Esteróides sexuais

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Aspectos reprodutivos e perfil hormonal dos esteróides sexuais do pirarucu, Arapaima gigas (SCHINZ,1822), em condições de cativeiro.

Aspectos reprodutivos e perfil hormonal dos esteróides sexuais do pirarucu, Arapaima gigas (SCHINZ,1822), em condições de cativeiro.

Esta pesquisa teve como objetivo caracterizar a reprodução e o perfil hormonal dos esteróides sexuais do pirarucu, Arapaima gigas, além de validar um aspecto do dimorfismo sexual secundário. O experimento foi realizado na Fazenda Santo Antônio II, em Presidente Figueredo-AM, no período de fevereiro de 2004 a fevereiro de 2005. Foram selecionados 24 exemplares e divididos em três grupos de oito peixes (grupo “A”, “B” e “C” com pirarucus de mais de quatro anos de idade, com três anos e dois anos, respectivamente). Os pirarucus foram estocados em três tanques de 400m 2 , um para cada grupo. Aspectos
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Síndrome de Klinefelter associada a lupus eritematoso sistêmico: Interferência dos esteróides sexuais.

Síndrome de Klinefelter associada a lupus eritematoso sistêmico: Interferência dos esteróides sexuais.

A associação de síndrome de Klinefelter e lupus eritematoso sistêmico (LES) é muito rara, com cerca de 21 casos descritos na literatura. Relatamos um caso com desenvolvimento de pericardite, artrite, anemia e alopécia. O uso irregular de testosterona resultou em níveis séricos subnormais deste hormônio, que coincidiram com a abertura do quadro de LES, bem como com duas recidivas. O caso está em consonância com a literatura, que fortalece a hipótese de que os esteróides sexuais tenham um papel rele- vante sobre o desencadeamento de doenças autoimunes, especial- mente o LES. (Arq Bras Endocrinol Metab 2002;46/3:299-305)
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Influência da idade e do diabetes sobre esteróides sexuais e SHBG em homens.

Influência da idade e do diabetes sobre esteróides sexuais e SHBG em homens.

Os níveis de testosterona têm influência sobre a distribuição de gordura, e já foi demonstrado em estudo prospectivo que baixos níveis de testosterona são predi- tores de um aumento de gordura visceral, e provavel- mente responsáveis pelo aumento do risco de DM2 (17). Com o envelhecimento, observamos um declínio nos níveis de testosterona e aumento da gordura visceral, ambos fatores de risco para o desenvolvimento do DM2, porém neste estudo não conseguimos demostrar relação entre esteróides sexuais e SHBG com as medidas antropométricas, provavelmente pela ampla variação do IMC nos grupos estudados (19,7-39,3kg/m 2 ) com ape-
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Efeitos dos esteróides sexuais sobre o humor e a cognição.

Efeitos dos esteróides sexuais sobre o humor e a cognição.

O SNC é um dos principais tecidos-alvo dos este- róides sexuais, os quais agem tanto por mecanismos genômicos, modulando a síntese, liberação e metabo- lismo de muitos neuropeptídeos e neurotransmissores, como por meio de mecanismos não-genômicos, influen- ciando a excitabilidade elétrica, a função sináptica e as características morfológicas dos neurônios. Dados recentes da literatura indicam que os esteróides sexuais têm importância crítica inclusive no desenvolvimento embriológico do SNC (Bates et al., 2005). Vários estu- dos têm demonstrado síntese cerebral de esteróides neuroativos (McCauley et al., 1992; Sanne e Krueger, 1995). Nas células da glia são sintetizados colesterol, pregnenolona, progesterona e 3α,5α-THP (Hu et al., 1987; Jung-Testas et al., 1989a; Jung-Testas et al., 1989b; Barnea et al., 1990). Há, portanto, duas origens para os esteróides encontrados no cérebro: periférica e central (neuroesteróides). A produção central de hormônios
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Esteróides sexuais e gonadotrofinas em mulheres com e sem carcinoma de endométrio: um estudo clínico comparativo.

Esteróides sexuais e gonadotrofinas em mulheres com e sem carcinoma de endométrio: um estudo clínico comparativo.

Observamos, em relação aos níveis de esteróides sexuais que, se por um lado os níveis dos estrogênios endógenos (estrona e estradiol) não apresentaram diferenças significativas nos dois grupos por outro, os níveis de androgênios, principalmente a androstenediona (A), a testosterona total (T) e a testosterona livre (TL) apresentaram-se maiores nas mulheres com câncer de endométrio. Não encontramos diferenças significativas entre os grupos, em relação aos níveis de SDHEA, o que é semelhante aos resultados contidos na literatura 6,14,13 .

