Desenvolvimento local e sustentável

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Aulas de campo e Educação Ambiental: potencialidades formativas e contribuições para o desenvolvimento local sustentável

Aulas de campo e Educação Ambiental: potencialidades formativas e contribuições para o desenvolvimento local sustentável

Resumo: Esse trabalho intenciona apresentar as contribuições acadêmicas e sociais da aula de campo como estratégias de discussão e formação do sujeito para uma melhor relação/intervenção com o meio ambiente e, sobretudo, para pensar em ações interventivas respaldadas no desenvolvimento local sustentável. Entre as contribuições atribuídas à prática da realização de aulas de campo, podemos citar a aprendizagem e a formação para a compreensão dos diversos e complexos fatores sobre a realidade que envolvem as questões ambientais, além de elaboração de propostas e modelos de atividades socioeconômicas para a prática do desenvolvimento local sustentável.
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A economia solidária, o desenvolvimento local sustentável e as redes locais de prosumidores: o papel das redes locais de prosumidores no desenvolvimento local sustentável

A economia solidária, o desenvolvimento local sustentável e as redes locais de prosumidores: o papel das redes locais de prosumidores no desenvolvimento local sustentável

O terceiro grupo, Q11 a Q13, está ligado aos conceitos de desenvolvimento local e desenvolvimento local sustentável, observados a partir do nível de endogeneidade e de sustentabilidade presentes no território. A partir dos resultados, vimos que entre as pessoas ativas sociopoliticamente dentro e fora da RCM essa questão é bem clara e presente. Quanto àqueles que se beneficiam diretamente das atividades, os comerciantes e o público em geral, parecem ainda não reconhecerem diretamente a conexão entre as atividades organizadas para promover o DL e o DLS e as melhorias no ambiente do entorno. Sendo assim, um dos pontos verificados no segundo grupo, associado ao terceiro, e que não havia ficado evidente nas entrevistas abertas, foi quanto à presença de produtos e de produtores locais no mercado 20 . O que caracteriza uma melhora evidente no nível de conscientização e de endogeneidade na produção local, melhorando os níveis sociais e econômicos em todos os sentidos. Durante as nossas visitas a Montemor-o-Novo, tivemos contatos com grupos de cidadãos que organizam entre eles o acesso a produtos locais, como por exemplo, a compra de cestas básicas de hortifrutis produzidas por uma moradora e vendidas informalmente para um pequeno grupo de amigos. Outra experiência que merece destaque é o restaurante aberto dentro de um dos espaços sociais da cidade que prepara o seu cardápio utilizando os produtos hortifrutis locais. Todas estas atividades paralelas a RCM podem, no nosso entendimento, ser classificadas como nodos participantes de uma mesma rede informal de produção e consumo, o que caracteriza a propensão no território para que surjam experiências que dinamizem ainda mais as redes locais, formalizadas ou não, contribuindo para um desenvolvimento local sustentável e baseado nos recursos endógenos.
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A Teoria do Desenvolvimento Sustentável e a Efetiva Participação da COOPERCUC no Desenvolvimento Local

A Teoria do Desenvolvimento Sustentável e a Efetiva Participação da COOPERCUC no Desenvolvimento Local

A fragilidade e a inconsistência teórica das abordagens macroestrutu- rais implicaram revisão dos conceitos e críticas às concepções clássicas, sur- gindo, assim, o conceito de desenvolvimento local. Diferentemente da teoria clássica de desenvolvimento que leva em consideração apenas as variáveis econômicas de geração de riqueza, o desenvolvimento sustentável prioriza as diversas dimensões: econômico, social, cultural, política e ambiental, que passam, então, a ser incorporadas ao conceito. Fagundes (2010b) argumenta que nessa perspectiva o desenvolvimento é percebido como moderador das vocações locais para além da mensuração econômica.
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Capacitação ocupacional e desenvolvimento local sustentável: A experiência do Projeto...

Capacitação ocupacional e desenvolvimento local sustentável: A experiência do Projeto...

