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Avaliação do Uso do Tecimento na Soldagem a Arco Submerso

Avaliação do Uso do Tecimento na Soldagem a Arco Submerso

Conforme pode ser visto, diversas técnicas de soldagem são empregadas com sucesso no processo de arco submerso. Algumas destas não são exclusivas deste processo. É o caso das técnicas twin-arc e hot-wire. Na soldagem GMAW também é comum o emprego de mais de um arame de soldagem, técnica esta conhecida como MIG/MAG duplo arame. Do mesmo modo, na soldagem GTAW o emprego de um arame adicional pré-aquecido é algo um tanto comum no setor produtivo. Entretanto, uma técnica bem difundida nestes processos de soldagem não é encontrada sendo aplicada no processo a arco submerso. É o caso da oscilação transversal do eletrodo. Em relação a esta técnica de soldagem é possível encontrar na literatura uma quantidade considerável de trabalhos que abordam os efeitos do tecimento na soldagem. Dentre estes, naturalmente, o aumento da largura dos cordões de solda é o mais evidente. Entretanto, outros efeitos são possíveis de serem obtidos. Neste contexto, Wang et al. [14] , ao aplicar oscilação transversal do arame-eletrodo, com padrão circular, na soldagem de chanfros estreitos com o processo GMAW, afirmam obter uma melhora na formação do cordão de solda. Esta melhora diz respeito ao aumento da penetração nas laterais do chanfro ao mesmo tempo em que a penetração na raiz diminui com o aumento da frequência de oscilação resultando, assim, num cordão de geometria mais adequada. Resultados semelhantes também foram obtidos por Xu et al. [15,16] ao empregarem parâmetros obtidos por simulação numérica na soldagem de chapas de aço baixo carbono com 25 mm de espessura. Já na soldagem de filete da junta dissimilar composta pelo aço inoxidável AISI 304L e o aço baixo carbono S355MC Tasalloti et al. [17] identificaram que o tecimento reduziu a penetração no S355MC e aumentou no 304L. Os autores atribuem este resultado à diferença existente nas condutividades térmicas dos materiais e à maior dissipação de calor devido ao tecimento. Ainda em se tratando de alterações morfológicas do cordão de solda, Zhan et al. [18] ao realizarem um estudo cujo objetivo foi o de comparar a qualidade de juntas soldadas por GMAW do aço Invar (chanfro em V em chapas de 19 mm de espessura) obtidas com tecimento e múltiplos passes simples, observaram que nas juntas produzidas com tecimento foi possível obter uma zona fundida com melhor fusão das paredes do chanfro e melhor penetração na raiz. Como resultado, o emprego do movimento de tecimento conduziu à obtenção de soldas livre de defeitos como trincas ou porosidades. Não obstante, estes autores também observaram que a largura da zona afetada pelo calor foi menor nas juntas produzidas com tecimento.
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Avaliação da Soldabilidade do Aço Naval EH36 TMCP Soldado por Arco Submerso com Elevado Aporte de Calor.

Avaliação da Soldabilidade do Aço Naval EH36 TMCP Soldado por Arco Submerso com Elevado Aporte de Calor.

