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Dialécticas Espaciais na Cidade Contemporânea - e o poder integrador do desenho urbano

Dialécticas Espaciais na Cidade Contemporânea - e o poder integrador do desenho urbano

Neste sentido, é útil observar como as altera- ções estruturais decorrentes dos processos de globalização têm igualmente produzido importan- tes efeitos na definição do espaço urbano. Ao lon- go das últimas três décadas temos assistido a pro- fundas transformações sociais e económicas, a sa- ber, resumidamente: a crescente transferência de emprego do sector industrial para o sector de ser- viços; o crescimento florescente de novas tecnologias de comunicação e de transferência ins- tantânea de informação; o domínio dos grandes grupos económicos e a internacionalização dos seus investimentos; a entrada das mulheres no mercado de trabalho e consequentes alterações na estrutura do agregado familiar; o acentuado recuo do Esta- do-providência e o enfraquecimento do movimen- to sindical; a crescente privatização dos bens e ac- tividades tradicionais do Estado; a competição inter e intra-urbana pela acumulação de capital fixo em projectos imobiliários; a emergência de parcerias entre os sectores público e privado em actividades de desenvolvimento urbano; e a articulação de no- vos valores liminais e ecológicos por parte da clas- se média. Todas estas alterações estruturais, por sua vez, “estão a ser reproduzidas no espaço atra- vés de relações de propriedade articuladas pelo sector imobiliário, mediadas pelas profissões implicadas no desenho urbano, e reflectidas no (bem como condicionadas pelo) ambiente construído” (Knox, 2003:357). Será portanto ra- zoável sugerir que o planeamento e o desenho ur- bano – que durante o período modernista terão sido instrumentais para o desenvolvimento do capita- lismo industrial – prosseguem hoje uma lógica es- pacial inerente ao capitalismo pós-industrial.
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Desenho urbano e bairros centrais de São Paulo: um estudo sobre a formação e transformação...

Desenho urbano e bairros centrais de São Paulo: um estudo sobre a formação e transformação...

Reside aqui uma importante mudança, que não se limita apenas à diferença entre a forma antiga de abastecimento e o fornecimento por rede. O estudo de Gronstein afirma que o que contribuiu fundamentalmente para a definição das áreas consideradas urbanas, suburbana e rural, mais do que o Código de Posturas de 1886, foi o padrão de assentamento das edificações para receberem os serviços urbanos, estabelecendo-se assim uma nova ordem modeladora de localização e alinhamentos (Grostein, 1987, 63). Esse estudo corrobora a relação estabelecida por Solà-Morales (1997) entre urbanização (infra-estrutura), parcelamento e edificação, para o caso da estruturação das áreas mencionadas. Abordando as condições gerais de saneamento da cidade, que incluíam a drenagem, um estudo da Secretaria Municipal de Planejamento analisa a não aprovação do plano de Saturnino de Brito para a retificação do rio Tietê em 1925, sob a alegação dos altos custos que as desapropriações envolveriam (Sempla, 1990, 75). Isso impediu a existência de um sistema de áreas verdes e lagoas de contenção das águas pluviais, que evitariam as freqüentes enchentes que passaram a ocorrer nas áreas da várzeas e mostra a influência da Light nas decisões urbanas da cidade e conseqüentemente, no desenho urbano resultante, pois o plano de Saturnino contrariava os interesses daquela concessionária, uma vez que o mesmo propunha o represamento das águas do rio antes da cidade.
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A contribuição do desenho urbano para a saúde física e mental das pessoas: Metodologias para conceber a cidade.

A contribuição do desenho urbano para a saúde física e mental das pessoas: Metodologias para conceber a cidade.

