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Radiodifusão comunitária: uma estratégia para o desenvolvimento local

Radiodifusão comunitária: uma estratégia para o desenvolvimento local

El desarrollo local es el proceso reactivaor de la economia y dinamizador de la sociedad local, mediante el aprovechamiento eficiente de los recursos endógenos existentes en una determinada zona, capaz de estimular y diversificar su crescimiento econômico crear empleo y mejorar la calidade de vida de la comunidade local, siendo el resultado de um compromisso por el que se en- tiende el espacio como lugar de solidaridad activa, lo que implica cambios de actitudes y comportamientos de grupos e individuos. As conceituações descritivas analisadas deixam margem ao en- tendimento de que o desenvolvimento local se refere apenas à melhoria de vida de uma comunidade, localizada desde que a mesma participe do respectivo processo.
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2 A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL E REGIONAL

2 A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL E REGIONAL

Outro dos grandes pontos da política difusionista no ensino e formação será a grande mobilização de saberes para pontos privilegiados que, ao favorecerem o rápido crescimento económico, disseminam-se no espaço e facilitam a circulação entre estes espaços da força de trabalho dotada desses saberes. Nas áreas favorecidas pelas políticas difusionistas, a formação é entendida no quadro conceptual do capital humano, o que implica a análise do seu contributo para a promoção do desenvolvimento local e regional, como a resultante de um processo em que os níveis de formação se medem em termos de qualificação da força de trabalho. Neste processo reagrupa-se esta experiência em duas categorias. A primeira diz respeito ao relacionamento entre capital humano e evolução da produção. O crescimento do capital humano tem por primeira consequência o crescimento da produtividade. Este elemento tende a aumentar a competitividade e representa um factor de crescimento da procura de mão-de-obra no plano regional/local. A segunda categoria que relaciona o capital humano, faz surgir um melhor nível de formação que implicará a realização de um investimento que será posteriormente recuperado pela elevação dos níveis salariais, comparativamente às remunerações dos que não obtiveram formação profissional (Arocena, 1986). Arocena analisou como a formação de cariz difusionista pode ser condicionada pelos diferentes contextos de desenvolvimento e como estes condicionam as suas práticas. São duas as práticas de formação apresentadas em contexto de crescimento económico: uma formação qualificante e uma formação integradora (Arocena, 1986: 126-135). Constata-se que existe uma articulação entre a formação qualificante e o crescimento económico, uma vez que o sistema económico procura mão-de-obra qualificada a que o aparelho de formação deve responder. Esta ferramenta de desenvolvimento é posta em causa uma vez que revela dificuldades de funcionamento quando a conjuntura económica se modifica. Com efeito, logo que a crise económica se instala, o ritmo de emprego tende a desacelerar e que certas mudanças produtivas são necessárias, ocorrem dois perigos neste dispositivo da formação profissional: dificuldade de ter em consideração as novas competências produtivas e a inércia do seu funcionamento centralizado e burocrático.
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Democracia e desenvolvimento local em assentamentos rurais.

Democracia e desenvolvimento local em assentamentos rurais.

Uma questão que parece ser limitante no desenvolvimento local dos projetos de as- sentamentos rurais é o aspecto sociocultural das famílias assentadas. Ou seja, os trabalha- dores rurais sem terras, embora sejam inten- sivamente preparados para as práticas de ocupação de terras, não são doutrinados com a mesma eficiência para empreendimentos de natureza coletiva. Quando o agricultor familiar acampado recebe o seu lote, sua pri- meira providência é passar o arame em torno da sua propriedade para demarcar território. A partir daí, embora, ele passe a fazer parte de uma associação que o representa, o indivi- dualismo torna-se uma tendência cada vez maior em seus empreendimentos. Por outro lado, as organizações sociais que o represen- tam constituem espaços de interesses indivi- duais que, em muitos casos, não estão com- prometidas com suas bases. De maneira ge- ral, para uma liderança comunitária, em as- sentamentos rurais, se manter no poder, ela precisa exercer domínio sobre os demais, em face do jogo de poder nesses locais. Essa cir- cunstância favorece o aparecimento de líde- res autoritários e centralizadores. Então, os processos democráticos e democratizantes nessas comunidades passam a ser uma falácia.
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Políticas educativas, intersetorialidade e desenvolvimento local.

Políticas educativas, intersetorialidade e desenvolvimento local.