Resumo: A soldagem com elevado aporte de calor é uma das alternativas adotadas pelos principais estaleiros mundiais para aumentar a produtividade nas operações de união de materiais na construção naval. No entanto, os ciclos térmicos gerados durante a soldagem podem provocar transformações microestruturais prejudiciais às propriedades mecânicas, principalmente à tenacidade na zona afetada pelo calor (ZAC). Este estudo teve como principal propósito realizar a caracterização microestrutural e avaliar as propriedades mecânicas da ZAC do aço naval EH36 produzido por laminação controlada seguida de resfriamento acelerado (TMCP) em comparação com um aço do mesmo grau produzido por laminação convencional, ambos soldados pelo processo ao arco submerso em dois níveis de aporte de calor: 76 e 130 kJ/cm. Foi observado que a presença de uma microestrutura mais refinada nas diferentes regiões da ZAC, associadas ao menor tamanho de grão do metal base e ao menor carbono equivalente, foram os principais fatores que contribuíram para a excelente tenacidade da ZAC do aço TMCP em comparação ao aço convencional. Os resultados obtidos mostraram que é possível obter juntas soldadas com excelentes propriedades mecânicas e tenacidade ao se empregar aço TMCP para a soldagem com altos aportes de calor, e sua utilização pode ser uma estratégia para otimização dos tempos e custos de fabricação na indústria naval. Palavras-chave: Aços TMCP; Resfriamento acelerado; Soldagem com elevado aporte de calor; SAW Tandem.
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Aumento da velocidade de soldagem para processo de arco submerso em juntas de um tubo de aço API X70

Aumento da velocidade de soldagem para processo de arco submerso em juntas de um tubo de aço API X70

Devido ao aumento da demanda no mercado de tubos de condução, houve a necessidade de um incremento na velocidade de soldagem na etapa interna, que possui uma defasagem em média de 10 pol./min em relação a etapa externa. Isto porque o processo trabalha com três arames na etapa interna pelo método de soldagem por arco submerso, enquanto o externo, com quatro arames. Como ação, a etapa interna foi aumentada para quatro arames a fim de equalizar a velocidade destas etapas. Porém, há a necessidade de se definir qual será a velocidade limite. Assim, neste estudo aplicado a tubos de condução, segundo a norma API 5L e grau X70, inicialmente, foi feita uma retirada de amostra de macrografia da solda para avaliar o alinhamento entre o cordão de solda interno e o externo e a sobreposição entre os cordões de solda. Posteriormente, foi realizada na porção da solda interna, os ensaios de dureza pelo método de Vickers e ensaio de impacto pelo método de Charpy, obtendo-se as curvas de transição. Com o auxilio do gráfico ¨ t 8/5 foram definidos os limites de velocidade de soldagem para aplicar na EPS (Especificação do Procedimento de Soldagem). Pode-se obter maior confiabilidade na decisão da variável velocidade de soldagem que irá contemplar na EPS e com menor quantidade de retirada de amostras, através dos limites e valores máximos e mínimos da dureza. Desta forma, a prática mostrou-se satisfatória e os resultados mostraram a faixa de velocidade para atender com segurança os limites de valores das propriedades mecânicas solicitados pela norma API 5L.
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Efeitos da Pulsação Ultrassônica da Corrente sobre a Geometria da ZF e ZAC na Soldagem Arco Submerso.

Efeitos da Pulsação Ultrassônica da Corrente sobre a Geometria da ZF e ZAC na Soldagem Arco Submerso.

De modo a avaliar os efeitos da aplicação da técnica de excitação ultrassônica do arco no processo arco submerso, foram realizados cordões de solda de simples deposição sobre chapa (bead-on-plate). Para a realização dos ensaios, foi concebida uma bancada composta por uma fonte de soldagem multiprocesso, modelo DigiPLUS A7, com capacidade de corrente de até 800 A e a fonte de soldagem desenvolvida por Cunha [9] responsável pelo fornecimento da corrente de excitação ultrassônica, ambas conectadas em paralelo. Esta última permite obter correntes pulsadas com diversas formas de onda, em frequências ultrassônicas, a qual o autor usou numa primeira aplicação para o processo TIG, porém, a mesma permite aplicação em outros processos. Esta fonte de soldagem possui capacidade de fornecimento de corrente de excitação ultrassônica com frequências de pulsação (f ULT ) de 20 kHz a 80 kHz com amplitudes de pico a pico de até 50 A (I ULT ). A fonte principal foi configurada para operar no modo tensão constante, de modo a manter constante a tensão de arco de acordo com o valor ajustado no equipamento (auto-ajuste). Já a fonte de excitação ultrassônica opera no modo corrente constante, a fim de se conseguir a adequada pulsação da corrente. Nesta, por se tratar de uma fonte de corrente contínua, foi ajustado um valor de offset da corrente de 30 A, a fim de permitir a pulsação da corrente com amplitude de pico a pico de até 50 A, como ilustrado na Figura 2. Este valor de 30 A, fornecido pela fonte de excitação, juntamente com a corrente principal de soldagem (I PRI ), resulta em I MED. Isso porque a fonte convencional desconta o valor médio da corrente ultrassônica por se tratar de uma fonte do tipo tensão constante onde, portanto, o auto ajuste da corrente está presente. Deste modo, independente do valor médio da corrente ultrassônica, o valor médio da corrente de soldagem (I PRI +I ULT ) será sempre o mesmo devido a este auto controle.
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SOLDAGEM COM ARCO SUBMERSO UTILIZANDO UM FLUXO COM POLÍMERO: UM ESTUDO DA VIABILIDADE DE APLICAÇÃO ALEXANDRE MANOEL DA SILVA