A importância do desenho urbano está associada à qualidade de vida urbana e como podem os seus diferentes espaços cumprir não só as necessidades dos seus utentes, como também, torná-los atractivos, singulares, confortáveis, acessíveis a todos incluindo os utentes com mobilidade condicionada e dificuldades de locomoção. Segundo Gil (2009), para garantir a qualidade dos espaços de circulação e espaços de permanência é necessário oferecer condições favoráveis e que estimulem a prática de actividades, sociais e recreativas, para que se possa caminhar e permanecer nesses mesmos espaços. Considera que todo o espaço envolvente tem uma função fundamental e necessária na qualidade dos diferentes espaços públicos e, é através do desenho urbano que se projecta cada espaço tendo em conta cada pormenor, criando estímulos na cidade e a sua continuidade. Na mesma linha de pensamento, Carr, et al., citado por Menezes (2008), refere que (…) o sucesso dos espaços públicos está intimamente associado a tais atributos e que está intimamente ligado às dimensões humanas do espaço; sendo (…) fundamental conhecer a relação entre as pessoas e os espaços, e a forma como esta relação afecta os quadros comportamentais, sendo tal relação tomada como interactiva e complexa (p. 23).
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O USO DE SISTEMAS GENERATIVOS COMO INSTRUMENTO DE DESENHO URBANO SUSTENTÁVEL

O USO DE SISTEMAS GENERATIVOS COMO INSTRUMENTO DE DESENHO URBANO SUSTENTÁVEL

A separação dos diferentes tipos de uso em áreas diferentes surge nos primeiros desenhos de Hippodamus de Mileto e nos castrums romanos. Em que, já era possível perceber a separação de funções dentro do espaço urbano. Esse zoneamento pode ser encontrado nas cidades ideais planejadas pelos renascentistas. O resgate dos tratados greco-romanos pelos artistas renascentistas resultou no surgimento de novos princípios e práticas acerca da forma urbana ideal. Durante a Idade Média o Desenho Urbano passou por um processo de estagnação, uma vez que o desenhista urbano desaparece, não houve neste período o surgimento de novos modelos urbanos.
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O Desenho Urbano das Avenidas - Feira de Santana-BA

O Desenho Urbano das Avenidas - Feira de Santana-BA

Para a realização do trabalho, além da revisão bibliográfica sobre temas relaciona- dos ao desenho e planejamento urbano, foi necessário entender a história da cidade de Feira de Santana e sua proposta de expansão urbana. Para isso, foram consultados tam- bém recursos imagéticos, como fotos aéreas atuais e antigas da cidade, com o objetivo de entender o processo de mudança do desenho urbano da cidade. Alguns estudos podem ser encontrados sobre o desenho da cidade de Feira de Santana, por exemplo, destacando as avenidas, como os livros de Sidiney Oliveira (2013), que investigou sobre a avenida Se- nhor dos Passos e de Livia Azevedo (2015) que estudou a avenida Getúlio Vargas. Ainda não há pesquisa especificamente sobre a avenida Nóide Cerqueira. Por isso, este artigo pretende iniciar um estudo sobre a referida avenida, através do estudo da expressão gráfi- ca do desenho urbano de outras avenidas preexistentes e suas relações com o contexto de transformação da cidade.
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Faculdade de Arquitectura PERCEPÇÃO E CODIFICAÇÃO DO ESPAÇO NO DESENHO URBANO

Faculdade de Arquitectura PERCEPÇÃO E CODIFICAÇÃO DO ESPAÇO NO DESENHO URBANO

abordagem das componentes essenciais ao Desenho Urbano e à compreensão do seu espaço.. A estrutura que propomos, divide-se em três partes. Procuramos, também, enquadrar a utilização[r]

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Perceção de in/segurança em estudantes universitários do Pólo de Asprela e o desenho urbano como preventor do crime

Perceção de in/segurança em estudantes universitários do Pólo de Asprela e o desenho urbano como preventor do crime

