Beneficiamento de rochas ornamentais

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Caracterização ambiental de lamas de beneficiamento de rochas ornamentais.

Caracterização ambiental de lamas de beneficiamento de rochas ornamentais.

Os resíduos do processo de BRO, principalmente as lamas de beneficiamento de rochas ornamentais (LBRO), apresentam compo- sição química variada em função da composição das rochas, do pro- cesso de beneficiamento, das propriedades dos insumos, entre outros fatores. A caracterização e a classificação das LBRO são de grande importância, principalmente para o Estado do Espírito Santo, por possuir um expressivo número de empresas do setor (cerca de 1.300) e o grande potencial de exploração da matéria-prima e exportação de produtos acabados. Uma preocupação é a grande quantidade de resíduos gerados por bloco desdobrado; cerca de 1/3 em peso seco ou 2/3 em peso úmido são transformados em resíduo, o que requer um gerenciamento sustentável. Outra preocupação é a contaminação que esses resíduos podem causar ao meio ambiente pela falta de um acondicionamento e um tratamento adequado. O tratamento comu- mente aplicado a esses resíduos, sob forma de lama, consiste apenas no desaguamento em tanques de sedimentação, os quais apresentam baixa eficiência de remoção de sólidos. O acondicionamento final é feito em tanques escavados no solo, descobertos e sem nenhuma proteção quanto à migração de poluentes para o solo, para as águas subterrâneas e superficiais e que funcionam como tanques de arma- zenamento temporário.
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Estudo dos efluentes e resíduos sólidos inorgânicos de uma Indústria de Beneficiamento de Rochas Ornamentais em Santo Antônio de Pádua – RJ

Estudo dos efluentes e resíduos sólidos inorgânicos de uma Indústria de Beneficiamento de Rochas Ornamentais em Santo Antônio de Pádua – RJ

Resumo: O processo de beneficiamento de rochas ornamentais carrega consigo impactos ambientais. Em Santo Antônio de Pádua (RJ), algumas indústrias possuem tratamento de efluentes. Objetivando a avaliação da água utilizada numa indústria desse município foram realizadas coletas de água, efluentes e resíduo sólido para análise. As análises de água mostraram que os parâmetros de turbidez e condutividade estavam acima do padrão exigido pela legislação e o resíduo sólido apresentou altos teores de cobre e ferro.

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CRITÉRIOS A SEREM ADOTADOS NA ADEQUAÇÃO DE ÁREAS PARA DEPÓSITOS DE LAMA DO BENEFICIAMENTO DE ROCHAS ORNAMENTAIS DO MUNICÍPIO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM (ES/BRASIL)

CRITÉRIOS A SEREM ADOTADOS NA ADEQUAÇÃO DE ÁREAS PARA DEPÓSITOS DE LAMA DO BENEFICIAMENTO DE ROCHAS ORNAMENTAIS DO MUNICÍPIO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM (ES/BRASIL)

Paralelamente ao crescimento da produção e exportação, cresce também a geração de resíduos provenientes dos processos de corte e polimento de rochas ornamentais. Com isso, gera-se a dificuldade da destinação adequada dos resíduos e os impactos ambientais decorridos pela sua disposição final. Este estudo foi realizado no município de Cachoeiro de Itapemirim – Estado do Espírito Santo, Brasil, e tem por objetivo caracterizar o resíduo de lama abrasiva, identificar e diagnosticar áreas aptas para a implantação de depósitos de resíduos provenientes do beneficiamento de rochas ornamentais desta região. O estudo consistiu em duas etapas. Na primeira etapa procedeu-se à caracterização do resíduo de lama granítica, proveniente de uma empresa local. Para a caracterização do resíduo foram coletadas oito amostras, sendo quatro delas, do setor de corte e quatro do setor de polimento. As análises de lixiviação e solubilização destes resíduos foram realizadas de acordo com as Normas Brasileiras 10.005 e 10.006 de 2004. A segunda etapa consistiu em identificar as áreas com adequabilidade para receber estes resíduos, utilizando-se a metodologia de superposição de mapas para a definição de locais adequados para a implantação dos depósitos. Desta forma foram identificadas e mapeadas através de diagnóstico e georreferenciamento, nove áreas aptas a serem usadas como depósitos de resíduo não perigoso de lama proveniente de processos de beneficiamento de rochas ornamentais com características graníticas. Com os resultados deste estudo, torna-se possível a correta disposição final deste resíduo e desta forma, mitigar os impactos negativos ao meio ambiente.
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Tratamento térmico da lama do beneficiamento de rochas ornamentais: aplicação como pozolana em matrizes cimentícias.