No entanto, para que a educação vincule o atendimento das ne- cessidades educacionais com outras necessidades sociais dos alunos e que ocorra de fato uma aprendizagem significativa articulada com o desenvolvimento local é necessário que o governo ou instituição res- ponsável ofereça um ambiente propício e condições materiais ade- quadas para este tipo de trabalho. É preciso contar com: 1) professores capacitados e engajados com os problemas locais, com as demandas e necessidades dos alunos podendo interagir melhor com a realidade dos mesmos; 2) comunidade participativa, envolvida com as questões edu- cacionais e sociais de seus filhos; 3) atores sociais como agentes facilita- dores ao acesso a locais propícios para a construção do conhecimento; 4) elaboração de programas e projetos intersetoriais que articulam as questões educacionais às demais situações sociais dos alunos, dentre outros (Dowbor, 2006).
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REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO LOCAL

REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO LOCAL

O conceito de reabilitação urbana tem evoluído, em termos de princípios e objetivos de atuação, desde a década de 1950. O conceito é muito abrangente e complexo, envolvendo objetivos associados à conservação e defesa do património construído, ao desenvolvimento sustentável, ao ordenamento do território e à coesão social e cultural. No contexto europeu as políticas de reabilitação urbana surgiram, após a realização da Convenção de Haia, da Convenção Cultural Europeia e da publicação da Carta Social Europeia, tendo sido posteriormente definidos os deveres das entidades publicas para efeitos de atuação e execução da reabilitação urbana. Desta forma, foi consolidado o conceito e delineada a resposta socioeconómica, ambiental e funcional a dar às áreas urbanas antigas, que se encontravam degradadas e em declínio económico e social. Ao longo das últimas décadas surgiram adaptações de acordo com a evolução da sociedade e das suas necessidades. Exemplo disso foram as transformações na forma de pensar e de executar os processos de reabilitação, na sequência do novo modelo de cidades sustentáveis. Assim, a reabilitação urbana tornou0se num dos objetivos prioritários do desenvolvimento urbano sustentável, o que motivou que os Fundos Estruturais, dos últimos quadros comunitário e do atual tenham reforçado o apoio financeiro à reabilitação urbana. Desta forma a reabilitação assumiu um papel crucial para o crescimento económico e para o desenvolvimento local, o que favoreceu as comunidades das áreas abrangidas, em termos de desenvolvimento humano.
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O plano de desenvolvimento local no TTTTTucunduba: uma e

O plano de desenvolvimento local no TTTTTucunduba: uma e

Este trabalho examina o Plano de Desenvolvimento Local (PDL) para a ocu- pação urbana do Riacho Doce (2001- 2004) na bacia do Tucunduba em Belém, a partir da concepção do documento, da percepção da equipe técnica e das vivên- cias dos moradores. Deste modo, anali- sa as referências e as discussões em tor- no de um novo projeto de democratiza- ção da cidade, baseado no ideário da Reforma Urbana. Trata-se, portanto, de uma tentativa de retomar a teoria do espaço social por meio da contextualiza- ção do planejamento urbano na Amazô- nia e, designadamente, com as contra- dições sócio-espaciais presentes na tra- jetória das políticas públicas em Belém, criando um exercício de reconhecimen- to e de apreensão da complexidade da cidade, assim como propor novas possi- bilidades de gestão urbana.
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DESENVOLVIMENTO LOCAL NO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE MALHAS DE TRICOT DE IMBITUVA-PR

DESENVOLVIMENTO LOCAL NO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE MALHAS DE TRICOT DE IMBITUVA-PR

O atual período histórico, que optamos chamar de globalização, constantemente tem gerado novas formas de organização, reconfigurando a ordem espacial de atividades econômicas no espaço geográfico. Os territórios procuram se firmar em uma “lógica” competitiva. Portanto, as transformações em curso, impulsionaram modelos que passam a ser adotados pelos lugares como solução. Historicamente Imbituva tem apresentado uma peculiar atividade econômica, que tem sido importante para certo desenvolvimento local, na sustentabilidade de renda de muitas famílias. Essa atividade é baseada na fabricação de peças de vestuário baseadas em malhas de tricot. O número expressivo de malharias permite uma análise geográfica da concentração de meios e fatores de produção, híbrido de técnicas e normas, sob uma perspectiva da proximidade. Institucionalmente essa concentração foi considerada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) como sendo um Arranjo Produtivo Local (APL). No entanto, os diversos problemas na condução de políticas públicas no âmbito da concentração de Imbituva, dificulta compreendermos apenas como um APL, mas como uma economia de proximidade. Este artigo objetiva demonstrar as dificuldades ocorridas na constituição dessa formação, avaliando a experiência imbituvense, identificando processos competitivos (fomento e “dinamismo”) e as relações de cooperação no ramo das malhas em tricot. Ressaltamos que não se trata de um estudo de administração institucional de empresas, mas de uma análise geoeconômica do funcionamento do arranjo, que em 2009 era composto por 38 malharias associadas junto à Imbitumalhas.
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Inclusão digital e desenvolvimento local.