A Prevenção Criminal Através do Desenho Urbano, ou Espaço Construído, mais sucintamente, CPTED, é uma abordagem, de entre muitas, que deve ser tida em apreciação e não negligenciada, na planificação correta dos espaços públicos, tendo sempre como objetivo final a promoção do bem-estar e a segurança dos cidadãos. A nível dos espaços públicos estão incluídas as zonas residenciais, espaços comerciais, centros históricos, hotéis, escolas, zonas industriais, parques de estacionamento, áreas de lazer, como parques infantis e recreativos, paragens de transportes públicos, passagens subterrâneas, etc. A Direção Geral de Administração Interna produziu um manual de boas práticas para a questão dos CPTED com indicações que reduzam as oportunidades das situações de insegurança ocorrerem. A CPTED vai além das tradicionais formas de prevenir o crime, como a utilização de cancelas, fechaduras mais seguras, portas blindadas, câmaras de vigilância ou sensores, esta utiliza medidas de agradabilidade visual, sem interferir com o normal uso do espaço (Direção Geral de Administração Interna, 2013).
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Escalas de desenho urbano buscando sustentabilidade e qualidade de vida para um município mais saudável: o município de Capivari – SP

Escalas de desenho urbano buscando sustentabilidade e qualidade de vida para um município mais saudável: o município de Capivari – SP

Os lotes e glebas vazias em meio a toda esta infraestrutura não geram maiores receitas para a prefeitura na forma de impostos, pois os valores dos impostos para os terrenos rurais, como também os urbanos, são reduzidos. No Plano Diretor vigente não há indicações sobre o uso, nestas áreas, das ferramentas urbanísticas como IPTU progressivo no tempo, ZEIs, Parcelamento Compulsório, entre outras, não sendo utilizadas como diretrizes de crescimento urbano.

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Densificação vs. retracção - que futuro para os Olivais? : o desenho urbano para uma mobilidade sustentável.

Densificação vs. retracção - que futuro para os Olivais? : o desenho urbano para uma mobilidade sustentável.

O desenho deste diagrama tinha um rigor geométrico quer na sua morfologia, quer no zoneamento, sendo que este não deveria ser uma referência estática para a formalização da cidade. O núcleo do mesmo era constituído por um parque central, ladeado por anéis de edifícios públicos e culturais, de seguida era disposto o comércio, habitação, indústria e armazéns, e nos limites por “faixas” verdes, destinadas a agricultura. O caminho- de-ferro era uma vantagem, circundando a cidade ao longo do anel industrial, de forma a propiciar o escoamento de produção e recepção de mercadorias. Este meio de transporte, servia igualmente para fazer a ligação das Cidades-Jardim e cidades centrais, que se encontravam divididas por vastas áreas rurais. Letchworth, foi a primeira cidade-jardim a ser fundada em Londres, em 1904. Seguiram-se Hampstead em 1909, Welwyn em 1919, e uma serie de outras, 8 delas em Londres.
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Movimento Cidades Saudáveis: fomento para arquitetar o desenho urbano

Movimento Cidades Saudáveis: fomento para arquitetar o desenho urbano

Em muitos casos, o que pode ocorrer são as ocupações de Áreas de Proteção Permanente (App’s) ou Unidades de Conservação (UC). Em virtude da facilidade, e pouca iscalização para com estas, o uso para construção de moradias tornou-se não mais uma opção, mas, sim, uma oferta ao redor do espaço urbano condicionado a poucos. Novamente vale lembrar que os re lexos sociais do desenho de uma cidade saudável consistem, em larga escala, discutir e propor resultado, ultrapassando a barreira da burocracia e sistemas inválidos, arcaicos, de um modelo de cidade em declínio, ligado a um plano diretor mal formulado que apresenta realidades distantes do esperado para o local.
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Aplicação de um índice do ambiente construído para avaliação da mobilidade sustentável.

