Ciência - Portugal

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QUE FUTURO PARA O ENSINO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO EM PORTUGAL? :: Brapci ::

QUE FUTURO PARA O ENSINO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO EM PORTUGAL? :: Brapci ::

para dar consistência e qualidade ao desempenho profissional dos primeiros bibliotecários e arquivistas em Portugal. Ao longo de todo o século XX, esta perspetiva que Ribeiro (2006b) e Silva (2010) designaram por historicista, custodial e tecnicista manter-se-á na formação, apesar de algumas vozes contrárias terem surgido nas últimas décadas, veiculando um novo modelo formativo, mais próximo do modelo de Bolonha. Analisar os espaços e modelos formativos em Ciência da Informação implica equacionar também o impacto do Processo de Bolonha no sistema educativo português, pois à semelhança dos restantes países da Europa, a sua implementação representou uma profunda reforma no ensino superior em Portugal. A adoção de um sistema de graus académicos baseado em três ciclos, que relativiza a importância das pós-graduações 1 , o
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Luis Junqueira   Novas formas de associativismo profissional na ciência em Portugal

Luis Junqueira Novas formas de associativismo profissional na ciência em Portugal

possibilidades de integração duradoura dos investigadores doutorados nas instituições públicas de investigação. Tanto o número de docentes de ensino superior como o de investigadores no sector do Estado mantêm-se relativamente estáveis desde os finais dos anos 90. No entanto, foram instituídos pela FCT novas formas de enquadramento da contratação de investigadores doutorados para as instituições de investigação científica. Em primeiro lugar através do estatuto de Laboratório Associado que prevê a possibilidade de as instituições contratarem investigadores doutorados em contractos que não ultrapassem os 5 anos de duração, ainda que com a possibilidade de renovação. O segundo mecanismo foi o lançamento dos dois concursos Ciência, em 2007 e 2008, que permitiram aos centros de investigação a contratação de um total de 1185 novos investigadores em contractos a prazo de 5 anos. Fica por saber se a política de contratação de investigadores nestas modalidades é apenas o resultado de um desajustamento entre a política de bolsas, cujo financiamento tem aumentado, e a política de contratações para o ensino superior, o principal empregador de doutorados em Portugal, ou se representa uma mudança na estrutura das carreiras científicas. A verdade é que estas dificuldades de acesso às posições de carácter permanente nas instituições científicas está em linha com a de outros sistemas científicos como o americano ou o canadiano referidos na bibliografia discutida, nos quais esta mudança se parece ter estabelecido como regular na organização do trabalho académico.
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Ciência, profissão e sociedade: associações científicas em Portugal

Ciência, profissão e sociedade: associações científicas em Portugal

O Airo é uma revista muito específica sobre ornitologia, está indexada e tem alguns artigos. O problema é que nós temos também o anuário, que su- postamente é mais dirigida para os bird watchers, pessoas que gostam de ver aves mais raras. Nós temos um comité que regista as aves mais raras que apa- recem em Portugal, e isto era mais ou menos o boletim oficial dele, mas depois os bird watchers mais amadores começam a enviar notas que já são mais artigos científicos, e acabamos por ter as coisas divididas em duas publicações, quando se calhar o futuro era juntá-las numa. De qualquer maneira, temos a única revista científica sobre ornitologia em Portugal. Suponho que há mais trabalho a fazer, tem poucos artigos, as pessoas já só querem publicar no es- trangeiro, o facto de indexarmos a revista ajudou, mas não ajudou tudo… [...] [o objetivo é] chegar a todos. A Pardela, é uma revista [...] [de] chamada pro- dução caseira, no nosso caso acho que de muito boa qualidade, tanto pelo conteúdo como pelo design que tem, e conseguimos chegar um bocadinho a todos, temos pequenas notícias que fazem um lamiré do que existe, não ape- nas atividades da SPEA [...] Conseguimos também ter um espaço para crian- ças, queremos que haja também a parte científica, mas também um bocadinho daquelas curiosidades das aves, que são curiosidades científicas mas que todas as pessoas acham piada, porque é que o melro tem o bico amarelo, por exem- plo. São pequenas curiosidades mas que realmente conseguimos do ponto de vista da ciência chegar a toda a gente de forma simples [entrevista SPEA]. As associações científicas produzem ainda outro tipo de publicações especializadas, de natureza não periódica, como atas de congressos e de outros eventos
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Arte, técnica e ciência náutica no Portugal moderno : contributos da "sabedoria dos descobrimentos" para a ciência europeia

