Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria

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GRUPOS DE PESQUISA NA ENFERMAGEM BRASILEIRA EM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA

GRUPOS DE PESQUISA NA ENFERMAGEM BRASILEIRA EM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA

Introdução: A saúde mental mostra-se inserida na sociedade, desde a antiguidade e a sua constante associação à saúde física e social, fazem com que haja um crescente interesse pelas produções de conhecimento e descobertas técnico-científicas neste âmbito. Objetivo: Identificar e caracterizar os grupos de pesquisa de Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiátrica no Brasil. Material e Métodos: Trata-se de um estudo documental, descritivo e exploratório, com coleta de dados realizada na base corrente do Dire- tório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), utilizando-se o termo saúde mental e psiquiatria. Os grupos de pesquisa foram analisados e as informações inseridas em um instrumento construído pela pesquisadora. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva. Resultados: Foram identificados 25 grupos de pesquisa, sendo a maioria vinculada a instituições de ensino públicas (n=23; 92%) e localizadas, principalmente, nas regiões sudeste (n=12; 48%) e nordeste do Brasil (n=7; 28%). Houve um aumento do número de grupos de pesquisa cadastrados no CNPq, entre 2006 a 2014 (n=20; 80%). Foram identificados 189 pesquisadores e 237 estudantes nos grupos avaliados, com uma média de 17,04 integrantes por grupo. Conclusão: Houve um crescimento no número de grupos de pesquisa em enfermagem em saúde mental e psiquiatria no Brasil, no entanto, esse número ainda é reduzido. Estratégias que fortaleçam o desenvolvimento da pesquisa podem favorecer a consolidação, visibilidade e o avanço da ciência nesta temática.
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Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

A interação com os utentes e seus familiares, com o consequente feedback do efeito terapêutico dos cuidados prestados, permitiu tomar a consciência dos fatores pessoais influentes na relação, quer positiva como negativamente, e identificar comportamentos pessoais que pudessem revelar um fenómeno de transferência ou contratransferência, resistências ou impasses na relação terapêutica. Peplau (Almeida et al., 2005) defende que o enfermeiro de saúde mental e psiquiatria tem um papel importante enquanto conselheiro, em que desenvolve capacidades de aconselhamento devido a experiências educacionais intensivas supervisionadas de modo a ministrar terapia individual, de grupo ou familiar útil. Também no Regulamento dos padrões de qualidade (OE, 2011), já referido anteriormente, encontra-se descrito que as intervenções do EESMP visam contribuir para a adequação de respostas do doente e família face aos problemas específicos relacionados com a doença mental, entre eles a adesão à terapêutica, o autocuidado, o stress do prestador de cuidados, a promoção da autonomia, entre outros, com o objetivo de evitar o agravamento da situação e a desinserção social da pessoa doente. Também cabe ao EESMP, ajudar a pessoa ao longo do seu ciclo de vida, integrada na família, grupos ou comunidade a recuperar a saúde mental, mobilizando as dinâmicas próprias de cada contexto (Regulamento n.º 129/2011).
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Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

ressaltada em diversos estudos (Hopkins, Marcus, & Campbell, 1984; O’Hara, Neunaber, & Zekoski, 1984, citados por citados por Schwengber, 2003). De acordo com a literatura, há poucas evidências de que a presença da depressão pós- parto esteja associada apenas a mecanismos biológicos, como, por exemplo, a uma diminuição nos níveis hormonais, o que a explicaria como resultado de alterações metabólicas (Carnes, 1983, citado por Schwengber, 2003). Nesse sentido, alguns autores têm enfatizado que uma combinação de fatores biológicos, obstétricos, sociais e psicológicos pode significar risco para a depressão pós-parto (Cooper & Murray, 1995; Reading & Reynolds, 2001, citados por Schwengber, 2003). De facto, uma série de estudos tem evidenciado uma associação entre a ocorrência da depressão pós-parto e o pouco suporte oferecido pelo parceiro ou por outras pessoas com quem a mãe mantém relacionamento, o não planeamento da gravidez, o nascimento prematuro e a morte do bebé, a dificuldade em amamentar, e a dificuldades no parto. Além disso, alguns estudos mostram uma associação entre a depressão da mãe e eventos de vida stressantes, como: problemas de saúde da criança; dificuldades relacionadas com o regresso ao trabalho e adversidades socioeconómicas (Kumar & Robson, 1984).
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A esperança na prática especializada de enfermagem de saúde mental e psiquiatria