Aplicação de um índice do ambiente construído para avaliação da mobilidade sustentável.

sustentáveis, com média de 236,67 pontos. Observa-se que o bairro possui poucas opções de lazer e, embora tenha o uso misto, o comércio é pouco diversificado e limita-se ao abastecimento do próprio bairro. O desenho urbano oferece poucas opções de conectividade devido ao traçado das vias, que acompanham a topografia, as calçadas são mais estreitas e com pouco sombreamento. Nessa localidade, com exceção do Largo do Marrão, considerado o centro do bairro, pode-se observar a ausência de pedestres e ciclistas circulando, principalmente nos corredores principais, vias arteriais que ligam o Largo da Batalha com o Centro, onde o trânsito é intenso com muitos ônibus e caminhões.
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Proposta de Requalificação Urbanística do Planalto do Ingote (Coimbra)

Proposta de Requalificação Urbanística do Planalto do Ingote (Coimbra)

alojamento, fez com que as construtoras sobrepusessem o interesse económico ao desenho urbano, começando a construir edifícios habitacionais incompatíveis com a cidade no seu todo. São construídas inúmeras quadriculas de loteamentos sem qualquer preocupação urbanística ou estética. As bye Laws, de origem inglesa são caraterizadas pelo seu tecido habitacional monótono de extensas ruas, sem qualquer estética. Os interiores dos quarteirões são densificados, aparecendo as «ilhas» tão caraterísticas da cidade do Porto, como aproveitamento do solo, para construção de casas operárias mais desfavorecidas. A cidade desenvolve-se então por extensão de loteamento e não pela organização e coerência do desenho urbano. São estas urbanizações de cariz social e a situação e carente situação sanitária que motivaram o pensamento urbanista e higienista que se afirmaram posteriormente Segundo o autor 17 ,os problemas que surgiram
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Rev. Sociol. Polit.  número16

Rev. Sociol. Polit. número16

Ao longo do processo de construção da socie- dade moderna, a cidade apresentou-se como o lugar fundamental da realização do novo “projeto” social e da emergência das suas ambigüidades. Só recentemente, entretanto, o pensamento so- cial crítico mobilizou suas forças no sentido de superar a concepção do urbano como mero cená- rio das disputas políticas ou como simples máquina reprodutora das contradições econômicas funda- mentais. Pesquisadores inquietos passaram a valorizar a dimensão positiva, isto é, constitutiva do espaço urbano. A forma assumida pelo espaço, as representações construídas sobre os lugares, as disputas materiais e simbólicas dos diferentes agentes sociais pela hegemonia no desenho urbano revelaram, para o olhar crítico, uma cidade tam- bém produtora de sujeitos, comportamentos, estra- tégias; enfim, resistências.
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Desenho do espaço público urbano. Perspectivas sócio-espaciais

Desenho do espaço público urbano. Perspectivas sócio-espaciais

Outro elemento potenciador ou, pelo contrário, inibidor da vivência do espaço público é a criação de obras artísticas ao ar livre. A fusão entre o design e o desenho urbano resulta na concepção de produtos industrializados considerando a sua inserção em determinado contexto e ambiente, através da combinação de princípios metodológicos. A tal se aplica o conceito de arte pública (Regatão, 2010), onde o designer necessita de se focar não apenas na formalização do objecto mas também na visão do espaço do qual fará parte integrante e no público que dele beneficiará. Segundo Regatão (2010) este conceito surgiu nos anos 60 tendo já sido alvo de diversas interpretações e abrangendo diversas intervenções artísticas, desde cartazes a murais, peças escultóricas e performances. Esta forma de arte em espaço acessível a todos apresenta-se, como foi já referido neste estudo, como uma forma de potenciar a identidade do espaço tornando-o reconhecível dentro do tecido urbano e actuando, quando bem sucedida, como um atractivo para a população. A sua aplicação tem sido cada vez mais apreciada dentro das grandes metrópoles, sendo visíveis os seus contributos na melhoria da imagem da cidade e da interacção entre os utilizadores e o espaço, estimulando ainda o turismo e a economia.
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Indicadores de relação entre ambiente construído e padrões de mobilidade dos residentes na cidade de Faro