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Mecanismos moleculares e respectivas vias de sinalização intracelulares envolvidas na regulação da produção de esteróides sexuais em machos de tilápia mossambica (Oreochromis mossambicus)

Mecanismos moleculares e respectivas vias de sinalização intracelulares envolvidas na regulação da produção de esteróides sexuais em machos de tilápia mossambica (Oreochromis mossambicus)

As enzimas envolvidas na síntese de esteróides sexuais pertencem a duas grandes classes, a superfamília de enzimas citocromo P450 (CYP) e as hidroxiesteróide desidrogenases (HSD) (Payne & Hales, 2004). O metabolismo destes esteróides é catalisado, em diferentes posições por diversas P450s, como a CYP11A (P450scc) (Lewis, 1996). Esta enzima catalisa o primeiro passo enzimático na síntese dos esteróides, a conversão de colesterol em pregnenolona (Schulz et al., 2001). A conversão da pregnenolona e posteriormente da androstenediona, é catalisada pela CYP17A (P450 17α), formando-se a 17α-hidroxiprogesterona, como um intermediário (Lewis, 1996; Payne & Hales, 2004). Por redução da androstenediona forma-se a testosterona, passo controlado pela 17β-hidroxiesteróide desidrogenase (17β-HDS) (Labrie et al., 1997; Metzler, 2003). No testículo, a testosterona é posteriormente convertida em 11β-hidroxitestosterona, por acção da enzima CYP11B 1 . O último passo
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Histologia mamária após uso de esteróides sexuais - estudo em ratas.

Histologia mamária após uso de esteróides sexuais - estudo em ratas.

No presente estudo houve associação do uso de esteróides sexuais com proliferação e atipias epiteliais e, ainda, atividade secretora celular, alterações essas observadas em animais que receberam terapia isolada com estrogênios ou progestogênios, embora o maior efeito tenha sido observado com a combinação de ambos. Estas alterações epiteliais, apesar de se basearem em anomalias induzidas por DMBA em tecido mamário de fêmeas de ratos 19 , têm sido utilizadas na maioria dos

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Interrelações entre SHBG e esteróides sexuais com medidas antropométricas, pressão arterial e lipídeos em mulheres com e sem diabetes mellitus tipo 2.

Interrelações entre SHBG e esteróides sexuais com medidas antropométricas, pressão arterial e lipídeos em mulheres com e sem diabetes mellitus tipo 2.

Em conclusão, mulheres diabéticas apresentaram maior freqüência de distribuição abdominal de gordura, estando asso- ciada à maiores concentrações de testosterona total, índice de testos-[r]

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Fisiologia do eixo GH-sistema IGF.

Fisiologia do eixo GH-sistema IGF.

Concomitantemente às alterações da secreção de GH, ocorrem alterações nas concentrações dos inte- grantes do sistema IGF, algumas delas como conse- qüência direta da elevação das concentrações de GH. As concentrações de IGF-1 elevam-se de maneira signi- ficativa durante a puberdade, sem alterações importan- tes nas concentrações do IGF-2 (2,18,19). Esse aumento ocorre de modo mais nítido em pacientes com o eixo somatotrófico íntegro, sugerindo ser conse- qüência direta do aumento da secreção de GH. Entre- tanto, pelo menos parte dessa elevação parece resultar da ação direta dos esteróides sexuais sobre a regulação da secreção de IGF-1, uma vez que pacientes com resis- tência ao GH apresentam incremento nas concentra- ções de IGF-1 durante a puberdade (2,40).
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Estudo endócrino reprodutivo e do comportamento sócio-sexual de sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata) mantido em cativeiro.

Estudo endócrino reprodutivo e do comportamento sócio-sexual de sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata) mantido em cativeiro.

tragem focal por intervalo de tempo a cada 30 segundos, cinco vezes por semana, totalizando 14.400 registros por animal. A mensuração das concentrações de metabólitos fecais dos esteroides sexuais foram realizados pelo método de enzima imunoensaio (EIE). Os resultados obtidos des- sas concentrações possibilitaram a determinação endócri- na das fases do ciclo ovariano (folicular e luteal) e de suas respectivas durações, assim como a determinação da fase periovulatória. Foram caracterizados 31 ciclos ovarianos completos, com duração de 24,3±4,1 dias (média ±DP), sendo que a fase folicular compreendeu 13,04±4,8dias e a fase lútea 11,2±4,2 dias. Os comportamentos sócio-sexuais (marcação por cheiro, cheirar genitália, catação e apresen- tação sexual) e a variável “proximidade” mostraram-se sig- nificativamente mais prevalentes na fase periovulatória do que nas demais fases do ciclo. Não houve alteração das con- centrações de MFT dos machos ao longo de todo o período estudado. A análise conjunta das concentrações de meta- bólitos fecais de esteróides sexuais e dos comportamentos sócio-sexuais possibilitou um melhor entendimento das relações endócrino-comportamentais e reprodutivas de C. penicillata.
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Estresse, ciclo reprodutivo e sensibilidade cardíaca às catecolaminas.

