Estresse pós-traumático

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Bases biológicas do transtorno de estresse pós-traumático.

Bases biológicas do transtorno de estresse pós-traumático.

A pesquisa neuroendocrinológica dos sistemas fisiológicos envolvidos no estresse evidencia hiper função do eixo simpato-adrenal em conjunto com uma redução da atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) em pacientes com estresse pós-traumático (TEPT). Uma resposta prejudicada do cortisol aos estressores parece estar associada com um aumento da vulnerabilidade ao desenvolvimento do TEPT. O excesso de catecolaminas, sem o pareamento do aumento dos corticóides promoveria uma consolidação excessiva das memórias traumáti- cas e a indevida generalização para outras situações estressantes. Sintomas como o entorpecimento e flashbacks têm sido relacionados com o aumento de opióides endógenos. Estudos de neuroimagem evidenciam uma redu- ção do volume hipocampal no TEPT, que tem sido relacionada a alterações cognitivas e anormalidades do eixo HHA encontrados no TEPT.
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Comorbidade no transtorno de estresse pós-traumático: regra ou exceção?.

Comorbidade no transtorno de estresse pós-traumático: regra ou exceção?.

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) desenvol- ve-se após a exposição a um evento traumático grave, no qual o indivíduo apresenta, principalmente, sintomas de revivescência do evento traumático, evitação de estímulos as- sociados ao evento e hiperexcitabilidade. A pessoa pode agir ou sentir como se o evento estivesse ocorrendo novamente, os flashbacks são um exemplo de sintoma de revivescência. O indivíduo também pode evitar situações ou conversas associa-

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Estudo prospectivo de atenção e funções executivas em vítimas de violência urbana com transtorno do estresse pós-traumático

Estudo prospectivo de atenção e funções executivas em vítimas de violência urbana com transtorno do estresse pós-traumático

OBJETIVO: Avaliar a presença de sintomas psicopatológicos em mulheres vítimas de violência doméstica (VD) que procuraram uma delegacia de defesa da mulher. MÉTODO: Foram avaliadas mulheres com idade entre 20 e 50 anos que deram entrada em uma delegacia da mulher com queixa de VD. Durante a entrevista, todas foram submetidas ao Relatório de Indicadores Sociais e preencheram os seguintes instrumentos de autoaplicação: Inventário de Depressão de Beck, Inventário de Ansiedade de Beck, Post-Traumatic Stress Disorder Checklist - Civilian Version e o Questionário de Experiências Dissociativas Peritraumáticas (todos em língua portuguesa). Foram usadas notas de corte a partir dos estudos de validação desses instrumentos para categorizar indivíduos com alta probabilidade de apresentar transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, ou alta/baixa dissociação peritraumática. RESULTADOS: Foram avaliadas 17 mulheres com idade média de 34,7±7,7 anos. O tempo médio de duração da violência foi de 9,1±8,7 anos. Do total de mulheres, 53% eram vítimas de agressão excessiva e 84% eram ameaçadas de morte pelo companheiro; em 71% dos casos, os companheiros eram usuários de drogas. Além disso, 53% das mulheres afirmaram ter sofrido VD na infância. Do total da amostra, 89% tiveram grande probabilidade de apresentar transtorno depressivo maior, 94% transtorno de ansiedade, 76% transtorno de estresse pós-traumático e 88% apresentaram elevados níveis de experiências dissociativas peritraumáticas. CONCLUSÃO: As vítimas de VD que dão entrada em delegacias de defesa da mulher têm alta probabilidade de apresentar morbidade psiquiátrica, assim como alterações cognitivas que as impossibilitam de sair do ciclo da violência. Descritores: Mulheres maltratadas, transtornos dissociativos, transtornos de estresse pós-traumáticos, violência doméstica.
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Transtorno de estresse pós-traumático e transtorno de humor bipolar.

Transtorno de estresse pós-traumático e transtorno de humor bipolar.

