Compensação ambiental

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O INSTRUMENTO DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL E NO ESTADO DE MINAS GERAIS.

O INSTRUMENTO DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL E NO ESTADO DE MINAS GERAIS.

Com nova redação, o art. 31 do Decreto no 4.340/2002, agora como Decreto 6.848/09, determina que para o cálculo do grau de impacto ambiental será levado em consideração o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), no que se cita aos impactos negativos para o meio ambiente. Para o cálculo, o impacto causado será levado em consideração apenas uma vez e deverá conter os indicadores do impacto gerado pelo empreendimento e das características do ambiente a ser impactado, não sendo incluídos no cálculo os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos. A compensação ambiental poderá incidir sobre cada trecho em que a licença for emitida. Este tipo de modelagem é muito útil porque emite uma certa quantificação de processos e resultados que de outra forma ficariam muito subjetivos e indeterminados.
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DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA COMPENSAÇÃO AMBIENTAL PARA A CRIAÇÃO E MANUTENÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA COMPENSAÇÃO AMBIENTAL PARA A CRIAÇÃO E MANUTENÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Esta autonomia financeira das unidades de conservação é relativa e limitada aos gestores por regras e critérios específicos que delimitam o universo de insumos elegíveis e com mecanismos de controle bem definidos, mediante conferência das despesas nas prestações de contas mensais através da Gerência das Unidades de Conservação de Proteção Integral – GEPRO, Serviço de Controle da Compensação ambiental - SECCA e pelo FUNBIO (Informação verbal, OA5). A remuneração deste cartão se dá através de recursos provenientes da carteira de aplicação financeira dos recursos da CA. Para UC4, que atua na última etapa do sistema de compensação utilizando o recurso para manutenção das unidades sob sua coordenação, não existe outra fonte de recurso fora os desta rubrica. O estado arca com as despesas de funcionários, mas como as unidades estaduais não geram renda, se mantém apenas com os investimentos feitos pelo FUNBIO. Assim como mencionado por OA5, UC4 afirma que é relevante pesquisar mecanismos que busquem a auto sustentabilidade das unidades de conservação. CR1 não soube opinar sobre as outras fontes de recursos para manutenção das UC, se restringindo apenas a afirmar que a compensação é fundamental para estas atividades. O consultor entrevistado relatou no entanto que, em alguns processos de licenciamento acompanhados por sua empresa, percebeu-se a aprovação de condicionantes que determinavam o investimento do empreendedor no aparelhamento de UC, ainda que estas não fossem diretamente afetadas por seu empreendimento. Mesmo com o cumprimento da condicionante da compensação financeira, ou seja, o repasse de até 0,5% do valor de referência do empreendimento para manutenção das unidades, alguns empreendimentos foram condicionados a arcar por exemplo com a instalação de sinalizações nas áreas de entorno de um Parque Estadual, ou com a elaboração de plano de manejo de outra unidade.
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Avaliação da eficácia da compensação ambiental de empreendimentos rodoviários federais

Avaliação da eficácia da compensação ambiental de empreendimentos rodoviários federais

 Buscar formas alternativas de compensação, como a compensação ecológica, permitindo efetividade do viés econômico do instrumento, que hoje se comporta como instrumento financeiro. Tal modelo, utilizado em diversos países desenvolvidos, é caracterizado pelos seguintes princípios: equivalência entre o habitat afetado e o tipo de compensação, proporcionalidade entre o dano e a compensação exigida, a qual deve ser, no mínimo, equivalente e se possível superior a este, preferência por medidas compensatórias que representem a reposição ou a substituição das funções ou componentes ambientais afetados e por medidas que possam ser implementadas em áreas contíguas à afetada, ou pelo menos, na mesma bacia hidrográfica. Alinhado à consideração de Sánchez (2013) ao estabelecer um contraponto do conceito ao cenário brasileiro, verifica-se que aqui se tem uma modalidade diferente de compensação, ou seja, a ambiental, a qual se efetiva em benefício de uma unidade de conservação, independentemente do recurso ambiental afetado, não apresentando conexão funcional entre o impacto a ser causado e o resultado esperado da compensação. Logo, inexiste um mecanismo de reposição, substituição ou mesmo de indenização de funções ou componentes ambientais perdidos;  A utilização de bancos de compensação ambiental, como ocorre nos
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FERNANDO ALBERTO BILÓIA DA SILVA PARTICIPAÇÃO SOCIAL E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL NO PARÁ: análise da Câmara de Compensação Ambiental e dos Conselhos Gestores do Parque Estadual do Utinga e da Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu

FERNANDO ALBERTO BILÓIA DA SILVA PARTICIPAÇÃO SOCIAL E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL NO PARÁ: análise da Câmara de Compensação Ambiental e dos Conselhos Gestores do Parque Estadual do Utinga e da Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu

A partir da Constituição Federal de 1988, ocorre a institucionalização dos mecanismos jurídicos que asseguram ao cidadão e a coletividade sua participação nas políticas estatais. A participação também encontra guarida como princípio norteador do Direito Ambiental e da própria democracia. A perspectiva da Participação Social é compreendida como instrumento da governança que busca desenvolvimento compartilhado nos processos democráticos entre governo e setores populares no âmbito das políticas públicas. No ano de 2000, a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) instituiu a Compensação Ambiental como recurso financeiro para apoiar a criação e melhoria da qualidade das Unidades de Conservação (UC) na fase do Licenciamento Ambiental, em sintonia com o Princípio do Poluidor-Pagador. No Estado do Pará, em 2007, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA/PA) cria a Câmara de Compensação Ambiental do Estado do Pará (CCA/PA), de caráter deliberativo, com objetivo de analisar, gerir e propor a aplicação dos recursos financeiros da Compensação Ambiental. A presente pesquisa tem como objetivo analisar a Participação Social na construção, implementação e acompanhamento da política de Compensação Ambiental que trata a Lei do SNUC na política estadual. A metodologia se baseou em estudo exploratório, análise documental e entrevistas com gestores ambientais, representantes da CCP/PA e membros dos Conselhos Gestores de Unidades de Conservação do Parque Estadual do Utinga (PEUt) e da Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu (APA Combu), incluindo representantes da comunidade local e do entorno desses espaços protegidos. Os colegiados do PEUt e a APA Combu possuem atuação paritária em número de representantes do Poder Público e da sociedade civil organizada, sendo contemplados com recursos da Compensação Ambiental, em que se busca analisar os processos de planejamento e tomada de decisão sobre a gestão dos recursos da Compensação Ambiental no cenário estadual.
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A EFETIVIDADE DA COMPENSAÇÃO AMBIENTAL COMO CONDICIONANTE NO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL  Monike Valent Silva Borges, ônica Maria Ramos do Nascimento França

A EFETIVIDADE DA COMPENSAÇÃO AMBIENTAL COMO CONDICIONANTE NO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL Monike Valent Silva Borges, ônica Maria Ramos do Nascimento França

A maioria das cobranças que deveriam partir do órgão ambiental competente (e que não o são por inoperância) acaba sendo objetos posteriores de Termos de Ajustamento de Condutas – TAC’s, firmados pelo Ministério Público. Acerca de investigações do MPMG, que datam do ano de 2013, existem mais de 69 milhões de reais pendentes de pagamento por empreendimentos só em Minas Gerais. E ainda, naquele ano, existiam 531 processos de compensação ambiental envolvendo grandes empreendimentos, sendo que os mais antigos, com trâmite iniciado em 2004, estão aguardando “emissão de ofício solicitando informações para instrução”. Para o MPMG, existe flagrante leniência da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no trato da instrução dos processos de compensação ambiental e arrecadação dos valores apurados, o que priva o erário ambiental do recolhimento de centenas de milhões de reais que deveriam ser destinados à implantação e gestão das unidades de conservação existentes no território mineiro, mormente para a sua regularização fundiária 2 .
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Compensação ambiental de canteiros de obras em ambientes urbanos: um foco no meio...