O presente trabalho teve por objetivo incorporar a reflexão da teoria do habitus, concebida por Pierre Bourdieu, nas discussões sobre as potencialidades e limites das intervenções sociais situadas, atualmente, no âmbito do Desenvolvimento Local Sustentável. Para tanto, preocupou-se inicialmente em explorar na revisão de literatura as concepções que salientam a necessidade da adoção de uma nova práxis política, com um maior envolvimento da população e das organizações da sociedade civil, na busca de um modo sustentável de desenvolvimento. Verificou-se, no entanto, que existe uma polêmica em torno do rótulo da sustentabilidade pelo fato de existirem ações que ainda não estão comprometidas em tornar este novo paradigma um projeto integrado, fruto de relações sociais complexas envolvendo conflito, competição, cooperação e reciprocidade entre os diferentes agentes. Como base empírica desta análise é apresentada a experiência da oficina de artesanato desenvolvida pelo Projeto Pé da Serra, cujos resultados permitiram demonstrar a importância de se refletir sobre o papel mediador do habitus na imbricada relação entre sujeito e sociedade. A metodologia utilizada para este trabalho, além da revisão de literatura, baseou-se também, em duas estratégias de pesquisa de campo. Primeiramente, fez-se um estudo do meio onde se procurou caracterizar o que Bourdieu denomina de campo social, entendido como território onde se opera a estruturação do habitus durante o processo de socialização do indivíduo. Com base nestas observações, pôde-se melhor interpretar e compreender, através da história oral dos agentes envolvidos no Projeto Pé da Serra, as diferentes percepções manifestadas acerca desta intervenção social que resultaram na sua insustentabilidade.
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Hortas Comunitárias de Teresina na perspectiva do desenvolvimento local sustentável

Hortas Comunitárias de Teresina na perspectiva do desenvolvimento local sustentável

Além disso, a atividade se revela pre- ponderantemente familiar, na medida em que 68,37% dos horticultores trabalham prin- cipalmente com filhos e cônjuges, 31,2% de- senvolvem a horticultura sem a contribuição da família e apenas 0,41% estabelece víncu- los empregatícios esporádicos fora do núcleo familiar. Ademais, do total de 240 horticul- tores, 97, que correspondem a 40,42% já desenvolviam o trabalho agrícola antes das hortas. Assim sendo, remete-se à importân- cia do prévio conhecimento dos trabalhado- res sobre a agricultura com vistas implemen- tar um desenvolvimento local, baseado no processo participativo, na organização soci- al e na agricultura familiar e sustentável. 5.3 Participação em cursos e/ou palestras e organização social
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CONSÓRCIO PÚBLICO INTERMUNICIPAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL

CONSÓRCIO PÚBLICO INTERMUNICIPAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL

Diante do exposto, o instrumento Consórcio Público Intermunicipal é considerado no atual pacto federalista por muitos governos municipais uma alternativa para a limitação da capacidade técnica e para a escassez de recursos financeiros, surgindo muitas vezes para a formulação, implementação e gestão associada de políticas e serviços públicos mais complexos, que sem uma ação consorciada, dificilmente seriam executados. Assim, este instrumento vem se tornando uma realidade em várias localidades, promovendo a integração regional sem ferir a autonomia constitucional dos municípios e, ao mesmo tempo, permitiu que estes se juntem para dar escala suficiente para a viabilização e sustentabilidade da prestação dos serviços de áreas como: saúde, saneamento básico, meio ambiente, dentre outras, na expectativa de promoção de um desenvolvimento local de forma mais sustentável.
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Desenvolvimento local sustentável: falácia ou realidade? / Sustainable local development: speech or reality?

Desenvolvimento local sustentável: falácia ou realidade? / Sustainable local development: speech or reality?

O desenvolvimento local sustentável é um direito da sociedade e é de dever dos governantes municipais realizar sua implementação de forma efetiva, porem existem lacunas entre os projetos e a realidade. Tendo em vista esta situação esta pesquisa se propôs a demostrar as contradições do plano de desenvolvimento local sustentável, apresentando as lacunas entre o discurso e a realidade, tomando como campo de estudo um município do interior de Pernambuco. Portando, discorreu-se sobre construtores teóricos relacionados ao desenvolvimento local sustentável e a sustentabilidade. Foi utilizada uma metodologia qualitativa, pautada por um estudo de caso desenvolvido a partir de entrevista semiestruturada e observações, sendo a análise destes procedida de modo descritivo. Obteve-se como resultado do estudo, informações que permitem advogar que não existe um desenvolvimento local sustentável no município estudado, não por falta de iniciativa, mas por problemas de administração pública. Observou-se que o processo de implementação dos projetos apresenta problemas de continuidade levando ao abandono dos mesmos.
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A via sustentável-solidária no desenvolvimento local.