O Transtorno Bipolar (THB) não é somente uma condição endógena. Severos eventos negativos durante a vida influenciam o desenvolvimento do primeiro episódio e alteram o curso do THB durante a vida. O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é uma severa e incapacitante doença mental que afeta uma significativa parcela da população, em algum momento de suas vidas. A presença concomitante de TEPT e THB parece mais freqüen- te que anteriormente sugerido, e pacientes psicóticos com história de trauma tem sintomas mais severos e maior tendência a abusar de substância psicoativas ilícitas. Pensamentos intrusivos e pesadelos ocorrem com freqüên- cia nos pacientes com TEPT e têm sido associados aos transtornos de humor. O tratamento farmacológico dessa comorbidade ainda está relacionado a estudo empíricos ou não-controlados. Neste artigo, são revisados aspec- tos atuais relacionados a essa comorbidade e enfatizados aspectos referentes à epidemiologia, etiologia, curso e tratamento farmacológico da comorbidade entre TEPT e THB. Especialmente, este estudo enfatiza a importância de avaliar sistematicamente a história de trauma em pacientes com THB.
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Estudo de efetividade de intervenção psicológica de apoio na prevenção de sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático em pacientes submetidos à sedação e internados em Unidade de Terapia Intensiva

Estudo de efetividade de intervenção psicológica de apoio na prevenção de sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático em pacientes submetidos à sedação e internados em Unidade de Terapia Intensiva

A pesquisa trata do problema do aparecimento de sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) em pacientes submetidos à sedação, durante o período de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cuja prevalência nesta população é de 38%, sendo que 15% desses pacientes apresentam sintomatologia de TEPT significativa, caracterizando quadros severos. Assim, o objetivo é avaliar a efetividade de intervenção psicológica de apoio na prevenção desses sintomas, utilizando o método de ensaio clínico randomizado. A amostra será composta por 12 adultos em cada grupo (com e sem intervenção) que apresentarem memórias traumáticas durante o período de sedação. Após 8 e 16 semanas do término do período de sedação, será avaliada a incidência de sintomas de TEPT nos grupos, e o resultado será controlado estatisticamente pelas características das memórias, pelo perfil de defesa psicológica e por sintomas de ansiedade e depressão.
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AMEAÇAS À INFÂNCIA: DO TRAUMA PSÍQUICO AO TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA

AMEAÇAS À INFÂNCIA: DO TRAUMA PSÍQUICO AO TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA

Esta pesquisa é resultado da dissertação de mestrado em Psicologia Clínica no Núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar da PUC-SP, com referencial na teoria psicanalítica. O estudo teve como um primeiro objetivo a revisão de literatura do transtorno de estresse pós- traumático (TETP) na criança; como segundo, a revisão de literatura sobre a psicodinâmica da experiência do trauma na clínica psicanalítica e como terceiro objetivo, a compreensão da apresentação clínica do transtorno de estresse pós-traumático (TETP) com a psicodinâmica da experiência do trauma. Para primeira revisão utilizou-se os bancos de dados Pubmed, Medline, Lilacs e Pilots. Para a segunda, utilizou-se a base de dados Psique vinculada à biblioteca do Instituto da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Foram incluídos no estudo os aspectos do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) na criança portadora de uma doença ou condição médica potencialmente grave, aguda ou crônica e estudos sobre a experiência subjetiva do trauma dentro da teoria psicanalítica envolvendo a criança doente. Foram excluídos estudos sobre crianças vítimas de trauma automobilístico. A compreensão do TEPT a partir da teoria psicodinâmica foi fundamentada em elementos da teoria de S. Freud, S. Ferenczi e D. W. Winnicott. Os resultados, bem como a discussão, demonstraram uma escassez de publicações brasileiras na área. Evidenciaram a fatível articulação e compreensão do TEPT com a psicodinâmica psicanalítica do trauma. Foi possível verificar o potencial traumático da enfermidade grave na infância e os prejuízos que pode causar no desenvolvimento biopsicossocial quando a experiência deixa de ser significada no sistema de representações da criança. Cuidados estáveis e suporte social podem atuar como fatores de proteção favorecendo um crescimento pós-situação traumática. Finalmente, consideramos que os profissionais de saúde que lidam diretamente com essas crianças têm importante papel no sentido de amenizar os efeitos estressógenos dessas vivências, assim como a psicoterapia psicanalítica pode oferecer um acompanhamento para a criança no confronto com o irrepresentável.
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Comorbidade entre transtorno de estresse pós-traumático e abuso e dependência de álcool e drogas: uma revisão da literatura.

Comorbidade entre transtorno de estresse pós-traumático e abuso e dependência de álcool e drogas: uma revisão da literatura.

