Argamassas - Reparação

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Avarias em argamassas - causas, prevenção e reparação

Avarias em argamassas - causas, prevenção e reparação

Concluindo, a monografia identifica a importância das argamassas actualmente em Portugal na área da Construção Civil, bem como evidencia o carácter sinérgico da parceria entre uma adequada escolha de materiais para a função pretendida e a correcta aplicação em obra, para evitar futuras avarias e consequente reparação. A fiscalização das mesmas tem aumentado e o seu fabrico em obra tem diminuído, contribuindo assim para o aumento da sua qualidade.

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4º Congresso Português de Argamassas e ETICS ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HIGROTÉRMICO DA SOLUÇÃO ETICS NA ÓPTICA DA IDENTIFICAÇÃO E REPARAÇÃO DE ANOMALIAS

4º Congresso Português de Argamassas e ETICS ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HIGROTÉRMICO DA SOLUÇÃO ETICS NA ÓPTICA DA IDENTIFICAÇÃO E REPARAÇÃO DE ANOMALIAS

Ao observarem-se estes gráficos, verifica-se que os valores médios (linha contínua a verde) mais baixos de humidade relativa ocorrem para a solução construtiva de isolamento térm[r]

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Argamassas sustentáveis

Argamassas sustentáveis

As argamassas de terra podem ser consideradas mesmo no extremo oposto, face às de cimento. Estas argamassas foram tradicionalmente utilizadas como camadas de reboco sobre paredes de taipa ou de alvenaria de adobe, ou constituindo grande parte de paredes leves de tabique. A tendência atual é na constituição de argamassas mistas de terra e de cal aérea, considerando este o ligante mais compatível com a terra, de entre os correntes. Existem argamassas de terra pré-doseadas comercializadas em alguns países desenvolvidos. Em Portugal existe já alguma investigação realizada e que se pretende continuar, nomeadamente ao nível de argamassas para reparação de paredes de terra antigas [Gomes et al., 2011; 2012a; 2012b; 2012c; 2012d] e ao nível da otimização de argamassas mistas de cal e terra [Faria, 2005]. As argamassas com base em terra cumprem a sua função de proteção dos suportes mas a sua durabilidade deverá ser otimizada. No entanto, de avaliações já efetuadas, a aderência da argamassa de terra ao suporte de terra depende em larga escala do tipo de terra, sendo a sua estabilidade muito melhorada quando se trata do mesmo tipo de terra.
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Licenciada em Ciências da Engenharia Civil

Licenciada em Ciências da Engenharia Civil

Relativamente às reparações, estas representam na maioria a presença de uma argamassa incompatível, frequentemente de cimento mas também de cal (Figura 3.6a,b), e na minoria, reparações realizadas com argamassa de marmorite. Dada a complexidade das reparações de marmorites, são em norma notórias as diferenças de textura ou cor quando observadas de perto (Figura 3.6c) mas que de longe são mais difíceis de identificar. Noutros casos é visível a aplicação de argamassa e posterior pintura ou apenas pintura que descaracterizam por completo o edifício (Figura 3.7), tornando-o corrente. E o pior vai ser que passa a necessitar de repintura regular, deixando de apresentar a durabilidade sem necessidade de manutenção apresentada até aí. Da análise dos casos em que foi possível tirar conclusões, cerca de 25% possuem reparações e cerca de 75% não possuem. Desses 25%, foi possível concluir que na sua maioria têm aplicadas argamassas incompatíveis que reforçam a falta de conhecimento para a reparação deste tipo de revestimentos. Para reverter esta situação, deve ser retirado o revestimento incompatível e aplicado um revestimento de marmorite visualmente semelhante ao original, formulado com base em estudos bibliográficos. Tal como referido por um dos marmoritadores entrevistados, uma argamassa de marmorite realizada com ligante e agregados semelhantes aos obtidos de amostra. Se possível recorrendo ainda a uma caracterização experimental. Nem sempre é possível recriar uma marmorite exatamente igual, visto que alguns materiais já não se encontram disponíveis (Govaerts et al., 2013) mas será de certeza possível recriar uma compatível técnica e esteticamente. Para aplicação de argamassas de reparação, devem ser formuladas diversas marmorites com a técnica original (já apresentada e discutida anteriormente) e será escolhida aquela que mais se aproxima da que está ainda bem conservada e aplicada no edifício em questão.
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ARGAMASSAS DE CAL HIDRAULICA NATURAL COM INCORPORAÇÃO DE RESIDUOS CERÂMICOS