A via sustentável-solidária no desenvolvimento local.

Face à crise do trabalho, consideramos, portanto, que duas grandes aveni- das de respostas se apresentam. Tais caminhos, que aqui chamaremos respecti- vamente de “via insercional-competitiva”, de um lado, e de “via sustentável-soli- dária”, do outro, refletem duas grandes éticas que orientam soluções de combate ao desemprego ou de promoção do desenvolvimento local: uma ética da competi- ção, em oposição a uma ética da cooperação. A primeira é herdeira da filosofia moral utilitarista nascida no século XVIII na Grã-Bretanha, e que acabou por influ- enciar, fortemente, grande parte do pensamento econômico clássico, especialmente aquele de matriz smithiana. Segundo o princípio utilitarista, considera-se ser jus- to, bom e mesmo desejável que cada indivíduo busque satisfazer suas necessida- des egoísticas, pois assim a sociedade encontraria seu bem-estar social e a felici- dade. Trata-se, aqui, do fundamento da idéia de individualismo moderno que tan- ta influência causa nas mentalidades de hoje. Não parece desnecessário lembrar que esse tipo de fundamento encontra-se na base das soluções mais comumente encontradas hoje como caminho para o combate à pobreza e promoção do desen- volvimento, as quais se articulam em torno do que chamaremos, aqui, de uma concepção insercional-competitiva.
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Planejamento participativo: uma estratégia política e educacional para o desenvolvimento local sustentável (relato de experiência do programa Comunidade Ativa).

Planejamento participativo: uma estratégia política e educacional para o desenvolvimento local sustentável (relato de experiência do programa Comunidade Ativa).

O processo de capacitação para o planejamento participativo do desenvolvimento local integrado e sustentável, entendido como um processo educacional, precisa ser reconhecido ainda como um processo de educação ambiental. A contextualização das reflexões não garante a atenção às questões ambientais e corre-se então o risco de encontrarmos caminhos que, apesar de minimizar a degradação social, não respondam à necessidade de melhorar, e não degradar, a qualidade ambiental como um aspecto essencial à qualidade de vida presente e garantia da manutenção dos direitos das futuras gerações locais e globais. Os processos de degradação social e ambiental são faces do mesmo modelo de desenvolvimento que se pretende superar. Parece claro que a busca não se restringe à construção de um novo modelo hegemônico, antes disso pretende-se a adequação local do caminho da busca pela maior qualidade de vida. A solidariedade que se quer fomentar através da organização, da co-responsabilidade e cidadania dos membros dos fóruns não pode referir-se apenas ao município, ela deve ser interespacial e intergeracional, perceber as implicações das ações além do espaço político e além do tempo biológico das pessoas presentes nas discussões. A proposta de DLIS tem manifestado preocupações ambien-
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EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL

EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL

É preciso salientar que a questão agrária não se resolve apenas com a ciência; mas, sem esta, não é possível resolvê–la. Da mesma forma, também, não se resolve apenas com educação. Existem, naturalmente, outros requisitos importantes. Portanto, nesta perspectiva, a Ciência Agronômica, de um modo geral, não pode ser analisada de forma isolada do contexto político, social, cultural, econômico e ambiental, nem tampouco, em particular, desvinculada dos problemas inerentes à posse e uso da terra, crédito, infra–estrutura, indústria, comércio, serviços e do contexto externo (globalização). Por isso, além das variáveis implícitas – solo, água, clima, flora e fauna – e tecnologias, o agricultor é vital nesse contexto em todas as suas dimensões, em especial o seu grau de instrução e a sua competência. Este processo se inicia na Escola Rural, pois é a única instituição legitimada para esta missão. Em síntese, a educação agrícola adequada é aquela que possibilita a aplicação do conhecimento científico, gerado pela pesquisa, na formação técnica do agricultor e da sua família. Em outras palavras, um tipo de educação que transforme a atividade de subsistência em uma atividade que gere renda para o produtor e sua família e, principalmente, um lucro operacional líquido necessário para o desenvolvimento de sua atividade como um pequeno agronegócio. Esta concepção educacional requer uma escola rural comunitária que utilize as propriedades familiares e/ou unidades demonstrativas de produção agrícola como ambientes de aprendizagem. Um trabalho educacional agrícola assim delineado propicia maior motivação para a continuidade dos estudos e para a criação de uma mentalidade de desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental. Urge–se, portanto, uma política educacional agrícola para a escola rural que possibilite uma aprendizagem de real significado para os educandos que demonstrem aptidão e interesse para sobreviverem da atividade no
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Desenvolvimento Local Sustentável: discursos, estratégias e (in)consequências o caso Esmabama

