Atenção psicossocial

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Trabalho e cuidado no contexto da atenção psicossocial: algumas reflexões .

Trabalho e cuidado no contexto da atenção psicossocial: algumas reflexões .

O médico psiquiatra é o profissional responsável pela assinatura do documento que garante o financiamento dos CAPS (APAC) e, em nosso meio, como já apresentamos, ele é o profissional menos presente nas equipes. Portanto, observam-se aqui algumas contradições importantes: o CAPS organiza- se legal e normativamente em torno da atenção psicossocial e, ao mesmo tempo, exige que a inscrição do paciente em uma modalidade de tratamento (Intensiva, Semi-intensiva, Não-intensiva) deve ser indicada legalmente (na APAC, para garantir o financiamento) pelo médico mediante um diagnóstico médico-psiquiátrico. Esse profissional, sendo o mais ausente na equipe, é o que detém maior autoridade no processo terapêutico. Em relação a isto se observou, nos CAPS estudados, que os profissionais de nível médio, principalmente técnicos de enfermagem e também alguns de nível superior, não médico, preenchem os dados das APAC’s deixando-os prontos para que o médico somente inclua os dados dos campos de diagnóstico, modalidade de tratamento e assinatura, ou, em outras situações, o médico discute na equipe somente a inclusão de pacientes novos e os formulários de APAC’s de renovação são assinados em branco por ele, para que a equipe proceda ao preenchimento posterior. Observa-se uma clara demonstração de que, muitas vezes, a equipe funciona na dinâmica da instrumentalização do trabalho médico, que detém autonomia e autoridade sobre todo o processo terapêutico, mesmo em contexto de atenção psicossocial. Outro aspecto a se destacar são as características do que é denominado acolhimento nos CAPS. Esse procedimento era realizado, nas situações observadas, pelo técnico de enfermagem, técnico administrativo ou outro profissional da equipe que estivesse disponível. Resume-se a uma entrevista de aproximadamente trinta minutos, na qual se segue um roteiro de dados de identificação pessoal, familiar e social, seguido de agendamento para consultas com os demais profissionais da equipe. Depois desses atendimentos, o paciente é incluído ou não em uma modalidade de tratamento.
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ATENÇÃO A PESSOAS DEPENDENTES DE CRACK EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

ATENÇÃO A PESSOAS DEPENDENTES DE CRACK EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

A atenção aos usuários de crack vem sendo garantida a partir das reformulações da legislação brasileira, tendo em vista que o modelo tradicional e excludente de assistência psiquiátrica modificou-se a partir da Reforma Psiquiátrica. Assim, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) Álcool e Drogas se constituem em serviços criados a partir da reforma psiquiátrica que têm como propósito a atenção em saúde mental no âmbito do território. Tem-se por objetivo relatar as estratégias utilizadas por um Caps AD da fronteira oeste do Rio Grande do Sul para a garantia da atenção aos usuários de crack. Este estudo trata-se de um relato de experiência e, para isso, observou-se o cotidiano do serviço do período de julho a outubro de 2012. Evidenciou-se que os grupos de apoio, as oficinas profissionalizantes e as visitas domiciliares realizadas por esse serviço são entendidas como atividades estratégicas para o cuidado integral e a garantia da atenção aos usuários de crack por um atendimento de qualidade, na lógica do Sistema Único de Saúde.
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Plantão psicológico no Centro de Atenção Psicossocial

Plantão psicológico no Centro de Atenção Psicossocial

O presente resumo refere-se a uma atividade de Plantão Psicológico realizada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município de Pinhalzinho/SC. Esta, por sua vez, fez parte da inserção do componente curricular de Psicologia da Saúde e teve como motivo principal o aperfeiçoamento acadêmico.

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EDUCAÇÃO FÍSICA EM CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

EDUCAÇÃO FÍSICA EM CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

A oficina de geração de renda que confecciona velas e a oficina de pintura, dificilmente são ou poderão vir a ser, consideradas como algo próprio da educação física, algo que lhe é específico. O professor, ao realizar tais atividades dentro de um Caps, transita por lá investido de uma identidade “profissional de saúde mental”, que excede as competências previstas nos currículos dos cursos de educação física para dar conta do ofício. O professor de educação física não está no serviço para realizar apenas atividades de esportes, ginástica, dança ou outra prática corporal imedia- tamente associada a sua especificidade. Está no serviço para compor uma equipe de saúde mental e dar conta das especificidades do cuidar em Centros de Atenção Psicossocial. Contudo, é preciso ancorar o “olhar profissional diferenciado”, que a equipe do Caps A comentou, a partir de sua especificidade. Afinal, a possibilidade de transitar por diferentes saberes/fazeres não convoca a educação física ao Caps e, também, não basta para tratar do seu fazer ali.
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Atuação do enfermeiro em Centros de Atenção Psicossocial

