Bacias hidrográficas - Degradação ambiental

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O uso do IVDN no estudo da degradação ambiental de bacias hidrográficas do litoral sul do estado da Paraíba

O uso do IVDN no estudo da degradação ambiental de bacias hidrográficas do litoral sul do estado da Paraíba

Esse trabalho teve como objetivo a aplicação do Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (IVDN) no estudo da degradação ambiental das bacias hidrográficas do rio Gramame e dos rios Abiai-Papocas, ambas situadas no litoral sul do Estado da Paraíba. A pesquisa foi realizada a partir de imagens do satélite Landsat 5 TM, dos anos de 1989, 2001 e 2006. Inicialmente foram realizadas correções atmosférica e radiométrica. A partir das imagens corrigidas extraiu-se e confeccionou-se os mapas temáticos de faixas do IVDN, que destacaram a densidade da cobertura vegetal. Em seguida foram realizadas visitas in loco, nas quais foram coletados pontos amostrais, adotados como representativos na classificação supervisionada por regiões, das imagens de satélite, que resultou na confecção dos mapas temáticos de uso do solo. Com informações topográficas do Modelo Digital de Elevação (MDE) de imagens The Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) foram confeccionados os mapas temáticos da descrição do terreno a partir da altura de cada pixel em relação rede de drenagem, utilizou-se o algoritmo Height Above the Neareast Drainage (HAND). Em seguida, foram realizados cruzamentos dos dados do IVDN com os de uso do solo e com os do HAND, objetivando justificar as repostas do IVDN, assim como, avaliar a relação deste com os usos do solo e com o desnível em relação à rede de drenagem. A partir do cruzamento do IVDN com o HAND foi verificada a presença de vegetação com maior biomassa nas regiões mais baixas. Com o cruzamento dos mapas do uso do solo e do IVDN observou-se que grande parte das áreas com solos expostos apresentaram valores de IVDN na faixa de -0,25 a 0,15. Quanto à degradação da vegetação nas bacias hidrográficas, houve uma diminuição dos valores de IVDN de 1989 para 2001 e uma regeneração de 2001 para 2006. Observou-se um aumento da convergência da vegetação natural em terras agrícolas e em expansões urbanas sem planejamento; e que grande parte das áreas degradadas são proveniente da prática da mineração e da agricultura sem a utilização de técnicas conservacionistas do solo. Verificou-se ainda, que dados obtidos na pesquisa possibilitou a geração de informações que poderão ser utilizadas em outras pesquisas, no auxílio a tomadores de decisão e na formulação de políticas públicas voltadas para a minimização da degradação ambiental nas bacias hidrográfica estudadas.
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Análise em bacias hidrográficas: contribuição metodológica para o diagnóstico ambiental

Análise em bacias hidrográficas: contribuição metodológica para o diagnóstico ambiental

As bacias hidrográficas de pequeno porte influenciam diretamente na qualidade de vida dos municípios, e as metodologias de diagnóstico ambiental em bacias hidrográficas, em sua maioria, se estendem a bacias hidrográficas de grande porte, que compreendem vários municípios, o que dificulta uma gestão participativa e eficaz. Em geral, propor alternativas de gestão para pequenas bacias hidrográficas garantem a aplicabilidade da metodologia, visto que planos de manejos que necessitem da adesão de vários municípios nem sempre são aplicáveis pela falta de interesse e participação de todos os municípios envolvidos. Fazem-se necessários estudos mais detalhados e a proposição de metodologias aplicáveis para a definição da intensidade da degradação ambiental em bacias hidrográficas de pequeno porte, que atinjam um único município, a fim de subsidiar o poder público para a tomada de decisões referentes ao manejo, a recuperação e a criação de áreas de expansão urbana, tornando os impactos do uso da terra os menores possíveis. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa foi propor um modelo cartográfico de diagnóstico ambiental do meio físico para bacias hidrográficas de pequeno porte, com usos da terra diferenciados, baseado no conceito de ecodinâmica de Tricart (1977). Adotou- se como área de estudo Ilha Solteira - SP, que em 1968 teve o seu traçado urbano planejado e construído para abrigar os trabalhadores na construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Nesse estudo, foram aplicadas duas metodologias distintas de avaliação de qualidade ambiental: a de “fragilidade ambiental” de Crepani et al (1996) e a de “diagnósticos físico-conservacionista de bacias hidrográficas” adaptado de Beltrame (1994). Como resultado, a pesquisa desenvolveu um modelo cartográfico intitulado "Diagnóstico do Meio Físico", que em comparação com os outros modelos testados, apresentou limites entre as classes mais definidos tornando o mapa mais limpo e simplificado. Vale ressaltar que todos estes produtos cartográficos poderão subsidiar a tomada de decisões públicas a fim de minimizar futuros impactos ambientais.
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Conservação ou degradação? Diferentes concepções sobre microbacias e práticas de...

