicação, podendo ser definido como o modo morfologicamente não marcado. Atualmente, o subjuntivo vem sendo adquirido por estes falantes em decorrência da difusão dos meios de comunicação e de toda a infra-estrutura propiciada pela urbanização de nosso país.
Mostrar mais

19 Ler mais

Des-reterritorialização: percursos possíveis do romance afro-brasileiro recente.

Des-reterritorialização: percursos possíveis do romance afro-brasileiro recente.

Com o intuito de criar métodos de reflexão e conhecimento deste mundo de diferenças de modo a fazer as conexões necessárias para alterar as relações de poder hegemônicas, Kaplan desaprova uma espécie de “turismo teórico” por parte da crítica do primeiro mundo, em que a margem se converte em umas férias críticas e linguísticas, em uma nova poética do exótico – algo presente muitas vezes em textos críticos que tratam da ficção afro-brasileira recente escrita por mulheres. Em sua apreciação do que denomina de “poética da viagem” de Deleuze e Guattari, ela destaca que o que se perde ou se deixa de lado na formulação de ideias em torno do conceito de desterritorialização dos autores é precisamente o reconhecimento de que a consciência crítica, com seus benefícios e custos, decorre da cotidiana e viva experiência de sujeição e opressão. Nesse sentido, Kaplan afirma ter encontrado “várias discussões mais convincentes sobre desterritorialização e consciência crítica nos últimos escritos de alguns feministas contemporâneas” (Kaplan, 1987, p. 192, tradução nossa).
Mostrar mais

15 Ler mais

O patrimônio cultural afro-brasileiro: São José, um estudo de caso.

O patrimônio cultural afro-brasileiro: São José, um estudo de caso.

Cet article présente les résultats d’une étude destinée à analyser ce qui est considéré (et comment) par les au- thorités comme héritage de la population afro-brésilienne dans une ville de l’État de Santa Catarina. Il analyse aussi ce que pensent les habitants sur la question. Pour ce faire, nous avons eu recours à l’analyse de docu- ments, à des questionnaires et à des interviews. À la fin, nous avons constaté que les références d’héritage culturel symboliquement actives sont encore celles traditionnelles. Dans cette perspective, l’héritage culturel associé à la population afro-brésilienne reste exclu en grande partie, parce qu’il n’est pas vu par la population comme héritage culturel.
Mostrar mais

20 Ler mais

Comércio de produtos religiosos em Porto Alegre : uma abordagem dos circuitos afro-brasileiro, esotérico e evangélico

Comércio de produtos religiosos em Porto Alegre : uma abordagem dos circuitos afro-brasileiro, esotérico e evangélico

34 Partenon, em Porto Alegre, bairro onde se localiza uma grande quantidade de casas de religião de matriz africana. Para conhecer melhor como se deu a construção do espaço, entrei então em contato com a matriz e fui informada que a loja naquele espaço foi criada nos anos 80, mantendo-se desde então sob os cuidados da mesma família. Nessa loja percebi um pouco de descaso no tratamento e no atendimento ao público. Em algumas situações percebi que após o cliente ser atendido e solicitar o produto que procurava, o vendedor voltava para trás do balcão e continuava a conversar assuntos pessoais em voz alta com os outros funcionários. Nas três lojas observadas a diferenciação entre cliente e consumidor é bem demarcada: todos os vendedores utilizam uniforme, constituído em todas por camisetas ou jalecos coloridos com o logo da loja. Os clientes das lojas de produtos afro-brasileiros são aparentemente bastante heterogêneos no que tange vestimentas e o comportamento no ato da compra. Na maioria, demonstraram ser praticantes das religiões de matriz africana ou mesmo interessados pela religião ou pelos seus orixás. Na maior parte das vezes os clientes são abordados pelos vendedores que oferecem auxílio. Os mesmos, então, informam o que procuram e o vendedor rapidamente demonstra as opções existentes na loja, na maior parte das vezes de forma bem rápida, demonstrando, por um lado, conhecimento sobre os produtos e sobre o espaço em que trabalham e, por outro, uma certa pressa em atender o cliente para que outros também possam ser atendidos. No caso das lojas no espaço do Mercado Público, percebi que os vendedores procuram tratar a todos da mesma maneira, embora seja visível que os clientes mais antigos são tratados com mais intimidade. Já na Casa Flecha e Coração essa diferenciação é mais evidente e a sensação é de que os clientes desconhecidos são atendidos por obrigação.
Mostrar mais

