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EXPERIÊNCIA ESTÉTICA: O QUE É BELEZA

EXPERIÊNCIA ESTÉTICA: O QUE É BELEZA

Nessa linha de raciocínio, a divisão entre o belo e o bem, feita por Baumgarten através da estética, separa-se do ideal de Sócrates, que identifica o belo ao útil e lhe concede uma função moral. Desse modo, Baumgarten nos distancia do belo como utilitário e moral e nos aproxima do estudo da estética, por meio da aisthesis (sensação), abordando temas relativos à arte e a beleza, definido por ele, como o perfeito conhecimento sensível. Assim, sobre um viés de Baumgarten de um belo subjetivo e frente a obra de arte, será discorrido sobre a experiência estética.
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A estética relacional e a experiência estética do Hip-hop: O eu e o outro no fazer artístico

A estética relacional e a experiência estética do Hip-hop: O eu e o outro no fazer artístico

Neste exercício de reflexão acerca das oficinas de hip-hop como uma expe- riência estética relacional e também o eu e o outro no fazer artístico, muito mais que investigar os conceitos da arte aliada a metodologias de ensino, é ressignificar espaços e transformar pessoas com a cultura hip-hop. Passei por diversas etapas que o hip-hop pode oferecer, desde fazer rap, organizar batalhas de rimas, eventos beneficentes e shows. Trabalhos acadêmicos e agora, oficinas. Foram experiências de muito intercâmbio, onde o eu educador se transforma junto de que participa. O aprendizado e a troca de experiências promove também uma relação de proxi- midade, e torna-se relacional. Fico muito lisonjeado por tudo que esta cultura me ofereceu, e isto aumenta cada vez mais meu compromisso. Enxergar as oficinas de hip-hop – diferentemente do conceito de ver, ou seja, enxergar é ver algo e exercer um pensamento – como um espaço potente onde acontece a transmissão de conhe- cimento através de informações contidas nas músicas e do fazer artístico, e também, a organização do espaço como uma experiência estética – os toca discos do dj ao centro da sala, o olhar dos jovens para o equipamento, os slides das imagens e vídeos e a música na caixa de som – torna-se poderoso para pensar cada vez mais no apri- moramento da prática.
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Corporeidade e a melodia da experiência estética na formação humanescente de cantores-educadores

Corporeidade e a melodia da experiência estética na formação humanescente de cantores-educadores

Para o desenvolvimento deste estudo definimos como objetivo central de nossa investigação analisar e interpretar os significados das experiências estéticas vivenciadas por cantores- educadores no processo de formação humanescente. O interesse pelo tema da experiência estética foi construído a partir de minha própria experiência há doze anos como cantora do Madrigal da Escola de Música, grupo de extensão mais antigo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um espaço criado para a pesquisa e extensão cultural com perspectiva estrutural que aproxima docentes, discentes e comunidade externa oriundos de diferentes realidades sociais para o desafio de combinar a habilidade do canto coral, o envolvimento da corporeidade e os significados de suas experiências estéticas. Este estudo aponta para o entendimento de arte como sendo expressão perceptiva de emoções humanas, como criação de exigência existencial, de reestruturação de si e de construções que dão forma à beleza. Busca-se uma contribuição densa de novos desafios à exigência peculiar do potencial humano em termos de repertório de sensibilidades, do envolvimento, da expectativa em ampliar as possibilidades e as competências humanas e sociais. No processo de formação humanescente, encontramos o campo fecundo para usufruir possibilidades artísticas espontâneas, experimentar emoções e sentimentos partilhados na vida em grupo, provocar impulsos para criação lúdica inusitada, estabelecer uma ambiência estética potencializadora que evidencia o simbólico e o imaginário com o aprofundamento das propriedades da ludopoiese ricas em significados diversos. A partir de princípios norteadores da etnofenomenologia encontramos perspectivas estruturantes e indispensáveis que contemplam valores, desejos, imagens arquetípicas e ideias que imprimem originalidade e fecundidade ao estudo. Nesse percurso compreendemos a abundância de momentos vivenciais de intenso comprometimento, convivência, desafios, reencontros e conexões que despontam em aspectos fundamentais para a liberdade, autonomia, criatividade e novas descontinuidades. Esse reconhecimento nos aproxima da plenitude luminosa para humanescer.
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ARTHUR DANTO E A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