Conservação ou degradação? Diferentes concepções sobre microbacias e práticas de...

Apesar de diversos tipos de entidades se voltarem à recuperação das APPs com a justificativa de contribuir para a conservação das bacias hidrográficas, observa-se que a degradação dos ambientes em que vivemos é uma realidade cada dia mais preocupante. As instituições que realizam estes trabalhos e os técnicos que as representam, de forma geral, consideram as populações das áreas rurais apenas como implementadores de suas idéias e práticas, sem entender a real visão que seus interlocutores têm sobre o assunto. Esta proposta de mestrado objetivou realizar um estudo de caso no intuito de contribuir para a produção de conhecimentos voltados à gestão de bacias hidrográficas e a políticas públicas direcionadas à conservação dos recursos naturais. Para isso buscou uma maior compreensão sobre as diferentes concepções a respeito da relação entre água, bacia hidrográfica e mata ciliar e sua influência nas propostas de manejo vigentes em três grupos sociais da bacia do Campestre, Saltinho, SP: a) sitiantes, b) técnicos ligados a projetos de restauração florestal, c) acadêmicos ligados à hidrologia florestal. Os resultados apontaram que os três grupos percebem uma degradação ambiental na bacia, porém, através de três concepções distintas, que fundamentam distintos discursos e práticas para a conservação da qualidade e quantidade de água. Esta situação se mostrou como um dos motivos que vem impedindo um efetivo diálogo entre proprietários rurais e técnicos e interferindo na própria conservação. Isto demonstra que é necessário que se leve em consideração a representação que a população possui sobre seu ambiente, além de outros aspectos sociais fundamentais para sua compreensão, na busca de um efetivo diálogo entre os envolvidos. Isso é essencial para que seja possível caminhar em direção à desejada conservação, que deve ser construída, desde sua concepção até sua implementação, sempre de forma compartilhada.
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DEGRADAÇÃO, IMPACTO AMBIENTAL E USO DA TERRA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS: O CONTEXTO DA BACIA DO PACOTI/CE.

DEGRADAÇÃO, IMPACTO AMBIENTAL E USO DA TERRA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS: O CONTEXTO DA BACIA DO PACOTI/CE.

O mapa de uso e cobertura e vegetal foi elaborado tendo como base as visitas de campo e análise produtos de sensoriamento remoto a partir da imagem LANDSAT 5 do ano de 2011. As tipologias de uso e sua relação com a cobertura vegetal da bacia demonstram o grau de ocupação que vem sendo exercida na área. Apesar da pouca extensão territorial da bacia e da diversidade de usos constatadas na área, as atividades relacionadas aos agroecossistemas são preponderantes, mesmo com a expansão da atividade industrial. Na planície litorânea o processo de degradação ambiental está associado à expansão dos equipamentos turísticos e de lazer.
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Estudo ambiental integrado de processos hidrossedimentológicos e nutrientes na bacia hidrográfica do rio Piranga utilizando o SWAT

Estudo ambiental integrado de processos hidrossedimentológicos e nutrientes na bacia hidrográfica do rio Piranga utilizando o SWAT