Tratamento térmico da lama do beneficiamento de rochas ornamentais: aplicação como pozolana em matrizes cimentícias.

O setor de rochas ornamentais produz volume signiicativo de resíduo durante a serragem dos blocos e demanda encontrar formas de reciclagem, dado seu impacto ambiental. Considerando as possibilidades de utilização de subprodutos industriais como adições minerais, visando o desen- volvimento sustentável na construção civil, este artigo tem por objetivo estudar o desempenho da lama do beneiciamento de rochas ornamentais após tratamento térmico e moagem, baseando-se no seu potencial de aplicação como substituto parcial do cimento. O resíduo foi caracterizado, fundido e moído para produção de material vítreo. Analisou-se o desempenho mecânico e a atividade pozolânica com substituição parcial do cimento pelo resíduo na condição natural e após tratamento térmico em argamassas para comparação. Os resultados foram promissores, tendo sido possível veriicar que após tratamento térmico, o resíduo tratado se apresentou como um material com características de pozolanicidade. Palavras-chave: tratamento térmico, pozolanicidade, lama, resíduos, rochas ornamentais.
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Ladrilho hidráulico piso tátil com adição de resíduo de beneficiamento de rochas ornamentais.

Ladrilho hidráulico piso tátil com adição de resíduo de beneficiamento de rochas ornamentais.

Com a pesquisa, pode-se reairmar que a reciclagem do resíduo sólido gerado no setor de beneiciamento de rochas ornamentais é uma das alternativas para tornar o setor sustentável no aspecto ambiental, pois ocasiona diminuição do volume de aterros, bem como de possíveis contaminações de solo e de água, além da adi- ção do resíduo possibilitar a diminuição do consumo de materiais naturais não renováveis na confecção dos novos produtos.

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pH e umidade dos resíduos finos de beneficiamento de rochas ornamentais.

pH e umidade dos resíduos finos de beneficiamento de rochas ornamentais.

O Instituto Estadual do Meio Am- biente e Recursos Hídricos do Espíri- to Santo (IEMA) publicou a Instrução Normativa nº12, em 03 de dezembro de 2007, estabelecendo critérios e proce- dimentos de localização, implantação e monitoramento de aterros, para a dispo- sição permanente dos resíduos de rochas ornamentais (IEMA, 2007). Uma das exigências é que o teor de umidade do re- síduo seja reduzido a, pelo menos, 30%, antes de o resíduo ser encaminhado para

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IMPORTÂNCIA DA VELOCIDADE DE CORTE NA OTIMIZAÇÃO DA ETAPA DE POLIMENTO DE ROCHAS ORNAMENTAIS

IMPORTÂNCIA DA VELOCIDADE DE CORTE NA OTIMIZAÇÃO DA ETAPA DE POLIMENTO DE ROCHAS ORNAMENTAIS

O setor de rochas ornamentais tem grande importância para a economia do país, além de ser uma área em crescente desenvolvimento. Segundo dados da Abirochas (2012), as exportações do período janeiro-setembro de 2012 atingiram US$ 805,31 milhões e 1.700.823,34 t, mantendo variação positiva comparada ao mesmo período de 2011. Apesar do Brasil ainda atuar de forma pouco expressiva no desenvolvimento de pesquisas, nos últimos anos houve uma significativa melhora, em especial no setor de beneficiamento de rochas ornamentais.