168 Ler mais

XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares

XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares

A maior parte dos professores prepara muitas vezes ou sempre tarefas para as aulas que enfatizam (Tabela 3): a aplicação direta de conceitos e procedimentos (93,3%); a articulação entre[r]

8 Ler mais

OXUM, MÃE DA BELEZA: O PODER DA DIVINDADE DE MAIOR POPULARIDADE DO PANTEÃO AFRO-BRASILEIRO

OXUM, MÃE DA BELEZA: O PODER DA DIVINDADE DE MAIOR POPULARIDADE DO PANTEÃO AFRO-BRASILEIRO

e) Oxum Apará: Parece muito com a Iansã, por esse motivo também é conhecida como Oiá Onira. Os mais antigos do candomblé dizem que Oxum Apara é a verdadeira esposa de Ogum Uári[r]

14 Ler mais

O lugar da macumba no campo religioso afro-brasileiro

O lugar da macumba no campo religioso afro-brasileiro

devido ao fato de que as macumbas, candomblés e outras religiões populares de origem afro-ameríndia serem sempre relacionadas com o chamado “baixo-espiritismo” por vários setores da sociedade brasileira, inclusive os próprios pesquisadores até agora aqui analisados, nascia a umbanda no alvorecer do século XX, contando inclusive com data e local (niterói, 1908), como consta no mito fundador umbandista. tal mito, por nós já analisado (sÁ JUnior, 2012; 2004a), se encontra em um interstício entre o mito e a história (lEvi-straUss, 1985), haja vista que se construiu, a partir de elementos de uma vida real, a de Zélio de moraes, um líder religioso que foi um dos fundadores da primeira federação que levava o nome de umbanda (história), a fundação de uma religião que seria a umbanda a partir de elementos sobrenaturais ou que não podem ser comprovados historicamente (mito).
Mostrar mais

20 Ler mais

JOEL VALENTINO CANDIDO LIBERDADE DE CRENÇA E POLÍTICA: TENSÕES E CONTROVÉRSIAS NO CAMPO RELIGIOSO AFRO-BRASILEIRO EM SÃO PAULO

JOEL VALENTINO CANDIDO LIBERDADE DE CRENÇA E POLÍTICA: TENSÕES E CONTROVÉRSIAS NO CAMPO RELIGIOSO AFRO-BRASILEIRO EM SÃO PAULO

Esta dissertação consiste no levantamento de tensões no campo afro religioso em São Paulo, geradas em torno do Projeto de Lei 992/2011 – de autoria do deputado estadual Feliciano Nahimy Filho, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo – cuja proposta é de proibir a utilização e/ou sacrifício de animais em rituais religiosos no estado de São Paulo. Também aponta as controvérsias – nos campos religioso, político e jurídico – em que se insere o referido Projeto de Lei, uma vez que, além de “atacar” especificamente as religiões de matriz africana, fere o direito à liberdade de crença prevista na Constituição Federal Brasileira. Das religiões de matriz africana, tomo como referência o Candomblé, pois essa religião se insere no contexto da proposta de lei do deputado, uma vez que, de forma geral, em suas práticas religiosas ocorre o ritual de sacrifício de animais. Por meio de entrevistas e aporte teórico de várias ciências do conhecimento, foi possível analisar que as tensões vividas pelos adeptos do Candomblé são pertinentes, pois a proposta de lei é uma tentativa de obstar a prática religiosa de um grupo social que, ao longo da história, tem sido alvo de discriminação, preconceito e racismo.
Mostrar mais

175 Ler mais

luso afro brasileiro   desevolução das políticas s

luso afro brasileiro desevolução das políticas s

A nível de estrutura começamos por fazer uma breve análise da evolução das políticas sociais nos últimos 20 anos, para de seguida nos centrarmos em dimensões específicas d[r]