Arte, técnica e ciência náutica no Portugal moderno : contributos da "sabedoria dos descobrimentos" para a ciência europeia

A área do saber que nos propomos discutir é tradicionalmente vista como um dos factores determinantes para a importância geo-política e estratégica assumida por Portugal no contexto europeu no decurso dos séculos XV e XVI. Referimo-nos ao que tradicionalmente se identifica como “ciência náutica”. O que aqui nos propomos abordar é a efectiva dimensão desta projecção e desses contributos científicos, e delimitar até que ponto se deverá falar em arte, técnica ou ciência náutica na prática de navegar portuguesa desse período. Em simultâneo, procurar-se-á contribuir para uma reflexão acerca da capacidade de cada um destes vectores para propiciar dinâmicas de desenvolvimento, sinónimo, no contexto coevo, de domínio. Domínio dos mares, domínio comercial, domínio e apropriação de espaços de circulação e de comunicação, através dos quais se processou a chamada “descompartimentação do universo”, criando-se e tomando- se conhecimento de uma realidade à escala do globo.
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Ritmos da informação/comunicação de ciência dos centros de investigação em Portugal

Ritmos da informação/comunicação de ciência dos centros de investigação em Portugal

Na expectativa de contribuir para uma reflexão sobre a disseminação do trabalho científico, este texto tenta responder a dois desafios: 1) recuperar algum do debate conceptual sobre o que significa informar/comunicar sobre ciência (Wolton, 2009; Carvalho & Cabecinhas, 2004), propondo a complementaridade entre os dois conceitos, em que o primeiro trata a publicação de conteúdos científicos e o segundo sugere uma vertente relacional entre investigadores e públicos (não) especializados; 2) analisar a informação e as ações de comunicação de ciência de centros de investigação em Portugal. Pretende-se caracterizar o posicionamento destes centros em ambientes online ( site , blogues, redes sociais, etc.), avaliando questões críticas como modos de atuação nestes contextos, conteúdos habitualmente publicados, ações de formação com grupos específicos, relação com os média, interação com repositórios institucionais.
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Objetos de ensino e o patrimônio cultural de ciência e tecnologia no Brasil e em Portugal: contribuições sobre levantamentos e inventários como instrumentos de preservação em escolas de ensino médio

Objetos de ensino e o patrimônio cultural de ciência e tecnologia no Brasil e em Portugal: contribuições sobre levantamentos e inventários como instrumentos de preservação em escolas de ensino médio

5. Observamos que a deno- minação ensino médio, no Brasil, é relativamente re- cente, tendo sucedido uma série de outras nomenclatu- ras relativas ao mesmo seg- mento do ensino, como segundo grau e curso cole- gial. Foi fixada pela Lei de Diretrizes e Bases da edu- cação Nacional (Brasil, 1996), sendo relativa ao estágio que se segue ao en- sino fundamental e anterior ao ensino superior, consti- tuindo, em muitos países, a etapa final da escolaridade obrigatória, em outras pala- vras, o ensino secundário, como é, hoje, denominado em Portugal. Assim, a exce- ção dos momentos em que for feita referência específi- ca à organização do ensino em Portugal, e tendo cons- ciência das complicações terminológicas da equipara- ção indistinta dos termos “educação secundária”, “en- sino secundário” e “ensino médio”, ainda mais se leva- das em conta suas especifi- cidades históricas (Cf. Pes- sanha; Brito, 2013), o termo “ensino médio” passará a ser aqui adotado com o úni- co propósito de padroniza- ção terminológica e facilita- ção do entendimento, uma vez que o artigo é escrito a partir de um ponto de vista brasileiro, em referência à organização atual do ensi- no.
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A Ciência da Informação em Portugal nas primeiras décadas do século XXI