Estresse, ciclo reprodutivo e sensibilidade cardíaca às catecolaminas.

O estresse representa a resposta do organismo a estímulos aversivos ou a situações desconhecidas, cuja finalidade é a adaptação do indivíduo à nova condição. O agente estressante pode ser físico, químico, emocional e social. Diferentes estressores estão presentes no cotidiano dos seres humanos e podem favorecer o desenvolvimento de doenças degenerativas e acelerar o processo de envelhecimento, afetando o funcionamento de todo o organismo. Os principais mediadores da reação de estresse são as catecolaminas (norepinefrina e a epinefrina) liberadas pelo sistema nervoso simpático e pela medula da glândula supra-renal, e os glicocorticóides liberados pelo córtex da supra-renal. As catecolaminas e os glicocorticóides iniciam eventos celulares que promovem mudanças adaptativas em células e tecidos, com a função de proteger o organismo e garantir a sua sobrevivência. Essa resposta a agentes estressores pode ser modificada pelas características do estímulo estressor e do indivíduo. Entre estas merecem destaque a idade, o sexo e, em fêmeas, a fase do ciclo reprodutivo. As variações nos níveis dos esteróides sexuais estradiol e progesterona, características do ciclo reprodutivo, modulam a secreção de CRH, ACTH e glicocorticóides que ocorrem na reação de estresse e estão envolvidos nas diferenças de resposta entre homens e mulheres. Vários estudos demonstraram que a exposição a estímulos estressores pode induzir alterações de sensibilidade às catecolaminas no tecido cardíaco, as quais têm sido relacionadas com processos adaptativos. Estas alterações incluem mudanças na atividade dos sistemas de metabolização das catecolaminas, na afinidade ou no número dos adrenoceptores, no acoplamento entre o receptor e a proteína G e em processos enzimáticos, que medeiam etapas intracelulares após a ativação do receptor. O estudo de tais alterações pode auxiliar na compreensão das alterações cardíacas observadas na espécie humana após exposição à água e à natação.
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Efeitos da melatonina nos níveis de IGF-I e esteroides sexuais e no sistema reprodutor (ovários e útero) de ratas adultas

Efeitos da melatonina nos níveis de IGF-I e esteroides sexuais e no sistema reprodutor (ovários e útero) de ratas adultas

O efeito da melatonina sobre a esteroidogênese ovariana pode ser feito por ação central, por meio dos receptores de melatonina (MT1 ou MT2) localizados no hipotálamo e na hipófise (MASANA & DUBOCOVICH, 2001) ou por ação periférica, diretamente no ovário (BITTMAN, 1993; SUNDARAM et al., 1993; YAVARONE et al., 1993; AYRE et al., 1994; MUKHOPADHYAY et al., 1995; SOARES Jr. et al., 2003b). Experimentos em ratas mostraram que a ministração de melatonina bloquearia a atividade ovariana de ratas, reduzindo o peso ovariano e a produção de esteróides sexuais (REITER et al., 2005). Em nosso meio, DARDES et al. (2000) demostraram haver, após a pinealectomia, aumento da relação LH⁄FSH em ratas. Este fato poderia justificar as alterações morfológicas ovarianas comprovadas em nosso estudo, bem como em outros trabalhos (PRATA LIMA, 1998; SOARES Jr. et al., 2003a).
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IMPORTANTES ASPECTOS REPRODUTIVOS DA ESPÉCIE DE PEIXE (JAÚ) ZUNGARO ZUNGARO NA AQUICULTURA- REVISÃO DE LITERATURAALVES, Fernanda Luz, CAVALCANTE, Tnia Vasconcelos, MAZZINGHY, Cristiane Lopes, DIAS, Francisca Ferreira Elda

IMPORTANTES ASPECTOS REPRODUTIVOS DA ESPÉCIE DE PEIXE (JAÚ) ZUNGARO ZUNGARO NA AQUICULTURA- REVISÃO DE LITERATURAALVES, Fernanda Luz, CAVALCANTE, Tnia Vasconcelos, MAZZINGHY, Cristiane Lopes, DIAS, Francisca Ferreira Elda