ARTHUR DANTO E A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

Ao adotar a Filosofia da Arte em detrimento da estética, Arthur Danto oscila entre descartar a sensibilidade e esposar a racionalidade hegeliana, mantendo uma sensibilidade subordinada ao conceito, e tendendo, na maioria das vezes, para a primeira opção. Essa opção faz com que sua argumentação sobre a experiência estética tenda para uma hermenêutica da obra de arte e chegue, em algumas ocasiões, a quase desconsiderar o aspecto sensível da obra de arte. Para corroborar seu argumento, o filósofo afirma que seria uma grande mudança se os artistas começassem a fazer obras de arte que teriam como objetivo a experiência estética, já que ele acredita não ser o caso da maior parte das obras de arte atuais. No entanto, essa é uma característica da arte norte-americana, principalmente, das décadas de 1960 a 1980 e não a característica da arte como um todo. Hélio Oiticica e seus ambientes, criados à mesma época, são disso exemplo. É nesse sentido que o caminho escolhido pelo filósofo permite-me afirmar que as vanguardas abusaram da beleza e ele abusou da estética.
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A Experiência estética e a vida ordinária

A Experiência estética e a vida ordinária

descrição de um modelo conceitual cerrado, mas o horizonte das práticas artísticas e das condutas estéticas que ele enxerga permanece fortemente atado ao alto modernismo, apesar de uma ou outra referência ao cinema e nenhuma menção aos inúmeros objetos e situações estéticas que permeiam nosso cotidiano, para além das paredes dos museus e das salas de concerto... Com relação a isso, é impossível não lembrar o quanto um daqueles crentes na dimensão utópica da experiência estética dedicava sua atenção aos mais diversos objetos: as fotografias de Atget, o camundongo Mickey, os filmes de Chaplin e Pudovkin, a poesia de Baudelaire, antigos brinquedos de madeira e livros infantis, o LunaPark, o panorama, o feitiço das mercadorias expostas nas galerias... Enfim, todos reconhecem aí logo a lista interminável dos objetos nos quais Benjamin buscou ou encontrou uma experiência estética....Se a utopia surgia aí, no mais das vezes era apenas por uma fresta, num átimo, num sopro. Quando Llansol retoma a frase de Benjamin – “O mundo é a nossa tarefa” - ela se distancia daquela utopia da experiência que Habermas e Seel tanto censuram e se aproxima muito mais do domínio da imanência que Giorgio Agamben descreveu do seguinte modo:
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A ESCOLARIZAÇÃO DA LITERATURA PARA CRIANÇA E A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

A ESCOLARIZAÇÃO DA LITERATURA PARA CRIANÇA E A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

Este é um estudo sobre a viabilidade da literatura para criança como um dos elementos para o acontecimento da experiência estética no processo de escolarização. A investigação foi realizada por meio do método exploratório e estudo teórico-bibliográfico na perspectiva histórico cultural, utilizou-se como instrumentos de coleta de dados as entrevistas, um questionário e observações das aulas em que o objeto de estudo era trabalhado. O estudo procurou analisar e compreender se a partir das práticas de Pedagogas de uma escola particular de Goiânia Goiás com a literatura para crianças seria possível surgir experiências estéticas para os infantes. A partir dos dados analisados pode-se que os obstáculos em relação ao trabalho com a literatura para crianças advêm de diferentes vertentes: formação do professor, constituição como leitor literário, concepção de leitor e condições de trabalho. Por meio deste breve estudo pode-se compreender que situação da literatura para criança na escola hoje permanece a mesma desde os estudos de décadas atrás. Diante dessa constatação considera-se importante que o estudo sobre as possibilidades de experiências estéticas com o texto literário para criança no processo de escolarização, na prática pedagógica são substanciais para uma escolarização do texto literário de forma adequada, e, principalmente, contribui para o processo de ensino e incentivo à leitura que se proponha profícuo e perene.
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Experiência religiosa e experiência estética em artistas plásticos: perspectivas da psicologia da religião.