Inclusão digital e desenvolvimento local.

O artigo apresenta os resultados de pesquisa empírica realizada em região que está entre as mais pobres do Brasil: o semi-árido de Minas Gerais, com índices socioeconômicos semelhantes aos do nordeste do país. Seu objetivo foi analisar uma experiência de inclusão digital ali efetivada, após três anos de implantação, tendo por base as noções acima citadas. A primeira seção apresenta a contextualização das ações de inclusão digital no Brasil. Em seguida, discutem-se as concepções e propósitos dos telecentros comunitários, modelo que serviu de base para a elaboração do projeto Cidadão.NET, foco da pesquisa. Finalmente, são apresentados os resultados de pesquisa que buscou conhecer os impactos das ações implementadas no desenvolvimento local. O intuito do estudo foi o de contribuir para a melhor compreensão das ações de inclusão digital, avaliar suas reais conseqüências para as comunidades beneficiadas, analisar os ganhos sociais e tentar identificar alguma tendência de desenvolvimento local a partir da ampliação do uso das TICs.
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Compras públicas e promoção do desenvolvimento local

Compras públicas e promoção do desenvolvimento local

O artigo pretende apresentar as compras públicas como instrumento estratégico do desen- volvimento local a partir do estudo de caso realizado em Apucarana (PR). Para compor o traba- lho, foram realizadas visitas a campo e entrevistas semiestruturadas com os atores locais envol- vidos no processo. Os resultados foram interpretados sob a perspectiva da relação entre consumo e a produção local, destacando ainda os procedimentos que permitiram o surgimento dessa ação estatal. O estudo conclui que existe um alto potencial de disseminação do caso de Apucarana, sobretudo no que se refere à criação de políticas públicas municipais que incentivam a utilização das compras públicas para o desenvolvimento local, bem como são apontados os desafios que são impostos aos governos locais para a implementação da referida prática.
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Desenvolvimento local e o arranjo produtivo local – APLs / Local development and the local productive arrangement - APLs

Desenvolvimento local e o arranjo produtivo local – APLs / Local development and the local productive arrangement - APLs

Para Bellingieri (2017, p. 22) “no Brasil, o prestígio do desenvolvimento endógeno abriu caminho para uma série de políticas, estratégias e experiências práticas voltadas à promoção do desenvolvimento, em regiões e cidades”. Algumas dessas experiências alcançadas podemos analisar algumas delas, que são o arranjo produtivo local (APL), a indicação geográfica, o planejamento estratégico de cidades, ou o planejamento estratégico urbano e city marketing. O arranjo produtivo local (APL), que segundo Bellingieri (2017, p. 22, apud CASSIOLATO; LASTRES, 2003), pode ser definido como “[...] aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais – com foco em um conjunto específico de atividades econômicas – que apresentam vínculos mesmo que incipientes”. Umas das experiências dentro do desenvolvimento local, com vínculos simples dentro de um conjunto de atividades de bens, serviços finais e fornecedoras de equipamentos e outras. A indicação geográfica, segundo Bellingieri (2017, p. 22) que “implica a obtenção de um selo de Denominação de Origem para os produtos agrícolas ou alimentos fabricados localmente, objetivando agregar valor à produção local, tornando a região competitiva e articulada com os circuitos do comércio”. Tornando a região competitiva e agregando valores a produção local, trazendo mais competividade, através das produções agrícolas ou alimentícias.
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A Rádio UCDB e o Desenvolvimento Local

