Código de Defesa do Consumidor - aplicação

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A aplicação do código de defesa do consumidor nos contratos de planos de saúde suplementar

A aplicação do código de defesa do consumidor nos contratos de planos de saúde suplementar

IMPOSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS RECURSAIS. MAJORAÇÃO. 1. Ação ajuizada em 14/01/2014. Recurso especial interposto em 02/06/2016 e concluso ao gabinete em 08/09/2016. Julgamento: CPC/15. 2. O propósito recursal é definir se é abusiva cláusula de contrato de plano de saúde que estabelece tabela de limite de reembolso de despesas médico-hospitalares, bem como se sua previsão na hipótese atende ao princípio da informação de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. 3. Entre as exigências mínimas de qualquer plano de saúde, o art. 12, VI, da Lei 9.656/98 estabelece que deve ser realizado pela operadora o reembolso, nos limites das obrigações contratuais, das despesas efetuadas pelo beneficiário com assistência à saúde, em casos de urgência ou emergência, quando não for possível a utilização dos serviços próprios, contratados, credenciados ou referenciados pelas operadoras, de acordo com a relação de preços de serviços médicos e hospitalares praticados pelo respectivo produto, pagáveis no prazo máximo de trinta dias após a entrega da documentação adequada. 4. Ante a aplicação subsidiária do CDC nos contratos dos planos de saúde (art. 35-G, da LPS), toda cláusula que impõe limitação ao beneficiário deve ser redigida com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão (art. 54, § 4º, do CDC). 5. O beneficiário de plano de saúde familiar com coparticipação, que escolhe hospital privado de referência em seu segmento, de outra capital e de alto custo para realização do diagnóstico e tratamento, ainda que emergencial, da sua doença, tem o respectivo ônus financeiro de custear com o pagamento das despesas decorrentes de sua opção. Nesses contornos, a operadora do plano de saúde contratado tem o dever de reembolsar os valores nos limites do que foi estabelecido contratualmente. 6. Na hipótese, primeiro e segundo graus de jurisdição foram uníssonos ao registrar que a cláusula que prevê o limite de reembolso de despesas médico-hospitalares é clara, precisa e de fácil compreensão. Rever essas conclusões, acerca da informação adequada do produto, demandaria o reexame de fatos e provas e a interpretação de cláusulas contratuais, circunstâncias vedadas em recurso especial ante o óbice das Súmulas 5 e 7, do STJ, aplicável às alíneas a e c do permissivo constitucional. 7. Recurso especial conhecido e não provido. (STJ - REsp 1679015 / MS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, 2016/0242123-3).
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VULNERABILIDADE DA PESSOA JURÍDICA NOS CONTRATOS DE ADESÃO E APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

VULNERABILIDADE DA PESSOA JURÍDICA NOS CONTRATOS DE ADESÃO E APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Alguns julgados seguem prestigiando o exame da vulnerabilidade para aplicação do art. 29, como por exemplo: REsp. 476.428, relatório Nancy Andrighi, julgado em 09 de maio de 2005. O tribunal reconheceu relação de consumo entre a pessoa jurídica hoteleira e turismo LTDA e a distribuidora de gás acusada de vender produto viciado. Equiparou a consumidor, pessoa jurídica vítima das práticas comerciais abusivas ou contrárias às políticas de consumo delineadas no código (art. 29). A rede de hotéis foi considerada vulnerável diante da fornecedora de gás, pois, a corte afirmou que a relação de consumo se caracteriza, não pela presença de pessoas jurídicas em seus pólos, mas sim pela presença de uma par- te vulnerável, de um lado (consumidor), e de um fornecedor, de outro. Mesmo nas relações entre pessoas jurídicas, se através da análise da hi- pótese concreta decorrer inegável vulnerabilidade entre pessoas jurídicas consumidoras e a fornecedora, deve-se aplicar o Código de Defesa do Consumidor na busca do equilíbrio entre as partes. Nesse caso específico foi evidenciada a vulnerabilidade da pessoa jurídica empresária diante da extrema necessidade que tem do bem (gás) para o exercício de sua ativida- de 18 . Cite-se outro julgado proferido em 13 de maio de 2004, TJRS AESS 70006840656, no qual se discutiu a validade de cláusula de eleição. Do voto da relatora Desembargadora Agathe Elsa Schmidt da Silva colhe-se:
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A responsabilidade civil do estado e a aplicação do código de Defesa do Consumidor aos serviços públicos