A Ciência da Informação em Portugal nas primeiras décadas do século XXI

pressiva. O encerramento de tantos cursos em tantas universidades tem uma única razão, a ausência de corpo docente qualificado na área de especialidade que possa assegurar a sua lecionação. Esta exi- gência e esta necessidade de incorporação de corpo docente qualifi- cado e especializado é mais visível no 3º ciclo de estudos, razão pela qual, numa fase transitória, algumas universidades portuguesas re- correram a convénios com universidades estrangeiras para conferir este grau. Naturalmente que esta decisão não é sustentável, dado que o estímulo e a proximidade se traduzem por uma maior eficácia for- mativa e pela oportunidade de uma efetiva integração dos/as estu- dantes de doutoramento nas atividades dos centros de investigação portugueses. A este fenómeno não é alheia, também, a concessão de bolsa, tanto em Portugal, pela Fundação para a Ciência e a Tecnolo- gia (FCT), como no Brasil, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o que constitui uma forma basilar de financiamento da formação científica e de criação de uma comu- nidade científica mais robusta e internacionalizada. O significativo aumento do número de doutorados, mais acentuado na presente dé- cada, constitui, pois, sem qualquer dúvida, um sinal muito positivo para a CI em Portugal.
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Comunicação de ciência em Portugal: a perspetiva dos cidadãos. Recomendações para decisores e comunicadores em Portugal

Comunicação de ciência em Portugal: a perspetiva dos cidadãos. Recomendações para decisores e comunicadores em Portugal

frequentemente mencionado é a imprensa escrita, em particular jornais de qualidade e revistas de divulgação científica. Alguns participantes mencionaram também revistas científicas. O acesso aos canais académicos e em línguas estrangeiras (jornais, revistas, emissoras de televisão) é naturalmente mais comum entre os participantes com níveis de ensino superiores e com profissões científicas. Em termos de meios digitais, o Facebook é de longe o canal mais referido pelos cidadãos, seguido pelo YouTube e Instagram. Isto vai ao encontro das estatísticas sobre os utilizadores destas plataformas em Portugal, pelo que pode não ser específico da informação relacionada com a ciência. A preferência pelos meios digitais é também ligeiramente mais frequente nas gerações mais jovens, mas todos os participantes eram utilizadores da Internet. Um número significativo de participantes
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A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas

A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas

Fernanda Ribeiro - O modelo poliédrico foi um modelo mais teórico, no sentido de nós podermos ofertar em todos os ciclos de formação sempre mesmo modelo formativo, no sentido de que aquilo que é nuclear é a Ciência da Informação e depois tem áreas complementares da Gestão, da Tecnologia, da História, da Sociologia. Em Portugal, durante alguns anos, havia uma formação ao nível de escolas profissionais e do ensino secundário. Quando desenvolvemos esse modelo, tínhamos em vista que, no ensino secundário, a formação profissional também seguiuria, mais ou menos, a mesma concepção da formação universitária, até para que eles pudessem ter uma continuidade de estudos. O que acontece é que de fato, aqui em Portugal há cinco anos, o Ministério da Educação parou com essa formação no ensino secundário. Atualmente não existe. Assim, o nível mais baixo de formação é a graduação. A formação profissional está completamente parada, não há oferta de cursos. Na verdade, na prática nós não temos um modelo a funcionar em todos os níveis, porque o nível mais baixo não existe. Então, o modelo poliédrico começa na graduação, mestrado e depois o doutorado.
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A sociologia da ciência em Portugal: contributos para a sua análise

A sociologia da ciência em Portugal: contributos para a sua análise

António Firmino da Costa, Cristina Palma Conceição, Inês Pereira, Pedro Abrantes e Maria do Carmo Gomes publicaram, em 2005, um estudo muito relevante sobre uma outra modalidade de divulgação científica que teve desenvolvimento recente – em 1996 – em Portugal: o programa Ciência Viva, programa pioneiro na visibilidade da ciência junto do cidadão e pioneiro na forma como colocou a promoção da cultura científica na agenda pública e nas prioridades dos investigadores. Os autores partiram da hipótese de que com o Ciência Viva se assistiu à emergência de um movimento social focado na promoção da cultura científica. Como salientam: “O envolvimento alargado, o entusiasmo visível da partilha de uma causa (a da ‘cultura científica’, vivida como valor, importante em si mesmo, e como objectivo de mudança, prosseguido com deliberação), a disponibilidade para o voluntariado, os laços informais e o estabelecimento de redes de cooperação, o carácter não rotineiro das acções e dos contactos, os rituais do encontro, os símbolos identificadores e os sentimentos de identidade colectiva – tudo isto levava a colocar a hipótese do movimento social” (2005a: 3).
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Entre a teoria parasitária e a oncologia experimental: uma proposta de sistematização da ciência oncológica em Portugal, 1889-1945.