A ocupação inadequada, a falta de planejamento, manejo e conservação das bacias hidrográficas têm desencadeado processos de degradação ambiental, tais como, redução da capacidade de infiltração de água no solo, aumento do escoamento superficial que contribui para o transporte de sedimentos e nutrientes para os cursos d’água, e compromete a qualidade ambiental do sistema aquático e do meio ambiente. As principais fontes causadoras desses processos de deterioração dos corpos hídricos é a poluição de origem difusa, como resultado da intensificação e expansão da agricultura e pecuária sem técnicas de preparo, manejo e conservação do solo. Devido a esses inúmeros fatores atuando conjuntamente, a bacia hidrográfica do Rio Piranga pode ser considerada com alto nível de complexidade ambiental e, portanto merece atenção especial. Com a finalidade de identificar e quantificar a magnitude desses processos utilizou-se o Soil and Water Assement Tool (SWAT) que é um modelo hidrológico desenvolvido para simular processos físicos (naturais e antrópicos), previsão de vazões, escoamento superficial, erosão e transporte de sedimentos e nutrientes de bacias hidrográficas submetidas a diferentes manejos. Para garantir consistência aos dados gerados após a simulação e à conseqüente aplicabilidade na área em estudo ou sua extrapolação a outras áreas, foi realizada a calibração e a validação a fim de se extrair o máximo das potencialidades e recursos do modelo. A calibração e a validação fizeram uso do algoritmo de otimização Sequential Uncertainty FItting versão 2 (SUFI-2) que forneceu uma análise de
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Zoneamento ambiental de bacias hidrográficas: uma abordagem metodológica aplicada na bacia do Rio Bonito (SP).

Zoneamento ambiental de bacias hidrográficas: uma abordagem metodológica aplicada na bacia do Rio Bonito (SP).

A adoção do conceito de desenvolvimento sustentável nos estudos de Ecologia Aplicada tem suscitado um número crescente de metodologias de análise e de planejamento ambiental. Destaca-se, em particular, o desenvolvimento de abordagens de diagnóstico e prognóstico voltadas ao zoneamento ambiental de bacias hidrográficas. Nesse contexto, o presente trabalho trata da questão do zoneamento ambiental através da aplicação das abordagens analítica e sintética na elaboração de duas propostas de zoneamento da Bacia Hidrográfica do Rio Bonito, Estado de São Paulo, utilizando-se das tecnologias de sensoriamento remoto e geoprocessamento. Aborda-se aspectos relativos à legislação ambiental incidente sobre a área de estudo, suas potencialidades e limitações ambientais frente à ocupação humana, bem como o atual estágio de degradação de seus recursos naturais. Analisa-se as vantagens e desvantagens das abordagens metodológicas e técnicas empregadas. E, por meio de um conjunto de produtos cartográficos, apresenta-se um diagnóstico ambiental com informações relevantes ao planejamento e gerenciamento da bacia em questão.
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PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ALUNOS DO ENSINO BÁSICO DE SÃO GONÇALO (RJ) EM RELAÇÃO ÀS BACIAS HIDROGRÁFICAS

PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ALUNOS DO ENSINO BÁSICO DE SÃO GONÇALO (RJ) EM RELAÇÃO ÀS BACIAS HIDROGRÁFICAS

Diante da importância da escola para o desenvolvimento de valores e atitudes ambientais coerentes, este estudo concentrou esforços em apurar se a educação escolar tem, de fato, contribuído para a formação crítica do cidadão em relação às questões ambientais. Apropriando- se dos estudos de percepção ambiental como ferramenta de investigação, o principal interesse deste trabalho consistiu em verificar a percepção ambiental de alunos do Ensino Fundamental e Médio em relação às bacias hidrográficas/rios e ao processo de degradação dos mesmos. Em outras palavras, este estudo visa identificar até que ponto a escola tem contribuído para que os alunos reconheçam as bacias hidrográficas do município, mesmo com as transformações sofridas por conta do processo de ocupação e urbanização, e qual o nível de preocupação que esses estudantes têm com esses ambientes. Desta forma, busca-se refletir sobre métodos e práticas de ensino com relação às bacias hidrográficas e rios urbanizados.
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Planejamento ambiental de bacias hidrográficas como instrumento para o gerenciamento de recursos hídricos