A responsabilidade civil do estado e a aplicação do código de Defesa do Consumidor aos serviços públicos

RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO DECORRENTE DA INEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. AFASTADA A OBRIGATORIEDADE DE O AUTOR ADOTAR GERADOR DE ENERGIA PRÓPRIO. DEVER DE INDENIZAR CONFIGURADO. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. 1. Inicialmente, importa referir que são aplicáveis às relações existentes entre as empresas concessionárias de serviços públicos e as pessoas físicas e jurídicas que se utilizam dos serviços como destinatárias finais do serviço as normas do Código de Defesa do Consumidor, dentre outras, quanto à responsabilidade independentemente de culpa (artigo 14) e quanto à essencialidade, adequação, eficiência e segurança do serviço (artigo 22). 2. Outrossim, ainda que a parte não se enquadre propriamente no conceito de destinatária final do produto ou do serviço, é possível a aplicação das disposições do Código de Defesa do Consumidor quando configurada situação de vulnerabilidade, como na hipótese do produtor rural frente à empresa pública fornecedora do serviço de energia elétrica. Trata-se da mitigação da teoria finalista do conceito de consumidor, aplicada pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 3. A responsabilidade das concessionárias de energia elétrica é objetiva, ou seja, independe de culpa, bastando a comprovação do prejuízo e do nexo de causalidade entre a ação administrativa e o dano. Inteligência do artigo 37, § 6°, da Constituição Federal, e dos artigos 14 e 22 do Código de Defesa do Consumidor. 4. No caso, a interrupção do fornecimento de energia elétrica nas datas e horários indicados pela parte autora restou incontroversa. 5. Não há falar em obrigatoriedade do requerente em utilizar-se de geradores próprios de energia, uma vez que é responsabilidade da concessionária fornecer serviço de qualidade e ininterrupto. 6. Comprovada a falha na prestação do serviço e o dano, evidenciando os pressupostos legais que embasam a reparação pretendida. 7. Danos materiais comprovados e quantificados. Demonstrada a redução da qualidade do fumo, por meio de laudo técnico trazido pela parte autora e firmado por engenheiro agrônomo devidamente registrado no CREA, bem como pela perícia judicial realizada nos autos. 8. Em face do provimento do recurso do autor, vencida a ré na totalidade, esta deve arcar com o ônus da sucumbência, fixado de acordo com o disposto no §2º do artigo 85 do CPC. APELAÇÃO PROVIDA.(Apelação Cível, Nº 70082782731, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Lusmary Fatima Turelly da Silva, Julgado em: 27- 11-2019) (RIO GRANDE DO SUL, 2019, grifo nosso).
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Análise da possibilidade de aplicação dos artigos 157 e 478 do Código Civil e das Normas do Código de Defesa do Consumidor aos contratos interempresariais

Análise da possibilidade de aplicação dos artigos 157 e 478 do Código Civil e das Normas do Código de Defesa do Consumidor aos contratos interempresariais

das normas do Código de Defesa do Consumidor aos contratos interempresariais. MÉTODO: Para o seu desenvolvimento utilizou-se uma abordagem qualitativa com foco no caráter objetivo da questão em análise com nível de pesquisa exploratória. Quanto à coleta de dados, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental visando identificar e classificar os contratos interempresariais, e delimitar os seus princípios. RESULTADOS: Pode-se verificar que o estudo alcançou seu objetivo, uma vez que mostrou que o contrato firmado entre empresas pode ser resolvido pelo juízo mediante a aplicação do instituto da onerosidade excessiva, com base na teoria da imprevisão, predominante, conforme disposição do Código Civil (art. 478); entretanto não há possibilidade de se admitir o instituto da lesão, previsto também no Código Civil (ar. 157), a esses tipos de contratos, uma vez que o profissionalismo com que os empresários devem exercer sua atividade, não dá lugar para se alegar a inexperiência. Já, em relação à aplicação das normas do CDC, há divergência na doutrina e na jurisprudência. CONCLUSÃO: Ao final, confirma-se a hipótese desse trabalho, pela qual: há divergências doutrinárias e jurisprudenciais acerca da aplicação dos artigos 157 e 478 do Código Civil e das normas do Código de Defesa do Consumidor ao contrato firmado entre empresas.
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A responsabilidade civil do estado e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor na prestação de serviços públicos