SOLDAGEM COM ARCO SUBMERSO UTILIZANDO UM FLUXO COM POLÍMERO: UM ESTUDO DA VIABILIDADE DE APLICAÇÃO ALEXANDRE MANOEL DA SILVA

Várias pesquisas na área de soldagem têm sido realizadas nos últimos anos, não apenas para estudar os aspectos relacionados aos processos já existentes, mas também para contribuir com o desenvolvimento tecnológico do processo. Estudos relacionados a novos consumíveis, equipamentos e técnicas de soldagem foram desenvolvidos visando melhorias em produtos e serviços. Em pesquisa recente, um polímero foi utilizado como aglomerante em eletrodos revestidos para soldagem subaquática e posteriormente soldagem fora d´água a fim de obter a impermeabilidade do revestimento. A aplicação do polímero nos revestimentos resultou não apenas na impermeabilidade desejada, mas também resultou em boas propriedades mecânicas no metal de solda, com formação de ferrita acicular em quantidades superiores aos valores encontrados em soldagens realizadas com eletrodos revestidos convencionais. Em continuidade a esta linha de pesquisa, aplicou-se, neste trabalho, o polímero como aglomerante de fluxo para soldagem com arco submerso. Como experimento preliminar, utilizou-se o revestimento do eletrodo revestido impermeável para produzir um fluxo granulado. Nos experimentos definitivos, foram produzidos três fluxos adicionando o polímero como aglomerante de pó de fluxo ácido e, para comparação, utilizou-se um fluxo convencional, aglomerado com silicato de potássio. Os resultados indicaram que o polímero contribuiu para a redução de quantidade de grãos grosseiros na microestrutura e aumento na formação de ferrita acicular na zona fundida do metal de solda. Além disto, foi constatado que os metais de solda depositados com os fluxos produzidos com polímero apresentaram valores de dureza superiores aos valores encontrados nos metais de solda depositados com o fluxo convencional.
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Avaliação da tenacidade CHARPY-V de um tubo de aço API 5L X70 soldado com arco submerso

Avaliação da tenacidade CHARPY-V de um tubo de aço API 5L X70 soldado com arco submerso

O consumível utilizado normalmente é o arame sólido, mas também são utilizados arames tubulares. A soldagem por arco submerso é geralmente realizada com equipamentos automáticos, embora existam pistolas de soldagem manuais para o processo. Para aumentar a produtividade, um arranjo com vários consumíveis pode ser introduzido. Devido à sua elevada taxa de deposição de metal, é um processo particularmente adequado para longas articulações retas de boa qualidade na posição vertical. É amplamente utilizado na fabricação de vasos de pressão, em plantas químicas, em estruturas pesadas, soldagem de tubos, em reparação e na indústria de construção naval. Duas razões fazem do arco submerso um processo de alto rendimento: praticamente não ocorrem perdas do arame de soldagem e a automatização do processo que possibilita utilizar altas correntes sem grandes riscos para a segurança do operador (internet: WIKIPEDIA; acessado em Outubro de 2012).
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Influência da temperatura interpasse nas propriedades do aço inoxidável duplex durante a soldagem pelo processo a arco submerso.