Planejamento ambiental de bacias hidrográficas como instrumento para o gerenciamento de recursos hídricos

O Rio Paranapanema tem uma grande regulação de seu caudal pelas usinas hidrelétricas implantadas em seu curso principal e afluentes, destacando-se o rio Tibagi. Este aspecto é fundamental em sua gestão, constituindo um dos mais importantes sistemas hidroelétricos do país. Entretanto, vários rios e córregos da bacia apresentam situação de degradação am- biental, com desperenização de alguns trechos; poluição; assoreamento; aumento do nível das inundações; diminuição da vegetação natural e da biodiversidade em razão do desmatamen- to, notadamente para se tentar garantir a posse de terras; processos de erosão laminar e line- ar amplamente difundidos; tendências para mudanças climáticas (tal como o aumento dos picos de eventos extremos); e perda de parte do patrimônio natural. Verificam-se, também, intensos processos erosivos nas estradas, especialmente nas rurais, demandando vultosos re- cursos públicos para sua recuperação, a exemplo dos investimentos realizados pelos Comitês de Bacias da vertente paulista no controle da erosão em áreas rurais e urbanas (com inves- timento de cerca de 70% dos recursos disponíveis ao longo de aproximadamente 10 anos).
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM BACIAS HIDROGRÁFICAS: UMA EXPERIÊNCIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO RIO DO PEIXE (SC)

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM BACIAS HIDROGRÁFICAS: UMA EXPERIÊNCIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO RIO DO PEIXE (SC)

A Educação Ambiental enquanto eixo motivador das palestras, teve como objeto pedagógico fazer pensar sobre a relação que os indivíduos mantêm com seu entorno, buscando discutir qual o lugar que o ser humano precisa ocupar nas relações com a natureza. E, embora de um modo geral ainda não se tenha muita clareza sobre as conseqüências efetivas da intensa interferência antrópica sobre os recursos ambientais e a magnitude dos seus efeitos na vida humana, estamos convencidos de que a degradação da qualidade do ambiente relaciona-se diretamente com a precariedade da saúde das pessoas. Essa relação porém, é bastante complexa para ser compreendida, além da resistência natural nas pessoas em admitir que suas ações possam resultar em efeitos danosos à própria saúde. Considerando esse contexto de crescente “não-percepção” da degradação da qualidade de vida, buscamos atribuir relevância às abordagens sistêmicas, em contraponto ao censo comum.
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AVALIAÇÃO AMBIENTAL DE ATIVIDADES AGRÍCOLAS EM MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS NO MUNÍCIPIO DE PAULO LOPES (SC)

AVALIAÇÃO AMBIENTAL DE ATIVIDADES AGRÍCOLAS EM MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS NO MUNÍCIPIO DE PAULO LOPES (SC)

Em Santa Catarina, o gerenciamento das atividades agrícolas está organizado em bacias hidrográficas. A gestão em bacias hidrográficas “se faz necessário devido à interação entre os componentes aquáticos, terrestres e atmosféricos, além da variedade e multiplicidade dos problemas de degradação dos recursos ambientais ocasionados por ações antrópicas” (SALLES et. al., 2008). Assim, o objetivo deste trabalho é desenvolver um método de avaliação de impactos ambientais em bacias. Este método foi aplicado em 7 propriedades de agricultores familiares na bacia rio das Cachoeiras, município de Paulo Lopes - SC. As propriedades foram selecionadas visando abranger a variabilidade de uso e ocupação do solo na bacia. Este município está localizado no entorno da principal Unidade de Conservação do estado, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.
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Intervening variables in the existence of watershed committees in Brazil