A puberdade varia entre as espécies, podendo ocorrer mais cedo em climas quentes e, muito mais tarde, em climas frios, quando estes animais estão aptos à vida reprodutiva e as gônadas (ovários e testículos) passarão a produzir gametas viáveis. Os ciclos reprodutivos da maioria dos peixes são semelhantes aos dos mamíferos, controlados pelos estímulos ambientais, com padrão hormonal regulado pelo eixo hipotálamo-pitiutária-gonadal. As gônadas atuam produzindo hormônios esteróides sexuais (estrógenos e andrógenos), responsáveis pela formação e desenvolvimento dos gametas, pela regulação das características sexuais secundárias, pela coloração nupcial e pelo comportamento reprodutivo (MOREIRA; VARGAS; RIBEIRO, 2001).
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Perturbações parafílicas no séc. XXI

Perturbações parafílicas no séc. XXI

Durante as últimas décadas, a sexualidade e as patologias a ela associadas têm vindo a ganhar importância na Medicina, principalmente porque o sexo deixou de ser apenas uma prática de procriação, passando a ser também praticado para a obtenção de prazer. As perturbações parafílicas consideradas, segundo o DSM-5, como comportamentos, impulsos ou fantasias sexuais que causam mal-estar pessoal, interpessoal e socioprofissional no indivíduo ou outrem e que estão presentes durante pelo menos seis meses, são um dos grupos de patologias sexuais que tem sido questionado e estudado pelas suas diferenças ao longo das épocas e em diferentes sociedades. (1,5) Por esta razão, a presente dissertação procurou rever a literatura e
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Plexo coroideu : local de síntese de hormonas esteróides?

Plexo coroideu : local de síntese de hormonas esteróides?

A biossíntese de hormonas esteroides é designada por esteroidogénese e é regulada por mecanismos de retroação hormonal (Ghayee and Auchus 2007). Todas as hormonas esteroides derivam do colesterol que é grande parte das vezes fornecido pelo sangue, associado a lipoproteínas. Uma pequena percentagem de colesterol pode ser ainda produzida diretamente nas células esteroidogénicas a partir do acetato (Mensah-Nyagan et al. 1999; Mellon et al. 2001; Ghayee and Auchus 2007). A esteroidogénese envolve uma série de reações enzimáticas, através das quais o colesterol é convertido biologicamente em hormonas esteroides ativas, tais como glucocorticoides, mineralocorticoides, androgénios, estrogénios e progesterona (Ghayee and Auchus 2007; Miller and Auchus 2011). As hormonas esteroides regulam uma grande variedade de processos fisiológicos, desde o desenvolvimento da vida fetal até à idade adulta (Mellon and Griffin 2002; Miller and Auchus 2011). Interferências na biossíntese de esteróides podem resultar numa reprodução deficiente, em alterações na diferenciação, crescimento sexual, bem como no desenvolvimento de diversos cancros (Sanderson 2006; Miller and Auchus 2011). As enzimas intervenientes nesta via podem agrupar-se em enzimas do citocromo P450 (CYPs) e enzimas não pertencentes ao citocromo P450, tais como as hidroxiesteroides desidrogenases (HSDs) e redutases esteroides (Mensah- Nyagan et al. 1999; Mellon et al. 2001; Mellon and Griffin 2002; Ghayee and Auchus 2007).
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A vigorexia e os esteróides anabolizantes androgénios em levantadores de pesos

A vigorexia e os esteróides anabolizantes androgénios em levantadores de pesos

O presente estudo pretendeu perceber de que formas as preocupações com a imagem corporal podem afectar o dia-a-dia de um rapaz ou de um homem. Neste âmbito, foi aplicado um questionário denominado de Questionário do Complexo de Adónis (Pope et al., 2000), com o intuito de verificar o grau de Vigorexia presente no grupo analisado e averiguar se os indivíduos que consomem Esteróides Anabolizantes Androgénios se encontram nos níveis mais elevados de Vigorexia definidos por aquele questionário. Após recolha e tratamento dos dados torna-se evidente que os sujeitos estudados ocupam excessivamente o seu tempo com preocupações relacionadas com a aparência, em actividades destinadas a melhorar a mesma, que recorrem frequentemente a dietas e comidas especiais, que se sentem angustiados ou com vergonha de expor o seu corpo bem como em aparecer em público. Portugal parece acompanhar a tendência dos EUA, Brasil e restante Europa Ocidental pois a Vigorexia está presente em indivíduos frequentadores de Ginásios no nosso país. Apenas quatro indivíduos da amostra utilizada revelaram consumir Esteroides Anabolizantes Androgénios, contudo este facto reforça a auto censura em relação a um tema tabu como é o consumo destas substâncias ilegais.
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Esteróides anabólicos androgênicos e sua relação com a prática desportiva.