Desenvolvimento Local Sustentável: discursos, estratégias e (in)consequências o caso Esmabama

A Esmabama tem actualmente sete escolas, ninguém pode por em dúvida isso, são sete escolas com total de sete mil e duzentos alunos dos quais dois mil e trezentos internos, portanto esse é um dado em si muito significativo. Temos três escolas técnico-profissionais, digamos, estamos atentos ao ensino geral mas também ao ensino técnico profissional, temos a formação de professores, temos quadros, temos organização, portanto temos... são dados claramente positivos. Na saúde temos um serviço, sobretudo em Mangunde, com definidas responsabilidades no combate ao HIV/Sida, é algo de qualidade, reconhecido que ajuda muitas pessoas, e depois o facto concreto que nós conseguimos os terrenos para a produção, para o desenvolvimento que nós iniciámos. Um tipo de trabalho produtivo que nem o Estado nem outras organizações, digamos, dentro da Igreja, têm desenvolvido até ao momento! Existem muitas outras missões, de facto só as missões da Esmabama que têm manifestado esta capacidade de desenvolvimento no sector zoo-técnico, portanto isto são dados concretos. Outro trabalho significativamente positivo é que nós estamos a gastar muito na tecnologia e na formação de pessoal não é!? Portanto... estamos a investir para que cada missão tenha tudo, o essencial, o fundamental para desenvolver bem, pronto esta é a parte digamos positiva. (Director Geral)
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Desenvolvimento local integrado e sustentável: uma metodologia para políticas e programas de superação da pobreza.

Desenvolvimento local integrado e sustentável: uma metodologia para políticas e programas de superação da pobreza.

Apesar dos esforços e recursos em- preendidos por governos, organismos inter- nacionais e a sociedade civil organizada, a superação da pobreza, tanto em âmbito global quanto nacional, tem apresentado resultados insufi cientes. O debate sobre as causas desse fenômeno é amplo e exigiria a análise de um conjunto de elementos políticos e econômicos que transcendem o escopo deste artigo. O foco aqui está posto na dimensão metodológica e técnica em programas nos quais os gestores supostamente apresentam vontade política no sentido da emancipação social e sustenta- bilidade dos resultados. Estudos e pesquisas demonstram que superar a pobreza de forma emancipatória e sustentável supõe a transcen- dência da dinâmica de compensação e de rea- ção rumo à proatividade através do estímulo a processos de produção material e imaterial que permitam à população envolvida “andar com as próprias pernas” após o término do programa ou dos recursos alocados.
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EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL VOL.2

EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL VOL.2

Defendeu a proposta do uso da técnica das Pequenas Bacias Hidrográficas (PBH) na Região, voltada para os 400.000 km2 do semiárido, onde os efeitos negativos da seca são maiores, afirmando que a política hídrica para o semiárido, poderia ocorrer de duas formas: a partir do uso das águas do São Francisco para completar as águas das barragens locais nas cidades e povoados; e, pelo uso dos recursos hídricos locais no campo. Para ele, a convergência entre esses dois sistemas de convivência hídrica – campo/cidade – lembrava o grande sistema de abastecimento da Terra ao longo do tempo. Reconheceu a educação da comunidade que habita a PBH como fundamental ao processo de crescimento e desenvolvimento local administrativo-econômico-social-cultural, destacando o papel da mulher como ecônoma (tesoureira) da água. Destacou ser indispensável que a comunidade esteja esclarecida do comportamento dinâmico do meio ambiental e da ecologia do espaço em que vive e sinta ser integrante do sistema e não um estranho. Sem essa percepção, dizia: “não haverá mudança cultural e do modo de agir dos dirigentes. E sem esta mudança, a rotina, a fome, a sede continuarão a ser uma constante no semiárido nordestino”. E lembrava os 19,3 milhões de pessoas que na época, viviam no semiárido. Dessa forma, ressaltava sua preocupação com o ser humano, “sem o qual todo esforço em busca de solução aos nossos problemas será em vão. É necessário que cada dia, cada momento, ele acrescente algo à sua sabedoria, aos seus conhecimentos”. (ANDRADE, 2009).
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Juruti sustentável: uma proposta de modelo para o desenvolvimento local