Entre a teoria parasitária e a oncologia experimental: uma proposta de sistematização da ciência oncológica em Portugal, 1889-1945.

Do ponto de vista da escrita da história da ciência, a abordagem da doença oncológica em Portugal é desafio que colide com a ausência de incursões historiográficas de grande fôlego nessa matéria. Ao contrário da multiplicidade e abundância de trabalhos já existentes para outras realidades, sobretudo europeias e americanas (Olson, 1989; Costa, 2011), a produção de discursos históricos sobre o câncer em Portugal ainda é escassa. Existem algumas abordagens de cariz institucional e biográfico redigidas por Botelho (2000; 1978), voltadas para a figura tutelar do médico Francisco Gentil e do estabelecimento que fundou: o Instituto Português de Oncologia (IPO). As demais dedicaram-se apenas à gênese dos centros regionais do IPO no Porto e em Coimbra (Pacheco, 2002; Portugal, 2003), e só muito recen- temente se deu início à realização de estudos mais abrangentes sobre a estruturação e normalização da oncologia enquanto área científica emergente no contexto da contem- poraneidade portuguesa (Costa, 2010a).
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A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas

A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas

Fernanda Ribeiro - O modelo poliédrico foi um modelo mais teórico, no sentido de nós podermos ofertar em todos os ciclos de formação sempre mesmo modelo formativo, no sentido de que aquilo que é nuclear é a Ciência da Informação e depois tem áreas complementares da Gestão, da Tecnologia, da História, da Sociologia. Em Portugal, durante alguns anos, havia uma formação ao nível de escolas profissionais e do ensino secundário. Quando desenvolvemos esse modelo, tínhamos em vista que, no ensino secundário, a formação profissional também seguiuria, mais ou menos, a mesma concepção da formação universitária, até para que eles pudessem ter uma continuidade de estudos. O que acontece é que de fato, aqui em Portugal há cinco anos, o Ministério da Educação parou com essa formação no ensino secundário. Atualmente não existe. Assim, o nível mais baixo de formação é a graduação. A formação profissional está completamente parada, não há oferta de cursos. Na verdade, na prática nós não temos um modelo a funcionar em todos os níveis, porque o nível mais baixo não existe. Então, o modelo poliédrico começa na graduação, mestrado e depois o doutorado.
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A comunidade dos sociólogos da ciência e tecnologia em Portugal

A comunidade dos sociólogos da ciência e tecnologia em Portugal

Atendendo à inexistência de associações interdisciplinas de estudos de ciência em Portugal e mesmo à ausência de Secções Temáticas de ciência noutras associações científicas (como a Associação Portuguesa de Antropologia), a ST CCT cumprirá presumivelmente uma função agregadora dos sociólogos (e mesmo outros cientistas sociais) a desenvolver investigação em temas de ciência e tecnologia. Como tal, a participação nos encontros científicos afigura-se-nos como um bom ponto de partida para caracterizar a comunidade de sociólogos da ciência e tecnologia em Portugal. Um primeiro dado a considerar é a dimensão desta comunidade. Com base na lista de primeiros autores das comunicações, constata-se que participaram nos sete encontros científicos da ST CCT 145 investigadores. Na grande maioria dos casos (70%), os investigadores participaram (como primeiros autores) num único encontro, o que pressupõe uma ligação a esta comunidade bastante ténue (o que não quer dizer que não tenham participado nos congressos da APS noutras secções temáticas). 20% dos primeiros autores participaram em apenas dois ou três encontros, o que também indicia uma ligação fraca ou pelo menos recente. Há, portanto, 10% de participantes que se podem considerar o “núcleo duro” da comunidade, com quatro ou mais participações. Há um único caso de uma investigadora que esteve presente nas sete reuniões científicas realizadas e três que apenas falharam um dos eventos.
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A Filosofia da Ciência em Portugal