Atuação do enfermeiro em Centros de Atenção Psicossocial

A Reforma Psiquiátrica Brasileira tem como discurso a superação de práticas de repressão e exclusão do modelo de atenção médico-psiquiátrica, para o cuidar/tratar voltados para a atenção psicossocial. Essa nova percepção, que vê o doente mental como ser humano e cidadão, por meio da valorização das influências biopsicossociais no processo de adoecer do mesmo, torna necessária a criação e a manutenção de ambiente terapêutico e relacionamento interpessoal terapêutico profissional-doente nos serviços extra-hospitalares (VILELA, 2002). Dessa forma, com a evolução da assistência prestada ao doente mental em novos serviços de saúde mental, o enfermeiro deve incorporar novas técnicas de trabalho, com o intuito de promover melhor qualidade de vida aos seus clientes.
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TRABALHO NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS: QUE CAMINHO SEGUIR?.

TRABALHO NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS: QUE CAMINHO SEGUIR?.

Abstract The article presents the different positions the current Brazilian public policies have on alcohol and drug abuse and discusses the possible effects such differences could have on the healthcare worker's performance. It is the outcome of documentary re- search on these policies, such as ordinances, laws, and decrees from 1938 to those currently in effect. We chose to list them chronologically, considering the two main political positions: 1. Focus on public secu- rity and justice; 2. focus on public health. We found that in this period there was a clear attempt to make a paradigm shift in order to include use prevention and treatment. However, the policies and the common sense still bear strong signs of idealistic views of a world free of drugs which are derived from moralis- tic, intolerant, and authoritarian concepts such as the war on drugs, repression, and reductions in supply. It is in this context that public health professionals, es- pecially those working in psychosocial alcohol and drug abuse care centers, face the challenge and expe- rience the subjective effects of everyday work at the face of so many differences and contradictions. Keywords policy; psychosocial care centers; workers. TRABALHO NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS: QUE CAMINHO SEGUIR?
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O papel de espelho em um Centro de Atenção Psicossocial.

O papel de espelho em um Centro de Atenção Psicossocial.

RESUMO. Este trabalho pretende refletir sobre o papel de espelho no tratamento oferecido em um centro de atenção psicossocial, o CAPS-T, utilizando-se o referencial psicanalítico com abordagem Winnicottiana. A mãe, que funciona como um espelho, reflete ao bebê, em seu olhar, algo que se refere a ele, e ser visto é uma das bases para o sentimento de existir, de forma que o “si-mesmo” verdadeiro, reconhecido, pode constituir-se. Quando o papel de espelho está ausente, o bebê não vê a si, o que pode levá-lo a uma existência reativa. No CAPS, com uma alta incidência de pacientes psicóticos, torna-se fundamental o oferecimento de uma provisão ambiental adequada, o que inclui o papel de espelho, facilitando o processo de amadurecimento. A equipe deve ser um espelho único e atuar no ambiente social do paciente, possibilitando o surgimento do papel de espelho nas pessoas e a construção de um ambiente mais adequado.
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Avaliação da atenção prestada aos familiares em um centro de atenção psicossocial.

Avaliação da atenção prestada aos familiares em um centro de atenção psicossocial.

Este estudo objetivou avaliar qualitativamente a atenção oferecida aos familiares por um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do tipo I, situado na Região Sul do Brasil. O Círculo Hermenêutico Dialético foi utilizado como técnica de coleta de dados, método preconizado pela Avaliação de Quarta Geração proposta por Guba e Lincoln. Temas como acolhimento, reuniões de familiares, visitas domiciliares e associação dos familiares surgiram nas entrevistas com os familiares do CAPS. Entrevistas e observações foram as técnicas utilizadas para a coleta de dados. A forma como vem sendo consolidada a atenção às famílias nos serviços representa um desafio para os profissionais de saúde, por implicar reestruturação na formação destes e um processo de reflexão de todos os atores sociais envolvidos neste processo de mudança.
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O trabalho do enfermeiro nos centros de atenção psicossocial.

O trabalho do enfermeiro nos centros de atenção psicossocial.