A esperança na prática especializada de enfermagem de saúde mental e psiquiatria

inclusiva, normalizando e evita o estigma e a discriminação. Por exemplo, usando um termo como "bem-estar emocional e social" em vez de "saúde mental" tem sido útil em alguns países, porque carrega conotações menos negativa do que a palavra "mental". No entanto, se os sinais de bem-estar mental perturbado são identificados, é importante para atender às necessidades das crianças e jovens e proporcionar intervenções eficazes. As necessidades individuais podem variar, desde aqueles que necessitam de apoio geral, para aqueles que necessitam de encaminhamento para um especialista - por isso, é extremamente importante que as partes interessadas estão familiarizados com as instituições / prestadores de serviços de que para recuperar a ajuda. Os funcionários da escola devem evitar fazer diagnósticos psiquiátricos; somente profissionais qualificados tem essa autoridade. Embora incidindo sobre patologias ou problemas é informativo, também é importante para se concentrar sobre as competências e pontos fortes que são a base da saúde. Essas habilidades incluem otimismo, a coerência, a resiliência, a capacidade de compreender e explorar as origens do estresse e da capacidade de se comunicar de forma eficaz e fazer relações mutuamente satisfatórias, permitindo aproveitar a vida e de lidar com a dor e deceção. (ProMenPol Project, 2009).
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Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Garrido (2004, p.24) acrescenta que, outros acontecimentos igualmente decisivos e mais recentes têm vindo a contribuir para que a supervisão clínica se torne indispensável nas práticas de enfermagem, como as “grandes mudanças organizacionais; políticas diretivas; preocupações sobre a responsabilidade; iniciativas de qualidade para melhorar os padrões de cuidados; transição educacional para a prática reflexiva… e aumento de exigências para a autoconsciência.”. E defende ainda que, a complexidade crescente dos cuidados de saúde exige cada vez mais dos profissionais, sendo que esta mudança profunda nas estruturas organizacionais da saúde tem um forte impacto também na enfermagem. Em Portugal, segundo Abreu e Marrow (2012), um significativo número de estudos recentes tem sido implementados na supervisão clínica, denunciando uma atitude positiva face aos seus benefícios na prática clínica, nomeadamente no impacto que tem no suporte e cooperação que a enfermagem passa a ter nos cuidados, apesar de serem apontados os fatores tempo, falta de conhecimento e compromisso como inconvenientes para a sua prática.
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Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Relatório da prática especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Uma questão ética de grande importância em saúde mental refere-se à questão do internamento compulsivo e da necessidade de aplicar medidas de contenção sendo estas reguladas pela Lei de saúde mental 36/98 de 24 julho (1998) e pela circular normativa de medidas preventivas de comportamentos agressivos/violentos de doentes-contenção física (Direção-Geral de Saúde, 2007). Dado que a ocorrência de comportamento agressivo ou disruptivo do utente pode surgir de forma inesperada, quer no contexto de internamento que no contexto comunitário, é necessário aplicar medidas que protejam o utente, os outros e o meio podendo ser necessário o isolamento e imobilização do utente e administração de medicação, mas estas medidas apesar do seu objetivo terapêutico de proteção da vida e integridade física, constituem também uma transgressão dos seus direitos e liberdades civis coincidindo com as situações pontuais e excecionais referidas pelas associações promotoras e defensoras dos direitos humanos (Direção-Geral de Saúde, 2007) sendo por isso muito importante que não se perca de vista os objetivos terapêuticos e a salvaguarda dos direitos dos utentes. Estudos recentes têm focado a sua atenção em práticas de coerção, tais como a medicação forçada e a reclusão sendo a sua principal preocupação a questão de se avaliar se o uso destas medidas e a restrição da liberdade pessoal são ética e clinicamente justificáveis. Estas preocupações éticas são geralmente contrariadas pelo argumento de que o internamento compulsivo pode ter resultados clínicos benéficos para o doente (Silva 2010). De acordo com a Lei de saúde mental 36/98 de 24 julho (1998) o internamento compulsivo só pode ocorrer quando for a única forma de garantir o tratamento necessário ao portador de anomalia psíquica grave, que não possua o discernimento necessário para avaliar a necessidade do tratamento e de dar o seu consentirnento, ou que crie uma situação de perigo para o próprio, para terceiros ou bens, devendo terminar logo que esses fundamentos cessarem. As restrições aos direitos fundamentais devem ser os estritamente necessários e adequados ao tratamento, segurança e funcionamento do estabelecimento.
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Relatório de estágio: relatório da pratica especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