A Filosofia da Ciência em Portugal

tratados, recorrendo-se muitas vezes a extractos de artigos e notícias publica- dos em jornais franceses – por exemplo, o matemático francês Paul Painlevé é o autor de um artigo sobre “Einstein” (D, 215). Também nesta mesma sec- ção e no mesmo número é publicada uma notícia sobre “O V Congresso Internacional para a Unidade da Ciência” que se realizou em Cambridge e o tema foi “A linguagem científica”. Nesta mesma secção são dadas notícias que envolvem a actividade científica portuguesa: Ruy Luís Gomes (1905- -1984) escreve sobre “A noção de tempo”, há uma recensão crítica à edição francesa da “Embriologia do Prof. Celestino da Costa” e um artigo sobre “Mark Athias” (D, 213, 215, 221); os dois últimos artigos não estão assina- dos, mas pelo seu teor, sobretudo pela atenção dada às ciências biomédicas, adivinha-se que Abel Salazar era a alma desta página. Também outros temas da cultura científica foram tratados, a saber: Bento de Jesus Caraça (1901- -1947) fez duas recensões críticas (“Homem esse desconhecido” de Alexis Carrell e “A evolução da Física” de Albert Einstein e Leopold Infeld), Manuel Valadares (1904-1982) escreveu dois artigos, “No centenário da morte de Ampere” e “Recordações do Laboratório Curie” (D, 109, 279), também António Aniceto Monteiro (1907-1980) assinou o texto intitulado “Etapas da investigação matemática em Portugal” (D, 302). Valadares e Monteiro, dois bolseiros chegados de Paris em meados dos anos trinta com
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Isabel Zilhão O papel da popularização da ciência na circulação do conhecimento em Portugal 77

Isabel Zilhão O papel da popularização da ciência na circulação do conhecimento em Portugal 77

exemplo, na publicação de tabelas sobre o número de acidentes em 1933 no primeiro relatório da Direcção dos Serviços de Viação e, de uma forma bastante mais sucinta, no Anuário Estatístico de Portugal a partir de 1935. Eram criadas novas formas de produção de conhecimento sobre a sinistralidade rodoviária e também novas formas de fiscalização. A DGSV previa em 1934 a criação de ferramentas que pudessem estudar os acidentes, nomeadamente na recolha e análise de dados. 37 No ano seguinte criava um “Boletim de Acidente de Trânsito” a
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Preparação de visitas de estudo pelos professores com recurso a websites de museus de ciência do Brasil, China e Portugal

Preparação de visitas de estudo pelos professores com recurso a websites de museus de ciência do Brasil, China e Portugal

A investigação aqui apresentada, enquadra-se no âmbito do paradigma interpretativo (Coutinho, 2014) tendo em vista que pretende estabelecer uma análise comparativa das informações e dos recursos pedagógicos oferecidos pelos MC em análise do Brasil, China e Portugal como forma de compreender como esses espaços podem auxiliar os professores aquando da planificação de VE. O estudo assume-se como um estudo multicasos (Yin, 2015) ou estudos de caso coletivos (Stake, 2012), visto que: propõe a análise de MC de três locais diferentes; cada país configura um caso compondo, portanto, uma conjunção de três casos; os critérios de inclusão dos MC de um caso aplicam-se, mesmo que adaptados, aos demais casos; e pretende-se estabelecer uma comparação entre os dados de cada um dos casos (Aguiar, 2013).
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Arqueologia e património subaquático: as relações entre ciência, estado e sociedade em Portugal

Arqueologia e património subaquático: as relações entre ciência, estado e sociedade em Portugal

In the decade of 1990, is published the Decree Nº 289/93, that fomented the commercial exploration for particular companies of the Archaeological Underwater Heritage Portuguese. This decree is revoked however, in 27 of June of 1997, the same year of the creation of the IPA (Portuguese Institute of Archaeology) and of the CNANS (National Center of Nautical and Underwater Archaeology). Having in consideration such questions, the objective of this work is to investigate the forms that Portuguese State has approached the question of the underwater cultural heritage, since the decade of 1990, and which are the consequences of these political action for the development of scientific underwater Archaeology, as well as analyzing not only the definition and importance the underwater cultural heritage for Portugal, in the period in question, but also the quantitative, qualitative development, theoretician and methodological of underwater Archaeology in this conjuncture.
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EXPERIÊNCIA PORTUGUESA A PARTIR DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA :: Brapci ::

EXPERIÊNCIA PORTUGUESA A PARTIR DA HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA :: Brapci ::