Juruti sustentável: uma proposta de modelo para o desenvolvimento local

sua licença de operar. Existe a licença concedida pelos órgãos competentes e ela é muito importante. Mas tão importante quanto ela, ou mais, é aquela licença que a comunidade local nos dá para operar, porque é ali que você estará vivendo a cada dia. Os grandes projetos de mineração do mundo, tradicional- mente, têm muros nos quais está contida a jazida, num espaço restrito. Esse não é o caso de Juruti. O projeto Juruti foi concebi- do como um projeto do século XXI, sem muros nem fronteiras. A operação está integrada à comunidade e a qualquer momen- to, se a comunidade não nos conceder licença para operar, ela interrompe o funcionamento, seja na ferrovia, seja no porto, na jazida. Nossa premissa é a de que a sociedade hoje não tolera mais projetos de mineração estanques, em que a diretoria e a gerência têm condomínios, campos de golfe, lojas e restauran- tes, realidades absolutamente distantes, divorciadas do que está fora do muro. A sociedade não vai tolerar esse tipo de em- preendimento. Muito do que fizemos e vamos fazer tem a ver com esse conceito de ir além e de fazer de Juruti um empreen- dimento diferenciado, inovador. Estamos nos aproximando do terceiro ano de implantação, com desafios de toda ordem, mas os progressos foram absolutamente notáveis, emocionantes, e sinalizam que é bem possível que nós – e quando eu digo nós
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Participação, desenvolvimento local e política pública: estratégias articuladas para a superação da pobreza.

Participação, desenvolvimento local e política pública: estratégias articuladas para a superação da pobreza.

Em terceiro lugar, destaca-se a necessidade de fortalecer atividades de formação integral de gestores e agentes das políticas públicas, pois se atribui expressiva parcela de êxito do Pirad às habi- lidades comunicacionais, sensibilidade e atitudes de solidariedade e respeito aos saberes e valores da população local. Além disso, a clareza e a identifi- cação pessoal dos gestores e dos agentes com rela- ção ao projeto ético-político emancipatório mostrou- se relevante. Porém, o que mais chamou a atenção foi o “brilho nos olhos” dos técnicos que, durante as entrevistas, lembravam saudosos dos momentos e dos processos vivenciados nas comunidades. Por melhor que seja o planejamento, o programa se materializa e ganha vida através da voz e da ação cotidiana dos técnicos. E ambos – técnicos e popu- lação local – constituem-se como cidadãos em cada conquista na longa jornada de construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
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ANA POETA SIMOES ERRATA

ANA POETA SIMOES ERRATA

Errata referente à dissertação de Mestrado “Combate ao desperdício alimentar como contributo para o desenvolvimento local sustentável”.[r]

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Educação no semiárido brasileiro:  a educação ambiental como estratégia de  sustentável art askhan educação

Educação no semiárido brasileiro: a educação ambiental como estratégia de sustentável art askhan educação

A educação contextualizada no Semiárido tem se manifestado de forma concreta em algumas práticas de convivência disseminadas entre a população. Muitas iniciativas dialogam com a temática. É o caso do Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC), Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido – Uma Terra e Duas Águas (P1+2), Projeto Dom Hélder Câmara. Destacam-se, ainda, vivências adquiridas em experiências como: práticas agroecológicas, sistemas agrossilvopastoris, produção de mel, quintais produtivos, mandalas e bancos de sementes; as quais agem como processos emancipatórios de expansão da capacidade criadora da população local (SILVA, 2007). As iniciativas citadas, e outras tantas, são o resultado do protagonismo de agentes que atuam no Semiárido com o propósito comum de promover o desenvolvimento local em bases sustentáveis. O Quadro 1 apresenta atores relevantes nesse processo, cuja ação tem favorecido, direta e indiretamente, a difusão da educação contextualizada na região:
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Análise da sustentabilidade do turismo: um estudo em comunidades indígenas no Estado de Roraima, Brasil

Análise da sustentabilidade do turismo: um estudo em comunidades indígenas no Estado de Roraima, Brasil