Compensação ambiental de canteiros de obras em ambientes urbanos: um foco no meio...

O alcance do desenvolvimento sustentável, envolvendo as dimensões ambiental, social e econômica, é um desafio reconhecido mundialmente, sendo a construção sustentável uma condição essencial para o seu cumprimento. Dessa forma, uma importante ação é a diminuição dos impactos ambientais da construção civil, com a implantação de políticas voltadas à redução na sua própria geração. Observa-se, porém, que nem sempre os impactos podem ser reduzidos na origem. Sugere-se, assim, a adoção de medidas compensatórias que contrabalanceiem os prejuízos gerados, de modo a reestabelecer as condições ambientais existentes antes dos impactos. O objetivo desta pesquisa, portanto, é a elaboração de uma proposta para a compensação dos impactos ambientais de canteiros de obras de edifícios em áreas urbanas, observando o meio antrópico. O estudo é conduzido em duas etapas: embasamento teórico, que envolve revisão bibliográfica nacional e internacional; e elaboração da proposta para a compensação ambiental. Esta tese apresenta um método de cálculo composto por quatro indicadores: ruídos, emissão de material particulado, danos a bens edificados e ocupação da via pública. Esses, por meio da adoção de Fatores de Ponderação, têm sua relevância graduada de acordo com o meio ambiente em que o canteiro está inserido. Tais fatores são calculados com o auxílio de questionários formulados para identificar as necessidades locais e aplicados à vizinhança da obra. Por fim, o cálculo resulta em um valor que, variando de 0 a 10, determina o grau de compensação necessário para cada obra. Discute-se, então, as maneiras de transformar o valor calculado em uma compensação efetiva, assim como formas de realizar a fiscalização de sua implantação.
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Compensação ambiental: uma alternativa para viabilização de espaços livres públicos...

Compensação ambiental: uma alternativa para viabilização de espaços livres públicos...

O pouco contato estabelecido pelos técnicos representantes do Poder Público com as obras compensatórias também dá margem a diversos equívocos. Gobbi cita o caso de uma compensação ambiental realizada no bairro paulistano de Santa Cruz. A obra envolveu o transplante de algumas mudas autorizadas pelo DEPAVE. Em determinado momento da obra as mudas para transplante foram armazenadas em local não previsto. Ao realizar vistoria e não encontrar as mudas para transplante, o funcionário do DEPAVE aplicou multa ao empreendedor. A introdução da exigência de relatórios fotográicos para acompanhamento da manutenção das mudas, estabelecida pela SVMA a partir do TCA do Hospital Alemão Osvaldo Cruz, constitui uma alternativa para amenizar o problema. O transplante de mudas como forma de compensação, antes priorizado, passa a ser encarado com cautela pela SVMA. Embora não se tenha fornecido dados numéricos a respeito, a direção do DEPAVE considera baixa a porcentagem de árvores que sobrevivem aos transplantes. Além de delicado, o transplante costuma envolver mobilização de equipamentos que representam grandes custos para os envolvidos e sobrecarga de trabalho
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A compensação ambiental prevista pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC): a ADI nº 3.378 e o decreto nº 6.848/09.

A compensação ambiental prevista pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC): a ADI nº 3.378 e o decreto nº 6.848/09.