Influência da temperatura interpasse nas propriedades do aço inoxidável duplex durante a soldagem pelo processo a arco submerso.

Os aços inoxidáveis duplex (AID) são materiais que apresentam elevada resistência à corrosão com altos valores de resistência mecânica motivando sua utilização em diversos componentes de processo na indústria offshore. No entanto, existem grandes desaios na soldagem destes materiais em termos de produtividade e qualidade da junta produzida, tendo em vista sua ampla utilização desde componentes de pequenas espessuras, tais como umbilicais, até de grandes espessuras, como tubulações de linhas de injeção de água salgada. No que concerne a tubulações de espessuras pequenas é empregado satisfatoriamente o processo de soldagem Gas Tungsten Arc Welding (GTAW) conhecido como TIG. No que diz a respeito a tubulações de paredes espessas foi implementado, recentemente, o processo automático de soldagem por arco submerso (SAW) na linha de pré-montagem de tubulações, aumentando consideravelmente a produtividade das juntas produzidas. No entanto, existe uma grande demanda de tempo para a realização de um novo passe de solda, em virtude da máxima temperatura interpasse exigida ser inferior a 150ºC. Portanto, o presente trabalho apresenta os resultados da caracterização e avaliação da resistência à corrosão de uma junta soldada correspondente a uma tubulação de aço inoxidável duplex (AID) UNS S31803 de 21,4 mm de espessura de parede soldada pelos processos de soldagem MIG (GMAW) na raiz e arco submerso (SAW) no enchimento e acabamento, empregando-se temperaturas interpasses entre 150 e 290ºC. Os resultados da caracterização das propriedades mecânicas, composição química e resistência à corrosão em diversas regiões da junta soldada foram comparadas com os obtidos para o metal de base (MB) da tubulação, assim como com os valores mínimos exigidos pelas normas de projeto. Deste modo, o presente trabalho permite avaliar a inluência da temperatura interpasse nas propriedades da junta em decorrência de um possível aumento da produtividade durante a soldagem.
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Caracterização microestrutural do metal de solda depositado por arco submerso em chapas de aço-carbono estrutural

Caracterização microestrutural do metal de solda depositado por arco submerso em chapas de aço-carbono estrutural

O processo de soldagem por Arco Submerso é um dos processos mais importantes aplicado na fabricação de modernas estruturas de engenharia, empregado em grande escala na indústria devido a sua facilidade de operação e produtividade. Pode ser utilizado na fabricação metálica como tubos, navios, perfis, vasos de pressão, trocadores de calor, caldeiras e todo tipo de equipamento pesado. Este processo utiliza um fluxo granular que é alimentado à região da solda produzindo uma completa cobertura do arco e da poça de fusão, permitindo que a soldagem se desenvolva sem respingos, luminosidades e radiação. O fluxo também é responsável pela proteção química contra oxidação e controle da composição química e da microestrutura do metal de solda. O fluxo granular age como elemento desoxidante para remover contaminantes como o oxigênio, nitrogênio e enxofre da poça de fusão (OGBORN, 1993).
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ANÁLISE DA FORMAÇÃO DE POROSIDADES EM SOLDAS OBTIDAS POR ARCO SUBMERSO EM AÇO SA 516 GRAU 70 PARA VASOS DE PRESSÃO