O interesse pela compreensão do impacto na saúde men- tal de eventos traumáticos cresceu no século XX, espe- cialmente em épocas de guerra. Com o tempo, verificou- se que alguns dos sintomas presentes em sobreviventes de campos de concentração e ex-combatentes de guerra, tais como pensamentos intrusivos, pesadelos, hipervi- gilância, flashbacks, afastamento de qualquer atividade social, anestesia emocional, entre outros, obedeciam a um padrão semelhante ao de mulheres que tinham sido vítimas de violência sexual (Ozer et al., 2003). O crescente interesse pela compreensão do impacto de experiências traumáticas e o desenvolvimento de pes- quisas a respeito fizeram com que o termo transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) fosse introduzido em 1980 no Manual de Diagnóstico e Estatística dos Distúrbios Mentais (DSM-III) (Davidson, 1995).
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UM BREVE ENQUADRE DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO (TEPT), COM ÊNFASE SOBRE OS PREJUÍZOS SOCIAISMENAB, Paula Caroline Muniz; AGOSTINHO, Mrcio Roberto.

UM BREVE ENQUADRE DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO (TEPT), COM ÊNFASE SOBRE OS PREJUÍZOS SOCIAISMENAB, Paula Caroline Muniz; AGOSTINHO, Mrcio Roberto.

Este artigo tem como objetivo apresentar os principais prejuízos causados ao convívio social decorrentes de um Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT), levantando os principais sintomas e identificar as alterações comportamentais que ocorrem na vida do sujeito que viveu uma situação traumatizante e desenvolveu este transtorno. O trabalho foi realizado utilizando o método de investigação bibliográfica, através de sites e revistas cientificas relacionados ao assunto.

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Transtorno de estresse pós-traumático e depressão maior.

Transtorno de estresse pós-traumático e depressão maior.

Estudos epidemiológicos indicam, claramente, que o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) está se tornando um importante problema de saúde em termos globais, ainda que continue sendo pouco diagnosticado e tratado de forma inapropriada. O TEPT comumente ocorre em comorbidade com outros transtornos psiquiátri- cos, especialmente com a depressão maior. Entretanto, a relação entre esses transtornos e o tratamento dessa complexa entidade clínica apenas recentemente passou a receber atenção da literatura especializada. Alguns autores argumentaram que elas são duas entidades distintas, enquanto outros defenderam a hipótese de que a alta prevalência dessa comorbidade pode representar um artefato derivado dos critérios diagnósticos atualmente utilizados. Com relação ao tratamento do TEPT comórbido com depressão maior, os dados disponíveis na literatura são insuficientes e não apontam para nenhuma abordagem específica, embora alguns ensaios clínicos pequenos tenham relatado a utilidade da combinação de inibidores seletivos da recaptação da serotonina com terapia cognitiva.
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Transtorno de estresse pós-traumático em dependente do álcool.

Transtorno de estresse pós-traumático em dependente do álcool.

Contexto: Os transtornos comórbidos entre dependentes químicos têm se mostrado a regra e não a exceção. O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno de ansiedade que se desenvolve após evento traumático, com impor- tante sintomatologia. Quase 100% dos dependentes químicos que procuram tratamento relatam história de traumas, e as prevalências de TEPT têm variado entre 30% e 60%. Entre os alcoolistas, as prevalências de TEPT variam de 10% a 40%. Apesar das altas prevalências, tais transtornos carecem de investigação pelos clínicos. Objetivos: Tem-se como objetivo relatar o caso de um alcoolista com transtorno bipolar e sintomas de TEPT há alguns anos, cujo resultado de tratamento deveu-se ao reconhecimento da última comorbidade e abordagem conjunta das patologias. Métodos: Paciente masculino, 40 anos, participou em uma pesquisa do Instituto de Prevenção e Pesquisa em Álcool e outras Dependências (IPPAD), que investiga a exposição a eventos traumáticos e TEPT em dependentes químicos, respondendo a vários instrumentos. Realizou entrevistas com uma das pesquisadoras visando a este relato de caso. Os resultados foram avaliados por entre- vistas com o paciente e aplicação da Davidson Trauma Scale (DTS). Resultados: A DTS foi respondida por ocasião da participação na pesquisa e um ano após, para avaliar resultados de tratamento. No primeiro momento, o paciente pon- tuou um escore total de 75 pontos e, no segundo, de 40 pontos. A melhora deveu-se ao reconhecimento do TEPT e seu tratamento com psicoterapia psicodinâmica, terapia cognitivo-comportamental e abordagem familiar como estratégias terapêuticas utilizadas. Para o tratamento psicofarmacológico foram utilizados carbonato de lítio, sertralina e clonazepan. Conclusões: A investigação de traumas e TEPT deve ser rotina no atendimento de alcoolistas. O reconhecimento precoce desta comorbidade pode prevenir sua cronicidade, favorecer a aderência e promover o tratamento adequado.
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Transtorno de estresse pós-traumático e funções cognitivas.

Transtorno de estresse pós-traumático e funções cognitivas.