Experiência religiosa e experiência estética em artistas plásticos: perspectivas da psicologia da religião.

religiosas da infância, da família ou, em geral, da cultura reaparecem num horizonte provável. Os motivos religiosos, os símbolos de várias procedências religiosas, são utilizados sem compromisso, como do artista plástico indiano Anish Kapoor se diz que “convoca Kali, a Cabala, a Transfiguração e a Caaba” (Herkenhoff, 1996). De acordo com Arnheim (1987) não é necessário o comprometimento religioso para se lidar com símbolos religiosos que também são grandes temas humanos: caberá ao espectador interpretá-los religiosamente, experimentá-los estética e religiosamente, trazendo para isso a palavra de algum credo religioso. O entendimento de Arnheim é de que a obra de arte é uma obra aberta e que o sentido religioso é acrescentado à obra pelo esclarecimento de uma palavra. Sem essa palavra, a obra é arte, é humana e é emocionante, mas não tem nada a ver com religiosidade. Quando a palavra religiosa é acrescentada pelo espectador, a obra de arte expande seu universo de referência. Note-se que o mesmo pode ocorrer em sentido contrário, quando uma obra religiosa, como a Pietà ou o Moisés, ou a Catedral de Barcelona (Arnheim, 1991), esvaziados da palavra da fé, recolhem-se ao universo de referência artístico e, nessa qualidade, são capazes de emocionar profundamente o espectador. A experiência estética pode, pois, ensejar a experiência religiosa, mas não é necessário que o faça. Para que a sugestão conotativa de religiosidade se defina, parece necessária a indicação denotativa da palavra. Religião, como sistema simbólico, é sistema de referência (Vergote, 1997), mas não basta qualquer referência para introduzir no sistema.
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Arte computacional e experiência estética

Arte computacional e experiência estética

A experiência perceptiva – e portanto estética – que proponho para a arte computacional torna-se mais clara sob a luz de uma filosofia utilitária, com ênfase na direção dinâmica e experiencial da arte, conforme exposto por Richard Shusterman (1998), onde o pragmatismo promove a valorização da dimensão comunicativa e cognitiva da arte e seu ideal político-social, expresso por meio de sua forma e de sua unidade dinâmica. Shusterman propõe que a tarefa da teoria estética seja a de repensar a arte, visando o enriquecimento de seu papel e apreciação a favor de uma experiência aperfeiçoada, onde o conhecimento e a verdade sejam indispensáveis para a sua realização. O filósofo defende uma aproximação entre a experiência estética e a realidade cotidiana, refletindo uma prática de vida. Para Shusterman, a arte está integrada com a história humana e não se pode submeter a criação artística a nenhuma fórmula. A obra de arte não pode ser definida, senão pela experiência que ela suscita naqueles que a vivenciam. Shusterman descreve um cenário onde podemos constatar que a arte é um conceito aberto e mutável, um território que se destaca por sua originalidade, novidade e inovação.
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PLURALIDADE E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA EM “O RECADO DO MORRO”

PLURALIDADE E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA EM “O RECADO DO MORRO”

É preciso sempre reafirmar que buscamos, com esta dissertação, apontar para a pluralidade do texto rosiano, mais precisamente sobre “O recado do morro”. Trabalhos, sempre, com hipóteses de interpretações sem que nos posicionássemos negativamente ou positivamente por um determinado ponto de vista. Por fim, acreditamos que a própria indefinição que o autor aplicou em vários temas, bem como ao fim da narrativa, serve como direção para a intenção de debate que procurou promover. Debates, melhor dizendo, já que o texto apresenta características múltiplas. Com isso, elementos como o papel da arte, a história da arte, a condição humana e as hierarquias estão em evidência para que, com sus própria experiência estética, o leitor consiga a sonhada liberdade estética e capacidade de pensar da qual Jauß nos falava. Assim como grande parte da crítica, não chegamos a uma conclusão do sentido da obra, mesmo porque essa é uma das características da compreensão continuada. O que todo crítico almeja é que seu trabalho contribua para o estudo da obra na qual se dedicou. Muitos outros sentidos foram ou serão encontrados. O que importa, contudo, é buscar a liberdade estética e entender que a obra nunca está limitada a um único fim. Cabe ao leitor, em sua experiência estética, produzir um material que contribua para a compreensão da obra literária para de forma satisfatória para que a compreensão continuada continue sendo efetuada, conforme acreditamos seguindo a nossa metodologia.
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A importância da hipermídia como experiência estética na produção do conheciment...