Indicadores de relação entre ambiente construído e padrões de mobilidade dos residentes na cidade de Faro

As estruturas urbanas compactas e multifuncionais têm sido apontadas por muitos investigadores como fatores determinantes na necessidade, extensão e distribuição modal das deslocações. Argumenta-se que a diversidade no uso do solo tem um caracter influenciador no modo de transporte das populações e consequentemente na sustentabilidade da mobilidade. Utilizando o eixo urbano formado pela cidade de Faro e Montenegro/Gambelas, como área de estudo, analisa-se em que medida as áreas urbanas de uso misto com graus diferentes de densidade e de diversidade de funções e acessibilidade correspondem também a graus diferentes do uso dos modos de transporte suaves e motorizados. Apresenta-se a relação entre os usos do solo, recorrendo a 5 conjuntos de indicadores (densidade, diversidade, desenho urbano, acessibilidade e topografia), e variáveis caracterizadoras da mobilidade obtidas no inquérito à mobilidade da população residente nas várias zonas da cidade de Faro e Montenegro/ Gambelas.
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Novo Arrabalde: conservação e ocupação urbana na concepção do projeto de expansão...

Novo Arrabalde: conservação e ocupação urbana na concepção do projeto de expansão...

Na continuidade do capítulo são consideradas as relações entre o meio natural e o desenho urbano proposto. As representações gráficas são exploradas como forma de salientar alguns aspectos dessa relação, como a conotação de unidade do desenho, e a contextualização da topografia à opção de setorização dos núcleos. Elas permitem também visualizar que nos morros com previsão de uso, como o Barro Vermelho e a Barrinha, a intervenção prima pela conservação do meio existente. Em síntese, as questões desenvolvidas apresentam elementos do projeto que sugerem aproximações entre o pensamento de Brito e as ideias conservacionistas. Não são ignorados, entretanto, outros elementos que em princípio contrastam com essa associação. A confrontação entre eles faz parte da reflexão. Outros projetos ou estudos desenvolvidos por Brito, oportunamente mencionados ao longo deste capítulo, ajudam a embasar ou reforçar essas aproximações. Os relatórios técnicos relativos aos projetos de Brito constituem a base teórica principal desta parte do Capítulo 4. Outras contribuições vêm dos estudos de Carlos Roberto Monteiro de Andrade, Eneida Maria Souza Mendonça et al., e Viviane Lima Pimentel, especialmente em relação à questão da dimensão estética do projeto. Carlos R. M. de Andrade deve ser mencionado ainda por ter identificado na atuação de Brito uma ambiguidade relativa à sua postura frente ao meio natural, uma vez ser esta uma questão de grande importância para os propósitos dessa dissertação.
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A dimensão social e simbólica da rua

A dimensão social e simbólica da rua

No século XX, a Carta de Atenas (1933), elaborada no âmbito do 4º CIAM - Congrès Internationaux d'Architecture Moderne (fundado em junho de 1928, no Castelo de Sarraz, Suiça), e publicada em 1942, sublima a teoria do Movimento Moderno na arquitectura e no urbanismo. As ideias dos grandes pensadores da primeira metade do século - Le Corbusier (1887-1965), Sigfried Giedion (1888-1968), Alvar Aalto (1898-1976), Pierre Jeanneret (1896-1967), Walter Gropius (1883-1969), Gerrit Rietveld (1888-1964), Jacobus Oud (1890-1963), entre outros - foram reveladas ao urbanista como o dogma do racionalismo. Já nos anos 50, a preocupação com a estrutura funcional desafiou a standar- tização, e as ideias acerca da associação humana e os aspectos sociais do pla- neamento urbanístico e da arquitectura receberam grande ênfase. Peter e Ali- son Smithson (do Team X - CIAM) introduziram a noção de reabilitação da rua como um elemento legítimo do desenho urbano, uma entidade onde existe um sentimento inerente de segurança e de laços comunitários que têm muito mais a ver com a forma simples e óbvia da rua; a rua não é apenas um meio de aces- so, mas também um lugar para a expressão social. As ruas e seus passeios são, assim como as praças, os principais espaços públicos de uma cidade, os seus orgãos vitais, a imagem que nos fica da cidade que visitámos.
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Renovar as arestas da cidade para uma arquitectura sem barreiras: Shindler Award 2010, acesso para todos