A responsabilidade civil do estado e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor na prestação de serviços públicos

O Min. José Dias Toffoli, relator do processo, acolheu, em 01/07/2013, parcialmente os pedidos formulados na inicial da ora ADO n. 24 do Supremo Tribunal Federal, para fixar o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a edição da lei em questão, com fundamento no art. 27 da EC n. 19/98. No entanto não deferiu a liminar, na parte em que se requer a aplicação subsidiária e provisória do Código de Defesa do Consumidor, deixando-o para uma análise mais aprofundada por parte da Suprema Corte, e após colhidas as manifestações do Advogado-Geral da União e pelo Procurador-Geral da República, para aprofundamento do tema. O processo continua no STF, havendo diversas manifestações e recursos em partes favoráveis, em outras contrárias, servindo de instrução para o julgamento definitivo.
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Serviços Bancários e Código de Defesa do Consumidor: Aplicação e Questões Controversas

Serviços Bancários e Código de Defesa do Consumidor: Aplicação e Questões Controversas

“O aspecto central da problemática da consideração das atividades ban- cárias como sendo relações jurídicas de consumo reside na finalidade dos contratos realizados com os Bancos. Havendo a outorga de dinheiro ou do crédito para que o devedor o utilize como destinatário final, há a re- lação de consumo que enseja a aplicação dos dispositivos do CDC. [...] Como as regras normais de experiência nos dão conta de que a pessoa física que empresta dinheiro ou toma crédito de Banco, o faz para sua utilização pessoal, como destinatário final, existe aqui presunção hominis, juris tantum, de que se trata de relação de consumo [...]” 10
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Aplicação do Código de Defesa do Consumidor às operações de compra e venda de insumos agrícolas

Aplicação do Código de Defesa do Consumidor às operações de compra e venda de insumos agrícolas

Com efeito, após as análises jurisprudenciais, constata- se que o posicionamento atual é baseado única e exclusivamente no raciocínio dedutivo. Os julgadores optaram pela simplicidade lógica quando definiram pela não aplicação do conceito de consumidor ao agricultor que adquire insumos agrícolas. Esquecem que a atividade agrícola é influenciada por fatores externos naturais (chuva, sol, vento, frio, calor) e comerciais (oferta/demanda, preço do dólar), os quais não podem ser medidos e mensurados com precisão ou através de fórmulas matemáticas. Assim, diante de tantos fatores influenciadores da atividade agrícola, não há como desconsiderar os elementos do caso concreto e adotar única e exclusivamente um raciocínio matemático- dedutivo, cuja simplicidade o torna excludente de direitos. Certo é que para o agricultor pouco importa a forma de interpretar ou o tipo do raciocínio adotado; ele sempre enxerga sua situação a partir do fato concreto, da realidade vivida, para depois levar em conta os fatores externos. Ademais, o julgador se esquece de considerar que o agricultor se vê e se comporta como consumidor final e que as revendas de insumos dispensam ao agricultor tratamento de consumidor final. De fato, em nenhum momento o julgador avalia o animus do agricultor no desenvolvimento da atividade agrícola.
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O CONTRATO DE FRANQUIA E A APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O CONTRATO DE FRANQUIA E A APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL DE FRANQUEADORA EM FACE DE CONSUMIDOR. A franqueadora pode ser solidariamente responsabilizada por eventuais danos causados a consumidor por franqueada. No contrato de franquia empresarial, estabelece- se um vínculo associativo entre sociedades empresárias distintas, o qual, conforme a doutrina, caracteriza-se pelo “uso necessário de bens intelectuais do franqueador (franchisor) e a participação no aviamento do franqueado (franchise)”. Dessa forma, verifica-se, novamente com base na doutrina, que o contrato de franquia tem relevância apenas na estrita esfera das empresas contratantes, traduzindo uma clássica obrigação contratual inter partes. Ademais, o STJ já decidiu por afastar a incidência do CDC para a disciplina da relação contratual entre franqueador e franqueado (AgRg no REsp 1.193.293-SP, Terceira Turma, DJe 11/12/2012; e AgRg no REsp 1.336.491- SP, Quarta Turma, DJe 13/12/2012). Aos olhos do consumidor, entretanto, trata-se de mera intermediação ou revenda de bens ou serviços do franqueador, que é fornecedor no mercado de consumo, ainda que de bens imateriais. Aliás, essa arquitetura comercial – na qual o consumidor tem acesso a produtos vinculados a uma empresa terceira, estranha à relação contratual diretamente estabelecida entre consumidor e vendedor – não é novidade no cenário consumerista e, além disso, não ocorre apenas nos contratos de franquia. Desse modo, extraindo-se dos arts. 14 e 18 do CDC a responsabilização solidária por eventuais defeitos ou vícios de todos que participem da introdução do produto ou serviço no mercado (REsp 1.058.221-PR, Terceira Turma, DJe 14/10/2011; e REsp 1.309.981-SP, Quarta Turma, DJe 17/12/2013) – inclusive daqueles que organizem a cadeia de fornecimento -, as franqueadoras atraem para si responsabilidade solidária pelos danos decorrentes da inadequação dos serviços prestados em razão da franquia, tendo em vista que cabe a elas a organização da cadeia de franqueados do serviço. REsp 1.426.578-SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 23/6/2015, DJe 22/9/2015.
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Aspectos legais da aplicação do código de defesa do consumidor nas estratégias de marketing