ANÁLISE DA FORMAÇÃO DE POROSIDADES EM SOLDAS OBTIDAS POR ARCO SUBMERSO EM AÇO SA 516 GRAU 70 PARA VASOS DE PRESSÃO

formada pelo fluxo fundido e impurezas. Esta poça está em um estado líquido bem fluido (com baixa viscosidade) e é turbulenta. Por estas razões, qualquer escória ou quaisquer bolhas de gás são prontamente varridas para a superfície. O fluxo para soldagem por arco submerso protege completamente a região de soldagem do contato com a atmosfera. Uma pequena quantidade de fluxo se funde. Esta porção fundida tem várias funções: ela cobre completamente a superfície da solda, evitando a contaminação do metal de solda por gases atmosféricos; dissolve e, portanto, elimina as impurezas que se separam do metal fundido e flutuam em sua superfície; e também pode ser o agente de adição de certos elementos de liga. A combinação de todos esses fatores resulta em uma solda íntegra, sem impurezas e homogênea. À medida que o cordão de solda é formado, a parte fundida do fluxo se resfria e solidifica, formando um material duro e vítreo, que protege a solda até seu resfriamento, sendo normal seu completo destacamento da solda. (KARAOGLU et al, 2008; KOU, 2003; LINCOLN, 2000; AWS, 2000; PANDEY et al., 1994; HOULDCROFT, 1989; CHAI e EAGAR, 1980). A Figura 5 representa este processo.
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Caracterização microestrutural de junta soldada com arco submerso e análise da propagação de trincas em um tubo de aço API X 70

Caracterização microestrutural de junta soldada com arco submerso e análise da propagação de trincas em um tubo de aço API X 70

Os tubos utilizados na indústria de petróleo e gás são manufaturados de acordo com especificações das normas da API, sendo basicamente de dois tipos: com costura (soldados) ou sem costura (extrudados), ou em inglês welded e seamless respectivamente. Os corpos de prova, utilizados neste trabalho, foram provenientes de um tubo classificação API 5L X70 fornecido pela TenarisConfab, empresa que é líder na produção e fornecimento de tubos de aço soldados para a indústria energética brasileira e líder na exportação desses produtos para o Mercosul e América Latina (TENARISCONFAB, 2012). São tubos manufaturados a partir do processo de fabricação SAW Longitudinal (U-O-E), em que a sigla SAW refere-se a Submerged Arc Welding, ou seja, solda por arco submerso – referente ao principal processo de solda utilizado no processo, Longitudinal pois a solda é feita na direção do comprimento do tubo, enquanto U e O referem-se às deformações as quais é submetida a chapa de aço (em forma de “U” e posteriormente em forma de “O”) e “E” refere-se à expansão à qual o tubo é submetido. Um esquema do modo de fabricação dos tubos pelo processo citado é apresentado na Figura 13.
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Caracterização e avaliação da resistência à corrosão na soldagem de tubulação de aço inoxidável duplex UNS S31803 pelo processo a arco submerso.

Caracterização e avaliação da resistência à corrosão na soldagem de tubulação de aço inoxidável duplex UNS S31803 pelo processo a arco submerso.

O presente trabalho apresenta os resultados da caracterização e avaliação da resistência à corrosão de uma junta soldada correspondente a uma tubulação de aço inoxidável duplex (AID) UNS S31803 de 35 mm de espessura de parede soldada pelos processos de soldagem TIG (GTAW) na raiz e arco submerso (SAW) no enchimento e acabamento. Foram empregados como consumíveis de soldagem metais de adição de liga 25Cr-9Ni-4Mo (% em peso). Os resultados da caracterização das propriedades mecânicas, composição química e resistência à corrosão em diversas regiões da junta soldada foram comparados com os obtidos para o metal de base da tubulação, assim como com os valores mínimos exigidos pelas normas de projeto. Os resultados obtidos demonstram claramente a possibilidade da implementação do processo SAW na pré fabricação de tubulações de paredes espessas de AID, tendo em vista os resultados das propriedades analisadas e a grande demanda na construção e montagem de tubulações desta família de aço inoxidáveis na indústria offshore.
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Caracterização microestrutural e mecânica em juntas soldadas por arco submerso em chapas de aço microligado API 5l x70 utilizadas em minerodutos