Resumo Este estudo trata do perfil e atividades desenvolvidas por enfermeiros nos centros de atenção psicossocial (Caps). Consiste num estudo qualitativo do tipo descritivo. O instrumento de pesquisa utilizado foi a entrevista estruturada, realizada com 13 enfermeiros dos Caps I e II, per- tencentes à área de abrangência da Terceira Coorde- nadoria Regional de Saúde do Rio Grande do Sul (3ª CRS/RS), onde foram apreendidas informações sobre a clientela atendida no serviço, composição da equipe, atividades realizadas e ações desenvolvi- das pelo enfermeiro no Caps. Os enfermeiros elen- caram suas atividades na prática cotidiana do Caps e estas foram contextualizadas a partir do referen- cial da reabilitação psicossocial no interior da refor- ma psiquiátrica.
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Entre potências e resistências: o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil e a construção da lógica da atenção psicossocial

Entre potências e resistências: o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil e a construção da lógica da atenção psicossocial

Cunha (2014) ressalta, além disso, que nesses documentos se observa uma leitura médico-centrada e uma clara defesa da manutenção do hospital psiquiátrico como espaço mais propício para o tratamento da loucura. Alguns desses documentos chegam a propor um programa de saúde mental específico para crianças e adolescentes, guiados por uma concepção de infância e adolescência como momento naturalmente vulnerável, cujos riscos quando detectados precocemente, podem prevenir futuros transtornos psíquicos e seus agravos. Para tanto, propõe que se tornaria necessário uma atuação estratégica junto à escola e à família, sobretudo, nos casos de perfis bem delimitados de risco, a saber: “adolescente; sexo masculino; filho de pais separados; baixo grau de instrução do chefe da família; classe econômica baixa; incapacidade de adiar recompensas e baixo desempenho escolar” (CUNHA, 2014, p. 86). Essas orientações revelam aquele que estaria entre os maiores impasses para efetivação e consolidação da proposta da Atenção Psicossocial e a resistência alçada pelo Modelo da Psiquiatria Biológica, com a predominância desse último, como destacara anteriormente Luzio (2010).
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ATENÇÃO EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NA VOZ DE USUÁRIOS E FAMILIARES

ATENÇÃO EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NA VOZ DE USUÁRIOS E FAMILIARES

O presente trabalho objetivou conhecer as percepções e vivências de pessoas doentes mentais e familiares, acerca da atenção ofertada em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) I do noroeste do Rio Grande do Sul. Foi realizado um estudo descritivo, com abordagem qualitativa. Participaram da investigação cinco usuários e três familiares. Para coleta dos dados, foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas. As informações obtidas foram submetidas à Análise Temática. Os usuários e familiares identificam positivamente as atividades e ações propostas pelo serviço, favorecendo a atenção ao doente mental conforme preconiza a Reforma Psiquiátrica. Conclui-se que a co-responsabilização entre o CAPS, núcleo familiar, comunidade e usuários envolvidos no processo de cuidado em saúde mental, parece ser capaz de fortalecer a rede de apoio ao indivíduo com transtorno psíquico e sua família. Descritores
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Banda Lokonaboa: uma experiência na atenção psicossocial

Banda Lokonaboa: uma experiência na atenção psicossocial

Introdução: A experiência aqui relatada é de uma oficina terapêutica que faz parte do Projeto de Extensão Universitária “Atenção Psicossocial na Saúde Coletiva” do curso de Psicologia da UNESP – FCL de Assis, e consiste em um grupo de usuários do Centro de Atenção Psicossocial “Rui de Souza Dias” de Assis que, juntamente com alguns estagiários, formaram uma banda e realizam ensaios e apresentações musicais. Esta banda existe há alguns anos e tem rotatividade de estagiários. Objetivos: A proposta desse ano é ocupar novos espaços sociais e físicos, resgatar a singularidade de cada indivíduo em habitar a cidade e sair da margem da sociedade, proporcionar oportunidades de saída de uma situação estagnada para serem produtores de arte e atores sociais. RELEVÂNCIA SOCIAL: O trabalho deste ano já gerou a produção de uma música cuja letra é de autoria de um dos usuários e reflete um pouco de seu sofrimento psíquico e seu cotidiano no CAPS. A participação na banda implica em responsabilização e envolvimento dos integrantes que passam a ter mais autonomia, ao mesmo tempo implica no exercício de cidadania. Métodos: A principal estratégia utilizada como método fundamental para o trabalho nas oficinas é o “aprender-fazendo”, ou seja, construir um método próprio a partir do contato com o sofrimento e as vivências dos usuários. Resultados: O resultado do trabalho é a Banda “LokonaBoa” em atividade que é algo que vai além da produção de cuidado, é um dispositivo de inclusão e validação social. Palavras-chave: Atenção Psicossocial, Produção de cuidado, Oficinas terapêuticas.
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A escuta qualificada e o acolhimento na atenção psicossocial.