Aspectos legais da aplicação do código de defesa do consumidor nas estratégias de marketing

Em qualquer desses casos, vincula-se o fornecedor aos termos da oferta, a qual "integra o contrato que vier a ser celebrado" (art. 30, in fine), de tal sorte que a eventual desconformidade entre ela e o serviço efetivamente prestado (consideradas as reais características do estabelecimento de ensino ou do professor) configurará vício da prestação (art. 20), abrindo-se ao consumidor a possibilidade de pleitear seja a rescisão do contrato e a restituição do que pagou, seja (se lhes interessar, ainda assim, a prestação, a despeito da divergência entre os termos da oferta e a realidade) o abatimento proporcional do preço (art. 20, n° II e III). É o que acontecerá, por exemplo, se o colégio não apresentar as características anunciadas na mensagem publicitária, ou se o professor, que se intitulava estrangeiro, for nacional, ou desprovido da titulação acadêmica de que se dizia portador.
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Dos contratos empresariais: análise jurídica acerca da aplicação do Código de Defesa do Consumidor.

Dos contratos empresariais: análise jurídica acerca da aplicação do Código de Defesa do Consumidor.

No contexto economico e social de um pais, a empresa possui importancia imensuravel. Todo o desenvolvimento economico de uma sociedade esta diretamente ligada a seu potencial industria[r]

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A inversão do ônus da prova do código de defesa do consumidor e sua aplicação nas ações revisionais dos contratos bancários.

A inversão do ônus da prova do código de defesa do consumidor e sua aplicação nas ações revisionais dos contratos bancários.

O criterio do juiz para avaliar a semelhanga com a verdade da alegagao do consumidor e a hipossuficiencia nao se trata de uma norma de conceito vago, mas de norma de conceito discricio[r]

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Aplicação do código de defesa do consumidor  às instituições bancárias brasileiras

Aplicação do código de defesa do consumidor às instituições bancárias brasileiras

2 É no sentido de otimização do processo produtivo que o consumidor é importante para a teoria clássica. Segundo HUNT & SHERMAN “Os indivíduos desprovidos de capital estão sempre procurando o emprego que lhes ofereça o maior retorno monetário possível pelo seu trabalho. Se ambos, capitalistas e trabalhadores, ficassem entregues à própria sorte, o interesse próprio os levaria a empregar o seu capital ou o seu trabalho onde este fosse mais produtivo. O interesse pelo lucro faria com que a escolha recaísse naturalmente sobre a produção de um bem que corresponderia à necessidade das pessoas e que elas estariam dispostas a adquirir. Os produtores dos mais variados bens devem concorrer no mercado e disputar os dólares dos consumidores. O produtor que oferecer o produto de melhor qualidade atrairá mais consumidores” HUNT, E. K. & SHERMAN, Howard J.
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Aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos bancários.

Aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos bancários.

A investigagao norteou-se pelos seguintes objetivos: analise, sobre o a evolugao historica do Direito do Consumidor, mostrando seu surgimento no direito patrio, apresentando sua fundam[r]

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Da aplicação do código de defesa do consumidor aos contratos de seguro e a quebra...