O TRABALHO TRAÇA A TRAJETÓRIA DA compensação ambienTal INSTITUÍDA PELA L EI DO S ISTEMA N ACIONAL DE U NIDADES DE C ONSERVAÇÃO (SNUC), DA SUA CRIAÇÃO , PASSANDO PELO JULGAMENTO DO S UPREMO T RIBUNAL F EDERAL NA ADI N º 3.378/DF ( QUE A JULGOU PARCIALMENTE INCONSTITUCIONAL , COM REDUÇÃO DE TEXTO ), ATÉ A ÚLTIMA REGULAMENTAÇÃO DA MATÉRIA PELO P ODER E XECUTIVO (D ECRETO N º 6.848, DE 2009), PRETENSAMENTE EM CONSONÂNCIA COM A DECISÃO DA C ORTE . D A ANÁLISE DESTE D ECRETO , DEPREENDE - SE QUE FORAM PREVISTOS CRITÉRIOS PARA O CÁLCULO DA COMPENSAÇÃO AMBIENTAL OS QUAIS , NA VERDADE , RETOMAM A NOÇÃO DE PERCENTUAL E VÍNCULO AO CUSTO DO EMPREENDIMENTO IMPACTANTE , EM AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA PELO STF, CONFIGURANDO VIOLAÇÃO À S EPARAÇÃO DE P ODERES . P OR OUTRO LADO , A NOVA REDAÇÃO DO ART . 31 DO REGULAMENTO ANTERIOR , INTRODUZIDA PELO D ECRETO CITADO , PREVÊ A COMPETÊNCIA DO IBAMA, ÓRGÃO FEDERAL DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL , PARA A FIXAÇÃO DO VALOR DA COMPENSAÇÃO , DAÍ SE DEDUZINDO QUE APENAS AOS EMPREENDIMENTOS SUJEITOS A LICENCIAMENTO PELO IBAMA, NO EXERCÍCIO DE COMPETÊNCIA FEDERAL EXCLUSIVA , PODERÁ SER APLICADA A COMPENSAÇÃO AMBIENTAL . E M SÍNTESE , ESTE ENSAIO ANALISA AS INOVAÇÕES TRAZIDAS PELO D ECRETO N º 6.848/09, ASSIM COMO SUSTENTA A NATUREZA TRIBUTÁRIA DA COMPENSAÇÃO SNUC, AINDA NÃO DEBATIDA PELO STF, MAS QUE NÃO DEVE SER OLVIDADA .
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Síntese em emergia da compensação ambiental do aterro sanitário Sítio São João: um estudo comparativo

Síntese em emergia da compensação ambiental do aterro sanitário Sítio São João: um estudo comparativo

Este estudo de caso utiliza a síntese em eMergia (grafado com M) para avaliar um sis- tema de compensação ambiental, implantado pelo aterro sanitário Sítio São João, na cidade de São Paulo, em atendimento ao artigo 36 da Lei Federal nº 9985/00, regulamentada pelo Decreto Federal nº 4340/02, em que o empreendedor firma termo de Compromisso de Compensação Ambiental correspondente a 0,5% do valor do empreendimento, nas unidades de conservação indicadas pela Câmara de Compensação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (SMA). Os resultados deste estudo indicam que o sistema da compensação ambiental possui emergia total de 4,39x10 16 sej. A produção de mudas de espécies nativas da floresta atlântica do planalto pau-
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Avaliação das metodologias de compensação ambiental utilizadas no licenciamento ambiental de cinco estados brasileiros.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Avaliação das metodologias de compensação ambiental utilizadas no licenciamento ambiental de cinco estados brasileiros.

A definição da metodologia a ser adotada para o cálculo da compensação ambiental foi detalha- da no Decreto Federal 6.848/2009 que acrescentou o art. 31-A ao Decreto Federal 4.340/2002 (BRASÍLIA, 2002) a seguinte fórmula: “CA = VR x GI”, onde CA corresponde ao Valor da Com- pensação Ambiental, VR corresponde ao Valor de Referência do Empreendimento, que é cal- culado pelo somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, e GI corresponde ao Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a 0,5%. Essa fórmula de cálculo da compensação ambiental é a federal. Conforme diagnosticado pela The Nature Conservancy (TNC, 2013b), diversos estados brasileiros têm desenvolvido aborda- gens específicas de cálculo, de modo que há hoje um pluralismo metodológico de cálculo da compensação ambiental. O estudo da TNC concluiu que o aprimoramento das metodologias de cálculo tem o potencial de reduzir “eventuais questionamentos jurídicos sobre o montante [de recursos financeiros] a ser destinado”. Todavia, este estudo não analisou criticamente as diver- sas metodologias de cálculo que estão surgindo, de modo a entender os seus aspectos positivos e negativos. A importância do desenvolvimento de conhecimento metodológico foi destacada por Geluda e Young (2004), que, há cerca de uma década, julgou que
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COMPENSAÇÃO AMBIENTAL: DA CONTRADIÇÃO À VALORAÇÃO DO MEIO AMBIENTE NO BRASIL.