A Rádio UCDB e o Desenvolvimento Local

O Desenvolvimento Local é parte de uma visão de nova sociedade, constituída de baixo para cima, mediante a institucionali- zação e extensão paulatina de formas mais solidárias, preenchendo as lacunas, objeti- vando o crescimento: econômico, sócio e cultural, para reduzir as aflições, privações, disparidades e diferenças. Seu conjunto de práticas tem como palco central, o ser que vive na localidade, que pode ser uma região, cidade ou outras unidades menores, desde que tenha uma identidade com políticas re- gionais que integrem as potencialidades lo- cais, que são partes integrantes e fundamen- tais destes espaços.
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A escola como ator de desenvolvimento local

A escola como ator de desenvolvimento local

Para que a escola possa territorializar-se torna-se necessário o seu envolvimento na comunidade, é necessário que, para além da reforma interna que lhe permita acolher a comunidade, tenha a capacidade de participar de forma integrada no local, tornando-se indispensável o estabelecimento de parcerias e partenariados de modo a consolidar a sua abertura e permitir a sua atuação juntamento com outros atores locais. De facto, a escola em parceria revela-se de extrema relevância para a promoção do desenvolvimento local, em primeiro lugar porque, inserida num espaço que se encontra integrado do ponto de vista identitário (como a comunidade), atua sobre um grupo-alvo local, diariamente, no sentido de dotar esse grupo-alvo de competências e instrumentos essenciais para a sua vida. Em segundo lugar, estando associada a esse grupo-alvo, indiretamente contacta com todo a comunidade, isto é, com os pais, com as associações infanto-juvenis, centros de atividades de tempos livres, centros de explicações, autoridades, centros de saúde/postos médicos, centros sociais e paroquiais, associações desportivas, funcionários, professores, que residem no local, administração local, ou seja, com o conjunto de atores coletivos e individuais que compõem o local. Nesse sentido criam-se dinâmicas de relação e conflito, bem como relações de confiança (assentes na legitimidade) que conferem à escola um papel relevando, tornando-a necessária à promoção do desenvolvimento. Como defende Caride (2000, in Goméz, J. C.; Freitas, O.; Callejas, G., 2007: 178), a educação decorre do processo de desenvolvimento é um factor decisivo para o desenvolvimento, isto é, “«a educação é uma parte orgânica do processo de desenvolvimento»” (Goméz, J. C.; Freitas, O.; Callejas, G., 2007: 180, citando Carnoy, 1990: 97:98).
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Resumos das Dissertações apresentadas em 2015, no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local (PPGDL) – Mestrado acadêmico Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande, MS

Resumos das Dissertações apresentadas em 2015, no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local (PPGDL) – Mestrado acadêmico Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande, MS

Resumo: O estudo foi realizado em Campo Grande - MS por um período de dois anos, tendo como área de concentração o desenvolvimento local em contexto territorialidades, inserido na linha de pesquisa – desenvolvimento local: cultura, identidade, diversidade. A pesquisa ocorreu no Distrito de Pontinha do Cocho, município de Camapuã, no Estado de Mato Grosso do Sul, em outubro de 2014, na Escola Estadual Joaquim Malaquias da Silva. O objetivo central foi analisar o projeto pedagógico da escola em estudo, assim como, verifi car as difi culdades dos alunos no acesso aos estudos e a continuidade. Os dados da pesquisa foram obtidos por meio da análise bibliográfi ca, questionários estruturados aplicados à comunidade escolar e entrevistas feitas com a comunidade local pautados na educação no campo e na cultura da comunidade com perspectivas de desenvolvimento local. A partir dos resultados, foi verifi cado que há forte ligação entre alunos e professores, referente a um sentimento de pertença com a unidade escolar. Grande parte desses professores foram alunos nessa escola. Um ponto não satisfatório é representado pela distância residencial à escola, pois os alunos são oriundos de áreas rurais longínquas, interferindo, dessa forma, no rendimento escolar. Conforme o depoimento dos sujeitos colaboradores na pesquisa, a escola, desde o início da sua construção, favoreceu e contribuiu para que a comunidade usufruísse desse espaço para o desenvolvimento humano. Parte dos moradores foi para a área urbana buscar novos conhecimentos e retornou com nível superior, em sua maioria, com formação em pedagogia. As questões sociais não são resultados somente da educação, mas também necessárias às questões de políticas públicas para o homem do campo, como a infraestrutura de trabalhos, com a fi nalidade de resultar em uma educação de qualidade, voltada para a formação da cidadania.
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Governação para o desenvolvimento local em Penamacor