Da aplicação do código de defesa do consumidor aos contratos de seguro e a quebra...

interpretado em coerência com a Constituição. Para tanto se impõe sejam excluídos da abrangência por seus efeitos determinação do custo das operações ativas e da remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras na exploração da intermediação de dinheiro na economia. A respeito dessa matéria deve dispor o Poder Executivo, a quem incumbe fiscalizar as operações de natureza financeira, o que envolve a fixação da taxa base de juros praticável no mercado financeiro. A fixação dessa taxa não pode ser operada senão desde a perspectiva macroeconômica. Basta a menção, por exemplo, ao poder de multiplicação de moeda circulante em moeda escritural, que os bancos exercem de modo a receber a título de juros, pelo mesmo dinheiro materialmente considerado.”. Porém, autorização e funcionamento de estabelecimento de seguro e resseguro não envolve as relações jurídicas que as seguradoras e resseguradoras celebram com pessoas físicas e/ou jurídicas no mercado negocial. Em suma, a regulação da atividade das seguradoras com o Poder Público (autorização e funcionamento), deve ser feita por lei complementar (Constituição Federal, artigo 192, caput, incisos I e II); já a regulação das atividades negociais das seguradoras com o mercado em geral (consumidores, pessoas físicas e jurídicas), deve ser feita com base na legislação ordinária, incluídos aqui o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor.
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A Aplicação do Código de Defesa do Consumidor às Relações Locatícias Urbanas

A Aplicação do Código de Defesa do Consumidor às Relações Locatícias Urbanas

PARA DESOCUPAÇÃO – DESPEJO - Cuida a hipótese de Ação de Despejo, objetivando a rescisão da locação residencial de imóvel rural. - Cláusula oitava que determina ser o imóvel destinado a uso residencial. - Aplicação da Lei 8.245/91, por tratar-se de locação residencial, aplicando-se o Código Civil, subsidiariamente. - Estatuto da Terra que se aplica à imóveis ru- rais, mas quando destinados a atividades agropecuárias, o que não é o caso. - Notificação para desocupação não atendida. - Decretada a rescisão contratual e consequentemente o despejo. - Desocupação do imóvel que deve ser feita no prazo de 06 (seis) meses, de acordo com o Có- digo Civil de 1916. - Sentença parcialmente reformada, tão somente para conceder o prazo de 06 meses para desocupação voluntária.Recurso parcialmente provido. TJRJ. Processo: APL 200900147605 RJ 2009.001.47605 Relator(a): DES. CAETANO FONSECA COSTA. Julga- mento: 04/11/2009, Órgão Julgador: SETIMA CAMARA CIVEL Publicação: 13/11/2009.
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O código de defesa do consumidor e sua aplicação às relações entre bancos e clientes.

O código de defesa do consumidor e sua aplicação às relações entre bancos e clientes.

Comercial, tambem a Lei 4595-64, que se refere as Instituicoes Financeiras, diz que todo banco privado sera criado conforme uma sociedade anonima ( art. O problema maior que gira em tor[r]

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O DISCURSO PRINCIPIOLÓGICO DO CÓDIGO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O DISCURSO PRINCIPIOLÓGICO DO CÓDIGO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Não é outro o magistério de Luiz Rizzatto Nunes (2002, p. 19), para quem os princípios são, dentre as formulações deônticas de todo o sistema ético- -jurídico, os mais importantes a serem considerados, não só pelo aplicador do di- reito mas por todos aqueles que, de alguma forma, ao sistema jurídico se dirijam. E essa influência tem uma eficácia efetiva, real e concreta. Não faz parte apenas do plano abstrato do sistema. É de ser levada em conta na determinação do senti- do de qualquer norma, como exigência de influência plena e direta. Vale dizer: o princípio, em qualquer caso concreto de aplicação das normas jurídicas, da mais simples à mais complexa, desce das altas esferas do sistema ético-jurídico em que se encontra para imediata e concretamente ser implementado no caso real que se está a analisar.
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Vulnerabilidade e Hipossuficiência na sistemática do Código de Defesa do Consumidor

Vulnerabilidade e Hipossuficiência na sistemática do Código de Defesa do Consumidor