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL: DA CONTRADIÇÃO À VALORAÇÃO DO MEIO AMBIENTE NO BRASIL.

RESUMO: Os debates acerca da temática ambiental revelam correntemente algumas contradições entre o desenvolvimento considerado sustentável e o modelo de crescimento econômico tradicional. No Brasil essa discussão é extremamente pertinente, dado que no território nacional de diversas formas manifestam-se algumas das contradições que envolvem demandas conjunturais por: crescimento econômico, proteção do meio ambiente e por um desenvolvimento sustentável. Nesse cenário, o Estado, como principal agente na dinâmica da gestão e no planejamento ambiental do território possui um papel primordial por meio da elaboração e execução de políticas públicas condizentes com esse propósito. Como atualmente o Estado (nos diversos níveis de governo) vem realizando maciços investimentos em setores considerados estratégicos para o crescimento econômico, o vetor ambiental vem sendo extremamente pressionado e cada vez mais valorado. Assim, neste contexto repleto de ações contraditórias, nosso artigo visa abordar alguns aspectos da compensação ambiental no Brasil, um instrumento da política ambiental vinculado ao processo de licenciamento ambiental que acaba por valorar o meio ambiente a partir da oneração dos empreendedores públicos ou privados em obras de signiicativo impacto ambiental.
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Laís Pereira Galvão & Carlos Sérgio Gurgel da Silva, “Compensação Ambiental na Lei nº 9.985/2000: Reflexões do Instituto como um Instrumento para Promoção do Desenvolvimento Sustentável” - 1285

Laís Pereira Galvão & Carlos Sérgio Gurgel da Silva, “Compensação Ambiental na Lei nº 9.985/2000: Reflexões do Instituto como um Instrumento para Promoção do Desenvolvimento Sustentável” - 1285

18 DE JULHO DE 2000. CONSTITUCIONALIDADE DA COMPENSAÇÃO DEVIDA PELA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS DE SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL DO § 1º DO ART. 36. 1. O compartilhamento-compensação ambiental de que trata o art. 36 da Lei nº 9.985/2000 não ofende o princípio da legalidade, dado haver sido a própria lei que pre- viu o modo de financiamento dos gastos com as unidades de conservação da natureza. De igual forma, não há violação ao princípio da separação dos Poderes, por não se tratar de dele- gação do Poder Legislativo para o Executivo impor deveres aos administrados. 2. Compete ao órgão licenciador fixar o quan- tum da compensação, de acordo com a compostura do impacto ambiental a ser dimensionado no relatório – EIA/RIMA. 3. O art. 36 da Lei nº 9.985/2000 densifica o princípio usuário-pa- gador, este a significar um mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade econômica. 4. Inexistente desrespeito ao postu- lado da razoabilidade. Compensação ambiental que se revela como instrumento adequado à defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, não havendo ou- tro meio eficaz para atingir essa finalidade constitucional. Me- dida amplamente compensada pelos benefícios que sempre re- sultam de um meio ambiente ecologicamente garantido em sua higidez. 5. Inconstitucionalidade da expressão ―não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a im- plantação do empreendimento‖, no § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000. O valor da compensação-compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao impacto ambiental, após es- tudo em que se assegurem o contraditório e a ampla defesa. Prescindibilidade da fixação de percentual sobre os custos do empreendimento. 6. Ação parcialmente procedente 45 .
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Repositório Institucional UFC: Análise da metodologia de cálculo legalmente estabelecida para compensação ambiental no estado do Ceará

Repositório Institucional UFC: Análise da metodologia de cálculo legalmente estabelecida para compensação ambiental no estado do Ceará