Caracterização microestrutural e mecânica em juntas soldadas por arco submerso em chapas de aço microligado API 5l x70 utilizadas em minerodutos

O presente trabalho investiga as alterações que ocorrem nas propriedades mecânicas e na microestrutura em juntas soldadas por Arco Submerso, em chapas de aço ARBL (Alta Resistência e Baixa Liga) tipo API 5L X70, utilizadas em tubos de minerodutos. Estes são geralmente construídos a partir de chapas calandradas e soldadas de topo, pelo processo de Arco Submerso, formando tubos com diâmetro de cerca de 600mm, por 12 metros de comprimento. Objetivando reproduzir fidedignamente o processo de fabricação dos tubos, foram produzidos corpos de provas, soldando-se, pelo processo arco submerso, chapas fornecidas pela USIMINAS, e, destas foram retiradas amostras para se efetuar a caracterização das soldas, nas regiões da zona fundida (ZF), da zona termicamente afetada (ZTA), e do material base (MB). Foram efetuados os ensaios mecânicos de tração, dureza, dobramento e impacto, bem como a caracterização por macrografia e microscopias, ótica (MO) e de varredura (MEV). O exame metalográfico apresentou microestrutura bandeada, consistindo de ferrita poligonal, perlita e bainita com pequeno tamanho de grão. Os resultados obtidos mostraram o aumento da resistência mecânica e da dureza, influenciados pela presença de ferrita acicular. As análises fratográficas, após ensaios de impacto revelaram comportamento ductil-frágil. Os ensaios de impacto foram realizados às temperaturas de 0ºC e de -20ºC, onde apresentaram quedas significativas da tenacidade na região da solda, decrescendo da região do metal base (260J e 202J) para a zona termicamente afetada (106J e 81J) e para a zona fundida (25J e 19J), respectivamente, para 0ºC e -20ºC. Os resultados dos ensaios de dureza Vickers (HV10) apresentaram um ligeiro aumento da dureza, crescendo no sentido MB-ZTA-ZF (194 HV, 202 HV e 218 HV, respectivamente).
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Microestrutura e Características Mecânicas da Zona Fundida de um Aço Naval Soldado ao Arco Submerso com Aporte Térmico Muito Elevado

Microestrutura e Características Mecânicas da Zona Fundida de um Aço Naval Soldado ao Arco Submerso com Aporte Térmico Muito Elevado

Resumo: A soldagem de alto aporte térmico é uma alternativa que tem sido empregada na indústria naval e de petróleo para reduzir o número de passes de soldagem em estruturas espessas por meio do aumento da taxa de deposição. Isso tem levado desenvolvimento de aços e de consumíveis que permitem a obtenção de juntas com aceitável nível de tenacidade na zona termicamente afetada, mesmo com aportes térmicos muito elevados. Contudo, ainda não são muito claras as consequências do ponto de vista metalúrgico que este procedimento pode acarretar na zona fundida. O presente trabalho avalia a influência de aportes térmicos de até 17,1 kJ/mm na microestrutura e características mecânicas da zona fundida obtida na soldagem de um aço naval TMCP EH36 feita em único passe com o processo ao arco submerso multi-eletrodos e com adição de arame frio. A microestrutura foi comparada com a de soldas realizadas com energia menor e mapas de dureza foram produzidos e comparados, avaliando-se também a eficiência dos consumíveis geralmente aplicados para a soldagem e alto aporte. Foi observado que o teor de molibdênio na solda contribui de forma direta para a manutenção das propriedades mecânicas da zona fundida na soldagem de alto aporte térmico. Palavras-chave: Aço TMCP EH36; Arco submerso; Arame frio; Metalurgia da soldagem; Alto aporte térmico.
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Estudo exploratório dos efeitos das variáveis de soldagem por arco submerso sobre depósitos de revestimento duro utilizando fluxo ligado