ARGAMASSAS DE CAL HIDRAULICA NATURAL COM INCORPORAÇÃO DE RESIDUOS CERÂMICOS

Após conclusão do estudo efetuado, verificou-se que parece existir viabilidade na inclusão de resíduos provenientes da indústria cerâmica em argamassas de cal hidráulica natural. Os desempenhos obtidos, face a uma argamassa de referência, sem qualquer tipo de adição, não só foram satisfatórios em termos de comportamento face à água líquida e na forma de vapor, como introduziram melhorias nalgumas características estudadas, nomeadamente em mecânicas para aplicação em suportes com características similares. As argamassas com resíduos, sobretudo com uma percentagem de substituição do agregado da ordem dos 20 %, em volume, apresentaram, em todos os aspetos estudados, características bastante adequadas à aplicação em situações de reparação/substituição de argamassas de edifícios antigos (7) , enquanto a percentagem de substituição superior (40 %) pode ser mais adequada para suportes novos, com resistências mais elevadas.
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INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DE CERÂMICA EM ARGAMASSAS DE CAL PARA REABILITAÇÃO - RESULTADOS PRELIMINARES DE PROJETO

INCORPORAÇÃO DE RESÍDUOS DE CERÂMICA EM ARGAMASSAS DE CAL PARA REABILITAÇÃO - RESULTADOS PRELIMINARES DE PROJETO

O primeiro trabalho desenvolvido no âmbito desta alargada investigação data de 2004 e foi desenvolvido por Faria [1]. Numa primeira campanha experimental, foram caracterizadas argamassas com diversos ligantes e analisadas face aos requisitos para aplicação na reparação de edifícios antigos [2]. Entre elas salientaram-se argamassas de cal aérea com resíduo de telhas antigas moídas em substituição parcial da areia, que revelaram uma melhoria de comportamento na presença de cloretos. Numa segunda campanha experimental foram caracterizadas especificamente argamassas de cal aérea com diferentes adições de resíduo fino de material cerâmico cru recolhido no despoeirador de uma fábrica e posteriormente sujeito a diversos tratamentos térmicos, de forma a ativar características pozolânicas. Confirmou-se essa pozolanicidade através de caracterização química [3]; verificaram-se as alterações (positivas, em termos de avaliação geral), aos níveis mecânicos, físicos e da durabilidade, que a adição desses materiais introduziu nas argamassas, face a argamassas de referência ou com adição de outras pozolanas [4].
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ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM RESÍDUOS DE CERÂMICA – INFLUÊNCIA DA GRANULOMETRIA DOS RESÍDUOS

ARGAMASSAS DE CAL AÉREA COM RESÍDUOS DE CERÂMICA – INFLUÊNCIA DA GRANULOMETRIA DOS RESÍDUOS

Um dos erros mais frequentes nos dias que correm é a aplicação de argamassas de substituição ou reparação na reabilitação de edifícios antigos que não são compatíveis com os materiais pré-existentes. Para além do resultado inestético, esta má aplicação tem como consequência a ocorrência de patologias relativamente graves devido ao mau funcionamento do sistema construtivo. No passado, recorria-se, frequentemente, a argamassas de cal aérea, nas quais eram introduzidos materiais que permitiam melhorar as características das mesmas, conferindo-lhes características de argamassas hidráulicas. Um dos materiais mais recorrentes era o pó de cerâmica, cujos primeiros registos de utilização remontam à época do Império Romano. É possível encontrar, em Portugal, vestígios desta utilização, em locais como Conímbriga e Tróia. Por outro lado, tendo em conta a problemática dos resíduos industriais e o desenvolvimento sustentável, é importante criar soluções que reduzam o depósito, em aterro, dos desperdícios provenientes da indústria, nomeadamente da indústria cerâmica, que ronda os 30 % do total de material produzido.
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Maria Paulina Santos Forte de Faria Rodrigues, Professora Associada, FCT UNL Co-orientador: Teresa Cláudio Diaz Gonçalves Enes Dias, Investigadora Auxiliar, LNEC