A Compensação Ambiental é um instrumento econômico que objetiva contabilizar e restituir o meio ambiente, inicialmente de forma monetária, por impactos negativos e não mitigáveis gerados por empreendimentos com alto potencial poluidor. Para tornar possível os processos de ressarcimento financeiro de um bem natural existem critérios de valoração ambiental que estimam valores aos recursos ambientais utilizados e que são diretamente afetados pelas externalidades produzidas pelo homem, visando manter o crescimento econômico ecologicamente equilibrado. A indenização paga ao Estado pelos possíveis danos ambientais tem como finalidade apoiar a manutenção ou criação de unidades de conservação. O presente trabalho faz um estudo detalhado das legislações brasileiras que dispõem diretrizes para o cálculo da Compensação Ambiental, tanto em âmbito federal, com o Decreto Federal nº 6.848/2009, quanto em âmbito estadual, no estado do Ceará, com a Resolução COEMA nº 26/2015. A partir da análise de dois empreendimentos diferentes por meio de seus Estudos de Impactos Ambientais (EIA) e Relatórios de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) submetidos à Superintendência de Meio Ambiente do Ceará (SEMACE), foi realizada uma análise a aplicação prática da metodologia de cálculo estabelecida no decreto citado. Os resultados obtidos foram comparados com o valor atualmente empregado pela SEMACE de acordo a Resolução COEMA nº 26/2015.
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PROPOSTA METODOLÓGICA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL PARA O COMPONENTE INDÍGENA

PROPOSTA METODOLÓGICA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL PARA O COMPONENTE INDÍGENA

Como resultado esperado neste estudo, há que se considerar: o componente indígena apresenta significativa complexidade e carência de metodologia específica para o cálculo da interferência do empreendimento em terras indígenas; estudos de casos hipotéticos são hábeis para ilustrar diversos cenários; o caso em tela, o desenvolvimento de empreendimentos de implantação, duplicação, ampliação ou readequação da malha viária federal em hipóteses de diferentes complexidades. E, ainda, que os resultados aqui expostos consideram exclusivamente a metodologia proposta: os métodos de valoração, as diretrizes dos processos de licenciamentos ambientais das obras de implantação, duplicação ou readequação de rodovias junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e as normativas do IBAMA (Instrução Normativa Ibama nº 11, de 05/06/2013 sobre procedimento de compensação ambiental e o Decreto nº 8.437, de 22/04/2015 sobre competência), o custo do empreendimento e os possíveis graus de impacto ao meio físico, biótico e sociocultural gerados aos povos indígenas.
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COMPENSAÇÃO AMBIENTAL APLICADA ÀS CAVIDADES NATURAIS SUBTERRÂNEAS

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL APLICADA ÀS CAVIDADES NATURAIS SUBTERRÂNEAS

Em decorrência da promulgação do Decreto Federal nº 6.640/08, instalou-se no Brasil uma nova forma de tratamento ambiental das cavidades naturais subterrâneas, passando a se definir a especificidade de seu regime jurídico ambiental em razão do grau de sua relevância. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo apresentar a nova sistemática aplicável às cavernas destacando os fundamentos gerais e as especificidades da compensação ambiental direcionada à proteção ao patrimônio espeleológico. Para o desenvolvimento deste estudo teórico, as técnicas de pesquisa utilizadas consistiram na análise de dispositivos legais aplicáveis, documentos oficiais, e na pesquisa bibliográfica a respeito dos assuntos pertinentes ao tema.
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Evolução da aplicação dos recursos de compensação ambiental decorrente de empreendimentos de significativo impacto ao meio ambiente no Estado de São Paulo

Evolução da aplicação dos recursos de compensação ambiental decorrente de empreendimentos de significativo impacto ao meio ambiente no Estado de São Paulo

Para atender o Artigo 36 da Lei Federal Nº 9.985/00, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), as propostas de compensação para a obra do Trecho Su[r]

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Avaliação do conceito bolha como critério de compensação ambiental em atividades poluidoras do ar atmosférico - estudo de caso no Estado de São Paulo.