Estudo exploratório dos efeitos das variáveis de soldagem por arco submerso sobre depósitos de revestimento duro utilizando fluxo ligado

A soldagem a arco submerso, ou SAW (Submerged Arc Welding), é um processo em que a união por fusão entre metais é obtida através de um arco elétrico estabelecido entre a ponta do eletrodo e o metal base. Durante a soldagem, o arco fica coberto por uma camada de fluxo (material granulado) no qual tem a função de proteger o arco e poça de fusão da contaminação atmosférica. O metal de adição é proveniente do próprio eletrodo que é alimentado por um cabeçote. Também é possível trabalhar com mais de um eletrodo no processo e adicionar elementos de liga por meio do fluxo. (MODENESI, MARQUES, & BRACARENSE, 2005).
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Lixiviação de escórias de soldagem a arco submerso visando à recuperação dos óxidos de alumínio e titânio

Lixiviação de escórias de soldagem a arco submerso visando à recuperação dos óxidos de alumínio e titânio

Atualmente, mais de 10 mil toneladas de escórias de soldagem a arco submerso (ESAS) são geradas por ano no Brasil. Esse resíduo, normalmente qualificado como ácido, neutro ou básico, a depender da composição do fluxo utilizado no processo de soldagem, é classificado como resíduo classe II, não-inerte, sendo normalmente disposto em aterros sanitários. Não há até o momento um processo de reciclagem para esse resíduo, que pode, como paliativo, e de acordo com pesquisas encontradas na literatura, ser reaproveitado para fabricação de novos fluxos ou incorporado a materiais de construção. Porém, sua reutilização como matéria-prima para fabricação de novos fluxos, além de difícil implementação em escala industrial, não apresenta expressiva vantagem econômica, uma vez que as matérias-primas mais caras dos fluxos não podem mais ser encontradas nas escórias. Ademais, tanto a disposição em aterro quanto a sua incorporação em outros materiais implicam perda de seus valores metálicos. Como esse resíduo apresenta teores consideráveis de alumínio e de titânio, além de outros metais, vislumbra-se avaliar o uso de rotas hidrometalúrgicas para o seu tratamento. Assim, neste trabalho, foram avaliadas (i) a caracterização química, mineralógica e morfológica das ESAS e (ii) a lixiviação das ESAS, empregando-se diferentes estratégias de operação e variando-se parâmetros, como tipo e concentração de agente lixiviante (ácidos e básicos) e pré-tratamento por fusão, utilizando-se diferentes reagentes, temperatura, operação sequencial, presença de agentes oxidantes e redutores, dentre outros aspectos. Como resultado, pode-se dizer que as ESAS ácidas possuem aproximadamente 14% de Al e 10% de Ti, enquanto as neutras possuem 12% de Al e 1% de Ti e são compostas muito provavelmente por óxidos simples e também por outras fases mais complexas, como espinélios. Os melhores resultados para extração do alumínio foram encontrados após 2h de reação, em solução de H 2 SO 4 6M, temperatura
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Propriedades Mecânicas e Microestruturais de Juntas Soldadas pelo Processo a Arco Submerso com Elevado Aporte Térmico.

Propriedades Mecânicas e Microestruturais de Juntas Soldadas pelo Processo a Arco Submerso com Elevado Aporte Térmico.