A escuta qualificada e o acolhimento na atenção psicossocial.

Desde os anos setenta, o processo da reforma psiquiátrica vem alterando conceitos e práticas na atenção aos transtornos mentais. Este movi- mento foca na desinstitucionalização e na imple- mentação de ampla rede comunitária de serviços substitutivos. Este direcionamento da reforma psiquiátrica estava voltado para o cuidado dos pacientes com transtornos severos e persistentes, e para a implantação de Centros de Atenção Psicossocial. (1)

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O psiquiatra na atenção psicossocial: entre o luto e a liberdade.

O psiquiatra na atenção psicossocial: entre o luto e a liberdade.

Resumo No Brasil, vemos surgir, a partir da déca- da de setenta, diversas propostas inovadoras no cam- po da atenção à saúde mental. A partir de então, multiplicam-se no país ambulatórios de psicologia e psiquiatria, hospitais-dia, residências terapêuticas e diversos núcleos/centros de atenção psicossocial. Transform ados em política pública, os centros de atenção psicossocial espalham-se pelo país, preconi- zando um atendimento ambulatorial, interdiscipli- nar e de orientação territorial. Geralmente forma- do sob os auspícios de um grande hospital, o psiqui- atra que se propõe a trabalhar, a partir da ótica psicossocial, imerso em uma pequena cidade, vê-se exposto às diversas contradições e ilogicidades do discurso psiquiátrico clássico. Os variados saberes locais são uma ameaça ao saber psiquiátrico medi- camente constituído. Respostas, antes fáceis no in- terior do hospital, têm variadas implicações no ter- ritório e adquirem uma complexidade para a qual o psiquiatra não se encontra preparado. Assim, este trabalho tenta demonstrar a dissonância entre essas duas espécies de psiquiatria: a clássica (afinada com a biologia, com a normatividade e com a institui- ção) e a psicossocial (que se volta para respostas localm ente construídas e que se afina com o ho- mem, em uma dimensão muito além do seu corpo). Palavras-chave Saúde mental, Psiquiatria comu- nitária, Serviços de saúde mental
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O Manejo da Cidadania em um Centro de Atenção Psicossocial

O Manejo da Cidadania em um Centro de Atenção Psicossocial

O CAPS Esperança é uma instituição que se propõe a ajudar o paciente a ―construir laços sociais‖ — como afirmam meus interlocutores: ―a construção da rede é nosso laço social‖ — laços esses que podem ser rompidos devido às crises, sofrimentos (sofrimento é um estado de mal-estar manifesto de forma singular) e à antiga forma de tratamento baseada em internações por longos períodos (meses, anos e, em alguns casos, até mesmo décadas). 12 Para os profissionais do CAPS, a crise é uma situação caracterizada por um intenso sofrimento, que pode ser decorrente do agravamento dos sintomas ou por problemas familiares e sociais. Segundo Zago (2001: 83), profissional do Cândido Ferreira, a situação da crise é um momento de ruptura do sujeito que demanda cuidados intensivos e intervenções emergenciais. O movimento da Reforma Psiquiátrica, considerado um processo histórico de questionamento e reformulação das práticas psiquiátricas, tinha como princípio elaborar um novo modelo de assistência e estimular a inserção do paciente em uma rede de relações. Deste modo, fez-se igualmente necessária uma mudança nas práticas de atenção psicossocial, uma vez que tais iniciativas eram voltadas para pacientes com histórico de muitas internações psiquiátricas e desconectados da realidade social.
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O Centro de Atenção Psicossocial no cotidiano dos seus usuários.

O Centro de Atenção Psicossocial no cotidiano dos seus usuários.