Posteriormente, situações de guerra ofereceram grande quantidade de casos, contribuindo não somente para o refinamento de formulações teóricas, mas tam- bém para a proposição de intervenções terapêuticas variadas (Marlowe, 2000). Embora a associação entre a experiência a um evento estressor traumático e a mani- festação de um conjunto de reações características possa parecer óbvia, foi somente na década de 1980 que os profissionais de saúde mental reconheceram o estresse pós-traumático como um construto psicológico válido, bem como uma condição passível de diagnóstico e tratamento (Yehuda & McFarlane, 1995).
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Transtorno do estresse pós traumático em idosos : prevalência e padrões brasileiros nos cuidados primários

Transtorno do estresse pós traumático em idosos : prevalência e padrões brasileiros nos cuidados primários

A depressão, considerada atualmente o “mal do século” 9 , é um transtorno mental frequente entre idosos, com taxas de prevalência variando entre 5% e 35% de acordo com o nível de gravidade da depressão 10 . Já o transtorno do estresse pós traumático, apresenta uma prevalência de até 9% na população em geral, esta associado diretamente ao grau de exposição a eventos estressantes traumáticos, tanto naturais, como provocados pela mão do homem. Em todas estas condições, as pessoas pertencentes aos grupos afetados podem apresentar uma porcentagem de, pelo menos 15%. Além disso, os distúrbios psiquiátricos dos idosos interferem de forma negativa na vida daqueles envolvidos com seus cuidados 11 , e já representam uma das principais áreas de gasto com a saúde da população em países desenvolvidos 12,13 .
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Avaliação da Terapia Interpessoal de grupo em pacientes com Transtorno do Estresse Pós-Traumático vítimas de violência urbana

Avaliação da Terapia Interpessoal de grupo em pacientes com Transtorno do Estresse Pós-Traumático vítimas de violência urbana

No final da década de 1970 psiquiatras americanos responsáveis pelo tratamento de veteranos da guerra do Vietnã passaram a estudar o quadro clínico desses pacientes. Eles apresentavam sintomas específicos estreitamente relacionados com a situação de guerra, como memórias intrusivas, flash-backs e pesadelos, além de alterações afetivas relacionadas com as experiências traumáticas vivenciadas durante a guerra, como embotamento afetivo, ansiedade e medo. Inicialmente esse quadro clínico foi chamado de “síndrome pós-Vietnã”, e em 1978 recebeu o nome de estresse pós-traumático e, em 1980 foi inserido na nomenclatura psiquiátrica oficial com o nome de transtorno de estresse pós-traumático, com a publicação do DSM-III (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) (Ribeiro, W.S 2006).
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Estresse pós-traumático: uma abordagem baseada em evidências

Estresse pós-traumático: uma abordagem baseada em evidências

As intervenções usadas no manejo do transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) focalizam-se em: (1) pre- venção do desenvolvimento da doença após um evento traumático, (2) tratamento do quadro já estabelecido e (3) manutenção do funcionamento e da qualidade de vida em longo prazo. Uma variedade de tratamentos psicoterápicos e farmacológicos tem sido proposta para o tratamentos do TEPT. Entretanto, nem todas as modalidades de tratamento apresentam comprovação científica. No presente artigo, os autores apresentam as modalidades de tratamentos do TEPT amparadas em evidências e discutem sua aplicabilidade e limitações. Estresse pós-traumático. Tratamento baseado em evidências. Psicoterapia. Tratamento clínico.
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Influência do sexo e condição de cônjuge nos sintomas de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático em pacientes admitidos à unidade de terapia intensiva e em seus respectivos cônjuges

Influência do sexo e condição de cônjuge nos sintomas de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático em pacientes admitidos à unidade de terapia intensiva e em seus respectivos cônjuges

Em nosso ambiente, identificamos que o sexo femi- nino teve uma importante associação com ansiedade e depressão, enquanto a condição de cônjuge se associou com sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, que persistiram apesar do tempo. Recomendamos a reali- zação de intervenções proativas durante a permanência na unidade de terapia intensiva, com a finalidade de reduzir o sofrimento dos pacientes e de seus respectivos cônjuges.

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Transtorno de estresse pós-traumático: critérios diagnósticos.

Transtorno de estresse pós-traumático: critérios diagnósticos.

Este artigo revisa aspectos da definição da síndrome clínica do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). São apresentados os critérios diagnósticos empregados no DSM-IV e CID-10. Define-se a reação aguda ao estresse (RAE) e contrasta-se a mesma com os critérios que definem o TEPT, salientando-se a importância da expressão parcial dos sintomas de TEPT em vítimas de trauma. Estudos sistemáticos na população de pacientes são caracterizados como uma necessidade a ser endereçada em saúde pública, com vistas ao estabelecimento de protocolos adequados para o diagnóstico e tratamento dessa síndrome clínica.
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Tratamento farmacológico do transtorno de estresse pós-traumático.