Ciência e a Tecnologia (FCT) no ano de 2003 2 . Ora, sendo o tema central da tese o Museu de História Natural da Ajuda, em tempo de Ciência e Iluminismo, trabalhando com modelos europeus, circulação de coleções entre espaços da Europa e o Brasil, ficou um marco de resultados concretos do campo de história da cultura científica das Luzes, com focus de Museologia. A partir do trabalho de doutoramento do João Brigola foi possível desenvolver um campo de trabalho no Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi) que ampliou e projetou esta matriz para outras áreas de investigação. Em síntese, fomos fazendo um benchmarking pedagógico-cientifico do qual resultou o fato de a Universidade de Évora ter o Doutoramento em História e Filosofia da Ciência com Especialidade em Museologia registrado e aprovado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) em Portugal, um programa diretamente associado à prática de investigação da unidade de investigação da FCT, o CEHFCi. Registre-se que nesta configuração é o único programa em Portugal que faz emergir de um lastro científico e epistemológico consagrado - História e Filosofia da Ciência - uma especialidade de doutoramento: Museologia. Este fato implica desde logo que esta área seja uma especialidade de doutoramento diretamente ligada a práticas de investigação relacionadas com museologia científica, museus e público entendimento da ciência, museus, cultura e patrimônio científico. As teses que neste momento estão em curso neste programa demonstram que esta aposta científica está a permitir obter resultados importantes na área da Museologia, enquanto área científica decorrente de uma preparação teórica e epistemológica consistente, crítica, interativa com a sociedade e os desafios globais do século XXI e das novas formas interdisciplinares e transdisciplinares de abordar e desenvolver História e Filosofia da Ciência, Tecnologia e Medicina, tal como se pode inferir pelo Comptes Rendus do 24º International Congress of History of Science, Technology and Medicine, realizado em Manchester, no Verão de 2013.
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Comportamentos de risco ao HIV em utilizadores de heroína em um distrito português: estudo qualitativo.

Comportamentos de risco ao HIV em utilizadores de heroína em um distrito português: estudo qualitativo.

HIV/síndrome da imunodefi ciência adquirida (acquired immu- nodefi ciency syndrome, AIDS) entre os dependentes de drogas e altos níveis de uso problemático de drogas, particularmente a heroína. Em Portugal, os sinais da modernidade avançada e do desenvolvimento econômico, social e cultural são similares a maioria dos países da Europa. Ao mesmo tempo, há indicadores comparando Portugal com outros países europeus de maneira desfavorável, inclusive em termos de nível educacional e taxa de alfabetização, índices de pobreza, e taxas de evasão escolar precoce e desaprovação 8 . A pesquisa sobre a relação entre ca-
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XVIII ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – ENANCIB 2017 GT-9 – Museu, Patrimônio e Informação PATRIMÔNIO CULTURAL LUSO-BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA: RESULTAD0S E PERSPECTIVAS Marcus Granato (Museu de Astronomia e Ciências Afins –

XVIII ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – ENANCIB 2017 GT-9 – Museu, Patrimônio e Informação PATRIMÔNIO CULTURAL LUSO-BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA: RESULTAD0S E PERSPECTIVAS Marcus Granato (Museu de Astronomia e Ciências Afins –

Abstract: This paper focuses on the results of a research still in progress related to the current reality of the sets of objects referring to the historical processes of scientific and technological development present in both Brazil and Portugal. These material evidences may constitute a part of the Science and Technology cultural heritage. Research nature was both qualitative and quantitative, characterized as descriptive-exploratory, and with a bibliographical component. After collected data treatment and analysis, it was sought to produce knowledge about the found sets, their location, preservation situation and institutional recognition. The survey has been delimited in relation to areas of knowledge and historical period of interest, focusing on the objects related to exact and earth sciences, as well as the different engineering specialties, being of relevance those objects produced up until the 1960s. In Brazil, from a universe of 1,500 institutions (Museums, Higher Education Institutions, Research Institutions and High Schools), 337 records referring to different sets of objects were produced, coming to a total of about 40,000 objects. Museums (49%) and higher education institutions (41%) were characterized as dominant locations of the sets of objects. In Portugal, out of a universe of more than 950 institutions, 91 records were produced up to the moment, coming to an estimated total of 43,000 objects, with a prevalence of museums (74%) ident ified. Both countries’ history is able to explain, at least partially, such numbers, and that includes, for instance, an explanation for the small presence, in Portugal, of sets of objects in higher education and research institutions, since these, with some notable exceptions with trajectories that can be retracted in time aside, were constituted beyond the research’s time-frame. In these notable cases, it is not unusual to find that at least part of the objects is already allocated in museums, underlining the centrality of museums in the safeguard of Science and Technology cultural heritage.
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