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Estudo do corte de rochas ornamentais utilizando disco diamantado

Estudo do corte de rochas ornamentais utilizando disco diamantado

A demanda por rochas ornamentais tem crescido muito nos últimos anos, tanto para consumo interno, quanto para exportação. Para suprir essa demanda, a produção aumentou, houve também um desenvolvimento tecnológico, porém, é necessário estudos e investimentos nesse setor e aprimoraramento das técnicas utilizadas. Pois, em geral, os processos de lavra e beneficiamento ainda são praticados sem planejamento sistemático e controle, resultando em má utilização dos equipamentos, desperdícios, altos custos de produção, problemas de segurança na operação e graves impactos ambientais. O advento das ferramentas diamantadas, utilizadas na lavra e beneficiamento de rochas ornamentais, tem contribuído, em grande parte, para o crescimento do setor, porém, há necessidade de estudos para utilizar essas ferramentas de forma a maximizar a recuperação das rochas, aumentar o lucro e diminuir os aspectos negativos envolvidos abordados anteriormente. O corte de rochas com disco diamantado, considerando uma visão integrada entre as propriedades das rochas, as variáveis envolvidas no corte e o desempenho da máquina, pode contribuir para o aprimoramento das técnicas de beneficiamento. Esse trabalho teve como principal objetivo otimizar as técnicas utilizadas no corte de rochas ornamentais com disco diamantado, utilizando se alguns valores para as variáveis envolvidas no corte, visando a melhoria da qualidade do produto, menor consumo de energia e prolongamento da vida útil do disco. Três tipos de rocha: quartzito, granito e ardósia, foram cortados, a diferentes velocidades periféricas (26,18; 35,34 e 44,77m/s), com diferentes taxas de alimentação e profundidades de corte (0,5; 1,0; 1,5 e 2,0cm). Com essas variáveis e com outras que foram medidas, foi possível calcular a energia específica consumida em cada teste. Essas variáveis foram relacionadas entre si, com a energia específica e com as propriedades das rochas (petrográficas, físicas e mecânicas). Essa correlação possibilitou analisar quais as propriedades importantes para o corte e comparar as condições de corte para os três tipos de rocha.
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Matéria (Rio J.)  vol.20 número4

Matéria (Rio J.) vol.20 número4

Nesta indústria de beneficiamento de rochas ornamentais, as diversas etapas de produção geram grandes perdas, com um volume de resíduo bastante significativo. Apesar de existir uma preocupação com o meio ambiente, na maioria das vezes, o resíduo é jogado diretamente no ecossistema sem nenhum tratamento prévio. As lamas geradas nesse processo não são consideradas um resíduo perigoso, mas constituem um problema ambiental [13,14]. Algumas empresas acumulam o resíduo em tanques de contenção durante vários anos de operação, como é o caso da empresa de onde o resíduo utilizado neste trabalho foi obtido.
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UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA PRODUÇÃO DE CERÂMICA BRANCA

UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA PRODUÇÃO DE CERÂMICA BRANCA

No século XX, acompanhando a revolução industrial, a indústria cerâmica adotou a produção em massa, para a qual são de fundamental importância o conhecimento e controle das matérias - primas, produtos e processos. As indústrias de beneficiamento de rochas ornamentais vêm preocupando os principais órgãos ambientais do governo e algumas ONG’s pelos rejeitos sem nenhum tratamento que são lançados indiscriminadamente no meio ambiente.

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Aproveitamento de rejeitos de granitos em bentonita para pelotização de minério de ferro / Use of bentonite granite tailings for pelletizing iron ore

Aproveitamento de rejeitos de granitos em bentonita para pelotização de minério de ferro / Use of bentonite granite tailings for pelletizing iron ore

Para realização deste trabalho foram visitadas as indústrias de beneficiamento de rochas ornamentais na cidade Campina Grande/PB com o intuito de verificar desde o processo de beneficiamento até o processo de descarte dos rejeitos das empresas. A metodologia adotada foi dividida nas seguintes fases: coletas das amostras dos rejeitos de rochas ornamentais (RRO) de lama abrasiva; incorporação dos rejeitos em argila bentonita ativada para a preparação dos testes, caracterização das propriedades químicas e físicas dos blends (misturas).
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Utilização de resíduos de rochas ornamentais na produção de cerâmica branca