Governação para o desenvolvimento local em Penamacor

Neste sentido, a noção de desenvolvimento local coloca em destaque a relação entre duas lógicas que, não sendo distintas, poderão confluir pela sua complementaridade: por um lado, a mobilização dos recursos endógenos dos locais, cujas particularidades e especificidades os diferenciam da maioria, constitui um elemento-chave para a definição e implementação de estratégias de desenvolvimento de carácter local. Neste sentido, a noção de desenvolvimento significa aproveitamento de recursos locais, envolvimento, negociação com outros territórios e participação das comunidades nos próprios processos para a valorização dos “seus locais”, o que se aproxima, por sua vez e em larga medida, do exercício de cidadania. Por outro lado, a atribuição de poder de decisão às comunidades locais, enquanto actores sociais implicados no processo de desenvolvimento, assume uma importância notória, salientando-se a questão da participação. Cabe aos agentes locais a mobilização para a valorização dos recursos endógenos, com vista à implementação de estratégias e iniciativas de desenvolvimento local eficazes e eficientes. Para isso, torna-se necessário que os agentes locais manifestem a vontade de enfrentar o seu próprio futuro através de uma auto-organização e reforço dos processos de democratização (Nóvoa et al., cit in Monteiro e Simões, 1998: 29).
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Kixikila e o desenvolvimento local em Angola

Kixikila e o desenvolvimento local em Angola

É importante analisarmos historicamente o contexto do desenvolvimento local em África. O continente africano caracteriza-se por um passado colonial comum mas não é uma realidade homogénea. A marca da colonização moderna, no período pós Conferência de Berlim, ocorrida no final do século XIX, é um contributo fundamental para a ausência de desenvolvimento. Genericamente, ao longo do século XX a população negra foi impedida de participar e, muitas das vezes, o colonizador usou uma etnia, de entre as várias dentro de cada país, dando-lhe privilégios, “seguindo a regra de dividir para reinar” (Pinto, 2005: 184). Após a segunda guerra mundial, caem os grandes impérios coloniais e África passa a ser influenciada pelos dois blocos dominados pelos Estados Unidos da América e pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Os países africanos, mais tarde ou mais cedo, ascendem à independência formal e alinham-se com um dos blocos. Genericamente, no período pós-colonial, muitos dos países seguiram modelos dos antigos colonizadores, com estruturas burocráticas, muitos assentes num partido único, com níveis de corrupção generalizada e excluindo a maioria dos cidadãos de participar na vida da sua comunidade e país. A nível global, encontram-se também alguns constrangimentos, como uma perspectiva neoliberal dominada por “multinacionais apátridas sempre com origem nas economias do centro” (Pinto, 2005: 190). Além disso, a ajuda internacional nem sempre tem resultado, sendo por vezes duvidosa a sua eficácia.
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Estratégias de desenvolvimento local e mercado de trabalho: a emergência de um campo profissional

Estratégias de desenvolvimento local e mercado de trabalho: a emergência de um campo profissional

A gente não está esperando que tenha um escopo teórico definido sobre desenvolvimento local, que não existe ainda, para dizer assim: "todos são de acordo que desenvolvimento local é [r]

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Desenvolvimento local e Sociedade da Informação

Desenvolvimento local e Sociedade da Informação

Neste contexto, são relevantes os estudos no âmbito das ciências sociais que, a partir de metodologias compreensivas, se orientem no sentido de conhe- cerem o impacto das políticas públicas no desen- volvimento da sociedade do conhecimento, nos sistemas de acção dos actores, no seu dinamismo intra e inter-regional e nos processos de construção de identidades estratégicas para o progresso colec- tivo. A combinação das dotações com as expectati- vas, necessidades e exigências expressas, irá afl orar aos olhos da população que participa da tomada de consciência da sua realidade, das debilidades e fortalezas, das ameaças e oportunidades de vida existentes no seu território. E não é só isso. É uma tomada de consciência que se pode traduzir em projectos capazes de vincular o próprio progresso pessoal e a associação de interesses colectivos ao desenvolvimento sustentável do território. São várias as abordagens contidas na análise de cada terri- tório, permitindo desenhar políticas comparativas e descobrir as suas possíveis diferenças e complemen- taridades entre os diversos territórios, no que se refere aos seus equipamentos, serviços e redes de solida- riedade e emulação erguidas entre as suas popu- lações e as suas organizações e instituições. As TIC’s são, no contexto do desenvolvimento, ferramentas imprescindíveis de informação, comunicação, tran- sação e fortalecimento de redes virtuais sustentadas pelas redes locais e internacionais. Nesta direcção avançam modestamente as propostas de análise e as recomendações que derivam das mesmas nos estudos empreendidos no projecto eAtlasudoe e, em particular, no eixo de investigação centrado no Desenvolvimento Local.
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Desenvolvimento local : O caso de estudo do seixal, o desenvolvimento como forma de melhorar a qualidade de vida local