Intervening variables in the existence of watershed committees in Brazil

A gestão de bacias hidrográficas por meio de comitês é essencial na mediação entre a oferta e a demanda de água para consumo doméstico, industrial, agrícola, lazer, entre outros usos da água. Uma gestão exitosa pode ocorrer por meio da identificação e compreensão das características socioeconômicas, demográficas, entre outras, e assim formatar as práticas adotadas pelos comitês. Neste contexto, o escopo central deste estudo consistiu em analisar as variáveis intervenientes relacionadas aos aspectos geográficos, demográficos, socioeconômicos e a existência de comitê de bacias. A metodologia consiste na abordagem quantitativa, empregando-se uma pesquisa documental secundária e sua análise ocorreu por meio da aplicação da estatística descritiva e do teste de correlação de Pearson. Os principais resultados evidenciam que a explicação da existência de comitês de bacias hidrográficas relaciona-se com o tamanho da população que promove maior pressão à medida que aumenta. Além disso, evidenciou-se que a existência de comitês de bacias correlaciona-se com: crescimento econômico, quantidade de conflitos pelos múltiplos usos, coleta de esgotos e nível de degradação da qualidade ambiental. Conclui-se, portanto, que de fato existem variáveis intervenientes para a existência de comitês de bacias e que eles são necessários para a gestão eficiente destas variáveis.
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AS BACIAS HIDROGRÁFICAS COMO CRITÉRIO PARA O PLANEJAMENTO TERRITORIAL

AS BACIAS HIDROGRÁFICAS COMO CRITÉRIO PARA O PLANEJAMENTO TERRITORIAL

A melhor unidade territorial para planejamento de recursos hídricos é a bacia hidrográfica. As organizações das atividades produtivas, dos espaços de conservação ambiental, dos equipamentos e de suas tendências devem considerar a bacia hidrográfica. Esse procedimento orienta o ordenamento territorial, ações de regulação, definidos nos processos de governança. Todos os setores envolvidos devem participar do Planejamento e da Gestão da Bacia Hidrográfica. Há conflitos, que são ferramentas importantes para o desenvolvimento e inovações como indutores da negociação e do diálogo entre partes envolvidas. A Lei 9433/97 tornou- se instrumento que estimula a implantação da governança na gestão das bacias hidrográficas. Esta ótica é explorada, reconhecendo que planejamento e gestão são essencialmente políticas. Falta de governança é consequência de fragilidades nos Comitês de Bacias Hidrográficas não cumpridores de suas responsabilidades por falta de apoio governamental, do despreparo e engajamento de seus componentes, ou por subserviência a interesses de setores de usuários. A Política Nacional de Recursos Hídricos fica relegada a papel secundário, não se efetivando. Os Poderes Públicos não assumiram a água como centro de suas políticas de desenvolvimento. São feitas algumas considerações visando o desenvolvimento da sociedade conhecedora dos problemas ocasionados pelos impactos ambientais e consequentemente sociais.
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<b>Estudo da fisiografia das bacias hidrográficas urbanas no Município de Maringá, Estado do Paraná</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v26i2.1391

<b>Estudo da fisiografia das bacias hidrográficas urbanas no Município de Maringá, Estado do Paraná</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v26i2.1391

Diante dos resultados obtidos, verifica-se que as bacias da área urbana de Maringá podem ser classificadas, segundo Wisler e Brater (1964), de pequenas a grandes. São naturalmente bacias não muito sujeitas a enchentes, ou seja, devido ao seu formato mais retangular (possivelmente com exceção da bacia do ribeirão Borba Gato), à drenagem pobre e à baixa declividade tenderão a apresentar uma resposta hidrológica lenta, com redução dos picos de enchente. Por outro lado, devido à alta taxa de impermeabilização de seus terrenos elas apresentarão uma taxa de escoamento superficial maior, elevando os picos de enchente, especialmente as bacias do córrego Moscado e do ribeirão Borba Gato, que estão localizadas totalmente em área urbana e são as bacias menores e mais circulares. Além disso, a velocidade com que a água atingirá os cursos d’água pelas galerias será maior, resultando em erosão nos leitos e margens, fato esse que é notório dentro dos parques centrais da cidade.
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Dinâmica do uso dos recursos hídricos nas bacias do ribeirão Entre Ribeiros e do rio Preto, afluentes do rio Paracatu

Dinâmica do uso dos recursos hídricos nas bacias do ribeirão Entre Ribeiros e do rio Preto, afluentes do rio Paracatu