Avaliação do conceito bolha como critério de compensação ambiental em atividades poluidoras do ar atmosférico - estudo de caso no Estado de São Paulo.

A Secretaria do Meio Ambiente, a CETESB e o Empreendedor não procuraram verificar a existência de estudos realizados pelas Universidades. CLEMENTE (2000) realizou através da UNICAMP, uma avaliação da qualidade do ar de Paulínia, baseado no modelo matemático ISC3 na área de influência das fontes de Paulínia e constatou a existência de regiões críticas (Jardim Leonor, Alto de Pinheiros e CDHU), cujas concentrações dos poluentes dióxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio ultrapassam o limite do Padrão Nacional de Qualidade do Ar, em termos de concentrações médias anuais. A região central de Paulínia, a região de pastagem e a região de cultura anual ultrapassam o limite do padrão de qualidade do ar em termos de máxima concentração na média horária para o poluente óxido de nitrogênio. Este estudo reforça a necessidade de compensação das taxas de emissão de óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos e até mesmo de dióxido de enxofre.
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A lei 8.666/93 e o regime diferenciado de contratações, diferenças e semelhanças nas legislações

A lei 8.666/93 e o regime diferenciado de contratações, diferenças e semelhanças nas legislações

No RDC há um maior detalhamento, referindo-se a destinação dos resíduos gerados pelas obras; compensação ambiental; redução do consumo de energia e recursos ambientais; avaliação de impactos de vizinhança; proteção de patrimônios e acessibilidade. Para essa análise, consideramos que o processo mais eficiente é aquele onde consegue-se comprar mais com menor custo, levando em consideração as etapas do processo. Assim, no que se refere as questões ambientais, a Lei 8.666/93, por apresentar menos exigências, poderá ter maior número de participantes e uma maior probabilidade de atingir o menor valor. Quanto a eficácia, pode-se considerar que as duas leis apre- sentam a mesma probabilidade de atingir o resultado esperado, que é a contratação e cumprimento do contrato, pois as exigências ou não do cumprimento das questões ambientais elencadas, constará na fase de habilitação da empresa.
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Alexandre Nascimento de Almeida1 , Emily Mendes Xavier1, Antônio Felipe Couto Junior1 , Ludgero Cardoso Galli Vieira1

Alexandre Nascimento de Almeida1 , Emily Mendes Xavier1, Antônio Felipe Couto Junior1 , Ludgero Cardoso Galli Vieira1

Porém, devido à possibilidade de não existir UC ou zonas de amortecimento afetadas pelo empreendimento, inviabilizando-se o atendimento do princípio da conexão espacial, a legislação passa a priorizar áreas que possuam as mesmas funções ou os mesmos componentes ambientais afetados, obedecendo ao princípio da conexão funcional. Inexistindo UC ou zona de amortecimento semelhante à afetada, parte dos recursos oriundos da compensação ambiental deverá ser destinada à criação, implantação ou manutenção de UC do Grupo de Proteção Integral localizada preferencialmente no mesmo bioma e na mesma bacia hidrográfica do empreendimento ou atividade licenciada (Brasil, 2006).
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A gestão dos resíduos industriais em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos: Uma contribuição para as Micro e Pequenas Empresas

A gestão dos resíduos industriais em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos: Uma contribuição para as Micro e Pequenas Empresas

Embora contenha os mesmos objetivos básicos de "reduzir ou eliminar os resíduos e poluentes em suas fontes de geração" (NPPC, 1995) e utilize princípios que se identificam com os propostos para a P+L pela UNIDO, o Programa P2 norte-americano tem uma diferença substancial: aprovado em 1990 pelo Congresso americano no Pollution Prevention Act, a prevenção à poluição tornou-se uma obrigação legal. Deste modo, a promoção da P2 nos EUA não é feita por ONGs, associações ou agências de fomento ou desenvolvimento científico e tecnológico, mas pela própria Agência de Proteção Ambiental Americana - USEPA (FEAM, 2009).
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