Relatório de estágio: relatório da pratica especializada em enfermagem de saúde mental e psiquiatria

A depressão é considerada pelo Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública, em que uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, irá sofrer ou sofreu de depressão, assim como um em cada cinco dos utentes dos cuidados de saúde primários portugueses se encontra deprimido aquando da primeira consulta. O estudo realizado é quantitativo do tipo longitudinal, quase experimental antes e depois, sem grupo de controlo. Caracteriza-se pela aplicação de um questionário de avaliação de dados sociodemográficos e clínicos de cada utente, bem como da escala HDA, seguindo-se a aplicação de 8 sessões de psicoterapêuticas individual e, por fim, aplicação final da escala HDA para avaliação da depressão e ansiedade. A amostra consistiu numa amostra não probabilística constituída por doentes com diagnóstico de depressão que se encontravam internados no serviço de psiquiatria do Hospital Distrital de Santarém. No tratamento de dados foi utilizado um estudo quase experimental tipo pré-teste, pós-teste, sem grupo de controlo, com recurso a uma metodologia de estudo de caso múltiplo, contemplando uma investigação aprofundada de cada indivíduo, num total de 4 casos. Concluiu-se que nos casos apresentados, uma abordagem cognitivo- comportamental apresentou um impacto positivo na redução da ansiedade, bem como na depressão, nos doentes com diagnóstico de depressão.
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A prática de enfermagem especializada em saúde mental e psiquiatria

A prática de enfermagem especializada em saúde mental e psiquiatria

De acordo com a Agencia Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (2012), o absentismo, o desemprego, incapacidade prolongada bem como, problemas de saúde mental devido ao stress relacionado com o trabalho têm vindo a agravar-se. Lehtinem (2008) refere que a ansiedade, a depressão, o burnout, a insónia, o abuso de substâncias e problemas conjugais são exemplos das consequências negativas de um ambiente laboral stressante. Enquanto uma boa saúde mental estimula a capacidade de trabalho e produtividade, condições de trabalho mais precárias, levam a desequilíbrios psíquicos, baixa por doença e ao aumento de custos (Comissão das Comunidades Europeias, 2005). O contexto laboral é por excelência um local propicio á promoção da saúde, uma vez que são considerados locais onde as pessoas passam grande parte do seu tempo, são terrenos privilegiados de ação. As iniciativas com o objetivo de melhorar as capacidades pessoais e diminuir os fatores de stress no trabalho, melhoram a saúde e promovem o desenvolvimento económico (Comissão das Comunidades Europeias, 2005). De acordo com Costa e Patrão (2006), o setor da saúde envolve profissões consideradas de alto risco em termos de stress, sendo sugerido que a responsabilidade perante os doentes e familiares preocupados, a equipa de trabalho, o pessoal administrativo e as organizações profissionais, sejam importantes fontes de stress, bem como os seus efeitos terão consequências ao nível dos cuidados do doente e da saúde física e mental dos que o cuidam.
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Inteligência emocional nos enfermeiros de saúde mental e psiquiatria

Inteligência emocional nos enfermeiros de saúde mental e psiquiatria

Quanto à hipótese 8 “os valores de IE variam de acordo com a área de intervenção, sendo superiores nos enfermeiros que atuam em diversas áreas”, os resultados evidenciam que não existe suporte estatístico para a relação entre a IE e o âmbito da área de enfermagem de saúde mental e psiquiatria exercida, contudo regista-se a existência de resultados significativos a nível da dimensão UOE da IE. Durante o processo de revisão bibliográfica não foi possível identificar qualquer estudo com possível análise desta dimensão específica. Deste modo podemos concluir que a área de intervenção específica não é um fator que influencie a IE dos enfermeiros. Trata-se de uma variável que apesar de fazer uma distensão entre diferentes campos da enfermagem de saúde mental, estes não conseguem ser distintos na sua origem e fundamentação teórica, dai não ocorrerem diferenças significativas.
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 Folha de rosto

Folha de rosto

Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria. Intervenção de Enfermagem na Promoção da[r]

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Relatório de Mestrado Final Ana Sofia Luís