A importância da hipermídia como experiência estética na produção do conheciment...

As construções hipermidiáticas têm em sua arquitetura a não submissão à metodologia euclidiana linear, visto que sua arquitetura possui três dimensões - e não mais - duas. A modelagem 3D origina um mundo virtual no qual cada superfície é revestida de texturas que carregam conceitos implícitos. Produzir uma textura- conceito que se relacione com a tela-conceito faz com que a significação simbólica da hipermídia seja redobrada. Esta obtenção da textura-conceito é um primeiro momento de imersão. A segunda etapa refere-se ao encontro do objeto 3D com sua textura conceitual, o que impulsiona o leitor-intérprete a uma navegação de sentidos e significados diversos (BAIRON; PETRY, L.C., 2000). A imagem na hipermídia nunca é apenas uma ilustração, mas compõe o ambiente onde os conceitos irão habitar. O hibridismo de imagens, sons e textos indica que a estética pode ser encontrada no senso comum, e não apenas nas belas artes como prerrogativas do gênio. Conforme analisaremos sob a luz de Gadamer (2008), a estética também não é exclusiva de um caminho totalmente subjetivo, uma vez que a experiência estética pode se dar em uma estrutura presente no senso comum ou na área filosófica, prova disso é que a hipermídia possibilita a construção e habitação de um mundo que proporcione uma demonstração de contextos cotidianos (BAIRON, 2011).
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A Experiência Estética, uma Nova Conquista Democrática.

A Experiência Estética, uma Nova Conquista Democrática.

uma sala de teatro ou de ópera, podemos perguntar-nos: será que basta estar no teatro, ter ido ao teatro, para que o teatro exista na sua dimensão mais plena? Claro que não; falta alguma coisa. A prática teatral? Sem dúvida, essa é uma experiência que cria um uníssono com o palco; contudo, além de ser uma ilusão exigir uma experiência de teatro a todos, um público formado por espectadores, sem o qual o teatro não existe ainda, é absolutamente diferente de um público de praticantes amadores. A partilha da experiência teatral como experiência estética é outra coisa. Posso ilustrar com uma lembrança pessoal que considero exemplar. A reputação de Ariane Mouchkine e do Théâtre du Soleil é suficientemente importante para ultrapassar as fronteiras da memória pessoal e encontrar um eco em muitas pessoas. Trata-se de uma apresentação da peça de Hélène Cixious, Tambours sur la Digue, feita em Lyon, em um espaço arquitetônico chamado Les Subsistances. O espetáculo era feito ao ar livre; fazia frio, e, conforme a sua tradição, o Théâtre du Soleil oferecia um cobertor para cada espectador. E essa é a imagem que eu carrego ainda hoje comigo, em um dos momentos mais fortes da apresentação, em um momento no qual apenas a palavra comunhão pode exprimir o que estava vivendo, juntos, cada um dos espectadores: centenas de cabe- ças, mas um único corpo envolvido pelo mesmo cobertor de lã de cor cáqui. Este é o milagre, a potência do teatro: unir, durante uma apresentação, em uma mesma experiência, indissociavelmente senso- rial e intelectual, emocional e racional, pessoas que estavam apenas umas ao lado das outras. A experiência do teatro é uma experiência ao mesmo tempo estética e política. Ainda melhor: política porque ela é estética. A questão não é: como fazer o povo vir ao teatro? Ela é: como a experiência oferecida pelo teatro pode formar um povo; em quais condições? Como já entenderam os homens e mulheres de teatro envolvidos em dar-lhe sua dimensão plena, o povo, no sentido plenamente político do termo, que não pode ser confundido com a multidão e menos ainda com os consumidores ou com o público, não está previamente formado; ele se constrói, surge como um aconteci- mento, e o teatro é um dos vetores do seu surgimento.
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Flash Aesthesis: uma neurofilosofia da experiência estética.