Não há questionamento sobre a competência do Estado em proteger o consumidor, que se mostra indiscutivelmente desigual à outra parte contratante, como fornecedores e produtores. Porém, a nomencla- tura utilizada pelo Código de Defesa do Consumidor quanto a diferentes fragilidades é confundida. O significado dos termos “vulnerabilidade” e “hipossuficiência” muitas vezes são distorcidos e o objetivo deste texto é traçar suas diferenças, utilizando a jurisprudência para exemplificar a apli- cação destes conceitos diante de casos concretos. Os termos, importados de outros ramos do direito, confundem doutrinadores e magistrados que mesclam os significados das palavras empregadas pelo legislador da Lei 8.078/90, gerando conseqüências nem sempre pretendidas, dificultando a aplicação da justiça. A própria disposição do texto da Lei permite a ad- missão de que todo consumidor é vulnerável, mas nem todo consumidor é hipossuficiente (ou que todo consumidor hipossuficiente é vulnerável, mas nem todo consumidor vulnerável é hipossuficiente, por serem concei- tos distintos), isso porque, a vulnerabilidade é tratada no Capítulo II da Lei Consumerista, “Da Política Nacional de Relações de Consumo”, onde nos é exposta a posição brasileira nos assuntos consumeristas, que pressupõe que todos os consumidores são vulneráveis. Para o Brasil, a vulnerabilida- de é inerente ao consumidor, é um estado do sujeito mais fraco perante uma situação específica, um sinal de necessidade de proteção 4 que torna o indivíduo tutelado pelo Código de Defesa do Consumidor. Para Cláudia Lima Marques a “vulnerabilidade é uma situação permanente ou provisó- ria, individual ou coletiva, que fragiliza, enfraquece o sujeito de direitos, desequilibrando a relação de consumo” 5 . É, portanto, a vulnerabilidade uma condição desse sujeito mais fraco diante deste contrato (consumidor) que necessita de proteção, sendo utilizada para determinação da aplicação do Código de Defesa do Consumidor em uma situação concreta (princi- palmente, nas situações de equiparação). A hipossuficiência também re- presenta uma fraqueza deste indivíduo em relação ao contrato firmado, porém, ao contrário da vulnerabilidade, nem todos consumidores a apre- sentam, tanto que sua consideração e seus benefícios dependem da análise e fundamentação do juiz. Essa fragilidade do hipossuficiente é probatória e sua investigação ocorre no processo, inexistindo procedimento certo que demonstre ao magistrado essa condição, valendo apenas para o fim de
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Revisão dos contratos no Código de Defesa do Consumidor

Revisão dos contratos no Código de Defesa do Consumidor

É necessário considerar que, para que uma regulamentação atenda ao seu objetivo, não basta que seja severa: é necessário que seja aplicada. E a única chance para que uma legislação imperativa em matéria contratual seja efetivamente aplicada e as infrações coibidas reside na sua denúncia pelas próprias partes. Quando a invalidade visa somente a proteger os interesses particulares de uma das partes, a sua aplicação a todo o contrato poderá desencorajá-la a exercer seu direito potestativo de anulação. Para que seja exercido, é preciso que o interessado nele encontre algum interesse. Enquanto a perspectiva de uma invalidade total suprime precisamente este interesse, a invalidade apenas da cláusula ilícita ou a redução do preço abusivo suscitará largamente a sua ação se souber com certeza que a isto se limitará. É por meio dessa conjunção entre o interesse da lei e o do contratante lesado, e apenas desta maneira, que se poderá assegurar a eficácia das normas protetivas. 67
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A vítima da relação de consumo no código de defesa do consumidor

A vítima da relação de consumo no código de defesa do consumidor

Afirma a referida jurista que não somente os moradores dos prédios que desabaram foram vítimas da relação de consumo. Além deles, equiparados à condição de consumidor, pela aplicação do artigo 17 do Código de Defesa do Consumidor, os funcionários e visitantes também seriam vítimas da relação de consumo, como também os moradores do Edifício Cinelândia, pois teve que ser interditado pelo fato de estar muito próximo do Edifício Enseada de Serrambi. Também no caso do Circo Vostok, não seriam vítimas somente os pais da criança que foi morta pelos leões, mas também todos aqueles que presenciaram a macabra cena ou os que estavam no próprio shopping e que entraram em pânico ao serem avisadas que um leão estava solto (GRINBERG, 2000, p. 147).
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