Maria Paulina Santos Forte de Faria Rodrigues, Professora Associada, FCT UNL Co-orientador: Teresa Cláudio Diaz Gonçalves Enes Dias, Investigadora Auxiliar, LNEC

As anomalias presentes neste tipo de edifícios são provocadas por vários fatores de degradação, que podem ser potenciadores uns dos outros. Verificou-se que as anomalias mais recorrentes nas paredes de taipa das mais de 30 construções visitadas na primeira fase do trabalho eram a desagregação do paramento de taipa a um nível superficial e a consequente erosão, com formação pontual de cavidades mais profundas. A presença de humidade é uma das principais causas de degradação, pois esta reduz a coesão interna e a resistência mecânica da taipa, e potencia a ação dos sais solúveis e dos agentes biológicos. Os fatores humanos - a não conservação dos edifícios - assumem também um destaque bastante negativo, sendo responsáveis, direta ou indiretamente, pelo aparecimento de grande parte das situações anómalas. Embora seja de esperar que, em edifícios ao abandono, após desmoronamento da cobertura, a degradação da edificação acelere, atingindo-se rapidamente a ruína, o facto é que se encontraram edifícios já sem cobertura (há vários anos) com paredes em relativo bom estado de conservação. A manutenção periódica deste tipo de edifícios tem um papel fundamental na sua conservação, nomeadamente do que se refere à proteção das paredes. Todavia, nas obras de manutenção devem ser utilizados materiais compatíveis, nomeadamente no que diz respeito às argamassas de reparação. Com vista ao desenvolvimento de argamassas de reparação adequadas a estes trabalhos, começou- se por tentar perceber quais as características fundamentais do material utilizado na taipa, tendo como referência os seis edifícios de taipa não estabilizada quimicamente localizados no Alentejo, que foram selecionados como estudos de caso.
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Argamassas de terra e cal - Características e campos de aplicação

Argamassas de terra e cal - Características e campos de aplicação

Em paredes realizadas usando a terra como material de construção, nas técnicas construtivas da taipa, em alvenarias de adobe ou em paredes de tabique, e mesmo em alvenarias de pedra aparelhada era corrente utilizarem-se antigamente argamassas só de terra (em rebocos interiores, no enchimento de paredes de tabique e no assentamento de alvenarias), argamassas mistas de terra e cal aérea ou argamassas só de cal aérea (em rebocos principalmente exteriores e no assentamento e tratamento de juntas de alvenarias). Na atualidade as argamassas de terra são muito utilizadas em alguns países desenvolvidos, como é o caso de vários países da Europa, tais como a Alemanha, a Itália ou a França, em rebocos interiores de construções novas ou na reabilitação de construções existentes. O incremento da sua utilização deve-se particularmente a aspetos de eco-eficiência e qualidade do ar ambiente (Darling et al. 2012; Mèlia et al. 2014; Faria et al. 2015; Lima e Faria 2016). As argamassas de terra têm voltado também a ser usadas para o refechamento de juntas de assentamento de alvenarias históricas (Morton 2004, Morton & Litle 2013), para a reparação das superfícies das paredes de terra (Gomes et al. 2016a) e para o seu reboco (Hamard et al. 2013).
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UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de ciências e tecnologia Departamento de Engenharia Civil

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de ciências e tecnologia Departamento de Engenharia Civil

As argamassas de cal aérea + cimento com areia AGS 1/2 são as que apresentam pior comportamento à acção dos ciclos gelo degelo e os valores mais baixos de difusão do vapor de água. Apesar deste mau comportamento, apresentam não só um valor baixo do coeficiente de capilaridade, mas também o menor valor de quantidade total de água absorvida por capilaridade. As argamassas com areia de rio e menor quantidade de água apresentam mau comportamento à acção dos ciclos gelo/degelo tendo a agravante de possuir um menor coeficiente de difusão do vapor de água. A estas desvantagens, contrapõe-se a propriedade capilaridade, com um baixo coeficiente de absorção capilar. Com composição semelhante à anterior mas com maior quantidade de água, o bom comportamento à acção dos ciclos gelo/degelo faz-se acompanhar das vantagens de um maior valor de coeficiente de difusão do vapor de água e de um menor coeficiente de absorção capilar. As argamassas de cal aérea + cimento com areia FPS 120 são as que apresentam melhor comportamento à acção dos ciclos gelo/degelo, comportamento este largamente influenciado pelas grandes resistências mecânicas exibidas. São as argamassas que dentro deste tipo de ligante apresentam os maiores coeficientes de difusão do vapor de água. A desvantagem destas argamassas é a absorção de água por capilaridade, sendo não só são as que absorvem uma maior quantidade de água como as que a absorvem mais rapidamente com este tipo de ligante. A argamassa com menor quantidade de água, apesar de apresentar uma absorção menor (avaliada pelo valor assintótico), o seu coeficiente de absorção é maior em relação às constituídas com maior quantidade de água de amassadura.
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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DOS CONTRATOS E RESPONSABILIDADE CIVIL FRANCINE CAMARGO VOGTH