Nessa seção serão relacionados os principais impactos das atividades agrícolas, bem como os novos rumos que o setor vem buscando a partir do rápido crescimento da população mundial. Tais fatos levaram à necessidade de grandes incrementos da produção agropecuária, via abertura de novas fronteiras agrícolas com aplicação intensiva de novas tecnologias, como nas bacias do ribeirão Entre Ribeiros e do rio Preto. Várias são as políticas que vêm sendo definidas para o setor. Contudo, não depende exclusivamente de políticas internas, mas de todo um contexto mundial. Dessa forma, para propor sugestões estratégicas, é fundamental saber qual a realidade que o setor está vivendo nos dias atuais e quais os possíveis cenários a serem projetados, para que se atinjam os resultados esperados.
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Dinâmica da paisagem na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul.

Dinâmica da paisagem na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul.

De qualquer modo, a redução do percentual de uso e ocupação da terra com relação à classe mata foi mais nítida para a bacia hidrográfica LCA, que tinha 16,52% em 1984, reduzindo para 13,54%, em 1999 e na bacia hidrográfica LPE, que diminuiu de 23,64% para 19,79% no período em questão (Figura 16), contribuindo consideravelmente para o comprometimento da qualidade ambiental destas bacias. As variações observadas em determinadas épocas também contribuem para o comprometimento da qualidade ambiental, como é o caso da bacia hidrográfica LMI, que sofreu acentuada redução da classe mata entre 1984 e 1989 (16,65 para 13,36%), recuperando-se, entretanto, em 1999, ocupando praticamente a mesma área que possuía em 1984 (16,14%). Também deve ser ressaltada a semelhança da variação observada para a classe mata nas bacias hidrográficas RPA e LCH, as quais não apresentaram grandes alterações. Em termos ambientais, isto resulta no menor comprometimento da qualidade, uma vez que apresentam uma maior percentagem de ocupação de mata em relação às demais bacias hidrográficas.
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A UTILIZAÇÃO DE MODELOS PARA ANÁLISE DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

A UTILIZAÇÃO DE MODELOS PARA ANÁLISE DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

A bacia hidrográfica constituída por uma série de elementos em dinâmica e complexa transformação, perante as interações de energia e resistência, sobressaindo-se a antrópica, consiste em excelente unidade de estudo. A utilização de modelos para a análise ambiental em bacias hidrográficas tem um contexto bastante peculiar, pois em se tratando de uma área com limites bem definidos e possuindo uma dinâmica muito grande nas formas de uso e ocupação do solo, os modelos procuram descrever o sistema como um todo, através da representação das interações entre todos os seus componentes. O avanço tecnológico da informática também propiciou um avanço na construção e representação de modelos, principalmente através da interação entre modelagem e SIG, permitindo assim, a representação não só estática dos sistemas, mas também representando os processos dinâmicos. Assim o presente artigo tem como objetivo caracterizar modelos e sua aplicação em bacias hidrográficas, visando o planejamento e gestão dessas áreas.
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ANÁLISE HIDROLÓGICA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS

ANÁLISE HIDROLÓGICA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS

Este trabalho aborda o comportamento hidrológico nas bacias dos rios Aguapeí e Peixe, que drenam parte da região do Planalto Ocidental Paulista, Brasil. Foi avaliada a variação espacial da produção hídrica por unidade de área nas bacias hidrográficas, tomando-se como referencia diferentes períodos hidrológicos da série histórica de dados. Para tanto, foram considerados o regime hidrológico dos rios e a área de drenagem associada às estações de amostragem. A obtenção do regime fluviométrico e períodos hidrológicos foram baseados em dados diários, mensais e anuais de séries históricas. O índice de vazão específica média foi determinado pela razão entre a vazão média em uma dada seção de medição e a respectiva área de drenagem. Os resultados revelam alterações nos padrões espaciais da Qe. As estações situadas no alto curso das bacias apresentaram maior variabilidade nos dados nos três períodos hidrológicos, o que era esperado. O aumento da produção específica hídrica em determinados períodos hidrológicos pode intensificar os processos ero- sivos laminares e lineares, o que pode ser um problema a mais para áreas de manejo inadequado da terra. Palavras chaves: Variabilidade Hidrológica; Zoneamento hidrológico; Vazão específica; Rio do Peixe.
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USO DA TERRA E AVALIAÇÃO DA NATURALIDADE PARA O PLANEJAMENTO E MANEJO AMBIENTAL DE BACIAS HIDROGRÁFICAS (SUDESTE DO BRASIL)