25 Ler mais

Nos acordes da raça: a era do jazz no meio afro-brasileiro

Nos acordes da raça: a era do jazz no meio afro-brasileiro

Contudo, não basta argumentar que a cultura jazzística chegou ao Brasil e ecoou nas experiências de sociabilidade da população negra de São Paulo nos anos 1920. Que jazz era esse? Pode-se dizer que essa expressão musical, na medida em que foi apropriada por esse grupo, permaneceu igual àquela entoada pelos norte-americanos, ou adquiriu uma “cor local”? Onde, como e em quais eventos da comunidade negra poder-se-ia ouvir e dançar o gênero? Quem eram as pessoas que participavam desses eventos? O que era uma jazz-band? Quais bandas e maestros ganharam destaque no período? Afinal, o que se entendia por jazz? São esses questionamentos desafiadores que buscaremos responder, a partir da consulta fundamentalmente à imprensa negra – termo que se convencionou designar para o conjunto de jornais feitos por afro-brasileiros e dedicados à sua vida, questões e mundo no qual estavam inseridos. 16 Além de traçar uma espécie de etnografia
Mostrar mais

33 Ler mais

DELTA  vol.26 número2

DELTA vol.26 número2

A descrição do fenômeno em si se faz, encaixando-o estrutural e socialmente. Ao mesmo tempo, a análise dialoga com outras do mesmo fenômeno feitas a partir de acervos que reúnem dados de outras variedades do português brasileiro. Com isso, pode-se mostrar semelhanças entre as variedades, bem como diferenças quantitativas e, ainda mais interessante- mente, algumas diferenças qualitativas. Fica, desse modo, caracterizado o português afro-brasileiro em suas especificidades, mas também devidamente localizado em relação a outras variedades, o que contribui para consolidar o que já se observou quanto às inúmeras faces da complexa realidade so- ciolinguística do português do Brasil.
Mostrar mais

9 Ler mais

A presença religiosa brasileira no exterior: o caso da Igreja Universal do Reino de Deus.

A presença religiosa brasileira no exterior: o caso da Igreja Universal do Reino de Deus.

Brasil, a satanização ganha a cara das religiões afro-brasileiras. Na Argentina, a figura do demônio também faz parte das sensibilidades religiosas, sobretudo do catolicismo popular, embora permaneça relativamente na penumbra. Entretan- to, considerando que na sociedade Argentina as religiões afro-brasileiras não possuem a mesma inserção e presença social do que no Brasil, a demonização recai sobre os curandeiros, o mau-olhado, a inveja, e, sobretudo – e mostrando sua capacidade adaptativa aos padrões argentinos – os pastores introduzem outra apelação. Eles “combinam os exorcismos com a adaptação a noções mais próxi- mas aos aspectos psicologizados da cultura dos fiéis argentinos” (Seman e Moreira, 1998 , p. 103 ). Em outras palavras, neste país os demônios são identificados me- nos com as entidades do panteão afro-brasileiro, como ocorre no Brasil, e mais com o mal-estar percebido como tendência psicológica, estado de ânimo etc. Assim, a Universal não renuncia à demonização, mas a reformula, unindo os elementos próprios da sociedade Argentina com o seu discurso povoado de en- tes malignos que molestam os fiéis (Seman e Moreira, 1998 , p. 104 ).
Mostrar mais

17 Ler mais

Afro-colombianidade e outras narrativas a educação própria como agenda emergente.

Afro-colombianidade e outras narrativas a educação própria como agenda emergente.

Nos fóruns realizados no Brasil para o debate acerca da diversidade e de políticas educacionais, apreendemos aspectos sobre as disputas retóricas na ela- boração dos textos orientadores. Nesse cenário foram defendidas propostas que destacaram a urgência de se desenvolverem ações estratégicas no âmbito da política curricular e da formação de professores com o foco na valorização da história dos povos africanos e da Diáspora Africana. Ao considerarmos os contextos de luta pela garantia de políticas antirracistas e as especiicidades das dinâmicas adotadas no âmbito dos movimentos afro-brasileiro e afro-colombiano, faz-se necessário investirmos em análises comparativas que levem em consideração as respectivas formas de organização política. Partimos da premissa de que é no bojo da disputa por maior espaço reivindicatório para esses coletivos – aqueles que incluem a ques- tão educacional como eixo norteador – que as noções de diálogos interculturais e de espaços de colaboração encontram sua gênese.
Mostrar mais

24 Ler mais

Show all 10000 documents...