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DOS CONTRATOS E RESPONSABILIDADE CIVIL FRANCINE CAMARGO VOGTH

De fato, esta pode ter relevância como fundamento da responsabilidade e pode também ter relevância na fixação do montante da reparação. Naquele campo, a teoria da culpa sofre o assédio, cada vez mais pronunciado, da teoria do risco, a roubar-lhe importantes setores da responsabilidade até então sob seu domínio e o grau de culpa torna-se, assim, de somenos importância. Já no segundo grande território, o do montante da reparação, o estudo da culpa, até bem pouco tempo descartado, - uma vez que se afirmava o princípio da reparação integral, segundo o qual a indenização mede-se pela extensão do dano -, adquire novo vigor, passando o grau de culpa a ser utilizado como critério para a quantificação da reparação.
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Matéria (Rio J.)  vol.20 número1

Matéria (Rio J.) vol.20 número1

O despertar da consciência ambiental pela sociedade, tem levantado problemas até então ignorados tais como os consumos energéticos. Numa sociedade com um elevado ritmo de crescimento e padrões de conforto cada vez maiores, surge a necessidade de minimizar os elevados consumos energéticos, tirando partido de fontes de energia renováveis. As argamassas com incorporação de materiais de mudança de fase (PCM) possuem a capacidade de regular a temperatura no interior dos edifícios, contribuindo desta forma para o aumento do nível de conforto térmico e diminuição do recurso a equipamentos de climatização, apenas com recurso à energia solar. Contudo, a incorporação de materiais de mudança de fase em argamassas modifica algumas das suas principais características. Portanto, o principal objetivo deste estudo consistiu na caracterização físi- ca e mecânica de argamassas aditivadas com PCM, assim como na avaliação da sua durabilidade. Para tal foram desenvolvidas 12 composições distintas, à base de diferentes ligantes e dopadas com 40% de PCM. Tendo sido possível observar que a incorporação de PCM provoca diferenças significativas em propriedades tais como a trabalhabilidade, resistência à compressão, resistência à flexão, aderência, absorção de água por capilaridade, absorção de água por imersão e resistência a ações de gelo-degelo. Contudo, foi possível con- cluir que a incorporação de PCM nas argamassas pode ser realizada com sucesso. Sendo que, as alterações verificadas nas argamassas podem ser contornadas através da incorporação de uma maior dosagem de ligante, superplastificante e até mesmo a inclusão de fibras. Apesar dos resultados desta investigação serem promis- sores é importante referir que outras investigações devem ser realizadas com o intuito de observar a influên- cia do PCM em argamassas constituídas por outros materiais.
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art aebcabral argamassas

art aebcabral argamassas

O objetivo deste artigo é avaliar o desempenho de argamassas de revestimento produzidas substituindo-se parcialmente o agregado miúdo natural pelo agregado miúdo reciclado de resíduos de construção e demolição (RCD). Para tanto, fez-se a caracterização dos agregados natural e reciclado, por meio de ensaios normalizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Posteriormente, desenvolveu-se 6 traços de argamassa, substituindo-se o agregado natural pelos agregados reciclados nos teores de 0%, 10%, 20%, 30%, 40% e 50%. Para cada traço produzido foi determinado o índice de consistência por meio do ensaio flow table, onde o espalhamento foi fixado em 260mm±10mm. A resistência à compressão foi determinada aos 14 e 28 dias e a resistência de aderência foi realizada aos 37 dias. Os resultados apontam que a substituição dos agregados naturais pelos agregados reciclados requer mais água para manter a mesma trabalhabilidade, entretanto melhora a resistência à compressão e a resistência de aderência ao substrato. A modelagem dos resultados aponta que o teor ótimo de substituição dos agregados naturais pelos reciclados encontra-se entre 30% e 40%.
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ARGAMASSAS FRACAMENTE H ID R Á U L IC A S PA R A R E PA R A Ç Ã O D E REBOCOS A influência da granulometria dos agregados