O turismo indígena ainda não é reconhecido como um segmento do turismo brasileiro, tampouco possui regulamentação. Porém, há diversas iniciativas de turismo em áreas indígenas espalhadas pelo país, mas não se sabe ao certo como a atividade está organizada e se realmente produz benefícios aos povos indígenas, pois são poucos os estudos empíricos sobre o tema, prin- cipalmente na região amazônica, onde se concentra a maior parte da população indígena no País. Este trabalho apresenta uma pesquisa realizada em três comunidades indígenas: Bananal, Nova Esperança e Boca da Mata, pertencentes à Terra Indígena São Marcos, homologada em 1991 por meio do Decreto Presidencial 312/91, localizada no município de Pacaraima, estado de Rorai- ma. Os povos indígenas, inicialmente, viviam principalmente do cultivo da mandioca, da caça e da pesca, entretanto, essa realidade tem se modificado, e cada vez mais se observa a constante busca por atividades que viabilizem a sustentabilidade econômica das comunidades. Há mais de uma década, as comunidades indígenas acima mencionadas tem vislumbrado no turismo uma alterna- tiva para o desenvolvimento local sustentável. Esses grupos indígenas têm se mostrado empreen- dedores atuantes, que negociam parcerias com empresas privadas, elaboram projetos para obter financiamentos e tem assumido papel relevante na estrutura do setor. Partindo-se da premissa de que o turismo, dependendo do modo como for realizado, pode promover o desenvolvimento local sustentável para os povos indígenas, a pesquisa tem por objetivo analisar os impactos sociais, cul- turais, econômicos e ambientais do turismo em comunidades indígenas.
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Desenvolvimento sustentável local na sociedade em rede: o potencial das novas tecnologias de informação e comunicação.

Desenvolvimento sustentável local na sociedade em rede: o potencial das novas tecnologias de informação e comunicação.

A concepção de capital social recebeu grande destaque a partir do debate sobre desenvolvimento local desencadeado pela publicação do livro Making Democracy Work, de Robert Putnam, em 1993 2 . Nesse estudo sobre os fundamentos da democracia italiana, Putnam identificou uma grande densidade de associações e a existência de relações sociais de reciprocidade como as principais premissas de uma democracia vital e de um engajamento cívico efetivo. Estes fatores não apenas garantem o caráter democrático da sociedade civil, mas também determinam o desempenho dos governos locais e de suas instituições. Em analogia aos conceitos de capital financeiro e capital humano, para Putnam o “‘capital social’ refere-se a ele- mentos de organização social como as redes, nor- mas e confiança social que facilitam a coordenação e a cooperação em benefício recíproco” (PUTNAM, 1995, p. 67). No intenso debate que se seguiu o capital social foi considerado de fundamental importância não apenas para a consolidação da democracia (PUTNAM, 1995; 2000a; 2000b; ver também: WILSON, 2001), mas também para uma efetiva governança local e urbana (MALONEY, SMITH & STOKER, 2000; LOWNDES & WILSON, 2001), para sustentar redes de inovação tecnológica e de políticas públicas (WEYER, 2000), para o desenvolvimento comunitário e social (ETZIONI, 2001; BRINT,
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Open Apicultura e fundos rotativos solidários:  em direção ao  territorial sustentável?

Open Apicultura e fundos rotativos solidários: em direção ao territorial sustentável?

Na pesquisa empírica a respeito da atividade apícola no Litoral Sul da Paraíba, com foco na Política Pública (Social) dos Fundos Rotativos Solidários (FRS), política essa voltada para o incentivo e desenvolvimento territorial dos assentamentos agrícolas rurais que foi arquitetada através do governo federal, juntamente com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), bem como a CARITAS, com o intuito da sustentabilidade e desenvolvimento local, pode-se verificar que essa atividade, atrelada ao FRS pode ser um exercício de desenvolvimento territorial, desde que acompanhada por gestão participativa, com o apoio continuado da política pública (social). Essa gestão participativa diz respeito a Cooperativa de Apicultores do Estado da Paraíba (COOAP), bem como a Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Assentamento Nova Vida (COOPERVIDA), com os órgãos estatais que trabalham com políticas de incentivo ao agricultor, como o Projeto COOPERAR, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PANAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esse Fundo Rotativo Solidário, que é uma política de finanças solidárias, visa estimular os pequenos agricultores e apicultores do Semi-Árido e Litoral Paraibano para o desempenho de suas atividades, possibilitando recursos para a produção apícola, sem a obrigação de devolverem ao banco o recurso, tendo em vista esses fundos tratarem-se de fundos perdidos (não são devolvidos ao banco).
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