Flash Aesthesis: uma neurofilosofia da experiência estética.

ticas). Como observado anteriormente, a lista de estímulos ou objetos capazes de provocar certos padrões distintivos de reação emocional não tem caráter estático e inclui desde aqueles capazes de ativar auto- matismos geneticamente programados (os quais também podem ser mais ou menos modificados pela experiência e pelo autocontrole) até aqueles em constante mutação, influenciados pela cultura, pela moda e até mesmo pelo momento, fase ou etapa particular da vida na qual os encontramos. No caso da pequena experiência estética imediata, breve experiência estética automática, estetização instantânea ou flash aes- thesis, a lista de objetos ou estímulos capazes de fazê-la emergir muda constantemente no decorrer de uma vida. É muito provável, ainda que eu não tenha me aprofundado sobre isso, que nosso gosto, nossas pre- ferências estéticas se desenvolvam a partir de certos valores sensório- perceptivos inatos. Ao nascermos, ou nos primeiros meses de vida, já possuímos sistemas cerebrais que induzem respostas mais ou menos gratificantes para o organismo função da percepção deste ou daquele objeto ou estímulo. 7 É possível que toda a nossa sensibilidade seja in- fluenciada por essas condições iniciais.
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Esporte como experiência estética e educativa: uma abordagem fenomenológica

Esporte como experiência estética e educativa: uma abordagem fenomenológica

Isso nos permite dizer que o eu do atleta se apropria de seu viver pessoal e da presença do outro, constituindo um mundo comum de homens finitos, inacabados, corpóreos, historicamente situados e constituídos a partir de uma sensibilidade que se qualifica na intencionalidade dos movimentos guardados no tempo, no espaço e nos rastros da vida. Um trama individual atravessado pelas configurações sociais, que torna evidente a construção da prática esportiva para além dos determinismos e padronizações que lhes são tipificadas, bem como, para além do devir de uma individualização corporal. Afina, os atletas, em meio à dinamicidade esportiva, atribuem sentidos e constroem novas significações por intermédio das sensações do corpo e das construções subjetivas que perpassam o esporte por meio da experiência estética num vínculo do corpo com o mundo.
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Autonomia? Autonomia! Experiência estética nos dias de hoje

Autonomia? Autonomia! Experiência estética nos dias de hoje

17. A forma que esse sujeito assume numa experiência estética compreendida dessa maneira, consequentemente não serve mais como modelo de uma subjetividade liberada para a ética. Porém, apenas assim, liberada de sua instrumentalização ética pelo discurso modernista, pode a subjetividade estética ser tematizada em sua especificidade. É interessante o fato de que o discurso modernista acerca da arte compartilha com a estética kantiana centrada no conceito do sujeito – embora quisesse distanciar-se do subjetivismo dele – o impulso de limitar a experiência estética à experiência, mesmo que específica, de uma subjetividade extra-estética. No primeiro caso de Kant, o sujeito se experimenta como um sujeito compreensivo, e no segundo caso como sujeito ético. Apesar de a estética modernista distinguir-se da kantiana no que diz respeito á primazia que ele concede ao objeto estético sobre a sua experiência, ambos – o subjetivismo estético (Kant) tanto quanto o objetivismo estético (Fried, Adorno, entre outros) – entendem que a experiência estética possui sua determinação real no fato de que o sujeito extra-estético se vivencia de maneira específica, seja epistemológica ou seja eticamente. Por reduzir a experiência estética em última análise a uma experiência, mesmo que específica, de uma subjetividade extra-estética, o discurso modernista (bem como o kantiano) marginaliza sua própria lógica. Essa lógica – ou seja, a autonomia do estético em relação aos campos da razão teórica e prática – somente se torna perceptível quando evitamos de mal entender a experiência estética de maneira subjetivista ou objetivista; quando não reduzimos o objeto dessa experiência a um mero desencadeador (como no caso de Kant) nem o reificamos a um quase-sujeito (como em muitas versões do discurso modernista). Apenas a partir e dentro desse momento, a forma específica da subjetividade estética pode se expor: como forma que o sujeite assume no momento da experiência estética (que se processa essencialmente entre sujeito e objeto); forma que o sujeito assume como o corpo desse momento. Como tal sujeito estético, o sujeito não se experimenta por habilidades que ele possui virtual ou realmente em contextos extra- estéticos, mas se experimenta em essas habilidades que consegue fazer somente na experiência estética. Por causa dessa sua lógica própria, o sujeito que se experimenta esteticamente não serve mais como modelo para o sujeito extra-estético; antes, ele é necessariamente um sujeito parcial, pois a experiência estética existe de maneira autônoma ao lado das esferas da razão teórica e prática. A experiência estética não transcende a subjetividade de sujeitos empíricos, mas é uma possibilidade intrínseca a eles.
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A experiência estética nas práticas culinárias de uma organização gastronômica.