Relatório de Mestrado Final Ana Sofia Luís

Podemos assim concluir que os objetivos a que nos propusemos aquando da elaboração deste relatório foram atingidos. Foi realizado o relato do PIS desenvolvido numa UIPIA, direcionado para a integração da família do pré-adolescente/adolescente com anorexia nervosa no processo terapêutico. Através da MTP, foi planeada intervenção através da transmissão e do fornecimento da evidência mais atual disponível, para que os enfermeiros da UIPIA possam ajudar os pais destes utentes na transição de papel de cliente para o de recurso terapêutico. O segundo objetivo que se prendia com a análise crítica da aquisição e desenvolvimento das competências de MESMP, foi também alcançado, o que pode ser comprovado por todo o investimento de que é sinónimo o presente trabalho, por todo o caminho percorrido, por todas as aquisições que foram almejadas e alcançadas no percurso e enriquecimento pessoal e profissional atingido, por toda a mudança em nós ocorrida e que é notória quando nos localizamos no início e no final deste desafio. No entanto, existe a consciência de que o processo de aquisição de competências é contínuo e apenas se iniciou neste percurso. Ganhámos a consciência dos investimentos que ainda necessitamos fazer e dos domínios em que nos sentimos mais confortáveis e confiantes. Este processo acompanhar-nos-á ao longo do nosso trajeto profissional. Todas as Unidades Temáticas que compuseram as várias formações tiveram o seu contributo para o enriquecimento da aprendizagem e consequente desenvolvimento deste relatório, e todas as atividades realizadas em estágio favoreceram a aquisição de competências com vista a alcançar o grau de Mestre em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria. Por fim foi realizada a divulgação dos resultados do trabalho, com vista a contribuir para uma prática baseada em evidência e elaborado um artigo científico (Apêndice VI), com vista a uma maior visibilidade do mesmo.
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MODELOS DE ACOMPANHAMENTO DO ENSINO CLÍNICO EM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA

MODELOS DE ACOMPANHAMENTO DO ENSINO CLÍNICO EM SAÚDE MENTAL E PSIQUIATRIA

Na maioria dos autores consultados para a realização deste trabalho defendem a utilização da metodologia mentorship, isto é, de uma supervisão que permita o desenvolvimento dos estudantes, em que as atividades do tutor incluam escutar, aconselhar, fornecer uma pers- petiva diferente perante uma situação problemática, partilhar as suas experiências profis- sionais, motivar o estudante e fornecer um feedback. A generalidade dos autores afirma que ao transpor o conceito de mentorship para a enfermagem, a Supervisão Clínica passa a visar o acompanhamento dos estudantes e desenvolvimento das suas competências profis- sionais, fomentando a qualidade dos cuidados prestados, a segurança dos próprios clien- tes e, consequentemente, a realização e satisfação profissional do estudante. Acrescentam ainda que o mentor se constitui como uma figura capaz de ajudar o estudante, de modo a que este consiga lidar com experiências e cargas emocionais intensas, caraterísticas da área de SMP. Para além destas caraterísticas, o mentor deve ainda potenciar a ocorrência de aprendizagens que promovam a prática reflexiva e a partilha de valores entre o orien- tador e o estudante orientado. A relação é central na execução do mentoring, que visa en- sinar menos e acompanhar mais, sendo por isso não uma intervenção ‘sobre’ mas uma re- lação ‘com’ o estudante.
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Rev. Bras. Enferm.  vol.71 número2

Rev. Bras. Enferm. vol.71 número2

Objetivo: Analisar os signifi cados atribuídos por profi ssionais de enfermagem em psiquiatria à espiritualidade e sua relação com o cuidado. Método: Clínico-qualitativo, com apreciação dos signifi cados simbólicos. Entrevistou-se 18 sujeitos por um roteiro semiestruturado de questões abertas e os dados foram analisados à luz da hermenêutica psicanalítica. A discussão se empreendeu com a sobreposição do entendimento do símbolo sagrado, psicológico e do sentido da vida. Resultados: Distintas espiritualidades se interpõem pela inquietação pessoal e a experiência com a transitoriedade. A espiritualidade ajuda nas funções sociais, no equilíbrio pessoal e no empenho em suportar as angústias da transitoriedade. Entre os profi ssionais, se mostrou como uma atitude ético-combativa às formas maléfi cas, mas há restrição em lidar com a espiritualidade dos pacientes. Considerações fi nais: Os signifi cados apontaram para os limites da razão humana, assemelhando cuidadores e pacientes em condições subjetivas pelas quais evitam a espiritualidade em psiquiatria. Sugere-se atenção espiritual para os profi ssionais. Descritores: Espiritualidade; Enfermagem Psiquiátrica; Saúde Mental; Enfermagem Holística; Religião e Psicologia.
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Relatório de estágio: “à descoberta de mim e dos outros…”