ARGAMASSAS FRACAMENTE H ID R Á U L IC A S PA R A R E PA R A Ç Ã O D E REBOCOS A influência da granulometria dos agregados

Os valores do módulo de elasticidade dinâmico (Ed) obtidos nas argamassas com NHL, tal como na resistência à tração, correspondem a cerca do dobro dos obtidos nas argamassas com CL, para as areias MS e FS. Nas argamassas com NHL2 a mistura com FS conduz ao valor de Ed mais baixo, sendo o mais alto registado com o agregado Mix, seguindo a tendência da resistência à compres- são. As argamassas com CL apresentam maior capacidade de deformação quando comparadas com as argamassas com cal hidráulica natural; mas podem existir situações em que as resistências das argamassas CL, nomeadamente a curto prazo, não sejam adequadas. Relativamente à resistência à tração, verifi- ca-se que as argamassas com NHL2 e as areias média e fina obtêm resistências que correspondem aproximadamente ao dobro dos valores das argamassas se- melhantes em termos de traço em volume mas com CL como ligante. Nas ar- gamassas com o agregado Mix esta diferença é um pouco mais reduzida. Entre as argamassas com o mesmo ligante, verifica-se que a argamassa com valores mais elevados de Rt é a que tem a mistura de areias (Mix), enquanto a que apresenta valores mais baixos é a que foi realizada com areia MS.
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A memória, o equívoco e a reparação: uma análise sobre memória e o filme “Desejo e Reparação”

A memória, o equívoco e a reparação: uma análise sobre memória e o filme “Desejo e Reparação”

Briony, de 13 anos, é a filha mais nova da família Tallis e mora em um vilarejo nos arredores de Londres. Criativa e escritora nata, é solitária e se fecha em seu mundo organizado à exaustão e idealizado, de forma um tanto neurótica. Em um determinado dia do ano 1935, Briony presencia uma cena incomum: sua irmã mais velha, Cecilia, desnuda-se diante do filho de sua empregada, o protegido pela família Tallis, Robbie Turner, mergulhando em uma fonte d’água presente no jardim de sua casa. Confusa, Briony julga ter visto sua irmã humilhar-se submissivamente para o rapaz e, após ler sem permissão um bilhete enviado equivocadamente de Robbie para Cecilia, acredita ser ele um pervertido, que sempre enganou sua família. Durante um suntuoso jantar na casa de sua família, e como último fato para atestar o mau-caráter de Robbie, Briony flagra sua irmã mantendo relações sexuais escondidas com o rapaz na biblioteca da família. De posse destes acontecimentos e somado ao fato de que durante o jantar sua prima Lola foi violentada por um homem misterioso, Briony julga que o agressor foi Robbie. Este é condenado à prisão e, como forma de reduzir a pena, decide entrar para o exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Passados os anos, Briony deseja perdão e redenção perante o mau (e errôneo) julgamento ao acusar Robbie e, assim, passa a escrever suas memórias de forma alterada da realidade, tentando trazer a reparação tão desejada por ela ao casal.
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A cisterna de Monte Molião (Lagos, Portugal)

A cisterna de Monte Molião (Lagos, Portugal)