A experiência estética nas práticas culinárias de uma organização gastronômica.

O uso corrente da estética, enquanto ciência filosófica, foi introduzido pelo filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten em 1735, na sua tese denominada Medifationes philosophicae de nonnullis ad poema pertinenfíbus (Reflexões filosóficas sobre algumas questões pertencentes à poesia). Nesse trabalho, a estética foi defini- da pelo autor enquanto a ciência da percepção em geral. Por volta de 1750, no livro intitulado Aesthetica, Baumgarten (1993) constrói uma teoria estética sistemática, a que chama também, pela primeira vez, com nome de Estética, definindo-a enquanto uma teoria do saber sensível tomada como sinônimo de conhecimento pelos sentidos. Em 1790, Kant atribuiu uma nova conotação à forma e ao conteúdo da estética na sua obra Crítica do julgamento (1987), na qual a noção de existência de uma beleza absoluta e paradigmática será substituída pela prioridade do juízo do gosto, e o belo (kalós) é considerado uma finalidade sem fim. A estética para Kant trata do estudo da experiência aprendida enquanto intuição, sentimentos, emoções, produzindo um efeito de prazer, de caráter desinteressado, que o autor denomina como experiência estética. O belo (kalós) é a condição de objeto da experiência estética.
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Experiência estética como forma de internalização das relações de poder

Experiência estética como forma de internalização das relações de poder

O presente artigo, a partir do cruza- mento das pesquisas de Lev Vygotsky, estudioso dos processos de aprendiza- gem, e de Michel Foucault, estudio- so das relações de poder, traz para reflexão princípios teóricos acerca da educação estética e da internalização das experiências vividas como formas de absorção das relações de poder. Para isso, apresenta como objeto de análise a adaptação para crianças de um clássico da literatura internacio- nal – Romeu e Julieta, de William Shakespeare –, feita pela autora bra- sileira Ruth Rocha (2009). Na obra adaptada, entendendo a sua leitura como experiência estética de alteri- dade, vamos observar de que forma questões de gênero (homem e mulher) são orquestradas na nova narrativa, buscando identificar as relações en- tre a experiência estética e possíveis conceitos morais imbricados na obra.
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Móbiles da ação: da cor à experiência estética

Móbiles da ação: da cor à experiência estética

Verifica-se uma perda paulatina desta sensibilidade às cores, em função de uma lógica que não se origina, não diversifica nem enriquece as ações sensório-motoras da criança que todos fomos, mas que é imposta ou adquirida externamente. Como no exemplo em que Gui (8;9) opta por enfileirar os círculos de cor embora cada um dos círculos acabem sendo de um mesmo verde 61 . Experiências com cor permitem evidenciar esta espécie de empobrecimento visual que, entretanto, pode ser revertido em prol da construção de uma lógica própria, por ações transformadoras (vide capítulo 7 Coordenadores cognitivos – COO). Haveria assim uma continuidade funcional dada pela mobilização estética destas ações, um movimento endógeno que permanece subjacente à descontinuidade das estruturas cognitivas. Deste modo, a mobilização estética do indivíduo, quando assumida internamente e considerada pelos educadores, fornece um chão ou uma base sensível para aprendizagem ou construção de conhecimentos. Pensamos que projetos curriculares e didáticos podem beneficiar-se deste argumento. Especificamente nas atividades de pintura, é importante compreender a diferença entre colorir objetos e criá- los a partir da cor. Como nos alerta Dewey (2010, p. 359) “a maior revolução estética da história da pintura ocorreu quando a cor passou a ser usada estruturalmente; com isso, os quadros deixaram de ser desenhos coloridos.” O uso estrutural da cor só pode acontecer quando não há divisão entre a mente e a experiência do pintor ou sujeito cognoscente, o que nos leva à interseção do indicador COR com o indicador EES (Experiência Estética).
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"Alguns sentidos do acto de combater: A experiência estética do atleta de Taerwondo".