Relatório de estágio: “à descoberta de mim e dos outros…”

No estágio II, do Ensino Clínico em contexto de internamento em Saúde Mental e Psiquiatria no Hospital Nossa Senhora da Graça em Tomar foi-nos proposta a realização de um Estudo de Caso. Para a realização do mesmo foi selecionado um caso que considerei interessante e em que houvesse alterações na realização do exame mental e que estivesse relacionado com os conteúdos abordados em sala de aula. Depois da identificação e escolha do caso procurei investigar um pouco sobre o quadro que trouxe a pessoa ao internamento (não tinha diagnóstico médico, tinha entrado num contexto de episódio delirante, surto/perturbação psicótica), relatar a informação relativa a anamnese, fazendo de seguida o exame mental, utilizando a grelha que anteriormente tinha elaborado. Feita a identificação dos problemas, estabeleci os diagnósticos de enfermagem utilizando uma linguagem CIPE (classificação Internacional á prática de Enfermagem), bem como as respetivas intervenções que considerei pertinentes e prioritárias para dar resposta aos problemas identificados na grelha. Tentei ser simples, concisa e clara na realização deste trabalho e procurei realiza-lo apos refletir sobre a minha prática diária.
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Rev. Bras. Enferm.  vol.70 número5

Rev. Bras. Enferm. vol.70 número5

gozo que aponta para a repetição, no qual talvez a palavra, em sua função de letra, possa inscrever algum traço, alguma marca. Isto equivale a dizer que, muitas vezes, nesse cuidado de enfermagem em saúde mental/psiquiatria, em especial no cuidado ao psicótico, está-se às voltas com um corpo, seus significados e seus usos nem sempre usuais. Nisso reside sua complexidade, sua dificuldade, no sentido de que há nesse campo a marca de um resto não nomeável, o qual, por meio da repetição, resiste à qualquer tentativa de significação e traz sofrimento. Todavia, uma vez que o cuidado é assim visto e assumido é que se pode extrair dessa condição complexa e di- fícil as possibilidades de cuidar. Porém, de que possibilidades se pode falar diante de um cotidiano marcado pelo complexo, pelo inusitado? O que pode sustentar esse fazer?
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A utilização da Música como coadjuvante terapêutico na Saúde Mental e Psiquiatria

A utilização da Música como coadjuvante terapêutico na Saúde Mental e Psiquiatria

A música na prática da enfermagem tem sido utilizada como recurso terapêutico complementar tal como se constatou nos diferentes estudos, embora ainda no seu advento e timidamente aplicada. Tal como se pode verificar pela amostra, no HML só 47,9% dos 48 enfermeiros é que a utilizam. Verifica-se pelos dados da amostra que este recurso não é usado, maioritariamente, por falta de conhecimentos, pois todos entendem ser um instrumento importante como coadjuvante na recuperação do utente. Ficamos a saber que a música facilita a expressão de sentimentos espirituais, emocionais, promove equilíbrio emocional; auxilia na expressão de dúvidas, raiva, medo e questões relacionadas com o significado da vida e sua finitude, promove relaxamento muscular, quebra o ciclo vicioso da dor crónica por aliviar a ansiedade e depressão, alterando a percepção dolorosa, facilita a participação em actividades físicas de acordo com as possibilidades individuais, reforça a identidade e auto-conceito, altera o estado de ânimo do paciente, auxilia o paciente a se lembrar de eventos significativos do seu passado, promove a expressão não verbal de sentimentos; favorece a fantasia, a criatividade, funciona como ponte entre as diferenças culturais e isolamento, fomenta a oportunidade de participação em grupo, promove entretenimento e diversão.
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Relatório da prática especializada em enfremagem de saúde mental e psiquiatria