realidade que pode e deve relacionar-se com as influên- cias púnico-gaditanas que o sítio sofreu desde a sua fundação, no século IV a.n.e. (Arruda et al. 2011), e que se mantiveram ao longo de toda a sua ocupação, muito especialmente na época republicana, tendo já por diversas vezes sido valorizadas. Por outro lado, esta si- tuação remete para a antiguidade da construção da cis- terna, cuja datação pode situar-se entre os séculos IV e II a.n.e. de acordo com as sequências estratigráficas ob- servadas e com os detalhes da construção e cronologia da primeira reparação. Certo é que esteve em utiliza- ção entre a época republicana e a 1ª metade do século I. O tipo de estrutura, as suas dimensões e capacidade remetem para o seu carácter público. Mesmo que se ad- mita que esta cisterna não foi o único recurso do grupo no que se refere ao abastecimento de água potável, tudo indica que representou um importante papel nesse do- mínio, podendo defender-se que o “bairro” republicano identificado no Sector c se serviu dela, não sendo tam- bém improvável que a água que nela se ia depositando fosse transportada para o mais distante Sector A do po- voado em recipientes apropriados para o efeito. As ou- tras estruturas de armazenamento de água de época republicana que certamente existiram são de momento desconhecidas, bem como aliás as que estiveram em funcionamento a partir da 2ª metade do século I e du- rante todo o século II. Estes reservatórios teriam de ser de consideráveis dimensões, dada a intensa ocupação do sítio nessa mesma época e sobretudo uma actividade oleira (Arruda et al. 2010) que, evidentemente, carecia de água em quantidades apreciáveis.
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LITERATURA E REPARAÇÃO: UM PERCURSO.

LITERATURA E REPARAÇÃO: UM PERCURSO.

vítima na literatura e na cultura brasileiras. Ele se perguntava, com perplexidade, sobre o caráter compensatório dessas ins- crições, que vêm tomar o lugar de uma reparação que nun- ca chega. “Estela de Carlotto fala em ‘reparação’. Seus olhos brilham, dá gosto vê-la”. Era certamente disso que se tratava no encontro entre ela e o neto. De algum tipo de reparação. A vítima, dizia Roberto Vecchi, no contexto brasileiro, foi muito inscrita literariamente, mas pouco inscrita publi- camente. Ele distinguia, nesse sentido, a representação da vítima da política da vítima que poderia operar a repara- ção. Como entender a dificuldade em inscrever a vítima no âmbito público? Qual a relação entre a ausência dessa inscrição e a profusão de representações literárias – pas- sando pelos Sertões, por Vidas secas, pelos romances-repor- tagem da década de 1970, pela atual literatura marginal? E ainda: qual a relação entre a ausência de reparação e essas inscrições compensatórias?
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Argamassas sustentáveis de baixa retração

Argamassas sustentáveis de baixa retração

Entende-se por retração a redução de volume de uma argamassa, sem suporte, durante o processo de endurecimento (EMO, 2001). As argamassas de cal apresentam uma redução de volume que será maior se as percentagens de água e cal forem elevadas (Dubaj, 2000). A retração de uma argamassa é tanto maior quanto mais cimento e volume de água utilizar (Aguiar, 2007). Por outro lado, a retração trata-se de um mecanismo associado à variação de volume da pasta aglomerante e apresenta um papel essencial no desempenho das argamassas aplicadas, especialmente no que refere à estanqueidade e à durabilidade. A retração deve ser controlada, devido ao facto de esta poder provocar fissuras nas argamassas.
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Incorporação de lamas de pedreira em argamassas

Incorporação de lamas de pedreira em argamassas

 Fazendo referência ao ensaio de absorção de água por imersão, já se encontra um comportamento diferente do verificado nos ensaios de absorção por capilaridade. As argamassas com Lama húmida e seca têm um comportamento semelhante, em que todos os valores são superiores à da argamassa padrão e aumentam com o acréscimo da percentagem de resíduo. Isto indica uma porosidade aberta superior, e que aumenta com a percentagem de incorporação de resíduo. Por sua vez, a argamassa com introdução de Lama cozida apresentou um comportamento bastante diferente das restantes, em que os valores se encontram próximos da argamassa de referência.
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Incorporação de serrim em argamassas cimentícias

Incorporação de serrim em argamassas cimentícias

As primeiras amassaduras foram feitas para percentagens de substituição de 2 e 5% de areia por serrim, uma vez que se pretendia, para além da seleção do tratamento, verificar se existiriam benefícios da incorporação das fibras ao nível do comportamento mecânico, de forma a poderem ser aplicadas no fabrico de argamassas ou betões. Foram também testados dois tipos de cura: cura húmida, isto é cura imersa em água já que é o tipo de cura indicado pela norma e o mais adequado ao desenvolvimento das reações de presa do cimento; e cura seca, isto é em ambiente controlado, em estufa a 20ºC e humidade relativa de 60%, uma vez que a humidade faz diminuir as propriedades mecânicas da madeira e, consequentemente, pode levar a diferenças nas resistências dos provetes uma vez que estes contêm partículas de madeira.
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