Tratamento farmacológico do transtorno de estresse pós-traumático.

Os autores apresentam uma revisão de literatura sobre a farmacoterapia do transtorno de estresse pós-traumáti- co (TEPT). Poucos ensaios clínicos controlados já foram feitos nesta área, mas o interesse no transtorno é crescente. Os antidepressivos, especialmente aqueles com atividade serotonérgica, parecem ser tratamentos farmacológicos eficazes no TEPT, seja como tratamento primário ou em associação com a psicoterapia. Transtorno de estresse pós-traumático. Tratamento farmacológico. Antidepressivos. Lítio. Anticonvulsivantes.

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Transtorno de estresse pós-traumático em pacientes de unidade de terapia intensiva.

Transtorno de estresse pós-traumático em pacientes de unidade de terapia intensiva.

TEPT - transtorno de estresse pós-traumático; UTI – unidade de terapia intensive; IES - Impact Event Stressor; HADS - Hospital Anxiety and Depres- sion Scale; TSC-33 - Trauma Symtom Checklist–33; PTSS – Post-traumatic Stress Syndrome 10-questions Inventory; SCID – Strutural Clinical Interview for the DSM-IV; DTS - Davidson Trauma Scale; DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – IV; CA PTSD Scale - Clinical- Administered PTSD Scale; SCQ - Sense Coherence Questionnaire; FQCI - Freiburg Questionnaire of Coping with Illness; SNI - Social Network Index; ILE - Inventory for Determining Life-Changing Events; SKT - Syndrom-Kurztest; MADRS - Montgomery-Asberg Depression Rating Scale; SF-36 - Medical Outcomes Study 36-Item Short Form.
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A evolução histórica do conceito de estresse pós-traumático.

A evolução histórica do conceito de estresse pós-traumático.

O presente estudo aborda a evolução histórica do conceito de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Cita a escola francesa como a primeira a abordar a questão da conexão psicológica entre trauma e sintomas de histeria e, em especial, os trabalhos fundamentais de Charcot e Janet. As contribuições de Freud também são descritas, principalmente sua preocupação em integrar as dimensões intrapsíquica e ambiental. Também é referi- do o trabalho de Kardiner, que, ao cunhar o termo “neurose de guerra”, fundamenta um conceito bastante importante tanto na Segunda Guerra, quanto na do Vietnã. Finalmente, os autores observam que os manuais da associação psiquiátrica americana de classificação diagnóstica (DSMs) adotam o termo TEPT, que avalia, ao mesmo tempo, o quão ameaçador foi determinado evento traumático, assim como apresenta uma lista de sinto- mas que deverão ser apresentados pelos pacientes.
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Psiconeuroendocrinologia do transtorno de estresse pós-traumático

Psiconeuroendocrinologia do transtorno de estresse pós-traumático

Objetivo: Os autores realizaram uma revisão tradicional da literatura sobre os achados neurobiológicos das disfunções do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal associados ao transtorno de estresse pós-traumático. Método: Os achados científicos relevantes foram descritos de acordo com a ordem cronológica de publicação e as características dos estudos, se eram pré-clínicos, relacionados à violência precoce como fator de risco e, finalmente, achados clínicos em pacientes portadores de transtorno de estresse pós-traumático. Resultados: Foi encontrada uma literatura rica de achados a respeito de disfunções do eixo hipotálamo- pituitária-adrenal e transtorno de estresse pós-traumático. Os achados mostraram que o transtorno de estresse pós-traumático está associado a disfunções deste eixo e de estruturas cerebrais como o córtex pré-frontal, hipocampo e amídala. Os pacientes com transtorno de estresse pós-traumático apresentam um aumento da responsividade dos receptores de glicocorticóides, suge- rindo que a inibição do feedback negativo tem um papel importante na fisiopatologia do quadro. Estudos pré-clínicos com modelos animais de deprivação maternal evidenciaram que, dependendo de quando o trauma ocorre, a disfunção do eixo será diferente. Os estudos clínicos mostram que o estresse precoce está relacionadas ao desenvolvimento de psicopatologia durante a vida adulta. Conclusões: As disfunções do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal relacionadas ao transtorno de estresse pós-trau- mático são evidências robustas e os mecanismos subjacentes a ele são cada vez mais compreendidos.
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