É importante comentar que apesar de existirem técnicas consolidadas para o aumento da taxa de deposição no processo arco submerso como, por exemplo, a técnica TANDEM e a adição de pó de ferro, o presente trabalho teve por objetivo realizar uma análise mais abrangente sobre a possibilidade de garantia de qualidade de estruturas soldadas pelo processo a arco submerso convencional com alta produtividade para fins industriais, em condições diferentes daquelas encontradas em uma produção seriada. Nesta situação, a constante necessidade de movimentação de mão-de-obra e mudança de layout para atendimento de fabricação e prestação de serviços de diversos itens com características próprias torna o investimento e treinamento em processos especiais inviável do ponto de vista econômico. Assim, a avaliação de propriedades mecânicas de juntas soldadas com elevadas energias de soldagem pelo processo a arco submerso convencional ainda carece de mais evidências experimentais, considerando que a literatura disponível para estas condições está relacionada à utilização do processo TANDEM [11,23,31,32].
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Otimização de Parâmetros do Processo de Soldagem Arco Submerso para Revestimentos Anticorrosivos.

Otimização de Parâmetros do Processo de Soldagem Arco Submerso para Revestimentos Anticorrosivos.

Resumo: Neste trabalho foi avaliada a influência das variáveis de soldagem em cordões de solda, aplicados pelo processo Arco Submerso (SAW) com corrente convencional, visando futura aplicação em revestimentos metálicos contra corrosão. Segmentos de tubo de um aço API 5L Gr B foram utilizados como substrato, além da utilização de um metal de adição de liga de níquel, diâmetro de 1,13mm, classificação AWS ERNiCrMo-4 (Hastelloy C-276), e um fluxo do tipo neutro, básico e aglomerado (EN 760: SA AF 2 DC). Foram analisadas as variáveis tensão, velocidade de alimentação de arame e distância do bico de contato à peça (DBCP) – com o restante dos parâmetros constantes – através de um planejamento fatorial completo em dois níveis e pontos centrais. Os resultados mostraram modelos matemáticos estatisticamente significativos e preditivos para as respostas diluição e corrente média, I M . Porém, para a resposta Reforço/Largura (R/L), o modelo se caracterizou como estatisticamente significativo, não preditivo e contendo uma falta de ajuste. A DBCP, por sua vez, foi a variável que se constituiu como a de maior significância na redução da diluição.
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Estudo microestrutural de aço carbono soldado com o processo arco submerso e adições de Fe-Ti.

Estudo microestrutural de aço carbono soldado com o processo arco submerso e adições de Fe-Ti.

Os cordões de solda apresentam normalmente uma estrutura colunar grosseira, o que diminui as propriedades mecânicas do conjunto soldado. No caso da soldagem com arco submerso, o emprego de alta energia proporciona uma solda com características peculiares como a elevada taxa de fusão e consequentemente grande volume de metal fundido. Foi comprovado que a redução no tamanho e/ ou modiicações na forma dos cristais obtidos aumenta a tenacidade da junta soldada. Estudos realizados mostraram que a adição de titânio, até certo limite, modiicaria a microestrutura obtida bem como o tamanho dos grãos solidiicados. Neste trabalho, foi empregada uma liga metálica de Fe-Ti adicionada no momento de soldagem, tipo bead-on-plate, sobre aço estrutural ASTM A 36, com espessura de 10 mm. As adições de titânio variaram entre 0,48 ppm e 29,1 ppm, e a soldagem foi executada com uma energia de 1170 kJ/m. Os resultados mostraram modiicações da fase ferrita acicular bem como da ferrita poligonal presentes na solda.
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Efeitos do fluxo ativado como recebido na soldagem a arco submerso com adição de...

Efeitos do fluxo ativado como recebido na soldagem a arco submerso com adição de...

Os resultados mostraram que as condições do fluxo e a diluição da chapa base alteraram a composição química nos metais como soldados, principalmente o oxigênio, isto permitiu mudanças si[r]

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Automatização do Processo de Soldadura dos Aros das Portas das Torres Eólicas

Automatização do Processo de Soldadura dos Aros das Portas das Torres Eólicas

Do estudo dos métodos de soldadura concluí-se que o processo por arco submerso seria o mais adequado para realizar a soldadura entre o aro da porta e a torre metálica,[r]

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