USO DA TERRA E AVALIAÇÃO DA NATURALIDADE PARA O PLANEJAMENTO E MANEJO AMBIENTAL DE BACIAS HIDROGRÁFICAS (SUDESTE DO BRASIL)

Usos antropogênicos agrícolas compreendem as áreas alteradas para o desenvolvimento de atividades agropecuárias, relacionadas ao plantio de cultivos temporários e perenes, silvicultura, pastagens, além de solos temporariamente expostos. A categoria de usos antropogênicos agrícolas reduziu, minimamente, de 74,03% para 72,98%, em relação ao limite territorial das sub-bacias dos Rios Jacaré-Guaçu e Jacaré- Pepira, entre os anos de 2004 e 2014. Considerando as tipologias de cobertura da terra identificadas, entre 2004 e 2014, os cultivos temporários sofreram redução de 19,40% para 19,18%. Do mesmo modo, cultivos permanentes tiveram redução de 10,03% para 5,72%, enquanto que a silviculturas uma redução de 6,91% para 6,62%. Em contrapartida, a cobertura relacionada a solo exposto apresentou um aumento de 22,96% para 31,80% (Tabela 2). Esse aumento, equivalente a uma área de 60.388,76ha, pode estar associado ao período da colheita da cana-de-açúcar, que ocorre entre os meses de abril a outubro no Estado de São Paulo, bem como, da expansão do plantio da cana-de- açúcar nos últimos anos.
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Às águas que nos nutrem, conectam e ensinam : uma pesquisa-ação no Parque Olhos D’água, Brasilia, DF

Às águas que nos nutrem, conectam e ensinam : uma pesquisa-ação no Parque Olhos D’água, Brasilia, DF

As décadas de 1960 e 1970, representaram um fervilhar da questão ambiental em todo o mundo. Houve o reconhecimento de uma crise ambiental, diversas organizações não governamentais e movimentos ambientalistas surgiram e se fortaleceram, como a Greenpeace e a WWF, tratados e conferências internacionais relacionados ao tema começaram a serem debatidos e sancionados. A Organização das Nações Unidas (ONU) liderava boa parte das discussões e dos eventos que ocorriam, e foi por intermédio de uma Assembléia Geral da mesma que, em 1972, criou-se o Círculo Europeu de Ecologia Humana, com a proposta de estabelecer um tronco comum de estudos a partir de uma proposta pedagógica pluridisciplinar. Nove universidades de quatro países europeus abraçaram a ideia e a Organização Mundial de Saúde juntou-se para desenvolver essa certificação internacional e estabelecer o viés desta formação em Ecologia Humana, centrada então nos aspectos relacionados à sáude.
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GEOTECNOLOGIAS NO MONITORAMENTO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS POR INDICADORES AMBIENTAIS

GEOTECNOLOGIAS NO MONITORAMENTO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS POR INDICADORES AMBIENTAIS

A proposta do indicador de vulnerabilidade ambiental avaliou-se aplicável, pois existe grande dificuldade do comitê em estabelecer critérios de priorização de investimentos e mitigação dos impactos. O método de vulnerabilidade ambiental é realizado por analise, não de critérios, mas de multicritério, que permite coloca quantos critérios forem necessários e pendera- los, fator que auxilia diretamente o comitê que utiliza analise de critérios para priorizar investimentos, mas com o diferencial nas geotecnologias que estabelece a posição espacial da informação. Especificamente a vulnerabilidade ambiental aplicada neste trabalho delimitou as áreas de maior e menor risco de processos erosivos, porém o método permite ser aplicado em outro critério com outro objetivo.
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