Renovar as arestas da cidade para uma arquitectura sem barreiras: Shindler Award 2010, acesso para todos

É um tema de profunda análise, reflexão e crítica na sociedade contemporânea. Dada a extensão do território e a complexidade do programa, quer ao nível do desenho urbano, quer ao nível arquitectónico (devido a um conjunto muito diversificado de tipologias) sabemos que a proposta aqui apresentada carece de uma pormenorização e detalhe adequada para uma situação deste teor. Sabemos a distância, diferença e relatividade que um exercício académico tem para com a realidade, pois esta abrange várias dimensões, como a política e a económica, que aqui não foram todas tidas em conta, para além de um conjunto de intervenientes, que normalmente defendem os seus interesses especulativos, mediáticos e privados, que se sobrepõem, na maior parte das vezes, ao bem comum, ao espaço público e às questões aqui focadas das acessibilidades.
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Proposta de requalificação urbana na Frente de Mar em São Vicente (Madeira)

Proposta de requalificação urbana na Frente de Mar em São Vicente (Madeira)

Neste contexto, esta dissertação tem como objetivo, elaborar um projeto de requalificação urbana na Frente de Mar em São Vicente, tendo por base a integração do pré-existente com a uma nova proposta de desenho urbano. Desta forma, será possível dar continuidade á linhas articuladoras das vias rodoviárias e pedonais, mantendo os seus espaços públicos, e reconverter um espaço da área de estudo no qual foi apurado forte potencial económico e dinamizador, local. Será implementado um conjunto edificado de uso coletivo, no apoio direto a toda a costa norte que atualmente se encontra carenciada de qualquer tipo de apoios deste género, nas suas proximidades. A proposta aparece como resposta ao levantamento in situ, dos aspetos negativos e positivos, aliados às carências e exigências da população.
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RELATÓRIO DE MESTRADO  Sofia Faria

RELATÓRIO DE MESTRADO Sofia Faria

Ao promover o desenvolvimento da representação gráfica da tridimensionalidade dos objectos, através do desenho de observação, fomentou, como já foi referido, o desenvolvimento da percepção visual, levando-os a uma interpretação e análise mais cuidada dos objectos, atendendo às suas características formais, cromáticas, de proporção, de volume e espaço, ao que Cottinelli Telmo (1991) refere como sendo uma situação de resolução de problemas. Por esta razão, Ferreira (2000, cit. in Gonçalves, 2006) diz que a prática do desenho leva ao desenvolvimento cognitivo, de quem o pratica. No entanto, não pode ser ignorado o facto mencionado no ponto anterior de que existem diversos factores que influenciam as representações gráficas da tridimensionalidade dos objectos, nos trabalhos dos alunos. Deste modo, percebe-se a importância da exploração do desenho de observação, contudo não se deve cair no exagero, passando a fazer só e unicamente esse tipo de exercício, para que não provoque o efeito contrário àquele que se deseja alcançar. Cada caso é um caso e o professor deve ter sensibilidade para perceber quando os alunos trabalham por gosto e tiram proveito dessa actividade ou, pelo contrário, quando trabalham por obrigação e sem qualquer interesse no que estão a fazer. O exagero pode provocar mudanças indesejadas, como por exemplo, a prática constante, durante muito tempo, de uma mesma actividade pode fazer com que um aluno deixe de a concretizar com gosto, para a realizar contrariado ou nem a querer realizar mais.
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