"Alguns sentidos do acto de combater: A experiência estética do atleta de Taerwondo".

Resumo: A consideração do desporto como uma atividade com valor estético, suscetível de desencadear uma experiência estética, quer no praticante quer no observador, é, hoje em dia, uma temática relativamente pacífica. Na busca por compreender como o ambiente desportivo se transforma num território emocional, propício à vivência da experiência estética, o presente estudo teve como objetivo descrever e interpretar o contributo do ‘grito’ como elemento potenciador da experiência estética vivenciada pelos atletas de Taekwondo. Partimos do pressuposto de que esta forma de expressão, denominada kihap no Taekwondo, permite ao atleta exteriorizar a força, a energia que reside dentro de si, contribuindo para que o movimento seja potente, assertivo e belo, tempo em que os observadores estão com os seus sentidos de visão e audição expectantes, ligados à beleza proveniente de cada um destes momentos/movimentos, maximizados pelo kihap. A pesquisa, de natureza qualitativa, com uma abordagem fenomenológica, tem carácter descritivo e exploratório. O discurso de 22 atletas da Seleção Portuguesa de Taekwondo foi captado em entrevistas semi-estruturadas. Os dados recolhidos foram trabalhados a partir de um mapeamento do conteúdo do discurso dos atletas. Da análise e interpretação da informação coletada, concluiu-se que o kihap emerge como um elemento importante na edificação da experiência estética dos atletas.
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Open MerleauPonty e a experiência estética do mundo

Open MerleauPonty e a experiência estética do mundo

No terceiro e último capítulo da nossa pesquisa, reunimos os principais argumentos que advogam a tese de uma reflexão estética do pensamento de Merleau-Ponty. Ao recorremos à sua obra, encontramos indicativos descritivos pelos quais o filósofo estrutura sua argumentação acerca da experiência perceptiva que remetem à estética como conhecimento sensível ( αἴσ σ ς). A experiência sensível, deflagrada na relação entre o corpo e o mundo, não é desprovida de uma lógica, pelo contrário, há uma lógica perceptiva inerente ao mundo que ratifica a verdade do sensível e irrompe na relação carnal validando sua efetividade. Os processos criativos, dos quais as obras de arte são modalidades, refletem e plasmam essa potência expressiva que fecunda o mundo sensível projetando diante de si seu sentido. Ao mesmo tempo, o corpo se desvela nesse sistema geral do mundo do qual nenhum elemento pode escapar. A intencionalidade criadora exprime o corpo como mediador entre a experiência sensível e a arte. Tal relação visa à realização, o destino, da textura do mundo.
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A literatura infantil entre a experiência estética e a educação moral

A literatura infantil entre a experiência estética e a educação moral

Outros especialistas da área corroboram que “a escola é a instituição que há mais tempo e com maior eficiência vem cumprindo o papel de avalista e de fiadora do que é literatura” (LAJOLO, 2001, p. 19). Uma questão ainda e sempre em curso para os profissionais da área, que configura “uma das maiores responsáveis pela sagração ou pela desqualificação de obras e de autores. Ela desfruta de grande poder de censura estética – exercida em nome do bom gosto – sobre a produção literária” (2001, p. 19). Assim, do mesmo modo que tem o poder de dizer o que deve ou não ser lido, a partir de um conjunto de preceitos, tem cumprido a função de “instrumento para a Educação Moral à medida que sensibiliza a criança para os dilemas morais vividos pelos personagens e suscita, num ambiente escolar democrático, a reflexão sobre os valores e sentimentos inerentes às suas condutas” (RAMOS; CAMPOS; FREITAS, 2012, p. 149).
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