Relatório da prática especializada em enfremagem de saúde mental e psiquiatria

Existe um conjunto de critérios que têm que ser preenchidos para a admissão dos utentes, tais como: Ter idade compreendida ente os 2 e os 45 anos; Ser portador de deficiência mental severa, moderada ou profunda e simultaneamente deficiência motora que implique deslocar-se em cadeira de rodas ou acamado; São excluídos para o internamento definitivo e temporário todos os utentes com: Capacidade de realizar marcha sem qualquer apoio; Ausência de deficiência mental de grau severo ou profundo; Doentes terminais ou com esperança de vida muito reduzida (inferior a um ano); Doentes com necessidade permanente de cuidados diferenciados médicos e de enfermagem. O seu regime de funcionamento situa-se no Internamento permanente, realizando-se também internamentos temporários. Estes ocorrem quando a pessoa com deficiência se encontra junto da sua família, mas estes por motivos pessoais, profissionais e/ou de saúde e/ou de quem normalmente os cuida vêm-se impossibilitados de prestar os cuidados necessários. Verificam-se mais na época de verão dado que é nesta altura que os Estabelecimentos de Ensino Especial se encontram encerrados. (UMP, 2012)
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O preparo de enfermeiros que atuam em grupos na área de saúde mental e psiquiatria.

O preparo de enfermeiros que atuam em grupos na área de saúde mental e psiquiatria.

...a minha formação me deu esse preparo, tenho especialização em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental, Mestrado e Doutorado em Enfermagem Psiquiátrica... fiz formação em grupos operativos... e fiz estudo de grupos com um profissional da área... além disso, fiz psicodrama e formação de expressão corporal... fizemos muitas discussões sobre o desenvolvimento do ser humano em atividades grupais. Isso facilitou para que eu pudesse estar habilitado aos vários e diferentes grupos no qual eu participo e tenho que coordenar, isso tudo deu-me embasamento para eu fazer trabalhos de grupos(E 6).
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Psicol. USP  vol.18 número1

Psicol. USP vol.18 número1

O presente artigo busca discutir os conceitos de loucura das instituições de saber Psiquiatria e Saúde Mental. Parte-se do pressuposto de que tais institui- ções, embora cultivem práticas contemporâneas de lida com a loucura, podem ser consideradas dois campos discursivos distintos. E isso se dá da seguinte maneira: 1) ambas numa só ação social, trabalhando de modo complementar; 2) como duas ações com fi ns e meios distintos (e por isso antagônicas política e ideologicamente); 3) como dois campos de saber prático que legitimam várias ações que têm sido política, ideológica e cientifi camente reunidas em torno des- sas instituições, que, então, de algum modo, se interpenetram ou antagonizam. Consideramos esses três modos de conceber a relação entre Saúde Mental e Psiquiatria como sendo “verdadeiros” a depender do ponto de vis- ta de quem os analisa; aqui, partiremos para a compreensão do que a Saúde Mental está concebendo como loucura nos atendo à terceira das possibilidades enumeradas. O mais correto seria chamarmos o que aqui estamos designando genericamente como Saúde Mental de Atenção Psicossocial em Saúde Men- tal, conforme o que está sendo estruturado pela reforma psiquiátrica brasileira e teorizado principalmente pela Enfermagem, a Psicologia, a Terapia Ocu- pacional e por algumas dissidências da Psiquiatria biológica, hegemônica na atualidade – já que Saúde Mental pode ter uma abrangência difusa, a depender do país em que se formula e da orientação política, ideológica e profi ssional de quem a descreve. Para efeitos do que segue, referiremos Saúde Mental tão- somente, tendo em vista que nenhuma outra designação garantiria a superação dos problemas de defi nição do campo.
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Formação de Enfermeiros na perspectiva da Reforma Psiquiátrica.

Formação de Enfermeiros na perspectiva da Reforma Psiquiátrica.

Este estudo é resultado de uma pesquisa com alunos concluintes do Curso de Enfermagem, sobre as concepções do processo saúde- doença mental na perspectiva da Reforma Psiquiátrica proposta no país. Foi orientado pelo referencial teórico-metodológico do Materialismo Histórico e Dialético e tem o Trabalho, como categoria de análise. O material empírico foi analisado pela técnica de Análise do Discurso. Os temas depreendidos dos discursos convergiram para a formação de uma categoria empírica que se refere à reprodução do saber da psiquiatria tradicional no ensino de enfermagem, indicando uma formação profissional ancorada nessa posição social conservadora.
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