Desenvolvimento local : O caso de estudo do seixal, o desenvolvimento como forma de melhorar a qualidade de vida local

Com o intuito de dar uma utilização mais pratica a minha formação académica de base, a Antropologia na área do Desenvolvimento, e de maximizar os benefícios para este estudo este projecto pretende abordar a realidade local, conhecer, explorar e redescobrir a mesma numa óptica ligada ao desenvolvimento local, fazendo o através de uma triangulação de técnicas e metodologias da área do Desenvolvimento assim como da área da Antropologia em convergência com outras ferramentas metodológicas para que desta forma seja possível assegurar a melhor abordagem as dificuldades que surjam no decorrer do projecto assim como garantir a fidedignidade dos dados recolhidos que servirão, em conjunto com a experiencia local resultante de inquéritos e entrevistas com informante qualificados. Estes informantes serão seleccionados e divididos entre 4 categorias: Dirigentes Associativos, Comerciantes, Reformados e Poder Politico. Estas quatro categorias asseguram entre si uma representação aproximadamente homogenia da população embora uma quinta categoria, a dos Desempregados, também tenha tido uma representação mais expressiva nas últimas fases de pesquisa e entrevistas.
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A via sustentável-solidária no desenvolvimento local.

A via sustentável-solidária no desenvolvimento local.

Face à crise do trabalho, consideramos, portanto, que duas grandes aveni- das de respostas se apresentam. Tais caminhos, que aqui chamaremos respecti- vamente de “via insercional-competitiva”, de um lado, e de “via sustentável-soli- dária”, do outro, refletem duas grandes éticas que orientam soluções de combate ao desemprego ou de promoção do desenvolvimento local: uma ética da competi- ção, em oposição a uma ética da cooperação. A primeira é herdeira da filosofia moral utilitarista nascida no século XVIII na Grã-Bretanha, e que acabou por influ- enciar, fortemente, grande parte do pensamento econômico clássico, especialmente aquele de matriz smithiana. Segundo o princípio utilitarista, considera-se ser jus- to, bom e mesmo desejável que cada indivíduo busque satisfazer suas necessida- des egoísticas, pois assim a sociedade encontraria seu bem-estar social e a felici- dade. Trata-se, aqui, do fundamento da idéia de individualismo moderno que tan- ta influência causa nas mentalidades de hoje. Não parece desnecessário lembrar que esse tipo de fundamento encontra-se na base das soluções mais comumente encontradas hoje como caminho para o combate à pobreza e promoção do desen- volvimento, as quais se articulam em torno do que chamaremos, aqui, de uma concepção insercional-competitiva.
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<em>Accountability</em> e desenvolvimento local: possíveis convergências

<em>Accountability</em> e desenvolvimento local: possíveis convergências

Apesar dessas convergências segundo Serra (2010), no entanto ainda persistem alguns descompassos na sociedade na relação governo versus sociedade, no que diz respeito à própria prestação de contas. É aqui que pode ser a vado um dos aspectos relevantes do desenvolvimento local: o da educação. Para a autora, a sociedade ainda precisa entender o seu papel, que pode ser es mulado ou deses mulado, pela crença e valores que dão a sua iden dade. É por isso que Serra (2010, s/p) afi rma que “A par cipação popular individual ou cole va pressupõe custos - temporais, econômicos, emocionais - e a tendência é só atuar quando se acredita que pode infl uenciar nos resultados. Assim, a ausência da par cipação pode ser entendida como indicação de descrédito (da Ins tuição) ou falta de confi ança nos resultados”. A sociedade brasileira já tem os mecanismos de accountability. Trata- se de conquistas advindas da Cons tuição Federal de 1988 e de todas as norma zações que dela emanaram, como a Lei da Responsabilidade Fiscal, a Lei da Transparência e a Lei de Acesso à Informação. Porém ainda há, segundo Serra (2010, s/p), “um descompasso entre as conquistas ob das no plano formal (de regulamentação) e a prá ca da par cipação popular”. Serra (2010, s/p) aponta alguns fatores que podem diminuir essa diferença:
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