Esteróides anabólicos androgênicos e sua relação com a prática desportiva.

A testosterona e seus derivados circulam livremente na corrente sangüínea ou ligados a uma proteína plasmática. Quando atingem a célula-alvo desligam-se da proteína transportadora e, devido à sua característica lipossolúvel, atravessam com relativa facilidade a bica- mada lipídica da membrana plasmática. No citoplasma da célula, interagem com um receptor específico, formando um complexo hormônio-receptor com alta afinidade pelo núcleo celular. O complexo hormônio-receptor atravessa a membrana nuclear e liga-se com avidez a sítios especí- ficos da cromatina nuclear, denominados elementos de resposta a hormônios esteróides. Ocorre, então, a ativação da RNA polimerase, iniciando o processo de transcrição gênica no qual uma fita de RNA mensageiro, complemen- tar àquela de DNA que serviu como molde, será formada. Através da participação do RNA transportador e do RNA ribossômico, a síntese protéica se desenvolve no citosol celular. As proteínas formadas podem ser estruturais, enzimas ou ainda poderão ser secretadas para serem uti- lizadas por outras células (Wilson, Foster, 1988). Devido a esta cascata de reações que precedem a síntese protéica, as respostas decorrentes da ação dos hormônios androgênicos apresentam um retardo característico (Guyton, Hall, 1997).
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Uso de esteróides anabolizantes em praticantes de musculação e/ou fisioculturismo.

Uso de esteróides anabolizantes em praticantes de musculação e/ou fisioculturismo.

De modo geral, os efeitos adversos do abuso de EA po- dem ser amplamente divididos em quatro categorias: 1) efei- tos nas características sexuais secundárias e funções hormo- nais relatadas; 2) efeitos em tecidos somáticos, incluindo trombogênese e produção tumoral; 3) efeitos relacionados à adulteração e administração da droga, incluindo doenças in- fecciosas, especificamente hepatite B e HIV; e 4) efeitos no comportamento e saúde mental, incluindo o desenvolvimen- to de dependência. Numerosos artigos e uma variedade de textos têm abordado esses aspectos com detalhes 7,12-19 .
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Utilização de anti-inflamatórios não esteróides no tratamento de neoplasias

Utilização de anti-inflamatórios não esteróides no tratamento de neoplasias

Apesar dos diversos estudos que apontam para o papel potencial dos recetores prostanoides no cancro, ainda está por esclarecer quando e de que forma estes recetores prostan[r]

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Sexo cerebral: um caminho que começa a ser percorrido.

Sexo cerebral: um caminho que começa a ser percorrido.

A primeira suspeita do que levaria o cérebro ao sexo masculino ou feminino estaria nos hormônios esteróides, diferencialmente produzidos em ambos os sexos: testosterona no sexo masculino, estradiol no feminino. Tem havido crescente evidência de que as flutuações nos níveis hormonais nos adultos estejam relacionadas a diferenças anatômicas das estruturas cerebrais em ambos os sexos. Como esses hormônios são esteróides, atuam no interior das células, tendo livre passagem através da membrana celular graças à sua solubilidade em lípides. O complexo hormônio- receptor citosólico dirige-se ao núcleo onde atua sobre o DNA induzindo ou reprimindo a transcrição de fatores que resultam num efeito final, específico para cada tecido. A idéia inicial é a de que a ausência de testosterona durante períodos críticos de desen- volvimento do sistema nervoso central levaria à for- mação de circuitos neurais diferentes no cérebro fe- minino, comparado ao masculino. Meyer-Bahlburg e cols. estudaram o efeito de um estrógeno sintético (Dietilstilbestrol-DES) que foi utilizado em ges- tações de risco até 1971, quando sua associação com adenocarcinoma de células claras da vagina e da cérvix uterina apressaram sua retirada do mercado. As comparações entre as meninas expostas ao DES pré-natal com suas irmãs indicavam que a exposição ao DES pode aumentar o desenvolvimento de um comportamento bissexual ou homossexual nessas mulheres. Três mecanismos são aventados: 1) ação do DES através da estimulação da produção de andrógenos; 2) efeitos tóxicos do DES sobre o cére- bro em diferenciação; 3) uma ação do DES seme-
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