Utilização de resíduos de rochas ornamentais na produção de cerâmica branca

As indústrias de beneficiamento de rochas ornamentais vêm preocupando os principais órgãos ambientais do governo e algumas ONG’s pelos rejeitos sem nenhum tratamento que são lançados indiscriminadamente no meio ambiente. Estes despejos em alguns casos são feitos em reservatórios a céu aberto e em pátios. Desse modo alguns estados brasileiros já apresentam alguma preocupação na elaboração de leis de controle que obriguem os empresários a encontrar novas alternativas para o reaproveitamento destes dejetos. Esse problema relacionado com rejeitos não se resume só ao Brasil. Países que são considerados de primeiro mundo sofrem com o mesmo mal, a grande quantidade de resíduos produzidos por suas indústrias.
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Characterization and classification of granitic rock powder solid waste produced by ornamental rock industry.

Characterization and classification of granitic rock powder solid waste produced by ornamental rock industry.

No processo de corte e beneficiamento de rochas ornamentais, em geral, são geradas enormes quantidades de resíduos abrasivos na forma de uma lama. No Brasil o destino final destes resíduos têm sido, na maioria das vezes, dispostos inadequadamente no meio ambiente, resultando em impactos ambientais que podem comprometer a flora e a fauna. Os resídu- os de rochas ornamentais (lamas) podem levar rios, lagos, córregos e até mesmo os reservatórios naturais de água a altos níveis de contaminação. 4

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Inovação tecnológica como agente de redução de impactos ambientais da indústria de rochas ornamentais no estado do Rio de Janeiro.

Inovação tecnológica como agente de redução de impactos ambientais da indústria de rochas ornamentais no estado do Rio de Janeiro.

Baseada nessas considerações, a iniciativa do projeto visou substituir os agregados minerais que constituem o concreto asfáltico por rejeitos gerados na extração e beneficiamento de rochas ornamentais a partir de seu britamento e peneiramento. Dessa forma, pretendia-se reduzir os custos da produção e, principalmente, reduzir o impacto ambiental causado por esses rejeitos. Os resultados do projeto indicaram que o rejeito mineral produzido pelas pedreiras e serrarias de rochas ornamentais da região de Santo Antônio de Pádua poderia ser utilizado em pavimentação asfáltica, em substituição aos agregados comumente utilizados, reduzindo-se, dessa forma, o custo do pavimento e contribuindo-se com as tecnologias mais limpas.
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Continuidades e rupturas no processo de trabalho dos marmoristas : 1890 1950 e os dias de hoje.

Continuidades e rupturas no processo de trabalho dos marmoristas : 1890 1950 e os dias de hoje.

Este estudo trata da descrição das semelhanças e dessemelhanças do processo de trabalho em empresas de beneficiamento de rochas ornamentais, comparando-se, em dois momentos do tempo (1890-1950 e os dias de hoje), o estágio tecnológico e a organização do trabalho em marmorarias do passado e do presente. A coleta de dados baseou-se na utilização de fontes de pesquisa variadas e técnicas qualitativas (observação direta sistemática e depoimentos orais) e quantitativas (pesquisa de levantamento) de pesquisa. Verificou-se que as marmorarias locais inserem-se – desde o final do século XIX até a atualidade – no conjunto de estabelecimentos que atuam na terceira principal etapa do ciclo produtivo da rocha ornamental, elaborando produtos finais a partir de chapas brutas ou polidas, fornecidas por terceiros. A organização semi- artesanal do trabalho e as penosas condições de trabalho parecem condicionadas à tecnologia empregada nessas empresas. Ao longo do século XX, as empresas locais passaram por melhorias e aperfeiçoamentos tecnológicos, passando a utilizar novos equipamentos e ferramentas que aumentaram a eficiência do processo de beneficiamento final. Entretanto, essas mudanças tecnológicas foram incapazes de melhorar, significativamente, as condições de trabalho dos operários e eliminar a predominância do trabalho manual sobre a máquina: ainda que o ofício tenha sido decomposto em trabalho artesanal parcial, a habilidade do trabalhador permanece a base do processo de trabalho. Assim, as empresas locais tem sido incapazes de modernizar suas instalações, atualizando-se em relação às tecnologias disponíveis em nível mundial. A mecanização e a automação do processo, já incorporadas por muitas empresas do setor, poderiam modificar o perfil das variáveis citadas acima. Entretanto, as pequenas empresas locais são incapazes – em razão de seu baixo nível de capitalização – de substituir e atualizar seus equipamentos na velocidade em que o mercado desenvolve e oferece máquinas.
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Diagnóstico da cadeia produtiva de rochas ornamentais e de revestimento do Estado do Ceará: mineração, serrarias, marmorarias e desafios do setor