The objeci ve of this study was to under- stand the everyday lives of users of a Psy- chosocial Care Center (CAPS, Centro de Atenção Psicossocial). This is a qualitai ve study, with Alfred Schutz’s phenomeno- logical sociology as the theorei cal frame- work. The studied fi eld was a CAPS located in Porto Alegre, and the interviewed sub- jects were 13 users. Data colleci on was performed between April and June 2008, through interviews performed using a guiding quesi on. The comprehensive anal- ysis of the subjects’ tesi monials resulted in fi ve concrete categories, and this ari cle reports on the category named: Users con- sider the CAPS to be a dimension of their everyday life. Through this research it was possible to understand the concepi ons that users have about their everyday life, showing that they are re(acquiring) social living in the various social environments. In conclusion, besides providing care, the CAPS are promoi ng the psychosocial reha- bilitai on of their users.
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O acolhimento num centro de atenção psicossocial

O acolhimento num centro de atenção psicossocial

Com isso, o objeto de estudo foi sendo delimitado como o acolhimento no Centro de Atenção Psicossocial Castelo Simões Lopes, em Pelotas, pois acredito ser uma estratégia que pode organ[r]

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A atenção à crise e o apoio matricial: analisadores da estratégia atenção psicossocial

A atenção à crise e o apoio matricial: analisadores da estratégia atenção psicossocial

A Política Nacional de Saúde Mental se caracteriza como uma política territorial-comunitária e tem a Estratégia Atenção Psicossocial (Eaps) como norteadora para a proposição e o desenvolvimento de suas ações. Em seu desenho, o CAPS é um equipamento estratégico dentro da Rede de Atenção Psicossocial/RAPS. O apoio matricial e a atenção à crise configuram frentes estratégicas de ação dos CAPS em sua missão substitutiva e, guiados pela bússola da desinstitucionalização, são essenciais para o êxito desses serviços. Defendemos que sustentar crises nos territórios existenciais de vida é uma condição para a efetivação da Atenção Psicossocial e, no limite, para a sustentabilidade da própria Reforma. Nesta direção, a ferramenta apoio matricial se revela uma apoiadora territorial, intercessora e potente na construção de uma Atenção Psicossocial à crise. Reconhecidos como grandes desafios pelo Ministério da Saúde, avançar estas frentes se materializa para os trabalhadores em seus ofícios micropolíticos. A nossa pesquisa coloca-se como um investimento na direção de potencializá-las e teve como objetivo conhecer a operacionalização da atenção à crise e do apoio matricial em um CAPS II, na perspectiva dos seus trabalhadores, bem como analisar tais práticas frente aos princípios e propósitos da Estratégia Atenção Psicossocial. Inspirados na pesquisa-intervenção e no ideário político-social da Análise Institucional, ofertamos um espaço de reflexão e troca, através de entrevistas de implicação, possibilitando que os trabalhadores se lançassem em análise das práticas na perspectiva da Eaps. Fizemos consulta documental ao Projeto Técnico do CAPS e uma etapa de restituição, organizada em formato de oficina e rodas de conversa. Os resultados indicam que lógicas institucionais competem no Serviço. Operando pela lógica do risco, dificuldades
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Articulação entre Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Atenção Básica de Saúde.

Articulação entre Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Atenção Básica de Saúde.

Ao analisar os Projetos Terapêuticos (PTs) de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), partimos do pressupos- to de ser este um elemento formativo e ordenador do processo de trabalho dos serviços, tido como elemento essencial para registro do CAPS no Ministério da Saúde e percebido com responsabilidade pelos profissionais como uma filosofia norteadora de todo o trabalho institucional. Em uma primeira análise, foi possível observar que os Projetos Terapêuticos atendem às preconizações do Ministério da Saúde e aos princípios norteadores da Re- forma Psiquiátrica, embora, em diferentes momentos a operacionalização das atividades seja traduzida por meio de um viés disciplinar.
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Percepção do familiar cuidador sobre a assistência recebida no Centro de Atenção Psicossocial

Percepção do familiar cuidador sobre a assistência recebida no Centro de Atenção Psicossocial

O CAPSi é um serviço de atenção diária destinado ao atendimento de crianças e adolescentes gravemente comprometidos psiquicamente. Estão incluídos nesta categoria os portadores de autismo, psicoses, neuroses graves e todos aqueles que, por sua condição psíquica, estão impossibilitados de manter ou estabelecer laços sociais. A experiência acumulada em serviços que já funcionavam segundo a lógica da atenção diária indica que se ampliam as possibilidades do tratamento para crianças e adolescentes quando o atendimento tem início o mais cedo possível, devendo, portanto, os CAPSi estabelecerem as parcerias necessárias com a rede de saúde, educação e assistência social ligadas ao cuidado da população infantojuvenil (BRASIL, 2005). O tópico seguinte descreve a atuação do enfermeiro no Centro de Atenção Psicossocial em uma prática interdisciplinar.
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