Diagnóstico da cadeia produtiva de rochas ornamentais e de revestimento do Estado do Ceará: mineração, serrarias, marmorarias e desafios do setor

As atividades de mineração da Pedra Cariri estão inseridas principalmente em dois municípios, Nova Olinda, (principal produtor do Estado) e Santana do Cariri. A atividade de lavra nesses municípios está sendo executada sem planejamento técnico para a extração e posterior beneficiamento. A etapa de lavra é desenvolvida sem nenhuma mecanização. Analisando toda a cadeia produtiva, calcula-se uma perda de material em torno de 70%. Geralmente, os pátios usados nas frentes de lavra têm cerca de 20m². Os produtos oriundos das lajes de Pedra Cariri são: a própria laje com tamanho e espessura variada, a laje rachada com várias espessuras e tamanhos, a laje almofada sem esquadrejamento e o ladrilho bruto nas medidas (50x50cm), (40x40cm), (30x30cm), (20x20cm), (15x30cm), etc. (PADILHA; VIDAL, 2003).
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Avaliação dos granitos Giallo São Francisco Real, Branco Dallas e Branco Marfim, do muncípio de Barra de São Francisco/ES para aplicação como rocha ornamental e de revestimento

Avaliação dos granitos Giallo São Francisco Real, Branco Dallas e Branco Marfim, do muncípio de Barra de São Francisco/ES para aplicação como rocha ornamental e de revestimento

As rochas ornamentais, também designadas pedras naturais, rochas dimensionais e materiais de cantaria, definem uma das mais promissoras áreas do setor mineral. Tal afirmação é justificada tanto pelos novos tipos de utilização das rochas ornamentais nas paisagens urbanas, quanto por novas tecnologias de extração, manuseio, transporte e beneficiamento de blocos. Além destas características que aprimoram a exploração e otimizam a produção, com consequente redução de custos, o mercado consumidor, cada vez mais exigente, requer uma padronização das características tecnológicas e estéticas dessas rochas de forma a reforça-se a necessidade da conciliação entre o conhecimento técnico e a estética para sua especificação e adequação.
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MÉTODOS DE LAVRA APLICADOS À EXTRAÇÃO DE ROCHAS ORNAMENTAIS

MÉTODOS DE LAVRA APLICADOS À EXTRAÇÃO DE ROCHAS ORNAMENTAIS

Segundo Chiodi Filho (1995), a realização de negócios com rochas ornamentais pressupõe o conhecimento integrado de todos os segmentos de atividades, tanto de pesquisa geológica, caracterização tecnológica e lavra, quanto de transporte, beneficiamento, marketing e comercialização. Ainda segundo o autor, tanto em programas exploratórios regionais quanto na pesquisa de detalhes, os levantamentos geológicos são orientados para a definição de bons materiais, em condições físicas e quantidades apropriadas.

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Explotação de rochas ornamentais e meio ambiente Exploitation of Ornamental Stones and the Environment

Explotação de rochas ornamentais e meio ambiente Exploitation of Ornamental Stones and the Environment

entre outras. Assim como o solo superficial orgânico, os estéreis também podem ser aproveitados no preenchi- mento da área lavrada tentando recompor a topografia e a paisagem local. Segundo Ribeiro e Ferreira (2007), os rejeitos gerados no beneficiamento das rochas orna- mentais já estão ganhando outros destinos. Lentamente, algumas técnicas vão sendo estabelecidas para o emprego desses materiais. Os rejeitos finos provenientes do corte de mármore já estão sendo utilizados como corretivos de acidez do solo, como matéria-prima para a indústria de cimento, como dessulfurante em centrais termoelétricas que utilizam carvão com alto teor de enxofre, como carga na fabricação de papel, PVC e tintas e como matéria- -prima para argamassa industrializada (MINEROPAR, 2006 e STELLIN JR.; CARUSO, 2004, citados por RI- BEIRO; FERREIRA, 2007). Resíduos finos gerados no beneficiamento de gnaisses podem substituir a cal na for- mulação de argamassas industriais (CARVALHO et al., 2004, citados por RIBEIRO; FERREIRA, 2007) e podem ser utilizados também como fundentes na formulação da massa cerâmica para produção de telhas (VIANA, 2003, citado por RIBEIRO; FERREIRA, 2007). Por fim, os rejeitos mais grosseiros normalmente são estocados nas áreas adjacentes às frentes de lavra, porém, podem ser utilizados na produção de artesanato de pedras ou na produção de blocos pequenos para calçamento, os “paralelos” ou “paralelepípedos”. Algumas empresas apresentam como alternativa a produção de britas para a construção civil ou a produção de seixos ornamentais (no caso de mármores), mas isso somente é possível se a mineração extrair apenas um tipo de rocha ornamental (RIBEIRO; FERREIRA, 2007).
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Técnicas de processamento digital de imagens com aplicação no setor das rochas ornamentais

Técnicas de processamento digital de imagens com aplicação no setor das rochas ornamentais

O Estado de Minas Gerais apresenta comprovado potencial geológico, além de situação geográfica privilegiada em relação às principais vias de escoamento e portos marítimos para a exportação. No cenário nacional, Minas Gerais é um dos mais importantes centros produtores de rochas ornamentais, sendo considerável o número de trabalhos referentes ao setor e envolvendo inúmeras áreas de extração. (Oliveira & Costa, 1998a; Bezerra et al, 1998; Costa et al, 1998; Costa, 1999, Campello, 2000, Pimenta, 2002) entre outros. De acordo com o relatório do Projeto Rochas de Minas: Estudo de Competitividade do Setor de Rochas Ornamentais e de Revestimento do Estado de Minas Gerais elaborado pelo SINROCHAS-MG, em setembro de 2003 (Inserção, 2003), estima-se a existência de 160 frentes ativas de lavra, com uma produção de 1,8 milhões de toneladas/ano. Essa produção distribui-se por mais de 50 municípios, inc luindo a extração de granitos (440 mil toneladas/ano), ardósias (410 mil toneladas/ano) e quartzitos foliados (250 mil toneladas/ano), além de serpentinitos, pedra-sabão, pedra-talco, pedra Lagoa Santa e pedra Preta Mariana, configurando quase 150 variedades comerciais colocadas nos mercados interno e externo. Levantamentos efetuados pela Cia. Mineradora de Minas Gerais – CODEMIG – demonstram que o Estado de Minas Gerais é o segundo maior pólo minerador brasileiro de rochas em quantidade, o primeiro em dive rsidade de materiais extraídos e segundo em volume físico e valor de exportações no setor. O estado de Minas Gerais destaca-se, sobretudo, pela produção de granitos “movimentados”, além de tipos homogêneos, quartzitos, arenitos e mármores, sendo ainda o maior produtor de ardósia do país. Mais de 1600 empresas atuam nos segmentos de lavra, beneficiamento e marmoraria em Minas Gerais, representando investimentos privados da ordem de US$ 300 milhões. As transações comerciais do setor em Minas Gerais devem movimentar aproximadamente US$ 220 milhões/ano. Estima-se que estas empresas estejam gerando 21 mil empregos diretos, 6 mil dos quais no segmento de lavra e 15 mil nos de beneficiamento e marmoraria. Com base nos investimentos aplicados no setor, calcula-se que seria de apenas US$ 15 mil o custo para a geração de um emprego direto.
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